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sábado, 23 de maio de 2026

EUA investirão US$ 2 bi na IBM e em outras empresas de computação quântica

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Governo Trump quer fortalecer produção de tecnologia avançada nos EUA e reduzir dependência da China com aportes bilionários em empresas do setor.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 23 de Maio de 2.026 às 07h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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O governo dos Estados Unidos anunciou um pacote de US$ 2 bilhões em investimentos em empresas ligadas à computação quântica, tecnologia considerada estratégica na disputa global por inovação e liderança industrial.

Os recursos serão direcionados a novos projetos de companhias como IBM, GlobalFoundries, D-Wave, Rigetti Computing, Infleqtion e Diraq.

A iniciativa faz parte dos esforços do governo Donald Trump para fortalecer a produção de tecnologia dentro do país e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente da China.

A computação quântica é vista como uma nova geração de computadores capazes de resolver problemas complexos muito mais rapidamente do que os sistemas atuais.

Entre as aplicações esperadas estão o desenvolvimento de medicamentos, sistemas de segurança digital, inteligência artificial e análises financeiras.

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, a IBM receberá US$ 1 bilhão para criar uma empresa voltada à fabricação de chips para computadores quânticos. Já a GlobalFoundries deve receber US$ 375 milhões para construir uma fábrica destinada à produção de componentes usados nesse tipo de tecnologia.

Outras empresas do setor também serão beneficiadas. D-Wave, Rigetti Computing e Infleqtion receberão cerca de US$ 100 milhões cada. Já a Diraq poderá receber até US$ 38 milhões para desenvolver soluções voltadas aos principais desafios técnicos da computação quântica.

Parte das empresas contempladas possui ligação com integrantes do governo americano. Emil Michael, principal autoridade de tecnologia do Pentágono, participou da abertura de capital da D-Wave em 2022. Já a PsiQuantum anunciou no ano passado um investimento de US$ 1 bilhão vindo de grupos que incluem o braço de venture capital da Nvidia e a 1789 Capital, apoiada por Donald Trump Jr.

Após o anúncio, as ações das empresas envolvidas registraram altas entre 6% e 31%.

Os investimentos fazem parte do CHIPS and Science Act, programa aprovado durante o governo do ex-presidente Joe Biden para ampliar a produção de tecnologia e semicondutores nos EUA.

Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha 3 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Nacho Doce
Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha 3 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Nacho Doce

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Brasil pode ser o próximo fornecedor global de terras raras?

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País possui a segunda maior reserva mundial, mas enfrenta desafios tecnológicos e industriais para explorar esses minerais estratégicos.
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TOPO
Por Juan Sebastian Serrano

Postado em 20 de Maio de 2.026 às 12h15m
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Amostra de argila com compostos de terras raras retiradas na caldeira vulcânica de Poços de Caldas, MG — Foto: Viridis/Divulgação
Amostra de argila com compostos de terras raras retiradas na caldeira vulcânica de Poços de Caldas, MG — Foto: Viridis/Divulgação

Escondidos sob o solo brasileiro, milhões de toneladas de terras raras despertam o interesse global, com os Estados Unidos na vanguarda. No entanto, embora representem o novo ouro brasileiro para alguns, o boom parece distante.

Essenciais para fabricar desde carros elétricos a mísseis, esses 17 elementos são abundantes na terra — mas a China detém as maiores reservas e a tecnologia para processá-los.

Hoje, a produção brasileira é insignificante, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta incentivar seu desenvolvimento e manter o controle sobre essa fonte de renda inesperada.

Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal
Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal

O Brasil pode se tornar um novo fornecedor global de terras raras? Aqui estão algumas respostas importantes.

Qual é o tamanho do tesouro?

O Brasil possui mais de 20 milhões de toneladas de elementos de terras raras, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). É a segunda maior reserva mundial, atrás da China e muito à frente da terceira maior: a Índia, com 6,9 milhões de toneladas.

Mas as exportações são marginais. O país exportou 20 toneladas em 2024, uma fração ínfima da produção global estimada naquele ano em 390 mil toneladas pelo USGS.

A China responde por cerca de dois terços do total.

Elementos de terras raras, como o neodímio e o praseodímio, aparecem em areias, argilas e rochas, juntamente com dezenas de outros compostos, e precisam ser separados por meio de um processo custoso.

"Na transição entre o que a gente tira da terra e o óxido (de terras raras), por exemplo, que seria 99,9999% de pureza, você tem pelo menos 400 processos industriais", explicou Pablo Cesario, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor.

"A gente consegue fazer isso em escala laboratorial. O que nós não temos e quase ninguém no mundo tem é essa tecnologia de processamento em escala industrial", detalhou Cesario em uma coletiva de imprensa virtual.

Portanto, são necessárias "infraestrutura", "pesquisa tecnológica" e um fornecimento de energia mais barato e abundante, antecipou Julio Nery, diretor de assuntos de mineração do Ibram.

Quem corre atrás das terras raras?

Os Estados Unidos encontraram no Brasil uma oportunidade para desafiar a posição dominante da China no mercado de terras raras.

"A gente está olhando para o Brasil como um lugar que tem potencial de bilhões em investimentos dos Estados Unidos. A gente já está neste caminho com mais de US$ 600 milhões investidos (cerca de R$ 3 bilhões)", disse um porta-voz da embaixada dos EUA, sob condição de anonimato, à imprensa durante um evento para investidores em março.

Durante o encontro, Washington assinou um memorando de entendimento com o estado de Goiás para incentivar a mineração de terras raras.

Em abril, a empresa americana USA Rare Earth adquiriu a Serra Verde, empresa que opera a única mina em produção no Brasil, localizada em Goiás, por aproximadamente US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões).

A Austrália também está presente no Brasil por meio da empresa Foxfire Metals, enquanto a China possui participação em um projeto na Amazônia, segundo o Ibram.

Qual é o papel do governo?

O presidente Lula expressou sua disposição de "fazer acordos com todos os países", mas enfatizou que "ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza".

Esta semana, Lula estendeu a mão ao presidente americano, Donald Trump, convidando-o a se "associar" com o Brasil na exploração de terras raras, dias após se reunir com o americano na Casa Branca. A relação entre os dois tem sido marcada por altos e baixos.

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados aprovou neste mês um projeto de lei que oferece incentivos fiscais ao setor privado para explorar esse setor, ao mesmo tempo em que reforça o controle estatal.

O texto concede ao Executivo poder de veto sobre acordos com empresas estrangeiras por razões de "segurança econômica ou geopolítica", uma medida que irritou o setor privado.

"O que está escrito ali é que o governo tem a última palavra em tudo. E isso é uma preocupação", disse Pablo Cesario.

"A expectativa é que esse texto mude lá no Senado", onde será debatido em data ainda a ser definida, acrescentou.

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domingo, 17 de maio de 2026

Medo da tecnologia faz universitários abandonarem estes cursos e migrarem para áreas 'à prova de IA'

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Jovens trocam áreas ligadas à tecnologia por cursos voltados a habilidades humanas, como comunicação e pensamento crítico.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 17 de Maio de 2.026 às 06h00m
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Como a IA está impactando o trabalho de freelancers
Como a IA está impactando o trabalho de freelancers

Há dois anos, Josephine Timperman chegou à faculdade com um plano. Ela escolheu cursar análise de negócios, imaginando que aprenderia habilidades específicas que se destacariam no currículo e a ajudariam a conquistar um bom emprego após a graduação.

Mas o avanço da inteligência artificial (IA) mudou esse cenário. As competências básicas que ela estava desenvolvendo, como análise estatística e programação, agora podem ser facilmente automatizadas.

"Todo mundo tem medo de que os empregos de nível inicial sejam substituídos pela IA", disse a estudante de 20 anos da Universidade de Miami, em Ohio.

Há algumas semanas, Timperman trocou de curso e migrou para marketing. Sua nova estratégia é usar a graduação para desenvolver pensamento crítico e habilidades interpessoais — áreas em que os humanos ainda têm vantagem.

Não basta apenas saber programar. É preciso saber se comunicar, construir relações e pensar criticamente, porque, no fim, é isso que a IA não pode substituir, afirmou Timperman.

Josephine Timperman, estudante da Universidade de Miami — Foto: (Foto AP/Jeff Dean)
Josephine Timperman, estudante da Universidade de Miami — Foto: (Foto AP/Jeff Dean)

Ela mantém a análise de dados como disciplina optativa e planeja se aprofundar no tema em um mestrado de um ano.

Estudantes universitários dizem que escolher uma área à prova de IAé como mirar em um alvo em movimento. Eles se preparam para um mercado de trabalho que pode ser profundamente diferente quando concluírem os estudos.

Como resultado, muitos estão repensando seus caminhos profissionais. Cerca de 70% dos universitários veem a IA como uma ameaça às perspectivas de emprego, segundo pesquisa de 2025 do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.

Ao mesmo tempo, levantamentos recentes da Gallup mostram que trabalhadores americanos estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de serem substituídos por novas tecnologias.

Estudantes buscam cursos que valorizem habilidades “humanas”

A incerteza parece maior entre aqueles que optam por cursos de tecnologia e áreas profissionalizantes. Nesses casos, os estudantes sentem que precisam dominar a IA, mas também temem ser substituídos por ela.

Uma pesquisa da Quinnipiac aponta que a maioria dos americanos considera muitoou um tantoimportante que universitários aprendam a usar IA.

Dados da Gallup Workforce indicam ainda que a adoção da tecnologia é mais acelerada em áreas ligadas à tecnologia. Por outro lado, cursos nas áreas de saúde e ciências naturais tendem a ser menos impactados por essas mudanças, também segundo a Gallup.

Vemos estudantes mudando de curso o tempo todo. Isso não é novidade, mas normalmente acontece por diversos motivos, afirmou Courtney Brown, vice-presidente da Lumina, organização sem fins lucrativos voltada à educação. O fato de tantos alunos dizerem que a decisão está relacionada à IA é surpreendente.

Uma pesquisa recente da Gallup com jovens da Geração Z (entre 14 e 29 anos) mostra um aumento do ceticismo em relação à tecnologia. Embora metade dos adultos dessa geração use IA ao menos semanalmente — e os adolescentes relatem um uso ainda maior — muitos enxergam desvantagens e se preocupam com impactos nas habilidades cognitivas e nas oportunidades de trabalho.

Cerca de 48% dos jovens trabalhadores afirmam que os riscos da IA no mercado superam os possíveis benefícios.

Parte do desafio para esses universitários é a falta de respostas claras. Especialistas que costumam orientar suas decisões — como professores, conselheiros e pais — também enfrentam incertezas.

Os alunos estão tendo que lidar com isso praticamente sozinhos, sem um mapa claro, disse Brown.

Josephine Timperman trocou Análise de Negócios por Marketing — Foto: Foto AP/Jeff Dean
Josephine Timperman trocou Análise de Negócios por Marketing — Foto: Foto AP/Jeff Dean

Essa dúvida ficou evidente no mês passado na Universidade de Stanford, onde lideranças de diversas instituições se reuniram para discutir o futuro do ensino superior. Entre os principais temas estava o impacto da IA, que já transforma a forma de aprender e obriga educadores a rever métodos de ensino.

Precisamos refletir seriamente sobre o que os alunos devem aprender para ter sucesso no mercado de trabalho daqui a 10, 20 ou 30 anos, disse Christina Paxson, presidente da Universidade Brown.

E a verdade é que ninguém tem essa resposta, completou.

Acredito que comunicação e pensamento crítico serão fundamentais. As bases de uma formação ampla podem ser mais relevantes agora do que aprender, por exemplo, uma linguagem específica de programação.

A ansiedade também atinge estudantes de ciência da computação.

Ben Aybar, de 22 anos, formado pela Universidade de Chicago na primavera passada, se candidatou a cerca de 50 vagas — principalmente em engenharia de software — sem conseguir sequer uma entrevista. Diante disso, optou por iniciar um mestrado em Ciência da Computação. Paralelamente, conseguiu um trabalho de meio período como consultor de IA para empresas.

Profissionais que sabem usar IA serão muito valorizados, disse Aybar.

Ele acredita no surgimento de novos cargos que exigirão domínio da tecnologia, especialmente para quem consegue traduzir conceitos complexos de forma simples. Saber se comunicar e interagir de maneira genuinamente humana é mais valioso do que nunca.

Na Universidade da Virgínia, Ava Lawless, estudante de ciência de dados, questiona se seu curso ainda é uma boa escolha, mas não encontra respostas claras.

Alguns orientadores acreditam que a área continuará relevante, já que esses profissionais desenvolvem modelos de IA. Ainda assim, ela se depara com análises pessimistas sobre o mercado de trabalho.

Isso me deixa um pouco sem esperança em relação ao futuro, disse Lawless.E se, quando eu me formar, não houver mais espaço para essa profissão?

Ela considera migrar para artes plásticas, sua segunda área de interesse.

Cheguei a um ponto em que penso que, se não conseguir trabalho como cientista de dados, talvez seja melhor me dedicar à arte, afirmou. Se existe o risco de ficar desempregada, prefiro ao menos fazer algo que eu realmente ame.

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