Total de visualizações de página

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Ataque hacker desvia pagamento e causa prejuízo milionário a empresa de energia no Reino Unido

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Empresa faria pagamento para outra companhia, mas a invasão redirecionou cerca de R$ 4,7 milhões para um terceiro que não estava envolvido na negociação.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 Por Redação g1

Postado em 10 de Abril de 2.026 às 21h25m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.394    *..

O bloqueio de tela é uma das medidas de segurança mais importantes em smartphones. Sem bloqueio, qualquer contato breve com o aparelho é suficiente para instalar um programa espião — Foto: Altieres Rohr/G1
O bloqueio de tela é uma das medidas de segurança mais importantes em smartphones. Sem bloqueio, qualquer contato breve com o aparelho é suficiente para instalar um programa espião — Foto: Altieres Rohr/G1

Uma empresa de energia no Reino Unido sofreu um prejuízo de 700 mil libras esterlinas (cerca de R$ 4,7 milhões) após um ataque hacker desviar o destino de um pagamento que seria feito a outra companhia.

O caso se tornou público na última quinta-feira (9) e envolveu a subsidiária americana da Zephyr Energy, empresa britânica de petróleo e gás que relatou o incidente a seus investidores.

O ataque fez o valor ser transferido para um terceiro sem envolvimento na negociação, informou a Zephyr Energy.

"A empresa notificou imediatamente as autoridades policiais competentes e está trabalhando com os bancos e consultores envolvidos para tentar recuperar os fundos desviados", continuou.

A empresa não detalhou a invasão, mas esse tipo de ataque costuma envolver acessos indevidos a caixas de entrada de e-mails e a sistemas de contabilidade, por exemplo.

Os "ataques de comprometimento de e-mail comercial" estão entre os mais comuns e, em 2025, geraram prejuízo de mais de US$ 3 bilhões para milhares de vítimas em 2025, segundo um relatório do FBI.

A Zephyr Energy disse que seus sistemas estão sendo monitorados continuamente e que, apesar de seguir padrões de mercado, adotou novas camadas de segurança.

A empresa disse ainda que está realizando suas atividades normalmente e que tem capital de giro suficiente para que a invasão não afete sua operação.

Área de exploração de petróleo da Zephyr Energy em Utah, nos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Zephyr Energy
Área de exploração de petróleo da Zephyr Energy em Utah, nos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Zephyr Energy

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 7 de abril de 2026

Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


A gigante da tecnologia completa 50 anos de existência. A BBC consultou diversos analistas para conhecer os maiores sucessos e fracassos da Apple ao longo da sua história.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por BBC

Postado em 07 de Abril de 2.026 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.393    *..

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões 

Poucas empresas conseguiram definir como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia tão categoricamente quanto a Apple.

A empresa comemorou seus 50 anos de fundação na semana passada. Ela foi fundada por dois Steves, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia.

Seu sucesso foi realmente estrondoso, mas a companhia também foi marcada por alguns fiascos notáveis.

Atualmente, cerca de uma a cada três pessoas do planeta tem um produto da Apple. Para Emma Wall, estrategista-chefe de investimentos da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, este sucesso tem muito a ver com o marketing da empresa, além do seu próprio hardware.

"Eles venderam um sonho", ela conta.

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar
Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar

Wall acredita que eles desenvolveram algo "bastante novo na época — a ideia de que a marca é tão importante quanto a linha de produtos."

A série de sucessos da Apple, sem dúvida, diminuiu após a morte do visionário Steve Jobs (1955-2011), um dos seus fundadores. A empresa passou a se concentrar mais em aprimorar sua tecnologia já existente.

Ken Segall, diretor criativo de Jobs por 12 anos, declarou à BBC que o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, fez um "trabalho incrível" de adaptação com o passar do tempo, mantendo a rentabilidade da empresa.

Mas ele destaca que muitos puristas da Apple ainda não se sentem tão animados com a fase atual da companhia, pois "eles se lembram da antiga Apple, que era Steve Jobs."

Com a Apple completando meio século de existência, pedimos a especialistas e analistas da tecnologia que observassem algumas das mudanças mais significativas trazidas pela empresa para o mundo da tecnologia e as ocasiões em que ela, indiscutivelmente, errou o alvo.

iPod (sucesso)

Longe de ser o primeiro aparelho de música digital portátil na época do seu lançamento, em 2001, o iPod é um dos "produtos mais simbólicos da Apple", segundo Craig Pickerill, do blog The Apple Geek — não apenas pelo que ele foi, mas "pelo que ele mudou".

"Os aparelhos de MP3 eram desajeitados, sua armazenagem era limitada e gerenciar sua biblioteca de músicas parecia dar trabalho", relembra ele. "O iPod mudou tudo isso quase da noite para o dia."

O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor — Foto: Getty Images via BBC
O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor — Foto: Getty Images via BBC

O design de anel de clique diferenciava o aparelho, que introduziu a biblioteca iTunes, abrindo o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor.

Lançado em 2007, o iPod Touch foi projetado pela mesma equipe que viria a inventar o iPhone — que rapidamente superou o iPod.

"Sem o iPod, a Apple provavelmente não teria o apoio financeiro e a maturidade operacional necessárias para assumir a complexidade da indústria do smartphone", afirma o analista de tecnologia Francisco Jeronimo, da empresa de pesquisa de mercado IDC.

iPhone (sucesso)

Mais de 200 milhões de iPhones são vendidos todos os anos. São cerca de sete aparelhos comprados a cada segundo, em algum lugar do planeta.

Para Ben Wood, da empresa de análise de mercado CCS Insight, o iPhone é o "Hotel Califórnia dos smartphones". Quando você tem um, é "muito improvável que você saia" do ecossistema da Apple para um aparelho concorrente, com sistema Android.

"iPod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho", declarou Steve Jobs, radiante com a primeira versão do celular nas mãos, ao apresentá-lo ao mundo em 2007.

'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 — Foto: AFP via Getty Images
'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 — Foto: AFP via Getty Images

Como muitos produtos revolucionários da Apple, o iPhone não foi o primeiro exemplo da sua espécie. Outros telefones já tinham capacidade de acesso à internet ou telas sensíveis ao toque.

Mas a jornalista especializada em tecnologia Kara Swisher defende que seu "belo marketing" ajudou a catapultar o aparelho para o público.

"Ele fez você pensar no iPhone não como um aparelho tecnológico, mas como um dispositivo de romance", afirma ela.

Apple Watch (sucesso)

Na época do lançamento do Apple Watch, em 2015, Steve Jobs já havia morrido de câncer.

Mas seu sucessor, Tim Cook, assumiu com um propósito condizente com seu predecessor: produzir o melhor relógio de pulso do mundo.

Em termos de receita gerada para a Apple (cerca de US$ 15 bilhões, ou R$ 78 bilhões), é difícil argumentar que o smartwatch mais vendido do mundo não tenha atingido seu objetivo.

"Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos", segundo Wood.

O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo — Foto: Getty Images via BBC
O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo — Foto: Getty Images via BBC

Seu primeiro protótipo era relativamente básico, mas seus modelos futuros também foram pioneiros na tecnologia de saúde vestível. Funções como o monitoramento cardíaco fizeram dele um importante promotor da tecnologia de saúde e fitness.

Atualmente, acredita-se que o Apple Watch venda mais unidades todos os anos do que toda a tradicional indústria de relógios de pulso suíços.

Apple Lisa (fracasso)

De certa forma, o computador pessoal Apple Lisa, lançado em 1983 pelo alto preço de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, pelo câmbio atual), foi inovador.

Ele foi um dos primeiros PCs a incorporar uma interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um mouse.

O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) — Foto: Science & Society Picture Library via BBC
O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) — Foto: Science & Society Picture Library via BBC

Mas o analista de tecnologia Paolo Pescatore afirma que o computador, destinado às empresas, era "caro demais", o que impediu seu sucesso comercial.

O fracasso, para ele, demonstrou que "estar à frente na curva não é suficiente se o produto estiver mal posicionado".

A Apple aprenderia com seus erros ao lançar o Macintosh original, um ano depois, com preço relativamente melhor para o consumidor final, de US$ 2.495 (cerca de R$ 13 mil, pelo câmbio atual).

Teclado 'borboleta' (fracasso)

O teclado com design "borboleta" da Apple foi um mecanismo introduzido nos laptops em 2015. Para Pickerill, ele foi um "raro deslize de confiabilidade".

Usado em aparelhos como o MacBook Air, o design consistia em equipar os teclados com teclas de encaixe bilateral que pareciam asas de borboleta.

O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC
O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Mas ele dividiu opiniões. Algumas pessoas afirmavam que o mecanismo dificultou a digitação nos teclados, dando a impressão de que a Apple estaria "priorizando a pouca espessura e não a durabilidade", segundo Pickerell.

Em 2019, a empresa apresentou um novo MacBook Pro de 16 polegadas, sem o teclado borboleta.

Vision Pro (fracasso)

Para Wood, um fracasso notável e muito mais recente da Apple foi o headset Vision Pro, o primeiro lançamento importante da empresa desde o Apple Watch.

Wood acredita que a grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito "complicada", sem conteúdo que permitisse igualar o sucesso de outros produtos da empresa.
Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual
Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

O site de notícias de tecnologia The Information afirma que a companhia reduziu a produção do headset de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18 mil) poucos meses após o lançamento, devido à baixa demanda e à grande quantidade de estoque não vendido.

O fracasso significa que a Apple "provavelmente será cautelosa para entrar rapidamente em áreas relacionadas, como óculos inteligentes", segundo Wood.

A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' — Foto: Getty Images via BBC
A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' — Foto: Getty Images via BBC

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

sábado, 4 de abril de 2026

O Brasil entra na corrida mundial de microchips

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Um projeto pioneiro da Universidade de São Paulo (USP) está criando fábricas modulares de microchips, conhecidas como “pocket fabs”
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Por https://projetobrasil.jornalggn.com.br/
Postado em 04 de Abril de 2.026 às 11h00m

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.392    *..

Um projeto pioneiro da Universidade de São Paulo (USP) está criando fábricas modulares de microchips, conhecidas como pocket fabs, visando reduzir a vulnerabilidade e dependência tecnológica brasileira. O tema foi debatido no Projeto Brasil pelo professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, que expôs como o Brasil despertou para a capacidade de produção de chips e de se posicionar com autonomia econômica e geopolítica no assunto.

Em entrevista no YouTube da TVGGN, contou com a participação dos jornalistas Luis Nassif e Sergio Leo e da economista Carla Beni, Zuffo apresentou a iniciativa da USP, que utiliza manufatura avançada, robótica e inteligência artificial para atender demandas específicas de setores como o automotivo e o aeroespacial.

O pesquisador detalhou o projeto das Pocket FABs (fábricas de bolso) liderado pela USP. Seus principais pontos incluem uma mudança de paradigma, com o  conceito de downsizing ou right sizing, criando fábricas modulares, portáteis e sustentáveis em vez das tradicionaisMegafabs que custam bilhões de dólares, descentralizando a produção com custos menores, contrapondo-se ao modelo global de megasfábricas dominado por cartéis internacionais.

Zuffo explicou que o custo por milímetro quadrado do chip é o mesmo, independentemente do tamanho da fábrica, o que justifica o modelo de menor escala para atender demandas específicas, como a indústria automotiva.

Os participantes explicaram a importância de o Brasil se posicionar estrategicamente com independência no setor, uma vez que os semicondutores impactam 40% do PIB mundial e que o Brasil está vulnerável a chantagens geopolíticas por depender de importações.  

A economista Carla Beni expressou preocupação com o baixo investimento histórico do Brasil em Ciência e Tecnologia (apenas 0,02% do orçamento executado), e apontou a necessidade de se atingir investimentos como o sucesso da China, que investiu 2,5% ao ano do PIB por décadas.

Marcelo Zuffo narrou 

que a USP busca projetar e fabricar chips quânticos e de Inteligência Artificial, utilizando altos níveis de robótica e automação para compensar a falta de mão de obra disposta a regimes de trabalho extremos, como os de Taiwan.   

Além de focar na sustentabilidade e na soberania nacional, o projeto conta com parcerias entre academia, governo e setor industrial para reverter o déficit comercial de eletrônicos. O convidado destacou o apoio da FIESP, SENAI, MCTI e das Forças Armadas no desenvolvimento desse ecossistema.

O jornalista Luis Nassif defendeu que o Brasil tem capacidade técnica e massa crítica para inovar, combatendo o viralatismo na indústria e economia mundial.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------