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segunda-feira, 9 de março de 2026

Celular que mantém o horizonte estável: como funciona a tecnologia que viralizou nas redes

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Tecnologia de estabilização de vídeo mantém o horizonte nivelado em celulares Samsung e Motorola, além de câmeras de ação da GoPro e Insta360.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em 09 de Março de 2.026 às 07h05m
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Como o celular consegue filmar e manter o horizonte estável?
Como o celular consegue filmar e manter o horizonte estável?

As redes sociais foram tomadas nos últimos dias por vídeos que continuam com a imagem estável mesmo com o celular movimentado em várias direções.

O aparelho em destaque é o Samsung Galaxy S26 Ultra, anunciado em fevereiro e previsto para chegar às lojas este mês.

Mas ele não é o único com a função: alguns celulares da Motorola têm algo similar desde 2023, e câmeras de esportes e ação desde 2019 (GoPro) e 2025 (Insta360).

O funcionamento do recurso, segundo as fabricantes, é resultado da combinação de dados de dois sensores: o acelerômetro e o giroscópio.

O giroscópio detecta o movimento de rotação do celular, e o acelerômetro indica a direção do chão.

O software da câmera e o processador do smartphone, então, combinam essas informações em tempo real para nivelar o vídeo no eixo horizontal. Assim, qualquer movimento para cima, para baixo ou de ponta-cabeça mantém o horizonte fixo na gravação.

Alguns fabricantes, como a Insta360, também mencionam o uso de um recorte na área do sensor de imagem para manter a cena centralizada. Cortam-se as bordas para manter o centro nivelado.

Tanto a Samsung quanto a Motorola alertam que é preciso ter boa iluminação no ambiente para obter resultados satisfatórios.

Vídeos no TikTok testando a trava de horizonte do Galaxy S26 Ultra — Foto: Reprodução
Vídeos no TikTok testando a trava de horizonte do Galaxy S26 Ultra — Foto: Reprodução

Cada marca adota um nome diferente para a função. Na Samsung, chama-se "bloqueio horizontal" e está presente no Galaxy S26 Ultra, que custava a partir de R$ 11.500 nas lojas on-line no início de março.

Na Motorola, o recurso é a "estabilização inteligente", disponível em modelos como o Edge 60, vendido por cerca de R$ 2.500 na internet.

O Moto Signature, novo topo de linha da marca com lançamento nesta segunda-feira (09), também terá a funcionalidade.

Filmando com o Galaxy S26 Ultra de ponta-cabeça em frente a um espelho — Foto: Henrique Martin/g1
Filmando com o Galaxy S26 Ultra de ponta-cabeça em frente a um espelho — Foto: Henrique Martin/g1

Já as câmeras da GoPro usam o termo "nivelamento de horizonte", presente em todos os modelos da marca, com produtos que custam na faixa de R$ 3.500. Veja a seguir opções das três marcas.

GoPro Hero13 Black
GoPro Hero13 Black
Moto Edge 60
Motorola Edge 60
Samsung Galaxy S26 Ultra
Samsung Galaxy S26 Ultra

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domingo, 8 de março de 2026

'Meus pais estão vivos?': apagão de internet imposto pelo Irã completa uma semana e afeta iranianos em meio à guerra

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Apagão digital restringiu gravemente a comunicação não apenas com o resto do mundo, mas também dentro do país. Sem notícias de parentes e amigos, iranianos no exterior estão aflitos.
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TOPO
Por Erfan Kasraie

Postado em 08 de Março de 2.026 às 07h00m
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Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora
Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora

Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático islâmico costuma cortar o acesso à rede sempre que ocorrem protestos antigoverno em massa no país.

Durante a onda de manifestações em janeiro, que teria deixado milhares de mortos após a repressão brutal das forças de segurança, as autoridades impuseram um apagão da internet que durou semanas. O mesmo roteiro se repetiu durante a guerra de 12 dias com Israel em junho passado.

Desde 28 de fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a internet voltou a ser cortada pelas autoridades iranianas, mergulhando o país em um apagão de informações.

No sábado (7), a plataforma de monitoramento da internet NetBlocks contabilizava mais de 168 horas ininterruptas de apagão – uma semana –, com a conectividade ainda estagnada em torno de 1% dos níveis normais.

Dentro do Irã, tarefas simples como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites tornaram-se impossíveis. Apenas a intranet local, extremamente limitada, permanecia disponível.

Conectividade de internet no Irã em 7 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país — Foto: Reprodução/NetBlocks
Conectividade de internet no Irã em 7 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país — Foto: Reprodução/NetBlocks

Preocupação dos iranianos no exterior

O bloqueio restringiu severamente o fluxo de informações e comunicação, não apenas de dentro para fora do Irã, mas também no interior do país.

Hayberd Avedian é membro do conselho da Ayande e.V., uma associação juvenil na Alemanha que se concentra em jovens com ascendência iraniana no mundo de língua alemã.

Avedian disse que não poder se comunicar com seus entes queridos no Irã tem sido extremamente estressante e desafiador.

"Quando acordo de manhã, minha primeira pergunta é: 'Meus pais ainda estão vivos? Estão ilesos?' Imediatamente verifico as notícias: quais áreas foram bombardeadas, onde houve ataques?", disse Avedian à DW.

"Mesmo que eu não veja nenhum ataque onde eles moram, o medo permanece porque muitas vezes não consigo contatá-los", acrescentou.

"Devido ao bloqueio da internet e das comunicações, é impossível sequer saber se eles estão bem. Eu sei que, numa situação dessas, até mesmo uma simples ida à padaria para comprar pão pode ser perigosa."

Mitra B., de 50 anos, que deixou o Irã após a Revolução Islâmica de 1979 e agora vive na Alemanha, compartilhou preocupações semelhantes.

"Ainda não tive notícias da minha tia no Irã. Minha esperança é que ela esteja viva, que esteja bem e que o Irã se liberte em breve deste regime", disse ela à DW.

Embora a maioria dos iranianos esteja isolada do mundo digital, um grupo seleto de pessoas ligadas ao regime e seus apoiadores continua a desfrutar de acesso irrestrito à internet usando os chamados "chips brancos", cartões pré-pagos anônimos.

Relatórios sugerem que existam mais de 50 mil desses chips no Irã, com muitos desses usuários permanecendo ativos nas redes sociais, disseminando propaganda do governo e narrativas enganosas.

Para outros, no entanto, a comunicação tem sido um grande desafio. Telefonar para o Irã a partir do exterior, seja para celulares ou telefones fixos, é quase impossível.

Alguns iranianos relataram breves momentos do dia em que conseguem se conectar e enviar mensagens.

Muitos também recorreram a ferramentas para burlar a censura, como a plataforma de internet aberta Psiphon, redes virtuais privadas (VPNs) ou assinaturas ilegais da Starlink, provedora de internet via satélite de propriedade de Elon Musk, o que levou as autoridades iranianas a emitirem alertas para que as pessoas não se conectem à internet.

A situação dificulta a cobertura jornalística do conflito e impede que ativistas e o público em geral compartilhem relatos independentes dos acontecimentos. Especialistas afirmam que isso também leva a uma onda de desinformação, já que relatos pró-regime ocupam esse vácuo de informações.

Israel e Estados Unidos fazem nova rodada de ataques contra o Irã — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Israel e Estados Unidos fazem nova rodada de ataques contra o Irã — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Risco adicional aos iranianos

A atual suspensão dos serviços de internet acarreta um risco adicional, já que os militares israelenses emitem regularmente alertas antes de lançar ataques aéreos, instando civis a evacuarem certas áreas ou evitarem locais específicos em cidades iranianas.

Com o apagão digital, o acesso dos cidadãos a esses alertas fica cada vez mais limitado, colocando vidas de civis em risco.

"Mesmo alertas importantes e pedidos de evacuação, como os emitidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), não chegam a muitas pessoas a tempo porque a internet no Irã é deliberadamente desligada", disse Avedian.

Tahireh Panahi, pesquisadora da Universidade de Kassel no departamento de Direito Público, Direito da Tecnologia da Informação e Direito Ambiental, disse à DW que o apagão da internet "não é apenas um problema individual, mas também social".

Ela destacou que isso dificulta a organização e a coordenação de protestos antigovernamentais em massa.

"Além disso, o regime clerical garante que as informações sobre seus crimes não cheguem ao mundo exterior", observou.

"É por isso que o fim do bloqueio da internet é essencial. Muitos iranianos exilados se sentem responsáveis por garantir que as informações saiam do país e que as pessoas possam ser ajudadas."

Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã
Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

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sábado, 7 de março de 2026

Indonésia proibirá acesso às redes sociais a menores de 16 anos

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Medida entrará em vigor em 28 de março.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 07 de Março de 2.026 às 09h00m
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Indonésia proibirá acesso às redes sociais a menores de 16 anos — Foto: Hollie Adams/Reuters
Indonésia proibirá acesso às redes sociais a menores de 16 anos — Foto: Hollie Adams/Reuters

O governo da Indonésia anunciou nesta sexta-feira (6) que proibirá o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, citando riscos relacionados à pornografia, cyberbullying, fraudes e dependência da internet.

O anúncio é feito após diversos países adotarem medidas semelhantes ou iniciarem discussões sobre mudanças em suas legislações para restringir o uso entre adolescentes.

"Contas pertencentes a menores de 16 anos em plataformas de alto risco começarão a ser desativadas no YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox", afirmou a ministra das Comunicações, Meutya Hafid, em comunicado.

O governo intervém "para que os pais não precisem mais lutar sozinhos contra os gigantes dos algoritmos", acrescentou sobre a medida que entrará em vigor em 28 de março.

Austrália também proibiu acesso a redes sociais para menores de 16 anos
Austrália também proibiu acesso a redes sociais para menores de 16 anos

A proibição será implementada em etapas "até que todas as plataformas cumpram suas obrigações", declarou.

A AFP entrou em contato com o TikTok e o Google na Indonésia, mas eles se recusaram a comentar.

Hafid afirmou que o governo de Jacarta está ciente de que as novas regras "podem causar algum transtorno inicial", mas as defendeu como "a melhor medida (...) a ser tomada neste período de emergência digital".

"Adotamos essa medida para retomar o controle do futuro de nossas crianças. Queremos que a tecnologia humanize os seres humanos e não que sacrifique nossas crianças", acrescentou.

Em dezembro, a Austrália determinou que TikTok, YouTube e outras plataformas excluíssem as contas de menores de 16 anos; na França, os legisladores aprovaram um projeto de lei para proibir menores de 15 anos nas redes.

Dinamarca, Grécia e Espanha pressionam a União Europeia (UE) por medidas semelhantes. Um comitê de especialistas da UE foi lançado nesta semana discutir a questão.

A Índia confirmou recentemente que considera adotar ações semelhantes para proteger as crianças do abuso online.

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