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terça-feira, 16 de junho de 2026

IA do Facebook vira 'buscador' e vai usar posts de usuários para dar respostas; entenda

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Ferramenta 'AI Mode' usará dados de grupos e Reels para responder buscas de usuários; plataforma também ganha novos recursos de edição de fotos e vídeos com IA.
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 Por Redação g1

Postado em 16 de Junho de 2.026 às 11h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Novo recurso de IA do Facebook cria respostas com base em postagens de usuários da plataforma — Foto: Divulgação / Meta 

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou na segunda-feira (15) o lançamento do "AI Mode", uma ferramenta de busca dentro do Meta AI que vai dar respostas baseadas em conteúdos compartilhados publicamente por outras pessoas em aplicativos da empresa.

A novidade, segundo a companhia, busca oferecer perspectivas e experiências reais, em vez de exibir apenas uma lista de resultados de busca, como o Google.

Ao fazer uma pergunta em linguagem natural, o sistema processa discussões e opiniões de usuários para formular uma resposta direta.

O mecanismo é impulsionado pela tecnologia Muse Spark e visa facilitar a localização de recomendações e opiniões compartilhadas na rede social.

O g1 perguntou à Meta se o recurso já está disponível no Brasil e se haverá moderação do que é exibido e aguarda reposta. 

Novos recursos criativos

Além da busca, a atualização traz recursos criativos baseados em inteligência artificial para facilitar a criação e o compartilhamento de conteúdo.

O sistema atualizou as sugestões do rolo de câmera com novos modelos de recorte para colagens, capazes de reunir de forma automática registros como encontros de amigos realizados no último mês.


Novo recurso de IA do Facebook faz colagens com fotos do usuário e amigos — Foto: Divulgação / Meta

A ferramenta também adicionou novos efeitos de transição para produzir montagens de vídeo estilizadas com apenas um toque.

De acordo com a Meta, essas sugestões de fotos e vídeos obtidas a partir do rolo de câmera funcionam de forma estritamente opcional.

O recurso exige a autorização prévia do usuário para operar e pode ser completamente desativado a qualquer momento por meio das configurações de privacidade do aplicativo.



Novo recurso de IA do Facebook permite trocar roupas e acessórios em fotos — Foto: Divulgação / Meta

Também foram lançados filtros de fotos que permitem alterar virtualmente o vestuário, os penteados e os acessórios dos usuários com o auxílio da tecnologia.

No caso de torcedores, a função permite vestir digitalmente a camisa de um time de preferência. Para utilizar o recurso, basta tocar no ícone de edição de inteligência artificial nos Stories e escolher a opção "Wear It", ou acessar a foto de perfil e selecionar a mudança de guarda-roupa nas ferramentas de estilo.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

OpenAI derrota ação da xAI sobre suposto roubo de segredos comerciais

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Juíza concluiu que a empresa de Elon Musk não apresentou provas de que a OpenAI obteve informações confidenciais de forma indevida durante o recrutamento de um ex-engenheiro da rival.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 17h10m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma ação movida pela xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, que acusava a OpenAI, de Sam Altman, de se apropriar de segredos comerciais da companhia.

A juíza Rita Lin, de São Francisco, afirmou que a xAI não conseguiu comprovar que a OpenAI incentivou o ex-engenheiro da empresa Xuechen Li a obter informações confidenciais de forma indevida.

Segundo a magistrada, também não há evidências de que Li tenha revelado segredos comerciais da xAI durante uma apresentação feita enquanto participava de um processo de recrutamento da OpenAI.

Lin encerrou o processo de forma definitiva, afirmando que seria "inútil" permitir que a xAI continuasse com a ação. Em fevereiro, ela já havia rejeitado uma versão anterior do processo.

Apresentada originalmente em setembro do ano passado, a ação alegava que ex-funcionários da xAI levaram informações confidenciais da empresa, incluindo códigos-fonte relacionados ao chatbot Grok, ao deixarem seus cargos para trabalhar na OpenAI.

A decisão de segunda-feira (15) representa a segunda derrota judicial de Musk contra a OpenAI em quatro semanas.

Em 18 de maio, um júri federal decidiu contra o homem mais rico do mundo em seu processo de US$ 150 bilhões, no qual acusava a OpenAI e Altman de "roubarem uma instituição de caridade" ao traírem a missão original da empresa como uma organização sem fins lucrativos para enriquecerem a si mesmos.

A xAI integra o grupo SpaceX, controlado por Elon Musk e com atuação nas áreas espacial, de satélites e de inteligência artificial.

Os advogados da xAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A OpenAI e seus advogados também não responderam imediatamente a pedidos semelhantes.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo
O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

Rotina de trabalho

A ação da xAI se baseava em uma apresentação feita por Li antes de ser recrutado pela OpenAI.

A empresa de Musk afirmou que a OpenAI tentou obter segredos relacionados ao lançamento do Grok 4, previsto para julho de 2025.

Segundo a acusação, a empresa sabia que uma futura atualização do ChatGPT não conseguiria competir em raciocínio complexo e estaria atrasada em técnicas como aprendizado por reforço e pós-treinamento, nas quais Li teria expertise.

A juíza, porém, afirmou que é rotina pedir a candidatos que discutam experiências profissionais anteriores e que não há evidências de que a OpenAI tenha pressionado Li a revelar informações confidenciais.

Sustentar o contrário poderia expor empregadores a responsabilidades legais sempre que questionassem o histórico profissional de um candidato, escreveu o juiz Lin.

A OpenAI afirmou que Li nunca trabalhou para a empresa e que jamais obteve segredos da xAI.

Ao pedir o arquivamento do processo, os advogados da OpenAI afirmaram: A OpenAI não precisa nem quer segredos comerciais de ninguém, especialmente da xAI, que está fracassando no mercado e perdendo talentos em ritmo acelerado.

Li é processado separadamente pela xAI e nega qualquer irregularidade.

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Fox compra Roku por US$ 22 bilhões

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Empresa resultante da fusão terá um dos maiores negócios de streaming dos Estados Unidos, incluindo Tubi e The Roku Channel.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 16h40m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters
Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters

A Fox Corporation anunciou nesta segunda-feira (15) que firmou um acordo para a compra da Roku, plataforma e sistema operacional de televisões, voltada a facilitar o acesso a serviços de streaming.

A aquisição será feita por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias (com direito a voto), em um negócio de aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 111,8 bilhões). O preço pago por ação será de US$ 160 (R$ 813,23).

A transação combina o conteúdo de esportes, notícias e entretenimento da Fox e o serviço Tubi com a plataforma de streaming, o The Roku Channel, dados primários da companhia e relacionamento direto com mais de 100 milhões de lares.

A empresa resultante da fusão se tornará a terceira maior do setor de televisão dos EUA em termos de participação de audiência, informaram as empresas.

"Juntas, Fox e Roku criarão uma empresa de mídia e tecnologia de última geração em grande escala, posicionada na interseção de duas das forças mais importantes que estão remodelando o consumo de vídeo: a primazia duradoura dos esportes e notícias ao vivo e o crescimento contínuo do streaming", afirmou a empresa em comunicado feito ao mercado.

A Roku é uma das primeiras empresas a levar plataformas de streaming como Netflix e YouTube para a televisão por meio de dispositivos conectados e smart TVs.

Seus negócios são impulsionados principalmente pela receita de publicidade e assinaturas de aplicativos de streaming em sua plataforma. A publicidade é o maior componente, com receita de US$ 613 milhões (R$ 3,1 bilhões) no primeiro trimestre — um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Após a conclusão, os atuais acionistas da Fox deverão deter cerca de 73% da empresa resultante da fusão e os acionistas da Roku, cerca de 27%. A expectativa é que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2027.

Segundo o presidente-executivo e diretor-executivo da Fox Corporation, Lachlan Murdoch, a combinação "transformará o escopo" da empresa e deve trazer uma mudança "significativa" no perfil de crescimento.

"Executamos essa aquisição a partir de uma posição de solidez financeira — mantendo nosso balanço patrimonial com grau de investimento, enquanto oferecemos aos nossos acionistas um programa ininterrupto de retorno de capital na forma de recompra de ações e dividendos", afirmou em nota.

Ainda de acordo com a empresa, a expectativa é que a transação acelere a estratégia digital da Fox, contribua para o aumento do fluxo de caixa. A empresa espera economizar cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) por ano com redução de custos, além de ter a chance de aumentar suas receitas.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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