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domingo, 23 de agosto de 2026

IA pode estar freando salários antes de cortar empregos; veja profissões mais expostas e rankings

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Pesquisa com 321 ocupações nos EUA encontrou crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor entre profissionais mais expostos à tecnologia, mas não identificou efeito significativo sobre o emprego.
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Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Agosto de 2.024 às 06h00m

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Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia

O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta: os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar.

A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude.

O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%.

  • 🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial.

Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho.

A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores.

São elas:

  1. Programadores (0,75)
  2. Atendentes de customer service (0,70)
  3. Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67)
  4. Especialistas em prontuários médicos (0,67)
  5. Analistas de mercado e marketing (0,65)
  6. Transcritores médicos (0,64)
  7. Representantes de vendas não técnicas (0,63)
  8. Arquitetos de banco de dados (0,58)
  9. Analistas financeiros e de investimentos (0,57)
  10. Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52)
  11. Assistentes estatísticos (0,51)

📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia.

O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas.

Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais.

Exposição não significa perda de emprego

Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial.

O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida.

Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda.

  • Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024.
  • Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período.

Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente.

As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram:

  1. Locutores de rádio e DJs (-52,1%)
  2. Técnicos de radiodifusão (-29,5%)
  3. Diretores musicais e compositores (-17,8%)
  4. Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%)
  5. Árbitros e mediadores (-14,1%)
  6. Artesãos (-14,1%)
  7. Psicólogos organizacionais (-13,4%)
  8. Juízes e magistrados (-13,3%)
  9. Escritores e autores (-12,7%)
  10. Legisladores (-11,7%)

É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais.

O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego.

As maiores reduções observadas foram:

  1. Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%)
  2. Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%)
  3. Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%)
  4. Legisladores (-38,2%)
  5. Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%)
  6. Coreógrafos (-36,5%)
  7. Técnicos de radiodifusão (-36,2%)
  8. Operadores de telemarketing (-31,2%)
  9. Entrevistadores de crédito (-28,7%)
  10. Astrônomos (-27,8%)
Então o que a pesquisa conclui, de fato?

A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa.

Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho.

O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA.

Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada "compressão salarial" — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores.

Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas.

  • A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios.
  • Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto.
programador de sistemas — Foto: Sora Shimazaki/Pexels
programador de sistemas — Foto: Sora Shimazaki/Pexels

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sábado, 22 de agosto de 2026

Robô chinês bate o recorde mundial de Usain Bolt nos 100 metros em teste

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O robô, apelidado de Lightning, correu 100 metros em 9,32 segundos - 26 a menos que campeão jamaicano - e atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo.
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Por Redação g1

Postado em 22 de Agosto de 2.026 às 08h50m

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Um robô humanoide Honor Lightning corre após cruzar a linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim e Meia Maratona de Robôs Humanoides em Pequim, China, em 19 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
Um robô humanoide Honor Lightning corre após cruzar a linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim e Meia Maratona de Robôs Humanoides em Pequim, China, em 19 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

Um robô humanoide, desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor, correu 100 metros em 9,32 segundos, 26 segundos abaixo do recorde mundial de atletismo, pertencente ao jamaicano Usain Bolt, informou a emissora estatal chinesa neste sábado (22).

O robô, apelidado de Lightning, atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo durante um evento de teste preparatório para a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides.

O desempenho superou o recorde mundial masculino da prova dos 100 metros, de 9,58 segundos, estabelecido por Bolt no Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, em 2009.

Lightning também venceu a meia maratona de Pequim, de 21 km, em abril, com o tempo de 50 minutos e 26 segundos, mais rápido que o recorde mundial masculino de elite.

O robô tinha 169 cm de altura e pernas de 95 cm na meia maratona. Desde então, os pesquisadores alongaram suas pernas em 10 cm, para 1,05 metros, antes dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, informou a Televisão Central da China.

A China tem promovido robôs humanoides como uma indústria emergente estratégica, com formuladores de políticas e empresas apostando que os avanços em IA e hardware acelerarão sua implantação em aplicações de manufatura, logística e consumo.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

ANPD inicia monitoramento de redes sociais e ferramentas de IA para avaliar proteção de crianças e mulheres

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Facebook, Instagram, WhatsApp, TikTok, YouTube, ChatGPT e Gemini estão entre os serviços que terão de prestar informações à ANPD.
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Por Redação g1, g1 — São Paulo

Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 18h10m

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Criança no celular — Foto: Canva
Criança no celular — Foto: Canva

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta sexta-feira (21), duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos.

As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.

As companhias começaram a ser notificadas nesta sexta-feira e terão dez dias úteis, contados a partir do recebimento oficial da notificação, para responder aos questionamentos da agência reguladora.

Estas são as empresas monitoradas na primeira fase da fiscalização:

  • Redes sociais:
    Instagram
    Facebook
    WhatsApp (em relação à funcionalidade pública Canais)
    Telegram (em relação às funcionalidades Canais públicos e Grupos públicos)
    Tiktok
    X
    Discord
    Youtube
    Kwai
    Linkedin
    Snapchat
    Pinterest
    Reddit
Lojas e ferramentas de IA aparecem na segunda fase:

  • Lojas de aplicativos:
    App Store
    Google Play Store

  • Ferramentas de IA:
    Gemini
    Copilot
    Claude
    Deepseek
    ChatGPT
    Meta AI
    Perplexity

A seleção considerou fatores como o alcance dos serviços no mercado brasileiro, sua relevância para os usuários e os possíveis riscos relacionados à circulação de conteúdo publicado por terceiros.

O órgão regulador ressaltou que as investigações não abrangem comunicações privadas em aplicativos de mensagens ou serviços de e-mail, em respeito ao sigilo de dados garantido por lei.

No caso de aplicativos como WhatsApp e Telegram, a fiscalização se limitará às ferramentas públicas de compartilhamento e distribuição de conteúdo, como canais e grupos abertos.

O que a ANPD está monitorando

"Nesta primeira fase, as plataformas e lojas de aplicativo terão que responder sobre a existência e efetividade de estruturas de governança, mecanismos de transparência, sistemas de gestão e mitigação de riscos, procedimentos de moderação de conteúdo, canais de denúncia, medidas de proteção de usuários, entre outros pontos que as permitam cumprir as leis e normas brasileiras", diz a ANPD em nota.

Nas redes sociais, a ANPD monitora os mecanismos de proteção voltados a impedir o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais, especialmente quando podem atingir crianças, adolescentes e mulheres. A existência de canais de denúncia para esse tipo de publicação também está entre os pontos fiscalizados.

No caso das lojas de aplicativos, a fiscalização vai verificar se as plataformas contam com mecanismos capazes de impedir a criação e a disseminação desse tipo de conteúdo.

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