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terça-feira, 21 de abril de 2026

Musk ignora convocação da França para depor sobre o X

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Bilionário havia sido convocado pela Justiça francesa para depoimento voluntário. Investigação mira algoritmos do X e uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo ilegal.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 21 de Abril de 2.026 às 17h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Markus Schreiber
Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Markus Schreiber

O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X.

A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente.

A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa.

Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas.

O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual.

A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas.

A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva. 
Investigações contra o Grok

A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas.

Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação.

No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok.

Telegram apoia Musk

Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma.

"A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.

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Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

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Pelo acordo, a startup de inteligência artificial também se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões, ao longo de 10 anos, em serviços de nuvem da Amazon.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 21 de Abril de 2.026 às 14h00m
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Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon.

O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos.

A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup.

A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem.

A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.

A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado.

A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA.

As ações da Amazon subiram cerca de 2,7% no after-market.

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Blue Origin reutiliza propulsor do foguete New Glenn e acirra disputa com SpaceX

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Empresa de Jeff Bezos recupera propulsor do foguete New Glenn pela 1ª vez e amplia rivalidade com a SpaceX de Elon Musk. Feito pode acelerar lançamentos.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 20 de Abril de 2.026 às 20h00m
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Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX
Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX

A Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso neste domingo (19) um propulsor para seu enorme foguete New Glenn, uma façanha técnica que pode aumentar seu ritmo de lançamentos e ampliar sua rivalidade com a empresa SpaceX.

A empresa de Bezos já havia lançado o New Glenn em duas oportunidades, mas apenas com propulsores novos.

Antes, havia lançado seu foguete menor, o New Shepard, utilizado principalmente para o turismo espacial suborbital, com componentes reutilizados, embora em uma operação tecnicamente menos exigente.

Pouso da New Glenn em barca no oceano Atlântico neste domingo (19) — Foto: Blue Origin 

A reutilização inédita do propulsor acontece em um cenário de concorrência intensa entre a empresa de Bezos e a SpaceX, do magnata da tecnologia Elon Musk, que também já recuperou um propulsor de um foguete lançado.

O foguete New Glenn, com quase 100 metros de altura, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, com seu propulsor reutilizado às 7h25 locais (8h25 de Brasília), transportando um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile.

Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. Seu propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.

A Blue Origin informou mais tarde, em um comunicado na rede social X, que o satélite foi acionado corretamente, mas acabou em uma órbita diferente da desejada. A empresa afirmou que ainda estava avaliando a gravidade do ocorrido.

Em novembro, a Blue Origin recuperou pela primeira vez um propulsor do New Glenn, um desafio técnico que terminou com um pouso vertical controlado em uma plataforma flutuante.

Uma tentativa anterior de recuperar o propulsor, em janeiro de 2025, fracassou depois que os motores não conseguiram ser reativados durante a descida.

Foguete New Glenn na base de lançamento LC-36 antes do lançamento da missão NG-3, em imagem de 13 de abril de 2026 — Foto: Blue Origin
Foguete New Glenn na base de lançamento LC-36 antes do lançamento da missão NG-3, em imagem de 13 de abril de 2026 — Foto: Blue Origin


Captura de tela da transmissão da Blue Origin mostra o pouso do foguete New Glenn em uma plataforma no Oceano Atlântico na manhã de domingo (19) — Foto: AFP/Blue Origin
Captura de tela da transmissão da Blue Origin mostra o pouso do foguete New Glenn em uma plataforma no Oceano Atlântico na manhã de domingo (19) — Foto: AFP/Blue Origin

O propulsor utilizado no lançamento de domingo foi recondicionado após o voo anterior.

Para a primeira reutilização, a empresa substituiu todos os motores e fez diversas modificações.

O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana.

Os Estados Unidos intensificam os esforços para levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump e com a intenção de superar a China, que tem aspirações similares.

Estação Espacial registra reentrada de cápsula da Artemis II na atmosfera
Estação Espacial registra reentrada de cápsula da Artemis II na atmosfera

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