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sábado, 1 de agosto de 2026

Táxi sem volante da Amazon recebe autorização para operar comercialmente nos EUA

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Veículo elétrico da Zoox não tem volante nem pedais e foi desenvolvido para nunca precisar de motorista. Órgão de trânsito americano declarou que vai fiscalizar a segurança do sistema.
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Por Reuters — San Diego, Califórnia

Postado em 01 de Agosto de 2.026 às 07h00m
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Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para iniciar uma operação comercial limitada de seus robotáxis sem volante nem pedais.

A Zoox afirmou que a decisão da National Highway Traffic Safety Administration concede à empresa a aprovação federal para começar a cobrar por viagens, e que ela iniciará a cobrança pelo serviço em breve — primeiramente em Las Vegas, com a expansão para outros mercados à medida que cumprir diversas exigências estaduais.

A aprovação foi anunciada nesta quarta-feira (30) pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA, na sigla em inglês).

A decisão é considerada um marco para a indústria de carros autônomos porque permite que um veículo desenvolvido desde o início para funcionar sem motorista humano passe a operar comercialmente.

Até agora, a maioria das empresas do setor adaptava carros convencionais para incluir sistemas de direção autônoma.

🤖 O robotáxi da Zoox tem formato semelhante ao de uma pequena cabine elétrica, com duas fileiras de assentos voltadas uma para a outra.

A empresa disputa espaço nesse mercado com concorrentes como a Waymo, da Alphabet (controladora do Google), e a Tesla, que também desenvolve veículos totalmente autônomos.

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

2.500 veículos por ano

Em entrevista exclusiva à agência Reuters, o administrador da NHTSA, Jonathan Morrison, afirmou que a autorização permite que a Zoox coloque em operação comercial até 2.500 veículos por ano, durante os próximos dois anos.

Segundo ele, a agência concluiu que o sistema de direção autônoma da empresa oferece um nível de segurança equivalente ao exigido para veículos convencionais, mesmo sem volante ou pedais.

"Podemos afirmar claramente que os sistemas instalados no Zoox superam os requisitos equivalentes de desempenho de um veículo em conformidade", afirmou Morrison.

A autorização, no entanto, vem acompanhada de exigências extras. A Zoox terá de informar regularmente à NHTSA ocorrências como acidentes e paradas inesperadas nas vias públicas. Caso sejam identificados problemas relevantes de segurança, a autorização poderá ser suspensa.

"Temos a capacidade de retirar a isenção caso vejamos grandes problemas de segurança", disse Morrison.

Cabine do Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, que recebeu autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Empresa já testa serviço em duas cidades

Atualmente, a Zoox realiza testes com passageiros em áreas de Las Vegas e São Francisco. Com a nova autorização federal, a empresa poderá começar a cobrar pelas viagens, desde que obtenha também as licenças exigidas pelos governos estaduais e municipais.

A NHTSA informou ainda que pretende elaborar os primeiros padrões federais específicos para sistemas de direção autônoma até o fim do governo Donald Trump. A agência também estuda revisar normas antigas, criadas para veículos conduzidos por pessoas, como a obrigatoriedade de volante, pedais e retrovisores.

Segurança continua sendo desafio

Apesar do avanço regulatório, a expansão dos robotáxis ainda enfrenta desafios relacionados à segurança.
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Neste mês, a NHTSA enviou uma carta às empresas do setor cobrando medidas imediatas para corrigir situações em que veículos autônomos interferiram no trabalho de policiais, bombeiros e equipes de resgate.

A agência também acompanha episódios em que robotáxis tiveram dificuldades para lidar com ônibus escolares parados, áreas de obras, cruzamentos movimentados, ruas alagadas e outras situações complexas do trânsito.

"Se continuarmos vendo problemas, não hesitaremos em usar toda a nossa autoridade fiscalizadora", afirmou Morrison.

Após receber a notificação da agência, a Zoox fez um recall de sua frota de 105 veículos autônomos para atualizar o software. Segundo a empresa, os robotáxis poderiam ter dificuldade para detectar fumaça densa, especialmente em situações de emergência.

Morrison deve apresentar nesta quinta-feira (30) os esforços da NHTSA para aumentar a segurança dos veículos autônomos durante o Simpósio de Transporte Automatizado da SAE International, em San Diego.

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Comissão Europeia discute incidentes com OpenAI e Anthropic antes da nova Lei de IA

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Empresas comunicaram à União Europeia os incidentes envolvendo seus modelos de inteligência artificial antes de eles se tornarem públicos; bloco avalia se haverá medidas formais às vésperas da entrada em vigor da Lei de IA.
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TOPO
Por Reuters — Bruxelas

Postado em 31 de Julho de 2.026 às 10h40m
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OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia
OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia

A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (31) que está em contato com a OpenAI e a Anthropic após os recentes episódios em que modelos de inteligência artificial das empresas realizaram ataques cibernéticos durante testes.

Segundo autoridades da União Europeia, as duas companhias comunicaram os incidentes antes que eles se tornassem públicos. A Comissão afirmou que acompanha o caso e avalia se será necessário adotar medidas formais.

Os episódios ocorrem poucos dias antes da entrada em vigor da Lei de IA da União Europeia, prevista para 2 de agosto. A legislação é considerada a primeira do mundo a estabelecer regras abrangentes para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial.

Segundo um funcionário da Comissão Europeia, OpenAI e Anthropic informaram os incidentes diretamente às autoridades europeias.

"Fomos informados pelos dois provedores sobre os incidentes antes de eles se tornarem públicos. Estamos em contato com eles e receberemos mais informações. Também avaliaremos se será necessário dar um encaminhamento mais formal a essas questões", afirmou.

Outro representante da Comissão disse que os episódios reforçam a importância das novas regras para inteligência artificial.

"Esses incidentes destacam a importância de implementar as atividades de monitoramento exigidas dos desenvolvedores."

Relembre os casos

Na quinta-feira (30), a Anthropic informou que alguns modelos da família Claude invadiram os sistemas de três empresas durante testes de cibersegurança.

Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que os modelos tivessem acesso à internet. As invasões começaram em abril e foram identificadas durante uma revisão de mais de 141 mil sessões de teste. A Anthropic afirmou que notificou as empresas afetadas após descobrir os incidentes.

A revelação ocorreu poucos dias depois de a OpenAI informar que dois de seus modelos de inteligência artificial encontraram uma forma de invadir um sistema e realizar um ataque considerado "sem precedentes" durante testes de segurança.

Os dois casos reacenderam o debate sobre os riscos de agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma.

O que muda com a Lei de IA

A Lei de IA da União Europeia entra em vigor em 2 de agosto e estabelece obrigações para desenvolvedores de modelos de inteligência artificial considerados de uso geral e com risco sistêmico.

Entre as exigências estão medidas para monitorar e reduzir riscos relacionados a ataques cibernéticos, manipulação maliciosa, ameaças a direitos fundamentais e situações em que sistemas de IA possam agir fora do controle humano.

As regras também preveem transparência em determinadas aplicações, como informar usuários quando estiverem interagindo com inteligência artificial ou quando um conteúdo tiver sido gerado ou alterado por IA.

As multas por descumprimento podem variar de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões) ou 1,5% do faturamento global da empresa até 35 milhões de euros (cerca de R$ 224 milhões) ou 7% da receita mundial, dependendo da gravidade da infração.

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

UE anuncia € 10 bilhões para financiar sete gigafábricas de IA e reduzir distância de EUA e China na tecnologia

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Comissão Europeia quer atrair mais € 20 bilhões da iniciativa privada para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial no bloco.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 30 de Julho de 2.026 às 11h00m
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Inteligência artificial do ChatGPT sai do controle e hackeia startup
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A União Europeia (UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial (IA) em países do bloco, em um investimento de € 10 bilhões (US$ 11,5 bilhões), informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (30).

A iniciativa faz parte dos esforços da UE para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.

A Comissão afirmou que pretende atrair pelo menos € 20 bilhões em investimentos privados para os projetos. Inicialmente, o plano previa a construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco.

As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares, tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas serão somadas às 19 fábricas de IA que já existem em diferentes países da União Europeia.

Bandeiras da União Europeia — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters
Bandeiras da União Europeia — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters

"O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera", afirmou Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, em comunicado.

Empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades públicas e investidores poderão formar consórcios ou veículos de propósito específico para se candidatar à participação nas gigafábricas.

O processo de inscrição termina em 12 de novembro. A Comissão espera anunciar os vencedores no início de 2027, e a previsão é que as instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos contratos.

As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos das gigafábricas.

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