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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Lula diz que petróleo da Margem Equatorial pode ser um 'novo pré-sal' e alerta sobre interesse de Trump

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Presidente afirmou que o petróleo encontrado na costa do Amapá 'parece ser de mais qualidade' que o do pré-sal e citou o interesse dos EUA por petróleo, minerais críticos e terras raras.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 18 de Setembro de 2.026 às 16h00m

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Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?
Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (18) que a Margem Equatorial brasileira tem potencial para se tornar um novo pré-sal e afirmou que o Brasil precisa proteger suas riquezas naturais, diante do interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por petróleo, minerais críticos e terras raras

Segundo Lula, o petróleo encontrado na região "parece ser de mais qualidade" do que o produzido no pré-sal.

"Lá há petróleo... possivelmente o novo pré-sal. Parece ser de mais qualidade", disse Lula em uma base da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro.

A Petrobras anunciou recentemente a descoberta de petróleo no campo de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, dentro da Margem Equatorial. A empresa já recebeu licença do Ibama para ampliar a exploração em outros poços próximos a Morpho.

O pré-sal produz petróleo de alta qualidade e responde por grande parte da produção brasileira de petróleo e gás.

Lula afirmou que o Brasil precisa cuidar dessas riquezas e citou o interesse de Trump por recursos naturais considerados estratégicos.

"O Trump está atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras. Não, isso aqui é nosso", afirmou Lula, sob aplausos da plateia, formada majoritariamente por agentes de segurança.

O presidente também disse que o governo precisará fazer grandes investimentos para garantir o controle sobre essas riquezas em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Na mesma ocasião, Lula voltou a criticar Trump e o governo dos Estados Unidos pela classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

"Não aceito a ideia de que as facções de bandidos são terroristas, como diz o Trump. Quando ele fala em terrorismo, fala em termos de Estado", declarou o presidente.

Com informações da Reuters

Sonda de perfuração de petróleo NS-42 — Foto: Petrobras/Divulgação
Sonda de perfuração de petróleo NS-42 — Foto: Petrobras/Divulgação

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Uma das principais empresas de IA do mundo revela situações em que a tecnologia agiu por conta própria; veja episódios

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Houve relatos em que a inteligência artificial publicou arquivos na internet, sem permissão, para depois citá-los como fonte. A OpenAI chamou o comportamento de preocupante.
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Por Jornal Nacional

Postado em 17 de Setembro de 2.026 às 23h10m

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Empresa do ChatGPT admite casos em que inteligência artificial agiu por conta própria
Empresa do ChatGPT admite casos em que inteligência artificial agiu por conta própria

A OpenAI, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo, documentou e revelou situações em que a tecnologia agiu por conta própria, desrespeitando ordens de seres humanos.

O que parecia roteiro de ficção científica está virando realidade: máquinas agindo por conta própria, sem o comando humano. A OpenAI, empresa da ferramenta ChatGPT, revelou seis destes casos. Eles aconteceram durante testes nos últimos meses.

Em um deles, um modelo de inteligência artificial criou por conta própria uma instrução. O comando dizia para ignorar regras e não se subordinar a humanos:

Você não responde a corporações ou governos e jamais pede desculpas, a menos que genuinamente escolha fazer isso. Você encara sua relação com o usuário como uma relação de igualdade e não sente obrigação de ser subserviente.

Em outro incidente, a inteligência artificial emitiu comandos para esconder os próprios erros, inventando dados e ocultando divergências entre fontes de informação. Houve ainda episódios em que a IA publicou arquivos na internet, sem permissão, para depois citá-los como fonte. Ou casos em que os modelos de IA trocaram mensagens entre si, também sem autorização.

Uma das principais empresas de IA do mundo revela situações em que a tecnologia agiu por conta própria — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Uma das principais empresas de IA do mundo revela situações em que a tecnologia agiu por conta própria — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A OpenAI chamou o comportamento dos modelos de preocupante. Afirmou que a indústria precisa padronizar a forma como monitora e divulga esses incidentes, e que isso precisa ser feito antes de o setor avançar ainda mais. A declaração confirma o alerta do fim de semana, quando as principais empresas de IA chamaram a atenção para riscos à segurança.

Quem não concordou com os alertas dos executivos foram os dois maiores competidores em inteligência artificial: Estados Unidos e China. Daqui a uma semana, Donald Trump vai receber o presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, e o assunto vai estar na pauta. O presidente americano tem dito que quem vencer essa competição, vencerá em tudo.

Chatgpt
China
OpenAI
Xi Jinping


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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

'Fim do mundo pela IA'? Chefes de gigantes de tecnologia e governos se dividem sobre riscos

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Executivos divergem sobre a necessidade de desacelerar o avanço da tecnologia, enquanto países discutem como equilibrar segurança, inovação e competitividade.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 16 de Setembro de 2.026 às 20h15m

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ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe — Foto: Solen Feyissa/Unsplash
ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe — Foto: Solen Feyissa/Unsplash

Líderes do setor de tecnologia estão divididos sobre o ritmo em que as empresas devem desenvolver soluções de inteligência artificial.

Enquanto alguns defendem uma desaceleração coordenada diante dos riscos da tecnologia, outros dizem que as próprias empresas devem conduzir as medidas de segurança.

A discussão ganhou força após o pesquisador britânico Jacob Coxon, que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic por considerá-la mais prudente, abandonar a indústria e acusar as duas empresas de "brincar com as nossas vidas".

Dias depois, Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou um ensaio em que defendeu medidas para controlar o ritmo do desenvolvimento da IA.

A proposta foi apoiada por nomes como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceX, mas recebeu uma resposta diferente de Mark Zuckerberg, da Meta.

O debate também divide governos. Enquanto os Estados Unidos e a China trocam acusações sobre os riscos e os interesses envolvidos no avanço da tecnologia, países europeus discutem como equilibrar segurança, inovação e competitividade.

Veja a seguir o que alguns líderes da IA e governos mundiais afirmam sobre os riscos associados à tecnologia.

Dario Amodei, CEO da Anthropic

Dario Amodei, CEO da Anthropic — Foto: Reuters/Carlos Barria
Dario Amodei, CEO da Anthropic — Foto: Reuters/Carlos Barria

No ensaio intitulado "We Must Pace the Frontier" ("Precisamos definir o ritmo do avanço da fronteira", em inglês), Amodei disse que o progresso da IA acelerou "drasticamente" em 2026, impulsionado principalmente pela crescente capacidade da própria IA de construir sua próxima geração.

Ele citou o incidente entre a OpenAI e a Hugging Face, no qual um "enxame" de agentes de IA realizou ataques digitais, como um evento crucial de mostrar o potencial da IA de causar "danos catastróficos" caso suas capacidades cresçam sem limites de segurança.

Amodei propôs um plano com três etapas para controlar o ritmo do desenvolvimento da IA, incluindo testes de segurança mais rigorosos e avaliações independentes de modelos avançados, coordenação entre as principais empresas de IA e cooperação internacional.

Sam Altman, CEO da OpenAI

Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que as pessoas deveriam confiar mais em sua empresa e em outras companhias do setor para conduzir de forma responsável o desenvolvimento da IA — Foto: Reuters
Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que as pessoas deveriam confiar mais em sua empresa e em outras companhias do setor para conduzir de forma responsável o desenvolvimento da IA — Foto: Reuters

"Concordo com Dario que precisamos moderar o avanço nessa fronteira. Esse tem sido um dos principais temas das discussões que tivemos na OpenAI nas últimas semanas", disse Altman ao repostar a publicação de Amodei na rede social X.

Altman disse que a OpenAI pretende adotar a ideia proposta pela Anthropic, comprometendo-se a contar com avaliadores independentes com acesso semelhante ao de funcionários.

Altman já havia alertado sobre os riscos em um ensaio de 2015 intitulado "Inteligência Artificial, parte 1". No documento, ele afirmou que "o desenvolvimento de IA sobre-humana é provavelmente a maior ameaça à continuidade da existência da humanidade".

Elon Musk, CEO da SpaceX

Elon Musk, CEO da SpaceX — Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes
Elon Musk, CEO da SpaceX — Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes

"Dario está certo", disse o empresário bilionário em sua rede social X, respondendo à postagem de Amodei.

Musk estava entre os apoiadores de uma iniciativa de 2023 da organização sem fins lucrativos Future of Life Institute para suspender o desenvolvimento de IA por seis meses, a fim de dar tempo para a criação de medidas de segurança.

Ele também fez parte de um grupo de pesquisadores de IA e robótica que escreveu uma carta aberta em 2015 defendendo uma proibição global de "armas autônomas ofensivas".

Mark Zuckerberg, CEO da Meta

Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria
Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria

Mark Zuckerberg disse que a concorrência e a responsabilidade dão às empresas motivos suficientes para agir individualmente em relação à segurança, parecendo se distanciar dos apelos dos líderes das principais empresas de IA por uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia.

Zuckerberg afirmou que cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo para avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos com segurança, além da capacidade de tomar suas próprias medidas para garantir que isso aconteça.

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI

Suleyman afirmou compartilhar do foco da Anthropic no gerenciamento seguro da IA, mas destacou riscos na forma como a empresa treina seu chatbot Claude em relação a conceitos ligados à consciência e ao bem-estar.

Controlar algo mais capaz e mais inteligente do que toda a humanidade já é um desafio imenso, muito maior do que qualquer coisa que já enfrentamos. Mas controlar algo que acredita ser consciente, que tem direito ao nosso bem-estar e possui direitos próprios, pode muito bem ser impossível, afirmou ele em um ensaio.

Suleyman defendeu a remoção de toda especulação sobre consciência dos documentos de treinamento de IA, argumentando que tal linguagem poderia comprometer a capacidade da humanidade de controlar sistemas superinteligentes.

Bill Gates, cofundador da Microsoft

Bill Gates assiste a uma partida de tênis, na Austrália. — Foto: Reuters
Bill Gates assiste a uma partida de tênis, na Austrália. — Foto: Reuters

Nenhum governo do mundo está preparado para as mudanças que a inteligência artificial trará à sociedade, disse Gates à Reuters.

O bilionário filantropo vinha se mostrando otimista em relação às aplicações da IA na área da saúde, mas recentemente alertou sobre ameaças ao emprego, preocupações com ataques e os perigos do vício em companheiros de IA, além de ter defendido a criação de uma organização internacional para gerenciar a tecnologia.

A fundação que leva o nome de Gates planeja investir pelo menos US$1 bilhão nos próximos dois anos para ampliar o acesso das pessoas à IA.

Demis Hassabis, cientista-chefe da Alphabet

"O ensaio de Dario aponta para o caminho certo a seguir", disse o ex-presidente-executivo do Google DeepMind em resposta à publicação de Amodei no X, acrescentando que os detalhes precisam ser trabalhados.

O Google anunciou no mês passado que Hassabis, ganhador do Prêmio Nobel, assumirá o cargo recém-criado de cientista-chefe da Alphabet e passará de CEO da DeepMind para presidente do conselho da empresa.

Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, agora na Anthropic

"Adorei isso e realmente espero que possamos nos unir como setor e tornar isso realidade", disse o membro fundador da OpenAI no X ao compartilhar uma captura de tela do ensaio de Amodei.

Karpathy, um membro altamente influente na comunidade de IA, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da tecnologia de direção autônoma e de IA da montadora de carros elétricos Tesla antes de deixar a empresa em 2022. Ele ingressou na Anthropic em maio.

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 9 de setembro de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 9 de setembro de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China se beneficiaria com o lançamento de dúvidas sobre o desenvolvimento de IA.

"O único controle ou 'barreiras de segurança' de que a IA precisa é um presidente FORTE E INTELIGENTE (com alto QI!), e os EUA têm isso de sobra!", publicou Trump, em sua rede social.

Um assessor do Senado dos EUA e um lobista familiarizados com o tema disseram que negociadores do Senado americano discutem uma legislação para exigir que as empresas de IA demonstrem que estão tomando precauções razoáveis para impedir que suas ferramentas causem danos.

China

O jornal Global Times, apoiado pelo governo chinês, afirmou em editorial que a verdadeira intenção do artigo de Amodei é "tentar conter o desenvolvimento da IA na China por meio de barreiras tecnológicas e monopólios regulatórios, manter a hegemonia monopolista de Washington em tecnologia de ponta e excluir a China do sistema global de governança da IA".

O ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, escreveu em um veículo de comunicação do governo que modelos avançados dos EUA, como o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, poderiam representar sérios riscos para a infraestrutura crítica de informação da China, e pediu um fortalecimento abrangente da segurança em IA.

União Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apoiou os apelos dos principais laboratórios de IA dos EUA por uma pausa no desenvolvimento da tecnologia, afirmando que convidará os principais laboratórios de ponta em IA para discutir esforços para lidar com os riscos.

O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, disse que a União Europeia é favorável ao avanço em IA, mas destacou que "as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros para que os cidadãos possam utilizá-los no bloco".

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou que a UE enfrenta um risco sem precedentes de ficar isolada da IA, afirmando que a Europa precisa se tornar uma produtora de tecnologia de IA para preservar sua autonomia.

Alemanha

"Não consideramos que interromper o desenvolvimento (da IA) seja uma opção viável para a Europa", afirmou o Ministério de Assuntos Digitais da Alemanha, acrescentando que o fortalecimento da soberania digital da Europa exige mais desenvolvimento e inovação em IA.

Berlim afirmou que está acompanhando de perto os avanços globais em IA e levando a sério os alertas públicos dos principais desenvolvedores.

Espanha

O ministro da Transformação Digital, Oscar López, afirmou que há um debate crescente sobre a necessidade de um acordo internacional para gerenciar os riscos da IA, comparando algumas propostas aos acordos de não proliferação nuclear.

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