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segunda-feira, 2 de março de 2026

Data Center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes e serviços de nuvem ficam instáveis no Oriente Médio

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Falha acontece depois de uma unidade da bigtech ter sido atingida por “objetos não identificados". Incidente ocorreu no mesmo dia em que o Irã lançou mísseis contra países do Golfo, em retaliação a ataques dos EUA e Israel que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

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TOPO
Por Reuters

Postado em 02 de Março de 2.026 às 10h50m
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Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

As instalações de computação em nuvem da Amazon no Oriente Médio enfrentaram problemas de energia e conectividade nesta segunda-feira (2) após objetos não identificados" atingirem seu data center nos Emirados Árabes Unidos.

💡 Computação em nuvem é uma tecnologia que permite armazenar dados e operar sistemas pela internet, em servidores remotos, sem a necessidade de computadores ou servidores próprios. (saiba mais).

Os "objetos não identificados" provocaram um incêndio no domingo, o que levou as autoridades a interromperem o fornecimento de energia para dois conjuntos de data centers da Amazon no país.

A restauração completa dos serviços ainda deveria levar várias horas, segundo a página de status da Amazon Web Services (AWS), unidade de serviços de nuvem da Amazon.

Problemas localizados no fornecimento de energia afetaram serviços da AWS tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no vizinho Bahrein, de acordo com a página.

O Abu Dhabi Commercial Bank informou que suas plataformas e aplicativo móvel ficaram indisponíveis devido a uma interrupção regional de tecnologia da informação. No entanto, a empresa não relacionou a falha diretamente ao incidente envolvendo a AWS.

Embora a Amazon não tenha identificado os objetos, o incidente ocorreu no mesmo dia em que o Irã lançou uma série de drones e mísseis contra países do Golfo, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

Se confirmado, o ataque à instalação da AWS nos Emirados Árabes Unidos seria a primeira vez que um data center de uma grande empresa de tecnologia dos Estados Unidos é tirado do ar por ação militar.

O episódio também pode levantar questionamentos sobre o ritmo de expansão das big techs na região.

Gigantes de tecnologia dos EUA vêm posicionando os Emirados Árabes Unidos como um polo regional de computação para inteligência artificial, necessária para operar serviços como o ChatGPT.

A Microsoft afirmou, em novembro, que pretende elevar seu investimento total no país para US$ 15 bilhões até o fim de 2029 e que utilizará chips da Nvidia em seus data centers locais.

Em conflitos anteriores, adversários regionais como o Irã e seus aliados atacaram oleodutos, refinarias e campos de petróleo em países parceiros do Golfo", afirmou na semana passada o centro de estudos Center for Strategic and International Studies, sediado em Washington.

"Na era da computação, esses atores também podem mirar data centers, a infraestrutura de energia que sustenta a computação e pontos críticos de cabos de fibra óptica, acrescentou.

Microsoft, assim como Google e Oracle — que também operam instalações nos Emirados Árabes Unidos — não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

A AWS informou que a recuperação total dos serviços ainda deveria levar muitas horas tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no Bahrein.

A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas.

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domingo, 1 de março de 2026

Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil

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Grupo teve acesso a dados como nome, número de telefone, data de nascimento e documentos de identidade armazenados em sistemas de operadoras.
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Por Redação g1

Postado em 01 de Março de 2.026 às 08h00m
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Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil
Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil

Um grupo hacker chinês que invadiu sistemas de governos e empresas de ao menos 42 países por meio de serviços como planilhas online foi desmontado após atuar por quase dez anos, revelou o Google na última quarta-feira (25).

Conhecido como UNC2814 ou Gallium, o grupo conseguiu acessar dados sensíveis de operadoras de telecomunicações brasileiras em um de seus ataques, disse o Google. A empresa não revelou quais operadoras foram atingidas.

Segundo a investigação, alguns dos sistemas brasileiros armazenavam dados como nome completo, número de telefone, data e local de nascimento, além de números de identidade e de título de eleitor.

Nem todos os ataques levaram ao roubo de dados, mas o Google indicou que o grupo hacker também foi capaz de monitorar registros de chamadas e mensagens SMS em sistemas das operadoras.

"Historicamente, esse foco em comunicações sensíveis visa possibilitar a vigilância de indivíduos e organizações, particularmente dissidentes e ativistas, bem como alvos tradicionais de espionagem", disse o Google.

A análise foi feita pelo Grupo de Inteligência de Amaças do Google (GTIG), pela Mandiant, subsidiária da empresa na área de cibersegurança, e por parceiros que não foram identificados.

Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil — Foto: Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1
Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil — Foto: Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1

O setor de inteligência do Google monitorava o UNC2814 desde 2017 e estima que, além dos alvos confirmados, o grupo hacker tenha invadido sistemas em outros 20 países.

A análise apontou que o grupo se infiltrava nos dispositivos por falhas já conhecidas na comunicação entre a rede interna e a internet. Em seguida, os invasores inseriam arquivos maliciosos para ganhar controle total sobre a máquina e se comunicar com uma central de comando e controle.

Um deles, chamado de Gridtide, permitia a conexão entre dispositivo da vítima e o Google Planilhas. As planilhas online funcionavam como um canal de comunicação em que os invasores enviavam ordens ao arquivo malicioso por meio de códigos e monitoravam os ataques.

"Essa atividade não é resultado de uma vulnerabilidade de segurança nos produtos do Google. Em vez disso, ela abusa da funcionalidade legítima da API do Google Sheets para disfarçar o tráfego de comando e controle", disse o Google.

A empresa afirmou ainda que os hackers não comprometeram a segurança de produtos do Google, mas usaram as planilhas online para que a sua atividade ilegal não fosse detectada e seu tráfego de rede se misturasse ao de usuários legítimos.

Por isso, a companhia decidiu encerrar os projetos do grupo hacker e desativou as contas usadas para acessar os arquivos.

A embaixada da China nos Estados Unidos afirmou ao Google que a cibersegurança é um desafio para todos os países e deve ser abordada por meio do diálogo e da cooperação.

"A China se opõe e combate consistentemente as atividades de hackers de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, rejeita firmemente as tentativas de usar questões de segurança cibernética para difamar ou caluniar a China", afirmou a embaixada, em nota.

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

União Europeia vai aplicar provisoriamente acordo com o Mercosul

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Medida busca garantir vantagem comercial ao bloco europeu enquanto avança o processo de ratificação do tratado.
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Por Redação g1 — São Paulo
27/02/2026 07h51 
Postado em 28 de Fevereiro de 2.026 às 07h30m
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Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia
Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia

União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a chamada vantagem do pioneirismo, afirmou na sexta-feira (27) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A decisão foi anunciada após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado na quinta-feira (26) e ocorre apesar da forte oposição da França.

A Comissão dará agora seguimento à aplicação provisória, disse von der Leyen, ao destacar que o acordo só será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu.

No Mercosulo Uruguai foi o primeiro país a ratificar o texto, após aprovação na Câmara e no Senado.

A Argentina tornou-se o segundo, com aval do Senado. Brasil e Paraguai também já iniciaram seus trâmites legislativos: no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que agora segue para o Senado; no Paraguai, o processo está em andamento e deve ser concluído nos próximos dias.

Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados.

Alemanha e outros defensores do pacto, como a Espanha, afirmam que o tratado é essencial para compensar perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos.

Já os críticos, liderados pela França — maior produtor agrícola da União Europeia —, alertam que o acordo pode ampliar significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando agricultores locais, que vêm promovendo protestos recorrentes.

Acordo UE-Mercosul na Justiça

A medida foi aprovada por margem estreita, em meio à pressão de produtores rurais e à resistência francesa. O envio do tratado à Corte tende a impedir sua entrada em vigor por vários meses.

A Comissão Europeia criticou a decisão e reiterou a defesa da aplicação provisória, argumentando que o bloco precisa ampliar o acesso a novos mercados.

Enquanto o tribunal analisa o texto — um processo que pode levar meses ou até anos —, o acordo segue politicamente travado, apesar do apoio de países como a Alemanha e do interesse do Brasil em acelerar a ratificação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman

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