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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fifa diz que abuso online na Copa do Mundo aumentou 13 vezes, 11% motivado por questões raciais

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Serviço da entidade analisou mais de seis milhões de publicações e identificou 89 mil mensagens abusivas durante a fase de grupos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 02 de Julho de 2.026 às 14h00m
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Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase
Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase

Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, informou a entidade que controla o futebol mundial nesta quarta-feira (1º).

O número representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, disputada no Catar.

Esse aumento foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022. Os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas.

A proporção de ataques motivados por racismo aumentou 3% em relação à fase de grupos no Catar. Segundo a Fifa, isso representou um "aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo" nas redes sociais.

"Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos", afirmou a entidade em comunicado.

  • 🔎 O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, além de proteger os seguidores dos jogadores da exposição a conteúdo abusivo.

A Fifa informou que 225 mil publicações foram selecionadas para análise humana. Dessas, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e adotaram medidas, enquanto cerca de 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada.

Segundo a Fifa, o formato ampliado do torneio, com 48 seleções, ante as 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado.

As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções.

Além disso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo de bots ou contas falsas — um volume quatro vezes maior do que o registrado em 2022.

"Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais", afirmou a Fifa.

Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.

Os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas nas redes sociais após desperdiçarem pênaltis na derrota para o Marrocos.

Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026 — Foto: EUTERS/Claudia Greco
Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026 — Foto: EUTERS/Claudia Greco

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Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE

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Entre crianças de 10 a 13 anos que não usaram a internet, os principais motivos foram a falta de necessidade e a preocupação com privacidade ou segurança.
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Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Postado em 02 de Julho de 2.026 às 12h00m
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Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE
Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE

Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais.

Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade".

Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular.

Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 — Foto: Congerdesign/Pixabay
Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 — Foto: Congerdesign/Pixabay

Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%).

O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%.

Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança.

Uso de internet cresce no Brasil

No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%.

Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular.

O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Justiça dos EUA mantém processo que acusa Meta de viciar crianças no Facebook e Instagram

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Juíza rejeitou pedido da empresa para encerrar ação movida por 29 estados americanos e afirmou que há elementos suficientes para discutir na Justiça se as plataformas foram projetadas para estimular o uso compulsivo por menores.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 30 de Junho de 2.026 às 16h25m
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Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil?
Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil?

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Meta Platforms para encerrar uma ação movida por procuradores-gerais de 29 estados norte-americanos. Eles acusam a empresa de desenvolver o Facebook e o Instagram de forma a tornar crianças e adolescentes dependentes das plataformas e de ocultar conscientemente os danos causados ao público.

Na decisão, divulgada na noite de segunda-feira (29), a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, de Oakland, na Califórnia, negou o pedido da Meta para arquivar as acusações relacionadas a práticas enganosas, práticas comerciais desleais e violações da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act - COPPA).

A magistrada também concluiu que a Meta não cumpriu as exigências da lei relativas à notificação dos pais e à obtenção de consentimento parental. Por esse motivo, concedeu julgamento sumário favorável aos estados nesse ponto específico do processo.

Em nota, a Meta afirmou: "Discordamos fortemente dessas alegações e estamos confiantes de que as provas demonstrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens."

Gonzalez Rogers também é responsável por uma ação coletiva multidistrital relacionada ao tema, movida por mais de 2.600 pessoas, distritos escolares e governos locais. O processo discute se plataformas como Facebook, Instagram, Google, YouTube, Snapchat e TikTok foram projetadas para gerar dependência em crianças e adolescentes.

Os estados argumentam que pesquisas mostram que o uso do Facebook e do Instagram por crianças e adolescentes pode contribuir para depressão, ansiedade, insônia, prejuízos à educação e à rotina diária, além de comportamentos de automutilação e até suicídio.

A Meta respondeu que os procuradores-gerais não apresentaram provas de que a empresa tenha enganado consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas plataformas, incluindo em depoimentos prestados ao Congresso pelo diretor-presidente, Mark Zuckerberg.

A empresa, sediada em Menlo Park, na Califórnia, também argumentou que "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Portanto, segundo a Meta, declarações de que suas plataformas não são viciantes não poderiam ser consideradas falsas.

Além disso, a companhia afirmou que não violou a legislação de privacidade infantil porque Facebook e Instagram são destinados ao público em geral, e não especificamente a crianças menores de 13 anos.

Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok. — Foto: Reuters
Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok. — Foto: Reuters

Juíza vê disputa de fatos sobre potencial viciante das plataformas

Na decisão de 38 páginas, Gonzalez Rogers afirmou que existem controvérsias relevantes que deverão ser analisadas no processo, entre elas se as plataformas da Meta são, de fato, viciantes, se a empresa negou falsamente que elas foram projetadas dessa forma e se os serviços são direcionados, ao menos em parte, ao público infantil.

Segundo a juíza, os procuradores-gerais apresentaram uma interpretação razoável das declarações da Meta de que Facebook e Instagram não foram desenvolvidos para levar adolescentes a usar compulsivamente as plataformas em prejuízo do próprio bem-estar.

Ela escreveu que, caso as provas dos autores demonstrem que as plataformas foram realmente projetadas com esse objetivo, um júri poderá concluir que essas declarações eram falsas para uma pessoa razoável.

De acordo com os registros judiciais, o julgamento das ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey contra a Meta está marcado para 18 de agosto.

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