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Julgamento nos EUA coloca Musk contra Sam Altman, CEO da OpenAI, e envolve críticas à mudança de estrutura da dona do ChatGPT.
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Por Redação g1
Postado em 03 de Maio de 2.026 às 08h00m
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Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft,
durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um
tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em
um retrato no tribunal. — Foto: REUTERS/Vicki Behringer
O bilionário Elon Musk confirmou nesta quinta-feira (30) que sua empresa de inteligência artificial, a xAI, usou tecnologias do ChatGPT para melhorar o próprio sistema, o Grok. A declaração foi feita em tribunal na Califórnia, onde Musk e a OpenAI se enfrentam desde segunda-feira.
➡️ A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, gira em torno da alegação de que a organização teria traído sua missão original de atuar como entidade sem fins lucrativos (entenda mais abaixo).
Ao ser questionado por William Savitt, advogado da OpenAI, sobre o que é destilação de modelos, técnica que usa um modelo maior de IA para treinar outro menor, Musk demonstrou conhecimento. Em seguida, foi perguntado se a xAI havia usado essa técnica com tecnologia da OpenAI.
Musk inicialmente evitou responder e afirmou que "geralmente todas as empresas de IA fazem isso". Pressionado, admitiu: "Em parte, [usou modelos de IA da OpenAI]".
"É prática comum usar outras IAs para validar sua IA", acrescentou durante o depoimento.Entenda a treta
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Elon Musk reage em um tribunal federal durante um intervalo do julgamento em seu processo sobre a conversão da OpenAI para lucro e conversão com fins lucrativos, em Oakland, Califórnia. — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo
Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza".
Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI.
Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos.
O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020.
A defesa da OpenAI
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Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP
Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023.
A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa.
Em comunicado intitulado "A verdade sobre Elon Musk e a OpenAI", divulgado nesta segunda (27), a OpenAI contra-atacou. No texto, a empresa afirma que as ações do bilionário são motivadas por "ciúmes, arrependimento por ter abandonado a OpenAI e desejo de descarrilar uma concorrente".
"Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos. Ele está usando seu processo para atacar a fundação sem fins lucrativos OpenAI, que é focada em trabalhos em áreas como ciências da vida e na cura de doenças para o benefício de todos", diz o comunicado.
De 'Projeto Manhattan' a disputa de egos
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Logo da OpenAI, dona do ChatGPT — Foto: AP Photo/Michael Dwyer
Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões.
Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite.
Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica.
Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global.
O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão.
Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações).
* Com informações da agência de notícias Reuters.
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