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sábado, 6 de junho de 2026

Análise: Batalha subaquática intensifica com ameaças a cabos e oleodutos

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Pacto AUKUS (entre Austrália, Reino Unido e EUA) cria veículos não tripulados para combater riscos
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Tim Lister, da CNN
06/06/26 às 08:00 | Atualizado 06/06/26 às 08:00
Postado em 06 de Junho de 2.026 às 08h30m
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O logotipo do AUKUS é exibido durante a Security Equipment International (DSEI) no London Excel, em 09 de setembro de 2025, em Londres, Inglaterra  • John Keeble/Getty Images

Os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido deram um grande passo no combate às crescentes ameaças a oleodutos e cabos submarinos, que transportam enormes quantidades de energia e dados pelo mundo.

Os três governos planejam desenvolver novos veículos submarinos não tripulados como parte do pacto de defesa trilateral AUKUS.

O acordo foi anunciado durante uma reunião dos ministros da Defesa dos três países em Cingapura, com as primeiras entregas previstas para o próximo ano.

Governos ocidentais enxergam um risco crescente de sabotagem russa e chinesa aos cabos submarinos e também estão preocupados com a possibilidade de o Irã tentar explorar as diversas redes de dados que atravessam as águas rasas do Golfo Pérsico.

"O leito marinho é um campo de batalha, disse o ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, em Cingapura, pedindo medidas mais rigorosas contra os chamados navios da frota sombra.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido severamente crítico em relação aos aliados europeus por gastarem pouco com defesa e não ajudarem a restaurar a liberdade de navegação no Golfo. Ainda assim, os EUA continuaram a colaborar com governos da Europa e da Ásia em novas tecnologias de defesa, especialmente drones.

O programa vai aprimorar as capacidades de reconhecimento e ataque das três nações, e reforçar a superioridade em guerra anti-submarino e anti-superfície, assim como medidas contra minas, informou o AUKUS.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os veículos seriam altamente adaptáveis e apoiarem operações submarinas, mantendo nossa vantagem coletiva no domínio marítimo.

O novo projeto do AUKUS vai aprimorar a capacidade dos três países de responder a ameaças, incluindo aquelas direcionadas a cabos e oleodutos submarinos, por meio de uma série de sensores e sistemas de armas de ponta para drones submarinos, disse o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey.

Marles afirmou que os cabos de internet submarinos –as artérias da civilização moderna– estão sendo cortados em um ritmo sem precedentes, com nações insulares como a Austrália particularmente vulneráveis.

Nos últimos 18 meses, testemunhamos uma série de ataques contra infraestrutura crítica submarina em uma escala e frequência historicamente sem precedentes, disse ele.

O governo do Reino Unido também destacou a vulnerabilidade das autoestradas digitais do mundo.

Todo pagamento internacional, todo comércio transfronteiriço executado em milissegundos, todo fluxo de dados entre empresas aqui no Reino Unido e mercados no exterior — tudo viaja pelo leito marinho, disse a ministra de Telecomunicações Liz Lloyd na sexta-feira.

Uma rede vulnerável

Cerca de 570 cabos (além de outros 80 planejados) transportam entre 95% e 99% dos dados de telecomunicações intercontinentais do mundo. Cabos de fibra óptica podem transmitir terabits por segundo; satélites lidam com volumes muito menores.

Redes de cabos de energia verde, que transportam eletricidade, também estão começando a se espalhar pelos leitos marinhos do mundo.

No mês passado, o Reino Unido afirmou ter rastreado três submarinos russos realizando, de forma secreta, levantamento de cabos submarinos no Atlântico Norte.

Healey alertou o presidente russo, Vladimir Putin:Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos. E você deve saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá sérias consequências.

Uma investigação parlamentar do Reino Unido alertou no ano passado que a infraestrutura do país poderia ser alvo em uma crise, acrescentando quenão tinha confiança de que o Reino Unido conseguiria impedir tais ataques ou se recuperar dentro de um período de tempo aceitável.

A Marinha do Reino Unido já está explorando a criação de uma força híbrida que incorpora o uso amplo de drones subaquáticos para combater ameaças russas no Atlântico.

A Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas da Rússia desenvolveu submarinos especializados para esse tipo de missão de vigilância, segundo reportagens anteriores da CNN.

A CNN também já relatou preocupações entre agências de inteligência europeias sobre atividades de sabotagem e espionagem realizadas pela chamada frota sombrarussa de petroleiros.

Desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, ocorreram vários incidentes no Mar Báltico envolvendo danos a gasodutos e cabos de internet.

O surgimento de enormes centros de dados de inteligência artificial ao redor do mundo aumentou a importância das redes de cabos submarinos.

Vários desses centros estão sendo desenvolvidos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Eles exigem segurança física e formas de entregar grandes volumes de serviços digitais a clientes fora da região por meio de uma rede de cabos de fibra óptica submarinos.

O conflito no Golfo tem interrompido planos da gigante de tecnologia norte-americana Meta e de seus parceiros para desenvolver o projeto 2Africa Pearls no Golfo, uma extensão de um sistema de cabos submarinos de 45.000 quilômetros.

Cerca de meia dúzia de cabos submarinos principais passam sob o Estreito de Ormuz, transportando um enorme volume do tráfego global de internet para comércio eletrônico, serviços em nuvem, bancos e comunicações.

A mídia estatal iraniana tem destacado a vulnerabilidade desse corredor, com a agência semioficial Tasnim recentemente publicando um mapa dos cabos submarinos que passam pelo Estreito de Ormuz e descrevendo-os como altamente vulneráveis.

Todos os cabos de fibra óptica que passam pelo Estreito de Ormuz deveriam estar sujeitos a permissões de supervisão e taxas soberanas, escreveu o veículo semioficial iraniano Khabar Online no sábado.

Quase todos os cabos submarinos passam pelo Mar Vermelho, transportando a grande maioria do tráfego de dados entre Europa, Ásia e África.

Assim como no Estreito de Ormuz, uma interrupção nessa região — seja no transporte marítimo, nos cabos submarinos ou em ambos — teria consequências econômicas rápidas e amplas.

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inglês

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Google promete devolver mais água do que consome em data centers até 2030

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Plano prevê investimentos em projetos hídricos, proteção de bacias hidrográficas e mudanças no resfriamento para reduzir impacto ambiental.
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Por Redação g1, g1 — São Paulo

Postado em 03 de Junho de 2.026 às 15h00m
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Vista aérea de um data center de propriedade da multinacional americana e empresa de tecnologia Google em Santiago — Foto: Getty Images
Vista aérea de um data center de propriedade da multinacional americana e empresa de tecnologia Google em Santiago — Foto: Getty Images

O Google anunciou, nesta quarta-feira (3), um plano para reduzir o impacto sobre a água usada no resfriamento de seus data centers, incluindo os que operam com inteligência artificial.

O plano é dividido em cinco etapas. A primeira é a mais ambiciosa e prevê repor mais água do que a consumida no resfriamento dos data centers até 2030, ao menos nos Estados Unidos.

Para atingir essa meta, a empresa afirma que ampliará o número de projetos voltados à gestão da água nas regiões onde ficam seus data centers e nas bacias hidrográficas próximas. Segundo o Google, a expansão desses projetos envolve um investimento de US$ 17 milhões, cerca de R$ 86,1 milhões na conversão direta.

Outras etapas incluem apoio à modernização dos sistemas de abastecimento e tratamento de água nessas cidades. Isso inclui projetos que vão desde o reforço do abastecimento local até a detecção de vazamentos em tubulações, disse o Google em nota.Agora no g1

Uma análise mais detalhada das bacias hidrográficas para novos data centers também está entre as propostas. No documento, o Google afirma que, se o uso de água representar risco ao meio ambiente ou ao abastecimento local, passará a adotar resfriamento a ar ou com água de reuso.

Por que data centers usam tanta energia e água?

Operar um data center exige uma estrutura complexa de energia para que todos os equipamentos funcionem e sejam refrigerados de forma adequada.

Como podem ser usados por milhões de pessoas, esses espaços devem funcionar 24 horas por dia. Para garantir isso, as empresas adotam geradores e até suas próprias subestações de energia.

O treinamento dos modelos de IA mais conhecidos envolve um enorme volume de dados e só pode ser feito com chips de processamento modernos, que exigem mais energia e, por isso, esquentam mais.

Com equipamentos mais quentes, a única forma de controlar a temperatura é adotar um sistema de resfriamento líquido, por água ou óleo – data centers de nuvem podem ser refrigerados a ar porque consomem menos energia.

Data centers refrigerados a água preocupam por conta do alto consumo. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside.

O Brasil tem cerca de 180 data centers em funcionamento. Nenhum deles é voltado para inteligência artificial, mas quatro projetos desse tipo já foram anunciados no país. Eles poderão ter consumo de energia equivalente ao de 16,4 milhões de casassaiba mais sobre os projetos.

Como funciona um data center por dentro — Foto: Dhara Assis e Gui Sousa/g1
Como funciona um data center por dentro — Foto: Dhara Assis e Gui Sousa/g1

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo

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Rodada bilionária fez empresa de inteligência artificial ultrapassar a OpenAI pela primeira vez e reforçou expectativas de uma abertura de capital ainda neste ano.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 29 de Maio de 2.026 às 10h30m
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A Anthropic informou nesta quinta-feira (28) que arrecadou US$ 65 bilhões (R$ 328 bilhões) em uma nova rodada de financiamento. Com isso, a empresa responsável pelo Claude passou a ser avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), superando pela primeira vez sua rival OpenAI antes de uma esperada abertura de capital.

Fundada em San Francisco por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic quase triplicou seu valor de mercado em apenas três meses. Em fevereiro, a empresa havia sido avaliada em US$ 380 bilhões (R$ 1,9 trilhão).

A nova rodada foi liderada pelos fundos Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O pacote também inclui US$ 15 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em aportes já anunciados por empresas de computação em nuvem, entre elas a Amazon, que respondeu sozinha por US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões).

"Esses recursos nos ajudarão a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na vanguarda da pesquisa e levar o Claude a mais ambientes de trabalho", declarou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.A Anthropic afirma que sua receita anualizada — uma projeção baseada no desempenho recente da empresa — ultrapassou US$ 47 bilhões. Em fevereiro, quando realizou a rodada anterior de financiamento, esse número era de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões).

O avanço reflete a rápida adoção de ferramentas voltadas a empresas, como o Claude Code, assistente de programação desenvolvido pela companhia.

A estratégia da Anthropic difere da adotada inicialmente pela OpenAI. Enquanto a dona do ChatGPT ganhou espaço primeiro entre consumidores, a Anthropic concentrou esforços em soluções voltadas ao mercado corporativo.

O crescimento acelerado, porém, também aumentou a pressão sobre a infraestrutura da empresa. A Anthropic enfrenta dificuldades para atender à demanda por capacidade computacional diante da escassez global de chips e servidores.

Para ampliar sua estrutura, a companhia fechou recentemente acordos com Amazon, Google e Broadcom para garantir mais capacidade de processamento, além de uma parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk.

Agora avaliada acima da OpenAI — que atingiu US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em sua última rodada de financiamento, realizada em março —, a Anthropic passou a ser apontada por analistas como uma das candidatas a abrir capital ainda neste ano.

A OpenAI também se prepara para avançar em seus planos de abertura de capital, segundo veículos internacionais. Já a SpaceX divulgou sua documentação preliminar na semana passada, em meio às expectativas de uma das maiores estreias recentes no mercado financeiro.

Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration
Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration

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