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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Dropbox afirma que cerca de 5 mil contas foram comprometidas em ataque hacker em agosto

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Cerca de 5 mil contas foram acessadas sem autorização entre 4 e 21 de agosto; hackers visualizaram e baixaram arquivos armazenados na plataforma.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 02 de Setembro de 2.026 às 12h00m

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Nuvens são vistas em frente ao logo do Dropbox nesta ilustração tirada em 27 de fevereiro de 2022 — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
Nuvens são vistas em frente ao logo do Dropbox nesta ilustração tirada em 27 de fevereiro de 2022 — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

O Dropbox afirmou nesta terça-feira (1º) que cerca de 5 mil contas foram comprometidas no mês passado. Segundo a empresa, hackers visualizaram e baixaram conteúdos armazenados na plataforma de armazenamento em nuvem.

Alguns usuários do Dropbox receberam um e-mail da empresa na segunda-feira (31) informando que suas contas haviam sido acessadas sem autorização entre 4 e 21 de agosto. A empresa confirmou o acesso depois que a Bloomberg News noticiou o ataque no início do dia.

A Dropbox não informou em quais países estão os usuários das contas comprometidas. A empresa também não detalhou quantos clientes foram afetados em cada país.

A empresa afirmou que os hackers acessaram arquivos em menos de um terço das contas comprometidas.

As ações do Dropbox caíram cerca de 2,4% nas negociações após o fechamento do mercado na terça-feira (1º).

O Dropbox informou à Reuters que identificou acessos não autorizados em contas vinculadas a um ID da Lenovo que não tinham a autenticação em duas etapas ativada. Por isso, a empresa encerrou todas as sessões de acesso feitas por meio de um ID da Lenovo.

A empresa removeu todas as conexões entre os IDs da Lenovo e as contas do Dropbox e alterou seus sistemas. Agora, os usuários precisam informar a senha do Dropbox antes de acessar uma conta por meio da Lenovo.

O Dropbox afirmou ter comunicado o incidente às autoridades responsáveis pela proteção de dados.

A Lenovo identificou uma "integração antiga" entre o Lenovo ID e o Dropbox que "poderia ser usada para autenticar indevidamente certas contas do Dropbox". A empresa afirmou que seus clientes não foram afetados e que uma investigação está em andamento.
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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Como é a nova regra do PIX que pode ajudar a inibir golpes

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A partir desta terça (1º), nova regra do PIX amplia prazo de contestação de devoluções fraudulentas e reforça a segurança do sistema.
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TOPO
Por BBC

Postado em 01 de Setembro de 2.026 às 10h35m

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Como é a nova regra do PIX que pode ajudar a inibir golpes — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil via BBC
Como é a nova regra do PIX que pode ajudar a inibir golpes — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil via BBC

Se você usa PIX no dia a dia, vale ficar de olho: a partir desta terça-feira, 1º de setembro, uma das regras de segurança do sistema muda, e a mudança tem tudo a ver com um tipo de golpe que vem crescendo contra comerciantes e pequenos negócios.

Vamos explicar de um jeito simples o que muda e como as novidades podem ajudar a recuperar dinheiro roubado em fraudes.

Hoje, quando alguém é enganado em uma fraude e usou o pix para enviar dinheiro para criminosos, existe uma ferramenta chamada MED — Mecanismo Especial de Devolução — que ajuda a reaver esse valor em casos de fraude, golpe ou erro.

Só que existe também uma brecha: golpistas descobriram uma forma de usar essa mesma ferramenta de proteção a favor deles, para roubar dinheiro de comerciantes.

Para combater esse problema, o Banco Central aumentou de 30 para 80 dias o prazo que uma pessoa tem para contestar uma devolução feita pelo MED, quando ela desconfia que essa devolução foi pedida de forma fraudulenta.

Ou seja: se alguém devolveu dinheiro pelo MED e depois percebe que aquilo foi armado por um golpista, agora tem quase três vezes mais tempo para correr atrás do problema junto ao banco.

Por que existem dois prazos de 80 dias (e eles não se confundem)

O PIX já tinha um prazo de 80 dias para uma situação parecida, mas diferente.

O prazo que já existia é para quem manda um PIX e é vítima de golpe: essa pessoa tem até 80 dias, contados a partir do momento em que enviou o dinheiro, para acionar o MED e tentar recuperá-lo.

O prazo novo é o espelho dessa situação: é para quem recebeu um PIX de forma legítima e teve esse dinheiro devolvido depois, por conta de uma contestação fraudulenta feita pela outra pessoa. Antes, quem estava nessa posição só tinha 30 dias para reagir; agora, também são 80. E aqui a contagem começa a partir da devolução, não do pagamento original.

Na prática: um conta a partir do PIX enviado, o outro conta a partir do dinheiro devolvido.

O golpe que motivou essa mudança

Esse ajuste tem um alvo bem específico: um golpe que tem prejudicado principalmente lojistas, prestadores de serviço e pequenos empresários.

Funciona mais ou menos assim: alguém entra em contato dizendo que fez um PIX errado, de valor mais alto do que deveria, e pede para o comerciante devolver a diferença ou o valor todo, muitas vezes pedindo que a devolução seja feita como uma nova transferência para uma chave ou conta indicada por essa pessoa.

O comerciante, achando que está apenas corrigindo um erro de boa-fé, faz o PIX de volta.

O problema é que, ao mesmo tempo, esse suposto cliente também aciona o MED junto ao próprio banco dele, alegando ter sido vítima de fraude no pagamento original que fez ao comerciante.

Se essa contestação for analisada e considerada procedente — e se ainda houver dinheiro disponível para devolução —, o golpista pode acabar recebendo o valor de volta pela segunda vez: uma vez diretamente do comerciante, e outra pelo próprio mecanismo de proteção do PIX.

Por isso os especialistas recomendam cautela quando alguém pede a devolução de um PIX "por engano": o caminho mais seguro é usar a própria função de devolução vinculada àquela transação dentro do aplicativo do banco, e não fazer uma transferência nova para uma chave indicada pela outra pessoa. É justamente essa segunda via — a transferência nova — que abre espaço para o golpe se repetir.

Com o prazo de contestação esticado para 80 dias, quem foi vítima desse esquema ganha bem mais tempo para perceber o que aconteceu e correr atrás da devolução indevida junto ao próprio banco.

Isso ajuda bastante porque nem todo mundo confere o extrato todos os dias, e muitas vezes é outra pessoa — um contador, um funcionário, o próprio banco — quem percebe primeiro que algo estranho aconteceu.

Como o PIX tenta seguir o rastro do dinheiro roubado

Como o PIX tenta seguir o rastro do dinheiro roubado — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi via BBC
Como o PIX tenta seguir o rastro do dinheiro roubado — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi via BBC

Além da mudança de prazo, existe outra frente de combate a fraudes que já vinha sendo construída, de forma menos visível para quem usa o aplicativo no dia a dia: a tentativa de seguir o dinheiro mesmo depois que ele passa por várias contas diferentes.

Esse tipo de rastreamento existe graças a uma versão mais robusta do MED, conhecida como MED 2.0, que está em produção desde maio de 2026. Com ela, o sistema passou a permitir o rastreamento dos recursos em diferentes camadas de transferências.

Antes, a recuperação ficava limitada à conta originalmente usada na fraude; se o dinheiro já tivesse sido transferido dali, aumentavam as chances de não haver saldo disponível para devolver à vítima.

Com o MED 2.0, o sistema pode identificar possíveis caminhos percorridos pelos recursos mesmo depois que eles são transferidos para outras contas, o que amplia as chances de bloqueio e recuperação.

Isso não significa, porém, que o dinheiro será necessariamente localizado ou devolvido: os recursos podem já ter sido sacados, transferidos novamente ou não estar mais disponíveis nas contas identificadas.

Vale um adendo importante: uma camada adicional de detalhamento operacional — a informação, dentro da notificação enviada entre as instituições, sobre em qual nível do grafo de rastreamento está a transação analisada — estava inicialmente prevista para agosto, mas foi adiada para 26 de outubro de 2026.

Segundo o Banco Central, esse ajuste diz respeito à comunicação entre as instituições participantes e não altera o funcionamento do rastreamento em camadas já disponível no MED 2.0.

De qualquer forma, mesmo esse rastreamento tem limite: se o golpista já tiver sacado o dinheiro em espécie antes de a fraude ser percebida, não há mais "trilha eletrônica" para seguir, e a recuperação fica bem mais difícil.

O que é o MED

O MED não é um botão de "desfazer" um PIX. Ele serve especificamente para casos de fraude, golpe ou falha operacional do sistema — não pode ser usado se você simplesmente se arrependeu de uma compra, errou o valor ou a chave por conta própria, ou está tendo um desentendimento comercial sem indício real de fraude.

Também é importante saber que acionar o MED não garante a devolução automática do dinheiro. Cada caso passa por análise da instituição financeira, e o resultado depende de haver recursos ainda disponíveis nas contas por onde o dinheiro passou.

No fluxo padrão de fraude, os bancos que receberam os valores têm até sete dias para analisar a notificação; se o caso for considerado procedente e houver saldo disponível, o processo segue para a devolução, que pode ser total ou parcial, dependendo do que for encontrado ao longo do caminho.

A nova regra já vale automaticamente para todas as instituições que participam do PIX.

E essa mudança também não abre brecha para cancelar um PIX comum por arrependimento: o prazo de 80 dias vale só dentro dos procedimentos de segurança do MED.

O que fazer se você cair em um golpe pelo PIX

Se você perceber que fez um PIX por causa de um golpe, fraude ou crime, o ideal é procurar seu banco o quanto antes e pedir a abertura do MED.

Mesmo tendo até 80 dias para isso, agir rápido aumenta bastante as chances de ainda haver dinheiro disponível para ser bloqueado ao longo do caminho.

O pedido pode ser feito direto pelo aplicativo: os bancos que oferecem conta para pessoas físicas são obrigados a disponibilizar uma opção de autoatendimento para contestar transações dentro do próprio ambiente do PIX, sem precisar falar com um atendente para começar o processo.

Também vale guardar comprovantes da transação, prints de conversas, anúncios, dados de quem recebeu o dinheiro e qualquer outro registro relacionado ao golpe — esse material pode ajudar bastante na análise do seu caso. Dependendo da situação, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

Depois do pedido, cabe ao banco verificar se o seu caso se encaixa nas regras do MED e dar continuidade ao procedimento.

Governo Trump conclui que PIX é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Governo Trump conclui que PIX é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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domingo, 30 de agosto de 2026

Telescópio Roman: Nasa lança novo observatório espacial que terá uma visão do céu pelo menos 100 vezes maior

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O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA se separou do segundo estágio do foguete Falcon Heavy da SpaceX às 8h57 (horário de Brasília) e passou a voar de forma autônoma.
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Por Redação g1, g1

Postado em 30 de Agosto de 2.026 às 10h35m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.519   $ *.#.

NASA lança telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb
NASA lança telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb

A Nasa lançou neste domingo (30) o Nancy Grace Roman, um telescópio espacial criado para observar enormes regiões do céu de uma só vez e encontrar objetos e fenômenos que outros observatórios poderão investigar depois em detalhes.

O lançamento aconteceu às 8h26, no horário de Brasília, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Os 27 motores do foguete iniciaram a operação impulsionando-o rapidamente através da atmosfera. Em seguida, o Falcon Heavy atingiu o Max Q, ponto de pressão aerodinâmica máxima durante a subida. Esse é considerado o momento de maior tensão mecânica no foguete.

Após desligarem seus motores, cerca de 2 minutos e 24 segundos depois o lançamento, os dois foguetes auxiliares laterais se separaram do núcleo central e executaram uma manobra de inversão e completaram seu retorno à Flórida, pousando nas Zonas de Pouso 2 e 40.

Telescópio Roman: Nasa lança novo observatório espacial que terá uma visão do céu pelo menos 100 vezes maior — Foto: Reprodução
Telescópio Roman: Nasa lança novo observatório espacial que terá uma visão do céu pelo menos 100 vezes maior — Foto: Reprodução

Um dos foguetes auxiliares laterais completou seu primeiro voo. O outro completou seu terceiro voo, após ter dado suporte às missões GOES-U e Viasat-3 F3. Cerca de 30 minutos após o lançamento, o Roman permanecia preso ao segundo estágio do Falcon Heavy, e o motor continuava em chamas.

Roman estabeleceu comunicação por meio de um satélite de rastreamento e retransmissão de dados da NASA no início da ascensão, às 8h56. A separação do segundo estágio do foguete ocorreu às 8h57, quando o telescópio passou a voar de forma autônoma.

Os controladores da missão continuarão monitorando o observatório enquanto ele inicia sua jornada rumo a uma órbita ao redor do segundo ponto de Lagrange Sol-Terra, ou L2, a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra.

Telescópio vai mapear grandes áreas do céu. — Foto: Arte g1
Telescópio vai mapear grandes áreas do céu. — Foto: Arte g1

O diferencial do Roman

O principal diferencial do Roman está justamente no tamanho da área que conseguirá enxergar.

Sua câmera de 300 megapixels terá um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble.

Lançamento aconteceu às 8h26 deste domingo (30). — Foto: Reprodução
Lançamento aconteceu às 8h26 deste domingo (30). — Foto: Reprodução

A expectativa é que a missão identifique planetas, galáxias, supernovas e outros fenômenos que poderão ser estudados depois por observatórios como o James Webb.

O Roman está a caminho de uma região localizada a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, conhecida como ponto de Lagrange 2, ou L2. O Webb também opera nessa área, que oferece condições estáveis para observações espaciais.

O Roman deverá levar algumas semanas para chegar ao destino. Em seguida, passará por testes e ajustes antes do início das observações científicas, previsto para o começo de 2027.

Apesar da proximidade e das frequentes comparações, o novo observatório não substituirá o Webb. Os dois foram construídos para tarefas diferentes.

O Webb consegue observar pequenas áreas e objetos muito distantes com grande riqueza de detalhes. Já o Roman terá uma visão panorâmica e poderá registrar extensas regiões do céu rapidamente.

Com isso, o Roman poderá localizar galáxias, planetas, explosões estelares e outros fenômenos raros. Alguns desses objetos poderão ser observados depois, com mais profundidade, pelo James Webb.

A própria Nasa destaca que os dois observatórios vão trabalhar juntos para estudar galáxias antigas, buracos negros e mundos fora do Sistema Solar.

Veja mais detalhes abaixo.

Ilustração em alta resolução do telescópio espacial Nancy Grace Roman. — Foto: NASA
Ilustração em alta resolução do telescópio espacial Nancy Grace Roman. — Foto: NASA

O Nancy Grace Roman é o novo grande observatório de astrofísica da Nasa.

O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble.

Ele foi desenvolvido principalmente para fazer grandes levantamentos do céu e estudar milhões ou bilhões de objetos ao mesmo tempo.

Seu espelho principal tem 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho do espelho do Hubble. A diferença está principalmente no campo de visão e na velocidade com que o Roman poderá fotografar o espaço.

Segundo a Nasa, o telescópio será capaz de observar grandes áreas do céu até mil vezes mais rápido que o Hubble, mantendo sensibilidade e nitidez semelhantes no infravermelho.

O observatório tem cerca de 13 metros de altura e, quando abastecido, pesa aproximadamente 10,5 toneladas.

A sua missão principal terá duração prevista de cinco anos, mas o telescópio foi projetado com a meta de funcionar por até uma década.

O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble. — Foto: Nasa
O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho para a criação do Hubble. — Foto: Nasa

Ele será o novo James Webb?

Não. O Roman não será sucessor nem substituto do James Webb.

O Webb tem um espelho principal de 6,5 metros e instrumentos capazes de observar regiões muito distantes do Universo, inclusive galáxias formadas quando o cosmos ainda era jovem.

Sua visão, porém, cobre áreas relativamente pequenas. Isso permite estudar cada alvo em detalhes, mas dificulta a realização de grandes levantamentos.

O Roman fará o caminho contrário. Ele observará áreas muito maiores, encontrará grandes populações de objetos e ajudará os astrônomos a escolher quais merecem uma análise mais profunda.

O Roman poderá, por exemplo, detectar uma galáxia rara em meio a milhões de outras. O Webb poderá então apontar seus instrumentos para ela e estudar sua composição, sua idade e as estrelas que existem ali.

Os dois telescópios devem operar ao mesmo tempo e na mesma região do espaço, mas em órbitas diferentes e suficientemente afastadas para não haver risco de colisão.

Comparação mostra o Hubble (esquerda) e o James Webb. O espelho do Webb tem 6,5 metros de diâmetro; o do Hubble é muito menor, com 2,4 metros. — Foto: Canadian Space Agency
Comparação mostra o Hubble (esquerda) e o James Webb. O espelho do Webb tem 6,5 metros de diâmetro; o do Hubble é muito menor, com 2,4 metros. — Foto: Canadian Space Agency

Como o Roman vai expandir o trabalho do Webb?

O Roman vai acrescentar contexto às observações detalhadas feitas pelo James Webb.

Uma fotografia do Webb pode mostrar uma pequena região com nitidez extraordinária. O Roman poderá observar uma área muito maior ao redor daquele ponto e revelar se o objeto analisado é comum ou raro.

Essa combinação é importante porque uma descoberta isolada nem sempre mostra o que acontece no restante do Universo.

Ao comparar milhões de galáxias, estrelas ou planetas, os cientistas conseguem identificar padrões e entender como esses objetos mudam ao longo do tempo.

E o Roman também poderá encontrar fenômenos raros que dificilmente apareceriam por acaso no campo mais estreito do Webb, como explosões estelares, estrelas destruídas por buracos negros e colisões entre objetos muito densos.

Depois da localização, o Webb poderá ser usado para examinar os casos mais interessantes.

Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'
Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'

Como será a visão do Roman?

O principal instrumento do telescópio será uma câmera de 300 megapixels chamada Wide Field Instrument.

Ela terá um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble.

Uma única imagem poderá cobrir uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia.

Nos cinco primeiros anos, o Roman deverá observar mais de 50 vezes a quantidade de céu registrada pelo Hubble em suas três primeiras décadas. A missão poderá acompanhar bilhões de galáxias, estrelas, planetas e outros objetos.

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, durante sua apresentação ao público no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, em 21 de abril de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP
Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, durante sua apresentação ao público no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, em 21 de abril de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP

O que o Roman vai investigar?

A missão terá três áreas principais de pesquisa: a expansão do Universo, a matéria escura e os planetas localizados fora do Sistema Solar.

Para investigar a energia escura, fenômeno associado à aceleração da expansão do Universo, o Roman observará centenas de milhões de galáxias em diferentes distâncias.

Como a luz desses objetos levou bilhões de anos para chegar à Terra, as imagens permitirão estudar diferentes momentos da história do Universo.

O telescópio também ajudará a mapear a matéria escura, que não pode ser vista diretamente, mas exerce força gravitacional sobre estrelas e galáxias.

Para isso, ele medirá pequenas deformações na luz de galáxias distantes. Essas distorções indicam onde existem grandes concentrações de massa.

Técnicos conectam as partes interna e externa do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, em novembro de 2025. — Foto: NASA/Sydney Rohde
Técnicos conectam as partes interna e externa do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, em novembro de 2025. — Foto: NASA/Sydney Rohde

Que planetas ele poderá encontrar?

O Roman vai monitorar estrelas na região central da Via Láctea e procurar pequenas alterações em seu brilho.

A missão usará o método de trânsito, que identifica a passagem de um planeta diante de uma estrela, e a microlente gravitacional, efeito em que a gravidade amplia temporariamente a luz de um objeto distante.

As estimativas indicam que o telescópio poderá encontrar dezenas de milhares de planetas pelo trânsito e mais de mil por microlente.

O Roman também poderá detectar planetas errantes, que viajam pela galáxia sem girar ao redor de uma estrela.

Além disso, levará um coronógrafo, instrumento que reduz o brilho das estrelas para tentar fotografar planetas gigantes e discos de poeira onde novos mundos estão se formando.

Por que a missão é importante?

O Roman deverá produzir dezenas de petabytes de dados ao longo da missão principal. As informações ficarão disponíveis para pesquisadores de diferentes países, inclusive do Brasil.

Ilustração do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA — Foto: NASA
Ilustração do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA — Foto: NASA

Sua capacidade de observar grandes áreas permitirá encontrar objetos raros e comparar milhões de galáxias, estrelas e planetas ao mesmo tempo.

Ao mesmo tempo, o James Webb continuará oferecendo uma visão mais profunda e detalhada de alvos específicos.

Juntos, os dois observatórios poderão combinar uma visão ampla do céu com análises precisas de seus objetos mais interessantes.

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