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sábado, 28 de fevereiro de 2026

União Europeia vai aplicar provisoriamente acordo com o Mercosul

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Medida busca garantir vantagem comercial ao bloco europeu enquanto avança o processo de ratificação do tratado.
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Por Redação g1 — São Paulo
27/02/2026 07h51 
Postado em 28 de Fevereiro de 2.026 às 07h30m
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Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia
Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia

União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a chamada vantagem do pioneirismo, afirmou na sexta-feira (27) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A decisão foi anunciada após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado na quinta-feira (26) e ocorre apesar da forte oposição da França.

A Comissão dará agora seguimento à aplicação provisória, disse von der Leyen, ao destacar que o acordo só será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu.

No Mercosulo Uruguai foi o primeiro país a ratificar o texto, após aprovação na Câmara e no Senado.

A Argentina tornou-se o segundo, com aval do Senado. Brasil e Paraguai também já iniciaram seus trâmites legislativos: no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que agora segue para o Senado; no Paraguai, o processo está em andamento e deve ser concluído nos próximos dias.

Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados.

Alemanha e outros defensores do pacto, como a Espanha, afirmam que o tratado é essencial para compensar perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos.

Já os críticos, liderados pela França — maior produtor agrícola da União Europeia —, alertam que o acordo pode ampliar significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando agricultores locais, que vêm promovendo protestos recorrentes.

Acordo UE-Mercosul na Justiça

A medida foi aprovada por margem estreita, em meio à pressão de produtores rurais e à resistência francesa. O envio do tratado à Corte tende a impedir sua entrada em vigor por vários meses.

A Comissão Europeia criticou a decisão e reiterou a defesa da aplicação provisória, argumentando que o bloco precisa ampliar o acesso a novos mercados.

Enquanto o tribunal analisa o texto — um processo que pode levar meses ou até anos —, o acordo segue politicamente travado, apesar do apoio de países como a Alemanha e do interesse do Brasil em acelerar a ratificação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria

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Projeção da IDC afirma que fabricantes venderão 12,9% menos celulares este ano devido à escassez de chips para produzir os aparelhos.
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Por Redação g1

Postado em 26 de Fevereiro de 2.026 às 17h00m
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Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil
Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil

O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nesta quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a crise da memória RAM, que envolve a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos.

A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC.

A consultoria disse que a situação não deverá melhorar até meados de 2027 e projetou que, no próximo ano, as vendas crescerão apenas 2%. Para 2028, a expectativa é de uma recuperação, com crescimento de 5,2%.

Ainda segundo a IDC, a crise afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung não deverão ser tão afetadas por terem um posicionamento forte entre aparelhos topo de linha, afirmou o relatório.

🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.

Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.

A oferta de chips de memória tradicionais tem diminuído à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.

A crise dos chips de memória não causará apenas uma queda temporária nas vendas, mas forçará uma reestruturação do mercado, avaliou Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, à Reuters.

"As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso", disse Popal à Bloomberg. "O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise".

Com a oferta menor, os preços para chips de processamento e de armazenamento subiram, o que impacta as margens de lucro de fabricantes de celulares.

A IDC afirmou que a média de preço de smartphones deverá subir 14% em 2026 por conta de uma mudança de estratégia das fabricantes em busca de aparelhos que garantam uma margem de lucro maior.


Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Nvidia projeta US$ 78 bilhões em vendas no 1º trimestre e reduz temor de bolha na IA

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Fortes investimentos de gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial sustentam a projeção da fabricante de chips.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 25 de Fevereiro de 2.025 às 19h20m
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Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A Nvidia projetou nesta quarta-feira (25) receita acima das previsões do mercado para o primeiro trimestre, impulsionada pelos fortes investimentos de grandes empresas de tecnologia em seus processadores de inteligência artificial.

Em seu balanço financeiro, a fabricante de chips informou que espera vendas de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com variação de 2% para mais ou para menos — acima da média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, de US$ 72,60 bilhões.

Os resultados do quarto trimestre fiscal (novembro a janeiro) também ficaram acima das projeções dos analistas. No período, a receita da Nvidia cresceu 73% na comparação com o ano anterior, para US$ 68,1 bilhões, enquanto o lucro quase dobrou, para cerca de US$ 43 bilhões, ou US$ 1,76 por ação.

🚨 Investidores aguardavam os resultados da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as grandes empresas de tecnologia vêm investindo em infraestrutura de data centers estão gerando retorno.

Nesse contexto, ganhou força o debate sobre uma possívelbolha da IA — o temor de que o entusiasmo com a tecnologia esteja inflando as ações do setor além do que os resultados efetivamente justificam.

O cenário levou investidores das bolsas dos EUA a buscar sinais de demanda firme pelos chips de inteligência artificial da Nvidia, diante dos elevados investimentos anunciados por Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, que devem somar ao menos US$ 630 bilhões em 2026.

A maior parte desses recursos será destinada a data centers e processadores.

Enquanto isso, empresas e governos intensificam investimentos na corrida para desenvolver tecnologias de inteligência artificial cada vez mais sofisticadas, sob o risco de ficarem para trás.

No entanto, começam a surgir sinais de que a longa hegemonia da Nvidia na fabricação de chips de inteligência artificial pode estar ameaçada. A AMD deve lançar ainda este ano um novo servidor de IA de ponta e já fechou acordos com clientes importantes da Nvidia, incluindo a Meta.

O Google, por sua vez, desponta como um dos principais concorrentes após fechar um acordo para fornecer à Anthropic — criadora do chatbot Claude — seus próprios chips, conhecidos como TPUs.

A empresa, controlada pela Alphabet, também negocia o fornecimento desses processadores à Meta, segundo relatos da imprensa.

As grandes empresas de tecnologia também têm investido cada vez mais no desenvolvimento de chips próprios para ampliar seu poder computacional, destinando esses processadores a seus centros de dados.

* Com informações das agências Reuters e Associated Press

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