Total de visualizações de página

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle já assumiram cerca de R$ 5,654 trilhões em contratos, principalmente para data centers de inteligência artificial. Os compromissos ainda não aparecem como dívida nos balanços e evidenciam o tamanho da aposta das Big Techs na tecnologia.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 16h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.* $    Post. - Nº.\  5.491   $ *.#.

Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes
Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes

Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados - conhecidos como data centers - que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).

Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.

Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial
Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.

A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.

Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.

Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.

Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.

Escritório da Oracle em Dubai — Foto: Oracle /Divulgação
Escritório da Oracle em Dubai — Foto: Oracle /Divulgação

Oracle concentra o maior risco

Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.

A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.

A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.

Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda - indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa - no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

Quanto cada empresa já comprometeu

A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.

A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).

A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

domingo, 2 de agosto de 2026

China mostra tuneladora capaz de perfurar e detonar ao mesmo tempo

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Equipamento apresentado pelos chineses promete revolucionar construção de grandes túneis
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Reuters
02/08/26 às 09:56 | Atualizado 02/08/26 às 09:56
Postado em 02 de Agosto às 10h20m

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.* $    Post. - Nº.\  5.490   $ *.#.


China cria uma tuneladora que integra capacidades de detonação e perfuração  • CNS

No sábado (1º), os chineses apresentaram a primeira máquina de perfuração e detonação do mundo, que saiu oficialmente da linha de produção na base de manufatura de Jiangxia, em Wuhan, província de Hubei, no centro da China.

A construção de túneis profundos e longos frequentemente se depara com condições geológicas complexas, como grandes deformações em rochas brandas, severos colapsos de rocha e influxos de lama e água.

Leia mais

  1. Voo da Delta de Nova York para São Paulo tem rota desviada para Porto Rico
  1. Fungo que transforma formigas em "zumbis" é detectado em musgos
  1. Eclipse solar total ocorrerá neste mês; veja tudo que você precisa saber

As tuneladoras tradicionais para rocha dura (TBMs) e o método de perfuração e detonação apresentam desvantagens e vantagens próprias, que há muito tempo são incompatíveis, representando um gargalo crucial que compromete a eficiência e a qualidade de grandes projetos de infraestrutura.

China cria uma tuneladora que integra capacidades de detonação e perfuração • CNSPara superar esse desafio, a equipe de P&D criou uma tuneladora que integra capacidades de detonação e perfuração. As informações são da CNS (China News Service).

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

sábado, 1 de agosto de 2026

Táxi sem volante da Amazon recebe autorização para operar comercialmente nos EUA

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Veículo elétrico da Zoox não tem volante nem pedais e foi desenvolvido para nunca precisar de motorista. Órgão de trânsito americano declarou que vai fiscalizar a segurança do sistema.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Reuters — San Diego, Califórnia

Postado em 01 de Agosto de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.* $    Post. - Nº.\  5.489   $ *.#.

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para iniciar uma operação comercial limitada de seus robotáxis sem volante nem pedais.

A Zoox afirmou que a decisão da National Highway Traffic Safety Administration concede à empresa a aprovação federal para começar a cobrar por viagens, e que ela iniciará a cobrança pelo serviço em breve — primeiramente em Las Vegas, com a expansão para outros mercados à medida que cumprir diversas exigências estaduais.

A aprovação foi anunciada nesta quarta-feira (30) pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA, na sigla em inglês).

A decisão é considerada um marco para a indústria de carros autônomos porque permite que um veículo desenvolvido desde o início para funcionar sem motorista humano passe a operar comercialmente.

Até agora, a maioria das empresas do setor adaptava carros convencionais para incluir sistemas de direção autônoma.

🤖 O robotáxi da Zoox tem formato semelhante ao de uma pequena cabine elétrica, com duas fileiras de assentos voltadas uma para a outra.

A empresa disputa espaço nesse mercado com concorrentes como a Waymo, da Alphabet (controladora do Google), e a Tesla, que também desenvolve veículos totalmente autônomos.

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

2.500 veículos por ano

Em entrevista exclusiva à agência Reuters, o administrador da NHTSA, Jonathan Morrison, afirmou que a autorização permite que a Zoox coloque em operação comercial até 2.500 veículos por ano, durante os próximos dois anos.

Segundo ele, a agência concluiu que o sistema de direção autônoma da empresa oferece um nível de segurança equivalente ao exigido para veículos convencionais, mesmo sem volante ou pedais.

"Podemos afirmar claramente que os sistemas instalados no Zoox superam os requisitos equivalentes de desempenho de um veículo em conformidade", afirmou Morrison.

A autorização, no entanto, vem acompanhada de exigências extras. A Zoox terá de informar regularmente à NHTSA ocorrências como acidentes e paradas inesperadas nas vias públicas. Caso sejam identificados problemas relevantes de segurança, a autorização poderá ser suspensa.

"Temos a capacidade de retirar a isenção caso vejamos grandes problemas de segurança", disse Morrison.

Cabine do Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, que recebeu autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Empresa já testa serviço em duas cidades

Atualmente, a Zoox realiza testes com passageiros em áreas de Las Vegas e São Francisco. Com a nova autorização federal, a empresa poderá começar a cobrar pelas viagens, desde que obtenha também as licenças exigidas pelos governos estaduais e municipais.

A NHTSA informou ainda que pretende elaborar os primeiros padrões federais específicos para sistemas de direção autônoma até o fim do governo Donald Trump. A agência também estuda revisar normas antigas, criadas para veículos conduzidos por pessoas, como a obrigatoriedade de volante, pedais e retrovisores.

Segurança continua sendo desafio

Apesar do avanço regulatório, a expansão dos robotáxis ainda enfrenta desafios relacionados à segurança.
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Neste mês, a NHTSA enviou uma carta às empresas do setor cobrando medidas imediatas para corrigir situações em que veículos autônomos interferiram no trabalho de policiais, bombeiros e equipes de resgate.

A agência também acompanha episódios em que robotáxis tiveram dificuldades para lidar com ônibus escolares parados, áreas de obras, cruzamentos movimentados, ruas alagadas e outras situações complexas do trânsito.

"Se continuarmos vendo problemas, não hesitaremos em usar toda a nossa autoridade fiscalizadora", afirmou Morrison.

Após receber a notificação da agência, a Zoox fez um recall de sua frota de 105 veículos autônomos para atualizar o software. Segundo a empresa, os robotáxis poderiam ter dificuldade para detectar fumaça densa, especialmente em situações de emergência.

Morrison deve apresentar nesta quinta-feira (30) os esforços da NHTSA para aumentar a segurança dos veículos autônomos durante o Simpósio de Transporte Automatizado da SAE International, em San Diego.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------