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terça-feira, 7 de abril de 2026

Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história

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A gigante da tecnologia completa 50 anos de existência. A BBC consultou diversos analistas para conhecer os maiores sucessos e fracassos da Apple ao longo da sua história.
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TOPO
Por BBC

Postado em 07 de Abril de 2.026 às 10h00m
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Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões 

Poucas empresas conseguiram definir como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia tão categoricamente quanto a Apple.

A empresa comemorou seus 50 anos de fundação na semana passada. Ela foi fundada por dois Steves, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia.

Seu sucesso foi realmente estrondoso, mas a companhia também foi marcada por alguns fiascos notáveis.

Atualmente, cerca de uma a cada três pessoas do planeta tem um produto da Apple. Para Emma Wall, estrategista-chefe de investimentos da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, este sucesso tem muito a ver com o marketing da empresa, além do seu próprio hardware.

"Eles venderam um sonho", ela conta.

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar
Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar

Wall acredita que eles desenvolveram algo "bastante novo na época — a ideia de que a marca é tão importante quanto a linha de produtos."

A série de sucessos da Apple, sem dúvida, diminuiu após a morte do visionário Steve Jobs (1955-2011), um dos seus fundadores. A empresa passou a se concentrar mais em aprimorar sua tecnologia já existente.

Ken Segall, diretor criativo de Jobs por 12 anos, declarou à BBC que o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, fez um "trabalho incrível" de adaptação com o passar do tempo, mantendo a rentabilidade da empresa.

Mas ele destaca que muitos puristas da Apple ainda não se sentem tão animados com a fase atual da companhia, pois "eles se lembram da antiga Apple, que era Steve Jobs."

Com a Apple completando meio século de existência, pedimos a especialistas e analistas da tecnologia que observassem algumas das mudanças mais significativas trazidas pela empresa para o mundo da tecnologia e as ocasiões em que ela, indiscutivelmente, errou o alvo.

iPod (sucesso)

Longe de ser o primeiro aparelho de música digital portátil na época do seu lançamento, em 2001, o iPod é um dos "produtos mais simbólicos da Apple", segundo Craig Pickerill, do blog The Apple Geek — não apenas pelo que ele foi, mas "pelo que ele mudou".

"Os aparelhos de MP3 eram desajeitados, sua armazenagem era limitada e gerenciar sua biblioteca de músicas parecia dar trabalho", relembra ele. "O iPod mudou tudo isso quase da noite para o dia."

O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor — Foto: Getty Images via BBC
O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor — Foto: Getty Images via BBC

O design de anel de clique diferenciava o aparelho, que introduziu a biblioteca iTunes, abrindo o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor.

Lançado em 2007, o iPod Touch foi projetado pela mesma equipe que viria a inventar o iPhone — que rapidamente superou o iPod.

"Sem o iPod, a Apple provavelmente não teria o apoio financeiro e a maturidade operacional necessárias para assumir a complexidade da indústria do smartphone", afirma o analista de tecnologia Francisco Jeronimo, da empresa de pesquisa de mercado IDC.

iPhone (sucesso)

Mais de 200 milhões de iPhones são vendidos todos os anos. São cerca de sete aparelhos comprados a cada segundo, em algum lugar do planeta.

Para Ben Wood, da empresa de análise de mercado CCS Insight, o iPhone é o "Hotel Califórnia dos smartphones". Quando você tem um, é "muito improvável que você saia" do ecossistema da Apple para um aparelho concorrente, com sistema Android.

"iPod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho", declarou Steve Jobs, radiante com a primeira versão do celular nas mãos, ao apresentá-lo ao mundo em 2007.

'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 — Foto: AFP via Getty Images
'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 — Foto: AFP via Getty Images

Como muitos produtos revolucionários da Apple, o iPhone não foi o primeiro exemplo da sua espécie. Outros telefones já tinham capacidade de acesso à internet ou telas sensíveis ao toque.

Mas a jornalista especializada em tecnologia Kara Swisher defende que seu "belo marketing" ajudou a catapultar o aparelho para o público.

"Ele fez você pensar no iPhone não como um aparelho tecnológico, mas como um dispositivo de romance", afirma ela.

Apple Watch (sucesso)

Na época do lançamento do Apple Watch, em 2015, Steve Jobs já havia morrido de câncer.

Mas seu sucessor, Tim Cook, assumiu com um propósito condizente com seu predecessor: produzir o melhor relógio de pulso do mundo.

Em termos de receita gerada para a Apple (cerca de US$ 15 bilhões, ou R$ 78 bilhões), é difícil argumentar que o smartwatch mais vendido do mundo não tenha atingido seu objetivo.

"Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos", segundo Wood.

O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo — Foto: Getty Images via BBC
O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo — Foto: Getty Images via BBC

Seu primeiro protótipo era relativamente básico, mas seus modelos futuros também foram pioneiros na tecnologia de saúde vestível. Funções como o monitoramento cardíaco fizeram dele um importante promotor da tecnologia de saúde e fitness.

Atualmente, acredita-se que o Apple Watch venda mais unidades todos os anos do que toda a tradicional indústria de relógios de pulso suíços.

Apple Lisa (fracasso)

De certa forma, o computador pessoal Apple Lisa, lançado em 1983 pelo alto preço de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, pelo câmbio atual), foi inovador.

Ele foi um dos primeiros PCs a incorporar uma interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um mouse.

O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) — Foto: Science & Society Picture Library via BBC
O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) — Foto: Science & Society Picture Library via BBC

Mas o analista de tecnologia Paolo Pescatore afirma que o computador, destinado às empresas, era "caro demais", o que impediu seu sucesso comercial.

O fracasso, para ele, demonstrou que "estar à frente na curva não é suficiente se o produto estiver mal posicionado".

A Apple aprenderia com seus erros ao lançar o Macintosh original, um ano depois, com preço relativamente melhor para o consumidor final, de US$ 2.495 (cerca de R$ 13 mil, pelo câmbio atual).

Teclado 'borboleta' (fracasso)

O teclado com design "borboleta" da Apple foi um mecanismo introduzido nos laptops em 2015. Para Pickerill, ele foi um "raro deslize de confiabilidade".

Usado em aparelhos como o MacBook Air, o design consistia em equipar os teclados com teclas de encaixe bilateral que pareciam asas de borboleta.

O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC
O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Mas ele dividiu opiniões. Algumas pessoas afirmavam que o mecanismo dificultou a digitação nos teclados, dando a impressão de que a Apple estaria "priorizando a pouca espessura e não a durabilidade", segundo Pickerell.

Em 2019, a empresa apresentou um novo MacBook Pro de 16 polegadas, sem o teclado borboleta.

Vision Pro (fracasso)

Para Wood, um fracasso notável e muito mais recente da Apple foi o headset Vision Pro, o primeiro lançamento importante da empresa desde o Apple Watch.

Wood acredita que a grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito "complicada", sem conteúdo que permitisse igualar o sucesso de outros produtos da empresa.
Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual
Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

O site de notícias de tecnologia The Information afirma que a companhia reduziu a produção do headset de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18 mil) poucos meses após o lançamento, devido à baixa demanda e à grande quantidade de estoque não vendido.

O fracasso significa que a Apple "provavelmente será cautelosa para entrar rapidamente em áreas relacionadas, como óculos inteligentes", segundo Wood.

A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' — Foto: Getty Images via BBC
A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' — Foto: Getty Images via BBC

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sábado, 4 de abril de 2026

O Brasil entra na corrida mundial de microchips

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Um projeto pioneiro da Universidade de São Paulo (USP) está criando fábricas modulares de microchips, conhecidas como “pocket fabs”
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Por https://projetobrasil.jornalggn.com.br/
Postado em 04 de Abril de 2.026 às 11h00m

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Um projeto pioneiro da Universidade de São Paulo (USP) está criando fábricas modulares de microchips, conhecidas como pocket fabs, visando reduzir a vulnerabilidade e dependência tecnológica brasileira. O tema foi debatido no Projeto Brasil pelo professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, que expôs como o Brasil despertou para a capacidade de produção de chips e de se posicionar com autonomia econômica e geopolítica no assunto.

Em entrevista no YouTube da TVGGN, contou com a participação dos jornalistas Luis Nassif e Sergio Leo e da economista Carla Beni, Zuffo apresentou a iniciativa da USP, que utiliza manufatura avançada, robótica e inteligência artificial para atender demandas específicas de setores como o automotivo e o aeroespacial.

O pesquisador detalhou o projeto das Pocket FABs (fábricas de bolso) liderado pela USP. Seus principais pontos incluem uma mudança de paradigma, com o  conceito de downsizing ou right sizing, criando fábricas modulares, portáteis e sustentáveis em vez das tradicionaisMegafabs que custam bilhões de dólares, descentralizando a produção com custos menores, contrapondo-se ao modelo global de megasfábricas dominado por cartéis internacionais.

Zuffo explicou que o custo por milímetro quadrado do chip é o mesmo, independentemente do tamanho da fábrica, o que justifica o modelo de menor escala para atender demandas específicas, como a indústria automotiva.

Os participantes explicaram a importância de o Brasil se posicionar estrategicamente com independência no setor, uma vez que os semicondutores impactam 40% do PIB mundial e que o Brasil está vulnerável a chantagens geopolíticas por depender de importações.  

A economista Carla Beni expressou preocupação com o baixo investimento histórico do Brasil em Ciência e Tecnologia (apenas 0,02% do orçamento executado), e apontou a necessidade de se atingir investimentos como o sucesso da China, que investiu 2,5% ao ano do PIB por décadas.

Marcelo Zuffo narrou 

que a USP busca projetar e fabricar chips quânticos e de Inteligência Artificial, utilizando altos níveis de robótica e automação para compensar a falta de mão de obra disposta a regimes de trabalho extremos, como os de Taiwan.   

Além de focar na sustentabilidade e na soberania nacional, o projeto conta com parcerias entre academia, governo e setor industrial para reverter o déficit comercial de eletrônicos. O convidado destacou o apoio da FIESP, SENAI, MCTI e das Forças Armadas no desenvolvimento desse ecossistema.

O jornalista Luis Nassif defendeu que o Brasil tem capacidade técnica e massa crítica para inovar, combatendo o viralatismo na indústria e economia mundial.

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Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China

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Cerca de 100 veículos autônomos do modelo Apollo Go pararam subitamente e bloquearam ruas. Passageiros não se feriram, mas alguns ficaram dentro dos carros por até duas horas, segundo autoridades locais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 04 de Abril de 2.026 às 06h00m
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Robotáxis ficam parados no meio da rua após pane na China
Robotáxis ficam parados no meio da rua após pane na China

Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de Wuhan, no centro da China, na última terça-feira (31), segundo autoridades locais. A pane teria sido causada por uma falha no sistema dos modelos Apollo Go, da Baidu.

A polícia recebeu relatos de que vários carros Apollo Go pararam no meio das ruas e não conseguiam se mover, segundo comunicado oficial.

Os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança, e não houve feridos, informou a polícia. A causa do incidente ainda está sob investigação.

Pelo menos 100 veículos do Apollo Go foram afetados, disse um policial de trânsito em vídeo publicado pelo The Paper, de Xangai.

Robotáxi Apollo Go, da Baidu, disponível na China — Foto: PEDRO PARDO / AFP
Robotáxi Apollo Go, da Baidu, disponível na China — Foto: PEDRO PARDO / AFP

O policial acrescentou que, embora as portas dos carros pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair por causa do tráfego intenso e chamaram a polícia para pedir ajuda.

Um vídeo verificado pela Reuters e publicado na versão chinesa do TikTok, o Douyin, mostrou veículos parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito. A mídia local informou que alguns passageiros ficaram presos nos veículos por quase duas horas.

A Baidu não respondeu ao pedido de comentário.

O incidente reacendeu discussões nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade dos robotáxis.

Um robotáxi Apollo Go que transportava um passageiro caiu em uma vala de obra em Chongqing, em agosto. Três meses antes, um dos carros operados pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Não houve feridos em nenhum dos casos.

Uma queda de energia generalizada em São Francisco, no fim do ano passado, também fez com que robotáxis da Waymo parassem e causassem congestionamento.

A Baidu é uma das maiores operadoras de frotas de direção autônoma da China, ao lado da Pony.ai e da WeRide. As empresas lançaram serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e expandiram as operações para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio.

Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China — Foto: SOCIAL MEDIA via REUTERS
Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China — Foto: SOCIAL MEDIA via REUTERS

China

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