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Essencial para os eletrônicos, memória RAM está em falta no mercado. Fabricantes de chips priorizam componentes para IA, reduzindo a oferta para smartphones, notebooks e outros dispositivos.<<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Darlan Helder, g1 — São Paulo
Postado em 05 de Janeiro de 2.025 às 18h25m
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Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil
Essencial para o funcionamento desses dispositivos, a memória RAM está em falta no mercado, o que tem elevado os custos de produção.
Especialistas ouvidos pelo g1 já haviam alertado, em dezembro, que celulares e outros eletrônicos podem ficar mais caros em 2026 por causa desse cenário.
"Como esta situação é sem precedentes, nenhuma empresa está imune ao seu impacto", disse Roh em entrevista à agência Reuters.
Na entrevista, o executivo não descartou o aumento dos preços de produtos como telefones celulares, TVs e eletrodomésticos e afirmou ser "inevitável" que eles sofram algum impacto.
Ao mesmo tempo, Roh afirmou que a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, trabalha em estratégias de longo prazo com parceiros para reduzir os efeitos da crise.
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Samsung Galaxy S25 FE, lançado em 2025 — Foto: Darlan Helder/g1
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A memória RAM, sigla para Random Access Memory, armazena temporariamente os dados que o dispositivo está usando naquele momento.
Ao abrir um aplicativo ou jogo, as informações necessárias para seu funcionamento ficam na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados, o que faz da RAM uma memória de curto prazo.
A memória RAM é medida em Megabytes (MB) ou em Gigabytes (GB). Quanto maior a quantidade, melhor tende a ser o desempenho. Um celular com 12 GB de RAM, por exemplo, consegue executar mais tarefas ao mesmo tempo do que um com 3 GB.
Embora seja mais associada a celulares e computadores, a memória RAM também está presente em outros dispositivos do dia a dia, como:
- 🤳 smart TVs;
- 📱 tablets;
- 🎮 consoles de videogames;
- ⌚ relógios inteligentes;
- 🧹 aspiradores robô;
- 🚗 carros;
- 🖨️ impressoras.
O avanço da inteligência artificial está no centro dessa crise. Fabricantes passaram a direcionar investimentos e produção para chips mais avançados,usados em data centers de IA, reduzindo a oferta de memórias tradicionais.
Segundo Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, os investimentos pesados em chips de inteligência artificial e grandes data centers reduziram a disponibilidade de componentes para a fabricação de memória RAM.
Vizaco afirma que as fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, usadas em data centers de IA, por serem mais lucrativas. Como resultado, a produção de modelos mais antigos caiu e os estoques diminuíram.
Preço maior ou memória menor
Com menos unidades disponíveis, a escassez dos chips pode gerar dois efeitos principais, segundo especialistas:
- 👎levar empresas a vender produtos com menos memória do que o ideal;
- 💰 encarecer dispositivos, como citado no início da reportagem.
O g1 pesquisou o preço de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro. Na plataforma de comparação de preços Zoom, o produto custava R$ 650 em 10 de novembro. A partir de 2 de dezembro, o valor passou a R$ 1.599, uma alta de cerca de 146%.
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Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. — Foto: Reprodução/Zoom
No Brasil, o impacto pode ser ainda maior por causa de fatores como câmbio, impostos e custos logísticos, segundo Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).
Vizaco afirma ainda que consumidores podem começar a ver celulares com configurações mais simples sendo vendidos pelo mesmo preço de antes.
Em evento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), no início de dezembro, Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil e que faz parte da entidade, afirmou que "setores como o de tecnologia e o automotivo correm o risco de sentir esses impactos, especialmente a partir de 2026".
"No passado, a escassez era pontual e ligada a problemas de produção em fábricas, agora temos um novo cenário devido à IA", completa Mauricio.
Cenário incerto
Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a crise pode se estender por alguns anos.
Paulo Vizaco, da Kingston, afirma que o cenário ainda é incerto. "Tudo é muito novo [o crescimento rápido da IA e o aumento da demanda]. Será preciso acompanhar o mercado com atenção", diz.
"Os preços já subiram nas últimas semanas. No médio prazo, precisaremos acompanhar o comportamento do mercado para entender o que irá acontecer. Na Kingston, nosso planejamento de longo prazo atua justamente para minimizar esses problemas e manter o abastecimento no Brasil o mais estável possível durante esse período", diz Vizaco.
A SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips, afirmou a analistas que a escassez de memória pode durar até o fim de 2027, segundo a Reuters.
Ainda de acordo com a agência, um executivo do setor disse que o problema deve atrasar futuros projetos de data centers.
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Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. — Foto: Michal A. Valasek/FreeImages

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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