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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Táxi-robô da Waymo, do Google, atropela criança perto de escola e vira alvo de investigação nos EUA

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Empresa diz que veículo detectou rapidamente a criança e freou antes do impacto; vítima teve ferimentos leves.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos
g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos

Um táxi-robô autônomo da Waymo, empresa da Alphabet (dona do Google), atropelou uma criança perto de uma escola primária na Califórnia (EUA) nesta quinta-feira (29). A criança sofreu ferimentos leves.

Cerca de uma semana depois, nesta quinta-feira (29), a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) dos EUA informou que abriu uma investigação sobre o caso. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) também anunciou que investigará o incidente.

Em publicação no blog oficial, a Waymo afirmou que vai cooperar com as investigações e disse que o veículo detectou rapidamente a criança e freou bruscamente (veja mais abaixo).

O caso reacendeu preocupações sobre a segurança dos táxis-robôs, cujo número vem crescendo nos Estados Unidos.

O Comitê de Comércio do Senado americano já tinha marcado para 4 de fevereiro uma audiência sobre carros autônomos, com a participação do diretor de segurança da Waymo, Mauricio Peña.

🚸 Como foi o incidente

Segundo a agência de segurança de trânsito dos EUA, a criança atravessou a rua correndo em direção à escola, surgindo por trás de um SUV estacionado em fila dupla. O atropelamento ocorreu durante o horário de entrada e saída dos alunos.

A agência informou que havia outras crianças, um guarda de trânsito e vários veículos estacionados em fila dupla na região.

A Waymo afirmou que a criança entrou repentinamente na via por trás de um SUV alto, movendo-se diretamente para a trajetória do veículo.

Segundo a empresa, o carro autônomo detectou a criança assim que ela apareceu e reduziu a velocidade de cerca de 27 km/h para menos de 10 km/h antes do impacto.

A Waymo afirmou ainda que simulações indicam que um motorista humano totalmente atento, na mesma situação, teria atingido o pedestre a cerca de 22 km/h.

Veículo autônomo da Waymo em Los Angeles, na Califórnia — Foto: Alexandre Lopes/g1 Santos
Veículo autônomo da Waymo em Los Angeles, na Califórnia — Foto: Alexandre Lopes/g1 Santos

Após a colisão, segundo a empresa, a criança se levantou, caminhou até a calçada e a Waymo acionou o serviço de emergência 911. O veículo permaneceu parado e só deixou o local após liberação da polícia.

A NHTSA iniciou uma avaliação preliminar para apurar se o veículo operava com cautela adequada, considerando a proximidade com a escola e a presença de pedestres vulneráveis.

A agência disse que vai analisar o comportamento esperado do veículo em zonas escolares, incluindo respeito aos limites de velocidade, além da resposta da empresa após o impacto.

No mesmo dia do acidente, o NTSB abriu outra investigação envolvendo a Waymo após robôs-táxi da empresa ultrapassarem ônibus escolares parados em Austin, no Texas, pelo menos 19 vezes desde o início do ano letivo.

Em dezembro, a Waymo fez recall de mais de 3 mil veículos para atualizar o software que permitia ultrapassagens indevidas de ônibus escolares durante embarque e desembarque de alunos — situação que aumenta o risco de acidentes. A NHTSA já havia aberto uma investigação sobre o tema em outubro.

A Waymo afirmou que não houve colisões nesses casos.

O Distrito Escolar Independente de Austin informou que cinco incidentes ocorreram em novembro, mesmo após atualizações de software.

O sistema escolar chegou a pedir que a empresa suspendesse as operações perto das escolas nos horários de entrada e saída dos alunos, mas disse à Reuters que a Waymo recusou o pedido.

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Após investigação, estado americano acusa Meta de facilitar exploração infantil

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Procuradoria-Geral do Novo México diz que a empresa permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade no Facebook, Instagram e WhatsApp e se conectassem com as vítimas. Caso será julgado em um tribunal do estado.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 31 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo
Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo

O estado norte-americano do Novo México está acusando a Meta de expor crianças e adolescentes à exploração sexual no Facebook, Instagram e WhatsApp e obter lucro com esse tipo de conteúdo.

O processo foi movido pelo procurador-geral do estado, Raúl Torrez, e será julgado no Tribunal Distrital de Santa Fé a partir da próxima semana que vem. A previsão é que o julgamento dure cerca de dois meses.

A ação é resultado de uma operação realizada pela Procuradoria-Geral em 2023, na qual investigadores se passaram por menores de idade no Facebook para reunir provas de exploração sexual infantil (veja mais abaixo).

No processo, o procurador-geral afirma que a Meta permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade e se conectassem com as vítimas, o que teria resultado em abusos no mundo real e tráfico de pessoas.

Procurada, a Meta nega as acusações e afirma que possui mecanismos de proteção para usuários mais jovens em suas plataformas.

O caso teve origem em uma operação secreta chamada Operation MetaPhile, conduzida pelo procurador-geral Raúl Torrez e sua equipe em 2023.

Durante a operação, investigadores criaram contas no Facebook e no Instagram fingindo ser usuários com menos de 14 anos.

Essas contas receberam material sexualmente explícito e foram abordadas por adultos em busca de conteúdo semelhante. Segundo a Procuradoria-Geral, três pessoas foram acusadas criminalmente após a operação.

O Novo México também acusa a Meta de projetar suas plataformas para aumentar o engajamento, mesmo diante de evidências de prejuízos à saúde mental de crianças e adolescentes.

Segundo o processo, recursos como rolagem infinita e vídeos com reprodução automática mantêm crianças por mais tempo nas plataformas e estimulam comportamentos viciantes, associados a depressão, ansiedade e automutilação.

Ainda segundo a denúncia, documentos internos da empresa reconheciam problemas relacionados à exploração sexual e à saúde mental. Mesmo assim, a Meta não teria adotado ferramentas básicas de segurança, como verificação de idade, e teria distorcido informações sobre a segurança das plataformas.

O estado do Novo México pede indenização financeira e uma ordem judicial que obrigue a Meta a adotar mudanças para aumentar a segurança de crianças e adolescentes nas plataformas.

WhatsApp lança modo avançado de segurança
WhatsApp lança modo avançado de segurança

Meta diz que argumentos são ‘sensacionalistas’

Antes do julgamento, um porta-voz da Meta classificou os argumentos do Novo México como sensacionalistas, irrelevantes e distrativos e afirmou que elas se baseiam em documentos escolhidos de forma tendenciosa.

"Há mais de uma década, ouvimos os pais, trabalhamos com especialistas e autoridades policiais, e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões que mais importam", disse o porta-voz.

"Estamos orgulhosos do progresso que fizemos e estamos sempre trabalhando para fazer melhor", acrescentou

A Meta afirma que está protegida de responsabilidade neste caso pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que trata da liberdade de expressão, e pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações.

Essa lei, em geral, impede que sites sejam processados por conteúdo publicado por usuários.

Segundo a empresa, as acusações sobre danos, feitas pelo estado, não podem ser separadas do conteúdo publicado nas plataformas, já que os algoritmos e os recursos de design servem justamente para exibir esse material.

Antes do julgamento, um porta-voz do Departamento de Justiça do Novo México disse que o órgão está ansioso para apresentar o caso no tribunal porque isso permitiria "apresentar ao júri documentos e testemunhos coletados ao longo de mais de dois anos de litígio".

Segurança de crianças e adolescentes

Nos últimos anos, a Meta tem enfrentado críticas sobre a segurança de crianças e adolescentes em suas plataformas.

Parte delas ganhou força apósos depoimentos de denunciantes ao Congresso dos EUA em 2021, que afirmaram que a empresa sabia que seus produtos poderiam ser prejudiciais, mas se recusou a agir.

A Meta confirmou a autenticidade do documento, mas afirmou que removeu a linguagem que permitia flerte e dramatização romântica com menores, depois de ser questionada pela Reuters.

A reportagem levou parlamentares norte-americanos a pedir dados sobre o impacto das plataformas nas crianças e sobre a eficácia dos controles parentais. A expectativa é que evidências relacionadas aos chatbots de inteligência artificial da empresa sejam apresentadas durante o julgamento.

Batalhas judiciais

A Meta também enfrenta milhares de processos que acusam a empresa e outras redes sociais de projetarem produtos intencionalmente viciantes para jovens, o que teria contribuído para uma crise nacional de saúde mental.

Algumas dessas ações, movidas em tribunais estaduais e federais, pedem indenizações de dezenas de bilhões de dólares, segundo documentos da própria Meta enviados a reguladores financeiros.

A Meta nega as acusações e afirma que a Seção 230 a protege de responsabilidade nesses casos. Segundo a empresa, diversas medidas já foram adotadas para reduzir o engajamento de jovens e aumentar a segurança.

O primeiro julgamento desse conjunto de processos começou nesta semana, em Los Angeles. Alphabet, controladora do Google, e a Meta são as únicas rés restantes, após TikTok e Snapchat fecharem acordos com os autores da ação.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ex-engenheiro do Google é condenado nos EUA por roubar segredos de IA para empresas chinesas

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Linwei Ding foi considerado culpado por espionagem econômica e roubo de segredos comerciais após desviar milhares de páginas de informações confidenciais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 22h15m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Sombra de um homem projetada em frente ao logo do Google — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Sombra de um homem projetada em frente ao logo do Google — Foto: Reuters/Dado Ruvic

Um ex-engenheiro de software do Google, foi condenado por um júri federal em São Francisco (EUA) nesta quinta-feira (29) por roubar segredos comerciais de IA da gigante tecnológica norte-americana para beneficiar duas empresas chinesas para as quais trabalhava secretamente, informou o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) no mesmo dia.

Linwei Ding, também conhecido como Leon Ding, é um cidadão chinês de 38 anos, e foi considerado culpado após um julgamento de 11 dias por sete acusações de espionagem econômica e sete acusações de roubo de segredos comerciais por roubar milhares de páginas de informações confidenciais.

Cada acusação de espionagem econômica acarreta uma pena máxima de 15 anos de prisão e multa de US$5 milhões, enquanto cada acusação de segredos comerciais acarreta uma pena máxima de 10 anos e multa de US$250.000.

Ding deve comparecer a uma audiência preliminar em 3 de fevereiro, de acordo com o DOJ.

O advogado de Ding não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Ding foi inicialmente indiciado em março de 2024 por quatro acusações de roubo de segredos comerciais. Uma acusação substitutiva em fevereiro ampliou as acusações.

O caso de Ding foi coordenado por uma força-tarefa interagências chamada Disruptive Technology Strike Force, criada em 2023 pelo governo Biden.

Os promotores afirmaram que Ding roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software que permite que os centros de dados de supercomputação do Google treinem grandes modelos de IA.

Alguns dos projetos de chips supostamente roubados tinham como objetivo dar ao Google, de propriedade da Alphabet, uma vantagem sobre seus rivais de computação em nuvem Amazon.com e Microsoft, que projetam seus próprios chips, e reduzir a dependência do Google dos chips da Nvidia.

Os promotores afirmaram que Ding ingressou no Google em maio de 2019 e começou seus roubos três anos depois, quando estava sendo cortejado para ingressar em uma empresa chinesa de tecnologia em estágio inicial.

O Google não foi acusado e afirmou ter cooperado com as autoridades policiais. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Reportagem de Tom Hals em Wilmington, Delaware; reportagem adicional de Courtney Rozen.

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