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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Brasileiro ganha prêmio na Alemanha por pesquisa com IA para diagnosticar transtornos mentais

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Nos testes em laboratório, imagens de ressonância magnética foram usadas para gerar dados e treinar um algoritmo capaz de identificar a condição mental dos pacientes com mais de 90% de acerto.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 15h35m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Francisco Rodrigues foi um dos 20 cientistas agraciados com o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel da Fundação Alexander von Humboldt — Foto: Divulgação USP
Francisco Rodrigues foi um dos 20 cientistas agraciados com o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel da Fundação Alexander von Humboldt — Foto: Divulgação USP

Métodos baseados em inteligência artificial (IA) são confiáveis para diagnosticar transtornos mentais. Essa é uma das conclusões de estudos liderados pelo brasileiro, Francisco Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP).

Nos testes em laboratório, imagens de ressonância magnética foram usadas para gerar dados e treinar um algoritmo capaz de identificar a condição mental dos pacientes com mais de 90% de acerto.

Os resultados dessa pesquisa foram publicados em artigos de revistas científicas como Nature e PLOS One.

"Conseguimos identificar quais regiões foram alteradas em uma pessoa com epilepsia, autismo ou esquizofrenia, por exemplo, e entender quais alterações estão relacionadas com aquele transtorno", explica Rodrigues.

A técnica está em estágio inicial de desenvolvimento, e poderá auxiliar psicólogos e psiquiatras no diagnóstico automático desses transtornos, principalmente entre aqueles com sintomas semelhantes e que geram dúvidas entre os profissionais, ou ainda em fases iniciais das doenças.

"Hoje com o procedimento tradicional, o psiquiatra não vai conseguir identificar se você vai desenvolver esquizofrenia daqui a dez anos, esse é o ponto".

Segundo o Censo de 2022, pelo menos 2,4 milhões de brasileiros foram diagnosticados com o transtorno do espectro autista (TEA), outros 1,6 milhão entre 15 e 44 anos têm esquizofrenia e mais 1,7 milhão acima de 60 anos têm algum tipo de demência como mal de Alzheimer e Parkinson.

Atualmente, o diagnóstico é feito após a avaliação do histórico dos pacientes por psicólogos e psiquiatras, além da aplicação de testes.

"Não há um marcador para os transtornos mentais, assim como há para o diabetes, por exemplo", diz Rodrigues.

"A ideia é de que no futuro, um escaneamento do cérebro seja capaz de dizer se a pessoa tem depressão, ou outra questão". 
Coleta de dados é desafio

Em São Paulo, as análises feitas no laboratório se baseiam justamente em imagens obtidas por exames de ressonância magnética ou eletroencefalograma (EEG) que mapeiam o cérebro e sua atividade em pacientes saudáveis e outros com algum tipo de transtorno.

"Tiramos várias dessas medidas e inserimos em um sistema de aprendizagem de máquina".

Mas coletar esses dados é um desafio para a pesquisa, uma vez que os EEG podem ser imprecisos, e as ressonâncias são difíceis de produzir.

"Como colocar uma pessoa com esquizofrenia ou que tenha déficit de atenção mais de 40 minutos parada dentro de uma máquina?" Por isso, até agora, as análises se limitaram a algumas dezenas de indivíduos.

Nos estudos em questão, o pesquisador recorreu a informações coletadas a partir de ressonâncias magnéticas do cérebro de pacientes dos Estados Unidos.

"Um dos grandes problemas que temos é o número limitado de participantes. Para que os métodos sejam mais precisos, a máquina precisa de dados, e quanto mais tem, mais aprende", afirma Rodrigues.

Colaboração Brasil-Alemanha

E são exatamente esses dados advindos de técnicas como os minicérebros que o pesquisador vai buscar na Alemanha.

Em janeiro deste ano, Rodrigues foi um dos 20 cientistas agraciados com o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel da fundação alemã Alexander von Humboldt. A instituição concede 60 mil euros (cerca de R$ 370 mil) a pesquisadores estrangeiros cujas produções científicas tiveram impacto no seu campo de estudos.

"Essa colaboração com a Alemanha é extremamente importante. Já temos bastante experiência com a parte teórica de aprendizagem de máquina e modelos de sistemas complexos, trabalho com isso desde o meu doutorado em 2007. Só que na Alemanha eles conseguem coletar os dados".

Os minicérebros são obtidos a partir da extração de células do córtex cerebral de embriões de animais que são isoladas e depois crescem em placas. Um chip capta a atividade neuronal e os sinais elétricos entre os neurônios, que servirão de base de dados para os estudos.

A expectativa é usar esses dados para testar como determinadas intervenções, como medicamentos, alteram a dinâmica das redes neurais simuladas. Ainda assim, os organoides não reproduzem a complexidade de um cérebro humano completo e funcionam como modelos experimentais.

Formado em Física pela USP, a relação de Rodrigues com a Alemanha começou em 2006, quando foi aluno visitante do Instituto Max Planck durante o doutorado.

Depois, em 2011, passou a colaborar com a professora Cristiane Thielemann da Universidade de Ciências Aplicadas de Aschaffenburg em pesquisas com minicérebros. Foi ela quem o indicou para o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel, da Fundação Humboldt.

Até o fim de 2026, Rodrigues embarca para Frankfurt, onde vai prosseguir com a pesquisa durante um ano. Além disso, ele vai ministrar dois cursos na Fundação Humboldt ligados ao seu tema de estudo: sistemas complexos e aprendizagem de máquina.

Quando retornar ao Brasil, a expectativa é de continuar com os trabalhos, mas um método geral de previsão e diagnóstico de transtornos mentais só deve estar disponível nos próximos dez anos. "Já sabemos que funciona, mas o protocolo de coleta de dados ainda é muito restrito, tem que passar por um processo de implementação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e isso demora".

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iOS 26.3 agora permite migrar dados do iPhone para Android por aproximação; veja como funciona 

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Atualização permite enviar fotos, mensagens, apps e até o número de telefone para celulares Android sem baixar aplicativo.

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Por Redação g1

Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 11h30m
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Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP
Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP

Apple liberou nesta semana o iOS 26.3 para iPhones compatíveis (veja modelos). A atualização passa a permitir a migração de dados do celular da marca para smartphones Android por aproximação, sem a necessidade de baixar aplicativo.

Com os aparelhos lado a lado, o iPhone pode transferir para o Android fotos, mensagens, aplicativos "e mais", segundo a Apple.

A empresa afirma que o próprio usuário escolhe quais dados deseja migrar. "Você também pode transferir seu número de telefone", informa.

Dados armazenados no aplicativo "Saúde", da Apple, não podem ser transferidos. O mesmo vale para dispositivos conectados ao Bluetooth do iPhone.

Para que a migração funcione, tanto o iPhone quanto o Android precisam estar conectados ao Wi-Fi e com o Bluetooth ativado. O iPhone também deve estar com o sistema atualizado: no caso, o iOS 26.3 ou versão mais recente.

Antes, donos de iPhone e Android precisavam baixar um aplicativo para fazer a transferência de dados entre um celular e outro.

Como fazer a migração

  1. Para transferir os dados, acesse "Ajustes" no iPhone;
  2. Toque em "Geral" e depois em "Transferir ou Resetar iPhone";
  3. Selecione "Transferir para Android" e siga o passo a passo com os dois aparelhos próximos.

Para atualizar o iPhone para o iOS 26.3, vá em "Ajustes", toque em "Geral" e depois em "Atualização de Software".

Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução
Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução

✅ Quais iPhones rodam o iOS 26

  • iPhone 17 Pro Max
  • iPhone 17 Pro
  • iPhone Air
  • iPhone 17
  • iPhone 16e
  • iPhone 16
  • iPhone 16 Plus
  • iPhone 16 Pro
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  • iPhone 15
  • iPhone 15 Plus
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  • iPhone 15 Pro Max
  • iPhone 14
  • iPhone 14 Plus
  • iPhone 14 Pro
  • iPhone 14 Pro Max
  • iPhone 13
  • iPhone 13 mini
  • iPhone 13 Pro
  • iPhone 13 Pro Max
  • iPhone 12
  • iPhone 12 mini
  • iPhone 12 Pro
  • iPhone 12 Pro Max
  • iPhone 11
  • iPhone 11 Pro
  • iPhone 11 Pro Max
  • iPhone SE (2ª geração ou posterior)
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rússia bloqueia WhatsApp, Instagram e Facebook, diz jornal

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Aplicativos foram derrubados de diretório controlado pelo governo, segundo o Financial Times. O WhatsApp acusa o governo russo de direcionar usuários para um aplicativo de vigilância estatal.
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Por Redação g1

Postado em 11 de Fevereiro de 2.026 às 21h55m
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Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP
Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP

A Rússia bloqueou o acesso a WhatsApp, Instagram e Facebook, informou nesta quarta-feira (11) o jornal americano Financial Times. Os aplicativos foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor, órgão regulador da internet no país.

Na prática, a medida apaga as plataformas da internet russa, tornando praticamente impossível o acesso sem meios alternativos como VPNs.

Na decisão de derrubar o Instagram e o Facebook, também controlados pela Meta, do diretório online, a Rússia classificou os aplicativos como "extremistas". O acesso ao YouTube também foi limitado, mas, de acordo com o Financial Times, não está claro se ele foi derrubado desse diretório.

Ainda segundo a reportagem, o governo russo já tinha adotado outras medidas contra o WhatsApp, mas esta decisão indica que o país pretende manter o aplicativo suspenso por um período maior ou até mesmo de forma permanente.

O WhatsApp afirma ter 100 milhões de usuários na Rússia e classificou o bloqueio como um "retrocesso" que só pode levar menos segurança para a população do país.

"Hoje, o governo russo tentou bloquear completamente o WhatsApp, numa tentativa de direcionar os usuários para um aplicativo de vigilância estatal", afirmou o WhatsApp ao Financial Times.

O posicionamento do WhatsApp faz referência ao Max, aplicativo inspirado no chinês WeChat e que permite trocar mensagens e utilizar serviços de governo.

Ao contrário do WhatsApp, o Max não tem criptografia, o que permitiria a terceiros acessar conversas de seus usuários, informou o Financial Times. A Rússia nega as acusações.

O Max foi criado pela rede social russa VKontakte (VK), mas era pouco conhecido até ser classificado como o "mensageiro nacional". A VK é controlada por aliados do presidente russo Vladimir Putin.

A Rússia também restringiu parcialmente o acesso ao Telegram e impediu as chamadas de voz pelo aplicativo, algo que já tinha acontecido com o WhatsApp.

A medida foi criticada pelo cofundador do Telegram Pavel Durov, que acusou a Rússia de forçar sua população a migrar para o Max.

"Há oito anos, o Irã tentou a mesma estratégia e falhou", disse Durov. "Apesar da proibição, a maioria dos iranianos ainda usa o Telegram, contornando a censura, e o prefere em vez de aplicativos monitorados".

"Restringir a liberdade dos cidadãos nunca é a resposta certa. O Telegram defende a liberdade de expressão e a privacidade, independentemente da pressão".

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