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Acusação alega que empresa de Mark Zuckerberg discriminou contra deficientes, grávidas e pessoas que utilizaram licença médica
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Postado em 14 de Julho de 2.026 às 16h45m
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Logotipo da Meta no Meta Lab em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 20 de maio de 2026 • REUT
O processo, aberto em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, na segunda-feira (13), afirma que a empresa se baseou em fatores como produtividade e uso de tokens de IA ao cortar milhares de empregos no início deste ano, prejudicando pessoas que se ausentaram do trabalho devido a condições de saúde ou para cuidar de familiares.
Os autores da ação, notificados em maio de que deixariam seus cargos a partir de 22 de julho, buscam uma decisão liminar do tribunal para impedir que a Meta conclua as demissões enquanto dão prosseguimento às suas reivindicações em arbitragem privada. Os trabalhadores alegam que os contratos da Meta exigem que os funcionários submetam disputas trabalhistas à arbitragem individualmente, mas que essa exigência não se aplica a pedidos de medidas emergenciais ou provisórias.
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Um porta-voz da Meta declarou nesta terça-feira (14) que as alegações são infundadas.

"As
decisões organizacionais e de gestão de pessoal foram e são tomadas por
pessoas, não por Inteligência Artificial", afirmou o porta-voz.
Este pode ser o primeiro processo contra uma grande empresa dos EUA a contestar o suposto uso de IA na condução de demissões.
A Meta demitiu 10% de sua força de trabalho global em maio, cerca de 8 mil pessoas, e planejava mais cortes de empregos para o final deste ano, conforme noticiado pela Reuters. Desde então, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que não espera mais demissões na empresa neste ano.
As mudanças fazem parte de uma reestruturação abrangente, à medida que a empresa aumenta seus investimentos em IA e coloca agentes de IA no centro tanto de suas ofertas de produtos quanto de sua abordagem interna de trabalho.
Os 26 autores da ação, que entraram com o processo de forma anônima, acusam a Meta de violar leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, em licença médica ou grávidas.
Eles também alegam que a Meta não testou seus sistemas de IA em busca de vieses, violando leis recentemente adotadas na Califórnia e na cidade de Nova York.
Os autores da ação são provenientes de seis estados, incluindo Califórnia, Nova York e o Distrito de Colúmbia.
Segundo a petição inicial, a Meta utilizou diversos sistemas internos assistidos por IA para pontuar e classificar funcionários em uma lista de demissões.
Entre eles estavam o "Metamate", um assistente baseado em modelo de linguagem de grande porte; e um "segundo cérebro" treinado pelos próprios funcionários, que monitorava as comunicações e documentos dos trabalhadores; e uma pontuação de produtividade derivada da análise de teclas digitadas, conteúdo da tela, e-mails e histórico do navegador.
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