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quarta-feira, 11 de março de 2026

China alerta estatais e órgãos do governo sobre riscos de segurança do software de inteligência artificial OpenClaw

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Autoridades citam riscos de segurança e possível vazamento de dados ao recomendar que funcionários evitem instalar o software de inteligência artificial em dispositivos de trabalho.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 11 de Março de 2.026 às 19h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Mulher segura criança perto de prédios de escritórios em Shenzhen, província de Guangdong, China. — Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de Arquivo
Mulher segura criança perto de prédios de escritórios em Shenzhen, província de Guangdong, China. — Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de Arquivo

Órgãos do governo chinês e empresas estatais alertaram funcionários nos últimos dias para não instalar o agente de inteligência artificial OpenClaw em dispositivos de trabalho por motivos de segurança, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

O OpenClaw é um software de código aberto capaz de executar de forma autônoma uma ampla gama de tarefas com pouca orientação humana, indo além das funções tradicionais de pesquisa e respostas a perguntas comuns em chatbots de IA.

No último mês, a ferramenta passou a ser adotada e promovida com entusiasmo por desenvolvedores de tecnologia chineses, grandes empresas de inteligência artificial e também por alguns governos locais em polos de tecnologia e manufatura do país.

Ao mesmo tempo, reguladores do governo central e veículos da mídia estatal emitiram repetidos alertas sobre o risco de o OpenClaw vazar, apagar ou usar indevidamente dados dos usuários depois de instalado e autorizado a operar em um dispositivo.

As restrições indicam que Pequim, apesar de promover um plano de ação chamado “IA Plus” para estimular crescimento econômico baseado em inovação, também está preocupada com riscos de segurança cibernética e de dados em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

Uma das fontes afirmou que funcionários de empresas estatais receberam orientação de reguladores para não usar o OpenClaw — em alguns casos, nem mesmo em dispositivos pessoais.

A segunda fonte, ligada a um órgão do governo chinês, disse que o software não foi oficialmente proibido em seu local de trabalho, mas que os servidores foram alertados sobre os riscos de segurança e aconselhados a não instalá-lo.

Ambas as fontes falaram sob condição de anonimato por não terem autorização para comentar o assunto publicamente.

Ainda não está claro o alcance das restrições nem se elas afetarão políticas de governos locais que, em alguns casos, oferecem subsídios milionários a empresas que desenvolvem inovações usando o OpenClaw. Essas iniciativas têm sido apresentadas como parte da implementação local do plano nacional IA Plus.

Na semana passada, um centro de pesquisa ligado à comissão municipal de saúde de Shenzhen realizou um treinamento sobre OpenClaw com a participação de milhares de pessoas, dentro da estratégia de expansão da tecnologia no setor de saúde.

Também não está claro se as novas restrições significam o fim do uso do OpenClaw por órgãos públicos na China. No distrito de Futian, em Shenzhen, autoridades chegaram a usar o software para criar um agente de IA voltado ao trabalho de servidores públicos, segundo o jornal estatal Southern Daily.

O órgão regulador de ativos estatais da China e o Ministério da Indústria não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A restrição foi noticiada primeiro pela Bloomberg.

O OpenClaw foi desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger e disponibilizado no GitHub em novembro do ano passado. No mês passado, Steinberger foi contratado pela OpenAI.

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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa dos EUA em resposta a ataque em escola

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Grupo hacker Handala afirma ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da empresa de tecnologia médica Stryker. Nas últimas semanas, também reivindicou ataques contra companhias de Israel e do Golfo Pérsico.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 11 de Março de 2.026 às 18h45m
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Ciberataque  — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo
Ciberataque — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo

Um grupo de hackers ligado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético de larga escala contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o país.

O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo Handala em comunicado.

"Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas.

O grupo afirmou que o ataque atingiu escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados obtidos estão "nas mãos dos povos livres do mundo".

"Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão".

A Stryker informou que houve uma "interrupção global da rede" em seu ambiente de sistemas da Microsoft como resultado de um ataque cibernético. "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse.

Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza
Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza

Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h (horário de Brasília) desta quarta-feira (11).

Nas últimas semanas, o grupo Handala reivindicou uma série de ataques cibernéticos contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico.

Desde o início da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, o grupo afirma ter realizado ataques contra estruturas israelenses e diz ter "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém.

O grupo Handala é conhecido por sua ligação "com o regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os rastreamos há anos", afirmou.

Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no início deste ano, afirmou que a atuação do Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida".

Dispositivos com sistema Windows — inclusive aparelhos móveis e smartphones conectados às redes da Stryker — foram apagados remotamente, segundo o relatório.

Fundada em Kalamazoo, no estado de Michigan, a Stryker é uma empresa global de dispositivos médicos com cerca de 56 mil funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época).

A empresa fabrica desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica.

O grupo Handala anunciou depois que também teria realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos.

A AFP não conseguiu verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Microsoft
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terça-feira, 10 de março de 2026

Governo Lula dá 5 dias para TikTok se explicar por trend com apologia à violência contra mulher

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Ministério da Justiça diz em ofício que circulação massiva dos vídeos coloca em questão capacidade da plataforma de cumprir dever de cuidado.
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 Por Juliana Braga, GloboNews

Postado em 10 de Março de 2.026 às 18h05
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Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia
Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia

O Ministério da Justiça enviou nesta terça-feira (10) um ofício ao TikTok dando cinco dias para a rede social se explicar sobre a trend "se ela disser não".

Nela, homens simulam ações violentas contra mulheres caso elas dissessem não a pedidos de casamento.

A pasta diz que a obrigação do TikTok não se limita à remoção de conteúdos específicos solicitada pela Polícia Federal (PF), mas sim promover a remoção imediata, independentemente de pedido.

"A circulação massiva dos conteúdos da trend referenciada coloca em questão o cumprimento dos deveres de cuidado acima delineados — suscitando, em especial, a possibilidade de falha sistêmica", argumenta.

O ofício é assinado por três secretários da pasta: o de Direitos Digitais, Victor Fernandes, o de Segurança Pública, Francisco Veloso, e o do Consumidor, Osny Filho.

O governo pede, inicialmente, uma descrição detalhada das medidas técnicas e organizacionais para detecção e remoção proativa de conteúdo misógino. Nesse detalhamento, o TikTok deve esclarecer se há sistemas automatizados de moderação e análise de trends emergentes com potencial conteúdo ilícito, por exemplo.

O Ministério da Justiça também quer informações se os mecanismos de recomendação, ou o feed algorítmico, e os de impulsionamento de conteúdo foram auditados quanto ao risco de amplificação de conteúdo misógino.

Por fim, solicita dados sobre possível monetização dos conteúdos removidos ou sobre contraprestação pelo alcance em forma de patrocínio, anúncio ou formato relevante.

O TikTok informou que agiu de forma proativa, iniciando a remoção dos vídeos ainda no fim de semana. Segundo a plataforma, quando a PF apresentou a lista de conteúdos investigados na segunda, grande parte do material já havia sido retirada do ar por descumprir as diretrizes da comunidade. Os links restantes foram derrubados no mesmo dia, e a companhia mantém colaboração total com as autoridades.

Ainda, ao g1, o TikTok disse, por meio de nota:

"Os referidos conteúdos violam nossas Diretrizes da Comunidade e foram removidos da plataforma assim que identificados. Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema. Não permitimos discurso de ódio, comportamento de ódio ou promoção de ideologias de ódio. Nossa prioridade é manter a comunidade segura e protegida, e continuamos a investir em medidas contundentes que reforçam e defendem ativamente a segurança de nossa plataforma."

Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento — Foto: Reprodução/TikTok
Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento — Foto: Reprodução/TikTok

Entenda o caso

Uma trend que circula no TikTok com a frase “treinando caso ela diga não” ganhou força nas redes sociais e tem gerado repercussão nas últimas semanas.

Nos vídeos, os criadores simulam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes.

Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca.

🔍 O g1 analisou vinte vídeos divulgados na plataforma, publicados entre 2023 e 2025. Os posts são de perfis de 883 até 177 mil seguidores, e acumulam mais de 175 mil interações na plataforma.

Segundo o blog da Julia Duailibi, a Polícia Federal (PF) derrubou perfis e abriu inquérito para investigar os vídeos virais que simulam violência a mulheres.

Isso ocorre em um contexto de recorde de feminicídios e escalada de violência contra as mulheres. O Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025. Ao todo, 1.470 mulheres foram mortas por esse tipo de crime no país ao longo do ano, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O número supera os 1.464 casos contabilizados em 2024, que até então representavam o maior patamar da série histórica. Na média, os registros indicam que quatro mulheres foram assassinadas por dia no país no ano passado.

O formato simples facilitou a reprodução do conteúdo. Muitos vídeos usam a mesma frase na tela e pequenas variações na encenação, algo comum em trends replicáveis da plataforma.

Embora a tendência tenha voltado a circular com força entre criadores brasileiros no final de 2025, registros de vídeos com esse formato aparecem nas redes desde pelo menos 2023.

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