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terça-feira, 31 de março de 2026

Apple faz 50 anos após revolucionar a tecnologia — e agora precisa provar seu papel na era da IA

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De computadores pessoais ao iPhone, empresa criada na garagem de Steve Jobs revolucionou a relação das pessoas com a tecnologia. Meio século depois, tenta mostrar que ainda pode liderar a próxima grande transformação digital.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 31 de Março de 2.026 às 00h25m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Steve Jobs — Foto: ASSOCIATED PRESS
Steve Jobs — Foto: ASSOCIATED PRESS

A Apple comemora seu 50º aniversário em um momento em que a inteligência artificial (IA) desafia a empresa a mostrar que ainda é capaz de lançar uma inovação com potencial de provocar uma transformação cultural.

Steve Jobs, um gênio do marketing, e Steve Wozniak, cofundador da Apple, revolucionaram a forma como as pessoas utilizam a tecnologia na era da internet e construíram uma empresa que hoje vale mais de US$ 3,6 trilhões (aproximadamente R$ 18,8 trilhões).

Os dois universitários mudaram a forma como as pessoas usam computadores, ouvem música e se comunicam, dando origem a estilos de vida que giram em torno de aplicativos de smartphones.

Os principais produtos da Apple — o Mac, o iPhone, o Apple Watch e o iPad — mantêm uma base fiel de usuários, décadas após o início da empresa, em 1º de abril de 1976, na garagem de Jobs, em Cupertino, na Califórnia.

A Apple vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones desde o lançamento, em 2007, gerando uma receita de cerca de US$ 2,3 trilhões (aproximadamente R$ 12 trilhões), segundo dados da Counterpoint Research.

Para o analista da Counterpoint Yang Wang, o iPhone é o produto eletrônico de consumo mais bem-sucedido da história: reformulou a comunicação humana e se tornou "um símbolo global de moda e status".

Antes do iPhone, a Apple já havia abalado o setor da informática doméstica com o Macintosh de 1984, cuja interface baseada em ícones e o uso do mouse tornaram a computação mais acessível, além de impulsionar a rivalidade entre Jobs e Bill Gates, da Microsoft.

"A Apple foi fundada sobre a ideia de que a tecnologia deveria ser pessoal, e essa crença — radical para a época — mudou tudo", afirmou o diretor-executivo da empresa, Tim Cook, em carta comemorativa publicada online. 
'Culto à Apple'

A Apple transformou o mercado musical com o iPod e o iTunes, tornou o smartphone um produto de consumo de massa com o iPhone e levou os tablets ao grande público com o iPad.

O Apple Watch rapidamente assumiu a liderança do mercado de relógios inteligentes, apesar de ter sido lançado depois dos concorrentes.

Embora não fosse engenheiro, Jobs — que morreu em 2011, aos 56 anos — ficou conhecido por sua determinação em unir tecnologia e design para criar produtos intuitivos e simples de usar.

A Apple promoveu o Macintosh como o "computador para o resto de nós", mas foi o iPhone que realmente cumpriu essa promessa, destacou David Pogue, autor do livro "Apple: The First 50 Years".

O domínio do iPhone transformou o modelo de negócios da Apple. Como o mercado de smartphones premium é considerado saturado, Cook passou a apostar cada vez mais na venda de serviços e conteúdo digital para a base de usuários da empresa.

Um elemento central dessa estratégia é a App Store, que a Apple transformou na principal porta de entrada para softwares em seus dispositivos, cobrando comissão sobre transações, o que gerou acusações de abuso de posição dominante, investigações na Europa e decisões judiciais nos Estados Unidos para abrir a plataforma.

O 'fator China'

Nenhum país foi tão importante para a ascensão da Apple — nem tão desafiador para seu futuro — quanto a China, uma superpotência com a qual Cook estreitou laços por meio de visitas frequentes a lojas da Apple e compromissos oficiais.

Cook liderou a estratégia que transformou a China na principal base de produção dos dispositivos da Apple, onde a grande maioria dos iPhones é montada pela Foxconn e por outros fornecedores em fábricas no país.

O país também é um dos maiores mercados consumidores da Apple.

No entanto, a empresa enfrenta pressão crescente nessas duas frentes: as tensões comerciais e as tarifas aceleraram a busca por diversificar a produção para países como Índia e Vietnã, enquanto a concorrência de rivais locais, como a Huawei, reduziu a fatia de mercado da Apple na China.

O 'desafio da IA'

Os investidores demonstram preocupação porque a Apple parece avançar com cautela excessiva na área de inteligência artificial generativa, enquanto concorrentes como Google, Microsoft e OpenAI avançam rapidamente.

Uma atualização prometida para a assistente digital Siri sofreu atraso, algo incomum para a empresa. Além disso, em vez de apostar apenas em seus próprios engenheiros, a Apple recorreu ao Google para incorporar recursos de inteligência artificial.

Ainda assim, o foco da Apple na privacidade do usuário, aliado ao seu hardware avançado, pode ajudar a popularizar a inteligência artificial personalizada e torná-la rentável — um objetivo que ainda parece distante para boa parte do setor.

Os fones de ouvido AirPods já vêm sendo aprimorados com sensores e softwares mais inteligentes, e as lições dos óculos de realidade virtual Vision Pro podem ser aplicadas ao desenvolvimento de dispositivos com IA capazes de competir com os da Meta.

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. — Foto: Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters
Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. — Foto: Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters

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Aplicativo falso, deepfakes e ataques a data centers: como é a 'guerra digital' entre Irã, EUA e Israel

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Conflito no Oriente Médio também envolve espionagem por aplicativos falsos e ataques virtuais em massa. Pesquisadores já rastrearam quase 5.800 ataques de grupos ligados ao Irã, sendo a maioria contra empresas dos EUA e de Israel.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 31 de Março de 2.026 às 06h00m
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Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês
Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês

Enquanto fugiam de um ataque de mísseis do Irã, alguns israelenses com celulares Android receberam uma mensagem com link para um suposto aplicativo de informações em tempo real sobre abrigos antiaéreos.

Mas, em vez de oferecer um aplicativo útil, o link baixava um arquivo malicioso que dava aos hackers acesso à câmera do celular, à localização e a todos os dados dos usuários.

A operação atribuída aos iranianos demonstrou uma coordenação sofisticada na frente cibernética do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irã e seus representantes digitais.

 À medida que buscam usar capacidades cibernéticas para compensar suas desvantagens militares, o Irã e seus apoiadores demonstram como desinformação, inteligência artificial e invasões digitais agora estão incorporadas à guerra moderna.

As mensagens falsas recebidas recentemente pareciam ter sido cronometradas para coincidir com os ataques de mísseis, representando uma combinação inédita de ataques digitais e físicos, destacou Gil Messing, chefe de gabinete da empresa israelense de cibersegurança Check Point Research.

"Isso foi enviado às pessoas enquanto elas corriam para os abrigos para se proteger", disse Messing. "O fato de estar sincronizado e no mesmo minuto é uma novidade".

Especialistas afirmaram que a disputa digital provavelmente continuará mesmo com um cessar-fogo porque é mais fácil e barata que o conflito convencional e não é projetada para matar ou conquistar, mas para espionar, roubar e intimidar.

Ataques virtuais de alto volume e baixo impacto

Embora em grande número, a maioria dos ataques cibernéticos ligados à guerra tem causado danos relativamente limitados a redes econômicas ou militares. Mas eles colocaram muitas empresas na defensiva, forçando-as a corrigir rapidamente antigas vulnerabilidades.

Quase 5.800 ataques cibernéticos de cerca de 50 grupos ligados ao Irã foram rastreados até agora, de acordo com investigadores da empresa de segurança DigiCert, com sede em Utah. A maior parte tem como alvo empresas dos EUA e de Israel, mas alguns visaram redes no Bahrein, no Kuwait, no Catar e em outros países da região.

Muitos ataques virtuais são bloqueados por medidas mais recentes de cibersegurança, mas podem causar danos sérios a organizações com sistemas desatualizados e impor demanda por recursos mesmo quando não têm sucesso.

Eles também têm um impacto psicológico sobre empresas que podem fazer negócios com o setor militar. "Há muito mais ataques acontecendo que não estão sendo relatados", disse Michael Smith, diretor de tecnologia de campo da DigiCert.

Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra
Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra

Um grupo de hackers pró-Irã disse na sexta-feira (27) ter invadido uma conta do diretor do FBI, Kash Patel, e publicou o que pareciam ser fotografias antigas, um currículo e outros documentos pessoais do chefe da agência. Muitos desses registros pareciam ter mais de uma década.

É semelhante a muitos dos ataques cibernéticos ligados a hackers pró-Irã: chamativos e projetados para aumentar o moral entre apoiadores, enquanto minam a confiança do oponente, mas sem grande impacto no esforço de guerra.

Esses ataques de alto volume e baixo impacto são "uma forma de dizer às pessoas em outros países que ainda é possível alcançá-las, mesmo que estejam em outro continente. Isso os torna mais uma tática de intimidação", disse Smith, da Digicert.

Estruturas críticas como alvos

É provável que o Irã ataque os elos mais fracos da cibersegurança americana: cadeias de suprimentos que sustentam a economia e o esforço de guerra, bem como infraestrutura crítica, como portos, estações ferroviárias, sistemas de água e hospitais.

O Irã também está mirando data centers com armas cibernéticas e convencionais, mostrando o quão importantes esses locais são para a economia, as comunicações e a segurança das informações militares.

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA — Foto: Reuters/Jonathan Ernst
Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Neste mês, hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram ter invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker e alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas em idade escolar.

Em outro ataque, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à sua própria rede por meio de uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, afirmaram recentemente pesquisadores da empresa americana de cibersegurança Halcyon.

Neste caso, os hackers nunca exigiram resgate, sugerindo que estavam motivados por destruição e caos, e não por lucro, revelaram os pesquisadores.

Junto com o ataque à Stryker, "isso sugere um foco deliberado no setor médico, em vez de alvos de oportunidade", disse Cynthia Kaiser, vice-presidente sênior da Halcyon. "À medida que esse conflito continua, devemos esperar que esse direcionamento se intensifique". 
A inteligência artificial está dando um impulso

A inteligência artificial pode ser usada para aumentar a velocidade de ataques cibernéticos e permitir que hackers automatizem grande parte do processo. Mas é na desinformação que a IA realmente demonstrou seu impacto corrosivo sobre a confiança pública.

Apoiadores de ambos os lados têm disseminado imagens falsas de atrocidades ou de vitórias decisivas que nunca aconteceram. Um deepfake de navios de guerra dos Estados Unidos afundados acumulou mais de 100 milhões de visualizações.

As autoridades no Irã limitaram o acesso à internet e estão trabalhando para moldar a visão que os iranianos têm da guerra com propaganda e desinformação.

A mídia estatal iraniana, por exemplo, passou a rotular imagens reais da guerra como falsas, às vezes substituindo-as por imagens manipuladas próprias, segundo pesquisa da NewsGuard, empresa americana que monitora desinformação.

O aumento das preocupações com riscos representados por IA e invasões levou o Departamento de Estado americano a criar em 2025 o Escritório de Ameaças Emergentes, focado em novas tecnologias e em como elas poderiam ser usadas contra os EUA.

Ele se junta a esforços semelhantes já em andamento em órgãos como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA).

A IA também desempenha um papel na defesa contra ataques cibernéticos ao automatizar e acelerar o trabalho, afirmou recentemente ao Congresso americano a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard.

A tecnologia, disse ela, "moldará cada vez mais as operações cibernéticas, com operadores e defensores usando essas ferramentas para melhorar sua velocidade e eficácia".

Apesar de Rússia e China serem vistas como ameaças cibernéticas maiores, o Irã ainda assim lançou várias operações contra americanos.

Nos últimos anos, grupos que trabalham para Teerã infiltraram o sistema de e-mail da campanha do presidente Donald Trump, atacaram sistemas de água nos Estados Unidos e tentaram invadir redes usadas pelos militares e por contratados de defesa. Eles também se passaram por manifestantes americanos online como forma de incentivar protestos contra Israel de maneira encoberta.

Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic 

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domingo, 29 de março de 2026

'Metamáquinas': robôs 'diferentões' criados com IA continuam funcionando mesmo após danos

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Máquinas modulares desenvolvidas por pesquisadores conseguem se reorganizar e seguir operando mesmo após perder partes, apontando caminho para robôs mais resilientes
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 Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 29 de Março de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano
'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares projetados com ajuda de inteligência artificial (IA) capazes de continuar se movendo mesmo após sofrer danos ou perder partes do corpo. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Chamados de metamáquinas, os robôs são formados por módulos independentes — cada um com motor, bateria e computador próprios — que podem funcionar sozinhos ou em conjunto. Quando conectados, esses blocos permitem que as máquinas corram, saltem, se levantem após quedas e sigam operando mesmo depois de sofrer avarias.

Estamos criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de metamáquinas, afirmou o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, à agência Reuters. Se uma parte do corpo é danificada ou perdida, o restante continua funcionando.

Para chegar aos formatos mais eficientes, a equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA, que gera diferentes planos corporais em simulações. Os modelos com melhor desempenho são selecionados e aprimorados ao longo do tempo, em um processo inspirado na seleção natural.

Segundo os pesquisadores, o sistema produziu designs incomuns, diferentes dos robôs tradicionais inspirados em humanos ou animais, mas altamente eficientes para locomoção.

O desafio, segundo Kriegman, é que o número de combinações possíveis é gigantesco.

Com apenas dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, já existem centenas de bilhões de combinações possíveis, explicou. Você não sabe qual design é bom ou ruim até dar a ele a oportunidade de aprender. E é aí que a IA entra.

Nos testes em ambientes externos, versões com três, quatro e cincopernas conseguiram atravessar terrenos variados, como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares.

Os cientistas afirmam que a tecnologia pode permitir a criação de robôs capazes de se adaptar a ambientes imprevisíveis e até serem reconstruídos em campo, conforme a necessidade.É muito difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer antes de colocá-lo no mundo real. Por isso, seria extremamente útil que ele pudesse ser redesenhado e reconstruído sob demanda, disse Kriegman.

'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos — Foto: Reprodução/Reuters
'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos — Foto: Reprodução/Reuters

Além da resistência, o objetivo dos pesquisadores foi combinar adaptabilidade com desempenho físico.

Queríamos criar robôs mais resilientes, que pudessem evoluir. A natureza nos mostra que, se você quer criar um agente inteligente, deve começar pelo movimento, afirmou.

Como exemplo, o pesquisador destaca que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não são peças inutilizadas, mas dois novos robôs funcionais. Corte qualquer outra tecnologia ao meio e você terá lixo. Aqui, você tem duas máquinas que continuam operando, disse.

Para a equipe, a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs mais versáteis, capazes de se adaptar, se recompor e operar em condições adversas — algo essencial para aplicações como exploração, resgate e operações em ambientes hostis.

'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos — Foto: Universidade Northwestern via Reuters

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