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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Reino Unido vai endurecer regras para chatbots de IA após polêmica com o Grok, de Musk

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Medida vem após polêmica com imagens de nudez geradas por chatbot ligado ao X; governo quer fechar brecha na Lei de Segurança Online e ampliar proteção a crianças na internet.
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TOPO
Por RFI

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 15h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas
Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas

O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (16) que vai endurecer a legislação para submeter chatbots de IA às regras de segurança online. A medida ocorre após a polêmica envolvendo imagens de nudez geradas pelo Grok, chatbot de IA integrado à rede social X e ligado ao empresário Elon Musk.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o governo vai eliminar "as falhas que colocam crianças em perigo". "Nenhuma plataforma terá passe livre", disse, durante visita a um centro social em Londres.

O anúncio ocorre em meio a uma onda de indignação internacional envolvendo o Grok, capaz de gerar imagens de nudez a partir de fotos de pessoas reais.

O Ofcom, órgão regulador da internet no Reino Unido, abriu em 12 de janeiro uma investigação para apurar se o X descumpriu obrigações de moderação de conteúdos ilegais e de proteção de menores. A apuração ainda está em andamento.

Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok — Foto: Reprodução/X
Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok — Foto: Reprodução/X

Depois, o regulador reconheceu uma limitação na lei: alguns chatbots não são alcançados pela Lei de Segurança Online ("Online Safety Act") quando permitem apenas a interação do usuário com a própria IA, sem contato com outras pessoas.

"Só podemos agir contra danos online se eles estiverem cobertos pela lei", afirmou o Ofcom. O órgão pode aplicar multas de até 10% do faturamento global de uma empresa.

Para corrigir a brecha, o governo trabalhista pretende apresentar uma emenda à Lei sobre Crime e Policiamento para obrigar todos os chatbots a proteger usuários contra conteúdos ilegais.

O governo também quer incluir, no projeto de lei sobre bem-estar infantil, medidas que permitam intervir em poucos meses, se necessário, diante de mudanças tecnológicas rápidas.

A iniciativa representa uma mudança de postura em relação a janeiro de 2025, quando Starmer anunciou a intenção de transformar o país em um polo de inteligência artificial para atrair empresas do setor, mesmo com menos regulação.

O governo britânico também prepara uma consulta pública sobre o bem-estar digital de crianças. Entre os pontos que devem ser avaliados estão a possível proibição de redes sociais para menores de 16 anos e a limitação de recursos como o "scroll infinito", mecanismo que carrega novos conteúdos automaticamente conforme o usuário rola a tela.

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Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês

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Apresentação na TV estatal destacou empresas de robótica em programa com audiência comparável ao Super Bowl.
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Por Redação g1

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 12h45m
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Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês
Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês

Robôs humanoides se tornaram o centro das atenções no espetáculo televisivo do Ano Novo Lunar na China, exibindo sequências sofisticadas de artes marciais em um dos programas de maior audiência do planeta.

A apresentação ocorrida nesta terça (17), fez parte da gala anual do Festival da Primavera da emissora estatal CCTV, e é vista como uma demonstração da política industrial e da ambição de Pequim em liderar o futuro da robótica e da manufatura.

O programa da CCTV é comparado ao Super Bowl em termos de audiência e relevância cultural nos Estados Unidos. Em 2025, a audiência foi de 79% dos televisores ligados no país.

As apresentações destacaram a capacidade dos robôs em realizar movimentos complexos.

Robôs humanoides em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa — Foto: Reprodução/CCTV
Robôs humanoides em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa — Foto: Reprodução/CCTV

Os robôs deram saltos, fizeram manobras de costas e até empunharam espadas e bastões em um espetáculo coreografado ao lado de crianças.

Os humanoides da Unitree, por exemplo, executaram uma longa demonstração de artes marciais, que incluía a imitação do estilo "boxe bêbado", com seus movimentos cambaleantes e quedas para trás, demonstrando a capacidade de se levantarem após uma falha.

Além das lutas, o show integrou outras tecnologias de ponta.

Robôs da Noetix atuaram em um quadro de comédia com atores humanos, enquanto os da MagicLab dançaram de forma sincronizada com artistas durante a música "We Are Made in China".

O chatbot de inteligência artificial Doubao, da ByteDance (dona do TikTok), também teve participação de destaque.

Ano Novo Chinês começa na terça; qual é o significado do cavalo, animal do ano
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Vitrine tecnológica em horário nobre

O programa de TV tem sido usado por décadas para destacar as ambições tecnológicas de Pequim, incluindo seu programa espacial, drones e, mais recentemente, a robótica.

"O que distingue a gala de eventos comparáveis em outros lugares é a conexão direta entre a política industrial e o espetáculo no horário nobre", afirmou Georg Stieler, diretor da consultoria de tecnologia Stieler, à Reuters.

Robôs humanoides da Unitree em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa — Foto: Reprodução/CCTV
Robôs humanoides da Unitree em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa — Foto: Reprodução/CCTV

Segundo ele, as empresas que aparecem no palco recebem recompensas como contratos governamentais e maior atenção de investidores.

No ano anterior, o evento já havia surpreendido os espectadores com 16 humanoides da Unitree dançando em uníssono com artistas.

"Os humanoides reúnem muitos dos pontos fortes da China em uma única narrativa: capacidade em IA, cadeia de suprimentos de hardware e ambição manufatureira", disse o analista de tecnologia Poe Zhao.

A aposta da China no setor se reflete nos números. O país foi responsável por 90% dos cerca de 13 mil robôs humanoides vendidos globalmente no ano passado, segundo a consultoria Omdia.

A projeção do Morgan Stanley é que as vendas de humanoides na China mais que dobrem, atingindo 28 mil unidades neste ano.

A rápida evolução chinesa não passa despercebida por concorrentes. Elon Musk, CEO da Tesla, que  que desenvolve o robô humanoide Optimus, já afirmou esperar que sua maior concorrência venha de empresas chinesas.

"As pessoas fora da China subestimam a China, mas a China é de outro nível", disse Musk no mês passado.

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Espanha investigará X, Meta e TikTok por material de abuso sexual infantil gerado por IA

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A informação foi divulgada pelo presidente espanhol Pedro Sánchez, que recentemente anunciou diversas medidas destinadas a conter o abuso online e proteger as crianças.
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Por Redação g1

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Criança no celular — Foto: Canva
Criança no celular — Foto: Canva

Governo da Espanha informou que irá investigar as plataformas do X, TikTok e a Meta por suposta disseminação material de abuso sexual infantil gerado por inteligência artificial.

A informação foi divulgada pelo presidente espanhol Pedro Sánchez, em sua conta no próprio X. (veja a publicação na íntegra e a tradução para o português abaixo)

Premiê britânico quer medidas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais
Premiê britânico quer medidas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais

"Estas plataformas estão atentando contra a saúde mental, a dignidade e os direitos de nossos filhos e filhas. O Estado não pode permitir. A impunidade dos gigantes deve acabar" escreveu Sánchez.

No início deste mês, Sánchez anunciou diversas medidas destinadas a conter o abuso online e proteger as crianças, incluindo uma proposta de proibição do acesso a plataformas de redes sociais para menores de 16 anos.

Em dezembro de 2025, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir que menores de 16 anos acessem as redes sociais. O veto repercutiu mundialmente, e vários governos disseram estudar medidas semelhantes.

O Brasil, por exemplo, já aprovou uma lei exigindo que a verificação de idade deixe de ser feita só com autodeclaração, como ocorre atualmente.

Veja a publicação do presidente e a tradução para o português:


"Hoje, o Conselho de Ministros vai invocar o artigo 8 do Estatuto Orgânico do Ministerio Fiscal para pedir que sejam investigados os delitos que X, Meta e TikTok poderiam estar cometendo pela criação e difusão de pornografia infantil por meio de suas IAs.

Essas plataformas estão atentando contra a saúde mental, a dignidade e os direitos de nossos filhos e filhas.

O Estado não pode permitir isso. A impunidade dos gigantes deve acabar."

Sánchez disse que a Espanha se juntou a outros cinco países europeus, que ele apelidou de Coalizão dos Digitalmente Dispostos, para coordenar e aplicar regulamentações que vão além das fronteiras.

A coalizão realizará sua primeira reunião nos próximos dias, segundo ele. Sánchez não revelou quais países fazem parte do grupo, e seu gabinete não respondeu imediatamente a um pedido de esclarecimento.

Sabemos que esta é uma batalha que excede as fronteiras de qualquer país, declarou o premiê.

Responsabilização das redes

Segundo o premiê, a Espanha também apresentará um projeto de lei na próxima semana para responsabilizar os executivos das redes sociais por conteúdos ilegais e de incitação ao ódio, além de criminalizar a manipulação algorítmica e a amplificação de conteúdos ilegais.

Entre as medidas que Sánchez propôs está um sistema para rastrear o discurso de ódio online. As plataformas também seriam obrigadas a introduzir sistemas de verificação de idade eficientes, afirmou o primeiro-ministro.

Ele acrescentou que os promotores buscarão investigar possíveis infrações legais por parte de ferramentas como o Grok, de Elon Musk, e redes sociais como o TikTok e o Instagram.

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