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quarta-feira, 22 de julho de 2026

OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes'

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Empresa informou que algumas de suas IAs invadiram uma startup. Empresa disse que seu agente estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades.
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TOPO
Por BBC

Postado em 22 de Julho de 2.026 às 10h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Logo da OpenAI, dona do ChatGPT — Foto: AP Photo/Michael Dwyer
Logo da OpenAI, dona do ChatGPT — Foto: AP Photo/Michael Dwyer

A OpenAI informou que alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados agiram por conta própria e invadiram uma startup após a empresa perder o controle sobre eles durante um teste de segurança.

A criadora do ChatGPT declarou que seu agente — um sistema de IA capaz de operar autonomamente após receber instruções iniciais de humanos — estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades.

O sistema teve como alvo a Hugging Face, uma das maiores plataformas do mundo para compartilhamento de modelos de IA, obtendo acesso a alguns sistemas internos da empresa.

A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes" e afirmou estar conduzindo uma investigação em conjunto com a Hugging Face.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, declarou em uma publicação no X que era "impressionante que tudo isso tenha acontecido de forma autônoma". "A investigação está em andamento, e compartilharemos mais aprendizados sobre o que pode ser o primeiro incidente desse tipo", acrescentou.

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Ambientes de teste (sandboxes) inseguros

Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, disse ao programa Today, da BBC Radio 4, que os testes de segurança — conhecidos como sandboxes — "deveriam ser ambientes seguros onde é possível observar do que os modelos são capazes".

"Neste caso, parece que a OpenAI não criou um ambiente de teste suficientemente seguro", acrescentou ela.

Em vez disso, os agentes criaram seu próprio ataque cibernético contra o ambiente de teste, encontrando uma vulnerabilidade que lhes permitiu escapar.

Uma vez fora, a IA identificou a Hugging Face como uma provável fonte das respostas que buscava no teste e tentou obter acesso.

Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge, classificou o feito como "impressionante", mas ressaltou que ele "está totalmente dentro das capacidades conhecidas da geração atual" de modelos de IA de alto desempenho.

Ele observou que a OpenAI busca abrir seu capital na bolsa de valores e enfrenta forte pressão da rival Anthropic, que ganhou destaque com sua própria ferramenta de IA poderosa, a Mythos.

"A OpenAI está agora correndo atrás do prejuízo; eles estão tentando demonstrar as capacidades de seus próprios sistemas em segurança cibernética."

"Isso nos mostra que a OpenAI não é capaz de implementar sua própria tecnologia com segurança", acrescentou.

Em seu comunicado inicial sobre a invasão, em 16 de julho, a Hugging Face informou que ainda estava avaliando se dados de clientes ou parceiros haviam sido afetados e que entraria em contato com as partes atingidas, se necessário.

A empresa afirmou que já corrigiu as vulnerabilidades apontadas pelo incidente e reconstruiu os sistemas afetados.

"Ferramentas ofensivas autônomas impulsionadas por IA já não são algo teórico", declarou a empresa. "Defender uma plataforma online agora significa tratar os dados e a superfície do modelo como uma superfície de ataque de primeira ordem, e utilizar IA na defesa para acompanhar o ritmo.

"Continuaremos investindo nessa área e compartilhando o que aprendermos."

'Momento de reflexão'

O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa.

Spencer Starkey, executivo da empresa de cibersegurança SonicWall, disse à BBC que o episódio deixou claro que as organizações precisam "intensificar" suas defesas e "tratar a resiliência cibernética como uma prioridade operacional fundamental".

"A verdade desconfortável é que muitas organizações ainda se defendem na velocidade humana, enquanto os adversários estão avançando para a velocidade das máquinas", afirmou.

Enquanto isso, Travis Lelle, engenheiro-chefe de segurança da consultoria Guidepoint Security, disse que a atualização marcou um "momento de reflexão na cibersegurança". "Isso evidencia uma assimetria conhecida", disse ele.

"Os agentes ofensivos não têm restrições, enquanto as melhores ferramentas de defesa estão limitadas por mecanismos de controle que não conseguem compreender o contexto."

No entanto, Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, observou que o anúncio também poderia ter uma dimensão competitiva.

Ele argumentou que a OpenAI pode estar tentando destacar suas próprias capacidades de IA, uma vez que a rival Anthropic atrai cada vez mais atenção com seu modelo Claude Mythos.

"Isso levanta a questão de se a OpenAI estaria tentando alcançar o sucesso de marketing da Anthropic", disse.

O fato ocorre uma semana após a startup chinesa de IA Moonshot apresentar o Kimi K3 — um novo e gigantesco modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, pode rivalizar com as principais companhias dos EUA.

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

VÍDEO: Avião completa primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico

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Fabricante de motores aeronáuticos disse que seu sistema de propulsão permitiu à aeronave fazer um voo de duas horas de duração e alcançar 30 mil pés de altitude.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 20 de Julho de 2.026 às 20h00m
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Como foi o primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico
Como foi o primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico

A fabricante de motores aeronáuticos GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (20) que concluiu o primeiro voo do mundo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica.

O voo de duas horas de duração alcançou 30 mil pés de altitude (9 km) e foi feito em uma versão por uma versão modificada do avião Saab 340. A aeronave já vinha fazendo testes desde maio, incluindo uma viagem com escalas sobre o Oceano Atlântico.

A pesquisa da GE Aerospace está sendo realizada em parceria com a Nasa, a Boeing e a fabricante de aeronaves elétricas Beta Technologies, em um momento em que fabricantes projetam componentes de propulsores que equiparão sucessores dos aviões Boeing 737 e do Airbus A320neo.

Os defensores da ideia afirmam que a combinação de propulsão tradicional e elétrica pode ser usada para ajudar as aeronaves a atingirem altitudes maiores mais rapidamente e contribuir para metas ambiciosas de redução do consumo de combustível e das emissões.

Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica — Foto: Divulgação/GE Aerospace
Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica — Foto: Divulgação/GE Aerospace

A hibridização é uma das quatro principais áreas de pesquisa para o conceito de motor RISE que está sendo testado pela fabricante de motores CFM, de propriedade conjunta da GE e da francesa Safran.

Isso também inclui um projeto radical de ventilador aberto, embora a empresa esteja trabalhando em uma alternativa tradicional fechada chamada AD-L ou ADNB, segundo reportagem da Reuters.

 Após anos de ilustrações artísticas e imagens computadorizadas, os fabricantes de motores estão competindo para demonstrar o progresso em direção à economia de combustível e à durabilidade exigidas da próxima geração de motores, prevista para o final da próxima década.

As rivais Pratt & Whitney e Rolls-Royce devem apresentar atualizações sobre suas próprias pesquisas em motores ainda nesta semana.

Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica — Foto: Divulgação/GE Aerospace

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domingo, 19 de julho de 2026

'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

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Aparelho com a imagem do argentino é um Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda será lançado pela Samsung. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há um iPhone 17 Pro vendido por cerca de R$ 58 mil.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 19 de Julho de 2.026 às 07h00m
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Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil — Foto: Divulgação/Caviar
Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil — Foto: Divulgação/Caviar

Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil.

O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.

Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.

A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).

A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.

A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português.

Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo — Foto: Divulgação/Caviar
Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo — Foto: Divulgação/Caviar

As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.

O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.

Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo.

Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo — Foto: Divulgação/Caviar
Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo — Foto: Divulgação/Caviar

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