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domingo, 22 de fevereiro de 2026

ONU defende comissão de 'controle humano' da inteligência artificial, mas ideia é rejeitada pelos Estados Unidos

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A corrida da IA generativa alimenta temores sobre seu impacto na sociedade, nos empregos e na saúde do planeta. Representante americano diz que os EUA não apoiam uma governança global para a IA.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 14h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (C), em grupo com líderes de empresas de IA na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: LUDOVIC MARIN / AFP
Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (C), em grupo com líderes de empresas de IA na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: LUDOVIC MARIN / AFP

Uma nova comissão da ONU busca o "controle humano" da inteligência artificial (IA), anunciou nesta sexta-feira (20) o secretário-geral das Nações Unidas durante uma reunião de cúpula na Índia, uma ideia rejeitada pelo governo dos Estados Unidos.

A demanda por IA generativa provocou a disparada dos lucros das empresas de tecnologia, mas também alimentou muitos temores sobre seu impacto na sociedade, nos empregos e, inclusive, na saúde do planeta.

"Estamos entrando no desconhecido", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na Cúpula sobre o Impacto da IA celebrada em Nova Délhi, que termina nesta sexta-feira. "A mensagem é simples: menos exagero, menos medo. Mais fatos e evidências".

Segundo Guterres, a Assembleia Geral da ONU designou 40 especialistas para um novo grupo denominado Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que, "sem uma ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas".

"Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder", acrescentou. "Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação", completou.

O órgão consultivo foi criado em agosto e tem como objetivo abordar a IA da mesma forma que o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU trata o aquecimento global, estabelecendo avaliações sobre seu impacto e estratégias de resposta.

"A governança baseada na ciência não é um freio ao progresso, e sim pode torná-lo mais seguro, mais justo e mais amplamente compartilhado", defendeu Guterres na cúpula.

"Quando compreendermos o que os sistemas podem fazer, e o que não podem fazer, poderemos passar de medidas aproximadas para barreiras de proteção mais inteligentes e baseadas no risco", acrescentou.

O conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que o governo dos Estados Unidos rejeita "totalmente" uma governança global da IA.

Kratsios, chefe da delegação americana na cúpula sobre IA de Nova Délhi, disse: "Como o governo (do presidente Donald) Trump já disse em muitas ocasiões: rejeitamos totalmente a governança global da IA", disse. "Acreditamos que a adoção da IA não pode levar a um futuro mais promissor se estiver submetida a burocracias e ao controle centralizado", acrescentou.

Ele disse que a IA tem o potencial de "promover o crescimento humano e gerar uma prosperidade sem precedentes".

As "obsessões ideológicas centradas em riscos, como o clima ou a equidade, viram desculpas para a gestão burocrática e a centralização", afirmou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e Lula se encontram na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: Ludovic Marin/AFP
O presidente da França, Emmanuel Macron, e Lula se encontram na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: Ludovic Marin/AFP

Bem comum mundial

Esta é a quarta reunião mundial anual concentrada na política da IA. A próxima acontecerá em Genebra no primeiro semestre de 2027.

O encontro em Nova Délhi deveria terminar com uma declaração conjunta, mas é difícil saber como será o texto. As três edições anteriores terminaram com um comunicado bastante vago. O governo dos Estados Unidos critica uma regulamentação do acesso e do conteúdo das plataformas para não minar - justifica - a liberdade de expressão.

A reunião em Nova Délhi é a primeira cúpula sobre inteligência artificial organizada em um país em desenvolvimento. A Índia tenta aproveitar a oportunidade para impulsionar suas ambições de alcançar Estados Unidos e China no setor.

Nova Délhi espera mais de 200 bilhões de dólares em investimentos durante os próximos dois anos. Várias empresas do setor de tecnologia americano anunciaram nos últimos dias novos acordos e projetos de infraestrutura.

Sam Altman, CEO da OpenAI e à frente do ChatGPT, pediu na quinta-feira a adoção urgente de uma regulamentação sobre o uso da IA.

"A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere", afirmou em seu discurso. "Isso não quer dizer que não precisamos de nenhuma regulamentação ou medida de segurança. É óbvio que precisamos delas, com urgência".

Os debates da cúpula de Nova Délhi, que recebeu milhares de pessoas, incluíram grandes temas, da proteção das crianças até a perda de postos de trabalho e a necessidade de um acesso mais equitativo às ferramentas de IA em todo o mundo.

Contudo, a abordagem ampla e as promessas vagas feitas nos encontros anteriores na França, na Coreia do Sul e no Reino Unido podem dificultar os compromissos concretos.

"Estamos entrando em uma era na qual os seres humanos e os sistemas de inteligência criam, trabalham e evoluem juntos", afirmou na quinta-feira o anfitrião, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

"Devemos decidir que a IA seja utilizada para o bem comum mundial", disse.

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Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil

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Medida atende a exigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA).
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Por Redação g1

Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 07h00m
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Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões — Foto: Aly Song/Reuters
Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões — Foto: Aly Song/Reuters

O Grindr, aplicativo de relacionamento LGBTQIA+, começa a exigir verificação de idade dos usuários nesta sexta-feira (20).

A atualização atende a uma nova exigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA).

"A lei determina que plataformas e serviços destinados a adultos utilizem métodos de verificação de idade para garantir que apenas pessoas com 18 anos ou mais tenham acesso aos seus serviços", diz a plataforma.

O Grindr também explicou como vai funcionar a verificação de idade e qual ferramenta utiliza. Veja abaixo:

  • verificação de idade: para confirmar que têm 18 anos ou mais, usuários do Grindr no Brasil podem enviar um breve vídeo selfie ou optar por combinar o vídeo com um documento oficial com foto;
  • processo único e vinculado à conta: a verificação precisa ser feita apenas uma vez por conta. Novos usuários serão solicitados a concluir o procedimento durante o cadastro. Quem já utiliza o aplicativo — ou abrir o app enquanto estiver no Brasil — também deverá passar pelo processo;
  • acesso condicionado à conclusão: no Brasil, o acesso ao Grindr ficará bloqueado até que a verificação de idade seja finalizada;
  • parceria com a FaceTec: o Grindr utiliza tecnologia de verificação biométrica da FaceTec. Segundo a empresa, todo o processamento de dados é gerenciado de forma independente, com o objetivo de proteger a privacidade dos usuários e garantir que o acesso seja restrito a adultos.

Caso você opte — ou seja solicitado — a usar o método que combina um documento oficial com foto e um vídeo selfie, os seguintes documentos são aceitos:

  • Carteira de Motorista
  • Passaporte
  • Carteira de Identidade
  • Carteira de Piloto
  • Carteira da OAB
  • Carteira de Identidade Digital
  • Carteira de Registro Nacional Migratório
  • Carteira de Farmacêutico
  • Carteira de Enfermagem
  • Carteira Profissional / Carteira de Identidade Profissional
  • Registro Nacional Migratório
  • Carteira de Bombeiro Militar
  • Carteira de Farmacêutico
Como sua privacidade é protegida

Para proteger sua privacidade, documentos e vídeos fornecidos são utilizados apenas para a verificação de idade, são criptografados de forma segura durante o processo e excluídos permanentemente após a conclusão.

O Grindr não retém os documentos ou vídeos enviados, mantém apenas a informação sobre qual método de verificação foi escolhido e se o processo foi aprovado ou reprovado.

E fora do Brasil?

Se você estiver fora do Brasil, não verá essa verificação, a menos que abra o Grindr durante uma visita ao país. Nesse caso, o processo será aplicado da mesma forma.

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