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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Microsoft abre mão de exclusividade na nuvem e redefine parceria com a OpenAI

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A OpenAI passa a poder oferecer seus produtos em outros provedores, embora o Azure (da Microsoft) siga como sua principal plataforma de nuvem.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 27 de Abril de 2.026 às 11h35m
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Fachada do escritório da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, em janeiro de 2025 — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters
Fachada do escritório da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, em janeiro de 2025 — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

A Microsoft e a OpenAI anunciaram nesta segunda-feira (27) um aditivo ao acordo original firmado entre as duas companhias. As mudanças têm como objetivo simplificar a relação entre as empresas e trazer mais flexibilidade, segurança e foco na ampla disseminação dos benefícios da inteligência artificial (IA).

A maior previsibilidade proporcionada pelo acordo revisado fortalece nossa capacidade conjunta de construir e operar plataformas de inteligência artificial em escala, ao mesmo tempo em que oferece a ambas as empresas a flexibilidade necessária para buscar novas oportunidades, afirmou a Microsoft em nota.

As principais mudanças do acordo estão relacionadas à dinâmica de exclusividade mantida pelas duas companhias até agora. Com as alterações, por exemplo, a OpenAI passa a poder oferecer todos os seus produtos em qualquer provedor de nuvem, e não apenas no Azure, da própria Microsoft.

Ainda assim, a Microsoft continua como a principal parceira de nuvem da empresa de pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, de modo que os produtos da OpenAI serão lançados primeiro no Azure, exceto se a Microsoft não puder ou optar por não oferecer determinados recursos.

Além disso, a Microsoft mantém a licença de propriedade intelectual da OpenAI para modelos e produtos da companhia até 2032. Essa licença, no entanto, deixa de ser exclusiva, abrindo espaço para que a OpenAI firme acordos com outras empresas, como Amazon e Google.

As companhias também alteraram a dinâmica de pagamento de participação nos lucros. Enquanto a Microsoft deixará de pagar essa fatia à OpenAI, os repasses da empresa de inteligência artificial para a gigante da tecnologia continuarão até 2030, independentemente da evolução tecnológica da companhia.

Por fim, as empresas destacaram que, mesmo com as mudanças, a Microsoft segue como uma das principais acionistas da OpenAI e continua a participar diretamente do crescimento da companhia.

Segundo a Microsoft, embora essas alterações simplifiquem a parceria, o trabalho das duas empresas continua ambicioso.

"Desde a expansão de gigawatts de nova capacidade de data centers até a colaboração no desenvolvimento de silício de última geração, passando pela aplicação de IA para aprimorar a segurança cibernética e muito mais, estamos entusiasmados em continuar trabalhando juntos para promover e expandir a IA para pessoas e organizações em todo o mundo", disse a empresa em nota.

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