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sábado, 31 de outubro de 2026

IA virou um problema para as gigantes de tecnologia?

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Entenda o tombo bilionário nas bolsas Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft perderam quase US$ 900 bilhões em valor de mercado após balanços. Investidores questionam se os aportes bilionários em inteligência artificial vão se transformar em receita e lucro.
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 31 de Outubro de 2.026 às 05h35m

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Trump e big techs anunciam acordo para autorregulação da IA nos Estados UnidosTrump e big techs anunciam acordo para autorregulação da IA nos Estados Unidos 

As gigantes de tecnologia estão gastando cada vez mais dinheiro para avançar na corrida pela inteligência artificial (IA). Mas, em vez de empolgar, os investimentos bilionários começaram a acender um alerta na bolsa: o mercado quer saber quando essas empresas vão conseguir transformar tanto dinheiro gasto em lucro.

Na quinta-feira (29), após a divulgação dos resultados trimestrais, as ações da Alphabet, dona do Google, despencaram 12,64%, na maior queda diária da empresa desde sua abertura de capital, em 2004. Os balanços trouxeram números elevados de investimentos em infraestrutura de IA e projeções de novos gastos bilionários, aumentando a preocupação dos investidores com o ritmo de expansão das empresas.

Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a desvalorização fez a companhia perder US$ 493,9 bilhões em valor de mercado em um único pregão. Para se ter uma ideia, o montante equivale a 55,82% de todo o valor de mercado das empresas listadas na bolsa brasileira, estimado em US$ 885 bilhões.

A queda ajudou a pressionar Wall Street e fez parte de um movimento mais amplo de desvalorização entre empresas do setor.

  • 📲 Após o fechamento, a Amazon também sofreu uma forte queda, de aproximadamente 7%, que retirou quase US$ 200 bilhões de seu valor de mercado. Juntas, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft perderam quase US$ 900 bilhões em valor de mercado após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.

A pressão se intensificou ao longo do pregão desta sexta-feira (30). No fechamento, o Nasdaq recuou 2,9%, aos 25.437 pontos, depois de atingir o menor nível em quase três meses. O S&P 500 caiu 1,8%, aos 7.580 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 1,1%, aos 51.770 pontos.

A pressão também atingiu as gigantes de tecnologia e as fabricantes de chips. No fechamento, a Amazon recuou 1,49%, enquanto a Alphabet também terminou em queda, após despencar 12,64% na véspera.

A Intel teve um dos piores desempenhos do pregão: suas ações desabaram 28,6%, na maior queda diária desde 1974. A desvalorização, porém, também reflete problemas próprios da companhia. A fabricante alertou que deve consumir caixa neste ano, diante da fraqueza do mercado de computadores pessoais, de dificuldades na fabricação de chips e dos altos investimentos para ampliar sua capacidade de produção.

O movimento também atingiu outras empresas do setor. A Nvidia caiu 4,2%, a AMD perdeu 10,9% e o índice de semicondutores recuou 7,2%.

  • ➡️ Em outubro, o Nasdaq 100 acumulava queda superior a 5,8%. A desvalorização poderia eliminar mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado do índice no mês.
Tombo das ações reduz em US$ 70 bilhões fortuna de três bilionários

A desvalorização das gigantes de tecnologia também atingiu o patrimônio de alguns dos homens mais ricos do mundo.

Como boa parte da fortuna desses empresários está ligada às participações que mantêm nas empresas que fundaram, a queda das ações na bolsa reduz o valor estimado de seus bens.

Segundo o Bloomberg Billionaires Index, Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, tiveram uma redução conjunta de US$ 60,7 bilhões em suas fortunas na quinta-feira (29). Page perdeu aproximadamente US$ 31,6 bilhões, enquanto a fortuna de Brin encolheu US$ 29,1 bilhões.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, também foi afetado. O empresário registrou uma redução estimada de US$ 9,48 bilhões em seu patrimônio no mesmo dia. Somadas, as perdas dos três bilionários chegaram a US$ 70,18 bilhões.

A redução não significa que os empresários tenham retirado esse dinheiro de suas contas bancárias ou vendido ações com prejuízo. Trata-se de uma queda no valor estimado de suas fortunas, influenciada principalmente pela desvalorização das participações que possuem nas companhias.

Investimentos em IA disparam, mas mercado cobra resultados

Por trás da pressão sobre as ações está o tamanho dos investimentos que as empresas estão fazendo para desenvolver e ampliar seus negócios de inteligência artificial (IA).

Segundo a Reuters, Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano. A previsão é de outros US$ 232 bilhões em investimentos no trimestre seguinte.

Para 2026, os gastos de capital dessas quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões, segundo estimativas citadas pela agência. Os recursos são destinados principalmente à construção de centros de processamento de dados, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial.

A Amazon, por exemplo, investiu cerca de US$ 75,9 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 58,7 bilhões esperados pelo mercado. A Alphabet destinou mais de US$ 50 bilhões à expansão de sua infraestrutura. A Microsoft investiu US$ 45,2 bilhões, enquanto a Meta registrou gastos de US$ 35 bilhões no período.

Em outro levantamento, também divulgado pela Reuters, os números mostram o peso desses investimentos sobre o caixa das companhias. Dessa vez, a análise considera cinco empresas: Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle.

Nos primeiros nove meses de 2026, as cinco empresas investiram juntas US$ 556,9 bilhões, valor superior aos US$ 542,9 bilhões que geraram com suas operações no mesmo período. Com isso, o grupo passou de um saldo positivo de US$ 143,5 bilhões em fluxo de caixa livre nos primeiros nove meses de 2025 para um resultado negativo de US$ 14 bilhões neste ano.

O fluxo de caixa livre é o dinheiro que sobra depois que a empresa paga suas despesas operacionais e investimentos. Quando esse indicador fica negativo, significa que os recursos gerados pelas operações não foram suficientes para cobrir os gastos do período.

Analistas apontam que a questão é que esses investimentos levam tempo para gerar retorno. Enquanto as empresas gastam bilhões para ampliar sua capacidade, os investidores querem entender quando esse dinheiro vai se transformar em novas receitas e, principalmente, em lucro.

"O mercado continua confiante na demanda por inteligência artificial, como mostram os resultados crescentes da área de computação em nuvem. Mas os investidores passaram a cobrar mais das empresas: não basta anunciar grandes investimentos em IA, é preciso mostrar que eles estão se transformando em receita e, principalmente, em geração de caixa", afirma Nickolas Lobo, especialista de investimentos da Nomad.

Ou seja, não basta mostrar que a empresa está construindo centros de dados e comprando chips. Os investidores querem ver se a estrutura vai gerar dinheiro suficiente para compensar o que foi gasto.

"São bilhões de dólares destinados a centros de dados, chips e infraestrutura, enquanto a capacidade de transformar tudo isso em receita ainda está sendo construída", diz Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). 
Empresas também recorrem a empréstimos

Até agora, parte importante dos investimentos vinha do próprio dinheiro gerado pelos negócios. Com os gastos cada vez maiores, porém, as empresas também têm recorrido à emissão de dívidas e de ações para levantar recursos.

A Microsoft, por exemplo, levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida. Segundo a empresa, os recursos poderão ser utilizados para diferentes finalidades corporativas, incluindo investimentos de capital.

O movimento ocorre em um momento em que os investidores também acompanham a possibilidade de juros mais altos nos próximos anos. Com juros maiores, os empréstimos ficam mais caros e podem aumentar o custo dos projetos.

"A escala de gastos não tem precedentes. O ciclo começou com recursos próprios, avançou para a emissão de dívidas e agora chega à captação de recursos no mercado de ações", afirma.

Ele se refere também à possibilidade de as empresas emitirem novas ações para captar dinheiro. Nesse caso, os acionistas existentes podem ter sua participação proporcional reduzida, caso não acompanhem a operação.

O risco é uma bolha de investimentos?

A queda das ações reacendeu a discussão sobre uma possível bolha em torno da inteligência artificial. Isso não significa, porém, que os especialistas considerem a tecnologia uma promessa sem fundamento.

"A tecnologia é real, já está sendo utilizada e tem capacidade de transformar diversos setores da economia. O que considero exagerado são algumas expectativas de valorização", afirma Celso Camilo.

Para ele, o risco está na diferença entre o potencial da tecnologia e o preço que os investidores aceitam pagar hoje pelas ações, considerando lucros que ainda não chegaram.

Lobo também pondera que a discussão não deve ser resumida à ideia de que a IA é uma bolha. Na avaliação dele, o mercado está mais atento ao ritmo de crescimento dos investimentos e à capacidade de as empresas transformarem esse dinheiro em resultados.

"O vencedor da próxima etapa não será necessariamente quem investe mais, mas quem gera retorno sobre o capital investido", afirma.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo de US$ 6,3 bilhões

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Segundo a corretora, computador de um engenheiro pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e realizar saques não autorizados. Empresa também identificou outros pontos de invasão.
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Por Redação g1

Postado em 30 de Outubro de 2.026 às 09h20m

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Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas
Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas

Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo.

Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.

"Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente", afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão.

Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Sediada em Tóquio, a Mt Gox encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin.

Notebook sendo usado no escuro — Foto: Danny Meneses/Pexels
Notebook sendo usado no escuro — Foto: Danny Meneses/Pexels

“A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda”, afirmou Karpeles.

Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou na quinta-feira ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.

“Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM.

O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. — Foto: Matt Slocum/AP
O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. — Foto: Matt Slocum/AP

Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Ainda segundo analistas, o ataque na Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa.

Com informações da agência Reuters.

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Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Apple lança seu primeiro notebook com tela sensível ao toque; versão mais cara custa R$ 180 mil

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Modelo tem telas de 14 e 16 polegadas e chips M5 Pro ou M5 Max; no Brasil, preços vão de R$ 35 mil a R$ 180 mil.
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Por Darlan Helder, Victor Hugo Silva, g1

Postasdo em 28 de Outubro de 2.026 às 15h15m

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Apple apresenta seu primeiro notebook com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple
Apple apresenta seu primeiro notebook com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple

A Apple apresentou nesta quarta-feira (28) seu primeiro notebook com tela sensível ao toque (touch screen), o MacBook Pro. No Brasil, os preços vão de R$ 35 mil, na versão mais barata, a R$ 180.098,80, na configuração mais completa.

O aparelho estreia em versões com telas de 14 e 16 polegadas e duas opções de processador (chips): M5 Pro e M5 Max.

A tela sensível ao toque, chamada de PROLED XDR, é o principal destaque do notebook. Segundo a empresa, o sensor está integrado ao painel, o que reduz o tempo de resposta e dá ao usuário a sensação de tocar diretamente no conteúdo.

“Criamos uma forma totalmente nova para os profissionais interagirem com seu conteúdo, levando seus fluxos de trabalho a um nível completamente novo. O novo MacBook Pro é resultado da profunda integração entre o Apple silicon, hardware e software, e simplesmente não há nada igual”, afirmou Johny Srouji, diretor de hardware da Apple. 

 MacBook Pro com tela touch — Foto: Divulgação/Apple

Segundo a Apple, o novo MacBook Pro está mais fino e leve, com bordas de tela mais estreitas. "Ele é mais fino e notavelmente mais leve para oferecer ainda mais portabilidade. O MacBook Pro de 14 polegadas agora pesa 1,38 kg, e o MacBook Pro de 16 polegadas pesa apenas 1,82 kg", disse a empresa.

A Apple afirma que a bateria dura até 24 horas e classifica os processadores M5 Pro e M5 Max como "os mais potentes já fabricados pela Apple para um laptop profissional".

MacBook Pro com tela touch — Foto: Divulgação/Apple
MacBook Pro com tela touch — Foto: Divulgação/Apple

O preço dos novos dispositivos varia conforme as especificações do aparelho, como o tamanho e a qualidade da tela, a capacidade de processamento e o espaço de armazenamento.

As opções de memória RAM são de 48 GB, 64 GB e 128 GB. Já o armazenamento pode ser de 2 TB, 4 TB, 8 TB ou 16 TB.

Os clientes ainda podem gastar mais de R$ 6 mil adicionais com licenças de programas de edição de vídeo e áudio e a garantia estendida da Apple.

O aparelho começa a ser vendido nesta quarta-feira (28) no Brasil, com as primeiras entregas previstas para 6 de novembro.

Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple
Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple

Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple
Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple

Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple
Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple

Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple
Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. — Foto: Reprodução/Apple

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável
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