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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Google lança agente de IA para tarefas de trabalho

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Gemini Agent pode responder perguntas, criar conteúdo, escrever códigos e realizar tarefas de forma autônoma.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 08 de Outubro de 2.026 às 14h20m

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Logo do Google é visto do lado de fora dos escritórios da empresa em Londres, no Reino Unido, em 24 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo
Logo do Google é visto do lado de fora dos escritórios da empresa em Londres, no Reino Unido, em 24 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo

O Google Cloud, da Alphabet, apresentou nesta quinta-feira (8) o Gemini Agent, um agente de inteligência artificial voltado ao ambiente de trabalho. A ferramenta pode responder a perguntas, realizar tarefas, criar conteúdo e escrever códigos.

O anúncio ocorre em um momento em que as empresas de tecnologia disputam espaço no mercado de ferramentas de inteligência artificial capazes de executar tarefas de forma autônoma.

A novidade chega após a OpenAI lançar, em setembro, agentes que ficam ativos continuamente, chamados "dots", capazes de executar objetivos dos usuários em diferentes aplicativos.

No início do mês passado, a Meta lançou o Muse, um agente pessoal de IA que pode fazer compras, reservar viagens, enviar e-mails e efetuar pagamentos em nome dos usuários. As ações da Alphabet subiram ligeiramente no início do pregão.nt consegue planejar atividades, usar diferentes ferramentas e se conectar aos sistemas de uma empresa para concluir tarefas. O trabalho pode ser entregue em documentos, e-mails e ambientes de desenvolvimento.

A ferramenta funciona diretamente em aplicativos do Google Workspace, como Gmail, Docs, Sheets e Agenda, e também pode ser usada por meio do Microsoft 365 e do Slack.

O agente escolhe o modelo de IA mais adequado para cada tarefa e, atualmente, utiliza os modelos Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic. A empresa afirma que outros modelos serão adicionados posteriormente.

Os usuários também podem criar "agentes colegas de trabalho" para atuar como integrantes da equipe. Eles podem ter endereço de e-mail próprio e acesso restrito às informações disponibilizadas pelo usuário.

As versões voltadas aos setores financeiro e jurídico já estão em fase de testes. Segundo o Google, ferramentas para as áreas de governo, saúde e varejo serão lançadas em breve.

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Cientistas em Viena e Pequim criam primeiros relógios nucleares do mundo

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Nova tecnologia usa o núcleo de átomos de tório para medir o tempo e pode, no futuro, superar a precisão dos relógios atômicos mais avançados.
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TOPO
Por Will Dunham

Postado em 08 de Outubro de 2.026 às 12h00m

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Cristal de fluoreto de cálcio em um suporte com um feixe de laser sondando os núcleos de tório em laboratório da TU Wien, em Viena, Áustria 7 de outubro de 2026. — Foto: T. Schumm, TU Wien/Imagem cedida via REUTERS
Cristal de fluoreto de cálcio em um suporte com um feixe de laser sondando os núcleos de tório em laboratório da TU Wien, em Viena, Áustria 7 de outubro de 2026. — Foto: T. Schumm, TU Wien/Imagem cedida via REUTERS

Equipes científicas que trabalham separadamente em Viena e Pequim desenvolveram os dois primeiros relógios nucleares operacionais do mundo, em um importante avanço na medição do tempo, que promete amplas aplicações práticas e oferece uma nova ferramenta para investigar a física fundamental.

Os dois dispositivos representam a próxima geração de relógios atômicos, máquinas de medição de tempo ultraprecisas criadas pela primeira vez em 1949.

As duas equipes de pesquisa, ao descreverem suas conquistas nesta quarta-feira em artigos científicos publicados na revista Nature, afirmaram que os relógios nucleares têm o potencial de superar os melhores relógios atômicos convencionais, mas ainda não o fazem.

Eles são chamados de relógios nucleares não porque sejam movidos a fusão ou fissão nuclear, como um leigo poderia supor, mas porque o tempo é calculado a partir do monitoramento de como a luz -- um laser de alta potência -- interage com o núcleo de um átomo.

Ambos os relógios nucleares são baseados em uma forma, ou isótopo, do elemento tório, chamado tório-229, aprisionado em cristais de fluoreto de cálcio no estado sólido.

“As duas equipes trabalharam de forma independente e conseguiram colocar em funcionamento relógios nucleares de tório-229 ao mesmo tempo, utilizando abordagens experimentais diferentes. Acho isso muito encorajador, pois mostra que o conceito é robusto e não depende de uma implementação técnica específica”, disse o físico Shiqian Ding, da Universidade de Tsinghua, na China, que ajudou a liderar a equipe responsável pelo relógio de Pequim.

“A criação de um relógio nuclear era algo com que os físicos sonhavam há quase 50 anos. Na minha equipe, temos trabalhado nesse objetivo desde 2008”, disse o físico Thorsten Schumm, da TU Wien, na Áustria, que ajudou a liderar a equipe responsável pelo relógio de Viena.

Schumm prevê aplicações para os relógios nucleares em áreas como navegação por satélite, sincronização de transferência de dados, topografia e metrologia, que é o estudo da medição e de suas aplicações práticas.

Os relógios atômicos convencionais medem o tempo usando lasers ou micro-ondas para fazer com que partículas subatômicas chamadas elétrons saltem de um nível de energia para outro na camada de um átomo, utilizando elementos como o césio ou o estrôncio.

Os novos relógios nucleares medem o tempo usando lasers para fazer com que partículas subatômicas chamadas prótons e nêutrons saltem de um nível de energia para outro dentro do núcleo de um átomo, neste caso, o tório-229.

A ideia é que o monitoramento dessas transições dentro do núcleo atômico possa atingir níveis de precisão ainda maiores do que o monitoramento nos elétrons, pois um núcleo atômico é muito menor do que a camada que o circunda, onde residem os elétrons.

Aperfeiçoando a tecnologia

Schumm disse que o relógio nuclear ainda está “longe de seu desempenho almejado”, com os pesquisadores buscando aperfeiçoar a tecnologia.

“O que é realmente interessante aqui: o relógio de Viena possui cristais de tório ligeiramente melhores -- maior concentração, melhores propriedades ópticas --, enquanto a equipe de Pequim tem um laser mais potente. Assim, apenas reunindo esses componentes, já podemos construir um relógio significativamente melhor”, disse Schumm.

Os melhores relógios atômicos convencionais podem funcionar por bilhões de anos perdendo ou ganhando apenas um segundo.

Essa ultraprecisão tem sido vital para aplicações como sistemas globais de navegação por satélite e comunicações pela internet, celular e fibra óptica.

Os pesquisadores acreditam que os relógios nucleares, uma vez aperfeiçoados, podem desempenhar essa função ainda melhor e podem ser construídos de forma a serem menos volumosos e delicados.

Os relógios nucleares são promissores na investigação da física fundamental. A equipe de Viena demonstrou que seu relógio poderia realizar um experimento de física de precisão ao tentar detectar a matéria escura, componente crucial do cosmos que, até o momento, escapou à observação.

O experimento, na verdade, não detectou matéria escura, mas o relógio nuclear teve um desempenho comparável ao dos melhores relógios atômicos.

“Isso abre as portas para um universo físico totalmente novo”, disse Schumm.

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas
Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas

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Amazon lança tablets com Android pela 1ª vez e aumenta preços

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Aparelhos abandonam o sistema próprio da empresa e apostam em recursos mais avançados, como a Alexa+. Modelo mais caro custa US$ 550.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 08 de Outubro de 2.026 às 11h25m

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Logo da Alexa+ é exibido em uma tela durante evento de lançamento de dispositivos da Amazon, em Nova York, nos Estados Unidos, em 26 de fevereiro de 2025. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Arquivo
Logo da Alexa+ é exibido em uma tela durante evento de lançamento de dispositivos da Amazon, em Nova York, nos Estados Unidos, em 26 de fevereiro de 2025. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Arquivo

A Amazon apresentou nesta quinta-feira (08) uma nova linha de tablets que, pela primeira vez, contam com a assistente de voz Alexa+ e utilizam o sistema operacional Android, do Google.

A empresa aposta que os consumidores estarão dispostos a pagar mais por dispositivos premium após anos de foco em aparelhos mais baratos.

A companhia, com sede em Seattle, nos Estados Unidos, vinha desenvolvendo os novos tablets sob o codinome Kittyhawk.

A Reuters revelou com exclusividade no ano passado que a Amazon planejava substituir o sistema operacional próprio, o Fire OS, considerado mais limitado, após anos de reclamações de consumidores e desenvolvedores de aplicativos.

O Fire OS é baseado no Android, mas foi modificado pela empresa para funcionar como um sistema independente.

Chamada de Alexa Tablets, a linha terá diferentes versões, com preços entre US$ 230 (R$ 1.155) e US$ 500 (R$ 2.510). São três modelos: Amazon Alexa Tablet 12 Pro, Amazon Alexa Tablet 11 e Amazon Alexa Tablet 8.

Todos os modelos têm estrutura de alumínio, uma mudança em relação ao acabamento de plástico dos tablets Fire.

Os novos aparelhos custarão até US$ 550 (R$ 2.761), um aumento significativo em relação ao Fire HD 10, modelo mais recente e sofisticado da linha anterior da Amazon, que custava mais de US$ 180 (R$ 904), embora a empresa frequentemente oferecesse descontos.

O modelo mais avançado, com 128 gigabytes de armazenamento, custa US$ 550 (R$ 2.761) — o mesmo preço de um tablet Galaxy da Samsung e US$ 100 (R$ 502) a mais que um iPad da Apple, que parte de US$ 450 (R$ 2.259).

Tablet Amazon Alexa 12 Pro: projetado para trabalhar tanto quanto para entreter — Foto: Divulgação/Reprodução Amazon
Tablet Amazon Alexa 12 Pro: projetado para trabalhar tanto quanto para entreter — Foto: Divulgação/Reprodução Amazon

A reformulação faz parte de uma nova estratégia sob o comando de Panos Panay, chefe da divisão de dispositivos da Amazon. A empresa pretende se posicionar em um segmento mais sofisticado e se afastar dos aparelhos baratos que vendia pelo preço de custo ou próximo a ele.

A estratégia busca fidelizar clientes para o uso de serviços como Prime Video, Kindle, aplicativos de música e o próprio site de comércio eletrônico da Amazon.

O foco em preços baixos, porém, vinha acompanhado de algumas limitações, como qualidade de tela e duração da bateria inferiores às oferecidas por concorrentes como Apple e Samsung.

A Alexa+, versão mais avançada da assistente de voz da Amazon, terá papel de destaque nos novos dispositivos.

Equipada com inteligência artificial generativa, a ferramenta poderá realizar tarefas e responder a perguntas. Para utilizar a Alexa+ nos tablets, será necessário ter uma assinatura Prime ou do próprio serviço.

A Amazon está priorizando aparelhos mais caros em um momento de queda nas vendas mundiais de tablets.

As vendas recuaram 12% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 33,6 milhões de unidades, segundo dados da IDC. Nos Estados Unidos, mercado particularmente afetado pela escassez de chips de memória, a queda foi de 32%.

A participação da Amazon no mercado mundial de tablets também diminuiu. A empresa respondeu por apenas 1,9% das vendas no segundo trimestre deste ano, ante 8% um ano antes, segundo a IDC. A Apple lidera o mercado, com 34%, seguida pela Samsung, com 17,5%.

Os preços dos novos tablets não incluem uma cobrança única para remover os anúncios exibidos na tela de bloqueio.

A exceção é o modelo mais caro da linha Alexa, que não exibe publicidade. Para os demais aparelhos, será necessário pagar US$ 20 (R$ 100) para retirar os anúncios, valor superior aos US$ 15 (R$ 75) cobrados anteriormente nos tablets com Fire OS, segundo um porta-voz.

A Amazon afirma que os anúncios ajudam os usuários a descobrir novos conteúdos de acordo com seus interesses e que a receita gerada contribui para financiar outras inovações da empresa.

Atualização do Fire OS

Com a adoção do Android, os usuários dos novos tablets não ficarão limitados aos aplicativos disponíveis na loja própria da Amazon.

A plataforma era criticada por desenvolvedores, que precisavam criar uma terceira versão de seus aplicativos, além das versões oferecidas nas lojas Google Play e Apple.

A integração com a Alexa+, por sua vez, é uma das principais apostas da Amazon para diferenciar os novos tablets de seus concorrentes.

A empresa investiu bilhões de dólares na reformulação da Alexa para incorporar inteligência artificial generativa e ampliar sua capacidade de realizar tarefas em casas conectadas, fazer compras e acessar serviços de outras empresas, como Uber e Grubhub.

O serviço é gratuito para assinantes Prime, mas ainda não é lucrativo. Os tablets anteriores com Fire OS continuarão funcionando, segundo a porta-voz. Ela, no entanto, não informou se a Amazon pretende manter o suporte ao sistema operacional e à loja de aplicativos.

No início deste ano, a empresa encerrou o suporte a modelos antigos do Kindle. Na ocasião, citou os custos de manutenção do software como uma das razões para a decisão.

Amazon

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