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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Google inaugura centro de engenharia de IA dentro da USP; g1 conheceu o espaço

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Novo espaço, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP, terá foco em inteligência artificial, segurança digital e parceria com startups de tecnologia.
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Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Postado em 27 de Maio de 2.026 às 10h30m
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Google inaugura centro de engenharia na USP; conheça o espaço — Foto: Divulgação/Google 

Google inaugurou nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia de IA no Brasil. O espaço fica em São Paulo, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP.

Anunciado em fevereiro de 2024, o novo local terá capacidade para receber até 400 funcionários. Entre as frentes de atuação estão projetos ligados à inteligência artificial e à segurança na internet. O centro também terá foco em parcerias com startups voltadas para IA.

O Google afirma que as equipes trabalharão no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção de usuários em serviços como Gmail e Busca.

Participaram da inauguração o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho.

Na cerimônia de inauguração, Fábio Coelho afirmou que tecnologias desenvolvidas no novo centro poderão ser usadas futuramente no mundo inteiro. Segundo ele, o Brasil tem muitos profissionais qualificados em tecnologia, mas ainda faltam espaços para que essas pessoas pudessem desenvolver suas habilidades.

"O time de engenharia presente na sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google, e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo e com o próximo capítulo da história do Google neste novo espaço", disse Fábio Coelho.

O prédio, que tem mais de 100 anos, foi restaurado pelo Google, mas continuará pertencendo à USP. A big tech ficará responsável pela conservação do espaço, explicou Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT. Segundo ele, a empresa também restaurou outros prédios dentro do instituto.

Embora o espaço seja voltado principalmente para as operações do Google e para atividades ligadas à universidade, o prédio também conta com uma cafeteria aberta ao público.


Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, discursa em cerimônia de inauguração do centro do Google. — Foto: Darlan Helder/g1

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou empresas que, segundo ele, estão deixando a cidade para migrar para o Paraguai e comemorou o investimento do Google no Brasil.

Google disse que não informa os valores investidos no espaço. O primeiro centro de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte, e foi o primeiro da empresa na América Latina.

Segundo a companhia, as equipes dos dois locais trabalharão de forma integrada.

Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. — Foto: Darlan Helder/g1
Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. — Foto: Darlan Helder/g1

Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/Google
Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/Google

Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/Google
Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/Google

Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/Google
Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. — Foto: Divulgação/GoogleGoogle

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terça-feira, 26 de maio de 2026

IA não pode ficar só nas mãos das big techs, diz fundador da Anthropic no Vaticano

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Christopher Olah fez a declaração no Vaticano durante a apresentação da primeira encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 26 de Maio de 2.026 às 08h00m
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Christopher Olah, cofundador da Anthropic, antes da apresentação de “Magnifica humanitas”, a primeira encíclica do Papa Leão XIV, focada na ascensão da inteligência artificial, no Vaticano, em 25 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Yara Nardi
Christopher Olah, cofundador da Anthropic, antes da apresentação de “Magnifica humanitas”, a primeira encíclica do Papa Leão XIV, focada na ascensão da inteligência artificial, no Vaticano, em 25 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Yara Nardi

O cofundador da Anthropic, Chris Olah, disse nesta segunda-feira (25) que o desenvolvimento da inteligência artificial não pode ficar exclusivamente nas mãos das empresas de tecnologia, e defendeu mais supervisão por parte de líderes religiosos, governos e da sociedade civil.

A Anthropic é uma empresa americana responsável pelas ferramentas de IA Claude.

Ele fez a declaração no Vaticano durante a apresentação da primeira encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial, Olah afirmou que há uma possibilidade real de que a IA substitua o trabalho humano em escala muito ampla.

Se isso acontecer, apoiar os trabalhadores substituídos será um imperativo moral de proporções históricas, disse ele, sentado ao lado do papa.

➡️ Contexto: Encíclicas são documentos papais dirigidos a bispos de todo mundo (e, como resultado, aos fiéis) informando a posição da Igreja Católica sobre determinados assuntos.

Papa Leão XIV comemora ano de pontificado com mensagem a líderes mundiais
Papa Leão XIV comemora ano de pontificado com mensagem a líderes mundiais

Ele acrescentou que empresas como a dele operam sob fortes pressões comerciais, geopolíticas e pessoais, que podem entrar em conflito com os interesses mais amplos da sociedade.

Todo laboratório de IA de fronteira (...) opera dentro de um conjunto de incentivos e restrições que às vezes podem conflitar com fazer a coisa certa, afirmou, acrescentando que até pesquisadores bem-intencionados continuam influenciados por essas forças.

Segundo Olah, isso torna essencial a existência de fiscalização externa.

A Anthropic entrou em atrito com o governo do presidente Donald Trump ao defender limites para o uso de seus modelos de IA em aplicações militares, como armas autônomas e vigilância doméstica.

Olah elogiou o envolvimento da Igreja com a tecnologia em rápida evolução, afirmando que as questões éticas levantadas pela IA vão muito além da engenharia.

As questões levantadas pela IA são maiores do que a própria comunidade de pesquisa em IA, disse ele, defendendo a atuação de críticos sérios e reflexivos capazes de desafiar as empresas e ajudar a direcionar a criação de novos sistemas poderosos para um caminho positivo.

Olah destacou três áreas que, segundo ele, exigem atenção urgente: o risco de perdas generalizadas de empregos, a necessidade de garantir que os benefícios da IA sejam distribuídos globalmente e a questão ainda não resolvida de como interpretar o comportamento de sistemas cada vez mais complexos e, às vezes, opacos.

O desenvolvimento da IA está concentrado em um pequeno grupo de países ricos. Como podemos garantir que os ganhos da IA sejam compartilhados globalmente?, questionou Olah.

O evento de segunda-feira marcou uma convergência incomum entre o setor de tecnologia e a Igreja Católica, que busca se posicionar como uma voz moral diante das implicações dos rápidos avanços da inteligência artificial.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Presidente do Irã manda restabelecer internet internacional após bloqueio durante protestos

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País ficou 87 dias com acesso severamente restrito à rede; governo iraniano costuma adotar apagões digitais em períodos de protestos e conflitos.
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Por Redação g1

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 17h45m
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Kit da Starlink com antena, modem e cabos custa US$ 499 — Foto: Divulgação/SpaceX
Kit da Starlink com antena, modem e cabos custa US$ 499 — Foto: Divulgação/SpaceX

Após quase três meses de restrições, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a reabertura do acesso internacional à internet no país, segundo informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (25).

A decisão foi confirmada pelo chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações do Irã, segundo a imprensa estatal.

Segundo o observatório de monitoramento digital NetBlocks, a maior parte da população iraniana estava sem acesso à internet havia 87 dias. Apenas alguns cidadãos conseguiam acessar a rede por meio de VPNs consideradas mais avançadas e de alto custo, usadas para contornar as restrições impostas pelo governo.

Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra
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As limitações no acesso à internet no Irã vêm sendo alvo de críticas de organizações internacionais e de defensores da liberdade digital, especialmente em momentos de tensão política e social no país.

Até o momento, não há informações quando o serviço deve ser totalmente restabelecido nem se haverá limitações parciais de acesso.

Histórico do Irã com a internet

O bloqueio geral da internet no Irã começou em 8 de janeiro, em meio a protestos contra o regime iraniano que tomaram as ruas do país desde o fim de dezembro.

Na época, o NetBlocks informou que o nível de conectividade havia caído para cerca de 1% do padrão normal no país, que tem cerca de 90 milhões de habitantes.

Níveis de conectividade de internet no Irã entre 5 e 13 janeiro — Foto: Reprodução/NetBlocks
Níveis de conectividade de internet no Irã entre 5 e 13 janeiro — Foto: Reprodução/NetBlocks

Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático costuma restringir o acesso à rede durante protestos antigoverno ou períodos de tensão militar e política.

Em fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o governo iraniano voltou a restringir o acesso à rede. Na época, o NetBlocks contabilizou mais de uma semana ininterrupta de apagão digital, com a conectividade estagnada em torno de 1% dos níveis normais.

Com a interrupção, tarefas simples como usar o Google Maps ou acessar sites internacionais se tornaram impossíveis. Apenas a intranet local, controlada pelo governo e com funcionalidades limitadas, permaneceu disponível.

Relatos publicados pela agência Deutsche Welle mostraram que chamadas telefônicas para celulares e telefones fixos no Irã quase não conseguiam ser completadas durante o apagão.

Apesar das restrições, alguns iranianos recorreram a ferramentas para burlar a censura, como VPNs, a plataforma Psiphon e conexões ilegais da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk.

Esta foi a terceira vez que o Irã promoveu um bloqueio geral de internet.

As outras ocorreram em 2019, durante protestos contra o aumento do preço dos combustíveis, e em 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada.

Em 2025, o governo iraniano também acusou o WhatsApp de espionar usuários do país e colaborar com Israel. A Meta negou as acusações e afirmou que as mensagens do aplicativo são protegidas por criptografia.

Bloqueio Starkink

Até mesmo a Starlink foi parcialmente afetada. Segundo Amir Rashidi, diretor da organização Miaan Group, o governo iraniano utilizou jammers — equipamentos que geram interferência em sinais — próximos às antenas da empresa para bloquear o funcionamento do serviço.

Na ocasião, a Proton VPN afirmou que as conexões a partir do Irã estavam diminuindo porque a internet foi completamente desligada. O NetBlocks também relatou que a população estava praticamente isolada do mundo exterior.

Especialistas ouvidos anteriormente pelo g1 explicaram que governos conseguem interromper o acesso à internet ao obrigar operadoras a suspenderem sinais enviados por cabos e antenas.

No caso da internet via satélite, porém, o bloqueio é mais complexo porque as empresas responsáveis pelo serviço podem operar sem infraestrutura física dentro do país.

Segundo Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, a alternativa encontrada pelo Irã foi investir em técnicas de jamming para embaralhar os sinais emitidos entre satélites e antenas de usuários.

Pesquisadores e ativistas também alertaram que o apagão digital dificulta a organização de protestos, restringe a circulação de informações independentes e favorece a disseminação de narrativas pró-governo.

Além disso, durante ataques militares, o bloqueio da internet pode impedir que civis recebam alertas de evacuação e avisos de segurança em tempo real.

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