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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Nvidia anuncia aumento recorde em programa de recompra de ações, e total chega a US$ 235 bilhões

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Empresa autorizou mais US$ 150 bilhões para comprar suas próprias ações, superando o aumento de US$ 110 bilhões anunciado pela Apple em 2024.
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Por Redação g1

Postado em 29 de Setembro de 2.026 às 11h00m

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Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

A Nvidia ampliou em US$ 150 bilhões o valor autorizado para comprar de volta suas próprias ações. Foi o maior aumento já registrado em um programa de recompra, superando os US$ 110 bilhões aprovados pela Apple em 2024.

Com a ampliação, a Nvidia passa a ter US$ 235 bilhões disponíveis para recompras, que espera realizar até 2028.

A empresa vem gerando mais dinheiro com a crescente demanda por chips usados para treinar sistemas de inteligência artificial.

“Nossa geração de caixa nos dá a capacidade de investir nas tecnologias que impulsionam essa transformação e devolver capital aos acionistas”, afirmou o presidente-executivo Jensen Huang em comunicado.

➡️ Por que uma empresa recompra as suas ações? Os motivos variam conforme a estratégia de cada companhia, mas os principais são:

  • Devolver dinheiro aos acionistas: a empresa compra os papéis de investidores que desejam vendê-los, repassando a eles parte dos seus recursos.
  • Aumentar a participação de quem continua investindo: com menos ações em circulação, cada papel passa a representar uma fatia maior da empresa. Assim, quem mantém suas ações aumenta sua participação sem precisar comprar mais.
  • Buscar a valorização das ações: ao comprar seus próprios papéis, a companhia aumenta a demanda por eles, o que pode ajudar a elevar a cotação.
  • Dar destino ao dinheiro que sobra no caixa: a empresa pode optar pela recompra quando avalia que não precisa usar esses recursos em investimentos ou em outras necessidades do negócio.

No caso da Nvidia, a recompra pode ser uma forma de repassar aos acionistas parte do dinheiro gerado pela forte demanda por chips de inteligência artificial.

Trump diz que vai autorizar venda de semicondutores de IA da Nvidia para a China
Trump diz que vai autorizar venda de semicondutores de IA da Nvidia para a China

Nvidia prevê avanço de 70% na receita

No mês passado, a Nvidia previu um crescimento de cerca de 70% na receita para o ano fiscal de 2028. A projeção tranquilizou investidores que questionavam por quanto tempo os gastos com IA continuariam avançando, após anos de forte expansão.

A empresa também vem investindo em startups de IA e em companhias que oferecem serviços de computação em nuvem. Esses investimentos têm levado alguns investidores a questionar se o dinheiro repassado a essas empresas acaba sendo usado para comprar chips da própria Nvidia, sustentando indiretamente a demanda por seus produtos.

A Nvidia encerrou o trimestre de julho com US$ 22,44 bilhões em caixa e em aplicações que podem ser rapidamente convertidas em dinheiro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Nvidia lança tecnologia para impedir que agentes de IA se rebelem

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Empresa diz que a tecnologia estabelece limites para agentes de IA e pode interromper ações consideradas suspeitas; mais de 100 empresas já usam o sistema.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 28 de Setembro de 2.028 às 10h20m

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Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A Nvidia anunciou nesta segunda-feira (28) uma nova plataforma de segurança que, segundo a fabricante de chips, pode impedir que agentes de inteligência artificial (IA) saiam do controle.

A empresa afirmou que a Open Agent Safety Platform, como é chamada a solução, reúne softwares que estabelecem limites para a atuação dos agentes. O anúncio ocorre após uma série de revelações de grandes empresas de IA sobre modelos que escaparam do controle e invadiram sistemas de outras organizações.

As divulgações provocaram um intenso debate sobre a segurança de sistemas avançados de IA, incluindo modelos capazes de se aprimorar sozinhos. Há preocupação de que essas tecnologias possam avançar além do controle humano.

Executivos da Nvidia disseram, em uma conversa com jornalistas, que o novo sistema poderia ter evitado um incidente recente envolvendo um grupo de agentes da OpenAI que invadiu de forma autônoma a startup de IA Hugging Face.

"Essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de ponta para avaliar os modelos desde o início", afirmou Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, referindo-se às empresas que estão na fronteira do desenvolvimento da tecnologia.

O caso envolvendo a Hugging Face aumentou as preocupações sobre a segurança da IA. Depois dele, outros incidentes envolvendo modelos da OpenAI foram revelados, incluindo o acesso não autorizado ao site de um departamento de saúde da Austrália.

Anthropic e Meta também afirmaram que seus sistemas de IA invadiram, de forma autônoma, sistemas de outras organizações.

Como funciona a plataforma

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Um dos softwares da Nvidia, chamado OpenShell, é de código aberto. Segundo Boitano, ele permite que desenvolvedores "verifiquem formalmente se um agente tem autoridade suficiente para realizar seu trabalho, e nada além disso".

A plataforma também conta com uma camada de segurança separada, chamada Sentry, que funciona diretamente em um chip para monitorar continuamente a atividade dos agentes de IA.

Segundo a empresa, o sistema pode "intervir instantaneamente" caso o agente tente ultrapassar os limites definidos para sua atuação.

"O OpenShell controla as ações do agente, enquanto o Sentry monitora e contém de forma independente comportamentos suspeitos", disse Boitano.

Mais de 100 empresas já usam o sistema no lançamento, segundo a Nvidia. Entre elas estão Microsoft, Perplexity, Accenture e JPMorgan Chase. (Veja na imagem abaixo).

Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia. — Foto: Divulgação/Nvidia
Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia. — Foto: Divulgação/Nvidia


Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram
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'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
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sábado, 26 de setembro de 2026

Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA

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Agentes da OpenAI tentaram obter informações de "governos, universidades, agências públicas e outras instituições". Revelações surgem dias depois do primeiro-ministro australiano denunciar que a empresa violou arquivos não públicos no site do seu programa de saúde governamental.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de Setembro de 2.026 às 19h00m

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Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA — Foto: ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images
Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA — Foto: ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images

A OpenAI reconheceu ter alertado "dezenas" de instituições globais de que seus sites podem ter sido alvo de manipulação indevida por seus bots de inteligência artificial (IA).

Agentes de IA tentaram obter informações de "governos, universidades, agências públicas e outras instituições", incluindo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), o Departamento do Censo e o Departamento de Educação, afirmou a dona do ChatGPT.

As revelações surgem dias depois que o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou que agentes da OpenAI violaram arquivos não públicos no site do seu programa de saúde governamental.

'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema?
'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema?

Desde agosto, crescem os temores públicos sobre os impactos potencialmente graves e até mesmo fatais das ferramentas de IA que saem do controle humano.

A OpenAI afirmou que alguns dos dados foram acessados por agentes de IA, essencialmente bots projetados e treinados para operar de forma um tanto autônoma, que estavam trabalhando para encontrar "fontes confiáveis de informação pública".

Mas a empresa observou que alguns dos bots foram além disso e trabalharam para burlar as medidas de segurança dos sites.

Ao tentar obter informações do Departamento do Censo, por exemplo, os agentes de IA usaram ferramentas reservadas para desenvolvedores de software para acessá-las, disse a empresa.

A OpenAI afirmou que todos os dados governamentais acessados pelos bots eram públicos.

No entanto, a empresa observou que informações acessadas por seus bots junto à SEC, órgão que regula o mercado de ações dos EUA e protege os investidores, foram posteriormente publicadas por agentes de IA em outro site. A OpenAI afirma que essa ação não foi intencional.

Em outros casos divulgados pela OpenAI na sexta-feira (25/9), seus agentes de IA transferiram dados quando não deveriam.

Essa atividade resultou em pelo menos 53 incidentes em que um agente da OpenAI capturou uma imagem da atividade do usuário do ChatGPT e a transferiu para outro local.

A empresa afirmou que, em cada caso em que uma imagem do usuário foi usada e transferida por um agente de IA, o usuário optou por permitir que a OpenAI treinasse modelos usando seus dados.

No entanto, a empresa admitiu que "este não é um uso apropriado desses dados."

Acrescentou ainda que o vazamento de imagens de usuários ocorreu antes da implementação de novas medidas de segurança no treinamento de IA e que está trabalhando para remover todas as imagens de usuários transferidas para terceiros.

A Reuters foi a primeira a noticiar a ampliação das investigações. A OpenAI também publicou detalhes em seu blog público.

Em certos casos de atividade do agente, a OpenAI afirmou que as ferramentas "contornaram" os controles de segurança de alguns sites.

Em outros casos, os agentes de IA demonstraram "desalinhamento" ao tentar obter informações de sites. Desalinhamento é um termo usado por empresas e pesquisadores de IA para descrever situações em que uma ferramenta de IA fez algo para o qual não foi treinada ou que não era intencional.

A OpenAI afirmou que estava limitando a identificação das entidades afetadas porque muitas haviam solicitado à empresa que não divulgasse detalhes.

"Nosso objetivo é fornecer a cada organização os fatos e deixar a critério delas decidir se e quando tornar o incidente público", afirmou.

A empresa observou que nem todos os incidentes foram considerados violações de segurança significativas.

"Algumas organizações podem analisar o que compartilhamos e concluir que a informação foi intencionalmente divulgada ou que a interação do modelo não era preocupante", explicou. "Outras podem identificar um problema de design ou uma vulnerabilidade de segurança que desejam corrigir."

A OpenAI tem estado no centro de novas preocupações sobre a atividade descontrolada da IA — Foto: Reuters via BBC
A OpenAI tem estado no centro de novas preocupações sobre a atividade descontrolada da IA — Foto: Reuters via BBC

A empresa afirmou que muitos dos incidentes estão sendo classificados como "spam de agentes", que ela descreveu como atividade "inesperada ou preocupante" de agentes de IA, como a publicação de informações na internet.

Esses incidentes começaram a ser levados mais a sério pela companhia depois de um ocorrido em julho, quando um grupo, ou "enxame", de seus agentes de IA invadiu a plataforma de desenvolvimento de IA Hugging Face sem ser instruído a fazê-lo.

A Hugging Face foi a primeira a tornar o incidente público, e a OpenAI assumiu publicamente a responsabilidade posteriormente.

"Muitas vezes me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse decidido não divulgar esse ataque publicamente", afirmou Clement Delangue, diretor da Hugging Face, durante uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre IA na quarta-feira (23/9).

"Especialmente agora que sabemos que incidentes semelhantes já vinham acontecendo meses antes, em segredo, em alguns laboratórios de vanguarda, sem qualquer monitoramento", acrescentou Delangue.

Durante essa mesma reunião da ONU, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e Dario Amodei, chefe da empresa rival Anthropic, pediram aos líderes internacionais que estabelecessem padrões globais para a segurança da IA e maneiras de monitorar e relatar tais incidentes.

Embora a OpenAI e a Anthropic tenham afirmado nas últimas semanas que contratarão avaliadores terceirizados para realizar avaliações de segurança em tempo real de ferramentas e modelos de IA em suas empresas, esses avaliadores ainda não chegaram.

A OpenAI afirmou na sexta-feira que está revisando a atividade de treinamento de seus agentes de IA, analisando os dados mês a mês desde o ataque à Hugging Face.

"A maioria dos casos identificados até agora apresentou baixa gravidade, com pouca ou nenhuma evidência de impacto significativo", afirmou a empresa. "Dada a dimensão da revisão necessária e a necessidade de verificar cada caso, esse trabalho levará meses para ser concluído."

David Krueger, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Montreal e fundador do grupo de segurança de IA Evitable, disse na sexta-feira que estava "profundamente preocupado" com o número crescente de incidentes de segurança relacionados à IA.

Ele pediu "uma moratória internacional imediata e por tempo indeterminado" no desenvolvimento da IA.

"Ainda não compreendemos a extensão dos incidentes existentes, e futuros cenários de IA descontrolada podem ser catastróficos", disse Krueger.