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SUV chega ao Brasil em novembro com opções P6 e P10, oferecendo autonomia de até 800 quilômetros --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Jorge Moraes Jornalista,
creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em
mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do
país, atua no segmento desde 1995 e está presente nos principais salões
nacionais e internacionais 14/05/26 às 15:47 | Atualizado 1405/26 às 17:22 Postado em 14 de Maio de 2.026 às 17h35m . #.*Post. - Nº.\ 5.427*.# .
Volvo EX60 • Jorge Moraes
O Volvo EX60, lançado na Catalunha, Espanha, chegará ao Brasil
em novembro. O SUV é um dos mais inteligentes do mundo, e conta com
inteligência artificial nativa, reconhecendo o dono e quem passar pela
frente da série de sensores do veículo.
O SUV feito
na Suécia promete no modelo P10, AWD (tração nas quatro), alcançar a
média de 660 quilômetros enquanto o modelo P12 vence a barreira dos 800 quilômetros.
É a segunda
geração dos elétricos de alto padrão com proposta de cativar o público
pelo luxo e pelo bolso porque vai custar perto dos R$ 560 mil, 10% a mais comparado ao XC60 plug in. A marca também pretende oferecer a versão de entrada P6 e o aventureiro Cross Country.
O modelo estreia a inédita plataforma SPA3 construída na arquitetura 800 V
(que permite recargas ultra-rápidas) e aposta em mais autonomia e uma
experiência ainda mais conectada com o cliente. Uma mistura que reúne o
design escandinavo, a potência da bateria de 95 KWh, o lifestyle e o
desejo de consumo.
O EX60
será o primeiro Volvo totalmente desenvolvido como um “software-defined
car”, conceito em que praticamente todas as funções do veículo passam a
evoluir por meio de atualizações remotas. Um só carro, sempre
atualizado, argumenta Felipe Yagi, diretor de comunicação da Volvo Cars
Brasil.
Motorizações
No
desempenho, o SUV terá três opções de máquina elétrica: P6, P10 e P12. A
versão de entrada P6 traz tração traseira e entrega 374 cv e 480 Nm de
torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos.
Na
configuração P10 AWD sobe para 510 cv e 710 Nm, reduzindo o tempo para
apenas 4,6 segundos. Carro do nosso teste drive com impressões ao
volante embargadas até o próximo dia 20.
No topo da
linha aparece a P12 AWD, que alcança impressionantes 680 cv e 790 Nm,
suficiente para cumprir o 0 a 100 km/h em 3,9 segundos mas esse EX60 vai
ficar para 2027. A Volvo não pode trazer um carro no pé do EX90,
flagship da marca.
O EX 60 usa
arquitetura elétrica de 800V, permitindo recargas rápidas de 10% a 80%
em cerca de 16 a 20 minutos, dependendo da configuração.
Por dentro, a
Volvo aposta em um ambiente sofisticado, inspirado no design
escandinavo. O acabamento utiliza materiais reciclados e sustentáveis,
incluindo revestimentos sem couro animal, madeira certificada FSC e
tecidos compostos parcialmente por poliéster reciclado.
A cabine
traz iluminação ambiente com seis temas inspirados na natureza
escandinava e uma central multimídia OLED horizontal de 15,04 polegadas
com sistema Google integrado e CarPlay sem fio. Outro destaque é a
integração com o Gemini, inteligência artificial conversacional do
Google que permite interações mais naturais com o carro.
Volvo EX60 • Jorge Moraes
Porte grande
Nas
dimensões, o carro tem porte generoso para reforçar a proposta familiar
executiva. O SUV mede 4,80 metros de comprimento, 1,90 m de largura e
conta com 2,97 m de entre-eixos, priorizando espaço interno e conforto
para os ocupantes com sistema de som B&W de 28 falantes.
O
porta-malas traseiro oferece até 523 litros na configuração tradicional,
podendo chegar a 1.647 litros com os bancos rebatidos. Na dianteira, o
modelo ainda adiciona um compartimento de 58 litros para guardar cabos e
pequenos objetos.
Design externo e cabine
O visual
segue a nova identidade minimalista da Volvo que sempre destaca as luzes
e os contornos da aerodinâmica. O EX60, sem barras no teto (que é
panorâmico e eletrocrômico onde você controla a entrada do fluxo de
luz), tem coeficiente aerodinâmico de 0,26, além da tradicional
assinatura do martelo de Thor com faróis pixel de alta definição nas
versões mais completas e lanternas traseiras verticalizadas.
As maçanetas
embutidas chamadas de Wing Grip ajudam no fluxo de ar e reforçam o
aspecto moderno do SUV com a folha de porta limpa.
Volvo EX60 • Jorge Moraes
Estreia
Na
segurança, o EX60 estreia uma nova geração chamada Safe Space
Technology, incluindo cintos dianteiros adaptativos capazes de ajustar a
força de retenção com base em informações coletadas por sensores
internos e externos.
Outro ponto
são os assistentes avançados de condução e uma nova arquitetura
eletrônica desenvolvida pela própria Volvo que não deixa o motorista
errar.
Além disso,
lembro que a dona da patente do cinto de três pontos desde 1959 liberou
para a indústria o uso do equipamento para ampliar a segurança em caso
de acidentes.
* O colunista Jorge Moraes viajou a Barcelona a convite da Volvo Cars.
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Superpotências competem por domínio dos setores comercial, tecnológico, logístico, entre outros --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gonzalo Zegarra, da CNN em Espanhol 13/05/26 às 17:36 | Atualizado 13/05/26 às 17:36 Postado em 13 de Maio de 2.026 às 18h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.426*.# .
Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping 30 de outubro de 2025 • REUTERS
O tão esperado encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, tem vários assuntos prioritários na
agenda em um momento de conflitos internacionais. Mas a disputa
geopolítica entre as duas principais potências mundiais também se
desenvolve na América Latina, onde existem múltiplos cenários de
confronto nos setores comercial, tecnológico, logístico, entre outros.
Alguns
países da região têm um forte compromisso com uma das partes, enquanto
outros tentam manter um equilíbrio estratégico entre Washington e Pequim
para tentar tirar vantagem de cada uma.
A China, com
progresso constante desde o boom das commodities, ultrapassou a União
Europeia há alguns anos como segundo parceiro comercial da América
Latina e, no caso de vários países, já está acima dos Estados Unidos em
volume de comércio. Por sua vez, a Casa Branca adotou uma postura mais
coercitiva desde 2025.
O Brasil, a
maior economia e o país mais populoso da América Latina, tem o
relacionamento mais dinâmico com a China, seu parceiro no bloco Brics.
Pequim compra soja, ferro e carne do Brasil, enquanto as empresas
chinesas ampliam os investimentos em energia e logística.
Trump,
também motivado pela sua aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro,
endureceu o seu discurso em relação ao Brasil no ano passado e impôs
tarifas ao país. Desde então, parte das taxas foram retiradas e a tensão
diminuiu após conversas diretas entre Trump e Lula.
Depois da
reunião na Casa Branca, dias antes de Trump viajar a Pequim, Lula
afirmou ter dito a Trump que “precisava voltar a olhar para os produtos”
brasileiros. A China é atualmente o maior comprador do Brasil.
Os Presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sorridentes durante encontro na Casa Branca • Divulgação
Um dos focos
de interesse dos EUA e da China são os minerais de terras raras,
recurso natural que o Brasil precisa de investimentos para explorar “Não temos preferência sobre quem compra todos os minerais;
qualquer pessoa que queira trabalhar conosco para nos ajudar a usar
esse recurso natural é bem-vinda para vir ao Brasil”, disse Lula.
Panamá
O Canal do
Panamá tornou-se o foco principal do discurso Trump contra a influência
da China no hemisfério ocidental. Antes de assumir o seu segundo
mandato, Trump acusou Pequim repetidas vezes de “operar” o canal, que é
gerido por uma autoridade independente nomeada pelo governo panamenho. A
China nega ter interferido nas operações do canal.
Em meio à
pressão de Washington, o Panamá anunciou em 2025 a sua saída da
Iniciativa Cinturão e Rota, um programa de infraestruturas chinês que
desde 2013 tem sido um símbolo da sua ascensão global.
Mas o canal continua sendo o centro da polêmica, com trocas de acusações entre Washington e Pequim.
O Governo do
Panamá, mais alinhado com a Casa Branca, denunciou que a China aumentou
a detenção de navios com bandeira panamenha para supostas inspeções,
depois de as autoridades locais terem assumido a administração em ambas
as extremidades do canal em fevereiro.
A medida das
autoridades panamenhas foi motivada por uma decisão judicial que
declarou inconstitucional um contrato com a Panama Ports Company e a sua
empresa-mãe de Hong Kong, CK Hutchinson Holding, um grupo que operou os
terminais durante quase três décadas.
Um
navio cargueiro navega em direção ao Oceano Pacífico após passar pelo
Canal do Panamá, visto da Cidade do Panamá • AP Photo/Agustin Herrera
Peru
O porto de
Chancay, inaugurado por Xi Jinping em 2024, virou o projeto chinês mais
emblemático no Pacífico Sul, como um grande centro logístico que
facilitará um volume gigantesco de carga entre a Ásia e a América do
Sul.
O terminal,
60% do qual pertence a uma empresa de capital chinês, despertou
suspeitas em Washington, que este ano emitiu um alerta sobre a
possibilidade de o governo do Peru perder poderes de supervisão.
O embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, alertou em fevereiro que o Peru poderia “perder a soberania” sobre esta questão.
De qualquer
forma, a China continua avançando com um eixo em Chancay: a empresa
chinesa Junefield assinou um contrato para um novo parque industrial em
Ancón, localizado entre o terminal e o porto de Callao, com
investimentos estimados em mais de US$ 1,2 bilhão para facilitar a
movimentação de mercadorias.
Entretanto, o
Peru mantém os seus laços com os Estados Unidos, no meio da sua
turbulência política. Em abril, as autoridades assinaram um contrato
para compra de aeronaves F-16 da empresa americana Lockheed Martin, um
processo polêmico que desencadeou a demissão de dois ministros por
divergências com o presidente.
Argentina
Sob o
governo do presidente Javier Milei, a Argentina optou por um forte
alinhamento com Washington, especialmente em questões ideológicas. No
entanto, a China continua a ser um dos principais parceiros comerciais
do país sul-americano, concorrendo pelo primeiro lugar com o Brasil, e
Milei moderou a sua linguagem em relação a Pequim.
Os Estados
Unidos têm realizado exercícios militares no Atlântico Sul, área
altamente estratégica, e realizaram diversas visitas de autoridades
militares.
O governo
Milei, que tem estado muito próximo de Trump e viajou várias vezes aos
EUA, conseguiu um acordo financeiro importante de 20 bilhões de dólares
em 2025, que permitiu evitar uma crise monetária pouco antes das
eleições legislativas.
Mas a
Argentina e os EUA têm economias que não se complementam. Os dois países
americanos produzem soja, milho, trigo, carne ou óleo, e por isso
Washington fica atrás da China, do Brasil e da União Europeia entre os
principais parceiros comerciais. Além disso, a estação espacial chinesa
em Neuquén e os investimentos estratégicos continuam a gerar suspeitas
na Casa Branca.
México
O México,
uma das maiores economias da região, reforçou alguns laços com a China,
mas a sua margem de ação é limitada pela sua proximidade geográfica com
os Estados Unidos. Washington também é o seu principal parceiro
comercial e exerce maior influência no México do que em outros países
mais distantes.
A relação
com a China deve ser um dos principais pontos de debate quando os países
forem negociar a renovação do acordo comercial entre México, EUA e
Canadá, já que Washington quer evitar que empresas da Ásia,
principalmente chinesas, utilizem o seu vizinho do sul como plataforma
para entrar no mercado americano sem pagar tarifas.
Diante desta
pressão, o México anunciou em dezembro aumentos nas tarifas sobre as
importações vindas da China e de outros países sem
acordos de livre comércio, de até 35% sobre centenas de produtos. Em
resposta, a China disse que tem o direito de retaliar, embora não tenha
anunciado tarifas.
Os
investimentos chineses continuam: por exemplo, a montadora GAC
confirmou o início das operações de uma montadora no México para o
segundo semestre deste ano.
A presidente
Claudia Sheinbaum tem repetido que aborda a relação com Trump com
“cabeça fria”, enquanto alguns críticos a acusam de “ceder” às
exigências da Casa Branca.
Chile
O Chile
mantém relações fluidas com Washington, ao mesmo que tempo tem um acordo
de livre comércio com China e aderiu à Iniciativa Cinturão e Rota,
demonstrando capacidade de equilibrar a sua diplomacia entre as duas
potências.
O Chile é um
território importante pelos seus minerais críticos para baterias e para
a transição energética, além de alvo de competição para garantir o
fornecimento estratégico de cobre e lítio.
No ano
passado, o Chile cancelou a licitação de uma empresa chinesa para a
produção de passaportes depois que os EUA ameaçaram cancelar o programa
Visa Waiver, que autoriza a entrada sem visto no território americano.
Em
fevereiro, antes da mudança de governo no Chile, o Departamento de
Estado dos Estados Unidos retirou os vistos de três chilenos que
participaram na entrega de uma concessão para a construção de um cabo
submarino de fibra ótica que ligasse a China ao país sul-americano. O
impasse abalou a transição presidencial e continua em avaliação.
O
ultradireitista José Antonio Kast tomou posse em março com um discurso
mais parecido com o de Trump, embora sem mudanças radicais na política
externa chilena.
Equador
A diplomacia
do presidente do Equador, Daniel Noboa, é outro exemplo de um delicado
equilíbrio entre os dois poderes. A sua gestão tem sido marcada pela
luta contra a violência e o crime organizado, razão pela qual reforçou a
sua cooperação em segurança com Washington e manifesta a sua
proximidade ideológica. Ao mesmo tempo, defende a relação comercial com a
China, fundamental para a economia do país.
Washington
aumentou a assistência tecnológica, a coordenação militar e as operações
conjuntas, e Noboa defende os EUA como parceiro estratégico contra o
tráfico de drogas e a insegurança. O presidente participou da cúpula
“Escudo das Américas”, convocada por Trump na Flórida, em março, mas
deixou claro que não esfriará os laços com Pequim.
Noboa anunciou que pretende viajar para a China em agosto. Ele esteve no país pela última vez em junho do ano passado.
Venezuela
A captura do
ditador Nicolás Maduro em janeiro e a mudança do governo chavista para
uma postura mais alinhada a Washington abalou os interesses da China na
Venezuela. Durante os anos em que as sanções de Washington pressionaram
Caracas, Pequim manteve o seu apoio político e reforçou os laços no
setor energético, mas a operação de 3 de janeiro mudou a situação.
Embora a
China tenha reduzido a sua exposição financeira no país sul-americano,
comprou mais de metade do petróleo bruto que a Venezuela exportou, e que
é agora amplamente controlado pelos Estados Unidos e pelos seus
interesses energéticos.
Assim, a
influência de Pequim sobre a Venezuela está sendo reconfigurada diante
do papel crescente de Trump, que está limitando as possibilidades da
China. Quando o Departamento do Tesouro retirou significativamente as
sanções aos bancos públicos venezuelanos, a licença excluiu
expressamente as entidades chinesas, bem como as da Rússia, do Irã, da
Coreia do Norte e de Cuba. A mesma proibição foi estabelecida quando as
sanções ao setor petrolífero foram aliviadas.
Paraguai
No caso do
Paraguai, a disputa acontece acima de tudo no plano diplomático: é o
único país sul-americano que reconhece Taiwan oficialmente, ponto
delicado na rivalidade entre Estados Unidos e China.
O presidente
Santiago Peña visitou a ilha na semana passada. A viagem foi criticada
por Pequim, que pressiona o Paraguai a romper relações com Taiwan.
A questão é
motivo de debate no Paraguai, uma vez que os setores empresariais e os
agroexportadores consideram que poderiam se beneficiar de uma melhor
relação com a China, mas os Estados Unidos estão interessados em
manter essa posição.
Colômbia
A Colômbia,
que nas últimas décadas foi um dos aliados mais próximos dos Estados
Unidos, principalmente em questões de segurança, aprofundou os seus
laços com a China durante o governo do presidente Gustavo Petro.
No ano
passado, a Colômbia assinou um acordo de intenções para aderir à
Iniciativa Cinturão e Rota depois declarou que a decisão também foi
aprovada “porque lá não nos insultaram nem nos ameaçaram”, referindo-se
às críticas de Washington. Semanas depois, o governo Trump cancelou a
certificação da Colômbia na luta contra o tráfico de drogas, atribuindo a
medida ao presidente colombiano.
A China tem
ganhado destaque em obras de infraestrutura no país, incluindo a
construção da Linha 1 do Metrô de Bogotá e da rodovia Urabá.
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De acordo com a companhia, a vulnerabilidade permitia burlar a autenticação em dois fatores e acessar uma ferramenta de administração de sistemas online. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo Postado em 11 de Maio de 2.026 às 16h20m . #.*Post. - Nº.\ 5.425*.# .
Foto de arquivo mostra a sede do Google na Califórnia, nos EUA — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP
O Google
informou na segunda-feira (11) que conseguiu interromper uma tentativa
de um grupo criminoso de usar inteligência artificial para explorar uma
vulnerabilidade digital até então desconhecida em uma empresa. A
informação foi divulgada pela Associated Press (AP).
Segundo
a big tech, o caso chama atenção porque reforça um risco que
especialistas em segurança digital já vinham alertando há anos: o uso de
IA por hackers para tornar ataques mais rápidos e sofisticados.
John Hultquist, analista-chefe da área de inteligência de ameaças do
Google, afirmou que esse cenário já se tornou realidade. “É aqui. A era
da exploração de vulnerabilidades impulsionada por IA já começou”, disse
ele.
O Google não revelou detalhes sobre os responsáveis pelo ataque nem sobre a empresa alvo.
No entanto, afirmou que identificou o uso de um modelo de linguagem de
IA — tecnologia semelhante à usada em chatbots — para ajudar a encontrar
a falha no sistema.
De acordo com a companhia, a vulnerabilidade permitia burlar a
autenticação em dois fatores e acessar uma ferramenta de administração
de sistemas online.
O Google classificou o caso como um “zero-day exploit”, termo usado
para ataques que exploram falhas desconhecidas e ainda sem correção
disponível.
A empresa afirmou ter notificado a companhia afetada e autoridades
policiais, conseguindo interromper a operação antes que houvesse danos.
Também informou que não há indícios de envolvimento de governos, embora
grupos ligados à China e à Coreia do Norte já tenham demonstrado
interesse em técnicas semelhantes.
O episódio ocorre em meio ao avanço acelerado das capacidades da
inteligência artificial na identificação de falhas em sistemas, o que
tem gerado preocupação entre governos e empresas de tecnologia.
O tema ganhou ainda mais atenção após o lançamento de novos modelos
avançados de IA voltados para segurança cibernética por empresas do
setor.
Algumas delas passaram a criar versões específicas da tecnologia para
ajudar defensores a identificar e corrigir vulnerabilidades antes que
sejam exploradas por criminosos.
Especialistas ouvidos pela Associated Press afirmam que, embora a IA
possa fortalecer a defesa digital no longo prazo, ela também pode
ampliar os riscos no curto prazo, já que há uma grande quantidade de
sistemas vulneráveis em funcionamento no mundo.
Segundo esses analistas, o período de transição pode ser marcado por
aumento de ataques cibernéticos mais sofisticados, exigindo maior
coordenação entre empresas e governos para reduzir riscos.