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Após guarda revolucionária iraniana ameaçar atacar empresas dos Estados Unidos no Oriente Médio --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Da Reuters 01/04/26 às 15:29 | Atualizado 01/04/26 às 15:29 Postado em 01 de Abril de 2.026 às 16h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.389*.# .
Ataque iraniano atingiu operação da Amazon no Bahrein em meio à guerra no Oriente Médio • Gustavo Graf/Reuters
A operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada
após um ataque iraniano, informou o Financial Times nesta quarta-feira
(1), citando uma pessoa familiarizada com o assunto.
O
Ministério do Interior do Bahrein disse mais cedo que equipes da defesa
civil estavam combatendo um incêndio em uma instalação de uma empresa,
após o que as autoridades descreveram como um ataque iraniano.
O ministério não forneceu imediatamente detalhes sobre a empresa envolvida, vítimas ou a extensão dos danos.
A Amazon não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters sobre a reportagem do FT.
Na
semana passada, a gigante do comércio eletrônico disse que a região
(conceito usado para descrever agrupamentos de datacenters) da Amazon
Web Services no Bahrein havia sido “interrompida” em meio ao atual
conflito no Oriente Médio, marcando a segunda vez em um mês que suas operações foram afetadas pela guerra.
A
Amazon Web Services é a unidade de computação em nuvem da Amazon e é
crucial para o funcionamento de muitos sites conhecidos e operações
governamentais, além de ser a principal fonte de lucro da empresa.
De computadores pessoais ao iPhone, empresa criada na garagem de Steve Jobs revolucionou a relação das pessoas com a tecnologia. Meio século depois, tenta mostrar que ainda pode liderar a próxima grande transformação digital. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por France Presse Postado em 31 de Março de 2.026 às 00h25m . #.*Post. - Nº.\ 5.388*.# .
Steve Jobs — Foto: ASSOCIATED PRESS
A Apple comemora seu 50º aniversário em um momento em que a inteligência artificial (IA) desafia a empresa a
mostrar que ainda é capaz de lançar uma inovação com potencial de
provocar uma transformação cultural.
Steve Jobs, um gênio do marketing, e Steve Wozniak, cofundador da Apple,
revolucionaram a forma como as pessoas utilizam a tecnologia na era da
internet e construíram uma empresa que hoje vale mais de US$ 3,6
trilhões (aproximadamente R$ 18,8 trilhões).
Os dois universitários mudaram a forma como as pessoas usam
computadores, ouvem música e se comunicam, dando origem a estilos de
vida que giram em torno de aplicativos de smartphones.
Os principais produtos da Apple — o Mac, o iPhone, o Apple
Watch e o iPad — mantêm uma base fiel de usuários, décadas após o
início da empresa, em 1º de abril de 1976, na garagem de Jobs, em
Cupertino, na Califórnia.
A Apple
vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones desde o lançamento, em 2007,
gerando uma receita de cerca de US$ 2,3 trilhões (aproximadamente R$ 12
trilhões), segundo dados da Counterpoint Research.
Para o analista da Counterpoint Yang Wang, o iPhone é o produto
eletrônico de consumo mais bem-sucedido da história: reformulou a
comunicação humana e se tornou "um símbolo global de moda e status".
Antes do iPhone, a Apple
já havia abalado o setor da informática doméstica com o Macintosh de
1984, cuja interface baseada em ícones e o uso do mouse tornaram a
computação mais acessível, além de impulsionar a rivalidade entre Jobs e
Bill Gates, da Microsoft.
"A Apple
foi fundada sobre a ideia de que a tecnologia deveria ser pessoal, e
essa crença — radical para a época — mudou tudo", afirmou o
diretor-executivo da empresa, Tim Cook, em carta comemorativa publicada
online.
A Apple
transformou o mercado musical com o iPod e o iTunes, tornou o
smartphone um produto de consumo de massa com o iPhone e levou os
tablets ao grande público com o iPad.
O Apple Watch rapidamente assumiu a liderança do mercado de relógios inteligentes, apesar de ter sido lançado depois dos concorrentes.
Embora não fosse engenheiro, Jobs — que morreu em 2011, aos 56 anos — ficou conhecido por sua determinação em unir tecnologia e design para criar produtos intuitivos e simples de usar.
A Apple
promoveu o Macintosh como o "computador para o resto de nós", mas foi o
iPhone que realmente cumpriu essa promessa, destacou David Pogue, autor
do livro "Apple: The First 50 Years".
O domínio do iPhone transformou o modelo de negócios da Apple.
Como o mercado de smartphones premium é considerado saturado, Cook
passou a apostar cada vez mais na venda de serviços e conteúdo digital
para a base de usuários da empresa.
Um elemento central dessa estratégia é a App Store, que a Apple
transformou na principal porta de entrada para softwares em seus
dispositivos, cobrando comissão sobre transações, o que gerou acusações
de abuso de posição dominante, investigações na Europa e decisões
judiciais nos Estados Unidos para abrir a plataforma.
O 'fator China'
Nenhum país foi tão importante para a ascensão da Apple
— nem tão desafiador para seu futuro — quanto a China, uma
superpotência com a qual Cook estreitou laços por meio de visitas
frequentes a lojas da Apple e compromissos oficiais.
Cook liderou a estratégia que transformou a China na principal base de produção dos dispositivos da Apple, onde a grande maioria dos iPhones é montada pela Foxconn e por outros fornecedores em fábricas no país.
O país também é um dos maiores mercados consumidores da Apple.
No entanto, a empresa enfrenta pressão crescente nessas duas frentes:
as tensões comerciais e as tarifas aceleraram a busca por diversificar a
produção para países como Índia e Vietnã, enquanto a concorrência de
rivais locais, como a Huawei, reduziu a fatia de mercado da Apple na China.
O 'desafio da IA'
Os investidores demonstram preocupação porque a Apple
parece avançar com cautela excessiva na área de inteligência artificial
generativa, enquanto concorrentes como Google, Microsoft e OpenAI
avançam rapidamente.
Uma atualização prometida para a assistente digital Siri sofreu atraso,
algo incomum para a empresa. Além disso, em vez de apostar apenas em
seus próprios engenheiros, a Apple recorreu ao Google para incorporar recursos de inteligência artificial.
Ainda assim, o foco da Apple
na privacidade do usuário, aliado ao seu hardware avançado, pode ajudar
a popularizar a inteligência artificial personalizada e torná-la
rentável — um objetivo que ainda parece distante para boa parte do
setor.
Os fones de ouvido AirPods já vêm sendo aprimorados com sensores e
softwares mais inteligentes, e as lições dos óculos de realidade virtual
Vision Pro podem ser aplicadas ao desenvolvimento de dispositivos com
IA capazes de competir com os da Meta.
Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante
o evento da Apple. — Foto: Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters
Conflito no Oriente Médio também envolve espionagem por aplicativos falsos e ataques virtuais em massa. Pesquisadores já rastrearam quase 5.800 ataques de grupos ligados ao Irã, sendo a maioria contra empresas dos EUA e de Israel. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Associated Press 31/03/2026 02h00 Atualizado há 04 horas Postado em 31 de Março de 2.026 às 06h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.387*.# .
Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês
Enquanto fugiam de um ataque de mísseis do Irã,
alguns israelenses com celulares Android receberam uma mensagem com
link para um suposto aplicativo de informações em tempo real sobre
abrigos antiaéreos.
Mas, em vez de oferecer um aplicativo útil, o link baixava um arquivo
malicioso que dava aos hackers acesso à câmera do celular, à localização
e a todos os dados dos usuários.
A operação atribuída aos iranianos demonstrou uma coordenação sofisticada na frente cibernética do conflito que opõe osEstados Unidos e Israel ao Irã e seus representantes digitais.
À medida que buscam usar capacidades cibernéticas para compensar suas
desvantagens militares, o Irã e seus apoiadores demonstram como
desinformação, inteligência artificial e invasões digitais agora estão
incorporadas à guerra moderna.
As mensagens falsas recebidas recentemente pareciam ter sido
cronometradas para coincidir com os ataques de mísseis, representando
uma combinação inédita de ataques digitais e físicos, destacou Gil
Messing, chefe de gabinete da empresa israelense de cibersegurança Check
Point Research.
"Isso foi enviado às pessoas enquanto elas corriam para os abrigos para
se proteger", disse Messing. "O fato de estar sincronizado e no mesmo
minuto é uma novidade".
Especialistas afirmaram que a disputa digital provavelmente continuará
mesmo com um cessar-fogo porque é mais fácil e barata que o conflito
convencional e não é projetada para matar ou conquistar, mas para
espionar, roubar e intimidar.
Ataques virtuais de alto volume e baixo impacto
Embora em grande número, a maioria dos ataques cibernéticos ligados à
guerra tem causado danos relativamente limitados a redes econômicas ou
militares. Mas eles colocaram muitas empresas na defensiva, forçando-as a
corrigir rapidamente antigas vulnerabilidades.
Quase
5.800 ataques cibernéticos de cerca de 50 grupos ligados ao Irã foram
rastreados até agora, de acordo com investigadores da empresa de
segurança DigiCert, com sede em Utah. A maior parte tem como alvo
empresas dos EUA e de Israel, mas alguns visaram redes no Bahrein, no
Kuwait, no Catar e em outros países da região.
Muitos ataques virtuais são bloqueados por medidas mais recentes de cibersegurança, mas podem causar danos sérios a organizações com sistemas desatualizados e impor demanda por recursos mesmo quando não têm sucesso.
Eles também têm um impacto psicológico sobre empresas que podem fazer
negócios com o setor militar. "Há muito mais ataques acontecendo que não
estão sendo relatados", disse Michael Smith, diretor de tecnologia de
campo da DigiCert.
Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra
Um grupo de hackers pró-Irã disse na sexta-feira (27) ter invadido uma
conta do diretor do FBI, Kash Patel, e publicou o que pareciam ser
fotografias antigas, um currículo e outros documentos pessoais do chefe
da agência. Muitos desses registros pareciam ter mais de uma década.
É semelhante a muitos dos ataques cibernéticos ligados a hackers
pró-Irã: chamativos e projetados para aumentar o moral entre apoiadores,
enquanto minam a confiança do oponente, mas sem grande impacto no
esforço de guerra.
Esses ataques de alto volume e baixo impacto são "uma forma de dizer às
pessoas em outros países que ainda é possível alcançá-las, mesmo que
estejam em outro continente. Isso os torna mais uma tática de
intimidação", disse Smith, da Digicert.
Estruturas críticas como alvos
É provável que o Irã ataque os elos mais fracos da cibersegurança
americana: cadeias de suprimentos que sustentam a economia e o esforço
de guerra, bem como infraestrutura crítica, como portos, estações
ferroviárias, sistemas de água e hospitais.
Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no
norte da Virgínia, nos EUA — Foto: Reuters/Jonathan Ernst
Neste mês, hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram ter
invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker e alegaram que
o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram
crianças iranianas em idade escolar.
Em outro ataque, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à
sua própria rede por meio de uma ferramenta que autoridades dos EUA
associam ao Irã, afirmaram recentemente pesquisadores da empresa
americana de cibersegurança Halcyon.
Neste caso, os hackers nunca exigiram resgate, sugerindo que estavam
motivados por destruição e caos, e não por lucro, revelaram os
pesquisadores.
Junto
com o ataque à Stryker, "isso sugere um foco deliberado no setor
médico, em vez de alvos de oportunidade", disse Cynthia Kaiser,
vice-presidente sênior da Halcyon. "À medida que esse conflito continua,
devemos esperar que esse direcionamento se intensifique".
A inteligência artificial está dando um impulso
A inteligência artificial pode ser usada para aumentar a velocidade de
ataques cibernéticos e permitir que hackers automatizem grande parte do
processo. Mas é na desinformação que a IA realmente demonstrou seu impacto corrosivo sobre a confiança pública.
Apoiadores de ambos os lados têm disseminado imagens falsas de
atrocidades ou de vitórias decisivas que nunca aconteceram. Um deepfake
de navios de guerra dos Estados Unidos afundados acumulou mais de 100
milhões de visualizações.
A mídia estatal iraniana, por exemplo, passou a rotular imagens reais
da guerra como falsas, às vezes substituindo-as por imagens manipuladas
próprias, segundo pesquisa da NewsGuard, empresa americana que monitora
desinformação.
O aumento das preocupações com riscos representados por IA e invasões
levou o Departamento de Estado americano a criar em 2025 o Escritório de
Ameaças Emergentes, focado em novas tecnologias e em como elas poderiam
ser usadas contra os EUA.
Ele se junta a esforços semelhantes já em andamento em órgãos como a
Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e a Agência
de Segurança Nacional (NSA).
A IA também desempenha um papel na defesa contra ataques cibernéticos ao automatizar e acelerar o trabalho, afirmou recentemente ao Congresso americano a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard.
A
tecnologia, disse ela, "moldará cada vez mais as operações
cibernéticas, com operadores e defensores usando essas ferramentas para
melhorar sua velocidade e eficácia".
Apesar de Rússia e China serem vistas como ameaças cibernéticas
maiores, o Irã ainda assim lançou várias operações contra americanos.
Nos últimos anos, grupos que trabalham para Teerã infiltraram o sistema
de e-mail da campanha do presidente Donald Trump, atacaram sistemas de
água nos Estados Unidos e tentaram invadir redes usadas pelos militares e
por contratados de defesa. Eles também se passaram por manifestantes
americanos online como forma de incentivar protestos contra Israel de
maneira encoberta.
Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram
as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã
limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com
riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Máquinas modulares desenvolvidas por pesquisadores conseguem se reorganizar e seguir operando mesmo após perder partes, apontando caminho para robôs mais resilientes --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 29/03/2026 03h00 Atualizado há 03 horas Postado em 29 de Março de 2.026 às 06h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.386*.# .
'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano
Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos,
desenvolveram robôs modulares projetados com ajuda de inteligência
artificial (IA) capazes de continuar se movendo mesmo após sofrer danos
ou perder partes do corpo. O estudo foi publicado na revista científica
Proceedings of the National Academy of Sciences.
Chamados de “metamáquinas”, os robôs são formados por módulos
independentes — cada um com motor, bateria e computador próprios — que
podem funcionar sozinhos ou em conjunto. Quando
conectados, esses blocos permitem que as máquinas corram, saltem, se
levantem após quedas e sigam operando mesmo depois de sofrer avarias.
“Estamos
criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de
metamáquinas”, afirmou o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente
da universidade, à agência Reuters. “Se uma parte do corpo é danificada
ou perdida, o restante continua funcionando.”
Para
chegar aos formatos mais eficientes, a equipe utilizou um algoritmo
evolutivo baseado em IA, que gera diferentes “planos corporais” em
simulações. Os modelos com melhor desempenho são selecionados e
aprimorados ao longo do tempo, em um processo inspirado na seleção
natural.
Segundo os pesquisadores, o sistema produziu designs incomuns,
diferentes dos robôs tradicionais inspirados em humanos ou animais, mas
altamente eficientes para locomoção.
O desafio, segundo Kriegman, é que o número de combinações possíveis é gigantesco.
“Com
apenas dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com
cinco módulos, já existem centenas de bilhões de combinações
possíveis”, explicou. “Você não sabe qual design é bom ou ruim até dar a
ele a oportunidade de aprender. E é aí que a IA entra.”
Nos testes em ambientes externos, versões com três, quatro e cinco
“pernas” conseguiram atravessar terrenos variados, como cascalho, grama,
areia, lama, folhas e superfícies irregulares.
Os cientistas afirmam que a tecnologia pode permitir a criação de robôs
capazes de se adaptar a ambientes imprevisíveis e até serem
reconstruídos em campo, conforme a necessidade. “É muito difícil prever
exatamente o que um robô precisará fazer antes de colocá-lo no mundo
real. Por isso, seria extremamente útil que ele pudesse ser redesenhado e
reconstruído sob demanda”, disse Kriegman.
'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos — Foto: Reprodução/Reuters
Além da resistência, o objetivo dos pesquisadores foi combinar adaptabilidade com desempenho físico.
“Queríamos
criar robôs mais resilientes, que pudessem evoluir. A natureza nos
mostra que, se você quer criar um agente inteligente, deve começar pelo
movimento”, afirmou.
Como exemplo, o pesquisador destaca que, ao dividir uma dessas máquinas
ao meio, o resultado não são peças inutilizadas, mas dois novos robôs
funcionais. “Corte qualquer outra tecnologia ao meio e você terá lixo.
Aqui, você tem duas máquinas que continuam operando”, disse.
Para a equipe, a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs
mais versáteis, capazes de se adaptar, se recompor e operar em condições
adversas — algo essencial para aplicações como exploração, resgate e
operações em ambientes hostis.
'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando
mesmo após sofrer danos — Foto: Universidade Northwestern via Reuters