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domingo, 15 de março de 2026

'Corte uma cabeça e outras crescerão': por que regime iraniano segue difícil de derrubar

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Especialistas afirmam que a “estrutura em forma de hidra” do Irã lhe permitiu resistir a crises recorrentes — e torna improvável que o regime seja derrubado com facilidade.

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TOPO
Por Luís Barrucho — São Paulo

Postado em 15 de Março de 2.026 às 06h00m
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Especialistas afirmam que estrutura de poder do Irã garante longevidade do regime. — Foto: Getty Images via BBC
Especialistas afirmam que estrutura de poder do Irã garante longevidade do regime. — Foto: Getty Images via BBC

Mais de quarenta anos após a Revolução de 1979, a República Islâmica do Irã enfrenta a crise mais grave de sua história.

Ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel mataram o Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, e outros altos comandantes militares, além de danificar infraestrutura essencial.

Washington e Tel Aviv deixaram claro que desejam uma mudança de regime,incentivando os iranianos a derrubar seu governo.

Ainda assim, especialistas afirmam que o Irã construiu deliberadamente uma estrutura de poder robusta e duradoura, difícil de ser desmantelada.

O que explica essa resiliência — e por que ela difere da de outros países do Oriente Médio?

'Hidra iraniana'

Quem detém o poder no Irã — Foto: BBC
Quem detém o poder no Irã — Foto: BBC

Desde a derrubada da monarquia iraniana, a República Islâmica construiu gradualmente um sistema político projetado para resistir a crises, dizem especialistas.

Esse sistema combina instituições rigidamente controladas, doutrinação ideológica, coesão das elites e uma oposição fragmentada.

"É uma estrutura semelhante à Hidra (monstro mitólogico com corpo de dragão e várias cabeças de serpente, que renasciam quando cortadas): você corta uma cabeça e outras crescem", diz Sébastien Boussois, pesquisador de Oriente Médio no Instituto Geopolítico Europeu, na Bélgica.

No domingo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi escolhido como seu sucessor, menos de duas semanas após a morte do pai.

Espera‑se que ele continue a linha dura do pai.

Novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, tende a manter linha dura adotada por seu pai. — Foto: Getty Images via BBC
Novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, tende a manter linha dura adotada por seu pai. — Foto: Getty Images via BBC

'Poliditadura'

Especialistas afirmam que, ao contrário de países do Oriente Médio ou do Norte da África, como Tunísia, Egito e Síria — onde líderes foram derrubados — o Irã conseguiu resistir mais eficazmente a pressões externas graças a um aparato de segurança fortemente motivado por ideologia.

Segundo Bernard Hourcade, ex‑diretor do Instituto Francês de Pesquisa no Irã, sediado em Teerã, o país não funciona como uma ditadura tradicional centrada em um único líder, mas como uma "poliditadura": uma aliança entre defensores do islamismo político e um intenso nacionalismo iraniano.

O poder é distribuído entre diversas esferas — instituições clericais, forças armadas e setores estratégicos da economia — o que torna o sistema muito mais difícil de derrubar do que regimes baseados em um líder único.

Entre os órgãos mais influentes está o Conselho dos Guardiões, responsável por vetar leis e filtrar candidatos para as eleições, reduzindo ainda mais as chances de qualquer facção desafiar seriamente o Estado.

Embora o Irã seja amplamente classificado como uma autocracia, oferece aos cidadãos a possibilidade simbólica de votar em algumas eleições, incluindo a escolha do presidente.

No entanto, o processo é rigidamente controlado, com candidatos avaliados pelo Conselho dos Guardiões segundo critérios como lealdade à República Islâmica.

O papel central da Guarda Revolucionária

Se as instituições formam o esqueleto do regime, as forças de segurança são amplamente vistas como o seu músculo.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), que atua paralelamente ao exército regular, é frequentemente descrito como a "espinha dorsal do regime", afirma Hourcade.

Além de sua função militar, a Guarda tornou‑se uma potência política e econômica, com vastos interesses empresariais e influência exercida por meio da milícia Basij, uma organização paramilitar voluntária.

Um ponto crucial é que as forças de segurança permaneceram unificadas diante de sucessivas ondas de protestos.

Para Boussois, essa coesão está profundamente ligada à ideologia:

"Essa cultura de martírio presente entre os xiitas e em grupos como Hamas e Hezbollah é quase considerada parte do trabalho", afirma.

O vice‑ministro da Defesa, Reza Talaeinik, declarou recentemente à TV que cada comandante da Guarda tem sucessores designados até três níveis abaixo, garantindo continuidade operacional.

Kasra Aarabi, chefe de pesquisa sobre a Guarda na organização americana United Against Nuclear Iran, argumenta que a estrutura descentralizada do Irã foi moldada pelas lições do colapso das forças iraquianas em 2003, durante a invasão liderada pelos EUA.

Se o regime continuar de pé, ele acredita que "a Guarda terá um papel ainda mais importante".

Redes de patronagem e coesão das elites

Grande parte da economia iraniana é controlada por organizações ligadas ao Estado, como as bonyads — fundações de caridade que, ao longo do tempo, passaram a comandar milhares de empresas em diversos setores. Essas redes distribuem empregos e contratos a grupos leais ao regime.

O vasto império empresarial da Guarda Revolucionária, que inclui o conglomerado Khatam al‑Anbia, reforça esse sistema de patronagem.

Embora as sanções ocidentais tenham causado danos profundos à economia iraniana, essas estruturas ajudam a proteger as elites e a preservar seu interesse na continuidade do sistema, afirmam especialistas.

Segundo Boussois, o arranjo é "tão sólido que quase não vemos deserções".

Ideologia e o legado da revolução

A religião também desempenha um papel central na preservação do poder no Irã.

A revolução estabeleceu uma rede duradoura de instituições religiosas, políticas e educacionais que continuam moldando a visão de mundo do Estado.

"Essa estrutura muito antiga e muito poderosa — ideológica, burocrática, administrativa — torna o sistema forte", afirma Boussois.

Para ele, a ideologia "funciona como uma verdadeira fonte de unidade, vocação e recrutamento".

Uma oposição dividida

Historicamente, a oposição iraniana tem sido marcada pela fragmentação. Ela reúne reformistas, monarquistas, grupos de esquerda, movimentos da diáspora — como o Conselho Nacional de Resistência do Irã — e diversas organizações étnicas.

Essa divisão não é recente, observa Ellie Geranmayeh, pesquisadora sênior do Conselho Europeu de Relações Exteriores.

Após a revolução, o debate sobre a criação de partidos políticos foi deixado de lado, em grande parte porque o país entrou em guerra com o Iraque em 1980, conflito que durou quase oito anos.

Segundo Geranmayeh, ao longo do tempo, facções moderadas foram "marginalizadas, desacreditadas ou presas" tanto pelo regime quanto por grupos linha‑dura.

Houve grandes ondas de protestos contra o governo — como o Movimento Verde de 2009 e as manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini em 2022 —, mas esses movimentos careciam de liderança centralizada e foram duramente reprimidos.

A onda mais recente de protestos, neste e no último ano, foi impulsionada por apelos do filho exilado do último xá (rei).

O Irã também mantém um dos sistemas de vigilância mais sofisticados da região, recorrendo a desligamentos frequentes da internet, monitoramento por Inteligência Artificial e unidades cibernéticas que visam ativistas no exterior.

Cautela pública — e por que ela começa a se desgastar

Por muitos anos, grande parte da população iraniana hesitou em pressionar por uma mudança de regime, influenciada pelo que viu nas intervenções lideradas pelos EUA no Afeganistão e no Iraque, afirma Geranmayeh. A Primavera Árabe reforçou ainda mais essa cautela.

Segundo ela, porém, esse cálculo mudou. Muitos iranianos passaram a sentir que o Estado já não consegue garantir necessidades básicas — de empregos a água potável — ao mesmo tempo em que intensifica a repressão violenta.

A brutal repressão de janeiro contra uma nova onda de protestos — na qual milhares foram mortos após algumas das maiores manifestações já vistas no país — acelerou essa mudança, acrescenta.

Hourcade observa ainda a existência de um "fosso geracional" na forma como os iranianos enxergam o regime.

Os mais jovens, muitos deles altamente educados, conectados ao mundo e influenciados pelas redes sociais, rejeitam o sistema, que consideram "corrupto, opressivo e irrelevante para suas aspirações", argumenta.

'Todo regime acaba um dia'

Analistas afirmam que regimes autoritários tendem a cair quando três condições se alinham:

  • Mobilização em massa
  • Divisões entre as elites governantes
  • Deserções das forças de segurança

No passado, o Irã frequentemente experimentou a primeira, mas não as outras duas, dizem especialistas.

Hourcade acredita que o fim da República Islâmica é inevitável, mas não iminente. "Todo regime acaba um dia. A verdadeira questão é o tempo — a cronologia."

Ele argumenta que a morte de Khamenei foi um grande golpe para o regime. "Não haverá outro como ele. Seu substituto nunca terá a autoridade que Khamenei teve."

Mas Boussois diz que a queda da República Islâmica está longe de ser certa.

Se acontecer e for desencadeada por intervenção militar estrangeira, o que vier depois pode ser pior, afirma.

Trump disse anteriormente ao jornal americano New York Times que a captura do ex‑presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA seria o "cenário perfeito" para o Irã.

Mas Boussois afirma: "O oposto pode ocorrer — como na Coreia do Norte ou em Cuba — um fortalecimento do núcleo duro do regime."

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sábado, 14 de março de 2026

Meta planeja demissões em massa em meio ao aumento de custos com IA, diz agência

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Segundo a Reuters, cortes representariam 20% ou mais do quadro de funcionários da empresa.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 14 de Março de 2.026 às 09h00m
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Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas
Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

A Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, planeja demissões em massa que podem atingir 20% ou mais do quadro de funcionários. A informação é da Reuters, que cita três fontes familiarizadas com o assunto.

A medida ocorreria enquanto a companhia busca compensar os altos custos de infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para ganhos de eficiência com trabalhadores assistidos por IA.

Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, ainda não há uma data definida para os cortes, e o tamanho das demissões não foi finalizado.

Executivos de alto escalão sinalizaram recentemente o plano a outros líderes da Meta e pediram que começassem a preparar reduções nas equipes, segundo duas das fontes. Eles falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a divulgar as informações.

Procurado pela Reuters, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou se tratar de "especulações sobre abordagens teóricas”.

Se a Meta confirmar o corte de 20% do quadro de funcionários, será a maior rodada de demissões desde a reestruturação realizada entre o fim de 2022 e o início de 2023, período que a companhia chamou de “ano da eficiência”.

A empresa tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu relatório mais recente. A companhia demitiu 11 mil pessoas em novembro de 2022, cerca de 13% da força de trabalho na época. Aproximadamente quatro meses depois, anunciou outros 10 mil cortes.

Zuckerberg foca em IA generativa

No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado a Meta a competir de maneira mais agressiva no campo da inteligência artificial generativa.

A empresa tem oferecido pacotes salariais elevados, alguns avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos, para atrair pesquisadores de IA de ponta para uma nova equipe dedicada à superinteligência.

A companhia afirmou que pretende investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028. No início desta semana, adquiriu a Moltbook, uma plataforma de rede social voltada a agentes de IA.

A Meta também está gastando pelo menos US$ 2 bilhões para comprar a startup chinesa de IA Manus, informou anteriormente a Reuters.

Zuckerberg tem mencionado ganhos de eficiência decorrentes desses investimentos. Em janeiro, afirmou que já começa a ver “projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa.”

Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park — Foto: REUTERS/Carlos Barria
Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park — Foto: REUTERS/Carlos Barria

Tendência entre empresas de tecnologia

Os possíveis planos da Meta refletem uma tendência mais ampla entre grandes empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia neste ano. Executivos têm citado avanços recentes nos sistemas de IA como um dos motivos para mudanças organizacionais.

No mês passado, a fintech Block reduziu quase metade de seu quadro de funcionários. O CEO Jack Dorsey apontou as ferramentas de IA e sua capacidade crescente de permitir que empresas façam mais com equipes menores como um dos fatores por trás da decisão.

Desafios com modelos de IA

Os investimentos planejados pela Meta em IA vêm após uma série de contratempos com os modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas de que a empresa teria apresentado resultados enganosos em testes de desempenho usados nas primeiras versões.

A empresa também cancelou o lançamento da maior versão do modelo, chamada Behemoth, que estava prevista para o verão.

A equipe de superinteligência tem trabalhado para restabelecer a posição da companhia neste ano, desenvolvendo um novo modelo chamado Avocado. No entanto, o desempenho do sistema também ficou abaixo das expectativas.

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quarta-feira, 11 de março de 2026

China alerta estatais e órgãos do governo sobre riscos de segurança do software de inteligência artificial OpenClaw

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Autoridades citam riscos de segurança e possível vazamento de dados ao recomendar que funcionários evitem instalar o software de inteligência artificial em dispositivos de trabalho.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 11 de Março de 2.026 às 19h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Mulher segura criança perto de prédios de escritórios em Shenzhen, província de Guangdong, China. — Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de Arquivo
Mulher segura criança perto de prédios de escritórios em Shenzhen, província de Guangdong, China. — Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de Arquivo

Órgãos do governo chinês e empresas estatais alertaram funcionários nos últimos dias para não instalar o agente de inteligência artificial OpenClaw em dispositivos de trabalho por motivos de segurança, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

O OpenClaw é um software de código aberto capaz de executar de forma autônoma uma ampla gama de tarefas com pouca orientação humana, indo além das funções tradicionais de pesquisa e respostas a perguntas comuns em chatbots de IA.

No último mês, a ferramenta passou a ser adotada e promovida com entusiasmo por desenvolvedores de tecnologia chineses, grandes empresas de inteligência artificial e também por alguns governos locais em polos de tecnologia e manufatura do país.

Ao mesmo tempo, reguladores do governo central e veículos da mídia estatal emitiram repetidos alertas sobre o risco de o OpenClaw vazar, apagar ou usar indevidamente dados dos usuários depois de instalado e autorizado a operar em um dispositivo.

As restrições indicam que Pequim, apesar de promover um plano de ação chamado “IA Plus” para estimular crescimento econômico baseado em inovação, também está preocupada com riscos de segurança cibernética e de dados em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

Uma das fontes afirmou que funcionários de empresas estatais receberam orientação de reguladores para não usar o OpenClaw — em alguns casos, nem mesmo em dispositivos pessoais.

A segunda fonte, ligada a um órgão do governo chinês, disse que o software não foi oficialmente proibido em seu local de trabalho, mas que os servidores foram alertados sobre os riscos de segurança e aconselhados a não instalá-lo.

Ambas as fontes falaram sob condição de anonimato por não terem autorização para comentar o assunto publicamente.

Ainda não está claro o alcance das restrições nem se elas afetarão políticas de governos locais que, em alguns casos, oferecem subsídios milionários a empresas que desenvolvem inovações usando o OpenClaw. Essas iniciativas têm sido apresentadas como parte da implementação local do plano nacional IA Plus.

Na semana passada, um centro de pesquisa ligado à comissão municipal de saúde de Shenzhen realizou um treinamento sobre OpenClaw com a participação de milhares de pessoas, dentro da estratégia de expansão da tecnologia no setor de saúde.

Também não está claro se as novas restrições significam o fim do uso do OpenClaw por órgãos públicos na China. No distrito de Futian, em Shenzhen, autoridades chegaram a usar o software para criar um agente de IA voltado ao trabalho de servidores públicos, segundo o jornal estatal Southern Daily.

O órgão regulador de ativos estatais da China e o Ministério da Indústria não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A restrição foi noticiada primeiro pela Bloomberg.

O OpenClaw foi desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger e disponibilizado no GitHub em novembro do ano passado. No mês passado, Steinberger foi contratado pela OpenAI.

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