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terça-feira, 14 de julho de 2026

Ex-funcionários processam Meta por suposto uso de IA para demissões

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Acusação alega que empresa de Mark Zuckerberg discriminou contra deficientes, grávidas e pessoas que utilizaram licença médica
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www.cnnBrasil.com/tecnologia
14/07/26 às 16:32 | Atualizado 14/07/26 às 16:32
Postado em 14 de Julho de 2.026 às 16h45m
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Logotipo da Meta no Meta Lab em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 20 de maio de 2026
Logotipo da Meta no Meta Lab em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 20 de maio de 2026  • REUT

Vinte e seis funcionários da Meta Platforms entraram com uma ação judicial inédita, acusando a gigante da tecnologia de utilizar software baseado em IA que, na seleção de trabalhadores para demissões em massa, visava desproporcionalmente pessoas com deficiência ou que haviam tirado licença médica em algum momento.

O processo, aberto em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, na segunda-feira (13), afirma que a empresa se baseou em fatores como produtividade e uso de tokens de IA ao cortar milhares de empregos no início deste ano, prejudicando pessoas que se ausentaram do trabalho devido a condições de saúde ou para cuidar de familiares.

Os autores da ação, notificados em maio de que deixariam seus cargos a partir de 22 de julho, buscam uma decisão liminar do tribunal para impedir que a Meta conclua as demissões enquanto dão prosseguimento às suas reivindicações em arbitragem privada. Os trabalhadores alegam que os contratos da Meta exigem que os funcionários submetam disputas trabalhistas à arbitragem individualmente, mas que essa exigência não se aplica a pedidos de medidas emergenciais ou provisórias.

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Um porta-voz da Meta declarou nesta terça-feira (14) que as alegações são infundadas.


"As decisões organizacionais e de gestão de pessoal foram e são tomadas por pessoas, não por Inteligência Artificial", afirmou o porta-voz.

Este pode ser o primeiro processo contra uma grande empresa dos EUA a contestar o suposto uso de IA na condução de demissões.

A Meta demitiu 10% de sua força de trabalho global em maio, cerca de 8 mil pessoas, e planejava mais cortes de empregos para o final deste ano, conforme noticiado pela Reuters. Desde então, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que não espera mais demissões na empresa neste ano.

As mudanças fazem parte de uma reestruturação abrangente, à medida que a empresa aumenta seus investimentos em IA e coloca agentes de IA no centro tanto de suas ofertas de produtos quanto de sua abordagem interna de trabalho.

Os 26 autores da ação, que entraram com o processo de forma anônima, acusam a Meta de violar leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, em licença médica ou grávidas.

Eles também alegam que a Meta não testou seus sistemas de IA em busca de vieses, violando leis recentemente adotadas na Califórnia e na cidade de Nova York.

Os autores da ação são provenientes de seis estados, incluindo Califórnia, Nova York e o Distrito de Colúmbia.

Segundo a petição inicial, a Meta utilizou diversos sistemas internos assistidos por IA para pontuar e classificar funcionários em uma lista de demissões.

Entre eles estavam o "Metamate", um assistente baseado em modelo de linguagem de grande porte; e um "segundo cérebro" treinado pelos próprios funcionários, que monitorava as comunicações e documentos dos trabalhadores; e uma pontuação de produtividade derivada da análise de teclas digitadas, conteúdo da tela, e-mails e histórico do navegador.

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domingo, 12 de julho de 2026

A grande aposta do homem mais rico da Alemanha: criar rival europeia de Google e Amazon

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Dieter Schwarz, de 86 anos, que fez fortuna com rede de supermercados Lidl, está investindo em data centers e IA. Tudo para diminuir dependência digital da Europa em relação aos EUA.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 12 de Julho de 2.026 às 07h00m
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Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. — Foto: Nicolas Martin/DW
Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. — Foto: Nicolas Martin/DW

Quando o empresário Bernd Wagner caminha pela nova sede da empresa, fica entusiasmado e diz coisas como "sete vezes mais aço do que foi utilizado na construção da Torre Eiffel" ou "cabos suficientes para ir daqui até Nápoles".

Wagner é o responsável pela área de computação em nuvem e vendas da Schwarz Digits. Essas enormes quantidades de aço e cabos foram empregadas na construção da nova sede, que será oficialmente inaugurada em 21 de julho de 2026.

O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra.

"Isso aqui é uma declaração de intenções. Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém", afirma Wagner. 
Dos supermercados para a TI

Essa sede não fica na Califórnia, mas em Bad Friedrichshall, uma pequena cidade no sul da Alemanha, a poucos quilômetros de Heilbronn, a cidade natal daquele que é apontado por revistas especializadas como o homem mais rico da Alemanha: Dieter Schwarz, de 86 anos.

Foi a partir de Heilbronn que ele construiu o império Lidl, uma das redes de supermercados mais conhecidas da Alemanha e presente em vários países da Europa. Mais de 600 mil pessoas trabalham em empresas do Grupo Schwarz em todo o mundo.

'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. — Foto: Nicolas Martin/DW
'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. — Foto: Nicolas Martin/DW

O conglomerado cresceu sobretudo graças às redes de supermercados Lidl e Kaufland. Mas, como o Grupo Schwarz prefere fazer tudo por conta própria, expandiu-se para diversas áreas: produção de alimentos, gestão de resíduos, reciclagem e, agora, digitalização.

Em 2025, o Grupo Schwarz registrou um faturamento de quase 185 bilhões de euros – mais do que SAP, Mercedes ou Bayer. Só a montadora Volkswagen faturou mais entre as empresas alemãs.

Europa sem dependência tecnológica

O Grupo Schwarz sempre foi conhecido pela discrição. Quase nunca se fala sobre seu fundador, Dieter Schwarz. Há poucas fotografias públicas dele. Diz-se que ele consegue andar por Heilbronn sem ser reconhecido.

Mas agora o Grupo Schwarz está nas manchetes com uma nova narrativa, que começa com a Schwarz Digits e gira em torno da independência digital e da valorização da Alemanha como polo tecnológico.

"Se você não está sentado à mesa, acaba fazendo parte do cardápio", diz Wagner em seu escritório climatizado.

Se nos últimos anos a Schwarz Digits cuidou sobretudo da infraestrutura de TI dos 14.500 supermercados do grupo ao redor do mundo, agora oferece seus serviços de nuvem e segurança digital também para empresas privadas e órgãos públicos.

Segundo Wagner, o objetivo é fazer com que Alemanha e Europa voltem a ter protagonismo e deixem de depender totalmente das tecnologias dos Estados Unidos ou da China. "Queremos devolver à Europa sua capacidade de agir", afirma.

Esse posicionamento está dando resultados. Nos últimos tempos, a empresa vem conquistando grandes contratos. Entre seus clientes e parceiros estão o governo da Holanda, ministérios alemães e a Federação Alemã de Futebol (DFB).

Na região de Spreewald, ao sul de Berlim, a Schwarz Digits está construindo um centro de dados. Ao custo de 11 bilhões de euros, trata-se do maior investimento individual da história do grupo.

O valor investido na nova sede em Bad Friedrichshall não foi divulgado. O que se sabe é que a instalação foi concebida para manter os talentos de TI na Alemanha e até mesmo atrair novos profissionais. A mensagem é clara: por que se mudar para o caro Vale do Silício se é possível trabalhar num setor do futuro no sul da Alemanha?

Heilbronn se transforma

Quem passeia por Heilbronn vê claramente como a cidade está formando os seus talentos. Um exemplo é o campus educacional da Fundação Dieter Schwarz, onde diversas instituições de ensino e pesquisa alemãs formam cerca de 8 mil estudantes. A expectativa é de que o número ainda vá crescer significativamente.

Nas proximidades está o Experimenta, que se apresenta como o maior centro de ciência da Alemanha e virou símbolo da cidade e atração turística. Lá os visitantes podem vivenciar na prática tecnologias e aplicações de inteligência artificial.

O prefeito de Heilbronn, Harry Mergel, participou da iniciativa que levou à construção do Experimenta há cerca de 20 anos. Uma das principais financiadoras do projeto foi justamente a Fundação Dieter Schwarz.

Mergel é prefeito da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, desde 2014. Assim como muitos outros, ele evita falar muito sobre o mecenas que não deixou sua terra natal. "Toda pessoa tem direito ao anonimato", diz.

O megaprojeto de IA

A transformação da cidade já é visível. Heilbronn, que os próprios moradores às vezes chamavam de forma autodepreciativa de "Heilbronx", aparece hoje em alguns rankings como a cidade com o maior poder de compra da Alemanha.

O crescente número de moradores vindos da Índia e da China também indica que empregos em tecnologia da informação estão atraindo profissionais para a região.

Além disso, há um megaprojeto que deverá tornar a cidade ainda mais conhecida internacionalmente nos próximos anos: o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI).

Com esse parque de inovação em inteligência artificial, Heilbronn pretende competir com centros tecnológicos como Londres e Paris.

A expectativa é que até 5 mil pessoas trabalhem e pesquisem no complexo localizado nos arredores da cidade. Os primeiros edifícios serão inaugurados em 2027. Mais uma vez, tanto a Fundação Dieter Schwarz quanto o Grupo Schwarz desempenham um papel central no projeto.

Os custos não foram divulgados, mas o IPAI já opera como rede de colaboradores desde 2022, e cerca de 140 empresas e parceiros desenvolvem projetos relacionados à inteligência artificial. Mergel, cujo mandato vai até 2030, é taxativo: "O futuro está sendo construído em Heilbronn".

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sábado, 11 de julho de 2026

Apple processa OpenAI e acusa rival de roubar informações secretas para criar novos produtos

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Processo afirma que ex-funcionários levaram dados sobre componentes, fornecedores e processos de fabricação da gigante de tecnologia.
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Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Julho de 2.026 às 08h40m
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Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões

A Apple entrou com uma ação judicial nesta sexta-feira (10) contra a OpenAI e dois ex-funcionários, acusando a empresa responsável pelo ChatGPT de se beneficiar de informações confidenciais da fabricante do iPhone para avançar em sua entrada no mercado de dispositivos eletrônicos.

O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alega que houve uma ação coordenada para obter segredos comerciais da Apple, incluindo informações sobre projetos de produtos, processos de ricação e estratégias da cadeia de fornecedores.

A ação envolve a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products, além de dois ex-funcionários da Apple: Chang Liu, que atuava como engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch.

O que aconteceu?

Segundo a Apple, Liu teria deixado de devolver um notebook corporativo fornecido pela empresa e, posteriormente, teria explorado uma falha no sistema de autenticação para acessar a rede interna da companhia.

A fabricante afirma que ele baixou "dezenas de arquivos confidenciais relacionados a hardware" antes de deixar a empresa e ingressar na OpenAI.

A Apple também acusa Tan de ter usado informações internas da companhia em benefício da OpenAI. De acordo com a ação, o ex-executivo teria enviado para si próprio dados sobre fornecedores da Apple e análises internas do setor antes de sua saída da empresa.

Segundo a big tech, Tan incentivou funcionários da companhia a levarem componentes da Apple para entrevistas de emprego na OpenAI, em sessões de mostrar e contar (show and tell).

No processo, a empresa cita um episódio em que um candidato a uma vaga na OpenAI teria dito que nem sabia que podíamos pegar essas coisas do escritório.

Mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI, segundo a empresa no processo, afirmando que não é surpreendente que alguns deles tenham conhecimento de informações confidenciais.

A companhia afirma ainda que a OpenAI teria feito perguntas altamente específicas a fornecedores sobre processos de fabricação e componentes usados pela Apple - informações que, segundo a empresa, só poderiam ser obtidas por alguém com conhecimento interno.

A Apple também alega que a OpenAI teria convencido um de seus parceiros comerciais a realizar técnicas de acabamento em metal desenvolvidas pela fabricante do iPhone para projetos de hardware da empresa de inteligência artificial, apesar de limitações contratuais.

Só porque a OpenAI agora emprega pessoas que antes eram responsáveis pelos segredos comerciais da Apple, isso não dá à empresa o direito de usar essas informações para acelerar seus esforços em hardware, escreveu a fabricante do iPhone na ação.

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

Uma rivalidade bilionária

O processo aumenta significativamente a tensão entre Apple e OpenAI, uma relação que já vinha sendo pressionada nos últimos meses pela disputa por talentos e tecnologias estratégicas no setor de inteligência artificial.

A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A rivalidade entre as duas empresas ocorre em meio à corrida para desenvolver novos produtos baseados em inteligência artificial. Em 2024, a Apple anunciou a integração da sua plataforma "Apple Intelligence" em aplicativos como a Siri e também incorporou o ChatGPT aos seus dispositivos.

A parceria permite que usuários do iPhone acessem respostas do ChatGPT por meio da Siri e também assinem planos pagos da OpenAI diretamente pelas configurações do sistema iOS.

A OpenAI ampliou sua atuação além dos softwares ao comprar, no ano passado, a startup de hardware io Products, fundada pelo ex-designer da Apple Jony Ive, em um negócio avaliado em US$ 6,5 bilhões.

O acordo reforçou a estratégia da empresa de criar produtos físicos voltados ao consumidor. Ive, porém, não é citado como réu no processo.

No mês passado, a Apple lançou uma atualização da Siri que estava atrasada há meses. A empresa havia prometido grandes melhorias para a assistente virtual há dois anos, mas os recursos foram adiados repetidamente.

*Com informações da Reuters

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