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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil

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Medida atende a exigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA).
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Por Redação g1

Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões — Foto: Aly Song/Reuters
Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões — Foto: Aly Song/Reuters

O Grindr, aplicativo de relacionamento LGBTQIA+, começa a exigir verificação de idade dos usuários nesta sexta-feira (20).

A atualização atende a uma nova exigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA).

"A lei determina que plataformas e serviços destinados a adultos utilizem métodos de verificação de idade para garantir que apenas pessoas com 18 anos ou mais tenham acesso aos seus serviços", diz a plataforma.

O Grindr também explicou como vai funcionar a verificação de idade e qual ferramenta utiliza. Veja abaixo:

  • verificação de idade: para confirmar que têm 18 anos ou mais, usuários do Grindr no Brasil podem enviar um breve vídeo selfie ou optar por combinar o vídeo com um documento oficial com foto;
  • processo único e vinculado à conta: a verificação precisa ser feita apenas uma vez por conta. Novos usuários serão solicitados a concluir o procedimento durante o cadastro. Quem já utiliza o aplicativo — ou abrir o app enquanto estiver no Brasil — também deverá passar pelo processo;
  • acesso condicionado à conclusão: no Brasil, o acesso ao Grindr ficará bloqueado até que a verificação de idade seja finalizada;
  • parceria com a FaceTec: o Grindr utiliza tecnologia de verificação biométrica da FaceTec. Segundo a empresa, todo o processamento de dados é gerenciado de forma independente, com o objetivo de proteger a privacidade dos usuários e garantir que o acesso seja restrito a adultos.

Caso você opte — ou seja solicitado — a usar o método que combina um documento oficial com foto e um vídeo selfie, os seguintes documentos são aceitos:

  • Carteira de Motorista
  • Passaporte
  • Carteira de Identidade
  • Carteira de Piloto
  • Carteira da OAB
  • Carteira de Identidade Digital
  • Carteira de Registro Nacional Migratório
  • Carteira de Farmacêutico
  • Carteira de Enfermagem
  • Carteira Profissional / Carteira de Identidade Profissional
  • Registro Nacional Migratório
  • Carteira de Bombeiro Militar
  • Carteira de Farmacêutico
Como sua privacidade é protegida

Para proteger sua privacidade, documentos e vídeos fornecidos são utilizados apenas para a verificação de idade, são criptografados de forma segura durante o processo e excluídos permanentemente após a conclusão.

O Grindr não retém os documentos ou vídeos enviados, mantém apenas a informação sobre qual método de verificação foi escolhido e se o processo foi aprovado ou reprovado.

E fora do Brasil?

Se você estiver fora do Brasil, não verá essa verificação, a menos que abra o Grindr durante uma visita ao país. Nesse caso, o processo será aplicado da mesma forma.

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Três engenheiros da mesma família são presos nos EUA acusados de roubar dados do Google para mandar para o Irã

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Entre os presos, estão as irmãs Samaneh Ghandali, de 41 anos, e Soroor Ghandali, de 32. O terceiro réu é Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 12h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters
Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters

Três engenheiros do Vale do Silício foram presos na quinta-feira (19) acusados de roubar segredos comerciais do Google e de outras grandes empresas de tecnologia para enviar ao Irã, informou a procuradoria do Distrito Norte da Califórnia, dos EUA.

Eles também são acusados de obstruir a Justiça.

Os presos fazem parte da mesma família. São eles: as irmãs Samaneh Ghandali, de 41 anos, e Soroor Ghandali, de 32, e Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh.

Samaneh Ghandali e Soroor Ghandali trabalharam no Google antes de irem para outra empresa de tecnologia identificada no processo como Empresa 3.

Já Khosravi, marido de Samaneh, trabalhou em uma companhia identificada comoEmpresa 2.

Os três devem voltar ao tribunal em 20 de fevereiro de 2026, quando será definida a representação legal, perante a juíza Susan van Keulen.

Se condenados, cada um pode pegar até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil por cada acusação de conspiração para roubo de segredos comerciais e de roubo ou tentativa de roubo.

No caso de obstrução de procedimento oficial, a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão e multa de US$ 250 mil.

Quais são as acusações

Segundo a acusação, os réus usaram seus cargos para obter acesso a informações confidenciais e sensíveis.

Eles também teriam transferido documentos confidenciais do Google e de outras empresas para locais não autorizados, como dispositivos de trabalho ligados aos empregadores uns dos outros, aparelhos pessoais, além de mandarem para o Irã.

Esses documentos tinham segredos comerciais relacionados à segurança de processadores, criptografia e outras tecnologias.

A denúncia descreve que, enquanto trabalhava no Google, Samaneh Ghandali teria transferido centenas de arquivos para uma plataforma de comunicação de terceiros, em canais que levavam os primeiros nomes de cada um dos acusados.

Soroor Ghandali também é acusada de ter transferido diversos arquivos do Google para esses canais enquanto ainda era funcionária da empresa.

Posteriormente, esses documentos teriam sido copiados para dispositivos pessoais, para o computador de trabalho de Khosravi naEmpresa 2 e para o equipamento profissional de Soroor na Empresa 3.

Ocultamento de informações

Ainda de acordo com a acusação, os três tentaram ocultar as ações por meio da entrega de declarações juramentadas falsas às empresas vítimas, negando condutas relacionadas aos segredos comerciais roubados.

Eles também são acusados de destruir arquivos e registros eletrônicos e adotar métodos para evitar a detecção das ações, como fotografar manualmente telas de computador com documentos confidenciais, em vez de transferir os arquivos completos por plataformas digitais.

Em agosto de 2023, após os sistemas internos de segurança do Google detectarem atividades de Samaneh Ghandali e revogarem seu acesso aos recursos da empresa, ela teria assinado uma declaração afirmando que não tinha compartilhado informações confidenciais fora da companhia.

Segundo a denúncia, ela e Khosravi passaram então a pesquisar e acessar sites sobre como excluir comunicações e dados, incluindo informações sobre quanto tempo operadoras de celular mantêm mensagens para imprimir em tribunal.

O casal continuou acessando segredos comerciais armazenados em dispositivos pessoais e, ao longo de meses, teria fotografado manualmente centenas de telas de computador com informações confidenciais do Google e da Empresa 2.

Na noite anterior a uma viagem ao Irã, em dezembro de 2023, Samaneh Ghandali teria feito cerca de 24 fotografias da tela do computador de trabalho de Khosravi, contendo informações sigilosas da Empresa 2.

Já no Irã, um dispositivo pessoal associado a Samaneh teria acessado essas imagens, enquanto Khosravi teria acessado outras informações confidenciais da empresa.

Em nota, o procurador federal dos Estados Unidos Craig H. Missakian afirmou que os acusados exploraram suas posições para roubar segredos comerciais confidenciais de seus empregadores e que o escritório continuará atuando para proteger a inovação americana e processar indivíduos que roubem tecnologias sensíveis para ganho indevido ou para beneficiar países hostis.

O agente especial do FBI responsável pelo caso, Sanjay Virmani, disse que as ações descritas na denúncia representam uma traição calculada de confiança e que os acusados teriam adotado medidas deliberadas para evitar detecção e ocultar suas identidades.

Ele afirmou que proteger a inovação do Vale do Silício e as tecnologias que impulsionam a economia e a segurança nacional é prioridade da agência.

Como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais
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Bactéria presa em gelo de caverna por 5 mil anos resiste a antibióticos

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Sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana; pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar

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Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
21/02/26 às 03:34 | Atualizado 21/02/26 às 04:11
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 09h00m
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Uma bactéria isolada de uma camada de gelo com cerca de 5 mil anos chamou a atenção de pesquisadores ao apresentar resistência a múltiplos antibióticos modernos.

A cepa, denominada Psychrobacter sp. SC65A.3, foi recuperada da Caverna de Gelo Scărișoara, na Romênia, considerada um dos mais antigos depósitos subterrâneos de gelo do mundo.

O sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana. Em testes laboratoriais, o microrganismo mostrou resistência a antibióticos de diferentes classes, incluindo penicilinas, cefalosporinas, fluoroquinolonas e aminoglicosídeos.

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Entre os genes identificados está o mcr-1, relacionado à resistência à colistina, medicamento usado como último recurso em infecções graves. estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Microbiology.

Além do perfil de resistência, os pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar.

A cepa foi capaz de inibir o crescimento de microrganismos do grupo ESKAPE, conjunto de bactérias frequentemente associadas a infecções resistentes a medicamentos.

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O estudo também destacou características adaptativas da SC65A.3, como crescimento em baixas temperaturas e produção de enzimas ativas no frio.

Segundo os autores, os resultados reforçam a ideia de que o meio ambiente funciona como reservatório natural e antigo de genes de resistência, anteriores ao uso clínico de antibióticos.

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