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sábado, 31 de janeiro de 2026

Após investigação, estado americano acusa Meta de facilitar exploração infantil

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Procuradoria-Geral do Novo México diz que a empresa permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade no Facebook, Instagram e WhatsApp e se conectassem com as vítimas. Caso será julgado em um tribunal do estado.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 31 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo
Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo

O estado norte-americano do Novo México está acusando a Meta de expor crianças e adolescentes à exploração sexual no Facebook, Instagram e WhatsApp e obter lucro com esse tipo de conteúdo.

O processo foi movido pelo procurador-geral do estado, Raúl Torrez, e será julgado no Tribunal Distrital de Santa Fé a partir da próxima semana que vem. A previsão é que o julgamento dure cerca de dois meses.

A ação é resultado de uma operação realizada pela Procuradoria-Geral em 2023, na qual investigadores se passaram por menores de idade no Facebook para reunir provas de exploração sexual infantil (veja mais abaixo).

No processo, o procurador-geral afirma que a Meta permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade e se conectassem com as vítimas, o que teria resultado em abusos no mundo real e tráfico de pessoas.

Procurada, a Meta nega as acusações e afirma que possui mecanismos de proteção para usuários mais jovens em suas plataformas.

O caso teve origem em uma operação secreta chamada Operation MetaPhile, conduzida pelo procurador-geral Raúl Torrez e sua equipe em 2023.

Durante a operação, investigadores criaram contas no Facebook e no Instagram fingindo ser usuários com menos de 14 anos.

Essas contas receberam material sexualmente explícito e foram abordadas por adultos em busca de conteúdo semelhante. Segundo a Procuradoria-Geral, três pessoas foram acusadas criminalmente após a operação.

O Novo México também acusa a Meta de projetar suas plataformas para aumentar o engajamento, mesmo diante de evidências de prejuízos à saúde mental de crianças e adolescentes.

Segundo o processo, recursos como rolagem infinita e vídeos com reprodução automática mantêm crianças por mais tempo nas plataformas e estimulam comportamentos viciantes, associados a depressão, ansiedade e automutilação.

Ainda segundo a denúncia, documentos internos da empresa reconheciam problemas relacionados à exploração sexual e à saúde mental. Mesmo assim, a Meta não teria adotado ferramentas básicas de segurança, como verificação de idade, e teria distorcido informações sobre a segurança das plataformas.

O estado do Novo México pede indenização financeira e uma ordem judicial que obrigue a Meta a adotar mudanças para aumentar a segurança de crianças e adolescentes nas plataformas.

WhatsApp lança modo avançado de segurança
WhatsApp lança modo avançado de segurança

Meta diz que argumentos são ‘sensacionalistas’

Antes do julgamento, um porta-voz da Meta classificou os argumentos do Novo México como sensacionalistas, irrelevantes e distrativos e afirmou que elas se baseiam em documentos escolhidos de forma tendenciosa.

"Há mais de uma década, ouvimos os pais, trabalhamos com especialistas e autoridades policiais, e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões que mais importam", disse o porta-voz.

"Estamos orgulhosos do progresso que fizemos e estamos sempre trabalhando para fazer melhor", acrescentou

A Meta afirma que está protegida de responsabilidade neste caso pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que trata da liberdade de expressão, e pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações.

Essa lei, em geral, impede que sites sejam processados por conteúdo publicado por usuários.

Segundo a empresa, as acusações sobre danos, feitas pelo estado, não podem ser separadas do conteúdo publicado nas plataformas, já que os algoritmos e os recursos de design servem justamente para exibir esse material.

Antes do julgamento, um porta-voz do Departamento de Justiça do Novo México disse que o órgão está ansioso para apresentar o caso no tribunal porque isso permitiria "apresentar ao júri documentos e testemunhos coletados ao longo de mais de dois anos de litígio".

Segurança de crianças e adolescentes

Nos últimos anos, a Meta tem enfrentado críticas sobre a segurança de crianças e adolescentes em suas plataformas.

Parte delas ganhou força apósos depoimentos de denunciantes ao Congresso dos EUA em 2021, que afirmaram que a empresa sabia que seus produtos poderiam ser prejudiciais, mas se recusou a agir.

A Meta confirmou a autenticidade do documento, mas afirmou que removeu a linguagem que permitia flerte e dramatização romântica com menores, depois de ser questionada pela Reuters.

A reportagem levou parlamentares norte-americanos a pedir dados sobre o impacto das plataformas nas crianças e sobre a eficácia dos controles parentais. A expectativa é que evidências relacionadas aos chatbots de inteligência artificial da empresa sejam apresentadas durante o julgamento.

Batalhas judiciais

A Meta também enfrenta milhares de processos que acusam a empresa e outras redes sociais de projetarem produtos intencionalmente viciantes para jovens, o que teria contribuído para uma crise nacional de saúde mental.

Algumas dessas ações, movidas em tribunais estaduais e federais, pedem indenizações de dezenas de bilhões de dólares, segundo documentos da própria Meta enviados a reguladores financeiros.

A Meta nega as acusações e afirma que a Seção 230 a protege de responsabilidade nesses casos. Segundo a empresa, diversas medidas já foram adotadas para reduzir o engajamento de jovens e aumentar a segurança.

O primeiro julgamento desse conjunto de processos começou nesta semana, em Los Angeles. Alphabet, controladora do Google, e a Meta são as únicas rés restantes, após TikTok e Snapchat fecharem acordos com os autores da ação.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ex-engenheiro do Google é condenado nos EUA por roubar segredos de IA para empresas chinesas

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Linwei Ding foi considerado culpado por espionagem econômica e roubo de segredos comerciais após desviar milhares de páginas de informações confidenciais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 22h15m
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Sombra de um homem projetada em frente ao logo do Google — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Sombra de um homem projetada em frente ao logo do Google — Foto: Reuters/Dado Ruvic

Um ex-engenheiro de software do Google, foi condenado por um júri federal em São Francisco (EUA) nesta quinta-feira (29) por roubar segredos comerciais de IA da gigante tecnológica norte-americana para beneficiar duas empresas chinesas para as quais trabalhava secretamente, informou o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) no mesmo dia.

Linwei Ding, também conhecido como Leon Ding, é um cidadão chinês de 38 anos, e foi considerado culpado após um julgamento de 11 dias por sete acusações de espionagem econômica e sete acusações de roubo de segredos comerciais por roubar milhares de páginas de informações confidenciais.

Cada acusação de espionagem econômica acarreta uma pena máxima de 15 anos de prisão e multa de US$5 milhões, enquanto cada acusação de segredos comerciais acarreta uma pena máxima de 10 anos e multa de US$250.000.

Ding deve comparecer a uma audiência preliminar em 3 de fevereiro, de acordo com o DOJ.

O advogado de Ding não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Ding foi inicialmente indiciado em março de 2024 por quatro acusações de roubo de segredos comerciais. Uma acusação substitutiva em fevereiro ampliou as acusações.

O caso de Ding foi coordenado por uma força-tarefa interagências chamada Disruptive Technology Strike Force, criada em 2023 pelo governo Biden.

Os promotores afirmaram que Ding roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software que permite que os centros de dados de supercomputação do Google treinem grandes modelos de IA.

Alguns dos projetos de chips supostamente roubados tinham como objetivo dar ao Google, de propriedade da Alphabet, uma vantagem sobre seus rivais de computação em nuvem Amazon.com e Microsoft, que projetam seus próprios chips, e reduzir a dependência do Google dos chips da Nvidia.

Os promotores afirmaram que Ding ingressou no Google em maio de 2019 e começou seus roubos três anos depois, quando estava sendo cortejado para ingressar em uma empresa chinesa de tecnologia em estágio inicial.

O Google não foi acusado e afirmou ter cooperado com as autoridades policiais. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Reportagem de Tom Hals em Wilmington, Delaware; reportagem adicional de Courtney Rozen.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Amazon demite cerca de 16 mil funcionários

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Nova rodada de cortes vem após demissões de 14 mil funcionários em outubro; empresa diz que empregados nos EUA terão 90 dias para buscar recolocação interna.
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Por Redação g1

Postado em 28 de Janeiro de 2.026 às 08h40m
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Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (28) a demissão de cerca de 16 mil funcionários, em meio a novas reduções no setor de tecnologia.

Os cortes ocorrem após a empresa dispensar 14 mil empregados em outubro do ano passado. Os desligamentos de hoje foram anunciados por Beth Galetti, vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia da companhia.

"Como compartilhei em outubro, temos trabalhado para fortalecer nossa organização reduzindo camadas, aumentando a propriedade e eliminando a burocracia", disse a executiva em um comunicado publicado no site da empresa (leia a íntegra ao final da reportagem).

Segundo Galetti, os funcionários que atuam nos Estados Unidos terão 90 dias para tentar uma recolocação interna antes de receber indenização, serviços de apoio à recolocação profissional e benefícios do plano de saúde.

O g1 procurou a Amazon para saber se os cortes também afetam funcionários no Brasil, mas a empresa afirmou que não tem informações adicionais a compartilhar além do que já foi divulgado.

No comunicado assinado por Beth Galetti, não há detalhamento sobre as regiões impactadas.

Antes de oficializar os desligamentos, a Amazon alertou por engano, nesta terça-feira (27), funcionários da divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) sobre demissões.

Segundo a agência de notícias Reuters, a empresa enviou, antecipadamente, um e-mail de solidariedade e um convite para uma reunião de equipe.

De acordo com a agência, a mensagem, assinada por Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções de IA aplicada da AWS, afirmava incorretamente que funcionários impactados nos Estados Unidos, no Canadá e na Costa Rica já haviam sido informados de que perderiam seus empregos.

A Amazon se referiu às demissões no e-mail como Project Dawn.

Em canais do Slack vistos pela Reuters, funcionários da AWS que receberam a mensagem disseram que, após a mensagem eletrônica, o convite para a reunião foi cancelado quase imediatamente.

Mudanças como essa são difíceis para todos, escreveu Aubrey no e-mail, revisado pela Reuters. Essas decisões são difíceis e são tomadas de forma cuidadosa, à medida que posicionamos nossa organização e a AWS para o sucesso futuro.

Na última sexta-feira (23), a Reuters já havia informado que a Amazon pretendia demitir milhares de funcionários a partir desta semana.

Comunicado da Amazon sobre as demissões

"Quero avisar que estamos fazendo mudanças organizacionais adicionais na Amazon que vão impactar alguns de nossos colegas de equipe. Reconheço que essa é uma notícia difícil, por isso estou compartilhando o que está acontecendo e por quê.

Como compartilhei em outubro, temos trabalhado para fortalecer nossa organização reduzindo camadas, aumentando a propriedade e eliminando a burocracia. Enquanto muitas equipes finalizaram suas mudanças organizacionais em outubro, outras equipes só concluíram esse trabalho agora.

As reduções que estamos fazendo hoje impactarão aproximadamente 16.000 vagas na Amazon, e estamos novamente trabalhando duro para apoiar todos cujos cargos são impactados. Isso começa oferecendo 90 dias para a maioria dos funcionários baseados nos EUA para buscar uma nova função internamente (o tempo varia internacionalmente conforme os requisitos locais e de país). Depois, para colegas que não conseguirem encontrar uma nova vaga na Amazon ou que optem por não procurar, ofereceremos suporte à transição, incluindo indenização, serviços de outplacement, benefícios de seguro saúde (conforme aplicável) e mais.

Enquanto fazemos essas mudanças, também continuaremos contratando e investindo em áreas e funções estratégicas que são críticas para o nosso futuro. Ainda estamos nos estágios iniciais de construir todos os nossos negócios e há uma oportunidade significativa pela frente.

Alguns de vocês podem perguntar se este é o começo de um novo ritmo – onde anunciamos reduções amplas a cada poucos meses. Esse não é o nosso plano. Mas, como sempre fizemos, toda equipe continuará avaliando a propriedade, a velocidade e a capacidade de inventar para os clientes, e fará ajustes conforme necessário. Isso nunca foi tão importante quanto é hoje, em um mundo que está mudando mais rápido do que nunca.

Sou grata pela forma como nossas equipes continuam a entregar – pelos clientes, uns pelos outros e pelas coisas incríveis que estamos construindo juntos.

Obrigada,Beth"

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Meta, TikTok e YouTube serão julgados por acusação de viciar jovem de 19 anos; caso pode abrir enorme precedente

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O caso é o primeiro de vários que devem ir a julgamento neste ano, focados no que os autores chamam de "vício em mídia social" entre as crianças.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 26 de Setembro de 2.026 às 17h15m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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 — Foto: Sofia Mayer/g1
— Foto: Sofia Mayer/g1

Meta, TikTok e YouTube serão julgados nesta semana por causa das alegações de que suas plataformas estão alimentando uma crise de saúde mental entre os jovens, enquanto o debate sobre o tempo de tela das crianças entra em uma nova fase.

O julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, no Condado de Los Angeles, é um teste para milhares de outras ações buscando indenizações por danos causados pelas redes sociais, em uma ofensiva legal que pode enfraquecer a longa defesa jurídica das grandes empresas de tecnologia.

Esse julgamento envolve uma jovem de 19 anos da Califórnia, identificada como K.G.M., que afirma ter se tornado viciada nas plataformas das empresas quando era mais nova devido ao design que chama a atenção, de acordo com os autos do processo. Ela alega que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e está tentando responsabilizar as empresas.

Seu processo é o primeiro de vários casos que devem ir a julgamento neste ano, focados no que os autores chamam de "vício em mídia social" entre as crianças.

Será a primeira vez que os gigantes da tecnologia terão que se defender em um julgamento sobre supostos danos causados por seus produtos, disse o advogado da autora, Matthew Bergman. "Elas estarão sob um nível de escrutínio que não existe quando você depõe perante o Congresso", disse ele à Reuters.

O júri decidirá se as empresas foram negligentes ao fornecer produtos que prejudicaram a saúde mental de K.G.M. e se o uso dos aplicativos foi um fator substancial para sua depressão, em comparação com outras causas, como o conteúdo de terceiros que ela visualizou nos aplicativos ou aspectos de sua vida off-line.

Um fator importante no processo é uma lei federal que isenta amplamente plataformas como Instagram e TikTok de responsabilidade legal pelo conteúdo postado por seus usuários. As empresas de tecnologia argumentam que essa lei as protege no caso de K.G.M.

"Este é realmente um caso de teste", disse Clay Calvert, advogado de mídia do American Enterprise Institute. "Vamos ver o que acontece com essas teorias" de que as plataformas de mídia social causaram danos à autora da ação.

Um veredito contra as redes sociais abriria uma brecha nessa defesa, que as tem protegido de processos há décadas. Mostraria que jurados estão dispostos a responsabilizar as plataformas. Segundo Bergman, o assunto provavelmente chegará à Suprema Corte, seja pelo caso de K.G.M. ou outro.

Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, deve ocupar o banco das testemunhas. A empresa argumentará no tribunal que seus produtos não causaram os problemas de saúde mental de K.G.M., disseram os advogados da Meta à Reuters antes do julgamento.

É esperado que o presidente-executivo da Snap, Evan Spiegel, também testemunhe, já que sua empresa é ré no processo. A Snap fechou acordo, em 20 de janeiro, para resolver a ação judicial da K.G.M.. Um porta-voz da empresa se recusou a comentar sobre os detalhes do acordo.

O YouTube argumenta que as plataformas da empresa são fundamentalmente diferentes das plataformas de mídia social, como o Instagram e o TikTok, e não devem ser agrupadas no tribunal, disse um executivo do YouTube antes do julgamento.

O TikTok se recusou a comentar sobre os argumentos planejados pela empresa no tribunal.

Formando a opinião pública

Por meio desse julgamento, essas empresas de tecnologia estarão fazendo um esforço em todo o país para convencer os críticos de que seus produtos são seguros para adolescentes. Elas lançaram ferramentas que, segundo elas, dão mais controle aos pais sobre o uso das plataformas pelos filhos e investiram milhões de dólares na divulgação desses recursos.

Desde pelo menos 2018, a Meta patrocina oficinas para pais sobre a segurança online dos adolescentes em dezenas de escolas dos EUA. Em 2024, a empresa realizou uma dessas oficinas, chamada em Los Angeles, junto com a presidente da National PTA Yvonne Johnson e a chefe de segurança da Meta, Antigone Davis. A National PTA é uma organização sem fins lucrativos que defende o bem-estar infantil.

O TikTok também patrocinou eventos semelhantes, segundo o site da empresa. O programa incluía tutoriais sobre recursos para pais no TikTok, como a opção de limitar o tempo de tela à noite.

A controladora do YouTube, Google (GOOGL.O), nos últimos anos recorreu às escoteiras americanas para convencer o público de que está empenhada na segurança online das crianças. As meninas podem ganhar um distintivo, com o logotipo do Google, para afixar em seu uniforme após completarem lições sobre senhas seguras, gentileza online e privacidade digital, segundo o site das escoteiras.

As empresas também contrataram advogados que já atuaram em grandes litígios envolvendo vício.

A Meta contratou advogados da Covington & Burling que representaram a McKesson em extensos litígios ligados à epidemia de opióides, segundo biografias públicas dos advogados. Já os advogados do TikTok representaram a Activision Blizzard e a Microsoft em disputas sobre design de videogames e vício.

Essas empresas estão usando todo tipo de influência que se possa imaginar, disse Julie Scelfo, fundadora do grupo Mães Contra o Vício Digital, que apoia a proibição de smartphones nas escolas.Pode ser bem confuso para os pais saber em quem confiar", acrescentou.

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