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sábado, 17 de janeiro de 2026

Wikipédia completa 25 anos e fecha acordo com big techs para frear ameaça de IAs

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Enciclopédia digital firma parcerias com Amazon, Meta e Microsoft para cobrar uso de conteúdo. Fundação Wikimedia aponta queda de audiência e aumento de custos por 'assédio' de robôs extraindo dados.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 17 de Janeiro de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Logo da Wikipédia na sede da Wikimedia Foundation, em San Francisco — Foto: AP Photo/Jeff Chiu
Logo da Wikipédia na sede da Wikimedia Foundation, em San Francisco — Foto: AP Photo/Jeff Chiu

A Wikipédia anunciou nesta quinta-feira (15), dia em que completou 25 anos, a assinatura de acordos com empresas de inteligência artificial, incluindo grandes empresas de tecnologia, em meio à crescente concorrência de chatbots e plataformas de IA.

A enciclopédia digital fechou parcerias com Amazon, Meta, Perplexity, Microsoft e a empresa francesa Mistral AI. Segundo a organização, os acordos devem gerar recursos a partir do tráfego vindo de plataformas de inteligência artificial.

Segundo a Fundação Wikimedia, organização sem fins lucrativos que administra a Wikipédia, as empresas vão pagar para acessar o conteúdo do site em um volume e velocidade projetados especificamente para suas necessidades.

A fundação não divulgou valores nem outros detalhes dos acordos.

Lançada em janeiro de 2001, a Wikipédia é hoje o nono site mais acessado do mundo. A plataforma reúne mais de 65 milhões de artigos em cerca de 300 idiomas, editados por aproximadamente 250 mil voluntários.

Parte da popularidade do site está ligada ao fato de ele ser gratuito e aberto à participação de qualquer pessoa, em um modelo colaborativo.

Considerada um dos últimos bastiões dos primórdios da internet, a Wikipédia viu seu conceito original de espaço online livre ser ofuscado pelo domínio das grandes plataformas de tecnologia e pela ascensão de chatbots de IA generativa, treinados com conteúdos extraídos da web.

Os métodos agressivos de coleta de dados usados por desenvolvedores de IA — inclusive a partir do vasto repositório gratuito da Wikipédia — levantam questionamentos sobre quem, afinal, paga os custos do avanço da inteligência artificial.

Queda de audiência e ‘assédio’ de robôs

No ano passado, a Fundação Wikimedia passou a cobrar de desenvolvedores de IA pelo acesso ao conteúdo, por meio de sua plataforma corporativa, e informou que o tráfego de usuários humanos na Wikipédia caiu 8%.

Ao mesmo tempo, robôs, às vezes disfarçados para escapar da detecção, passaram a extrair grandes volumes de conteúdo para alimentar modelos de linguagem, o que sobrecarrega os servidores.

Os dados mostram mudanças recentes no comportamento online, à medida que resumos gerados por IA em buscadores e chatbots passaram a apresentar informações diretamente, sem direcionar usuários para sites por meio de links.

Nossa infraestrutura não é gratuita, certo?, disse a diretora-executiva da Fundação Wikimedia, Maryana Iskander, em entrevista à Associated Press.

Manter servidores e outras estruturas que permitem que tanto indivíduos quanto empresas de tecnologia extraiam dados da Wikipédia gera custos, acrescentou Iskander.

Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, em foto de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Frank Augstein
Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, em foto de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Frank Augstein

Treinamento de IA e disputas sobre direitos autorais

Apesar de o treinamento de sistemas de IA com conteúdo disponível na internet ter provocado disputas judiciais sobre direitos autorais e outros temas, o fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, disse ver a prática com bons olhos.

Fico pessoalmente muito feliz que modelos de IA estejam sendo treinados com dados da Wikipédia, porque eles são curados por humanos, disse Wales em entrevista à Associated Press.

Eu realmente não gostaria de usar uma IA treinada apenas no X, sabe, uma IA muito raivosa, afirmou, referindo-se à rede social do bilionário Elon Musk.

Wales afirmou que a Wikipédia quer trabalhar em parceria com empresas de IA, e não bloqueá-las. Mas acrescentou que elas provavelmente deveriam contribuir e pagar a parte justa dos custos que estão nos impondo.

Financiamento e ganhos com a IA

A maior parte do financiamento da Wikipédia vem de cerca de 8 milhões de doadores, a maioria pessoas físicas.

Eles não estão doando para subsidiar essas enormes empresas de IA, disse Wales. Eles estão dizendo: vocês não podem simplesmente atropelar o nosso site. É preciso fazer isso da forma correta.

Segundo o fundador, a inteligência artificial também poderia melhorar a experiência de busca na Wikipédia, ao evoluir do método tradicional baseado em palavras-chave para algo mais próximo de um chatbot.

Dá para imaginar um mundo em que você faça uma pergunta na caixa de busca da Wikipédia e ela responda citando a própria Wikipédia, disse Wales.

Ela poderia dizer: aqui está a resposta para a sua pergunta neste artigo, e aqui está o parágrafo exato. Isso me parece muito útil, então acho que vamos caminhar nessa direção.

Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas
Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas

Rivalidade com Musk e a Grokipedia

Nos últimos tempos, a Wikipédia tem sido alvo de críticas de figuras da direita política, que apelidaram o site de Wokepedia e o acusam de favorecer visões de esquerda.

Um desses críticos é Elon Musk, que lançou no ano passado seu próprio rival movido a IA, a Grokipedia. Ele acusou a Wikipédia de estar repleta de propaganda e incentivou as pessoas a pararem de doar para o site.

Wales disse que não considera a Grokipedia uma ameaça real à Wikipédia.

Modelos de linguagem não são bons o suficiente para escrever material de referência de alta qualidade. Então, muito do conteúdo é apenas Wikipédia regurgitada, afirmou.

Frequentemente é prolixo e meio sem sentido. E quanto mais obscuro o tema, pior fica.

Ele destacou que não as críticas não eram apenas à Grokipedia. É simplesmente a forma como os grandes modelos de linguagem funcionam.

Wales disse que conhece Musk há anos, mas afirmou que eles não conversam desde o lançamento da Grokipedia.

Eu provavelmente deveria mandar uma mensagem para ele, contou.

Questionado sobre o que diria, respondeu:

Como vai a sua família? Eu sou uma pessoa legal, não quero brigar com ninguém.

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Como funcionam tecnologias que extraem dados de celulares e que a PF tem usado no Brasil

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Polícia Federal consegue acessar dados de celulares mesmo com aparelhos desligados e tem técnica para evitar que informações sejam apagadas remotamente.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 17 de Janeiro de 2.026 às 05h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Como funciona a perícia em celulares feita pela Polícia Federal
Como funciona a perícia em celulares feita pela Polícia Federal

A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares mesmo sem a senha e com os aparelhos desligados. E usa técnicas para evitar que as informações sejam apagadas remotamente. A informação foi divulgada na última sexta-feira (16) pelo blog da Julia Duailibi.

Mas como funcionam essas ferramentas?

Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar dados como arquivos e mensagens em dispositivos com os sistemas operacionais iOS (iPhone) e Android até mesmo quando eles estão bloqueados.

O primeiro passo para a investigação é preservar o dispositivo em um recipiente que funcione como uma Gaiola de Faraday, um conceito da física usado para tratar de espaços em que não há entrada nem saída de ondas eletromagnéticas.

Esse recipiente, que pode ser uma bolsa ou uma caixa, por exemplo, tem no interior um revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como o de internet. O objetivo é evitar que o dono do aparelho consiga apagar dados remotamente.

"O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal", explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital.

Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia de acordo com a condição do dispositivo:

  • se estiver com a tela bloqueada, é possível usar programas como Greykey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha de bloqueio e baixar informações ao se conectarem com o aparelho por um cabo USB;
  • se estiver desligado ou danificado, pode-se adotar a técnica conhecida como chip off, em que componentes como o chip de memória são desmontados do aparelho e as informações contidas nele são transferidas para outro dispositivo.

A licença de programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), revelou Castilho.

Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens — Foto: Divulgação/Cellebrite
Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens — Foto: Divulgação/Cellebrite

Perícia precisa ser rápida

Apesar de arquivos e mensagens não serem apagados da memória com o passar do tempo, o ideal é que a extração por meio desses programas seja feita o quanto antes.

Peritos têm essa pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, disse Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, que é salva.

"Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar".

Alguns celulares são reiniciados automaticamente para evitar a extração da senha. A empresa que criou o Greykey disse em 2024 que uma atualização no iPhone faz o aparelho se desligar e ligar por conta própria se estiver bloqueado por mais de três dias.

Acesso ao celular mesmo desligado

Uma alternativa é usar o chip off, técnica de força bruta em que o aparelho pode ser desmontado para retirar componentes importantes para a investigação ou transferir dados para outros dispositivos.

"O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração", diz Castilho.

"Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração".

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