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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Grupo de hackers diz ter roubado dados de quase 50 empresas, incluindo Philips e Shell

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Cl0p afirma ter explorado falhas em softwares usados por empresas de engenharia e fabricação; companhias confirmam tentativas de invasão, mas não há confirmação independente de que os dados tenham sido roubados.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 13 de Agosto de 2.026 às  2010m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais — Foto: Kevin Horvart/Unplash
Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais — Foto: Kevin Horvart/Unplash

Um grupo de hackers conhecido por explorar falhas de segurança em softwares para atacar várias empresas ao mesmo tempo afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 companhias em todo o mundo, incluindo Philips, Shell, Fiserv e General Eletric.

A alegação foi publicada no site do próprio grupo.

A Philips confirmou que foi alvo do grupo Cl0p e informou que identificou e conteve uma tentativa de invasão a um servidor corporativo ligado a dados internos. Segundo a empresa, o incidente não afetou os ambientes de clientes.

A Shell disse que está ciente de um "possível incidente" recente e que trabalha com suas equipes de segurança e especialistas externos para investigar o caso.

Ataque hacker tira sites de prefeituras do ar Invasão atinge
Ataque hacker tira sites de prefeituras do ar Invasão atinge

Já a Fiserv afirmou que conhece as alegações dos hackers, mas que, após uma análise completa realizada até o momento, não encontrou evidências de comprometimento de dados de clientes, informações bancárias, transações ou dados pessoais, nem de impacto em seus sistemas.

A General Eletric não respondeu aos pedidos de comentário.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente se os hackers realmente roubaram os dados, nem qual seria o volume ou o tipo de informação obtida. O grupo Cl0p também não respondeu aos pedidos de entrevista.

Ainda não está claro como os invasores acessaram as empresas

Apesar da icnerteza de como as empresas foram hackeadas, a Ransom-ISAC, organização que compartilha informações sobre ameaças cibernéticas, alertou em 22 de julho que o Cl0p estava explorando falhas de segurança nos programas PTC Windchill e FlexPLM, softwares usados por empresas para gerenciar projetos de engenharia e processos de fabricação.

A PTC, empresa responsável pelos programas, não comentou o caso.

Desde 18 de junho, ela publicou diversos alertas de segurança orientando seus clientes a instalar uma atualização que corrige a vulnerabilidade e informando sobre ataques contra seus produtos.

Hacker — Foto: DC Studio/Freepik
Hacker — Foto: DC Studio/Freepik

Segundo Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta da Ransom-ISAC, algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p entre 19 e 20 de julho.

Ele afirma que o grupo não costuma escolher vítimas específicas, mas sim explorar uma mesma falha em softwares amplamente utilizados.

“Eles não atacam uma empresa específica. Eles encontram uma vulnerabilidade de dia zero e exploram essa falha”, disse Parsons.

Uma vulnerabilidade de dia zero é uma falha de segurança desconhecida pelo fabricante do software e que ainda não possui correção disponível, tornando milhares de usuários potenciais alvos de ataques simultâneos.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O que realmente acontece com seus dados quando você clica em 'deletar'?

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Um equívoco comum é achar que deletar equivale a apagar totalmente os dados, mas esta visão está, em grande parte, errada.
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TOPO
Por Dana Lungu

Postado em 13 de Agosto de 2.026 às 06h00m
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Um equívoco comum é achar que "deletar" significa "apagar", mas, em grande parte, a ideia está errada — Foto: Bruno Saito/Pexels
Um equívoco comum é achar que "deletar" significa "apagar", mas, em grande parte, a ideia está errada — Foto: Bruno Saito/Pexels

"Deletar" é algo comum na vida moderna. Estamos sempre enviando arquivos e pastas para a lixeira de nossos aparelhos e, muitas vezes, nos livramos de contas pessoais indesejadas. Mas você sabe o que realmente acontece quando você clica no botão "deletar"?

O processo de exclusão costuma ser mal explicado pelos provedores de tecnologia. A falta de transparência sobre como as solicitações são processadas e a ausência de uma confirmação clara de que os dados foram removidos são frequentemente destacadas em pesquisas.

Essas questões não se limitam aos sistemas operacionais. Em plataformas de mídia social e em uma ampla gama de serviços por assinatura, os mecanismos de exclusão costumam ser igualmente pouco claros. Tais equívocos podem ter sérias implicações para o bem-estar dos usuários, expondo-os a vulnerabilidades de segurança e problemas de privacidade.

Uma complicação adicional é que muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental – uma condição apelidada de "diagrafofobia".

Embora não se trate de uma patologia reconhecida, estudos sobre o comportamento de acumulação digital mostram que algumas pessoas ficam muito ansiosas com a ideia de perder ou excluir acidentalmente informações pessoais, como fotos e músicas.

Essas preocupações aumentam a quantidade de dados pessoais que não são acessados, mas também não são excluídos, ficando expostos a um possível uso indevido.

Deletar x apagar

Um equívoco comum é achar que "deletar" significa "apagar" – a ideia de que, uma vez que um item excluído não esteja mais visível, ele tenha sido completamente apagado, sem possibilidade de recuperação. Isso está, em grande parte, errado.

Quando os usuários deletam arquivos – movendo-os para a lixeira e, em seguida, excluindo-os permanentemente –, os dados não são, na verdade, apagados.

Em vez disso, o sistema marca o espaço de armazenamento como reutilizável e atualiza os metadados para desvincular o arquivo.

Mas o conteúdo subjacente muitas vezes permanece recuperável com as ferramentas certas, especialmente quando os dados estão duplicados em vários sistemas ou dispositivos.

Muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental — Foto: Ujesh Krishnan/Unsplash
Muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental — Foto: Ujesh Krishnan/Unsplash

Formas mais robustas de exclusão incluem a destruição física do meio de armazenamento, a sobrescrita dos blocos de memória com novos dados para ocultar o original, ou a criptografia dos dados seguida da destruição da chave.

Tais métodos, no entanto, podem ser caros ou tornar o dispositivo de armazenamento inutilizável (por exemplo, ao sobrescrever dados em mídias magnéticas). As características da infraestrutura em nuvem também representam desafios para a exclusão segura de dados.

Da mesma forma, o conteúdo em redes sociais públicas pode não ser realmente apagado após a exclusão devido a respostas, comentários e arquivos da internet, que podem armazenar as postagens de alguma forma. O significado de um tuíte excluído pode, por exemplo, ser recriado com base em respostas e menções.

Contas 'zumbis'

Outro equívoco é achar que excluir um aplicativo de um dispositivo apaga automaticamente a conta associada. Os usuários frequentemente deixam contas de aplicativos móveis sem excluir porque não sabem de sua existência, já que excluíram o aplicativo relacionado.

São as chamadas contas "zumbis" – perfis abandonados em uma ampla variedade de serviços, desde aplicativos de compras e armazenamento até namoro, finanças e streaming.

Milhões de usuários têm contas zumbis, com dados pessoais que estão vulneráveis a ataques cibernéticos e violações de dados.

O crescimento exponencial da IA levanta uma outra questão: os dados podem realmente ser excluídos depois de terem sido usados para treinar modelos de IA? Os módulos de aprendizado de máquina memorizam facilmente os dados com os quais foram treinados, mas "desaprender" é difícil.

Em teoria, pessoas na Europa e em muitos outros países ao redor do mundo têm um "direito de ser esquecido" previsto em lei. Isso significa que podem solicitar o apagamento total de quaisquer dados pessoais que uma plataforma ou empresa possa ter.

Os desenvolvedores de IA são considerados controladores de dados de acordo com as leis do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da UE, por exemplo, e estão sujeitos a essa obrigação.

Mas não há diretrizes claras sobre como a exclusão deve ser aplicada nos sistemas de IA. Os órgãos reguladores podem solicitar a exclusão, mas as empresas de IA podem argumentar que a conformidade é inviável devido a restrições técnicas.

ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe — Foto: Solen Feyissa/Unsplash
ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe — Foto: Solen Feyissa/Unsplash

Exclusão explicável

Para combater os riscos decorrentes da exclusão incompleta, acredito que haja uma necessidade urgente de fornecer informações concisas, acessíveis e claras sobre como a exclusão realmente funciona.

Uma abordagem possível é a "exclusão explicável" – um protocolo desenvolvido por Marvin Ramokapane no Centro Nacional de Pesquisa sobre Privacidade, Redução de Danos e Influência Adversária Online (Rephrain), sediado na Universidade de Bristol, Reino Unido.

A intenção é tornar os processos de exclusão mais transparentes e compreensíveis, sem sobrecarregar o usuário com informações excessivas de uma só vez.

A exclusão explicável divide as informações em seis categorias: o quê, como, quando, quem, onde e por quê (veja o diagrama). Cada uma oferece ao usuário informações sucintas sobre essa parte do processo.

A exclusão explicável foi projetada para dar aos usuários controle sobre suas ações, autonomia para escolher o tipo de exclusão mais adequado para eles e a garantia de que as ações desejadas foram realizadas. Ela também pode amenizar a ansiedade de perder dados acidentalmente, oferecendo opções para recuperação.

Embora a exclusão explicável ainda não tenha sido adotada na prática, os provedores de serviços — tanto plataformas quanto desenvolvedores — poderiam aumentar a confiança dos usuários ao adotar tais protocolos. Essa estrutura também pode servir como prova de conformidade com as normas do GDPR da UE e com o direito ao esquecimento.

A maioria de nós usa sistemas que coletam e armazenam nossos dados diariamente. Se esses sistemas explicassem claramente o que armazenam e o que a exclusão realmente significa, isso poderia nos ajudar a identificar as contas e os dados que representam um risco real — e a retomar o controle de nossas pegadas digitais.

Dana Lungu não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar

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Ferramenta vai marcar textos e imagens gerados com inteligência artificial. Mudança foi feita para cumprir regra da União Europeia, mas será aplicada em todo o mundo.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Agosto de 2.026 às 12h20m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Claude, da Anthropic, está entre os assistentes de IA mais populares do mundo, rivalizando com ChatGPT e Gemini — Foto: Ryan Donegan/Flickr
Claude, da Anthropic, está entre os assistentes de IA mais populares do mundo, rivalizando com ChatGPT e Gemini — Foto: Ryan Donegan/Flickr

O Claude, assistente rival do ChatGPT, vai revelar que textos e imagens foram feitos com seus modelos de inteligência artificial. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (11) pela Anthropic, desenvolvedora da ferramenta.

A empresa afirmou que fez a atualização para se adequar ao AI Act, lei da União Europeia que obriga empresas de tecnologia a criarem uma espécie de marca d'água sobre conteúdos gerados por inteligência artificial.

Modelos do Claude lançados a partir de 2 de agosto já terão a marca d'água. Versões antigas também vão identificar textos e imagens gerados por IA, mas precisarão ser atualizados pela empresa, o que exigirá um período de transição.

E, apesar de a exigência ser restrita à União Europeia, a identificação será aplicada em todo o mundo.

Segundo a Anthropic, a identificação será imperceptível para quem ler os textos gerados por sua IA e não vai mudar o sentido ou a qualidade do conteúdo.

"Como a marca d'água faz parte do texto, ela o acompanhará quando for copiado e colado em outro lugar e poderá persistir mesmo após algumas edições", disse a emrpesa.

No caso de imagens, o Claude vai informar como elas foram criadas por meio dos metadados que seguem o padrão de mercado.

🔎 Metadados são informações presentes nos arquivos que ajudam a descrever como eles foram criados. Os registros incluem detalhes como data e horário de criação.

A Anthropic afirmou ainda que está trabalhando para oferecer ferramentas para usuários detectarem as marcas d'água incorporadas aos textos e às imagens geradas pelo Claude. A empresa prometeu divulgar os mecanismos de identificação no futuro. 

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