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Cortes equivalem a cerca de 2,1% da força de trabalho da empresa e atingem principalmente a divisão responsável pelo Xbox; ainda não há informações sobre impacto no Brasil. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1 Postado em 06 de Julho de 2.026 às 12h40m . #.*Post. - Nº.\ 5.463*.# .
Logo da Microsoft — Foto: Unsplash
A Microsoft
anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800
funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de
trabalho.
Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox,
escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um
e-mail aos funcionários.
"Estamos
alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso
negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas
organizações Comercial e Xbox", escreveu.
A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de
acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se
as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman.
No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão
substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm
relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos
meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar
investimentos em IA.
"O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é
realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser
automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar
aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que
o trabalho evolui", disse a executiva.
Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos
para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais
antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou
mais.
Naquele mês, a Microsoft tinha cerca de 125 mil funcionários nos EUA, e cerca de 8 mil seriam elegíveis ao programa.
Coleman encerra o e-mail afirmando que "haverá mais mudanças pela
frente", sem confirmar novas demissões. Ela diz, porém, que outras áreas
da empresa "precisarão fazer ajustes semelhantes".
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A notificação é referente a tutoriais sobre "como criar uma plataforma de cassino" e estratégias de marketing para o "jogo do bicho online". -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Reuters 03/07/2026 15h40 Atualizado há 2 dias Postado em 05 de Julho de 2.026 às 07h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.462*.# .
Logo do YouTube — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (3) que notificou extrajudicialmente o Google no Brasil, pedindo a remoção imediata de perfis no YouTube que promovem e facilitam a criação de plataformas de apostas não autorizadas a operar no país.
A medida, afirmou a AGU em comunicado, busca "combater a afronta à
legislação nacional e garantir o cumprimento de decisões do Supremo
Tribunal Federal (STF)".
A notificação, feita por intermédio da Procuradoria Nacional de Defesa
da Democracia (PNDD), é referente a tutoriais sobre "como criar uma
plataforma de cassino" e estratégias de marketing para o "jogo do bicho
online", afirma a AGU.
O órgão acrescentou que os vídeos foram publicados no YouTube e identificados a partir de apuração feita pela Agência Lupa.
Segundo os advogados da União, os perfis se intitulam como de empresas
de marketing digital, mas propagam livremente o jogo não regulado e
estimulam práticas que configuram contravenção penal.
Na notificação, a AGU alerta que a circulação sistemática desses
materiais representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção
dos consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação
fiscal e lavagem de dinheiro.
"A omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma", acrescentou.
Procurado pela Reuters no Brasil, o Google não respondeu de imediato.
Existe um local escondido no TikTok que o algoritmo não mostra. Repleto de vídeos estranhos e assustadores, ele tanto pode ser uma lenda como uma amostra do futuro da internet. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por BBC 04/07/2026 15h17 Atualizado há uma hora Postado em 04 de Julho de 2.026 às 16h15m . #.*Post. - Nº.\ 5.461*.# .
O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários — Foto: BBC/SERENITY STRULL/GETTY IMAGES
O TikTok
é conhecido por oferecer um fluxo infinito de vídeos que, de forma
geral, são razoavelmente positivos. Alguns de seus críticos chamariam
este fluxo de suavizado.
Mas, abaixo desta superfície, existem bilhões de outros vídeos que, normalmente, a plataforma não mostra.
Alguns deles são monótonos. Outros são bizarros. E ainda outros são realmente perturbadores.
Há quem diga que, se você ficar até muito tarde, rolando a tela por horas até esgotar as recomendações normais do TikTok,
poderá surgir uma visão momentânea desses vídeos. Mas os usuários da
plataforma afirmam ter encontrado uma forma de mergulhar mais a fundo
neste tipo de conteúdo.
Com as estratégias certas, é possível atingir esse espaço digital
misterioso, mais estranho, sombrio e grotesco do que o alegre caminho
normalmente conduzido pelo algoritmo da plataforma. Ele é conhecido como
TikTok Farlands, as "terras distantes" do TikTok.
Aparentemente,
a melhor forma de chegar lá é inserir um conjunto de letras e números
aleatórios que outro usuário tenha postado nos comentários de um vídeo.
"Você não consegue chegar lá apenas com as recomendações do algoritmo",
explica o repórter especializado em cultura da internet e pesquisador
de memes Aidan Walker, em uma postagem sobre o assunto. "Você precisa que um ser humano o convide a entrar."
As discussões sobre as TikTok
Farlands se desenvolveram nos últimos meses. Elas misturam teorias da
conspiração, lendas urbanas e discussões sérias sobre o poder das
empresas que administram as redes sociais.
Os usuários encontraram formas de assumir o controle do algoritmo do TikTok para trazer à tona vídeos que eles acreditam que o aplicativo não quer que eles vejam.
Este é um movimento social, mais do que uma tendência ou meme. As pessoas estão atacando as muralhas da máquina.
Em um mundo de AI slop (conteúdo desleixado, criado por inteligência
artificial) e rolagens sem sentido, este fenômeno me deixou mais
otimista em relação ao futuro da internet, algo que eu não sentia há
muito tempo.
Descendo pelo buraco do coelho
O nome Farlands vem de um antigo erro técnico do jogo Minecraft.
Nas primeiras versões do jogo, se você andasse por tempo suficiente, um
erro criava cenários distorcidos e caóticos, repletos de túneis e
estruturas estranhas.
"As Farlands do Minecraft eram o extremo do jogo. Você literalmente
chegava ao fim do mundo e não conseguia avançar mais", explica a
professora de estudos da comunicação Jessica Maddox, da Universidade da
Georgia, nos Estados Unidos. Seu foco de estudo são as redes sociais.
As TikTok
Farlands seguem a mesma ideia. "É o fim da internet, onde tudo fica
estranho. Você sai do convencional e faz uma curva para o lado errado."
Com a ajuda dos comentários à postagem do vídeo de Walker, consegui
seguir alguns conjuntos de caracteres aleatórios e saltar no vazio.
Coloquei um código na barra de busca e encontrei algo totalmente
diferente da minha experiência comum no TikTok.
Figuras
apavorantes geradas por IA desfilavam pela tela. Rostos contorcidos em
uma névoa de distorção pixelada. Alguma espécie de criatura alienígena
com suas veias conectadas aos fios de uma TV gritava de agonia, enquanto
um adolescente observava com um controle de videogame.
Grande parte deste material era perturbador demais para que a BBC pudesse oferecer um link. E eu recomendo um pouco de cautela antes de qualquer observação.
Os visitantes das Farlands assumem o controle do algoritmo do TikTok,
para divulgar vídeos que o aplicativo normalmente não promoveria — Foto:
Shane Moore/Lucas Wilm/Mason T.
Os próprios conjuntos de letras e números aleatórios compartilhados
pelas pessoas como senhas para as Farlands são envoltos em mistério.
Em alguns casos, os usuários marcam seus próprios vídeos com esses
códigos e os compartilham para promover seu trabalho. Mas conversei com
algumas pessoas que juram terem encontrado códigos das Farlands por
tentativa e erro e martelando o teclado.
Alguns dos códigos parecem trazer resultados verdadeiramente
aleatórios. É difícil analisar o que realmente está acontecendo, pois a função de busca do TikTok fornece resultados diferentes para diferentes usuários.
A ideia, em si, é subverter deliberadamente o TikTok para atingirmos nossos próprios objetivos, segundo Walker.
"Isso faz parte da emoção", ela conta. "Você usa a plataforma de forma diferente da que ela se destina a ser usada."
"Você ultrapassa os limites doTikToknormal, além da fronteira onde ninguém sabe realmente o que acontece."
Nos comentários desses vídeos estranhos, é possível encontrar pessoas
escrevendo repetidamente, em grandes blocos, "QUERO FICAR NAS FARLANDS".
E alguns visitantes parecem acreditar que postar um comentário de 500
palavras aciona o algoritmo para mostrar conteúdo similar.
Será verdade? Impossível dizer. Os algoritmos das redes sociais são uma caixa-preta. Entrei em contato com o TikTok, mas não recebi resposta.
"As pessoas estão tentando reaver o controle dos seus feeds e das suas experiências na internet", explica Maddox.
"É um reflexo do nosso cansaço com os feeds gerados pelos algoritmos e
da nossa ansiedade em relação à força que eles exercem sobre as nossas
vidas, determinando o que observamos."
"A internet é avassaladora. De certa forma, as Farlands representam a
esperança de que você tenha de fato encontrado o fim, chegando a um
lugar onde realmente pode parar."
Seguindo a tendência
Toda esta discussão sobre o "final da internet" é meio paradoxal.
O objetivo de "entrar" nas Farlands é descobrir vídeos difíceis de se
encontrar. Alguns são genuinamente estranhos, criados por pessoas que
não compreendem ou não se preocupam com as normas das redes sociais.
Outros são intencionalmente ousados ou artísticos.
Mas algumas dessas postagens supostamente "obscuras" nas Farlands
possuem milhões de visualizações. E sua popularidade aumentou, levando
certos usuários a fazer novos vídeos para se adequar a esta tendência.
Encontrar este material é mais fácil: basta digitar "Farlands". Mas os usuários afirmam que estes vídeos não são autênticos.
Os verdadeiros vídeos das Farlands não têm títulos, nem marcações e
"certamente, não têm a hashtag Farlands", como comentou um usuário em um
vídeo popular.
Um
verdadeiro vídeo das Farlands, segundo os especialistas no assunto,
terá apenas 30 visualizações e virá de uma conta sem seguidores, que só
pode ser encontrada por pessoas determinadas a sair em busca dele.
As TikTok Farlands são um fenômeno relativamente novo. Mas existem ali muitos memes, ideias, estética e vídeos antigos.
Parte deste conteúdo traz de volta metáforas da era das creepypastas, um gênero de histórias de fantasmas do início da internet moderna.
Muitos vídeos compartilham a estética dos memes deep fried("fritos"), com imagens que passam por diversos filtros até ficarem pixeladas e desgastadas.
Esta tendência remonta pelo menos a 2015. E os usuários discutiam o lado oculto do TikTok em 2019 e 2020, quando exploravam o chamado Deeptok.
"Realmente,
parece uma miscelânea de materiais diferentes de toda a história da
internet", segundo Walker. "É um nicho, meio assustador, meio bizarro."
Ainda assim, existe algo diferente por aqui. Para começar, grande parte
do conteúdo popular que as pessoas descrevem como Farlands se parece
mais com comentários sobre tecnologia e as próprias redes sociais.
As postagens de Shane Moore, mais conhecido como @smoorel8r, começam com as típicas resenhas sobre comida do TikTok,
até que a imagem se degrada como se fosse um arquivo de vídeo
corrompido, com cenas que parecem filmes de terror surgindo e
desaparecendo.
Outros, como @realityisoptional.net e Lucas Wilm, produzem vídeos que
se parecem menos com redes sociais e mais com os vídeos de arte que
encontramos nos museus. Diversos criadores de conteúdo me disseram que
eles já faziam este estilo de conteúdo antes que se começasse a falar
nas Farlands.
Pergunto a Aidan Walker se a cobertura das Farlands por um órgão da
imprensa convencional, como a BBC, poderia fazer tudo parecer menos
atraente.
"Já é algo convencional", responde ele. "É grande parte do consumo de
mídia de algumas pessoas." Em outras palavras, os criadores mais
interessantes provavelmente já saíram dali.
Mas
existe a sensação, no discurso sobre as Farlands, de que algo
subversivo está acontecendo, especialmente porque as pessoas estão
encontrando métodos de manipular os algoritmos.
"Eles desafiam a lógica do que deveria ser um bom conteúdo", segundo Maddox.
"O TikTok gosta de um certo conteúdo. O Instagram gosta de um certo conteúdo. As Farlands vão contra tudo isso."
Rebelião tecnológica
É preciso relembrar que, se tudo isso fizer você passar mais tempo no TikTok, o resultado será exatamente o que a plataforma deseja.
Seja como for, as Farlands fazem parte de uma tendência maior.
As pessoas vêm trocando há anos seus smartphones por "telefones burros". As câmeras analógicas e os fones de ouvido com fio estão de volta. A reação negativa à IA é tão popular que até o papa vem falando a respeito.De forma geral, existe a sensação de que está surgindo uma rebelião tecnológica na nossa sociedade.
Pode ser apenas um breve e interessante desvio histórico. Ou pode ser um sinal de algo que está por vir.
Thomas
Germain é jornalista sênior de tecnologia da BBC. Ele escreve (em
inglês) a coluna Keeping Tabs e é um dos apresentadores do podcast The
Interface. Seu trabalho revela os sistemas ocultos que conduzem sua vida
digital e como você pode viver melhor dentro deles.