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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Crise dos chips: impacto no preço de celulares e produtos é inevitável, diz Samsung

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Essencial para os eletrônicos, memória RAM está em falta no mercado. Fabricantes de chips priorizam componentes para IA, reduzindo a oferta para smartphones, notebooks e outros dispositivos.
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Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Janeiro de 2.025 às 18h25m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil
Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil

Celulares, TVs e outros produtos eletrônicos podem ficar mais caros por causa da crise global de chips de memória RAM, afirmou TM Roh, CEO da Samsung.

Essencial para o funcionamento desses dispositivos, a memória RAM está em falta no mercado, o que tem elevado os custos de produção.

Especialistas ouvidos pelo g1 já haviam alertado, em dezembro, que celulares e outros eletrônicos podem ficar mais caros em 2026 por causa desse cenário.

"Como esta situação é sem precedentes, nenhuma empresa está imune ao seu impacto", disse Roh em entrevista à agência Reuters.

Na entrevista, o executivo não descartou o aumento dos preços de produtos como telefones celulares, TVs e eletrodomésticos e afirmou ser "inevitável" que eles sofram algum impacto.

Ao mesmo tempo, Roh afirmou que a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, trabalha em estratégias de longo prazo com parceiros para reduzir os efeitos da crise.

Samsung Galaxy S25 FE, lançado em 2025 — Foto: Darlan Helder/g1
Samsung Galaxy S25 FE, lançado em 2025 — Foto: Darlan Helder/g1

🤔 O que é a memória RAM

A memória RAM, sigla para Random Access Memory, armazena temporariamente os dados que o dispositivo está usando naquele momento.

Ao abrir um aplicativo ou jogo, as informações necessárias para seu funcionamento ficam na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados, o que faz da RAM uma memória de curto prazo.

A memória RAM é medida em Megabytes (MB) ou em Gigabytes (GB). Quanto maior a quantidade, melhor tende a ser o desempenho. Um celular com 12 GB de RAM, por exemplo, consegue executar mais tarefas ao mesmo tempo do que um com 3 GB.

Embora seja mais associada a celulares e computadores, a memória RAM também está presente em outros dispositivos do dia a dia, como:

  • 🤳 smart TVs;
  • 📱 tablets;
  • 🎮 consoles de videogames;
  • ⌚ relógios inteligentes;
  • 🧹 aspiradores robô;
  • 🚗 carros;
  • 🖨️ impressoras.
Mercado concentrado em IA

O avanço da inteligência artificial está no centro dessa crise. Fabricantes passaram a direcionar investimentos e produção para chips mais avançados,usados em data centers de IA, reduzindo a oferta de memórias tradicionais.

Segundo Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, os investimentos pesados em chips de inteligência artificial e grandes data centers reduziram a disponibilidade de componentes para a fabricação de memória RAM.

Vizaco afirma que as fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, usadas em data centers de IA, por serem mais lucrativas. Como resultado, a produção de modelos mais antigos caiu e os estoques diminuíram.

Preço maior ou memória menor

Com menos unidades disponíveis, a escassez dos chips pode gerar dois efeitos principais, segundo especialistas:

  1. 👎levar empresas a vender produtos com menos memória do que o ideal;
  2. 💰 encarecer dispositivos, como citado no início da reportagem.

O g1 pesquisou o preço de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro. Na plataforma de comparação de preços Zoom, o produto custava R$ 650 em 10 de novembro. A partir de 2 de dezembro, o valor passou a R$ 1.599, uma alta de cerca de 146%.

Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. — Foto: Reprodução/Zoom
Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. — Foto: Reprodução/Zoom

No Brasil, o impacto pode ser ainda maior por causa de fatores como câmbio, impostos e custos logísticos, segundo Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

Vizaco afirma ainda que consumidores podem começar a ver celulares com configurações mais simples sendo vendidos pelo mesmo preço de antes.

Em evento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), no início de dezembro, Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil e que faz parte da entidade, afirmou que "setores como o de tecnologia e o automotivo correm o risco de sentir esses impactos, especialmente a partir de 2026".

"No passado, a escassez era pontual e ligada a problemas de produção em fábricas, agora temos um novo cenário devido à IA", completa Mauricio.

Cenário incerto

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a crise pode se estender por alguns anos.

Paulo Vizaco, da Kingston, afirma que o cenário ainda é incerto. "Tudo é muito novo [o crescimento rápido da IA e o aumento da demanda]. Será preciso acompanhar o mercado com atenção", diz.

"Os preços já subiram nas últimas semanas. No médio prazo, precisaremos acompanhar o comportamento do mercado para entender o que irá acontecer. Na Kingston, nosso planejamento de longo prazo atua justamente para minimizar esses problemas e manter o abastecimento no Brasil o mais estável possível durante esse período", diz Vizaco.

A SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips, afirmou a analistas que a escassez de memória pode durar até o fim de 2027, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a agência, um executivo do setor disse que o problema deve atrasar futuros projetos de data centers.

Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. — Foto: Michal A. Valasek/FreeImages
Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. — Foto: Michal A. Valasek/FreeImages


Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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sábado, 3 de janeiro de 2026

'Fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma grande falácia': neurocientista explica efeitos de ser 'multitarefa'

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Neurocirurgião e professor da USP, Fernando Gomes falou em entrevista ao podcast O Assunto como o modo "fazer tudo ao mesmo tempo" pode causar sérios danos ao cérebro e ao corpo humano.
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Por g1 — São Paulo

Postado em 03 de Janeiro de 2.025 às 05h15m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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"Fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma grande falácia". A afirmação é do neurocientista Fernando Gomes, entrevistado de Natuza Nery no episódio do podcast O Assunto da sexta-feira (2).

Na conversa, Fernando explicou quais as consequências para o cérebro humano, e para o corpo, de se ter uma rotina "multitarefa". (OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA NO PLAYER ACIMA)

Neurocientista e neurocirurgião, Fernando é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele diz que o cérebro humano tem a habilidade de fazer até nove itens "abertos ao mesmo tempo", mas explica: "quando você faz mais de uma coisa ao mesmo tempo, o produto final nem sempre é o melhor do que quando você faz uma tarefa por vez".

Ele exemplifica o que acontece quando uma pessoa "pula" de uma tarefa para outra, mudando rapidamente seu foco de atenção:

"Existe o um gasto metabólico muito grande. Você precisa de oxigênio, você precisa de glicose. E todo o fluxo sanguíneo cerebral terá que ser mudado conforme você permite que a sua atenção passe a funcionar não de uma forma concentrada e sustentada em uma só tarefa, mas em duas", diz.

Fernando resume as consequências desse processo: "Isso cansa. Leva o cérebro a um processo de exaustão."

Segundo ele, estimular o cérebro o tempo todo - navegando durante horas em redes sociais, por exemplo - afeta a memória a longo prazo e pode impactar também no aprendizado.

Na conversa, o professor cita também um estudo publicado pela Universidade Stanford em 2009.

"Esse estudo mostra que, apesar de conseguirmos realizar mais de uma coisa ao mesmo tempo, a pessoa que faz muitas coisas ao mesmo tempo tende a apresentar problemas relacionados com atenção seletiva e também com processo de memorização", lembra.

Fernando fala que fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta o "grau de alerta" do cérebro, impactando o funcionamento deste que é o principal órgão do nosso sistema nervoso.

Segundo ele, este processo leva ao acionamento do eixo hipotálamo e da hipófise adrenal, jogando mais adrenalina no organismo. "O que faz com que a pessoa fique com aquela percepção de maior atenção que a longo prazo se transforma numa liberação crônica e mais elevada do cortisol", diz. O cortisol é conhecido como "hormônio do estresse".

"A gente acha que fazer muita coisa ao mesmo tempo é um sinal de heroísmo. E, na verdade, a gente está subutilizando o nosso cérebro. E estamos nos ajoelhando a um elemento externo que nos cobra algo que só a gente mesmo pode falar: 'não!'". 
A importância do sono e de fazer "faxina mental"

Na conversa com Natuza, Fernando destaca também a importância do sono e de fazer uma "faxina mental".

"É preciso entender que há um pilar da saúde: o sono. O período do sono é um período mágico para o cérebro", diz.

O professor explica que, mesmo neste momento, o cérebro segue funcionando.

"Durante o período do sono, as experiências do dia anterior são organizadas no hipocampo e nos circuitos neurais. Durante o sono, o sistema glinfático, que basicamente faz a limpeza do tecido cerebral, entra em ação com mais vigor, levando neurotoxinas e produtos do metabolismo para fora da caixa craniana. Então, primeira coisa, entender que o sono é sagrado."

"É como se a gente pudesse descarregar toda a entrada que tivemos de dado e de informações", diz, sobre a importância de ter momentos de tédio e de "faxina mental", sem estímulos.

A epidemia do cérebro sobrecarregado
A epidemia do cérebro sobrecarregado

O que você precisa saber:

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Grok, IA de Musk, admite falhas após gerar imagens sexualizadas de menores

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Imagens foram publicadas na plataforma X. Ministros franceses denunciaram caso a órgão regulador do país.
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Por Redação g1

Postado em 02 de Janeiro de 2.026 às 15h25m
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Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O Grok, chatbot de inteligência artificial da xAI, de Elon Musk afirmou nesta sexta-feira (2) que "falhas nos mecanismos de proteção" levaram à geração de imagens sexualizadas de menores que foram publicadas na rede social X.

Segundo a empresa, melhorias estão sendo implementadas para evitar esse tipo de ocorrência.

Ministros franceses denunciaram o caso à Arcom, órgão regulador da mídia na França, para verificar se o conteúdo estava em conformidade com a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, informou a agência de notícias Reuters.

Em comunicado, eles afirmaram que o conteúdo sexual e sexista eramanifestamente ilegal.

As imagens publicadas no X – geradas após comandos de usuários no Grok – mostravam menores usando roupas mínimas.

Identificamos falhas nos mecanismos de proteção e estamos corrigindo isso com urgência, publicou o chatbot, acrescentando que material de abuso sexual infantil é ilegal e proibido.

Musk lança Grok 3, inteligência artificial com 'capacidade de raciocínio potente'
Musk lança Grok 3, inteligência artificial com 'capacidade de raciocínio potente'

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