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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Como funciona o 'Instagram chinês', que atraiu usuários do TikTok e fez turismo explodir

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Com mais de 350 milhões de usuários, o Xiaohongshu, também conhecido como RedNote, tem sido usado por turistas para postar fotos e planejar viagens. Serviço se prepara para abrir capital na bolsa de Hong Kong.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 16 de Julho de 2.026 às 06h00m
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RedNote — Foto: Anna KURTH / AFP
RedNote — Foto: Anna KURTH / AFP

O Xiaohongshu, aplicativo de estilo de vida mais popular da China, se prepara para abrir capital ainda este ano. Conhecido como "Instagram chinês", ele permite que usuários publiquem fotos, vídeos e transmissões ao vivo.

O serviço é chamado no Ocidente de RedNote, tem um visual parecido com o da rede social americana Pinterest e chamou atenção depois de receber usuários do TikTok nos EUA, em meio à expectativa do bloqueio do aplicativo no país.

Agora, o Xiaohongshu também mostra seu impacto no turismo na China, onde os trajetos domésticos atingem níveis recordes. Viajantes usam o aplicativo para descobrir novos destinos e planejar roteiros em locais fotogênicos.

Um lago no bairro histórico de Shichahai, em Pequim, é um dos vários pontos "daka", isto é, que são considerados parada obrigatória na cidade, e que atraem cada vez mais pessoas por conta do Xiaohongshu.

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Por lá, há uma concorrência acirrada entre fotógrafos que fazem retratos de mulheres vestidas com trajes tradicionais. As imagens têm um destino: o Xiaohongshu.

Em uma segunda-feira recente, a fotógrafa Li Geng, de 18 anos, oferecia seus serviços aos turistas que passavam pelo local. Ela cobrava 10 yuans (cerca de R$ 7,60) por retrato.

A poucos metros dali, outros fotógrafos davam instruções a jovens com roupas elegantes, que faziam o sinal de vitória com os dedos e arqueavam as costas diante das câmeras.

Li contou à AFP que a disputa por clientes é intensa, já que muitos concorrentes têm forte presença nas redes sociais. Um deles tem 45 mil seguidores no Xiaohongshu e cobra preços mais baixos.

Inspiração para viagens

A China registrou um recorde de 6,5 bilhões de viagens domésticas em 2025, de acordo com a agência Xinhua. O resultado representou um aumento de 16% em relação a 2024.

No período, a base de usuários do Xiaohongshu também cresceu, passando de 300 milhões, em 2024, para 350 milhões de usuários ativos mensais, em 2025, segundo a plataforma de análise de dados Qiangua.

A rede social impulsionou negócios pouco conhecidos e levou multidões a destinos fora dos roteiros tradicionais, como Zibo, uma tranquila cidade industrial da província de Shandong, depois que seus espetinhos de churrasco baratos e marinados viralizaram.

Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote — Foto: Reprodução
Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote — Foto: Reprodução

A turista Mina Chen, que visitava Shichahai com a irmã, planejou toda a viagem a Pequim com base nas recomendações de outros usuários. "Hoje, ele é indispensável para mim", disse a estudante de 20 anos à AFP.

O Xiaohongshu é hoje o primeiro lugar onde "muitos viajantes jovens" buscam inspiração, disse Ming Yii Lai, consultora sênior de estratégia da Daxue Consulting.

Mas o turismo estimulado pelo Xiaohongshu também trouxe problemas, como o excesso de visitantes em locais que viralizaram e a dependência excessiva de empresas em relação ao tráfego gerado pela plataforma, explicou Lai.

Publicações patrocinadas por restaurantes e destinos turísticos também geraram críticas quando as recomendações não corresponderam às expectativas dos visitantes.

'Refugiados' do TikTok

O aplicativo ganhou atenção internacional em 2025 quando o plano do governo americano de proibir o TikTok levou usuários dos Estados Unidos, apelidados de "refugiados", a migrar para o RedNote, versão ocidental do Xiaohongshu.

Nas últimas semanas, o "Instagram chinês" voltou às manchetes por seu preparativo para apresentar de forma confidencial uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Hong Kong, segundo veículos como o Wall Street Journal.

A AFP entrou em contato com a empresa para comentar a informação.

As mulheres jovens de cidades ricas da China são a principal base de usuários do Xiaohongshu, de acordo com a Qiangua. Mas a rede social também está atraindo falantes de chinês em países como Malásia e Singapura.

O aposentado singapurense Ernest Phua usou o aplicativo para planejar viagens a Cantão e Yunnan, buscando em mandarim "estratégias de viagem" e recomendações.

"Se queremos saber como é realmente a vida na China" e descobrir o que os moradores gostam de fazer, comer e visitar, "o Xiaohongshu tem muito conteúdo", afirmou.

Meng Jiaxuan, de 20 anos, vestida com um traje tradicional em Shichahai, contou que até as poses de sua sessão de fotos foram pesquisadas no aplicativo. "Não importa o que seja, eu simplesmente procuro no Xiaohongshu", disse.

JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite

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Empresa de Jeff Bezos fechou parceria para lançar o Amazon Leo no país em 2027, enquanto a Starlink segue fora do mercado por não atender às regras locais de participação societária.
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TOPO
Por Associated Press — Cape Town

Postado em 15 de Julho de 2,026 às 16hoom
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Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual
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A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano.

Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados.

O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo.

As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento.

As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026. — Foto: Abdul Saboor/Reuters
Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026. — Foto: Abdul Saboor/Reuters

Além de despontar, Amazon tem apoio do governo

Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel.

A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação.

A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local.

A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento.

A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa.

O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.

Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Ex-funcionários processam Meta por suposto uso de IA para demissões

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Acusação alega que empresa de Mark Zuckerberg discriminou contra deficientes, grávidas e pessoas que utilizaram licença médica
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www.cnnBrasil.com/tecnologia
14/07/26 às 16:32 | Atualizado 14/07/26 às 16:32
Postado em 14 de Julho de 2.026 às 16h45m
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Logotipo da Meta no Meta Lab em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 20 de maio de 2026
Logotipo da Meta no Meta Lab em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 20 de maio de 2026  • REUT

Vinte e seis funcionários da Meta Platforms entraram com uma ação judicial inédita, acusando a gigante da tecnologia de utilizar software baseado em IA que, na seleção de trabalhadores para demissões em massa, visava desproporcionalmente pessoas com deficiência ou que haviam tirado licença médica em algum momento.

O processo, aberto em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, na segunda-feira (13), afirma que a empresa se baseou em fatores como produtividade e uso de tokens de IA ao cortar milhares de empregos no início deste ano, prejudicando pessoas que se ausentaram do trabalho devido a condições de saúde ou para cuidar de familiares.

Os autores da ação, notificados em maio de que deixariam seus cargos a partir de 22 de julho, buscam uma decisão liminar do tribunal para impedir que a Meta conclua as demissões enquanto dão prosseguimento às suas reivindicações em arbitragem privada. Os trabalhadores alegam que os contratos da Meta exigem que os funcionários submetam disputas trabalhistas à arbitragem individualmente, mas que essa exigência não se aplica a pedidos de medidas emergenciais ou provisórias.

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Um porta-voz da Meta declarou nesta terça-feira (14) que as alegações são infundadas.


"As decisões organizacionais e de gestão de pessoal foram e são tomadas por pessoas, não por Inteligência Artificial", afirmou o porta-voz.

Este pode ser o primeiro processo contra uma grande empresa dos EUA a contestar o suposto uso de IA na condução de demissões.

A Meta demitiu 10% de sua força de trabalho global em maio, cerca de 8 mil pessoas, e planejava mais cortes de empregos para o final deste ano, conforme noticiado pela Reuters. Desde então, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que não espera mais demissões na empresa neste ano.

As mudanças fazem parte de uma reestruturação abrangente, à medida que a empresa aumenta seus investimentos em IA e coloca agentes de IA no centro tanto de suas ofertas de produtos quanto de sua abordagem interna de trabalho.

Os 26 autores da ação, que entraram com o processo de forma anônima, acusam a Meta de violar leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, em licença médica ou grávidas.

Eles também alegam que a Meta não testou seus sistemas de IA em busca de vieses, violando leis recentemente adotadas na Califórnia e na cidade de Nova York.

Os autores da ação são provenientes de seis estados, incluindo Califórnia, Nova York e o Distrito de Colúmbia.

Segundo a petição inicial, a Meta utilizou diversos sistemas internos assistidos por IA para pontuar e classificar funcionários em uma lista de demissões.

Entre eles estavam o "Metamate", um assistente baseado em modelo de linguagem de grande porte; e um "segundo cérebro" treinado pelos próprios funcionários, que monitorava as comunicações e documentos dos trabalhadores; e uma pontuação de produtividade derivada da análise de teclas digitadas, conteúdo da tela, e-mails e histórico do navegador.

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