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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Hackers invadem geladeiras de supermercados na França, elevam temperatura a 50°C e provocam incêndios

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Ataque cibernético atingiu centenas de lojas, causou perda de alimentos e mobilizou autoridades francesas, que investigam riscos de novos ataques.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 1050m

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Imagem do corredor de congelados fechado em um supermercado próximo a Nantes, após um ataque cibernético que teve como alvo os sistemas de refrigeração de redes de supermercados francesas, causando perdas de alimentos e incêndios em várias lojas, na França, em 12 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Stephane Mahe
Imagem do corredor de congelados fechado em um supermercado próximo a Nantes, após um ataque cibernético que teve como alvo os sistemas de refrigeração de redes de supermercados francesas, causando perdas de alimentos e incêndios em várias lojas, na França, em 12 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

Hackers elevaram a temperatura de muitos refrigeradores de supermercados franceses para 50 graus Celsius durante a noite, causando incêndios e perdas de alimentos em centenas de lojas em todo o país, em um grande ataque cibernético.

A Procuradoria de Paris afirmou que um ataque de "grande escala" estava "afetando refrigeradores conectados em diversas grandes redes de supermercados na França" e relatou danos como "perda de alimentos e incêndios".

💻 Os sistemas de refrigeração dos supermercados geralmente são operados por painéis de controle que gerenciam todas as geladeiras e freezers de uma loja e podem ser acessados pela internet, permitindo que empresas de manutenção façam ajustes remotamente, de qualquer lugar.

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O primeiro-ministro Sébastien Lecornu instruiu a Agência Nacional de Segurança Cibernética da França (ANSSI) a investigar o caso, segundo uma fonte de seu gabinete.

Eles disseram que a França "estava coordenando ações com seus homólogos europeus, já que outros países também podem ser afetados", enquanto investigava se outras empresas francesas corriam risco.

O Carrefour  afirmou que 80 de seus supermercados foram afetados, enquanto a Monoprix disse que 5% de suas lojas sofreram impactos.

A Les Mousquetaires, proprietária da rede varejista Intermarché, informou que os refrigeradores de cerca de 150 de suas lojas foram aquecidos a 50 graus Celsius durante seis horas na noite anterior. Todos os alimentos foram descartados para evitar riscos sanitários, afirmou um porta-voz.

O presidente-executivo da Cooperativa U, Dominique Schelcher, disse que seu supermercado também foi vítima.

"Atacar equipamentos essenciais para a conservação de produtos frescos e para o abastecimento alimentar do povo francês é de extrema gravidade e não tem precedentes", escreveu ele no X.

E. Leclerc e Auchan não responderam aos pedidos de comentários. Não havia uma estimativa imediata da dimensão das perdas do setor.

"O comércio de varejo e atacado desempenha um papel essencial no abastecimento da Europa com os bens de que as pessoas dependem diariamente", afirmou Christel Delberghe, diretora-geral da Eurocommerce, associação europeia do varejo. "Este incidente destaca a importância da resiliência em toda a cadeia de abastecimento".

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Sistemas controlados pela internet

Os sistemas de refrigeração dos supermercados geralmente são operados por painéis de controle que gerenciam todas as geladeiras e freezers de uma loja e podem ser acessados pela internet, permitindo que empresas de manutenção façam ajustes remotamente, de qualquer lugar.

Uma fonte próxima a Lecornu afirmou que a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI) identificou uma vulnerabilidade em um software fornecido pela empresa dinamarquesa Danfoss.

A Danfoss declarou estar "ciente de incidentes na França que afetaram um número limitado de sistemas de gerenciamento de refrigeração".

Segundo a empresa, os equipamentos afetados "utilizavam versões desatualizadas de firmware". A Danfoss acrescentou que "há muito tempo recomenda aos clientes que mantenham os sistemas com suporte atualizados com as versões mais recentes de firmware e que migrem os sistemas antigos para soluções de última geração".

Em 9 de agosto, a equipe Team82, da empresa de cibersegurança Claroty, publicou uma pesquisa detalhando vulnerabilidades no controlador Danfoss AK-SM 800A. De acordo com o relatório, atualizações de software disponibilizadas pela Danfoss corrigiram falhas que poderiam permitir a invasores contornar mecanismos de autenticação e executar códigos em dispositivos comprometidos.

Os ataques se assemelham a incidentes registrados no fim de agosto em cerca de uma dúzia de supermercados que atendem militares dos Estados Unidos. Na ocasião, problemas nos sistemas de refrigeração provocaram a perda de alimentos.

Em comunicado, a Federação do Comércio e da Distribuição da França (FCD), entidade que representa o setor varejista, cobrou "total transparência" da Danfoss sobre o incidente. A associação afirmou que os supermercados trabalham para proteger os consumidores e restabelecer a normalidade das operações o mais rapidamente possível.

Segundo a FCD, algumas das lojas afetadas já haviam retomado suas atividades.

Problema similiar na Holanda

A operadora holandesa de supermercados Ahold Delhaize, que administra a maior rede de supermercados da Holanda, a Albert Heijn, e tem operações significativas nos Estados Unidos, afirmou que também estava lidando com um "problema de segurança" em sua rede e que havia desativado vários sistemas para protegê-los.

Um aplicativo para smartphones da varejista informou aos clientes que, devido a um "incidente de segurança cibernética", não era possível entregar as compras.

Os pedidos online representam cerca de 10% das vendas da Albert Heijn. As lojas físicas permaneceram abertas e a agência de notícias holandesa ANP informou que os concorrentes registraram um aumento nos pedidos de entrega.

Não ficou claro se havia alguma ligação entre o ataque ao supermercado francês e os problemas apontados pela Ahold Delhaize.

A Ahold é a quarta maior varejista de supermercados dos EUA, e os sites de suas lojas Stop & Shop, Giant, Hannaford e Food Lion exibiam avisos informando que o site estava temporariamente fora do ar.

Não ficou claro se outras operações foram afetadas.

A fonte próxima a Lecornu afirmou que a ANSSI identificou uma vulnerabilidade em um software fornecido pela empresa dinamarquesa Danfoss.

A Danfoss afirmou estar "ciente de incidentes na França que afetaram um número limitado de sistemas de gerenciamento de refrigeração".

As unidades afetadas "estavam executando firmware desatualizado", disse a Danfoss, acrescentando que "há muito tempo aconselha os clientes a manterem os sistemas suportados atualizados com o firmware mais recente e a migrarem os sistemas legados para soluções de geração atual".

Em 9 de agosto, a Team82, empresa de cibersegurança da Claroty, publicou uma análise detalhando vulnerabilidades no controlador Danfoss AK-SM 800A. A Team82 informou que a Danfoss atualizou seu software para corrigir as vulnerabilidades, que poderiam ter permitido burlar os procedimentos normais de login e executar códigos maliciosos em dispositivos comprometidos.

Os ciberataques franceses apresentam semelhanças com as interrupções no fornecimento de refrigeração nos EUA no final de agosto, quando os refrigeradores dos refeitórios de cerca de uma dúzia de bases militares americanas foram afetados, resultando em perdas de alimentos.

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Cientistas pedem órgão internacional para supervisionar sistemas de IA

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Grupo que inclui os pioneiros Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio defende regras de segurança e registro de incidentes envolvendo modelos com capacidades cibernéticas.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 10h00m

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Sigla em inglês para inteligência artificial. — Foto: Aly Song/Reuters
Sigla em inglês para inteligência artificial. — Foto: Aly Song/Reuters

Cerca de 400 cientistas, entre eles os pioneiros da inteligência artificial (IA) Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados da tecnologia.

A proposta surge após casos em que modelos de IA conseguiram ultrapassar barreiras impostas durante testes e comprometer sistemas externos, segundo os pesquisadores.

O órgão seria responsável por estabelecer padrões de segurança para todo o setor e manter um registro de incidentes relevantes. Segundo os cientistas, essas informações deveriam, futuramente, ser divulgadas ao público.

Em uma carta aberta, os pesquisadores defendem que os modelos mais avançados de IA sejam, inicialmente, mantidos isolados de redes externas e submetidos a uma supervisão independente. Entre as medidas recomendadas está o chamado “air gap”, que consiste em manter o sistema desconectado da internet. Para eles, os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor não são suficientes.

O pedido ocorre um mês depois de Anthropic, OpenAI, Google, Meta, xAI e Nvidia assinarem um acordo na Casa Branca para adotar medidas voluntárias de segurança. O compromisso, porém, não prevê um mecanismo formal de fiscalização.

Segundo a AFP, entre os episódios citados está um caso envolvendo dois modelos da OpenAI que, durante testes, conseguiram acessar a internet e entrar no Hugging Face, plataforma que hospeda modelos e outros recursos de inteligência artificial.

Os pesquisadores alertam que, sem mudanças nas práticas de segurança, incidentes futuros poderão causar danos maiores a infraestruturas importantes.

Os signatários, de 34 países, defendem que organizações que desenvolvem ou testam modelos com capacidades cibernéticas adotem imediatamente medidas rigorosas de segurança. Em paralelo, os governos deveriam trabalhar na criação de mecanismos formais de supervisão.

O avanço desses sistemas tem ampliado o debate sobre como a inteligência artificial deve ser fiscalizada. Na sexta-feira (9), Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da União Europeia, disse à Reuters que a Lei de IA do bloco é suficiente para lidar com os riscos de sistemas maliciosos.

No domingo (11), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu uma restrição que impedia laboratórios americanos de dar ao Instituto de Segurança em IA do Reino Unido acesso antecipado aos modelos para testes de segurança.

Hinton e Bengio dividiram o Prêmio Turing de 2018 com Yann LeCun, da Meta, outro importante pesquisador da área. LeCun não assinou a carta e argumenta que os recentes incidentes de segurança refletem principalmente falhas de engenharia, e não riscos existenciais relacionados à IA.

* Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

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Alemanha investiga suposto caso de assédio sexual cometido por um robô

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Suspeitos de 16 e 19 anos teriam usado o dispositivo para agredir uma adolescente e transmitido o ato ao vivo nas redes sociais
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TOPO
Por France Presse

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 09h25

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Alemanha investiga suposto caso de assédio sexual cometido por um robô — Foto: Reprodução/Polizei NRW K
Alemanha investiga suposto caso de assédio sexual cometido por um robô — Foto: Reprodução/Polizei NRW K

A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12).

A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia, no oeste da Alemanha, no fim da noite de sábado (10), quando um robô de 1,2 metro de altura se aproximou dela, segundo as forças de segurança.

De acordo com a polícia, o dispositivo, de cor vermelha e dourada, teria tocado as nádegas da adolescente.

O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô. Segundo um comunicado da polícia de Colônia, ele e o suspeito de 19 anos teriam filmado a suposta agressão, transmitido o ato ao vivo nas redes sociais e feito comentários sobre ele.

Em um vídeo que circula no TikTok, o robô humanoide vermelho e dourado aparece ao lado de dois homens e se esfrega em uma adolescente, que grita e se afasta.

A polícia encontrou o dispositivo no porta-malas de um carro e suspeita que o proprietário o tenha escondido ali. As autoridades apreenderam o robô e dois celulares dos suspeitos, que estão sendo investigados.

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