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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Três engenheiros da mesma família são presos nos EUA acusados de roubar dados do Google para mandar para o Irã

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Entre os presos, estão as irmãs Samaneh Ghandali, de 41 anos, e Soroor Ghandali, de 32. O terceiro réu é Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 12h00m
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Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters
Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters

Três engenheiros do Vale do Silício foram presos na quinta-feira (19) acusados de roubar segredos comerciais do Google e de outras grandes empresas de tecnologia para enviar ao Irã, informou a procuradoria do Distrito Norte da Califórnia, dos EUA.

Eles também são acusados de obstruir a Justiça.

Os presos fazem parte da mesma família. São eles: as irmãs Samaneh Ghandali, de 41 anos, e Soroor Ghandali, de 32, e Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh.

Samaneh Ghandali e Soroor Ghandali trabalharam no Google antes de irem para outra empresa de tecnologia identificada no processo como Empresa 3.

Já Khosravi, marido de Samaneh, trabalhou em uma companhia identificada comoEmpresa 2.

Os três devem voltar ao tribunal em 20 de fevereiro de 2026, quando será definida a representação legal, perante a juíza Susan van Keulen.

Se condenados, cada um pode pegar até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil por cada acusação de conspiração para roubo de segredos comerciais e de roubo ou tentativa de roubo.

No caso de obstrução de procedimento oficial, a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão e multa de US$ 250 mil.

Quais são as acusações

Segundo a acusação, os réus usaram seus cargos para obter acesso a informações confidenciais e sensíveis.

Eles também teriam transferido documentos confidenciais do Google e de outras empresas para locais não autorizados, como dispositivos de trabalho ligados aos empregadores uns dos outros, aparelhos pessoais, além de mandarem para o Irã.

Esses documentos tinham segredos comerciais relacionados à segurança de processadores, criptografia e outras tecnologias.

A denúncia descreve que, enquanto trabalhava no Google, Samaneh Ghandali teria transferido centenas de arquivos para uma plataforma de comunicação de terceiros, em canais que levavam os primeiros nomes de cada um dos acusados.

Soroor Ghandali também é acusada de ter transferido diversos arquivos do Google para esses canais enquanto ainda era funcionária da empresa.

Posteriormente, esses documentos teriam sido copiados para dispositivos pessoais, para o computador de trabalho de Khosravi naEmpresa 2 e para o equipamento profissional de Soroor na Empresa 3.

Ocultamento de informações

Ainda de acordo com a acusação, os três tentaram ocultar as ações por meio da entrega de declarações juramentadas falsas às empresas vítimas, negando condutas relacionadas aos segredos comerciais roubados.

Eles também são acusados de destruir arquivos e registros eletrônicos e adotar métodos para evitar a detecção das ações, como fotografar manualmente telas de computador com documentos confidenciais, em vez de transferir os arquivos completos por plataformas digitais.

Em agosto de 2023, após os sistemas internos de segurança do Google detectarem atividades de Samaneh Ghandali e revogarem seu acesso aos recursos da empresa, ela teria assinado uma declaração afirmando que não tinha compartilhado informações confidenciais fora da companhia.

Segundo a denúncia, ela e Khosravi passaram então a pesquisar e acessar sites sobre como excluir comunicações e dados, incluindo informações sobre quanto tempo operadoras de celular mantêm mensagens para imprimir em tribunal.

O casal continuou acessando segredos comerciais armazenados em dispositivos pessoais e, ao longo de meses, teria fotografado manualmente centenas de telas de computador com informações confidenciais do Google e da Empresa 2.

Na noite anterior a uma viagem ao Irã, em dezembro de 2023, Samaneh Ghandali teria feito cerca de 24 fotografias da tela do computador de trabalho de Khosravi, contendo informações sigilosas da Empresa 2.

Já no Irã, um dispositivo pessoal associado a Samaneh teria acessado essas imagens, enquanto Khosravi teria acessado outras informações confidenciais da empresa.

Em nota, o procurador federal dos Estados Unidos Craig H. Missakian afirmou que os acusados exploraram suas posições para roubar segredos comerciais confidenciais de seus empregadores e que o escritório continuará atuando para proteger a inovação americana e processar indivíduos que roubem tecnologias sensíveis para ganho indevido ou para beneficiar países hostis.

O agente especial do FBI responsável pelo caso, Sanjay Virmani, disse que as ações descritas na denúncia representam uma traição calculada de confiança e que os acusados teriam adotado medidas deliberadas para evitar detecção e ocultar suas identidades.

Ele afirmou que proteger a inovação do Vale do Silício e as tecnologias que impulsionam a economia e a segurança nacional é prioridade da agência.

Como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais
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Bactéria presa em gelo de caverna por 5 mil anos resiste a antibióticos

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Sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana; pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar

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Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
21/02/26 às 03:34 | Atualizado 21/02/26 às 04:11
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 09h00m
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Uma bactéria isolada de uma camada de gelo com cerca de 5 mil anos chamou a atenção de pesquisadores ao apresentar resistência a múltiplos antibióticos modernos.

A cepa, denominada Psychrobacter sp. SC65A.3, foi recuperada da Caverna de Gelo Scărișoara, na Romênia, considerada um dos mais antigos depósitos subterrâneos de gelo do mundo.

O sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana. Em testes laboratoriais, o microrganismo mostrou resistência a antibióticos de diferentes classes, incluindo penicilinas, cefalosporinas, fluoroquinolonas e aminoglicosídeos.

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Entre os genes identificados está o mcr-1, relacionado à resistência à colistina, medicamento usado como último recurso em infecções graves. estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Microbiology.

Além do perfil de resistência, os pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar.

A cepa foi capaz de inibir o crescimento de microrganismos do grupo ESKAPE, conjunto de bactérias frequentemente associadas a infecções resistentes a medicamentos.

Veja dinossauros e descobertas arqueológicas de 2026













O estudo também destacou características adaptativas da SC65A.3, como crescimento em baixas temperaturas e produção de enzimas ativas no frio.

Segundo os autores, os resultados reforçam a ideia de que o meio ambiente funciona como reservatório natural e antigo de genes de resistência, anteriores ao uso clínico de antibióticos.

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Índia aposta em nacionalizar navios de guerra; conheça porta-aviões do país

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INS Vikrant é considerado a principal vitrine da Marinha indiana em busca de uma autossuficiência naval 
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Luciana Amaral, da CNN Brasil, em Visakhapatnam, Índia 
21/02/26 às 03:03 | Atualizado 21/02/26 às 03:03
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Numa corrida para se projetar como potência bélica frente a outras nações, a Índia aposta em nacionalizar os projetos e a construção de navios de guerra da Marinha do país.

A ambição do governo do premiê Narendra Modi é se tornar autossuficiente no setor até 2047 – quando a Índia completará 100 anos de independência dos britânicos – e tem como exemplo mais visível o porta-aviões INS Vikrant (vitorioso ou corajoso, em tradução livre do sânscrito), considerado a joia da coroa da Marinha do país.

O navio é considerado um marco na capacidade indiana de desenvolver as próprias embarcações.

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Comissionado em 2022, o INS Vikrant foi construído na cidade de Cochin, no sudoeste da Índia, voltada ao Mar da Arábia. O projeto envolveu mais de 660 empresas do país. Ao todo, cerca de 76% das peças que compõem o porta-aviões são indianas.

A avaliação do governo indiano é que nacionalizar ao máximo a concepção e a produção dos navios lhe dá mais envergadura para se tornar o parceiro preferencial de outros países na região do Oceano Índico. E, com isso, ganhar influência militar e econômica. É a chamada diplomacia naval, cada vez com contornos geopolíticos mais complexos.

A visão da Marinha tem como pilares a inovação sustentável a longo prazo, a formação de uma cadeia produtiva indiana e a integração de novas tecnologias a operações navais. A estratégia também ajuda a garantir maior autonomia operacional, controle das etapas de produção e prontidão de combate.

O INS Vikrant foi a principal estrela do país no desfile naval International Fleet Review desta semana, em Visakhapatnam, sede do Comando Naval do Leste, na Baía de Bengala.

A CNN Brasil esteve a bordo do porta-aviões, nesta quinta-feira (19), ancorado na costa da maior cidade do estado indiano de Andhra Pradesh.

O porta-aviões opera por meio do sistema STOBAR (Short Take-off But Arrested Recovery). Os aviões decolam com a ajuda de uma rampa curva e inclinada para cima na proa, sem necessidade de catapultas. Para frear e pousar, contam com a ajuda de cabos no convés.

Na prática, os jatos conseguem parar em até 2,5 segundos, numa distância de até 90 metros.

Veja alguns dados do navio

  • capacidade de abrigar cerca de 30 aeronaves, entre jatos e helicópteros;
  •  262,5 metros de comprimento;
  • 61,6 metros de largura;
  • 144 a 203,7 metros de pista;
  • 60 km/h de velocidade máxima;
  • 2.278 compartimentos;
  • 648 escadas;
  • 2,5 km de cabos;
  • estrutura completa para cerca de 1,6 mil tripulantes, como cozinhas e lavanderias industriais, salas de cirurgia, consultórios de odontologia.

A cerimônia do International Fleet Review contou com dezenas de embarcações de diferentes tamanhos, objetivos e poder bélico – não apenas indianas, mas também de outras Marinhas convidadas.

Rússia, Irã, Japão, França, Austrália, África do Sul, Coreia do Sul, Filipinas, Malásia, Indonésia, Omã, Mianmar, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e Bangladesh estavam entre as esquadras presentes.

O Brasil não enviou embarcações, mas contou com a presença do Comandante de Operações Navais da Marinha, Almirante Eduardo Vazquez, no evento.

Atualmente, a Marinha brasileira não conta com algum porta-avião devido aos altos custos de manutenção e modernização.

*A repórter viajou a convite do governo da Índia.

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