Total de visualizações de página

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Deixar o notebook ligado na tomada o dia todo estraga a bateria?

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


A bateria tem vida útil limitada mesmo sem uso, mas a forma como você carrega o notebook pode acelerar ou evitar esse desgaste.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Laís Ribeiro, g1

Postado em 23 de Setembro de 2.026 às 05h00m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.537   $ *.#.

Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash
Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash

De forma geral, deixar o notebook na tomada o dia todo não vai desgastar mais a bateria do que deixá-lo passar pelos ciclos de descarregamento e carregamento.

Mas isso não é consenso entre as marcas e pode ter outras consequências, como diminuir a vida útil dos outros componentes, caso o dispositivo fique ligado por longos períodos

🔋 O que acontece com a vida útil da bateria se ficar na tomada o dia todo?

É importante entender que a vida útil da bateria gira em torno de dois principais fatores: o tempo de vida dos componentes e os ciclos de carga e descarga aos quais ela é submetida.

Estando em operação ou não, as baterias têm um tempo de vida limitado, afirmou Bruno Lima, coordenador do curso de engenharia da computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao g1 em 2025.

Segundo o engenheiro, dependendo do fabricante e da qualidade dos componentes, essa durabilidade "pode variar de 2 a 3 anosOu seja, mesmo sem uso, a bateria sofre desgaste natural ao longo do tempo.

Mas o número de vezes que você carrega e descarrega normalmente o dispositivo – chamadas de ciclos – também pode influenciar a longevidade dele. Conforme aumenta a quantidade de ciclos, a bateria não tem mais o mesmo desempenho.

Em notebooks mais antigos, a bateria continuava sendo consumida mesmo com o aparelho na tomada. "Em modelos mais novos, o sistema consome a energia direto, sem passar pela bateria", disse Ricardo Ciuccio, coordenador do curso de engenharia da computação do Centro Universitário Senac.

O fato de ele estar sempre na tomada vai fazer com que essa bateria retenha a carga. Não vai ter um efeito significativo no tempo de vida além dos ciclos normais de carga e recarga, explicou Lima.

No entanto, os especialistas chamam atenção para os efeitos negativos para as outras partes do computador.

Quando você deixa ele ligado por dias, você está mantendo os componentes energizados, está passando corrente, ele está aquecendo. Isso pode degradar a vida útil dos componentes, explica Lima.

Ciuccio aponta que o calor gerado pela bateria com a carga completa pode também danificar os componentes. "Quando está carregada, esse calor vai tirando uma fração de tempo da durabilidade da bateria", comentou.

"É aí que tem divergências entre fabricantes. Você vai encontrar manuais que são favoráveis a manter o notebook na tomada e outros que não são", completou Ciuccio.

📄 Sempre confira a recomendação da fabricante

Além do panorama apresentado pelos engenheiros, vale checar quais são as recomendações da fabricante, pois as orientações podem variar conforme a marca e o modelo do aparelho.

Em seu site, a Lenovo afirma que manter a bateria conectada por longos períodos não fará com que ela seja sobrecarregada.

Mas faz um alerta: Se a bateria permanecer carregada em ou próximo a 100%, a Lenovo recomenda configurar o recurso Battery Charge Threshold para limitar a carga.

Segundo a marca, isso minimiza a degradação desnecessária. A Lenovo ainda recomenda definir o limite superior de carga para 80% ou menos.

Dell segue na mesma linha, afirmando que não há problema em manter o aparelho na tomada, mas com algumas precauções.

É uma boa prática desconectar o notebook da tomada de vez em quando para permitir que a bateria passe por ciclos de descarga e recarga, o que também pode ajudar a manter a saúde da bateria, comentou a fabricante, em nota.

Já a HP aconselha contra o uso do dispositivo na tomada por longos períodos. Segundo a marca, isso pode fazer com que a bateria perca sua calibração e capacidade de carregar corretamente.

A HP orienta que o usuário deixe a bateria do notebook descarregar completamente de tempos em tempos e, em seguida, volte a carregá-la totalmente, para ajudar a mantê-la calibrada

💡 Dicas práticas para preservar a vida útil da bateria do notebook

Segundo Bruno Lima, um dos maiores responsáveis de danos à bateria do notebook é o impacto físico, causado por quedas ou batidas.

Não pode ter impacto de forma alguma. A bateria, na verdade, é um conjunto de metais com um eletrólito, onde acontece uma reação química que gera energia, explica Lima.

Se você derruba, acaba danificando essa estrutura; elas acabam se aproximando, rolando ou rompendo e perdem a capacidade de carga, completa.

Lima também aponta que temperaturas extremas podem afetar a bateria de forma parecida com o impacto físico, já que a dilatação pelo calor ou a retração pelo frio causam movimento dos componentes.

Já Ciuccio avisa que é preciso tomar cuidado com a adequação do carregador. Pegar um carregador emprestado, especialmente quando é de outra marca, pode fazer mal à saúde da bateria, mesmo que tenha a mesma entrada.

Portanto, não é recomendável usar carregadores que não sejam originais e feitos para o seu produto.

"Tem um problema de interface de tensão, que pode fazer a sua bateria sofrer um pouquinho", comentou Ciuccio. "E se o cabo estiver torcido, danificado, pode até ter fuga da corrente e você não conseguir carregar a bateria."

Os engenheiros dão algumas dicas de como cuidar da bateria e prolongar sua vida útil:

  • Evite bater ou deixar o notebook cair.
  • Evite deixar o notebook no sol ou apoiar sobre a cama, para não esquentar.
  • Não tampe as saídas de ventilação.
  • Mantenha líquidos longe do dispositivo.
  • Evite descarregar o notebook por completo muitas vezes.
  • Se a bateria zerou, deixe carregar até 100% antes de tirar da tomada.

Os primeiros sinais de que a bateria está no fim da vida útil incluem o estufamento – quando ela fica visivelmente inchada – e a perda de velocidade no carregamento.

Veja a seguir modelos de notebooks de R$ 3.700 a R$ 9.900, consultados em setembro, nas principais lojas da internet.
Acer Nitro V15 ANV15-41-R4Q9
Acer Nitro V15 ANV15-41-R4Q9


Apple MacBook Neo
Apple MacBook Neo


Asus V16 V3607VH-RP106W
Asus V16 V3607VH-RP106W


Dell Alienware 15 DA15-C5210H-A30
Dell Alienware 15 DA15-C5210H-A30


HP 256R G9
HP 256R G9


Lenovo Ideapad Slim 3 15irh10
Lenovo Ideapad Slim 3 15irh10


Samsung Galaxy Book6 Pro
Samsung Galaxy Book6 Pro

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Sem modelo "baratinho": g1 testou o iPhone 18 Pro de até R$ 21 mil
Sem modelo "baratinho": g1 testou o iPhone 18 Pro de até R$ 21 mil

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Bancos alertam para riscos de golpes, fraudes e vazamento de dados com bots de compras por IA

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Tecnologia permite que chatbots escolham produtos e façam compras em nome dos consumidores; bancos afirmam que as regras e proteções ainda não acompanharam o avanço da ferramenta.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Setembro de 2.026 às 11h35m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.536   $ *.#.

Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA
Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA

O uso de agentes de inteligência artificial (IA) para fazer compras pela internet pode aumentar os riscos de golpes, fraudes e problemas de privacidade, segundo um grupo de bancos internacionais.

Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele.

➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália) afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor.

Quais são os riscos?

Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado.

Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema.

A privacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados.

O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado.

Bancos propõem novas regras

O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio.

Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões.

Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar.

A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas.

Uso da tecnologia cresce

O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes.

Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet.

Com informações da Reuters

Compras pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo
Compras pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

domingo, 20 de setembro de 2026

Como uma janela de avião é feita? Saiba por que fabricação exige engenharia complexa

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Embora existam poucas empresas que fabriquem janelas para aeronaves, novos concorrentes têm dificuldade para entrar nesse mercado devido ao alto grau de regulamentação do setor.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por Chris Baraniuk

Postado em 20 de Setembro de  2.026 às 22h25m

. #.* $    Post. - Nº.\  5.535   $ *.#.

Equipes de bombeiros jogam água em um tanque superaquecido em Los Angeles, em maio. — Foto: Los Angeles Times via Getty Images
Equipes de bombeiros jogam água em um tanque superaquecido em Los Angeles, em maio. — Foto: Los Angeles Times via Getty Images

Um pesadelo industrial começava a se desenhar no sul de Los Angeles, nos Estados Unidos.

No final de maio, um tanque de armazenamento de produtos químicos com mais de 7 mil galões de material tóxico começou a esquentar rapidamente. O tanque pertencia à GKN Aerospace, empresa que fornece peças para a indústria de aviação, entre elas janelas de aeronaves.

À medida que a temperatura dentro do tanque metálico aumentava, os trabalhadores perceberam que havia um problema. Havia risco de explosão do tanque, que poderia espalhar metil metacrilato (MMA) pelos bairros próximos. A substância, usada na produção de plásticos, pode causar irritação na pele e nos pulmões.

A temperatura no tanque chegou a 38°C (100°F), e pode ter subido ainda mais, já que esse era o limite máximo registrado pelo medidor instalado no interior do recipiente.

Mais de 50 mil moradores da cidade de Garden Grove foram retirados de suas casas, e equipes de bombeiros começaram a jogar água no tanque para tentar resfriá-lo. Em determinado momento, o tanque "chegou a estufar", segundo o chefe dos bombeiros locais.

Felizmente, não houve explosão. Meses depois, em agosto, a GKN e as autoridades locais anunciaram um programa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 513 milhões) para indenizar os moradores que tiveram de deixar suas casas durante o incidente. Mas a produção de janelas de aeronaves no local, interrompida após o episódio, ainda não foi totalmente retomada.

Pouquíssimas empresas fabricam janelas de aviões. — Foto: Getty Images via BBC
Pouquíssimas empresas fabricam janelas de aviões. — Foto: Getty Images via BBC

O episódio provocou preocupação na indústria aeronáutica porque a GKN é uma das poucas empresas no mundo que fabricam janelas de aeronaves, que são peças que exigem engenharia sofisticada e são essenciais para a segurança dos aviões.

A produção na fábrica da GKN em Garden Grove continua limitada a cerca de 50% do nível normal, segundo informações divulgadas pela Melrose Industries, controladora britânica da empresa. A meta é retomar totalmente a produção até 28/9. A GKN não aceitou conceder entrevista à reportagem da BBC.

"Ela [a GKN] é uma das raríssimas fornecedoras de janelas essenciais para a segurança das aeronaves", afirma Marisa Garcia, analista do setor de aviação. "Um dos pontos frágeis da cadeia de suprimentos da aviação é que há pouquíssimas empresas qualificadas para fazer determinadas coisas e, quando algo dá errado, todo o sistema é afetado."

A Boeing afirmou à BBC que está "tomando medidas para reduzir possíveis impactos" e descreveu a redução da produção como um problema que afeta todo o setor.

"Estamos dando suporte ao nosso fornecedor", acrescentou um porta-voz da empresa. Uma porta-voz da Airbus, por sua fez, afirmou: "Estamos acompanhando a situação de perto e observamos avanços positivos rumo à normalização."

O problema ocorre em um momento em que as companhias aéreas "não conseguem receber novos aviões com a rapidez necessária", afirma Mike Stengel, da consultoria AeroDynamic Advisory. "Elas estão mantendo as aeronaves em operação por mais tempo."

Embora existam poucas empresas que fabriquem janelas para aeronaves, novos concorrentes têm dificuldade para entrar nesse mercado devido ao alto grau de regulamentação do setor, acrescenta Stengel. "Pode levar tempo para mudar de fornecedor."

Isso exige um "equilíbrio" entre os fabricantes de aviões e as empresas que fornecem as peças de que eles dependem, afirma Stengel.

A fabricação das janelas começa com uma placa de acrílico. — Foto: Saint-Gobain via BBC
A fabricação das janelas começa com uma placa de acrílico. — Foto: Saint-Gobain via BBC

Como essas janelas são fabricadas

Para entender como é feita uma janela de avião, a BBC conversou com Jean-Eric Vermont, diretor-geral da empresa francesa Saint-Gobain Aerospace.

"Trabalhamos principalmente com aviões comerciais, aeronaves regionais e helicópteros", afirma.

Vermont, no entanto, preferiu não dizer qual é a participação da empresa no mercado de janelas de aeronaves, ou transparências, como são chamadas no setor.

As janelas ovais da cabine, ao lado dos assentos dos passageiros, costumam ser feitas com materiais à base de plástico, segundo Vermont. "Você começa com uma placa de acrílico", explica. "Depois, corta no tamanho necessário para dar o formato."

Um porta-voz da Saint-Gobain confirmou à BBC que a empresa não armazena nem processa MMA, como a GKN. Em vez disso, compra placas de MMA polimerizado, ou acrílico.

Segundo Vermont, da Saint-Gobain Aerospace, os fabricantes de aeronaves têm encomendado janelas de cabine cada vez maiores para oferecer aos passageiros uma visão mais ampla do lado de fora. Isso funciona como um atrativo comercial, mas exige testes adicionais para verificar se as janelas maiores têm a mesma resistência das menores.

A Saint-Gobain testa as janelas com pressões muito maiores do que as enfrentadas por uma aeronave durante voos em altitude.

Essas janelas de cabine feitas à base de acrílico costumam ter duas camadas. A Saint-Gobain também realiza testes para verificar se a janela resiste mesmo quando uma dessas camadas é danificada

Quanto maiores as janelas dos aviões, mais difícil é de fabricá-las. — Foto: Saint-Gobain via BBC
Quanto maiores as janelas dos aviões, mais difícil é de fabricá-las. — Foto: Saint-Gobain via BBC

As janelas da cabine de comando, segundo Vermont, são "completamente diferentes".

Em geral, elas são feitas de vidro, reforçado quimicamente com a adição de potássio. No processo, íons menores de sódio são substituídos por íons maiores de potássio, que ajudam a preencher a estrutura molecular do vidro. Durante a fabricação, quando o material esfria, essa estrutura fica mais compacta e resistente.

Algumas das aeronaves mais recentes também têm janelas curvas na cabine de comando, o que deixa o avião mais aerodinâmico e melhora a eficiência no consumo de combustível. Mas fabricar essas janelas é um desafio: qualquer pequena distorção ou defeito fica claramente visível para o piloto.

Por isso, são adotados rígidos controles de qualidade para garantir que o produto final não tenha problemas desse tipo.

Todas as janelas de aeronaves precisam resistir a impactos, mas as da cabine de comando, na parte dianteira do avião, são especialmente vulneráveis a colisões com aves, afirma Vermont. "O problema não é a velocidade da ave, mas a velocidade da aeronave."

A Saint-Gobain usa simulações numéricas e "testes físicos que simulam o impacto de uma ave de grande porte" para avaliar a resistência das janelas a esse tipo de colisão.

"Normalmente, se o avião atravessa uma tempestade de granizo ou atinge uma ave grande o suficiente, a camada externa racha", afirma Vermont. "A janela da cabine de comando é projetada para suportar isso."

Recentemente, um voo de Londres para Londonderry foi afetado por uma rachadura em uma das janelas da cabine de comando. Embora tenha sido declarada uma emergência durante o voo, o avião pousou em segurança. "Casos assim podem acontecer", afirma Vermont, acrescentando que nenhuma janela da Saint-Gobain esteve envolvida recentemente em um episódio desse tipo.

"É claro que estamos falando de uma superfície em contato com dois ambientes muito diferentes", afirma Stengel, da AeroDynamic Advisory. "Por isso, esses produtos exigem um projeto de engenharia mais complexo."

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------