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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Anthropic suspende modelos de IA após EUA restringirem acesso de estrangeiros

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Governo americano proibiu acesso de cidadãos estrangeiros ao Fable 5 e ao Mythos 5. Empresa afirma não ter recebido detalhes sobre os riscos apontados e contesta a decisão.
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Por Redação g1

Postado em 12 de Junho de 2.026 às 23h55m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta sexta-feira (12) a suspensão global de dois de seus modelos mais recentes, o Fable 5 e o Mythos 5, após receber uma determinação do governo dos Estados Unidos baseada em questões de "segurança nacional".

Segundo a companhia, a ordem impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic.

Diante da abrangência da medida, a empresa decidiu desativar imediatamente os dois modelos para todos os usuários.

Em comunicado, afirmou que "o efeito dessa ordem é que precisamos desativar imediatamente o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os nossos usuários, a fim de garantir o cumprimento" da determinação. Os demais sistemas da companhia seguem disponíveis normalmente.

A decisão está entre as medidas mais amplas já adotadas pelo governo americano para restringir o acesso a ferramentas avançadas de inteligência artificial.

Ela foi anunciada apenas alguns dias após o lançamento público do Fable 5 e cerca de dez dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que cria mecanismos para avaliar possíveis riscos à segurança nacional antes da divulgação de novos sistemas de IA.

Anthropic questiona justificativa do governo americano

Embora tenha cumprido a determinação, a Anthropic questionou a forma como o processo foi conduzido. Segundo a empresa, a diretiva foi recebida na tarde de sexta-feira e não apresentava informações detalhadas sobre quais seriam os riscos identificados pelas autoridades.

A companhia afirmou acreditar que a preocupação do governo esteja relacionada a uma possível forma de contornar algumas das barreiras de segurança do Fable 5.

Após analisar a demonstração apresentada pelas autoridades, a empresa concluiu que a técnica apontada permitia identificar apenas um número limitado de falhas já conhecidas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros sistemas disponíveis no mercado.

A Anthropic também informou que submeteu o Fable 5 a uma série de testes antes do lançamento, em parceria com órgãos governamentais, organizações independentes e equipes internas. De acordo com a empresa, os resultados indicaram que as proteções adotadas no modelo são mais eficazes do que as utilizadas em versões anteriores.

No comunicado, a companhia afirmou discordar da retirada de um produto amplamente disponibilizado ao público com base em um método específico de contornar suas proteções.

"Acreditamos que o governo deveria ter a capacidade de bloquear implantações inseguras, como parte de um processo legal transparente, justo, claro e fundamentado em fatos técnicos", declarou. "Esta ação não está em conformidade com esses princípios."

A empresa classificou o episódio como um "mal-entendido" e disse estar trabalhando para restabelecer o acesso aos dois modelos "o mais breve possível".

Até o momento, o governo americano não divulgou detalhes adicionais sobre as preocupações que motivaram a restrição.

*Com informações das agências de notícias Associated Press e AFP

Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration
Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA — Foto: Reuters/Dado Ruvic/Illustration

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Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado?

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No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso.
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Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Postado em 12 de Junho de 2.026 às 06h00m
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A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX

O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.

A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.

Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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quinta-feira, 11 de junho de 2026

STF tem maioria para fixar prazo de 60 dias para big techs adotarem medidas que ampliam responsabilidade sobre conteúdos

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Nas sessões de quarta e desta quinta-feira (11), os ministros discutiram os recursos que pediam esclarecimentos e ajustes na tese fixada pelo Supremo em 2025.
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Por Márcio Falcão, TV Globo

Postado em 11 de Junho de 2.026 às 20h25m
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para fixar que as big techs tenham o prazo de 60 dias para implementar as medidas determinadas pelo tribunal que aumentaram a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam.

Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado, que inclui medidas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais e combate a atos ilícitos, autorregulação e disponibilização de canais de atendimento específicos para pedidos de retirada de conteúdos.

O prazo foi definido após a análise de nove dos 12 recursos apresentados pelas plataformas e pelas entidades do setor de tecnologia que pedem esclarecimentos e ajustes na decisão do STF.

🎯 No ano passado, a Suprema Corte declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O artigo diz que "o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros" se, após ordem judicial, "não tomar as providências" para retirar o conteúdo.

Na ocasião, os ministros do STF decidiram que o artigo não conferia proteção suficiente a direitos fundamentais e, por isso, deveria ser interpretado de forma que os provedores estejam sim sujeitos à responsabilização civil.

Nas sessões de quarta (10) e desta quinta (11), os ministros discutiram os recursos que pediram esclarecimentos e ajustes na tese fixada pelo Supremo. Após a apresentação do voto do relator, Dias Toffoli, os ministros apresentaram divergências e concordâncias.

Toffoli disse que fará uma análise das convergências e apresentará na próxima quarta-feira (17) a tese com os ajustes necessários.

O ministro propôs ajustes na tese fixada pelo STF no ano passado, mas o voto preserva obrigações das plataformas, exigindo mais ações contra casos envolvendo crimes antidemocráticos, terrorismo, incitação a racismo e induzimento a suicídio, além de punição em caso de falha sistêmica.

Quando tese deverá ser aplicada?

No julgamento, uma das principais divergências foi em torno de quando a nova tese deve ser aplicada para as ações na Justiça que questionam a responsabilidade das empresas.

Toffoli defendeu que o entendimento já tivesse validade para ações até a conclusão do julgamento em 26 de junho de 2025.

O ministro Flávio Dino, o primeiro a divergir, defendeu que o critério deveria ser o momento do fato e que a decisão do STF precisa ser aplicada de forma imediata, já que a tese foi aprovada por unanimidade e merece proteção especial na sua efetivação.

"Quanto mais protelar, mais a tecnologia será outra e o julgamento cairá em espécie de desuso", disse Dino.

Depois, o ministro Cristiano Zanin sugeriu que o recorte deve ser por ato ou conduta, já que abarcará tanto omissões na retirada de conteúdo quanto publicações.

Provedores neutros

Outro ponto que será ajustado na tese é a possível distinção de provedores neutros, com nenhuma ou baixíssima interferência na circulação de conteúdos. O debate é se esses casos ficam submetidos à necessidade de decisão judicial. Isso teria efeitos, por exemplo, para a Wikipedia, que não impulsiona conteúdos.

Proteção das pessoas na rede

O ministro Dino disse que a tese fixada pelo Supremo busca a proteção das pessoas. "Então, o que, na verdade, é essencial na tese é nós ampliarmos e densificarmos a responsabilidade para que não haja, em nome da suposta liberdade, a defesa do vício no tabaco outrora. (...) Trata-se de proteger um valor maior, qual seja, o da saúde pública. Neste caso, nós estamos protegendo o quê? A saúde das famílias, as crianças, os adolescentes. Isso nada tem, portanto, de tolhimento da liberdade".

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que "não haveria nem necessidade de normas específicas" para o mundo virtual. "Se aplicasse o que se aplica na vida real, já teríamos contido esses exageros", declarou Moraes."Essa regulamentação mostra que o supremo está na vanguarda para reafirmação da constituição e liberdade com responsabilidade. A big tech quer impulsionar, quer manter, vai ser responsabilizada".

A ministra Cármen Lúcia ressaltou que quando a liberdade de expressão é utilizada para prática de crime precisa de ter uma resposta do direito para que a "liberdade de expressão não nos faça refém".

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