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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Blue Origin reutiliza propulsor do foguete New Glenn e acirra disputa com SpaceX

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Empresa de Jeff Bezos recupera propulsor do foguete New Glenn pela 1ª vez e amplia rivalidade com a SpaceX de Elon Musk. Feito pode acelerar lançamentos.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 20 de Abril de 2.026 às 20h00m
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Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX
Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX

A Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso neste domingo (19) um propulsor para seu enorme foguete New Glenn, uma façanha técnica que pode aumentar seu ritmo de lançamentos e ampliar sua rivalidade com a empresa SpaceX.

A empresa de Bezos já havia lançado o New Glenn em duas oportunidades, mas apenas com propulsores novos.

Antes, havia lançado seu foguete menor, o New Shepard, utilizado principalmente para o turismo espacial suborbital, com componentes reutilizados, embora em uma operação tecnicamente menos exigente.

Pouso da New Glenn em barca no oceano Atlântico neste domingo (19) — Foto: Blue Origin 

A reutilização inédita do propulsor acontece em um cenário de concorrência intensa entre a empresa de Bezos e a SpaceX, do magnata da tecnologia Elon Musk, que também já recuperou um propulsor de um foguete lançado.

O foguete New Glenn, com quase 100 metros de altura, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, com seu propulsor reutilizado às 7h25 locais (8h25 de Brasília), transportando um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile.

Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. Seu propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.

A Blue Origin informou mais tarde, em um comunicado na rede social X, que o satélite foi acionado corretamente, mas acabou em uma órbita diferente da desejada. A empresa afirmou que ainda estava avaliando a gravidade do ocorrido.

Em novembro, a Blue Origin recuperou pela primeira vez um propulsor do New Glenn, um desafio técnico que terminou com um pouso vertical controlado em uma plataforma flutuante.

Uma tentativa anterior de recuperar o propulsor, em janeiro de 2025, fracassou depois que os motores não conseguiram ser reativados durante a descida.

Foguete New Glenn na base de lançamento LC-36 antes do lançamento da missão NG-3, em imagem de 13 de abril de 2026 — Foto: Blue Origin
Foguete New Glenn na base de lançamento LC-36 antes do lançamento da missão NG-3, em imagem de 13 de abril de 2026 — Foto: Blue Origin


Captura de tela da transmissão da Blue Origin mostra o pouso do foguete New Glenn em uma plataforma no Oceano Atlântico na manhã de domingo (19) — Foto: AFP/Blue Origin
Captura de tela da transmissão da Blue Origin mostra o pouso do foguete New Glenn em uma plataforma no Oceano Atlântico na manhã de domingo (19) — Foto: AFP/Blue Origin

O propulsor utilizado no lançamento de domingo foi recondicionado após o voo anterior.

Para a primeira reutilização, a empresa substituiu todos os motores e fez diversas modificações.

O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana.

Os Estados Unidos intensificam os esforços para levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump e com a intenção de superar a China, que tem aspirações similares.

Estação Espacial registra reentrada de cápsula da Artemis II na atmosfera
Estação Espacial registra reentrada de cápsula da Artemis II na atmosfera

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Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO

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Sob Tim Cook, que sucedeu Steve Jobs no comando da Apple, o valor de mercado da empresa saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um avanço superior a 1.000%. A troca no comando ocorre quando a companhia completa 50 anos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 20 de Abril de 2.026 às 18h45m
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A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo, disse Cook.

O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, Cook acabou permanecendo mais tempo à frente da Apple do que o próprio Jobs.

À frente da empresa, o executivo supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços.

Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.

Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%.

A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa — Foto: Divulgação/Apple
John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa — Foto: Divulgação/Apple

Quem será o novo CEO da Apple?

John Ternus será o sucessor de Cook no comando da Apple. Atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, ele entrou para a Apple em 2001, integrando a equipe de design de produtos.

Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa.

Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.

50 anos de história

Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA).

O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história.

A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia.

Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões.

Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia.

  • 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse.
  • 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital.

Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research.

Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo.

CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 — Foto: JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 — Foto: JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

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Após a morte do fundador, OnlyFans busca novo investidor em acordo bilionário

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A plataforma de conteúdo adulto está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária que pode avaliar a empresa em mais de US$ 3 bilhões.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 20 de Abril de 2.026 às 06h00m
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OnlyFans — Foto: REUTERS/Andrew Kelly
OnlyFans — Foto: REUTERS/Andrew Kelly

A plataforma de conteúdo adulto OnlyFans está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária que pode avaliar a empresa em mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões).

Segundo o Financial Times, a companhia, sediada em Londres, discute a venda de menos de 20% para a Architect Capital, gestora de investimentos com sede em São Francisco.

A estratégia de vender uma fatia minoritária é vista como uma forma de garantir estabilidade ao negócio após a morte de seu fundador, Leonid Radvinsky. O empresário ucraniano-americano, bilionário, faleceu no mês passado, aos 43 anos, vítima de câncer.

De acordo com a reportagem, o interesse do OnlyFans na Architect Capital está ligado à experiência da gestora no setor de serviços financeiros.


Conteúdo +18: os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo nudes e vídeos de sexo no OnlyFans, Privacy e afins

A plataforma britânica avalia ampliar sua atuação e oferecer produtos bancários aos criadores de conteúdo por conta das dificuldades para acessar serviços tradicionais devido à natureza de seu trabalho.

  • 🔎O OnlyFans mantém uma política rígida de acesso, restrita a maiores de 18 anos. Dados mais recentes da Felix International, empresa controladora da plataforma, indicam que o site conta com cerca de 4,6 milhões de criadores cadastrados, que recebem 80% das receitas geradas por assinaturas, enquanto a empresa fica com 20%.

A ascensão do OnlyFans começou com um modelo genérico de assinaturas, mas a plataforma ganhou escala ao focar no conteúdo adulto e oferecer comissões mais atrativas — 80% da receita fica com os criadores.

O formato atraiu influenciadores e acelerou o crescimento, especialmente durante a pandemia, quando aumentou a busca por renda online.

Em poucos anos, a base de usuários saltou de milhões para centenas de milhões, atingindo 377 milhões de fãs e 4,6 milhões de criadores em 2024.

O sucesso do modelo também influenciou outras redes sociais, como Instagram e X, a adotarem ferramentas de conteúdo pago.

Hoje, a plataforma movimenta bilhões em assinaturas e permite que usuários comprem conteúdos e interajam diretamente com os criadores.

No ano encerrado em 30 de novembro de 2024, a empresa registrou receita de US$ 1,4 bilhão e lucro antes de impostos de US$ 684 milhões, alta de 4% na comparação anual. No mesmo período, os pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões, avanço de quase 10%.

Caso avance a negociação para venda de uma participação minoritária, o controle da empresa deve permanecer com o fundo familiar que detém as ações de Leonid Radvinsky.

Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo
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