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Comissão Europeia quer atrair mais € 20 bilhões da iniciativa privada para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial no bloco. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Reuters Postado em 30 de Julho de 2.026 às 11h00m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.487$*.#.
Inteligência artificial do ChatGPT sai do controle e hackeia startup
A União Europeia(UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência
artificial (IA) em países do bloco, em um investimento de € 10 bilhões
(US$ 11,5 bilhões), informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira
(30).
A iniciativa faz parte dos esforços da UE para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.
A Comissão afirmou que pretende atrair pelo menos € 20 bilhões em
investimentos privados para os projetos. Inicialmente, o plano previa a
construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco.
As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares,
tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers.
Elas serão somadas às 19 fábricas de IA que já existem em diferentes
países da União Europeia.
Bandeiras da União Europeia — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters
"O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas
de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o
desenvolvimento da IA acelera", afirmou Henna Virkkunen, chefe de
tecnologia da União Europeia, em comunicado.
Empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades
públicas e investidores poderão formar consórcios ou veículos de
propósito específico para se candidatar à participação nas gigafábricas.
O processo de inscrição termina em 12 de novembro. A Comissão espera
anunciar os vencedores no início de 2027, e a previsão é que as
instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos
contratos.
As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a
Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos
das gigafábricas.
Avião que fará rota mais longa do mundo faz voo direto de 24 horas
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Nancy Grace Roman vai ser lançado ao espaço em 30 de agosto e será capaz de observar grandes áreas do céu de uma só vez. A missão vai localizar planetas, galáxias e fenômenos que poderão ser estudados em detalhes pelo Webb. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Roberto Peixoto, g1 29/07/2026 16h17 Atualizado há um dia Postado em 30 de Julho de 2.026 à 07h00m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.486$*.#.
NASA prepara lançamento de poderoso telescópio que vai expandir o trabalho do James Webb
A Nasa apresentou nesta quarta-feira (29) novos detalhes sobre o lançamento do Nancy Grace Roman, telescópio espacial que vai trabalhar de forma complementar ao James Webb e ampliar a capacidade dos cientistas de observar o Universo.
Na coletiva, a agência informou que o observatório está pronto para a missão e entra agora na fase final de preparação.
Agora, o equipamento será acoplado ao foguete e protegido pela estrutura que o envolve durante o lançamento.
O Roman terá capacidade para observar grandes áreas do céu com rapidez e
alta definição. Segundo a Nasa, um levantamento da Via Láctea que
levaria cerca de um século com o Hubble poderá ser concluído pelo novo
telescópio em apenas um mês.
“O Roman está pronto para o lançamento”, afirmou Jackie Townsend, gerente do projeto na Nasa.
Ilustração em alta resolução do telescópio espacial Nancy Grace Roman. — Foto: NASA
A expectativa é que a missão identifique planetas, galáxias, supernovas
e outros fenômenos que poderão ser estudados depois por observatórios
como o Webb.
O lançamento está previsto para 30 de agosto, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O Roman será enviado para uma região localizada a cerca de 1,5 milhão de quilômetrosda Terra, conhecida como ponto de Lagrange 2, ou L2. O James Webb também opera nessa área, que oferece condições estáveis para observações espaciais.
Apesar da proximidade e das frequentes comparações, o novo observatório não substituirá o Webb. Os dois foram construídos paratarefas diferentes.
O Webb consegue observar pequenas áreas e objetos muito distantes com grande riqueza de detalhes. Já o Roman terá uma visão panorâmica e poderá registrar extensas regiões do céu rapidamente.
Em uma comparação simples, o Webb funciona como uma lente teleobjetiva,
usada para aproximar um alvo distante. O Roman será como uma
grande-angular, capaz de mostrar a paisagem ao redor.
Com isso, o Roman poderá localizar galáxias, planetas, explosões
estelares e outros fenômenos raros. Alguns desses objetos poderão ser
observados depois, com mais profundidade, pelo James Webb.
A própria Nasa destaca que os dois observatórios vão trabalhar juntos
para estudar galáxias antigas, buracos negros e mundos fora do Sistema
Solar.
O Nancy Grace Roman é o novo grande observatório de astrofísica da Nasa.
O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira
chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho
para a criação do Hubble.
Ele foi desenvolvido principalmente para fazer grandes levantamentos do céu e estudar milhões ou bilhões de objetos ao mesmo tempo.
Seu espelho principal tem 2,4 metros de diâmetro,
o mesmo tamanho do espelho do Hubble. A diferença está principalmente
no campo de visão e na velocidade com que o Roman poderá fotografar o
espaço.
Segundo
a Nasa, o telescópio será capaz de observar grandes áreas do céu até
mil vezes mais rápido que o Hubble, mantendo sensibilidade e nitidez
semelhantes no infravermelho.
O observatório tem cerca de 13 metros de altura e, quando abastecido, pesa aproximadamente 10,5 toneladas.
A sua missão principal terá duração prevista de cinco anos, mas o telescópio foi projetado com a meta de funcionar por até uma década.
O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira
chefe de astronomia da Nasa e uma das responsáveis por abrir caminho
para a criação do Hubble. — Foto: Nasa
Ele será o novo James Webb?
Não. O Roman não será sucessor nem substituto do James Webb.
O Webb tem um espelho principal de 6,5 metros
e instrumentos capazes de observar regiões muito distantes do Universo,
inclusive galáxias formadas quando o cosmos ainda era jovem.
Sua visão, porém, cobre áreas relativamente pequenas. Isso permite
estudar cada alvo em detalhes, mas dificulta a realização de grandes levantamentos.
O Roman fará o caminho contrário. Ele observará áreas muito maiores,
encontrará grandes populações de objetos e ajudará os astrônomos a
escolher quais merecem uma análise mais profunda.
O Roman poderá, por exemplo, detectar uma galáxia rara em meio a
milhões de outras. O Webb poderá então apontar seus instrumentos para
ela e estudar sua composição, sua idade e as estrelas que existem ali.
Os dois telescópios devem operar ao mesmo tempo e na mesma região do
espaço, mas em órbitas diferentes e suficientemente afastadas para não
haver risco de colisão.
Comparação mostra o Hubble (esquerda) e o James Webb. O espelho do Webb
tem 6,5 metros de diâmetro; o do Hubble é muito menor, com 2,4 metros. —
Foto: Canadian Space Agency
Como o Roman vai expandir o trabalho do Webb?
O Roman vai acrescentar contexto às observações detalhadas feitas pelo James Webb.
Uma fotografia do Webb pode mostrar uma pequena região com nitidez extraordinária. O Roman poderá observar uma área muito maior ao redor daquele ponto e revelar se o objeto analisado é comum ou raro.
Essa combinação é importante porque uma descoberta isolada nem sempre mostra o que acontece no restante do Universo.
Ao comparar milhões de galáxias, estrelas ou planetas, os cientistas conseguem identificar padrões e entender como esses objetos mudam ao longo do tempo.
E o Roman também poderá encontrar fenômenos raros
que dificilmente apareceriam por acaso no campo mais estreito do Webb,
como explosões estelares, estrelas destruídas por buracos negros e
colisões entre objetos muito densos.
Depois da localização, o Webb poderá ser usado para examinar os casos mais interessantes.
Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano' Como será a visão do Roman?
O principal instrumento do telescópio será uma câmera de 300 megapixels chamada Wide Field Instrument.
Ela terá um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble.
Uma única imagem poderá cobrir uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia.
Nos cinco primeiros anos, o Roman deverá observar mais de 50 vezes a quantidade de céu registrada
pelo Hubble em suas três primeiras décadas. A missão poderá acompanhar
bilhões de galáxias, estrelas, planetas e outros objetos.
Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, durante sua apresentação ao
público no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt,
Maryland, em 21 de abril de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP
Quando será o lançamento e para onde ele vai?
O lançamento está previsto para 30 de agosto de 2026, a bordo de um
foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na
Flórida.
O Roman chegou ao local em junho e passa pelos preparativos finais. O abastecimento com cerca de 1,1 mil litros de hidrazina foi concluído em 25 de julho.
Depois da decolagem, o telescópio seguirá para o ponto de Lagrange 2, a
cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra. O James Webb também opera
nessa região.
O Roman deverá levar algumas semanas para chegar ao destino. Em
seguida, passará por testes e ajustes antes do início das observações
científicas, previsto para o começo de 2027.
O que o Roman vai investigar?
A missão terá três áreas principais de pesquisa: a expansão do Universo, a matéria escura e os planetas localizados fora do Sistema Solar.
Para investigar a energia escura,
fenômeno associado à aceleração da expansão do Universo, o Roman
observará centenas de milhões de galáxias em diferentes distâncias.
Como a luz desses objetos levou bilhões de anos para chegar à Terra, as
imagens permitirão estudar diferentes momentos da história do Universo.
O telescópio também ajudará a mapear a matéria escura, que não pode ser
vista diretamente, mas exerce força gravitacional sobre estrelas e
galáxias.
Para isso, ele medirá pequenas deformações na luz de galáxias distantes. Essas distorções indicam onde existem grandes concentrações de massa.
Técnicos conectam as partes interna e externa do Telescópio Espacial
Nancy Grace Roman, da Nasa, em novembro de 2025. — Foto: NASA/Sydney
Rohde
Que planetas ele poderá encontrar?
O Roman vai monitorar estrelas na região central da Via Láctea e procurar pequenas alterações em seu brilho.
A missão usará o método de trânsito, que identifica a passagem de um
planeta diante de uma estrela, e a microlente gravitacional, efeito em
que a gravidade amplia temporariamente a luz de um objeto distante.
As
estimativas indicam que o telescópio poderá encontrar dezenas de
milhares de planetas pelo trânsito e mais de mil por microlente.
O Roman também poderá detectar planetas errantes, que viajam pela galáxia sem girar ao redor de uma estrela.
Além disso, levará um coronógrafo,
instrumento que reduz o brilho das estrelas para tentar fotografar
planetas gigantes e discos de poeira onde novos mundos estão se
formando.
Por que a missão é importante?
O Roman deverá produzir dezenas de petabytes de dados ao longo da
missão principal. As informações ficarão disponíveis para pesquisadores
de diferentes países, inclusive do Brasil.
Sua capacidade de observar grandes áreas permitirá encontrar objetos
raros e comparar milhões de galáxias, estrelas e planetas ao mesmo
tempo.
Ao mesmo tempo, o James Webb continuará oferecendo uma visão mais profunda e detalhada de alvos específicos.
Juntos, os dois observatórios poderão combinar uma visão ampla do céu
com análises precisas de seus objetos mais interessantes.
Aproveitando os tecidos saudáveis, mas já sem função do olho esquerdo, os médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por France Presse 28/07/2026 06h26 Atualizado há 02 horas Postado em 28 de Julho de 2.026 às 08h30m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.485$*.#.
Italiana recupera a visão após transplante inédito — Foto: Adobe Stock
Médicos italianos transplantaram a parte central da retina de um olho, a mácula lútea, uma cirurgia inédita que devolveu a visão a uma paciente que estava cega há cinco anos, anunciou um hospital de Turim.
Elena, de 67 anos, "havia perdido completamente a visão devido a um
grave acidente de trânsito, que lhe causou uma lesão irreversível no
nervo óptico do olho esquerdo, o que a fez perder a visão devido à
impossibilidade de transmitir a luz do olho ao cérebro, embora tenha
deixado intactas as estruturas oculares", indicou um comunicado do
Hospital Molinette enviado à AFP nesta segunda-feira (27).
Seu olho direito, já afetado por uma maculopatia, "havia sofrido
traumatismos que haviam comprometido a retina e a transparência da
córnea de forma irremediável", segundo o texto.
"A
destruição total da parte que contém as células-tronco tornava
completamente impossível um transplante de córnea clássico", condenando a
italiana à cegueira, afirmou o hospital.
Mas este obstáculo, até agora considerado "insuperável", segundo a
instituição médica, foi superado pelo professor Michele Reibaldi e sua
equipe médica em Turim.
"Aproveitando
os tecidos saudáveis, porém, já sem função, do olho esquerdo, os
médicos extraíram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico
completo que incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira
vez no mundo, a parte central da retina, a mácula", detalhou o hospital.