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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Leite enfrenta mais exigências de segurança do que IA, diz presidente da Microsoft

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Brad Smith defende regras globais urgentes para a tecnologia, com avaliações independentes, comunicação de falhas e um 'freio de emergência'.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de Outubro de 2.026 às 12h35m

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Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes'
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O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a IA precisa de regras globais urgentes de segurança e de avaliadores independentes capazes de analisar novos avanços. Segundo ele, a tecnologia está sujeita a menos exigências de segurança do que o leite vendido em supermercados.

Em entrevista à BBC publicada nesta segunda-feira (12), Smith defendeu que essas regras obriguem as empresas a avisar as vítimas caso seus sistemas sejam invadidos por um agente de IA que aja fora de controle. Ele também afirmou que deve existir um “freio de emergência” e uma obrigação legal de produzir relatórios sobre incidentes.

“Sabemos como fazer isso para outros produtos”, disse Smith. “Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.”

“Hoje, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a IA. Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a regras de segurança e fiscalização", afirmou.

Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão. — Foto: Shutterstock
Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão. — Foto: Shutterstock

Empresas de tecnologia como Anthropic e OpenAI começaram a divulgar comportamentos de agentes de IA que fogem do esperado ou são indesejados.

Essas revelações fazem parte de um debate global sobre o rápido avanço da tecnologia, que inclui alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça à existência da humanidade no futuro.

Algumas empresas têm defendido uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Esses pedidos, porém, levantaram dúvidas sobre possíveis interesses dos executivos, como criar regras que mantenham suas empresas na liderança, antecipar-se a uma reação mais ampla dos governos ou simplesmente reduzir o ritmo acelerado dos gastos.

Vice-Presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, faz uma palestra principal em Bruxelas, Bélgica, em 30 de abril de 2025. — Foto: REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo
Vice-Presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, faz uma palestra principal em Bruxelas, Bélgica, em 30 de abril de 2025. — Foto: REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo

Para Smith, o Reino Unido está bem posicionado para liderar a regulação da IA por causa de seu Instituto de Segurança de IA, criado durante o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak.

O executivo afirmou que autoridades em Washington veem Londres de forma muito diferente de como veem Bruxelas. A União Europeia regula a inteligência artificial de acordo com o nível de risco, por meio de sua legislação sobre IA, conhecida como AI Act.

Por meio de acordos voluntários, o instituto britânico tem acesso aos principais modelos de IA antes de serem disponibilizados para uso. Isso permite avaliar suas capacidades e seus riscos.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Google lança agente de IA para tarefas de trabalho

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Gemini Agent pode responder perguntas, criar conteúdo, escrever códigos e realizar tarefas de forma autônoma.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 08 de Outubro de 2.026 às 14h20m

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Logo do Google é visto do lado de fora dos escritórios da empresa em Londres, no Reino Unido, em 24 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo
Logo do Google é visto do lado de fora dos escritórios da empresa em Londres, no Reino Unido, em 24 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo

O Google Cloud, da Alphabet, apresentou nesta quinta-feira (8) o Gemini Agent, um agente de inteligência artificial voltado ao ambiente de trabalho. A ferramenta pode responder a perguntas, realizar tarefas, criar conteúdo e escrever códigos.

O anúncio ocorre em um momento em que as empresas de tecnologia disputam espaço no mercado de ferramentas de inteligência artificial capazes de executar tarefas de forma autônoma.

A novidade chega após a OpenAI lançar, em setembro, agentes que ficam ativos continuamente, chamados "dots", capazes de executar objetivos dos usuários em diferentes aplicativos.

No início do mês passado, a Meta lançou o Muse, um agente pessoal de IA que pode fazer compras, reservar viagens, enviar e-mails e efetuar pagamentos em nome dos usuários. As ações da Alphabet subiram ligeiramente no início do pregão.nt consegue planejar atividades, usar diferentes ferramentas e se conectar aos sistemas de uma empresa para concluir tarefas. O trabalho pode ser entregue em documentos, e-mails e ambientes de desenvolvimento.

A ferramenta funciona diretamente em aplicativos do Google Workspace, como Gmail, Docs, Sheets e Agenda, e também pode ser usada por meio do Microsoft 365 e do Slack.

O agente escolhe o modelo de IA mais adequado para cada tarefa e, atualmente, utiliza os modelos Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic. A empresa afirma que outros modelos serão adicionados posteriormente.

Os usuários também podem criar "agentes colegas de trabalho" para atuar como integrantes da equipe. Eles podem ter endereço de e-mail próprio e acesso restrito às informações disponibilizadas pelo usuário.

As versões voltadas aos setores financeiro e jurídico já estão em fase de testes. Segundo o Google, ferramentas para as áreas de governo, saúde e varejo serão lançadas em breve.

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Cientistas em Viena e Pequim criam primeiros relógios nucleares do mundo

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Nova tecnologia usa o núcleo de átomos de tório para medir o tempo e pode, no futuro, superar a precisão dos relógios atômicos mais avançados.
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TOPO
Por Will Dunham

Postado em 08 de Outubro de 2.026 às 12h00m

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Cristal de fluoreto de cálcio em um suporte com um feixe de laser sondando os núcleos de tório em laboratório da TU Wien, em Viena, Áustria 7 de outubro de 2026. — Foto: T. Schumm, TU Wien/Imagem cedida via REUTERS
Cristal de fluoreto de cálcio em um suporte com um feixe de laser sondando os núcleos de tório em laboratório da TU Wien, em Viena, Áustria 7 de outubro de 2026. — Foto: T. Schumm, TU Wien/Imagem cedida via REUTERS

Equipes científicas que trabalham separadamente em Viena e Pequim desenvolveram os dois primeiros relógios nucleares operacionais do mundo, em um importante avanço na medição do tempo, que promete amplas aplicações práticas e oferece uma nova ferramenta para investigar a física fundamental.

Os dois dispositivos representam a próxima geração de relógios atômicos, máquinas de medição de tempo ultraprecisas criadas pela primeira vez em 1949.

As duas equipes de pesquisa, ao descreverem suas conquistas nesta quarta-feira em artigos científicos publicados na revista Nature, afirmaram que os relógios nucleares têm o potencial de superar os melhores relógios atômicos convencionais, mas ainda não o fazem.

Eles são chamados de relógios nucleares não porque sejam movidos a fusão ou fissão nuclear, como um leigo poderia supor, mas porque o tempo é calculado a partir do monitoramento de como a luz -- um laser de alta potência -- interage com o núcleo de um átomo.

Ambos os relógios nucleares são baseados em uma forma, ou isótopo, do elemento tório, chamado tório-229, aprisionado em cristais de fluoreto de cálcio no estado sólido.

“As duas equipes trabalharam de forma independente e conseguiram colocar em funcionamento relógios nucleares de tório-229 ao mesmo tempo, utilizando abordagens experimentais diferentes. Acho isso muito encorajador, pois mostra que o conceito é robusto e não depende de uma implementação técnica específica”, disse o físico Shiqian Ding, da Universidade de Tsinghua, na China, que ajudou a liderar a equipe responsável pelo relógio de Pequim.

“A criação de um relógio nuclear era algo com que os físicos sonhavam há quase 50 anos. Na minha equipe, temos trabalhado nesse objetivo desde 2008”, disse o físico Thorsten Schumm, da TU Wien, na Áustria, que ajudou a liderar a equipe responsável pelo relógio de Viena.

Schumm prevê aplicações para os relógios nucleares em áreas como navegação por satélite, sincronização de transferência de dados, topografia e metrologia, que é o estudo da medição e de suas aplicações práticas.

Os relógios atômicos convencionais medem o tempo usando lasers ou micro-ondas para fazer com que partículas subatômicas chamadas elétrons saltem de um nível de energia para outro na camada de um átomo, utilizando elementos como o césio ou o estrôncio.

Os novos relógios nucleares medem o tempo usando lasers para fazer com que partículas subatômicas chamadas prótons e nêutrons saltem de um nível de energia para outro dentro do núcleo de um átomo, neste caso, o tório-229.

A ideia é que o monitoramento dessas transições dentro do núcleo atômico possa atingir níveis de precisão ainda maiores do que o monitoramento nos elétrons, pois um núcleo atômico é muito menor do que a camada que o circunda, onde residem os elétrons.

Aperfeiçoando a tecnologia

Schumm disse que o relógio nuclear ainda está “longe de seu desempenho almejado”, com os pesquisadores buscando aperfeiçoar a tecnologia.

“O que é realmente interessante aqui: o relógio de Viena possui cristais de tório ligeiramente melhores -- maior concentração, melhores propriedades ópticas --, enquanto a equipe de Pequim tem um laser mais potente. Assim, apenas reunindo esses componentes, já podemos construir um relógio significativamente melhor”, disse Schumm.

Os melhores relógios atômicos convencionais podem funcionar por bilhões de anos perdendo ou ganhando apenas um segundo.

Essa ultraprecisão tem sido vital para aplicações como sistemas globais de navegação por satélite e comunicações pela internet, celular e fibra óptica.

Os pesquisadores acreditam que os relógios nucleares, uma vez aperfeiçoados, podem desempenhar essa função ainda melhor e podem ser construídos de forma a serem menos volumosos e delicados.

Os relógios nucleares são promissores na investigação da física fundamental. A equipe de Viena demonstrou que seu relógio poderia realizar um experimento de física de precisão ao tentar detectar a matéria escura, componente crucial do cosmos que, até o momento, escapou à observação.

O experimento, na verdade, não detectou matéria escura, mas o relógio nuclear teve um desempenho comparável ao dos melhores relógios atômicos.

“Isso abre as portas para um universo físico totalmente novo”, disse Schumm.

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas
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