Total de visualizações de página

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Lula sanciona programa que reduz impostos para instalação e ampliação de data centers

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Programa é uma aposta do governo para ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados no país.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

Postado em 15 de Setembro de 2.026 à 13h20m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.529   $ *.#.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (15) o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o chamado Redata.

A medida cria incentivos fiscais para empresas que instalarem ou ampliarem os centros de processamento de dados no Brasil.

Na prática, o programa reduz a cobrança de impostos sobre equipamentos usados na instalação e na expansão de data centers. O texto também prevê benefícios tributários para a exportação de serviços prestados pelo setor.

A intenção do governo é atrair investimentos, ampliar a infraestrutura digital e aumentar a capacidade do Brasil de armazenar e processar dados, demanda que ganhou ainda mais importância com o avanço da inteligência artificial.

O que é um data center?

Data center, ou centro de dados, é uma estrutura que reúne equipamentos usados para armazenar, processar e distribuir grandes volumes de informações. Há, por exemplo, data centers voltados para serviços de nuvem e também para estruturas destinadas à operação dos sistemas de inteligência artificial.

O projeto que criou o Redata foi apresentado neste ano por José Guimarães (PT-CE), quando ele ainda exercia o mandato de deputado federal, antes de assumir o cargo de ministro. A proposta foi aprovada, neste mês, no dia 1º de setembro no Senado.

O texto substituiu uma medida provisória do governo federal, editada em setembro de 2025, que havia perdido a validade em fevereiro deste ano sem ter sido votada pelo Congresso Nacional.

Além dos incentivos tributários, o programa também estabelece contrapartidas para as empresas e traz exigências relacionadas a investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade.

O que as empresas terão que fazer?

Para receber os benefícios fiscais, as empresas precisarão aderir ao Redata e cumprir uma série de requisitos.

Entre eles, estão:

  • destinar ao mercado brasileiro pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados;
  • investir pelo menos 2% do valor dos produtos adquiridos com os benefícios do Redata em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados à indústria digital;
  • garantir o fornecimento da energia necessária para o funcionamento dos data centers, seja por contratos de fornecimento, seja por geração própria, seguindo as exigências previstas no programa.

O texto também prevê recursos para programas de desenvolvimento industrial e tecnológico, com atenção especial às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Aposta do governo

O Redata faz parte de uma estratégia do governo para tentar ampliar a infraestrutura digital brasileira.

Lula já vinha defendendo a atração de investimentos em data centers e o aumento da capacidade do país de armazenar e processar informações, principalmente diante da expansão da inteligência artificial.

Energia e consumo de água

A sustentabilidade é um dos pontos previstos no programa e também está no centro das críticas de ambientalistas à expansão dos data centers, principalmente por causa do alto consumo de água dessas estruturas.

As empresas que aderirem ao Redata terão que divulgar relatórios sobre suas instalações. Os documentos deverão informar, entre outros dados, o Índice de Eficiência Hídrica (WUE, na sigla em inglês) e as fontes de energia utilizadas para atender à demanda dos data centers.

O programa também estabelece regras para o uso de fontes renováveis ou de baixa emissão de carbono no fornecimento de energia.

A preocupação ambiental está relacionada ao alto consumo de recursos dessas estruturas.

Data centers funcionam 24 horas por dia e concentram uma grande quantidade de equipamentos, que geram calor durante o processamento de dados. Por isso, precisam de sistemas de refrigeração constantes, o que aumenta o consumo de energia e, dependendo da tecnologia utilizada, também de água.

Cenário internacional

O avanço da inteligência artificial ocorre em meio a uma transformação tecnológica que tornou dados, chips e capacidade de processamento cada vez mais estratégicos na disputa entre as principais potências.

Os países têm ampliado investimentos em infraestrutura para desenvolver seus próprios sistemas de IA e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira. Nesse cenário, o governo brasileiro passou a tratar data centers, infraestrutura tecnológica e armazenamento de dados como áreas estratégicas para ampliar a autonomia tecnológica do país e sua capacidade de atrair investimentos.

Pontos ainda serão regulamentados

Datacenters funcionam 24 horas por dia e concentram uma grande quantidade de equipamentos — Foto: Gabriella Ramos/g1
Datacenters funcionam 24 horas por dia e concentram uma grande quantidade de equipamentos — Foto: Gabriella Ramos/g1

Apesar da sanção do Redata, parte das regras para o funcionamento do programa ainda precisa ser regulamentada pelo governo.

Entre os pontos em discussão está a definição do que poderá ser considerado uma fonte de energia de baixo carbono para o cumprimento das exigências ambientais do programa.

O governo avalia, por exemplo, se o gás natural poderá entrar nessa classificação e qual será o alcance de eventuais mecanismos de compensação de emissões.

Esses critérios deverão ser detalhados em uma portaria, que deve definir também outras regras necessárias para a adesão das empresas ao regime.

"E é natural q a regulamentação venha depois e a portaria para o que o decreto deixa em aberto. E n temos posição fechada ainda sobre compensação, estamos discutindo. E vamos analisar para portaria. " afirmou Ceron, secretário-executivo da Fazenda.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


As informações constam em um relatório ao qual o jornal 'The New York Times' teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1

Postado em 10 de Setembro de 2.026 às 16h20m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.528   $ *.#.

Anthropic — Foto: Reuters
Anthropic — Foto: Reuters

A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas.

As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem.

O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia.

Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos.

Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução.

A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão.

"O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT".

'Brincando com vidas'

A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas".

Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação.

"Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X

"As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.

 Rússia

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Jacob Coxon, britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos nas duas empresas com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por France Presse

Postado em 09 de Setembro de 2.026 às 10h00m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.527   $ *.#.

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon — Foto: X/Reprodução
O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon — Foto: X/Reprodução

Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de "brincar com as nossas vidas".

Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic. 

"Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X.

"As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.

A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento.

Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década.

Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado "autoaperfeiçoamento recursivo", uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana.

egundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada.

"Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro - acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco", afirmou.

Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos.

No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional.

OpenAI e Anthropic — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration
OpenAI e Anthropic — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------