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sábado, 25 de abril de 2026

Microsoft faz 1º plano de demissão voluntária de sua história, diz jornal

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Plano atinge cerca de 7% dos funcionários da empresa nos EUA e mira profissionais mais antigos, com idade e tempo de casa somando ao menos 70 anos.
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Por Redação g1

Postado em 25 de Abril de 2.026 às 10h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Fachada do prédio da Microsoft. — Foto: AP Photo/Michel Euler
Fachada do prédio da Microsoft. — Foto: AP Photo/Michel Euler

A Microsoft está promovendo um plano de demissão voluntária (PDV) para cerca de 7% de sua força de trabalho nos Estados Unidos, segundo o jornal Financial Times. É a primeira vez que a empresa adota esse tipo de medida em seus 51 anos de história.

Procurada, a Microsoft se recusou a comentar o assunto.

"Muitos desses funcionários passaram anos, e em alguns casos décadas, ajudando a moldar a Microsoft no que é hoje", escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da empresa, em memorando obtido pelo jornal.

Ela afirmou ainda que a decisão busca dar a esses profissionais "a escolha de dar o próximo passo", com o que descreveu como um apoio generoso da companhia.

Segundo o Financial Times, o PDV é voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.

Nos Estados Unidos, a Microsoft tem cerca de 125 mil funcionários, e cerca de 8 mil seriam elegíveis ao programa.

Meta também faz demissões

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. — Foto: Tony Avelar/AP
Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. — Foto: Tony Avelar/AP

Também nesta quinta-feira (23), a Meta informou internamente que vai demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho — e eliminar outras 6 mil vagas ainda não preenchidas, segundo a agência AFP.

Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, disse que a medida faz parte dos esforços para "gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos" da companhia, que disputa espaço no desenvolvimento de inteligência artificial.

No fim de dezembro, a Meta tinha 78.865 funcionários, segundo documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Em 2022, a empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp iniciou sua primeira rodada de demissões, que atingiu 11 mil postos de trabalho, seguida por uma segunda rodada, em março de 2023, com outros 10 mil cortes.

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Fim do Wayback Machine? Como a preservação da memória da internet está sobre pressão

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Guardiã da história da web, plataforma luta pela sobrevivência. Cada vez mais empresas de comunicação se recusam a permitir que a plataforma armazene seus conteúdos — acabando por prejudicar a memória da web.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 25 de Abril de 2.026 às 08h00m
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Wayback Machine — Foto: Reprodução
Wayback Machine — Foto: Reprodução

Há 30 anos, o portal archive.org guarda a memória da internet. Sua plataforma Wayback Machine contém mais de um bilhão de sites arquivados e funciona como uma ferramenta imprescindível, que permite a jornalistas, pesquisadores, historiadores e juristas acessar conteúdos originais de páginas que foram alteradas ou até mesmo excluídas.

No entanto, esse projeto fundamental da entidade criada em São Francisco, nos EUA, enfrenta uma crise existencial. E a última ameaça vem justamente de quem mais precisa do arquivo — os veículos de imprensa.

Um número cada vez maior de empresas de comunicação vem negando o acesso do Internet Archive aos seus conteúdos.

Segundo uma pesquisa da Nieman Foundation for Journalism, da Universidade de Harvard, pelo menos 241 portais de notícias de nove países já bloquearam o acesso da Wayback Machine. Entre eles estão o britânico The Guardian, o americano New York Times, o francês Le Monde e o USA Today, maior conglomerado jornalístico dos Estados Unidos.

O próprio USA Today publicou recentemente uma reportagem mostrando como a polícia de imigração americana, o ICE, havia ocultado informações na web sobre sua política de detenção. Para a apuração, o jornal utilizou conteúdos da Wayback Machine do archive.org, contradizendo a própria política da empresa, que agora bloqueia o acesso da plataforma a seus artigos.

O motivo pelo qual os veículos de comunicação estão barrando o acesso à ferramenta que eles mesmos utilizam é simples. Os jornais temem que empresas de inteligência artificial, como OpenAI ou Google, acessem os conteúdos jornalísticos arquivados na plataforma para treinar seus modelos de linguagem — sem autorização e sem pagamento.

"O problema é que os conteúdos do New York Times no Internet Archive são utilizados pelas empresas de IA, que infringem direitos autorais para concorrer diretamente conosco", declarou o porta-voz do NYT, Graham James.
Milhares de consultas por segundo com robôs

De fato, dados mostram que, no site archive.org, inúmeros robôs são usados para buscar conteúdos jornalísticos e utilizá-los no treinamento de modelos de IA — obtendo, assim, exatamente as informações que lhes são negadas.

O diretor do Wayback Machine, Mark Graham, afirmou à revista Wired que algumas empresas chegaram a acessar os arquivos com dezenas de milhares de solicitações por segundo, a ponto de sobrecarregar temporariamente os servidores.

Era algo que o archive.org não esperava. A organização sem fins lucrativos se apresenta como uma entidade comprometida com a internet aberta.

"Exatamente como uma biblioteca clássica, oferecemos acesso gratuito a pesquisadores, historiadores, cientistas e pessoas com deficiência visual e ao público em geral. Nosso objetivo é possibilitar a todas as pessoas o acesso universal a todo o conhecimento", diz o lema da associação.

Isso também exclui a possibilidade de bloquear robôs e rastreadores — o que levou às sanções impostas por grandes editoras e empresas de mídia.

A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização de direitos humanos especializada em questões digitais, compara a atitude dos veículos de imprensa a uma situação em que "um jornal proibisse bibliotecas de manter cópias de seu periódico".

A história da internet pode se perder para sempre

Desde então, mais de 100 jornalistas assinaram uma petição em apoio ao Internet Archive. Em carta aberta, eles afirmam:

"Em um cenário de mídia digital em que artigos desaparecem devido à perda de links, fusões de empresas ou cortes de custos, os jornalistas dependem frequentemente da Wayback Machine do Internet Archive para recuperar páginas que, de outra forma, estariam perdidas. Sem esse trabalho contínuo de preservação da Internet, grande parte da história jornalística recente já teria se perdido."

Mark Graham, do New York Times, afirmou também à Wired que está em conversas com as empresas de jornalismo para reaver o acesso. O desfecho ainda é incerto.

"Não há dúvida de que o bloqueio crescente de grande parte da internet pública prejudica a capacidade da sociedade de compreender o que está acontecendo em nosso mundo", confessou Graham.

Fragmentar a internet é inevitável? — Foto: Getty Images
Fragmentar a internet é inevitável? — Foto: Getty Images

Arquivo como infraestrutura pública

Repórter especializado em mídia e fundador do socialmedia watchblog.de, Martin Fehrensen vê no archive.org o único registro funcional da web aberta. Caso a plataforma não consiga mais cumprir essa função, isso teria consequências graves, diz ele à DW.

"Milhões de trechos da Wikipedia perderiam a referência; pesquisas sobre a responsabilidade das plataformas – ou seja, quais termos de uso vigoravam em cada momento, quais regras de moderação foram reformuladas e de que maneira – se tornariam significativamente mais difíceis; e as evidências digitais com valor probatório judicial seriam perdidas", explica, acrescentando que, especialmente para os veículos jornalístico, seria totalmente absurdo bloquear o arquivo.

Segundo Fehrensen, há duas maneiras de se resolver esse conflito. "Precisamos de um diálogo com os editores, com uma separação técnica clara entre o arquivamento e o treinamento de IA, pois esse é o verdadeiro conflito, não o arquivo em si", explica o jornalista.

A médio prazo, na opinião dele, deve ser criado um status jurídico especial para os arquivos da web. E, a longo prazo, o arquivamento da internet deve ser tratado como infraestrutura pública, não como um projeto isolado de uma ONG em São Francisco, acrescenta.

"O fato de que, em 2026, ele ainda dependa de uma única organização é a verdadeira falha estrutural", conclui.
Um conflito dramático – entre vários

Não é a primeira vez que o Internet Archive luta para continuar existindo. Em setembro de 2024, um ataque hacker ao site resultou no roubo de 31 milhões de contas de usuário. Foi um duro golpe, mas a organização conseguiu se recuperar.

No mesmo ano, o Archive perdeu um processo de direitos autorais em um tribunal de apelação dos EUA: as editoras Hachette, Penguin Random House, HarperCollins e Wiley entraram com uma ação contra o programa gratuito de empréstimo de e-books que o Archive havia lançado durante a pandemia de Covid-19, e obtiveram sucesso. Mais de 500 mil livros tiveram que ser retirados da plataforma. Mas o archive.org ainda enfrenta pedidos de indenização na casa dos milhões.

Em comparação com essas derrotas, a ameaça atual representada pelos bloqueios da mídia é estruturalmente mais grave, pois não pode ser sanada por uma decisão judicial ou uma atualização. Ela é o resultado de inúmeras decisões corporativas que, em conjunto, minam a essência do Wayback Machine: a documentação completa da internet pública.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Fabricantes chineses de chips conquistam 41% dos servidores locais de IA

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Número marca um recuo significativo para Nvidia, que detinha participação dominante no mercado de IA da China
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Reuters
01/04/26 às 18:20 | Atualizado 01/04/26 às 18:25
Postado em 23 de Abril de 2.026 às 14h00m

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Chips em placa de circuito  • 25/02/2022 REUTERS/Florence Lo

Os fabricantes chineses de GPUs e chips de IA capturaram quase 41% do mercado de servidores aceleradores de inteligência artificial da China no ano passado, corroendo a posição outrora dominante da Nvidia em um de seus mais importantes mercados no exterior, de acordo com dados de um relatório da IDC visto pela Reuters.

O governo chinês está cada vez mais cauteloso em relação à dependência de chips estrangeiros e tem pressionado agências governamentais e empresas a adotarem alternativas domésticas depois que sucessivas ondas de controles de exportação dos Estados Unidos impediram o acesso da China aos produtos mais avançados da Nvidia.

As vendas totais de placas aceleradoras de IA da Nvidia, AMD e fabricantes de chips chineses atingiram aproximadamente 4 milhões de unidades na China em 2025, mostraram os dados.

A Nvidia continuou sendo a líder de mercado, com vendas de cerca de 2,2 milhões de placas e detendo uma participação de 55%. Mas esse número marca um recuo significativo para a fabricante dos EUA, que detinha uma participação dominante no mercado de IA da China. A AMD teve uma presença modesta, com vendas de cerca de 160 mil placas e uma participação de 4%, mostraram os dados da IDC.

Os fornecedores chineses venderam em conjunto 1,65 milhão de placas, respondendo por 41% do mercado total - um marco que ressalta a agressividade com que os participantes nacionais se movimentaram para preencher a lacuna deixada pelo endurecimento dos controles de exportação dos EUA.

A Huawei Technologies emergiu como a líder absoluta entre os fornecedores chineses, vendendo cerca de 812 mil chips de IA, aproximadamente metade de todas as vendas de marcas nacionais. A unidade de design de chips da Alibaba, a T-Head, ficou em segundo lugar, com vendas de aproximadamente 265 mil.

Kunlunxin e Cambricon, da Baidu, venderam, cada uma, cerca de 116 mil placas, ficando em terceiro lugar entre os fornecedores chineses.

Hygon e as startups de GPU MetaX e Iluvatar CoreX foram responsáveis por 5%, 4% e 3% do total de vendas dos fornecedores chineses, respectivamente.

Em 2025, o governo da China lançou uma nova campanha de incentivo a investimentos em infraestrutura de IA e governos locais aceleraram centros de computação inteligente em todas as províncias, muitos dos quais com diretrizes implícitas de compra de componentes chineses.

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