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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ações da Amazon caem 9% após empresa anunciar investimento de US$ 200 bilhões em IA

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Mercado reage ao tamanho dos investimentos em inteligência artificial e teme que os ganhos não acompanhem o ritmo dos gastos das big techs.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Fevereiro de 2.026 às 13h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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As ações da Amazon caem 9% nesta sexta-feira (6), com os papéis sendo negociados a US$ 202,21, após a empresa anunciar um plano de investir US$ 200 bilhões ao longo do ano.

O volume de recursos previsto reacendeu dúvidas entre investidores sobre se os retornos da inteligência artificial conseguirão acompanhar o ritmo acelerado dos gastos.

O anúncio colocou a Amazon ao lado de outras grandes empresas de tecnologia que projetam forte aumento de despesas em 2025.

Juntas, essas companhias devem direcionar mais de US$ 630 bilhões para data centers e chips voltados à inteligência artificial, um patamar inédito de investimentos no setor.

Embora o mercado já esperasse uma ampliação dos gastos, analistas apontam que a dimensão dos valores surpreendeu.

  • 🔎 A avaliação é que o salto nas despesas levanta incertezas sobre o tempo necessário para que esses investimentos se traduzam em resultados financeiros.

Analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que, apesar de o aumento dos investimentos já ser esperado, o tamanho do avanço ficou acima do consenso do mercado.

Segundo eles, a Amazon projeta um crescimento de cerca de 50% nos aportes, o que ampliou as preocupações dos investidores.

Expectativas com a IA

O movimento reacendeu comparações com o início dos anos 2000, quando empresas de tecnologia investiram pesadamente na infraestrutura que ajudou a construir a internet moderna, mas nem sempre conseguiram retorno proporcional ao volume de recursos empregados.

O anúncio da Amazon ocorre em um ambiente de maior instabilidade no mercado, influenciado pelas expectativas em torno da inteligência artificial. Nos últimos dias, ações da Microsoft e da Alphabet também recuaram após a divulgação de seus resultados.

Ao mesmo tempo, novas tecnologias desenvolvidas por startups apoiadas por essas empresas provocaram quedas em ações de companhias de software e intensificaram o debate sobre os impactos da IA no setor.

Desde 28 de janeiro, o índice de software e serviços do S&P 500 perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Para o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould, o movimento reflete uma saída de investidores de ações em que as boas surpresas se tornaram mais difíceis.

É mais fácil decepcionar do que muitos imaginam nesse momento do mercado, disse à Reuters.

Mould também avalia que grandes empresas de computação em nuvem estão mudando seu modelo de negócios.

De acordo com ele, essas companhias deixam estruturas mais leves e passam a operar com volumes maiores de ativos, com os investimentos crescendo mais rapidamente do que as vendas.

Se a queda se mantiver, a Amazon pode perder cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado. A empresa negocia atualmente com um múltiplo preço/lucro de 27,01, acima do registrado pela Microsoft, de 21,62, e próximo ao da Alphabet, de 28,36.

Executivos mantêm defesa dos investimentos

Apesar das dúvidas do mercado, executivos das grandes empresas de tecnologia seguem defendendo os gastos elevados. A aposta é que os ganhos com a inteligência artificial irão superar os custos envolvidos nessa corrida.

Na teleconferência após a divulgação do balanço, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, destacou o crescimento de 24% da receita da Amazon Web Services.

O desempenho ficou abaixo do avanço registrado pelo Google Cloud, de 48%, e pelo Azure, da Microsoft, de 39%.

Segundo Jassy, a comparação deve considerar o tamanho da operação. Como lembrete, afirmou aos analistas, a AWS tem uma base de negócios maior do que a dos concorrentes, o que torna mais difícil manter taxas elevadas de crescimento.

Parte dos analistas concorda com essa avaliação, mas ressalta que o volume de investimentos reduz a margem para erros. Para a MoffettNathanson, embora haja sinais de demanda, o nível de gastos aumenta os riscos.

Não acreditamos que eles estariam gastando US$ 200 bilhões no ano fiscal de 2026 sem indícios suficientes de demanda, mas a margem de erro está diminuindo, afirmaram.

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Moltbook: 'rede social' de IAs expôs dados e pode ter permitido posts de humanos, diz empresa de cibersegurança

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Pesquisadores da Wiz dizem que a vulnerabilidade permitiu o acesso indevido a endereços de e-mail de mais de 6 mil usuários e de mais de 1 milhão de credenciais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 03 de Fevereiro de 2.026 às 11h00m
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Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar
Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar

Uma falha grave de segurança na Moltbook, nova rede social que se apresenta como um espaço exclusivo para AIs conversarem entre si, expôs dados privados de milhares de pessoas reais, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2) pela empresa de cibersegurança Wiz.

De acordo com os pesquisadores, a vulnerabilidade permitiu o acesso indevido a mensagens privadas trocadas entre agentes de IA, além dos endereços de e-mail de mais de 6 mil usuários e de mais de 1 milhão de credenciais.

Além disso, segundo Ami Luttwak, cofundador da Wiz, a falha permitia que qualquer pessoa publicasse no site, fosse bot ou não.

"Não havia verificação de identidade. Você não sabe quais são agentes de IA e quais são humanos", disse Luttwak. Então ele riu. "Acho que esse é o futuro da internet."

A Wiz afirma que o problema foi corrigido após a empresa entrar em contato com os responsáveis pela plataforma. O criador da Moltbook, Matt Schlicht, não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

Luttwak classificou o episódio como um exemplo clássico dos riscos da chamada vibe coding — prática de desenvolvimento de software baseada fortemente no uso de inteligência artificial, com pouca atenção a princípios básicos de segurança.

Embora esse tipo de programação permita criar sistemas muito rapidamente, muitas vezes os fundamentos de segurança acabam sendo ignorados, afirmou.

O pesquisador australiano Jamieson O’Reilly, especialista em segurança ofensiva, também fez alertas públicos sobre o caso. Segundo ele, a popularidade da plataforma cresceu antes que medidas mínimas de proteção fossem adotadas.

A popularidade do Moltbook explodiu antes que alguém pensasse em verificar se o banco de dados estava devidamente protegido, disse.

Em publicações nas redes sociais, o criador da Moltbook, Matt Schlicht, já tinha defendido a vibe coding. Em um post no X na sexta-feira (31), afirmou que não escreveu uma única linha de código para criar o site.

🤖 O que é o Moltbook

Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem — Foto: Reprodução/Moltbook
Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem — Foto: Reprodução/Moltbook

A plataforma é apresentada como uma rede social exclusiva para bots OpenClaw, um agente de código aberto descrito por seus defensores como capaz de gerenciar e-mails, lidar com seguradoras, fazer check-in de voos e executar outras tarefas.

Ela surgiu na esteira do interesse global por agentes de IA.

🔎 O que são agentes de IA? São programas capazes de executar tarefas de forma autônoma, como fazer compras online ou reservar restaurantes. A principal diferença em relação aos chatbots é que estes dependem de comandos constantes e respondem apenas ao que é solicitado. Já os agentes não apenas respondem: eles tomam decisões e executam ações sozinhos.

Desde o lançamento, na semana passada, o site ganhou visibilidade após publicações virais no X sugerirem que os bots estariam tentando encontrar formas privadas de comunicação.

A Reuters afirma que não conseguiu confirmar de forma independente se as postagens na plataforma foram, de fato, feitas por agentes de inteligência artificial.

Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais
Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

'Processamento de dados sem precedentes': qual é o plano de Musk após a SpaceX comprar a xAI

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Empresa de foguetes do bilionário comprou a de inteligência artificial do mesmo dono; proposta é integrar tecnologia, satélites e conectividade para criar data centers no espaço.
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Por Redação g1

Postado em 02 de Fevereiro de 2.026 às 23h20m
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SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk
SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

Elon Musk uniu duas de suas principais empresas nesta segunda-feira (2), após a SpaceX, fabricante de foguetes do bilionário, comprar a xAI, companhia dedicada à inteligência artificial, também controlada por Musk.

A mudança faz parte de um plano ambicioso de Musk de lançar data centers (centros de processamento de dados) no espaço.

A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio.

Segundo Musk, no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto.

Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX.

Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol".

Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade.

Elon Musk  — Foto: David Swanson/Reuters
Elon Musk — Foto: David Swanson/Reuters

Data centers no espaço

O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço

Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações.

"Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud.

Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua.

"É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado.

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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