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domingo, 23 de novembro de 2025

Redes sociais proibidas para menores de 16 na Austrália: como vai funcionar

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Lei inédita no mundo busca reduzir riscos online para crianças, mas enfrenta críticas.
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TOPO
Por BBC

Postado em 23 de Novembro de 2.025 às 06h00m
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Adolescente utilizando o telefone celular — Foto: Liam Shaw/Unsplash
Adolescente utilizando o telefone celular — Foto: Liam Shaw/Unsplash

A partir do dia 10 de dezembro, empresas de redes sociais na Austrália vão ter que tomar "medidas razoáveis" para impedir que menores de 16 anos criem contas em suas plataformas e garantir que perfis já existentes sejam desativados ou removidos.

O governo diz que a medida — uma política inédita no mundo e popular entre muitos pais — visa reduzir "pressões e riscos" a que crianças estão expostas nas redes sociais, decorrentes de "recursos que as encorajam a passar mais tempo diante das telas, enquanto oferecem, ao mesmo tempo, conteúdos prejudiciais à saúde e ao bem-estar".

Um estudo encomendado pelo governo australiano no começo do ano apontou que 96% das crianças de 10 a 15 anos usam redes sociais e que 7 em cada 10 delas já foram expostas a conteúdo ou comportamentos nocivos, que vão de material contra mulheres a vídeos de brigas e conteúdos que promovem distúrbios alimentares e suicídio.

Uma em cada 7 crianças também relatou ter sido alvo de assédio por adultos ou crianças mais velhas, e mais da metade disse ter sofrido cyberbullying.

Quais plataformas foram afetadas?

O governo australiano nomeou até agora dez plataformas incluídas na proibição: Facebook, Instagram, Snapchat, Threads, TikTok, X, YouTube, Reddit e as plataformas de streaming Kick e Twitch.

Também há pressão para expandir a medida a jogos online. Temendo serem alvo, plataformas como Roblox e Discord passaram a adotar verificações de idade em alguns recursos.

O governo australiano informou que continuará revisando a lista de plataformas atingidas pelas restrições e que vai considerar três critérios ao fazê-lo. São eles: se o único ou "significativo" objetivo da plataforma é permitir interação social online entre dois ou mais usuários; se permite que usuários interajam com todos ou parte dos demais; e se permite postagem de conteúdo.

YouTube Kids, Google Classroom e WhatsApp não foram incluídos por não atenderem a esses critérios. Crianças ainda poderão acessar a maior parte do conteúdo em plataformas como o YouTube, que não exigem conta.

Crianças e pais não serão penalizados pelo descumprimento da medida. A responsabilidade é das empresas de redes sociais, que podem ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 170,3 milhões) em caso de infrações graves ou repetidas infrações.

O governo australiano exige que as empresas adotem "medidas razoáveis" para manter menores de idade fora das plataformas, usando tecnologias de verificação de idade (sem especificar quais).

Entre as possibilidades, estão o uso de documentos oficiais, reconhecimento facial ou de voz com inferência de idade. Essa segunda utiliza informações online além da data de nascimento, como comportamento ou interações na internet, para estimar a idade de uma pessoa.

O governo australiano recomenda que as plataformas utilizem múltiplos métodos para verificar a idade dos usuários. Segundo as regras, não será permitido confiar apenas na declaração dos próprios menores ou na confirmação dos pais.

A Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e Threads, anunciou que começará a encerrar contas de adolescentes a partir de 4 de dezembro. Usuários removidos por engano poderão comprovar idade usando documento oficial ou um vídeo selfie, informou a empresa.

As outras plataformas afetadas não detalham como irão cumprir a proibição.

Jovem usa o celular — Foto: Freepik
Jovem usa o celular — Foto: Freepik

Vai funcionar?

Sem uma ideia clara sobre os métodos que serão adotados, é difícil prever se a proibição será eficaz, mas há temores de que tecnologias de verificação de idade falhem em detectar menores de idade ou bloqueiem usuários por engano.

Relatórios do próprio governo australiano apontou, por exemplo, que tecnologias de reconhecimento facial são menos confiáveis para o público-alvo da medida.

O valor das multas também foi questionado. Segundo Stephen Scheeler, ex-executivo do Facebook, disse à agência de notícias Australian Associated Press (APP), "a Meta leva cerca de uma hora e 52 minutos para gerar US$ 50 milhões [cerca de R$ 264 milhões] em receita".

Críticos argumentam que a proibição, mesmo se aplicada corretamente, não reduzirá efetivamente os riscos online para crianças, já que sites de relacionamento, plataformas de jogos e chatbots de inteligência artificial não foram incluídos. Chatbots recentemente ganharam destaque na mídia por supostamente incentivarem crianças ao suicídio e por manterem conversas "sensuais" com menores de idade.

Outros alertam que adolescentes que dependem das redes sociais para interações sociais podem ficar isolados, defendendo que educar as crianças sobre o uso seguro das plataformas seria mais eficaz.

A ministra das Comunicações, Annika Wells, reconheceu que a medida pode não ser "perfeita".

"O processo vai parecer um pouco desorganizado no início. Grandes reformas sempre são assim", afirmou em novembro.

Existem preocupações relacionadas à proteção de dados?

Críticos também questionam a coleta e armazenamento em grande escala de dados necessários para a verificação de idade, e os riscos de uso indevido dessas informações.

Nos últimos anos, a Austrália — como grande parte do mundo — registrou uma série de vazamentos de dados de grande repercussão, incluindo casos em que informações pessoais sensíveis foram roubadas e vendidas ou divulgadas.

O governo, porém, afirma que a legislação inclui "fortes proteções" para dados pessoais. Essas medidas determinam que as informações só podem ser usadas para verificação de idade e devem ser destruídas após esse processo, com "penalidades severas" em caso de violação.

A lei também estabelece que as plataformas devem oferecer alternativas ao uso de documentos oficiais para a verificação de idade.

Como as empresas de redes sociais reagiram?

As empresas de redes sociais reagiram com preocupação à proibição anunciada em novembro de 2024. Elas alegaram que a medida seria difícil de implementar, fácil de contornar, trabalhosa para os usuários, além de representar riscos à privacidade.

Também afirmaram que a proibição poderia levar crianças a áreas perigosas da internet (onde não há controles) e privar os jovens de contato social. A Snap, proprietária do Snapchat, e o YouTube chegaram a negar que fossem empresas de redes sociais.

A controladora do YouTube, Google, ainda avalia se entrará com ação legal contra a inclusão da plataforma. A empresa não respondeu ao pedido de comentário da BBC.

Mesmo ao anunciar que implementaria a proibição de forma antecipada, a Meta afirmou que a medida deixaria os adolescentes com "proteções inconsistentes entre os diversos aplicativos que usam".

Em audiências parlamentares em outubro, TikTok e Snap disseram que ainda se opõem à proibição, mas que irão cumpri-la.

A Kick, a única empresa australiana incluída na medida, afirmou que adotará uma "série de medidas" e continuará a se engajar "de forma construtiva" com as autoridades.

Outros países têm proibições semelhantes?

A proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos é inédita no mundo, e outros países acompanharão a medida de perto.

Diversas abordagens já foram testadas em outros lugares para limitar o tempo de tela e o acesso de crianças a conteúdos nocivos, mas nenhuma adotou uma proibição total nas plataformas envolvidas.

No Reino Unido, novas regras de segurança introduzidas em julho preveem multas elevadas ou até prisão de executivos caso empresas não implementem medidas para proteger jovens de conteúdos ilegais ou prejudiciais.

Outros países europeus permitem o uso de redes sociais por menores apenas com consentimento dos pais. Em setembro, uma investigação parlamentar francesa recomendou a proibição para menores de 15 anos, além de um "toque de recolher" digital para adolescentes de 15 a 18 anos.

A Dinamarca anunciou planos para proibir redes sociais para menores de 15 anos, enquanto a Noruega estuda proposta semelhante. O governo da Espanha enviou ao parlamento um projeto de lei exigindo autorização dos responsáveis legais para menores de 16 anos.

Nos Estados Unidos, uma tentativa no estado de Utah de impedir o acesso de menores de 18 anos às redes sociais sem consentimento dos pais foi bloqueada por um juiz federal no ano passado.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em setembro deste ano o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (conhecido como "ECA Digital"), que estabelece a responsabilidade de empresas de tecnologia de proteger menores de 18 anos de conteúdos prejudiciais. Além disso, determina que contas de menores de 16 anos em plataformas devem ser vinculadas à conta de um responsável legal.

A regulação da lei, prevista para entrar em vigor em março de 2026, ficará a cargo da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Poucos meses antes, em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ampliou a regulamentação de plataformas digitais, definindo que empresas podem ser responsabilizadas por conteúdos criminosos postados por terceiros. Conteúdos graves, como mensagens antidemocráticas, pornografia infantil e incentivo ao suicídio, devem ser removidos ativamente, enquanto outros só precisam ser apagados após notificação.

Adolescentes tentarão driblar a proibição?

Adolescentes entrevistados pela BBC disseram que estão criando novas contas com idades falsas antes da entrada em vigor da proibição, embora o governo tenha alertado as redes sociais de que espera que detectem e removam esses perfis.

Na internet, jovens também têm recomendado aplicativos alternativos e dado dicas para tentar contornar a medida.

Alguns adolescentes, incluindo influenciadores, passaram a usar contas conjuntas com os pais. Além disso, alguns também preveem o aumento no uso de VPNs — que ocultam o país de acesso à internet — como ocorreu no Reino Unido após a implementação das regras de controle de idade.

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Meta escondeu provas de que Facebook causa danos à saúde mental, diz processo judicial nos EUA

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Estudo da empresa indicou que pessoas que desativaram a rede social por uma semana se sentiram menos ansiosas, segundo ação movida por distritos escolares dos EUA. Meta contesta alegações e diz que processo deturpa esforços da empresa.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 23 de Novembro de 2.025 às 16h40m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Composição de imagens com os logos do Facebook e da Meta — Foto: Dado Ruvic/Reuters
Composição de imagens com os logos do Facebook e da Meta — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Meta encerrou uma pesquisa sobre os efeitos do Facebook na saúde mental após encontrar evidências de que seus produtos prejudicavam os usuários, segundo um processo movido por distritos escolares dos EUA contra a empresa e outras plataformas de mídia social.

A ação cita um estudo da Meta de 2020 chamado "Projeto Mercury", onde cientistas da empresa descobriram que pessoas que desativaram o Facebook por uma semana se sentiram menos deprimidas, ansiosas e solitárias.

O resultado foi obtido em parceria com a empresa de pesquisas Nielsen.

No entanto, em vez de publicar os resultados ou dar continuidade ao estudo, a Meta cancelou o projeto.

Internamente, a empresa teria alegado que as conclusões negativas foram "contaminadas pela narrativa da mídia existente" contra ela, afirmam os documentos.

De forma reservada, porém, funcionários teriam insistido que as conclusões eram válidas. "O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social (emoji de rosto triste)", teria escrito um pesquisador não identificado.

Outro funcionário comparou o silêncio da empresa à indústria do tabaco, que "fez pesquisas, sabia que cigarros faziam mal e guardou essa informação para si".

O processo alega que, apesar de ter esses dados, a Meta disse ao Congresso dos EUA que não tinha como quantificar se seus produtos eram prejudiciais para meninas adolescentes.

Empresa responde: O porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou que o estudo foi interrompido porque sua metodologia era falha. Ele acrescentou que a empresa trabalha para melhorar a segurança de seus produtos.

"O registro completo mostrará que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos os problemas que mais importam e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes", disse.

A Meta também disse que o processo deturpa os esforços da empresa na construção de recursos de segurança para adolescentes (veja mais abaixo).

Meta faturou US$ 16 bilhões com anúncios de golpes e produtos ilegais em 2024, diz agência
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Google e TikTok também são citados

A alegação sobre a pesquisa da Meta encerrada é apenas uma de várias feitas no processo movido pelo escritório de advocacia Motley Rice em nome de distritos escolares. A ação também mira o Google, o TikTok e o Snapchat.

De modo geral, os autores acusam as empresas de esconderem intencionalmente os riscos de seus produtos de usuários, pais e professores.

TikTok, Google e Snapchat não responderam imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters.

O processo detalha ainda outras acusações graves contra as empresas, como:

  • Incentivar, ainda que de forma indireta, o uso das plataformas por crianças menores de 13 anos;
  • Falhar no combate a conteúdos de abuso sexual infantil;
  • Buscar expandir o uso dos aplicativos por adolescentes durante o horário escolar;
  • Tentar pagar organizações de proteção à infância para que defendessem publicamente a segurança dos produtos.

O processo também acusa o TikTok de patrocinar a National PTA (associação nacional de pais e mestres dos EUA) e, depois, se gabar internamente de sua influência.

Segundo o documento, funcionários do TikTok disseram que a PTA "fará o que quisermos... Eles anunciarão coisas publicamente, o CEO deles dará declarações à imprensa para nós".

As alegações contra a Meta são mais detalhadas. Os documentos internos citados no processo afirmam que:

  • A empresa, intencionalmente, projetou que seus recursos de segurança para jovens fossem ineficazes, e raramente usados, e bloqueou testes de novas ferramentas que poderiam prejudicar o crescimento da plataforma.
  • A Meta exigia que um usuário fosse pego 17 vezes tentando traficar pessoas para fins sexuais antes de remover sua conta.
  • A empresa reconhecia que otimizar seus produtos para aumentar o engajamento de adolescentes resultava na exibição de mais conteúdo prejudicial para esses usuários, mas ainda assim adotou essa prática.
  • A Meta adiou por anos os esforços para impedir que predadores infantis contatassem menores de idade, por receio de prejudicar o crescimento, e pressionou a equipe de segurança a produzir argumentos que justificassem sua decisão de não agir.

Em uma mensagem de texto de 2021, o próprio CEO Mark Zuckerberg teria dito que a segurança infantil não era sua principal preocupação em um momento que tinha "várias outras áreas" em que estava mais focado, "como construir o metaverso".

Zuckerberg também teria derrubado ou ignorado pedidos de Nick Clegg, então diretor de políticas públicas globais da Meta , para melhorar o financiamento do trabalho de segurança infantil.

IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto
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Meta diz que processo deturpa ações da empresa

Andy Stone, porta-voz da Meta, contestou as acusações, dizendo que as medidas de segurança para adolescentes são eficazes e a política atual da empresa é remover contas imediatamente após serem sinalizadas por tráfico sexual.

Ele disse que o processo deturpa os esforços da empresa para construir recursos de segurança para adolescentes e pais, e disse que o trabalho de segurança das plataformas é amplamente eficaz.

Discordamos veementemente dessas alegações, que se baseiam em citações pinçadas a dedo e opiniões mal informadas, disse Stone.

Uma audiência sobre o processo está marcada para 26 de janeiro em um tribunal distrital da Califórnia.

Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria
Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria

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PIX ganha novo mecanismo para recuperar dinheiro de vítimas de fraudes

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Antes, a devolução só acontecia se o dinheiro fosse descoberto ainda na conta para o qual foi desviado. Agora, vai ser possível buscar o recurso mesmo após ser transferido para outras contas.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 23 de Novembro de 2.025 às 12h00m
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PIX ganha novo mecanismo para recuperar dinheiro de vítimas de fraudes
PIX ganha novo mecanismo para recuperar dinheiro de vítimas de fraudes

Entram em vigor neste domingo (23) novas regras do Banco Central (BC) que aprimoram o mecanismo de segurança do PIX e ampliam as possibilidades de devolução de valores a vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio.

Com as novas regras — de adoção opcional até 2 de fevereiro, quando passam a ser obrigatórias para os bancos — o sistema de devolução do PIX vai rastrear com mais precisão o caminho do dinheiro e permitir que valores desviados sejam recuperados mesmo após deixarem a conta original do golpista.

"​Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação", disse o BC quando anunciou as alterações, em agosto.

  • O BC afirma esperar que a medida aumente a identificação de contas usadas em fraudes e a devolução de valores, ajudando a desestimular esse tipo de crime.
  • O BC também acredita que o compartilhamento dessas informações ajudará a impedir que essas contas sejam usadas em novas fraudes.
Autoatendimento

Desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras disponibilizam, no ambiente PIX nos respectivos aplicativos, funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana.

"Esse será o canal por meio do qual o usuário deve solicitar a devolução dos valores extraídos por meio de fraude. O autoatendimento do MED [mecanismo de devoluçãodará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima", informou o BC, em agosto.

Usuários do PIX ganham nova ferramenta contra golpes e fraudes — Foto: Reprodução/TV Globo
Usuários do PIX ganham nova ferramenta contra golpes e fraudes — Foto: Reprodução/TV Globo


Pix enviado por engano pode virar caso de polícia — Foto: Reprodução/Redes sociais
Pix enviado por engano pode virar caso de polícia — Foto: Reprodução/Redes sociais

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