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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Golpe da antena falsa: criminosos bloqueiam sinal das operadoras para tirar dinheiro de vítimas

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Desde 2025, Anatel apreendeu 11 antenas usadas em golpes por mensagens de texto. Elas forçam celulares de vítimas a usarem para rede com falhas de segurança.
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Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Postado em 06 de Agosto de 2.026 às 07h05m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Antenas falsas usadas para disparar golpes via SMS alcançam cerca de 2 km, segundo gerente da Anatel — Foto: Reprodução/Anatel
Antenas falsas usadas para disparar golpes via SMS alcançam cerca de 2 km, segundo gerente da Anatel — Foto: Reprodução/Anatel

Ganhos com apostas, oferta de crédito e confirmação de compras: estas são algumas das abordagens falsas usadas em golpes por SMS. E parte delas chega às vítimas por meio de antenas ilegais que bloqueiam o sinal verdadeiro de operadoras.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apreendeu 11 antenas falsas desde 2025, sendo nove na cidade de São Paulo e duas no Rio de Janeiro. E há indícios de que os equipamentos irregulares são usados em outras cidades.

A maioria das antenas falsas estava em bairros de grande circulação, como Pinheiros e Moema, em São Paulo. O objetivo é atrair mais vítimas, visto que os equipamentos conseguem disparar 100 mil mensagens fraudulentas por dia.

Por meio delas, os golpistas conseguem interceptar o sinal da operadora e enviar SMS para quem está em um raio de cerca de 2 km da antena falsa. Para isso, eles exploram uma falha de segurança na antiga rede 2G. (veja abaixo como se proteger)

As antenas falsas exigem alto investimento e conhecimento técnico, explicou ao g1 a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles.

"Estamos falando de equipamentos que podem custar mais de R$ 100 mil. O que a gente acredita é que há criminosos especializados e com poder financeiro para comprar esse tipo de equipamento e treinar quem vai operá-lo", afirmou.

A operação ilegal é geralmente denunciada por operadoras que notam interferências no sinal por conta das antenas falsas, também chamadas de ERBs fakes (sigla para "estação rádio-base").

A Anatel mantém um trabalho conjunto com a Polícia Civil para identificar locais em que as ERBs fakes são usadas e como elas chegam ao Brasil.

"Já teve caso em que encontramos um homem que estava montando a ERB fake. Ele pegava os componentes, montava e colocava no mercado ilegal", disse Gesiléa. "Foi uma investigação que envolveu as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo".

Programa de computador usado para disparar golpes via SMS — Foto: Reprodução/Anatel
Programa de computador usado para disparar golpes via SMS — Foto: Reprodução/Anatel

O uso de bloqueadores de sinal no Brasil só é liberado para alguns órgãos públicos, como os que administram presídios. Eles precisam de autorização da Anatel para manter esse tipo de equipamento.

A operação de antenas falsas é considerada uma atividade clandestina. A prática pode levar a detenção de dois a quatro anos, período que pode ser aumentado pela metade se houver danos a terceiros, além de multa de R$ 10 mil.

Como as antenas falsas são encontradas

Após receber uma denúncia, a Anatel envia uma equipe à região informada para iniciar a busca pela antena ilegal. Os técnicos recorrem, então, a analisadores de espectro, equipamentos que tentam detectar interferências de sinal.

Os aparelhos ajudam a direcionar a busca para onde a interferência é maior e, assim, encontrar o local. Essa etapa pode levar dias porque a antena falsa não fica à mostra para quem está na rua.

Equipamentos da Anatel permitem direcionar busca por antenas falsas — Foto: Reprodução/Anatel
Equipamentos da Anatel permitem direcionar busca por antenas falsas — Foto: Reprodução/Anatel

Segundo a agência, os golpistas costumam alugar apartamentos em andares altos em bairros de alta circulação. Eles permanecem no local por um prazo curto, na tentativa de não serem percebidos.

"Os criminosos tentam colocar esses equipamentos em lugares de grande movimento e, geralmente, com uma situação um pouco mais desenvolvida", explicou Gesiléa, da Anatel.

Com a identificação do ponto exato, a Anatel aciona a Polícia Civil, que pede à Justiça autorização para entrar no local. Em outro caso, uma antena foi colocada em um carro para disparar mensagens em vias congestionadas de São Paulo.

Além da antena, o golpe usa uma caixa preta que funciona como um transmissor e de um notebook com o programa responsável por disparar as mensagens para quem está na região.

Polícia descobre central que funcionava como unidade móvel de golpes
Polícia descobre central que funcionava como unidade móvel de golpes

Como se proteger de antenas falsas

O golpe da antena falsa explora uma brecha no 2G, que faz o celular aceitar dados de qualquer antena que conseguir interagir com ele, explicou Daniel Nunes, professor do Instituto Nacional de Telecomunicações.

"Nas gerações modernas, como 4G para cima, há uma autenticação de mão dupla: a rede autentica o dispositivo, e o dispositivo autentica a rede. No caso do 2G, a rede autentica o dispositivo, mas o dispositivo não autentica a rede", afirmou.

Com essa brecha, os criminosos interceptam o 4G e o 5G e forçam o celular do usuário a "cair" para o 2G. Assim, mesmo em um bairro movimentado, o aparelho entende que está em uma área remota, com menos cobertura de sinal.

"Isso é praticamente impossível de ser feito em móveis que estão do 4G para cima", explicou o professor, que recomenda manter o celular conectado apenas às redes mais modernas e impedir o acesso por meio de antenas 2G.

  • No Android, essa opção costuma ser encontrada em um caminho parecido com esse: Configurações > Conexões > Redes móveis. Em seguida, desative a opção "Permitir serviço 2G" – os nomes podem variar de acordo com a marca do celular.
  • No iPhone, siga este caminho: Ajustes > Privacidade e Segurança > Modo de Isolamento. Clique em "Ativar o Modo de Isolamento" e confirme a escolha – o recurso aumenta a segurança, mas limita o funcionamento de outros aplicativos.

Para evitar golpes via SMS, a orientação é não clicar em links nem atender a pedidos de instalação de aplicativos que chegam nessas mensagens. Outra medida importante é manter o sistema atualizado para ter recursos de segurança mais avançados.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Disney e TikTok fecham acordo para compartilhamento de vídeos curtos

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Empresa permitirá que criadores usem personagens e cenas de seus filmes e séries e exibirá vídeos da plataforma em seu serviço de streaming pela primeira vez.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 09h35m
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Disney e TikTok anunciam parceria inédita para uso de personagens em vídeos curtos — Foto: Divulgação
Disney e TikTok anunciam parceria inédita para uso de personagens em vídeos curtos — Foto: Divulgação

A Walt Disney e o TikTok anunciaram nesta quarta-feira (5) um acordo que permitirá aos criadores de conteúdo da plataforma usar personagens e cenas de filmes e séries da Disney em vídeos curtos. Trata-se da primeira parceria desse tipo entre a rede social e uma empresa tradicional de mídia.

Pelo acordo, uma seleção de vídeos será exibida tanto no TikTok quanto no serviço de streaming Disney+, informaram as empresas em comunicado.

No Disney+, o conteúdo ficará disponível em uma aba chamada Verts, criada para atrair o público mais jovem, acostumado a consumir vídeos verticais pelo celular. Será a primeira vez que vídeos do TikTok serão exibidos em outra plataforma.

  • 🔎 O TikTok dará aos criadores acesso a materiais de centenas de filmes e séries da Disney, incluindo produções de marcas como Pixar, Marvel, Star Wars e FX, segundo as empresas.

Um programa-piloto será lançado nos Estados Unidos nos próximos meses, com previsão de expansão para outros mercados. Os valores do acordo não foram divulgados.

O Disney+ e outros serviços de streaming vêm adotando cada vez mais os vídeos em formato vertical, que ganham espaço rapidamente nos Estados Unidos.

O Peacock, da Comcast, e o Paramount+ já passaram a oferecer séries nesse formato, enquanto a Netflix disponibiliza os Clips, vídeos curtos no estilo TikTok.

Além de ampliar a oferta de conteúdo do Disney+, a parceria com o TikTok pode ajudar a atrair mais espectadores para a plataforma.

Segundo dados do TikTok, os usuários da plataforma compartilharam, em média, 6,5 milhões de publicações por dia relacionadas a filmes e programas de TV no ano passado.

Quase metade dos participantes de uma pesquisa afirmou ter assistido a um filme ou a uma série depois de descobrir esse tipo de conteúdo no TikTok.

"Os melhores contadores de histórias são, antes de tudo, fãs", afirmou Asad Ayaz, diretor de marketing e de marca da Disney. "Essa colaboração cria uma nova ponte entre as histórias que contamos e a criatividade que elas inspiram."
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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

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Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle já assumiram cerca de R$ 5,654 trilhões em contratos, principalmente para data centers de inteligência artificial. Os compromissos ainda não aparecem como dívida nos balanços e evidenciam o tamanho da aposta das Big Techs na tecnologia.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 16h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes
Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes

Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados - conhecidos como data centers - que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).

Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.

Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial
Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.

A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.

Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.

Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.

Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.

Escritório da Oracle em Dubai — Foto: Oracle /Divulgação
Escritório da Oracle em Dubai — Foto: Oracle /Divulgação

Oracle concentra o maior risco

Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.

A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.

A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.

Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda - indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa - no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

Quanto cada empresa já comprometeu

A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.

A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).

A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

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