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sábado, 26 de setembro de 2026

Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA

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Agentes da OpenAI tentaram obter informações de "governos, universidades, agências públicas e outras instituições". Revelações surgem dias depois do primeiro-ministro australiano denunciar que a empresa violou arquivos não públicos no site do seu programa de saúde governamental.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de Setembro de 2.026 às 19h00m

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Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA — Foto: ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images
Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA — Foto: ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images

A OpenAI reconheceu ter alertado "dezenas" de instituições globais de que seus sites podem ter sido alvo de manipulação indevida por seus bots de inteligência artificial (IA).

Agentes de IA tentaram obter informações de "governos, universidades, agências públicas e outras instituições", incluindo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), o Departamento do Censo e o Departamento de Educação, afirmou a dona do ChatGPT.

As revelações surgem dias depois que o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou que agentes da OpenAI violaram arquivos não públicos no site do seu programa de saúde governamental.

'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema?
'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema?

Desde agosto, crescem os temores públicos sobre os impactos potencialmente graves e até mesmo fatais das ferramentas de IA que saem do controle humano.

A OpenAI afirmou que alguns dos dados foram acessados por agentes de IA, essencialmente bots projetados e treinados para operar de forma um tanto autônoma, que estavam trabalhando para encontrar "fontes confiáveis de informação pública".

Mas a empresa observou que alguns dos bots foram além disso e trabalharam para burlar as medidas de segurança dos sites.

Ao tentar obter informações do Departamento do Censo, por exemplo, os agentes de IA usaram ferramentas reservadas para desenvolvedores de software para acessá-las, disse a empresa.

A OpenAI afirmou que todos os dados governamentais acessados pelos bots eram públicos.

No entanto, a empresa observou que informações acessadas por seus bots junto à SEC, órgão que regula o mercado de ações dos EUA e protege os investidores, foram posteriormente publicadas por agentes de IA em outro site. A OpenAI afirma que essa ação não foi intencional.

Em outros casos divulgados pela OpenAI na sexta-feira (25/9), seus agentes de IA transferiram dados quando não deveriam.

Essa atividade resultou em pelo menos 53 incidentes em que um agente da OpenAI capturou uma imagem da atividade do usuário do ChatGPT e a transferiu para outro local.

A empresa afirmou que, em cada caso em que uma imagem do usuário foi usada e transferida por um agente de IA, o usuário optou por permitir que a OpenAI treinasse modelos usando seus dados.

No entanto, a empresa admitiu que "este não é um uso apropriado desses dados."

Acrescentou ainda que o vazamento de imagens de usuários ocorreu antes da implementação de novas medidas de segurança no treinamento de IA e que está trabalhando para remover todas as imagens de usuários transferidas para terceiros.

A Reuters foi a primeira a noticiar a ampliação das investigações. A OpenAI também publicou detalhes em seu blog público.

Em certos casos de atividade do agente, a OpenAI afirmou que as ferramentas "contornaram" os controles de segurança de alguns sites.

Em outros casos, os agentes de IA demonstraram "desalinhamento" ao tentar obter informações de sites. Desalinhamento é um termo usado por empresas e pesquisadores de IA para descrever situações em que uma ferramenta de IA fez algo para o qual não foi treinada ou que não era intencional.

A OpenAI afirmou que estava limitando a identificação das entidades afetadas porque muitas haviam solicitado à empresa que não divulgasse detalhes.

"Nosso objetivo é fornecer a cada organização os fatos e deixar a critério delas decidir se e quando tornar o incidente público", afirmou.

A empresa observou que nem todos os incidentes foram considerados violações de segurança significativas.

"Algumas organizações podem analisar o que compartilhamos e concluir que a informação foi intencionalmente divulgada ou que a interação do modelo não era preocupante", explicou. "Outras podem identificar um problema de design ou uma vulnerabilidade de segurança que desejam corrigir."

A OpenAI tem estado no centro de novas preocupações sobre a atividade descontrolada da IA — Foto: Reuters via BBC
A OpenAI tem estado no centro de novas preocupações sobre a atividade descontrolada da IA — Foto: Reuters via BBC

A empresa afirmou que muitos dos incidentes estão sendo classificados como "spam de agentes", que ela descreveu como atividade "inesperada ou preocupante" de agentes de IA, como a publicação de informações na internet.

Esses incidentes começaram a ser levados mais a sério pela companhia depois de um ocorrido em julho, quando um grupo, ou "enxame", de seus agentes de IA invadiu a plataforma de desenvolvimento de IA Hugging Face sem ser instruído a fazê-lo.

A Hugging Face foi a primeira a tornar o incidente público, e a OpenAI assumiu publicamente a responsabilidade posteriormente.

"Muitas vezes me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse decidido não divulgar esse ataque publicamente", afirmou Clement Delangue, diretor da Hugging Face, durante uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre IA na quarta-feira (23/9).

"Especialmente agora que sabemos que incidentes semelhantes já vinham acontecendo meses antes, em segredo, em alguns laboratórios de vanguarda, sem qualquer monitoramento", acrescentou Delangue.

Durante essa mesma reunião da ONU, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e Dario Amodei, chefe da empresa rival Anthropic, pediram aos líderes internacionais que estabelecessem padrões globais para a segurança da IA e maneiras de monitorar e relatar tais incidentes.

Embora a OpenAI e a Anthropic tenham afirmado nas últimas semanas que contratarão avaliadores terceirizados para realizar avaliações de segurança em tempo real de ferramentas e modelos de IA em suas empresas, esses avaliadores ainda não chegaram.

A OpenAI afirmou na sexta-feira que está revisando a atividade de treinamento de seus agentes de IA, analisando os dados mês a mês desde o ataque à Hugging Face.

"A maioria dos casos identificados até agora apresentou baixa gravidade, com pouca ou nenhuma evidência de impacto significativo", afirmou a empresa. "Dada a dimensão da revisão necessária e a necessidade de verificar cada caso, esse trabalho levará meses para ser concluído."

David Krueger, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Montreal e fundador do grupo de segurança de IA Evitable, disse na sexta-feira que estava "profundamente preocupado" com o número crescente de incidentes de segurança relacionados à IA.

Ele pediu "uma moratória internacional imediata e por tempo indeterminado" no desenvolvimento da IA.

"Ainda não compreendemos a extensão dos incidentes existentes, e futuros cenários de IA descontrolada podem ser catastróficos", disse Krueger.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Deixar o notebook ligado na tomada o dia todo estraga a bateria?

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A bateria tem vida útil limitada mesmo sem uso, mas a forma como você carrega o notebook pode acelerar ou evitar esse desgaste.
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Por Laís Ribeiro, g1

Postado em 23 de Setembro de 2.026 às 05h00m

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Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash
Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash

De forma geral, deixar o notebook na tomada o dia todo não vai desgastar mais a bateria do que deixá-lo passar pelos ciclos de descarregamento e carregamento.

Mas isso não é consenso entre as marcas e pode ter outras consequências, como diminuir a vida útil dos outros componentes, caso o dispositivo fique ligado por longos períodos

🔋 O que acontece com a vida útil da bateria se ficar na tomada o dia todo?

É importante entender que a vida útil da bateria gira em torno de dois principais fatores: o tempo de vida dos componentes e os ciclos de carga e descarga aos quais ela é submetida.

“Estando em operação ou não, as baterias têm um tempo de vida limitado”, afirmou Bruno Lima, coordenador do curso de engenharia da computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao g1 em 2025.

Segundo o engenheiro, dependendo do fabricante e da qualidade dos componentes, essa durabilidade "pode variar de 2 a 3 anos”. Ou seja, mesmo sem uso, a bateria sofre desgaste natural ao longo do tempo.

Mas o número de vezes que você carrega e descarrega normalmente o dispositivo – chamadas de ciclos – também pode influenciar a longevidade dele. Conforme aumenta a quantidade de ciclos, a bateria não tem mais o mesmo desempenho.

Em notebooks mais antigos, a bateria continuava sendo consumida mesmo com o aparelho na tomada. "Em modelos mais novos, o sistema consome a energia direto, sem passar pela bateria", disse Ricardo Ciuccio, coordenador do curso de engenharia da computação do Centro Universitário Senac.

“O fato de ele estar sempre na tomada vai fazer com que essa bateria retenha a carga. Não vai ter um efeito significativo no tempo de vida além dos ciclos normais de carga e recarga”, explicou Lima.

No entanto, os especialistas chamam atenção para os efeitos negativos para as outras partes do computador.

“Quando você deixa ele ligado por dias, você está mantendo os componentes energizados, está passando corrente, ele está aquecendo. Isso pode degradar a vida útil dos componentes”, explica Lima.

Ciuccio aponta que o calor gerado pela bateria com a carga completa pode também danificar os componentes. "Quando está carregada, esse calor vai tirando uma fração de tempo da durabilidade da bateria", comentou.

"É aí que tem divergências entre fabricantes. Você vai encontrar manuais que são favoráveis a manter o notebook na tomada e outros que não são", completou Ciuccio.

📄 Sempre confira a recomendação da fabricante

Além do panorama apresentado pelos engenheiros, vale checar quais são as recomendações da fabricante, pois as orientações podem variar conforme a marca e o modelo do aparelho.

Em seu site, a Lenovo afirma que “manter a bateria conectada por longos períodos não fará com que ela seja sobrecarregada”.

Mas faz um alerta: “Se a bateria permanecer carregada em ou próximo a 100%, a Lenovo recomenda configurar o recurso Battery Charge Threshold para limitar a carga.”

Segundo a marca, isso minimiza a degradação desnecessária. A Lenovo ainda recomenda definir o limite superior de carga para 80% ou menos.

A Dell segue na mesma linha, afirmando que não há problema em manter o aparelho na tomada, mas com algumas precauções.

“É uma boa prática desconectar o notebook da tomada de vez em quando para permitir que a bateria passe por ciclos de descarga e recarga, o que também pode ajudar a manter a saúde da bateria”, comentou a fabricante, em nota.

Já a HP aconselha contra o uso do dispositivo na tomada por longos períodos. Segundo a marca, isso pode fazer com que a bateria perca sua calibração e capacidade de carregar corretamente.

A HP orienta que o usuário deixe a bateria do notebook descarregar completamente de tempos em tempos e, em seguida, volte a carregá-la totalmente, para ajudar a mantê-la calibrada

💡 Dicas práticas para preservar a vida útil da bateria do notebook

Segundo Bruno Lima, um dos maiores responsáveis de danos à bateria do notebook é o impacto físico, causado por quedas ou batidas.

“Não pode ter impacto de forma alguma. A bateria, na verdade, é um conjunto de metais com um eletrólito, onde acontece uma reação química que gera energia”, explica Lima.

“Se você derruba, acaba danificando essa estrutura; elas acabam se aproximando, rolando ou rompendo e perdem a capacidade de carga”, completa.

Lima também aponta que temperaturas extremas podem afetar a bateria de forma parecida com o impacto físico, já que a dilatação pelo calor ou a retração pelo frio causam movimento dos componentes.

Já Ciuccio avisa que é preciso tomar cuidado com a adequação do carregador. Pegar um carregador emprestado, especialmente quando é de outra marca, pode fazer mal à saúde da bateria, mesmo que tenha a mesma entrada.

Portanto, não é recomendável usar carregadores que não sejam originais e feitos para o seu produto.

"Tem um problema de interface de tensão, que pode fazer a sua bateria sofrer um pouquinho", comentou Ciuccio. "E se o cabo estiver torcido, danificado, pode até ter fuga da corrente e você não conseguir carregar a bateria."

Os engenheiros dão algumas dicas de como cuidar da bateria e prolongar sua vida útil:

  • Evite bater ou deixar o notebook cair.
  • Evite deixar o notebook no sol ou apoiar sobre a cama, para não esquentar.
  • Não tampe as saídas de ventilação.
  • Mantenha líquidos longe do dispositivo.
  • Evite descarregar o notebook por completo muitas vezes.
  • Se a bateria zerou, deixe carregar até 100% antes de tirar da tomada.

Os primeiros sinais de que a bateria está no fim da vida útil incluem o estufamento – quando ela fica visivelmente inchada – e a perda de velocidade no carregamento.

Veja a seguir modelos de notebooks de R$ 3.700 a R$ 9.900, consultados em setembro, nas principais lojas da internet.
Acer Nitro V15 ANV15-41-R4Q9
Acer Nitro V15 ANV15-41-R4Q9


Apple MacBook Neo
Apple MacBook Neo


Asus V16 V3607VH-RP106W
Asus V16 V3607VH-RP106W


Dell Alienware 15 DA15-C5210H-A30
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HP 256R G9
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Lenovo Ideapad Slim 3 15irh10
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Samsung Galaxy Book6 Pro
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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Bancos alertam para riscos de golpes, fraudes e vazamento de dados com bots de compras por IA

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Tecnologia permite que chatbots escolham produtos e façam compras em nome dos consumidores; bancos afirmam que as regras e proteções ainda não acompanharam o avanço da ferramenta.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Setembro de 2.026 às 11h35m

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Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA
Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA

O uso de agentes de inteligência artificial (IA) para fazer compras pela internet pode aumentar os riscos de golpes, fraudes e problemas de privacidade, segundo um grupo de bancos internacionais.

Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele.

➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália) afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor.

Quais são os riscos?

Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado.

Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema.

A privacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados.

O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado.

Bancos propõem novas regras

O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio.

Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões.

Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar.

A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas.

Uso da tecnologia cresce

O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes.

Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet.

* Com informações da Reuters

Compras pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo
Compras pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo

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