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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Como o nobreak protege wi-fi e eletrônicos quando cai a energia

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Aparelho não é apenas uma bateria extra: ele protege seu roteador de internet e outros eletrônicos de problemas na rede elétrica que podem queimar seus equipamentos.
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Por Henrique Martin, g1

07h45m
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Cidade de São Paulo durante apagão da Enel em dezembro de 2025 — Foto: Reprodução/TV Globo
Cidade de São Paulo durante apagão da Enel em dezembro de 2025 — Foto: Reprodução/TV Globo

Temporais de verão muitas vezes são sinônimos de queda de energia e, para muitos, o pior pesadelo: ficar sem internet. Para evitar essa situação e não perder o sinal de wi-fi, uma solução é usar um nobreak.

A bateria interna do aparelho garante energia por tempo suficiente para terminar uma reunião importante, enviar e-mails urgentes ou simplesmente continuar navegando.

Além de manter os eletrônicos ligados, o nobreak atua como uma barreira de proteção quando a energia volta, evitando picos de tensão que podem queimar sua TV, computador ou outros eletrônicos sensíveis.

Mesmo quando a rede elétrica está normal, o nobreak estabiliza a corrente, fornecendo uma energia "limpa" e diminuindo o risco de danos a componentes internos dos seus equipamentos.

O que eu posso ligar no nobreak?

A escolha dos eletrônicos que devem ser ligados nos nobreaks deve se basear nos essenciais, de acordo com Bruno de Alcantara Dias, professor de engenharia elétrica da FEI.

TVs, computadores, videogames, modems, roteadores e monitores entram na lista.Tem que pensar na proteção dos itens mais caros, afirmou Luis Cuevas, diretor da fabricante Schneider Electric.

Segundo a fabricante Intelbras, é melhor evitar ligar eletrodomésticos com motor – como secadores, geladeiras e aspiradores de pó, por conta de um pico de corrente elétrica maior, que pode esgotar a autonomia da bateria.

O que levar em conta na hora da compra?

Para acertar na escolha, é preciso considerar alguns pontos:

  • Potência dos equipamentos que serão ligados, medidas em Watts (veja abaixo).
  • Autonomia: o tempo que a bateria do nobreak consegue manter os equipamentos ligados. "Quanto mais carga, menos autonomia, explicou Rubens Lorenço Neto, gerente da linha de nobreak da fabricante Intelbras.
  • Tipo de uso: Defina se o aparelho será usado continuamente para filtrar a energia ou apenas em quedas de luz.
Como calcular a potência?

A potência de um nobreak é medida em VA (volt-ampere), enquanto a dos eletrônicos é medida em W (watts). Para saber se o nobreak aguenta muitos aparelhos ligados a ele, é preciso converter W em VA.

Para facilitar, muitos fabricantes oferecem calculadoras on-line que fazem esse cálculo em seus sites.

Também dá para fazer uma conta simples: somar o consumo em watts de tudo que você vai ligar. Depois, procurar um nobreak com uma capacidade em VA que seja superior à soma dos watts dos equipamentos.

Na prática: se você quer ligar dois notebooks (45W cada), um modem (5W) e dois roteadores (20W cada), o consumo total será de 135W. Um nobreak convencional de 500VA ou 600VA já seria suficiente para essa configuração. 
Quais são os tipos de nobreak?

Existem diferentes modelos de nobreak no mercado, cada um para uma necessidade específica:

  • Fonte 12V com bateria: É o mais simples. Tem esse nome porque substitui a fonte de modems e roteadores, sendo uma solução compacta e direcionada para um só eletrônico.
  • Mini nobreaks: Também focados em equipamentos de 12V, como câmeras de segurança e modems, garantindo o funcionamento deles em caso de apagão.
  • Nobreaks convencionais: Maiores e com mais tomadas, oferecem monitoramento constante da qualidade da energia e são indicados para computadores, TVs e videogames.
Tipos de nobreak: fonte, mini e modelo convencional — Foto: Reprodução
Tipos de nobreak: fonte, mini e modelo convencional — Foto: Reprodução

Qual é o tipo de funcionamento?

Os nobreaks se diferenciam pela forma como fornecem energia:

  • Stand-by (ou offline): É o mais comum. Ele só ativa a bateria quando detecta uma queda ou variação brusca na energia. Os modelos mini e fonte se encaixam nessa categoria.
  • Interativo: Semelhante ao stand-by, mas possui um estabilizador interno que corrige pequenas variações de tensão sem precisar usar a bateria, aumentando sua vida útil.
  • Online (ou dupla conversão): Considerado o mais completo e seguro. Os aparelhos ficam o tempo todo ligados à bateria, que é constantemente recarregada. Isso garante que eles recebam uma energia sempre "pura" e estável, sem qualquer interrupção na transição.

Veja a seguir uma lista com nobreaks à venda nas principais lojas da internet. Os preços iam de R$ 170 a R$ 450 para os mini/fonte e de R$ 900 a R$ 2.000 para os modelos convencionais. Os valores foram consultados no meio de fevereiro.

Intelbras fonte nobreak EFB 1201
Intelbras fonte nobreak EFB 1201
  • Substitui a fonte de um eletrônico de até 12W de potência.
  • Protege ainda contra sobrecarga de energia, curto-circuito e sobretensão.
APC Easy Back-UPS
Mini nobreak APC Easy Back-UPS
  • Substitui a fonte de um eletrônico de até 36W de potência.
  • Protege contra sobrecarga de energia
AITEK Knup
Mini nobreak Knup Aitek
  • Substitui a fonte de até 3 eletrônicos com até 18W de potência
  • Protege contra sobrecarga de energia
Mini nobreak Marsriva KP3
Mini nobreak Marsriva KP3
  • Substitui a fonte de até 4 eletrônicos com até 18W de potência
  • Protege contra sobrecarga de energia
Nobreak APC BX1500BI-BR
Nobreak APC BX1500BI-BR
  • Nobreak do tipo interativo de 1.500VA
  • 7 tomadas para ligar eletrônicos
Nobreak gamer Intelbras Ultimate
Nobreak gamer Intelbras Ultimate
  • Nobreak do tipo interativo de 1.000VA
  • 6 tomadas para ligar eletrônicos
Nobreak SMS Pro 29401 8T
Nobreak SMS Pro 29401 8T
  • Nobreak do tipo interativo de 1.500VA
  • 8 tomadas para ligar eletrônicos
Nobreak TS Shara XPro Universal
Nobreak TS Shara XPro Universal
  • Nobreak do tipo interativo de 1.200VA
  • 6 tomadas para ligar eletrônicos

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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Seu celular resiste à água — mas não para sempre: saiba os motivos

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Fabricantes alertam que vedação contra líquidos e poeira diminui com o tempo e o uso. Quedas, mesmo sem quebra, podem acelerar o desgaste.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em 23 de Fevereiro de 2.026 às 05h35m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Celular resistente à água: entenda por que a proteção não dura para sempre
Celular resistente à água: entenda por que a proteção não dura para sempre

Seu celular caiu na água e sobreviveu? Isso provavelmente aconteceu porque o aparelho tem alguma certificação de resistência a líquidos e poeira, como a IP67 ou a IP68.

E se eu comprar um telefone usado que tem esse tipo de proteção, em bom estado de conservação, a vedação segue valendo? Essa foi uma das dúvidas de um dos leitores do g1 na reportagem sobre o que fazer se o celular cair na água.

O que muita gente não sabe é que essa proteção IP não é permanente.

Ela se desgasta com o uso diário, quedas e até mesmo com pequenos respingos, um fato confirmado pelas fabricantes consultadas pelo Guia de Compras: Apple, Jovi, Motorola, Oppo, Samsung e Xiaomi.

A proteção IP não é para sempre. Mesmo que o celular seja usado com cuidado e não tenha danos visíveis, a vedação perde eficiência com o tempo devido ao desgaste natural dos componentes.

Não dá para dizer quanto tempo essa proteção vai durar – cada pessoa usa o celular de um jeito diferente.

Quedas, mesmo aquelas que não quebram a tela ou amassam a carcaça, também contribuem para a diminuição da resistência.

E se o aparelho pegar chuva? Se não houver outros danos, basta secá-lo (não use arroz). É comum que a água entre em aberturas como as dos microfones, alto-falantes e portas de conexão, o que pode causar falhas temporárias.

É importante ressaltar que a resistência dos celulares é testada apenas em água doce e em condições controladas de laboratório.

Algumas marcas, como a Samsung, especificam que o aparelho não deve ser usado na praia ou na piscina.

Segundo Igor Marchetti, advogado do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), quando uma fabricante anuncia que seu produto é resistente à água, "ela precisa trazer todas as condições e limites dessa resistência de forma clara e objetiva".

"As informações de exceções à garantia dos produtos devem ser visíveis ao consumidor", explica o advogado. Caso contrário, a prática pode violar o Código de Defesa do Consumidor (CDC), principalmente o direito à informação.

O que as empresas geralmente fazem é divulgar essas condições em notas de rodapé ou em páginas de suporte em seus sites, quase sempre com letras pequenas.

Se o celular apresentar um defeito durante o período da garantia, a assistência técnica consegue verificar se entrou água no aparelho. Caso isso seja detectado, o reparo em garantia é negado.

Isso gerou uma notificação contra a Apple em 2020, quando 21 clientes acionaram o Procon-SP. O órgão pediu que a empresa explicasse a recusa de conserto para iPhones danificados por água, mesmo dentro da garantia.

Em 2021, o Procon-SP multou a Apple em R$ 10 milhões pela venda de iPhones sem carregador e citou a publicidade sobre a resistência à água como "enganosa".

Em seu site oficial, a Apple afirma que "danos por líquido não são cobertos pela garantia", mas reconhece que o cliente "talvez tenha direitos conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Marchetti, do Idec, recomenda que o consumidor observe atentamente as especificações de uso e os limites de resistência do celular antes da compra.

Segundo ele, a ausência dessa informação de forma clara pode ser considerada um "defeito do produto, passível de responsabilização caso o consumidor seja frustrado.

Qual o nível de proteção do seu aparelho?

Os fabricantes de smartphones certificam seus os equipamentos pela classificação IP (ingress protection). Essa informação está presente nos sites dos fabricantes e no manual dos celulares.

Esse é um código criado pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional, em inglês) que ajuda a identificar a proteção e a resistência dos aparelhos contra poeira, impacto e líquidos.

O primeiro dígito da classificação informa a proteção contra objetos sólidos. O segundo dígito, a proteção contra água:

O que significam os números na proteção IP?

1º dígito (objetos sólidos) 2º dígito (água)
0 = sem proteção 0 = sem proteção
1 = Proteção contra objetos sólidos > 50 mm de diâmetro 1= Proteção contra gotas de água
2 = Proteção contra objetos sólidos > 12,5 mm de diâmetro 2 = Proteção contra gotas de água quando estiver inclinado a até 15 graus
3 = Proteção contra objetos sólidos > 2,5 mm de diâmetro 3 = Proteção contra borrifos de água
4 = Proteção contra objetos sólidos > 1 mm de diâmetro 4 = Proteção contra respingos de água
5 = Proteção contra poeira 5 = Proteção contra jatos de água
6 = À prova de poeira 6 = Proteção contra jatos fortes de água
X = Não se aplica 7 = Proteção contra imersão até 1 m por 30 minutos
8 = Proteção contra imersão até 1,5 m por 30 minutos
9 = Protegido contra jatos de água em alta pressão e alta temperatura
X = Não se aplica

Veja a seguir uma lista de aparelhos com proteção IP67 e IP68 à venda nas lojas on-line. Os preços, consultados no meio de fevereiro, iam de R$ 2.200 a R$ 7.200.

iPhone 17
iPhone 17
Jovi Y31
Jovi Y31 4G
Moto Edge 60 Neo
Moto Edge 60 Neo
Oppo Reno 14F Dark Side
Oppo Reno 14F
Realme 15T
Realme 15T
Samsung Galaxy A56
Samsung Galaxy A56
Xiaomi Redmi Note 15 Pro
Xiaomi Redmi Note 15 Pro

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

ONU defende comissão de 'controle humano' da inteligência artificial, mas ideia é rejeitada pelos Estados Unidos

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A corrida da IA generativa alimenta temores sobre seu impacto na sociedade, nos empregos e na saúde do planeta. Representante americano diz que os EUA não apoiam uma governança global para a IA.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 14h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (C), em grupo com líderes de empresas de IA na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: LUDOVIC MARIN / AFP
Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (C), em grupo com líderes de empresas de IA na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: LUDOVIC MARIN / AFP

Uma nova comissão da ONU busca o "controle humano" da inteligência artificial (IA), anunciou nesta sexta-feira (20) o secretário-geral das Nações Unidas durante uma reunião de cúpula na Índia, uma ideia rejeitada pelo governo dos Estados Unidos.

A demanda por IA generativa provocou a disparada dos lucros das empresas de tecnologia, mas também alimentou muitos temores sobre seu impacto na sociedade, nos empregos e, inclusive, na saúde do planeta.

"Estamos entrando no desconhecido", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na Cúpula sobre o Impacto da IA celebrada em Nova Délhi, que termina nesta sexta-feira. "A mensagem é simples: menos exagero, menos medo. Mais fatos e evidências".

Segundo Guterres, a Assembleia Geral da ONU designou 40 especialistas para um novo grupo denominado Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que, "sem uma ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas".

"Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder", acrescentou. "Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação", completou.

O órgão consultivo foi criado em agosto e tem como objetivo abordar a IA da mesma forma que o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU trata o aquecimento global, estabelecendo avaliações sobre seu impacto e estratégias de resposta.

"A governança baseada na ciência não é um freio ao progresso, e sim pode torná-lo mais seguro, mais justo e mais amplamente compartilhado", defendeu Guterres na cúpula.

"Quando compreendermos o que os sistemas podem fazer, e o que não podem fazer, poderemos passar de medidas aproximadas para barreiras de proteção mais inteligentes e baseadas no risco", acrescentou.

O conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que o governo dos Estados Unidos rejeita "totalmente" uma governança global da IA.

Kratsios, chefe da delegação americana na cúpula sobre IA de Nova Délhi, disse: "Como o governo (do presidente Donald) Trump já disse em muitas ocasiões: rejeitamos totalmente a governança global da IA", disse. "Acreditamos que a adoção da IA não pode levar a um futuro mais promissor se estiver submetida a burocracias e ao controle centralizado", acrescentou.

Ele disse que a IA tem o potencial de "promover o crescimento humano e gerar uma prosperidade sem precedentes".

As "obsessões ideológicas centradas em riscos, como o clima ou a equidade, viram desculpas para a gestão burocrática e a centralização", afirmou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e Lula se encontram na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: Ludovic Marin/AFP
O presidente da França, Emmanuel Macron, e Lula se encontram na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: Ludovic Marin/AFP

Bem comum mundial

Esta é a quarta reunião mundial anual concentrada na política da IA. A próxima acontecerá em Genebra no primeiro semestre de 2027.

O encontro em Nova Délhi deveria terminar com uma declaração conjunta, mas é difícil saber como será o texto. As três edições anteriores terminaram com um comunicado bastante vago. O governo dos Estados Unidos critica uma regulamentação do acesso e do conteúdo das plataformas para não minar - justifica - a liberdade de expressão.

A reunião em Nova Délhi é a primeira cúpula sobre inteligência artificial organizada em um país em desenvolvimento. A Índia tenta aproveitar a oportunidade para impulsionar suas ambições de alcançar Estados Unidos e China no setor.

Nova Délhi espera mais de 200 bilhões de dólares em investimentos durante os próximos dois anos. Várias empresas do setor de tecnologia americano anunciaram nos últimos dias novos acordos e projetos de infraestrutura.

Sam Altman, CEO da OpenAI e à frente do ChatGPT, pediu na quinta-feira a adoção urgente de uma regulamentação sobre o uso da IA.

"A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere", afirmou em seu discurso. "Isso não quer dizer que não precisamos de nenhuma regulamentação ou medida de segurança. É óbvio que precisamos delas, com urgência".

Os debates da cúpula de Nova Délhi, que recebeu milhares de pessoas, incluíram grandes temas, da proteção das crianças até a perda de postos de trabalho e a necessidade de um acesso mais equitativo às ferramentas de IA em todo o mundo.

Contudo, a abordagem ampla e as promessas vagas feitas nos encontros anteriores na França, na Coreia do Sul e no Reino Unido podem dificultar os compromissos concretos.

"Estamos entrando em uma era na qual os seres humanos e os sistemas de inteligência criam, trabalham e evoluem juntos", afirmou na quinta-feira o anfitrião, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

"Devemos decidir que a IA seja utilizada para o bem comum mundial", disse.

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