Total de visualizações de página

domingo, 10 de maio de 2026

'Pense fora da caixa': como evitar que IA enferruje seu cérebro

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


O GPS prejudicou nosso senso de direção. Os mecanismos de busca enfraqueceram a memória. Agora, cientistas alertam que a IA pode fazer o mesmo com habilidades que vão da criatividade ao pensamento crítico.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por BBC

Postado em 10 de Maio de 2.026 às 15h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.424    *..

Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória — Foto: Getty Images via BBC
Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória — Foto: Getty Images via BBC

Anos atrás, eu passei a me obrigar a usar inteligência artificial (IA) o máximo possível. Se pretendia escrever sobre o tema, também precisava usar a tecnologia. Mas uma série de estudos publicados no último ano começaram a me preocupar: será que estou prejudicando o meu cérebro nesse processo?

Esses estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória.

Outros levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar?

"De modo geral, sim", afirma Adam Greene, professor de neurociência e diretor do Laboratório de Cognição Relacional da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Segundo Greene, o tema envolve muitas nuances, mas a IA tende a assumir tarefas que antes exigiam esforço mental. "Há muitas evidências de que, se você deixa de exercitar determinados tipos de pensamento, sua capacidade de realizar esse tipo de raciocínio tende a se deteriorar."

Mesmo para quem não procura usar ferramentas como ChatGPT ou Claude, respostas geradas por IA já aparecem no topo das buscas do Google, enquanto grandes empresas de tecnologia aceleram a integração desses sistemas nos celulares. A tecnologia está cada vez mais difícil de evitar, mas há medidas que podem reduzir os principais riscos.

Para Jared Benge, professor e neuropsicólogo clínico da Escola de Medicina Dell, da Universidade do Texas, nos EUA, a questão é mais complexa do que parece. Usar IA não significa, automaticamente, que a tecnologia fará mal. Se a IA aliviar a carga mental e permitir foco em tarefas mais importantes, por exemplo, isso pode até trazer benefícios cognitivos.

"Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou?", questiona Benge. "A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim."

Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde.

Com isso em mente, conversei com alguns dos principais especialistas da área para entender como a IA pode ser usada sem prejudicar nossas capacidades mentais.

Com o que estamos preocupados?

Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de "demência digital", marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Recentemente, Benge, da Universidade do Texas, participou de uma meta-análise que analisou 57 estudos envolvendo mais de 411 mil adultos. Ao final, os pesquisadores não encontraram evidências de "demência digital". Pelo contrário: o uso de tecnologia parecia reduzir o risco de comprometimento cognitivo.

Mas isso não significa que não exista motivo para preocupação.

As pesquisas mostram que pessoas que dependem de sistemas de navegação por satélite, como GPS, deixam de formar mapas mentais do ambiente ao redor, e sua memória espacial tende a piorar com o tempo. Algo semelhante ocorreu com os mecanismos de busca, em um fenômeno que ficou conhecido como "efeito Google". Aparentemente, temos menos tendência a memorizar informações encontradas em buscadores porque acessá-las exige pouco esforço.

Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado.

A IA pode estar tornando as pessoas menos criativas, menos analíticas e prejudicando a memória, mas especialistas dizem que ainda é possível evitar esses efeitos — Foto: Getty Images via BBC
A IA pode estar tornando as pessoas menos criativas, menos analíticas e prejudicando a memória, mas especialistas dizem que ainda é possível evitar esses efeitos — Foto: Getty Images via BBC

"O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado", afirma Greene, da Universidade de Georgetown. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. A piada da festa de aposentadoria pode funcionar perfeitamente. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa.

"É como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos por você", diz Greene. "Você não ganha nada com isso."

Então, como usar IA sem deixar de exercitar o cérebro?

Não aceite a resposta da IA sem questionar

Um estudo recente mostrou que usuários mais frequentes de IA tiveram desempenho significativamente pior em um teste padrão de pensamento crítico. A explicação seria o hábito de transferir parte do raciocínio para sistemas automatizados, ou robôs. Os pesquisadores também observaram que muitas pessoas passam a confiar mais na IA do que no próprio julgamento, mesmo quando a ferramenta está errada. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de "rendição cognitiva".

O problema tende a ser maior quando o usuário conhece pouco o assunto. Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. "Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo", afirma Hank Lee, doutorando da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e coautor do estudo.

Para Lee, a solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio.

Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo.

Introduza mais esforço no processo de pesquisa

Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam se envolver ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção — Foto: Getty Images via BBC
Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam se envolver ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção — Foto: Getty Images via BBC

"Quando algo está diante de você, é comum acreditar que a informação já foi armazenada na memória de longo prazo, quando isso nem sempre acontece", afirma Barbara Oakley, professora emérita de engenharia da Universidade de Oakland, nos EUA, que pesquisa o funcionamento do aprendizado no cérebro.

Pesquisas iniciais indicam que a IA pode afetar a capacidade de retenção de informações. Um levantamento com 494 estudantes mostrou que usuários mais frequentes do ChatGPT relataram mais episódios de perda de memória. Avaliações feitas pelos próprios participantes não constituem prova científica definitiva, mas outros trabalhos apontam na mesma direção. Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta.

Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção. Também é possível pedir à IA que faça perguntas sobre o tema ou crie flashcards (cartões de revisão, em tradução livre).

O esforço faz diferença. Pode parecer excessivamente trabalhoso, mas a ideia é justamente introduzir algum grau de dificuldade no processo.

Deixe a página em branco por mais tempo

A IA é extremamente eficiente para gerar ideias. E esse é justamente o problema. Pesquisas indicam que pessoas que usam IA em tarefas criativas tendem a produzir ideias mais previsíveis e menos originais do que aquelas que não recorrem à tecnologia. Isso pode enfraquecer a sua capacidade criativa.

Segundo Greene, da Universidade Georgetown, a criatividade surge quando o cérebro estabelece conexões inesperadas. Quando essa tarefa é delegada à IA, parte desse exercício mental se perde. "Estamos preocupados com a perda desse 'músculo criativo'", afirma Greene. "A IA nos leva, de várias formas, a acreditar que está tornando as pessoas mais criativas."

Uma forma de evitar isso é colocar primeiro as próprias ideias no papel, ainda que de maneira incompleta ou confusa. Vale passar mais tempo diante da página em branco e escrever o que vier à mente. A qualidade inicial importa menos do que o processo.

O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas

Preste atenção



Se você chegou até aqui no texto, parabéns. Mas se você já começou a perder a atenção, você não está sozinho. Pode ser apenas que este texto esteja entediante. Mas há pesquisas que sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco. A IA pode intensificar esse problema: as respostas estão disponíveis instantaneamente, e há inúmeras maneiras de escapar do esforço e do desconforto. 

No entanto, a lógica é semelhante à das outras recomendações: optar conscientemente pelo caminho mais lento. Não peça ao ChatGPT para resumir aquele artigo longo. Passe algum tempo tentando resolver um problema difícil antes de recorrer a um robô. Permita-se sentir tédio. O desconforto faz parte do processo. É assim que o cérebro aprende a lidar e, eventualmente, a apreciar o esforço mental necessário para um pensamento mais profundo.

Cérebros humanos ainda importam

Não estou dizendo que as pessoas devem deixar de usar chatbots de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini. Mas tenho tentado usar essas ferramentas de maneira mais consciente, para garantir que eu continue pensando por conta própria. E isso pode nos deixar mais preparados para o futuro.

Segundo Greene, da Universidade Georgetown, o cérebro humano funciona de forma muito diferente da IA em aspectos fundamentais: somos capazes de criar conexões pessoais, inesperadas e genuinamente originais, algo que máquinas baseadas em probabilidade não conseguem reproduzir.

"A singularidade e a diversidade das ideias humanas serão de grande valor nos próximos anos", afirma Greene. Para ele, a necessidade de "pensar além dos robôs" tende a se tornar uma forma de adaptação social.

E, como lembra Benge, da Universidade do Texas, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie", afirma. "Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar."

As ferramentas mudam. Mas, ao que tudo indica, o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é muito mais difícil de automatizar.

sábado, 9 de maio de 2026

‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Irlanda está investigando Facebook e Instagram por suspeita de uso dos chamados padrões "sombrios" ou "obscuros" para manipular usuários. A internet está repleta dessas armadilhas. Saiba as mais comuns.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por Thomas Latschan

Postado em 09 de Maio de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.423    *..

Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash
Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash

Enquanto usuários, ainda temos controle sobre quais conteúdos nos são apresentados no Facebook ou no Instagram? Ou somos direcionados deliberadamente a algoritmos personalizados para que eles coletem mais dados sobre nós e aumentem o tempo que passamos nessas plataformas?

Essas são as questões centrais das investigações mais recentes da autoridade irlandesa de fiscalização de mídia contra a Meta, empresa‑mãe de ambas as redes sociais.

A autoridade está examinando se os sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram violam o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA, na sigla em inglês), criada para proteger cidadãos do bloco contra práticas desleais na internet.

Segundo a DSA, os usuários devem ter, a qualquer momento, a possibilidade de compreender e modificar os algoritmos de suas redes sociais.

Agora, no entanto, o foco é investigar se Meta usa interfaces manipulativas, conhecidas como "dark patterns" (padrões obscuros), para dificultar desnecessariamente essas opções de escolha.

Caso seja confirmada uma violação do DSA, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento anual global. No caso da Meta, isso poderia chegar a 20 bilhões de euros (R$ 116 bilhões).

Como funcionam os dark patterns?

Dark patterns são truques específicos de design na internet que têm como objetivo levar os usuários a fazer algo que, na verdade, não querem ou que não é de seu interesse.

Eles exploram, por exemplo, a comodidade das pessoas, a falta de tempo ou o medo de perder algo. Assim, os usuários são induzidos a realizar compras, contratar assinaturas ou divulgar dados pessoais.

No caso atual, a autoridade irlandesa de mídia investiga, por exemplo, se a Meta esconde deliberadamente, em vários submenus, a opção de alternar entre um feed personalizado e um feed puramente cronológico.

Também se analisa se a empresa simplesmente redefine essa configuração após o fechamento do aplicativo, para que os usuários, frustrados, acabem concordando com o feed personalizado apenas para não serem mais incomodados.

Outros exemplos similares

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos — Foto: REUTERS/Nathan Frandino
Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos — Foto: REUTERS/Nathan Frandino

A Meta está longe de ser a única empresa de internet suspeita de usar esse tipo de prática. Interfaces do gênero existem tanto em redes sociais quanto em lojas virtuais, jogos para celular ou outros aplicativos. E praticamente todos nós já devemos ter nos deparado com um ou outro desses exemplos.

Entre os dark patterns mais comuns estão:

  • Confirmshaming: em uma solicitação ao usuário, por exemplo, para autorizar o rastreamento de dados para publicidade personalizada, há duas opções. O botão de consentimento é grande e colorido; o de recusa, pequeno e cinza. Muitas vezes, este último também traz uma rotulagem manipuladora, como "Não, prefiro continuar vendo anúncios irrelevantes", como se a escolha fosse vergonhosa ou inferior.
  • Botões de "não" escondidos: frequentemente existe um botão "sim", enquanto a alternativa leva a "mais opções", obrigando o usuário a se clicar por vários submenus para finalmente selecionar "não". Em alguns casos, opções já vêm previamente marcadas (pre‑ticked boxes), e o usuário precisa desmarcá‑las ativamente.
  • Pressão artificial de tempo: comum em lojas online, com a exibição de cronômetros piscando ou avisos como "Só resta 1 item em estoque!" ou "X pessoas estão vendo este produto agora". Isso cria estresse e incentiva compras rápidas e pouco refletidas.
  • "Nagging" (importunação constante): o usuário é repetidamente incitado a realizar determinada ação, até que concorde apenas para se livrar do aviso irritante. Isso ocorre, por exemplo, em reservas de viagem feitas em várias etapas, nas quais a cada página reaparece a oferta de contratar um seguro adicional ou reservar assento mediante custo extra.
  • Modelo "pague ou aceite" (pay or okay): obriga o usuário a escolher entre pagar para usar um site sem anúncios ou concordar com o processamento de dados para publicidade personalizada. Organizações de defesa do consumidor criticam esse modelo por não oferecer uma escolha realmente equivalente, pressionando os usuários a liberar seus dados, já que a alternativa é paga.
  • "Hotel de baratas": é muito fácil se cadastrar ou assinar um serviço com poucos cliques, mas extremamente difícil cancelá‑lo. As opções de cancelamento ficam escondidas em submenus ou exigem carta escrita ou ligação telefônica. O termo vem de uma armadilha para baratas, na qual os insetos entram facilmente, mas não conseguem sair.

Períodos de teste gratuitos que se convertem automaticamente em assinaturas pagas se não forem cancelados com antecedência. Os custos posteriores costumam ser exibidos de forma muito discreta.

Como se proteger de dark patterns

Com o Digital Services Act, a UE teoricamente proibiu operadores de plataformas online de usar tais práticas. Usuários não podem ser enganados, manipulados ou impedidos de tomar decisões livres por meio do design de um site.

No entanto, os dark patterns frequentemente se movem em uma zona cinzenta jurídica. Não existe uma definição legal única e totalmente clara sobre a partir de quando um design é considerado "manipulativo".

Por isso, a conscientização continua sendo a melhor proteção contra esses truques. Existem inúmeros dark patterns na internet – tantos que organizações de defesa do consumidor e projetos científicos já catalogaram diversos exemplos e tornaram públicos os mecanismos por trás deles.

De modo geral, a Central Alemã de Defesa do Consumidor recomenda agir sempre com cautela na internet, não clicar rapidamente em botões pré‑definidos e verificar cuidadosamente caixas de seleção e carrinhos de compra. Além disso, usuários não devem se deixar pressionar a tomar decisões de compra apressadas nem permitir que sites provoquem sentimentos de culpa.

Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas'
Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas'

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Instagram confirma remoção de contas após usuários relatarem perda de seguidores

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Na rede social X, usuários relatam queda no número de seguidores desde quarta-feira (6).
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1

Postado em 07 de Maio de 2.026 às 10h30m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.422    *..

Ícone do Instagram em um smartphone. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração
Ícone do Instagram em um smartphone. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração

Usuários do Instagram vem relatando perda de seguidores desde quarta-feira (6). Nesta quinta (7), a Meta, dona da rede social, confirmou que desativou contas inativas como parte de um "processo rotineiro".

No X, são vários relatos de pessoas que viram o número de "seguindo" cair consideravelmente. "Instagram bugou de novo? Acordei com menos 200 seguidores 👀", escreveu um usuário. "Perdi 400 seguidores do nada", disse outra.

"Os seguidores ativos não foram afetados, e qualquer conta suspensa que tenha sido restaurada será incluída novamente na contagem após a verificação", afirmou a companhia (leia o comunicado na íntegra ao final da reportagem).

A empresa não informou o motivo da desativação dessas contas. Plataformas digitais, porém, costumam remover perfis inativos periodicamente. O WhatsApp, por exemplo, afirma que apaga contas após 120 dias sem uso.

Em sua central de ajuda, a Meta afirma que a remoção de contas invadidas ajuda a proteger a privacidade do usuário e a "integridade e a segurança dos seus dados e da sua conta".

A empresa diz analisar diferentes sinais para identificar se uma conta está ativa. Entre eles, estão publicações recentes de fotos e o ato de seguir outras contas.

O que diz o Instagram

Como parte do nosso processo rotineiro de remoção de contas inativas, algumas contas do Instagram podem ter notado atualizações na contagem de seguidores. Os seguidores ativos não foram afetados, e qualquer conta suspensa que tenha sido restaurada será incluída novamente na contagem após a verificação.

O que acontece com seus dados na internet quando você morre?
O que acontece com seus dados na internet quando você morre?


Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs
Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------