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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Google, Apple e mais: veja como é trabalhar nas empresas mais valiosas no mundo

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Levantamento com 1.750 grandes empresas dos EUA mostra quais gigantes oferecem melhores oportunidades de crescimento, estabilidade e início de carreira.
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Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 06h00m

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Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia 

Estar entre as empresas mais valiosas do mundo não significa automaticamente ser o melhor lugar para construir uma carreira.

É o que mostra um estudo do Burning Glass Institute e da Schultz Family Foundation, que analisou a trajetória profissional de 12 milhões de trabalhadores em 1.750 grandes empresas dos Estados Unidos entre 2019 e 2024.

O levantamento, chamado Where You Work Matters 2026, utilizou informações de plataformas como LinkedIn e Glassdoor para avaliar três fatores principais: as chances de promoção nos primeiros cinco anos de carreira, a retenção de funcionários e a remuneração oferecida.

A partir desses indicadores, o estudo concedeu selos às empresas mais bem avaliadas em diferentes categorias.

São eles:

  • 🏆 Overall Employer (Avaliação Geral): mede o desempenho da empresa considerando simultaneamente crescimento profissional, estabilidade e oportunidades de carreira.
  • 📈 Growth (Crescimento): avalia as chances de promoção e progressão profissional dos funcionários.
  • 🛡️ Stability (Estabilidade): mede a capacidade da empresa de reter trabalhadores por mais tempo.
  • 🌱 Early Career (Início de Carreira): identifica as empresas que oferecem melhores oportunidades para profissionais nos primeiros anos de atuação.
Os resultados são classificados em dois níveis:

  • 🏆 Platinum: grupo de elite do levantamento, que reúne as empresas com melhor desempenho em cada categoria.
  • 🥇 Gold: empresas com desempenho acima da média, mas abaixo do grupo Platinum.

Para esta reportagem, o g1 fez um recorte das 10 empresas mais valiosas do mundo, segundo levantamento da Forbes. Oito delas aparecem no estudo: Nvidia, Apple, Alphabet (controladora do Google), Microsoft, Amazon, Broadcom, Meta e Tesla.

As empresas mais valiosas do mundo onde é melhor construir carreira

Posição Empresa Avaliação Geral Crescimento Estabilidade Início de Carreira
1 Microsoft Platinum Platinum Platinum Gold
2 Amazon Platinum Platinum Platinum Gold
3 Google Platinum Platinum Platinum -
4 Tesla Platinum Platinum Gold Platinum
5 Apple Gold - Platinum -
6 Meta Gold - Platinum -
7 Nvidia Gold Gold Gold -
8 Broadcom Sem selo geral - - -

O resultado reforça uma das principais conclusões da pesquisa: o tamanho ou o prestígio da marca não são suficientes para explicar a qualidade da experiência profissional. O que faz diferença é a capacidade de oferecer oportunidades concretas de desenvolvimento ao longo do tempo.

Escritório do Google em São Paulo — Foto: Divulgação/Google
Escritório do Google em São Paulo — Foto: Divulgação/Google

Abaixo, veja detalhes sobre a avaliação das empresas:

  • Microsoft

A Microsoft aparece como o principal destaque do grupo analisado. A empresa, conhecida por produtos como Windows, Office, Azure e Xbox, recebeu os seguintes reconhecimentos:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  4. Early Career Gold Employer

O conjunto de selos indica um desempenho equilibrado em praticamente todos os indicadores analisados, combinando oportunidades de crescimento, retenção de talentos e boas perspectivas para profissionais em início de carreira.

  • Amazon

Além de controlar a maior plataforma de comércio eletrônico do mundo, a companhia é proprietária da AWS, uma das maiores empresas globais de computação em nuvem. A empresa recebeu:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  4. Early Career Gold Employer

O próprio levantamento aponta a Amazon como um dos exemplos mais bem-sucedidos na combinação de salários elevados, oportunidades de promoção e retenção de funcionários. Entre engenheiros de software, a companhia aparece entre os maiores destaques de todo o estudo.

  • Google

Controlada pela Alphabet, a empresa é responsável por serviços como Google Search, YouTube, Android e Google Cloud. A companhia recebeu:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Growth Platinum Employer
  3. Stability Platinum Employer
  • Tesla

A Tesla, fabricante de veículos elétricos e tecnologias de energia limpa, ficou logo atrás das três líderes. A empresa conquistou:

  1. Overall Platinum Employer
  2. Early Career Platinum Employer
  3. Growth Platinum Employer
  4. Stability Gold Employer

O principal diferencial está nas oportunidades oferecidas para profissionais em início de carreira.

  • Apple

Fabricante do iPhone, iPad, Mac e de uma ampla gama de serviços digitais, a Apple recebeu os seguintes reconhecimentos:

  1. Overall Gold Employer
  2. Stability Platinum Employer

Segundo os pesquisadores, os funcionários da Apple costumam receber bons salários e permanecem por mais tempo na companhia, mas as promoções acontecem com menos frequência quando comparadas às observadas em outras gigantes de tecnologia.

O caso mostra que uma empresa pode oferecer excelente estabilidade sem necessariamente liderar os indicadores de crescimento profissional.

  • Meta

Controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta recebeu:

  1. Overall Gold Employer
  2. Stability Platinum Employer

A análise aponta que a retenção de funcionários é um dos principais pontos fortes da empresa. Por outro lado, os resultados ligados a promoções aparecem em níveis mais moderados, variando consideravelmente de acordo com a função exercida.

  • Nvidia

A Nvidia vive um dos momentos mais importantes de sua história e atualmente lidera o ranking global de valor de mercado graças à demanda por chips de inteligência artificial. No levantamento sobre carreira, recebeu:

  1. Gold Employer
  2. Stability Gold Employer

A empresa se destaca principalmente pela combinação entre remuneração competitiva e estabilidade, características que ajudam a explicar sua reputação como empregadora em um setor marcado pela intensa disputa por talentos.

Ao mesmo tempo, trabalhar na companhia significa atuar em um ambiente extremamente competitivo e pressionado pela rápida expansão do mercado de IA.

  • Broadcom

A Broadcom, fabricante de semicondutores e softwares de infraestrutura, foi a única entre as gigantes analisadas que não recebeu nenhum selo corporativo geral. Ainda assim, isso não significa que seja necessariamente um lugar ruim para trabalhar.

O estudo mostra que diversas carreiras específicas receberam avaliações positivas, especialmente na categoria relacionada ao crescimento profissional. Entre os destaques estão:

  1. Engenheiros de sistemas e segurança (Platinum)
  2. Especialistas de suporte ao usuário (Platinum)
  3. Gerentes de projetos de TI (Platinum)
  4. Engenheiros de software (Gold)
  5. Analistas de sistemas de TI (Gold)
Outras pesquisas

Além de comparar grandes empresas, o levantamento chama atenção para um aspecto frequentemente ignorado por candidatos e profissionais: a diferença entre salário, crescimento e estabilidade.

Segundo os pesquisadores, algumas empresas conseguem atrair trabalhadores oferecendo remunerações elevadas, mas apresentam resultados mais fracos em promoções e retenção. A Goldman Sachs e a Deloitte foram citadas como exemplos desse fenômeno em diversas funções técnicas.

A pesquisa também constatou que existe uma diferença média de 81 pontos percentuais entre as funções com melhor e pior desempenho em promoção e retenção dentro das empresas analisadas.

Para os autores, isso significa que olhar apenas para o salário ou para o prestígio da marca pode esconder uma parte importante da história.

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domingo, 23 de agosto de 2026

IA pode estar freando salários antes de cortar empregos; veja profissões mais expostas e rankings

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Pesquisa com 321 ocupações nos EUA encontrou crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor entre profissionais mais expostos à tecnologia, mas não identificou efeito significativo sobre o emprego.
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Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Agosto de 2.024 às 06h00m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.512   $ *.#.

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia

O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta: os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar.

A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude.

O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%.

  • 🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial.

Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho.

A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores.

São elas:

  1. Programadores (0,75)
  2. Atendentes de customer service (0,70)
  3. Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67)
  4. Especialistas em prontuários médicos (0,67)
  5. Analistas de mercado e marketing (0,65)
  6. Transcritores médicos (0,64)
  7. Representantes de vendas não técnicas (0,63)
  8. Arquitetos de banco de dados (0,58)
  9. Analistas financeiros e de investimentos (0,57)
  10. Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52)
  11. Assistentes estatísticos (0,51)

📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia.

O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas.

Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais.

Exposição não significa perda de emprego

Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial.

O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida.

Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda.

  • Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024.
  • Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período.

Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente.

As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram:

  1. Locutores de rádio e DJs (-52,1%)
  2. Técnicos de radiodifusão (-29,5%)
  3. Diretores musicais e compositores (-17,8%)
  4. Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%)
  5. Árbitros e mediadores (-14,1%)
  6. Artesãos (-14,1%)
  7. Psicólogos organizacionais (-13,4%)
  8. Juízes e magistrados (-13,3%)
  9. Escritores e autores (-12,7%)
  10. Legisladores (-11,7%)

É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais.

O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego.

As maiores reduções observadas foram:

  1. Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%)
  2. Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%)
  3. Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%)
  4. Legisladores (-38,2%)
  5. Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%)
  6. Coreógrafos (-36,5%)
  7. Técnicos de radiodifusão (-36,2%)
  8. Operadores de telemarketing (-31,2%)
  9. Entrevistadores de crédito (-28,7%)
  10. Astrônomos (-27,8%)
Então o que a pesquisa conclui, de fato?

A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa.

Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho.

O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA.

Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada "compressão salarial" — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores.

Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas.

  • A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios.
  • Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto.
programador de sistemas — Foto: Sora Shimazaki/Pexels
programador de sistemas — Foto: Sora Shimazaki/Pexels

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sábado, 22 de agosto de 2026

Robô chinês bate o recorde mundial de Usain Bolt nos 100 metros em teste

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O robô, apelidado de Lightning, correu 100 metros em 9,32 segundos - 26 a menos que campeão jamaicano - e atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo.
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Por Redação g1

Postado em 22 de Agosto de 2.026 às 08h50m

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Um robô humanoide Honor Lightning corre após cruzar a linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim e Meia Maratona de Robôs Humanoides em Pequim, China, em 19 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
Um robô humanoide Honor Lightning corre após cruzar a linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim e Meia Maratona de Robôs Humanoides em Pequim, China, em 19 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

Um robô humanoide, desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor, correu 100 metros em 9,32 segundos, 26 segundos abaixo do recorde mundial de atletismo, pertencente ao jamaicano Usain Bolt, informou a emissora estatal chinesa neste sábado (22).

O robô, apelidado de Lightning, atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo durante um evento de teste preparatório para a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides.

O desempenho superou o recorde mundial masculino da prova dos 100 metros, de 9,58 segundos, estabelecido por Bolt no Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, em 2009.

Lightning também venceu a meia maratona de Pequim, de 21 km, em abril, com o tempo de 50 minutos e 26 segundos, mais rápido que o recorde mundial masculino de elite.

O robô tinha 169 cm de altura e pernas de 95 cm na meia maratona. Desde então, os pesquisadores alongaram suas pernas em 10 cm, para 1,05 metros, antes dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, informou a Televisão Central da China.

A China tem promovido robôs humanoides como uma indústria emergente estratégica, com formuladores de políticas e empresas apostando que os avanços em IA e hardware acelerarão sua implantação em aplicações de manufatura, logística e consumo.

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