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quinta-feira, 30 de julho de 2026

NASA prepara lançamento de poderoso telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb; veja detalhes

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Nancy Grace Roman vai ser lançado ao espaço em 30 de agosto e será capaz de observar grandes áreas do céu de uma só vez. A missão vai localizar planetas, galáxias e fenômenos que poderão ser estudados em detalhes pelo Webb.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 30 de Julho de 2.026 à 07h00m
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NASA prepara lançamento de poderoso telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb
NASA prepara lançamento de poderoso telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb

A Nasa apresentou nesta quarta-feira (29) novos detalhes sobre o lançamento do Nancy Grace Roman, telescópio espacial que vai trabalhar de forma complementar ao James Webb e ampliar a capacidade dos cientistas de observar o Universo.

Na coletiva, a agência informou que o observatório está pronto para a missão e entra agora na fase final de preparação.

Agora, o equipamento será acoplado ao foguete e protegido pela estrutura que o envolve durante o lançamento.

O Roman terá capacidade para observar grandes áreas do céu com rapidez e alta definição. Segundo a Nasa, um levantamento da Via Láctea que levaria cerca de um século com o Hubble poderá ser concluído pelo novo telescópio em apenas um mês.

O Roman está pronto para o lançamento, afirmou Jackie Townsend, gerente do projeto na Nasa.

Ilustração em alta resolução do telescópio espacial Nancy Grace Roman. — Foto: NASA
Ilustração em alta resolução do telescópio espacial Nancy Grace Roman. — Foto: NASA

A expectativa é que a missão identifique planetas, galáxias, supernovas e outros fenômenos que poderão ser estudados depois por observatórios como o Webb.

O lançamento está previsto para 30 de agosto, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O Roman será enviado para uma região localizada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, conhecida como ponto de Lagrange 2, ou L2. O James Webb também opera nessa área, que oferece condições estáveis para observações espaciais.

Apesar da proximidade e das frequentes comparações, o novo observatório não substituirá o Webb. Os dois foram construídos para tarefas diferentes.

O Webb consegue observar pequenas áreas e objetos muito distantes com grande riqueza de detalhes. Já o Roman terá uma visão panorâmica e poderá registrar extensas regiões do céu rapidamente.

Em uma comparação simples, o Webb funciona como uma lente teleobjetiva, usada para aproximar um alvo distante. O Roman será como uma grande-angular, capaz de mostrar a paisagem ao redor.

Com isso, o Roman poderá localizar galáxias, planetas, explosões estelares e outros fenômenos raros. Alguns desses objetos poderão ser observados depois, com mais profundidade, pelo James Webb.

A própria Nasa destaca que os dois observatórios vão trabalhar juntos para estudar galáxias antigas, buracos negros e mundos fora do Sistema Solar.

O Nancy Grace Roman é o novo grande observatório de astrofísica da Nasa.

O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble.

Ele foi desenvolvido principalmente para fazer grandes levantamentos do céu e estudar milhões ou bilhões de objetos ao mesmo tempo.

Seu espelho principal tem 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho do espelho do Hubble. A diferença está principalmente no campo de visão e na velocidade com que o Roman poderá fotografar o espaço.

Segundo a Nasa, o telescópio será capaz de observar grandes áreas do céu até mil vezes mais rápido que o Hubble, mantendo sensibilidade e nitidez semelhantes no infravermelho.

O observatório tem cerca de 13 metros de altura e, quando abastecido, pesa aproximadamente 10,5 toneladas.

A sua missão principal terá duração prevista de cinco anos, mas o telescópio foi projetado com a meta de funcionar por até uma década.

O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble. — Foto: Nasa
O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble. — Foto: Nasa

Ele será o novo James Webb?

Não. O Roman não será sucessor nem substituto do James Webb.

O Webb tem um espelho principal de 6,5 metros e instrumentos capazes de observar regiões muito distantes do Universo, inclusive galáxias formadas quando o cosmos ainda era jovem.

Sua visão, porém, cobre áreas relativamente pequenas. Isso permite estudar cada alvo em detalhes, mas dificulta a realização de grandes levantamentos.

O Roman fará o caminho contrário. Ele observará áreas muito maiores, encontrará grandes populações de objetos e ajudará os astrônomos a escolher quais merecem uma análise mais profunda.

O Roman poderá, por exemplo, detectar uma galáxia rara em meio a milhões de outras. O Webb poderá então apontar seus instrumentos para ela e estudar sua composição, sua idade e as estrelas que existem ali.

Os dois telescópios devem operar ao mesmo tempo e na mesma região do espaço, mas em órbitas diferentes e suficientemente afastadas para não haver risco de colisão.

Comparação mostra o Hubble (esquerda) e o James Webb. O espelho do Webb tem 6,5 metros de diâmetro; o do Hubble é muito menor, com 2,4 metros. — Foto: Canadian Space Agency
Comparação mostra o Hubble (esquerda) e o James Webb. O espelho do Webb tem 6,5 metros de diâmetro; o do Hubble é muito menor, com 2,4 metros. — Foto: Canadian Space Agency

Como o Roman vai expandir o trabalho do Webb?

O Roman vai acrescentar contexto às observações detalhadas feitas pelo James Webb.

Uma fotografia do Webb pode mostrar uma pequena região com nitidez extraordinária. O Roman poderá observar uma área muito maior ao redor daquele ponto e revelar se o objeto analisado é comum ou raro.

Essa combinação é importante porque uma descoberta isolada nem sempre mostra o que acontece no restante do Universo.

Ao comparar milhões de galáxias, estrelas ou planetas, os cientistas conseguem identificar padrões e entender como esses objetos mudam ao longo do tempo.

E o Roman também poderá encontrar fenômenos raros que dificilmente apareceriam por acaso no campo mais estreito do Webb, como explosões estelares, estrelas destruídas por buracos negros e colisões entre objetos muito densos.

Depois da localização, o Webb poderá ser usado para examinar os casos mais interessantes.

Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'
Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'
Como será a visão do Roman?

O principal instrumento do telescópio será uma câmera de 300 megapixels chamada Wide Field Instrument.

Ela terá um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble.

Uma única imagem poderá cobrir uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia.

Nos cinco primeiros anos, o Roman deverá observar mais de 50 vezes a quantidade de céu registrada pelo Hubble em suas três primeiras décadas. A missão poderá acompanhar bilhões de galáxias, estrelas, planetas e outros objetos.

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, durante sua apresentação ao público no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, em 21 de abril de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP
Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, durante sua apresentação ao público no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, em 21 de abril de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP

Quando será o lançamento e para onde ele vai?

O lançamento está previsto para 30 de agosto de 2026, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O Roman chegou ao local em junho e passa pelos preparativos finais. O abastecimento com cerca de 1,1 mil litros de hidrazina foi concluído em 25 de julho.

Depois da decolagem, o telescópio seguirá para o ponto de Lagrange 2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra. O James Webb também opera nessa região.

O Roman deverá levar algumas semanas para chegar ao destino. Em seguida, passará por testes e ajustes antes do início das observações científicas, previsto para o começo de 2027.

O que o Roman vai investigar?

A missão terá três áreas principais de pesquisa: a expansão do Universo, a matéria escura e os planetas localizados fora do Sistema Solar.

Para investigar a energia escura, fenômeno associado à aceleração da expansão do Universo, o Roman observará centenas de milhões de galáxias em diferentes distâncias.

Como a luz desses objetos levou bilhões de anos para chegar à Terra, as imagens permitirão estudar diferentes momentos da história do Universo.

O telescópio também ajudará a mapear a matéria escura, que não pode ser vista diretamente, mas exerce força gravitacional sobre estrelas e galáxias.

Para isso, ele medirá pequenas deformações na luz de galáxias distantes. Essas distorções indicam onde existem grandes concentrações de massa.

Técnicos conectam as partes interna e externa do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, em novembro de 2025. — Foto: NASA/Sydney Rohde
Técnicos conectam as partes interna e externa do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, em novembro de 2025. — Foto: NASA/Sydney Rohde

Que planetas ele poderá encontrar?

O Roman vai monitorar estrelas na região central da Via Láctea e procurar pequenas alterações em seu brilho.

A missão usará o método de trânsito, que identifica a passagem de um planeta diante de uma estrela, e a microlente gravitacional, efeito em que a gravidade amplia temporariamente a luz de um objeto distante.

As estimativas indicam que o telescópio poderá encontrar dezenas de milhares de planetas pelo trânsito e mais de mil por microlente.

O Roman também poderá detectar planetas errantes, que viajam pela galáxia sem girar ao redor de uma estrela.

Além disso, levará um coronógrafo, instrumento que reduz o brilho das estrelas para tentar fotografar planetas gigantes e discos de poeira onde novos mundos estão se formando.

Por que a missão é importante?

O Roman deverá produzir dezenas de petabytes de dados ao longo da missão principal. As informações ficarão disponíveis para pesquisadores de diferentes países, inclusive do Brasil.

Sua capacidade de observar grandes áreas permitirá encontrar objetos raros e comparar milhões de galáxias, estrelas e planetas ao mesmo tempo.

Ao mesmo tempo, o James Webb continuará oferecendo uma visão mais profunda e detalhada de alvos específicos.

Juntos, os dois observatórios poderão combinar uma visão ampla do céu com análises precisas de seus objetos mais interessantes.

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Italiana de 67 anos recupera a visão após transplante inédito

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Aproveitando os tecidos saudáveis, mas já sem função do olho esquerdo, os médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 28 de Julho de 2.026 às 08h30m
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Italiana recupera a visão após transplante inédito — Foto: Adobe Stock
Italiana recupera a visão após transplante inédito — Foto: Adobe Stock

Médicos italianos transplantaram a parte central da retina de um olho, a mácula lútea, uma cirurgia inédita que devolveu a visão a uma paciente que estava cega há cinco anos, anunciou um hospital de Turim.

Elena, de 67 anos, "havia perdido completamente a visão devido a um grave acidente de trânsito, que lhe causou uma lesão irreversível no nervo óptico do olho esquerdo, o que a fez perder a visão devido à impossibilidade de transmitir a luz do olho ao cérebro, embora tenha deixado intactas as estruturas oculares", indicou um comunicado do Hospital Molinette enviado à AFP nesta segunda-feira (27).

Seu olho direito, já afetado por uma maculopatia, "havia sofrido traumatismos que haviam comprometido a retina e a transparência da córnea de forma irremediável", segundo o texto.

"A destruição total da parte que contém as células-tronco tornava completamente impossível um transplante de córnea clássico", condenando a italiana à cegueira, afirmou o hospital.

Mas este obstáculo, até agora considerado "insuperável", segundo a instituição médica, foi superado pelo professor Michele Reibaldi e sua equipe médica em Turim.

"Aproveitando os tecidos saudáveis, porém, já sem função, do olho esquerdo, os médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula", detalhou o hospital.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Porsche anuncia corte de 5 mil postos de trabalho

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Montadora alemã amplia programa de reestruturação e pretende reduzir quadro de funcionários até 2035, para enfrentar queda nas vendas, altos custos e a crescente concorrência, sobretudo da China.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 27 de Julho de 2.026 às 15h50m
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Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche
Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche

A fabricante alemã de carros esportivos Porsche anunciou nesta segunda-feira (27/07) um novo plano de reestruturação que prevê o corte de 5 mil postos de trabalho até 2035.

A medida foi acordada entre a direção da empresa e os representantes dos trabalhadores e faz parte de uma estratégia para aumentar a competitividade da montadora em um cenário marcado por queda nas vendas, especialmente na China, custos elevados e forte concorrência internacional.

O novo programa amplia uma série de medidas de redução de custos já colocadas em prática pela subsidiária da Volkswagen.

No início do ano, a Porsche havia anunciado a eliminação de cerca de 3.900 empregos, além de outros 500 postos de trabalho.

Segundo a empresa, as novas reduções ocorrerão sem demissões por motivos operacionais, ou seja, sem demissões compulsórias.

De acordo com o comunicado conjunto da direção e do conselho de fábrica, os funcionários deixarão a empresa principalmente por meio de aposentadorias graduais, desligamentos naturais e acordos voluntários de rescisão.

Ao mesmo tempo, parte dos aumentos salariais previstos será suspensa até 2035, os bônus de Natal serão reduzidos e a remuneração variável passará a depender mais diretamente dos resultados da companhia.

A Porsche limitará o número de dias de trabalho remoto a oito por mês, abaixo dos doze atualmente permitidos. Além disso, uma parcela significativa da alta gerência abrirá mão de reajustes salariais previstos para 2027 e 2028.

Garantia de empregos e investimentos

Apesar dos cortes, a montadora prorrogou até 2035 o acordo de garantia das unidades produtivas na Alemanha. Com isso, ficam excluídas demissões por razões operacionais durante esse período.

A empresa também anunciou investimentos de 2,1 bilhões de euros nas instalações de Zuffenhausen, onde produz modelos como o 911 e o Taycan, e no centro de desenvolvimento de Weissach.

Segundo a direção, os investimentos são fundamentais para preparar a Porsche para as transformações tecnológicas e as mudanças do mercado automotivo.

Linha de montagem de carroceria do Porsche Macan elétrico em Leipzig, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche
Linha de montagem de carroceria do Porsche Macan elétrico em Leipzig, Alemanha — Foto: Divulgação / Porsche

Pressão sobre o Grupo Volkswagen

Nos últimos anos, as montadoras alemãs têm enfrentado dificuldades para manter sua rentabilidade diante da desaceleração econômica, da concorrência cada vez mais forte das fabricantes chinesas de veículos elétricos e das incertezas comerciais nos mercados internacionais.

A crise também afeta a Audi, outra marca do grupo. A empresa, sediada em Ingolstadt, anunciou recentemente uma revisão de suas projeções financeiras para 2026 e segue implementando um programa que prevê a eliminação de até 7.500 empregos até 2029.

Durante a apresentação dos resultados semestrais da Audi, o diretor financeiro Jürgen Rittersberger afirmou que as medidas de economia já adotadas tiveram efeitos positivos, mas não são suficientes diante dos desafios atuais.

Segundo ele, a empresa precisa se tornar mais eficiente, reduzir custos estruturais e acelerar os processos de tomada de decisão.

Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia. — Foto: Divulgação / Audi
Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia. — Foto: Divulgação / Audi

Vendas em queda na China

A desaceleração do mercado chinês continua sendo uma das principais preocupações das montadoras alemãs.

Tanto Audi quanto Porsche registraram queda nas vendas no país asiático, hoje um dos mercados mais importantes para a indústria automotiva mundial.

A situação também impactou os resultados financeiros da Volkswagen. O grupo registrou uma forte redução dos lucros no segundo trimestre e revisou suas expectativas para o restante do ano.

Apesar das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, insiste que o fechamento de fábricas deve ser evitado.

Em declarações recentes, ele afirmou que existem alternativas mais eficientes para recuperar a competitividade das marcas do grupo e classificou o encerramento de unidades produtivas como "o último recurso".

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