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domingo, 12 de julho de 2026

A grande aposta do homem mais rico da Alemanha: criar rival europeia de Google e Amazon

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Dieter Schwarz, de 86 anos, que fez fortuna com rede de supermercados Lidl, está investindo em data centers e IA. Tudo para diminuir dependência digital da Europa em relação aos EUA.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 12 de Julho de 2.026 às 07h00m
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Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. — Foto: Nicolas Martin/DW
Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. — Foto: Nicolas Martin/DW

Quando o empresário Bernd Wagner caminha pela nova sede da empresa, fica entusiasmado e diz coisas como "sete vezes mais aço do que foi utilizado na construção da Torre Eiffel" ou "cabos suficientes para ir daqui até Nápoles".

Wagner é o responsável pela área de computação em nuvem e vendas da Schwarz Digits. Essas enormes quantidades de aço e cabos foram empregadas na construção da nova sede, que será oficialmente inaugurada em 21 de julho de 2026.

O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra.

"Isso aqui é uma declaração de intenções. Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém", afirma Wagner. 
Dos supermercados para a TI

Essa sede não fica na Califórnia, mas em Bad Friedrichshall, uma pequena cidade no sul da Alemanha, a poucos quilômetros de Heilbronn, a cidade natal daquele que é apontado por revistas especializadas como o homem mais rico da Alemanha: Dieter Schwarz, de 86 anos.

Foi a partir de Heilbronn que ele construiu o império Lidl, uma das redes de supermercados mais conhecidas da Alemanha e presente em vários países da Europa. Mais de 600 mil pessoas trabalham em empresas do Grupo Schwarz em todo o mundo.

'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. — Foto: Nicolas Martin/DW
'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. — Foto: Nicolas Martin/DW

O conglomerado cresceu sobretudo graças às redes de supermercados Lidl e Kaufland. Mas, como o Grupo Schwarz prefere fazer tudo por conta própria, expandiu-se para diversas áreas: produção de alimentos, gestão de resíduos, reciclagem e, agora, digitalização.

Em 2025, o Grupo Schwarz registrou um faturamento de quase 185 bilhões de euros – mais do que SAP, Mercedes ou Bayer. Só a montadora Volkswagen faturou mais entre as empresas alemãs.

Europa sem dependência tecnológica

O Grupo Schwarz sempre foi conhecido pela discrição. Quase nunca se fala sobre seu fundador, Dieter Schwarz. Há poucas fotografias públicas dele. Diz-se que ele consegue andar por Heilbronn sem ser reconhecido.

Mas agora o Grupo Schwarz está nas manchetes com uma nova narrativa, que começa com a Schwarz Digits e gira em torno da independência digital e da valorização da Alemanha como polo tecnológico.

"Se você não está sentado à mesa, acaba fazendo parte do cardápio", diz Wagner em seu escritório climatizado.

Se nos últimos anos a Schwarz Digits cuidou sobretudo da infraestrutura de TI dos 14.500 supermercados do grupo ao redor do mundo, agora oferece seus serviços de nuvem e segurança digital também para empresas privadas e órgãos públicos.

Segundo Wagner, o objetivo é fazer com que Alemanha e Europa voltem a ter protagonismo e deixem de depender totalmente das tecnologias dos Estados Unidos ou da China. "Queremos devolver à Europa sua capacidade de agir", afirma.

Esse posicionamento está dando resultados. Nos últimos tempos, a empresa vem conquistando grandes contratos. Entre seus clientes e parceiros estão o governo da Holanda, ministérios alemães e a Federação Alemã de Futebol (DFB).

Na região de Spreewald, ao sul de Berlim, a Schwarz Digits está construindo um centro de dados. Ao custo de 11 bilhões de euros, trata-se do maior investimento individual da história do grupo.

O valor investido na nova sede em Bad Friedrichshall não foi divulgado. O que se sabe é que a instalação foi concebida para manter os talentos de TI na Alemanha e até mesmo atrair novos profissionais. A mensagem é clara: por que se mudar para o caro Vale do Silício se é possível trabalhar num setor do futuro no sul da Alemanha?

Heilbronn se transforma

Quem passeia por Heilbronn vê claramente como a cidade está formando os seus talentos. Um exemplo é o campus educacional da Fundação Dieter Schwarz, onde diversas instituições de ensino e pesquisa alemãs formam cerca de 8 mil estudantes. A expectativa é de que o número ainda vá crescer significativamente.

Nas proximidades está o Experimenta, que se apresenta como o maior centro de ciência da Alemanha e virou símbolo da cidade e atração turística. Lá os visitantes podem vivenciar na prática tecnologias e aplicações de inteligência artificial.

O prefeito de Heilbronn, Harry Mergel, participou da iniciativa que levou à construção do Experimenta há cerca de 20 anos. Uma das principais financiadoras do projeto foi justamente a Fundação Dieter Schwarz.

Mergel é prefeito da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, desde 2014. Assim como muitos outros, ele evita falar muito sobre o mecenas que não deixou sua terra natal. "Toda pessoa tem direito ao anonimato", diz.

O megaprojeto de IA

A transformação da cidade já é visível. Heilbronn, que os próprios moradores às vezes chamavam de forma autodepreciativa de "Heilbronx", aparece hoje em alguns rankings como a cidade com o maior poder de compra da Alemanha.

O crescente número de moradores vindos da Índia e da China também indica que empregos em tecnologia da informação estão atraindo profissionais para a região.

Além disso, há um megaprojeto que deverá tornar a cidade ainda mais conhecida internacionalmente nos próximos anos: o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI).

Com esse parque de inovação em inteligência artificial, Heilbronn pretende competir com centros tecnológicos como Londres e Paris.

A expectativa é que até 5 mil pessoas trabalhem e pesquisem no complexo localizado nos arredores da cidade. Os primeiros edifícios serão inaugurados em 2027. Mais uma vez, tanto a Fundação Dieter Schwarz quanto o Grupo Schwarz desempenham um papel central no projeto.

Os custos não foram divulgados, mas o IPAI já opera como rede de colaboradores desde 2022, e cerca de 140 empresas e parceiros desenvolvem projetos relacionados à inteligência artificial. Mergel, cujo mandato vai até 2030, é taxativo: "O futuro está sendo construído em Heilbronn".

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sábado, 11 de julho de 2026

Apple processa OpenAI e acusa rival de roubar informações secretas para criar novos produtos

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Processo afirma que ex-funcionários levaram dados sobre componentes, fornecedores e processos de fabricação da gigante de tecnologia.
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Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Julho de 2.026 às 08h40m
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Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões

A Apple entrou com uma ação judicial nesta sexta-feira (10) contra a OpenAI e dois ex-funcionários, acusando a empresa responsável pelo ChatGPT de se beneficiar de informações confidenciais da fabricante do iPhone para avançar em sua entrada no mercado de dispositivos eletrônicos.

O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alega que houve uma ação coordenada para obter segredos comerciais da Apple, incluindo informações sobre projetos de produtos, processos de ricação e estratégias da cadeia de fornecedores.

A ação envolve a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products, além de dois ex-funcionários da Apple: Chang Liu, que atuava como engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch.

O que aconteceu?

Segundo a Apple, Liu teria deixado de devolver um notebook corporativo fornecido pela empresa e, posteriormente, teria explorado uma falha no sistema de autenticação para acessar a rede interna da companhia.

A fabricante afirma que ele baixou "dezenas de arquivos confidenciais relacionados a hardware" antes de deixar a empresa e ingressar na OpenAI.

A Apple também acusa Tan de ter usado informações internas da companhia em benefício da OpenAI. De acordo com a ação, o ex-executivo teria enviado para si próprio dados sobre fornecedores da Apple e análises internas do setor antes de sua saída da empresa.

Segundo a big tech, Tan incentivou funcionários da companhia a levarem componentes da Apple para entrevistas de emprego na OpenAI, em sessões de mostrar e contar (show and tell).

No processo, a empresa cita um episódio em que um candidato a uma vaga na OpenAI teria dito que nem sabia que podíamos pegar essas coisas do escritório.

Mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI, segundo a empresa no processo, afirmando que não é surpreendente que alguns deles tenham conhecimento de informações confidenciais.

A companhia afirma ainda que a OpenAI teria feito perguntas altamente específicas a fornecedores sobre processos de fabricação e componentes usados pela Apple - informações que, segundo a empresa, só poderiam ser obtidas por alguém com conhecimento interno.

A Apple também alega que a OpenAI teria convencido um de seus parceiros comerciais a realizar técnicas de acabamento em metal desenvolvidas pela fabricante do iPhone para projetos de hardware da empresa de inteligência artificial, apesar de limitações contratuais.

Só porque a OpenAI agora emprega pessoas que antes eram responsáveis pelos segredos comerciais da Apple, isso não dá à empresa o direito de usar essas informações para acelerar seus esforços em hardware, escreveu a fabricante do iPhone na ação.

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

Uma rivalidade bilionária

O processo aumenta significativamente a tensão entre Apple e OpenAI, uma relação que já vinha sendo pressionada nos últimos meses pela disputa por talentos e tecnologias estratégicas no setor de inteligência artificial.

A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A rivalidade entre as duas empresas ocorre em meio à corrida para desenvolver novos produtos baseados em inteligência artificial. Em 2024, a Apple anunciou a integração da sua plataforma "Apple Intelligence" em aplicativos como a Siri e também incorporou o ChatGPT aos seus dispositivos.

A parceria permite que usuários do iPhone acessem respostas do ChatGPT por meio da Siri e também assinem planos pagos da OpenAI diretamente pelas configurações do sistema iOS.

A OpenAI ampliou sua atuação além dos softwares ao comprar, no ano passado, a startup de hardware io Products, fundada pelo ex-designer da Apple Jony Ive, em um negócio avaliado em US$ 6,5 bilhões.

O acordo reforçou a estratégia da empresa de criar produtos físicos voltados ao consumidor. Ive, porém, não é citado como réu no processo.

No mês passado, a Apple lançou uma atualização da Siri que estava atrasada há meses. A empresa havia prometido grandes melhorias para a assistente virtual há dois anos, mas os recursos foram adiados repetidamente.

*Com informações da Reuters

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SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários

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Grok 4.5 foi criado principalmente para programar códigos e ajudar em tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Julho de 2.026 às 06h00m
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Grok, inteligência artificial da SpaceXAI — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration
Grok, inteligência artificial da SpaceXAI — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration

A SpaceXAI, do bilionário Elon Musk, lançou nesta quarta-feira (8) o que considera ser seu modelo de inteligência artificial mais inteligente.

Batizado de Grok 4.5, ele foi criado principalmente para ajudar usuários a programar códigos e a fazer tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas.

Segundo a empresa, o modelo consegue criar aplicativos do zero mesmo que os comandos tenham poucos detalhes e criar arquivos com vários recursos de programas como Excel e PowerPoint.

Em testes sobre de raciocínio de longo prazo e de uso de agentes de IA, o Grok 4.5 se aproximou do Opus 4.8, modelo da Anthropic considerado um dos mais poderosos do mundo.

Nos comparativos, ele ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, modelo da Anthropic considerado tão avançado que precisou sofrer restrições em questões sensíveis.

O Grok 4.5 foi treinado a partir de conjuntos de dados sobre programação, ciências, engenharia e matemática, explicou a SpaceXAI.

A empresa destacou que seu novo modelo é duas vezes mais eficiente do que rivais, o que, em tese, permite aos usuários resolver tarefas em menos etapas e usar menos tokens.

🔎 Tokens de IA são a quantidade de informações enviadas e recebidas em interações com modelos de IA. Cada palavra, parte de uma palavra e sinais de pontuação podem ser considerados tokens.

Em comunicado, a SpaceXAI disse que o Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O valor custa menos da metade cobrada por modelos concorrentes.

O Grok 4.5 está disponível no Grok Build, no painel da SpaceXAI e no Cursor, três sistemas exclusivos para assinantes.

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