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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Hackers usam IA para criar vírus capaz de invadir sistemas de empresas, alertam pesquisadores

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Programa malicioso VoidLink consegue invadir sistemas baseados no sistema Linux para roubar senhas e apagar rastros, segundo análise da empresa de cibersegurança Check Point Software.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Janeiro de 2.026 às 18h35m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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A escolha das senhas é um passo importante para dificultar o surgimento de problemas no mundo digital.  — Foto: Reprodução
A escolha das senhas é um passo importante para dificultar o surgimento de problemas no mundo digital. — Foto: Reprodução

A inteligência artificial já é usada em quase todas as etapas de criação de vírus para ataques cibernéticos.

Em um caso identificado pela empresa de cibersegurança Check Point Software, a IA permitiu criar um vírus capaz de atacar sistemas de empresas e governos.

Batizado por seus criadores de VoidLink, ele alcançou um estágio funcional em menos de uma semana com ajuda da tecnologia, segundo a análise de pesquisadores.

Não foram encontradas evidências de infecções no mundo real, mas a avaliação é de que o vírus pode ser vendido como um produto ou usado sobre alvos específicos.

Ainda de acordo com a Check Point Software, o VoidLink é projetado para se infiltrar em sistemas de computação em nuvem baseados no sistema operacional Linux, rival do Windows.

💡 Computação em nuvem é uma alternativa a equipamentos próprios. Informações na "nuvem" estão, na verdade, em centros de dados de outras empresas.

O código indica que o programa é capaz de reconhecer ambientes e se adequar ao contexto. A ideia é expandir ao máximo suas funções e sua capacidade de passar despercebido por ferramentas de proteção.

Durante a pesquisa, foram identificados recursos que permitem roubar senhas e apagar rastros em sistemas de nuvem.

Os indícios do desenvolvimento com inteligência artificial incluem a rapidez com que o código-fonte do vírus cresceu entre a data da sua identificação e a publicação de uma atualização em um site de cibersegurança.

Segundo pesquisadores, o programa malicioso acumulou mais de 88 mil linhas de código em apenas sete dias, o que, antes, levaria meses.

Além disso, o foram identificados arquivos de código detalhados e com formatação consistente, características típicas de grandes modelos de linguagem.

O VoidLink tinha em sua primeira versão elementos que mostravam um trabalho em andamento. A IDA ajudou a acelerar o desenvolvimento e tornar o código mais sofisticado, avaliaram os pesquisadores.

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