Total de visualizações de página

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Presidente do Irã manda restabelecer internet internacional após bloqueio durante protestos

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


País ficou 87 dias com acesso severamente restrito à rede; governo iraniano costuma adotar apagões digitais em períodos de protestos e conflitos.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 17h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.432    *..

Kit da Starlink com antena, modem e cabos custa US$ 499 — Foto: Divulgação/SpaceX
Kit da Starlink com antena, modem e cabos custa US$ 499 — Foto: Divulgação/SpaceX

Após quase três meses de restrições, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a reabertura do acesso internacional à internet no país, segundo informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (25).

A decisão foi confirmada pelo chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações do Irã, segundo a imprensa estatal.

Segundo o observatório de monitoramento digital NetBlocks, a maior parte da população iraniana estava sem acesso à internet havia 87 dias. Apenas alguns cidadãos conseguiam acessar a rede por meio de VPNs consideradas mais avançadas e de alto custo, usadas para contornar as restrições impostas pelo governo.

Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra
Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra

As limitações no acesso à internet no Irã vêm sendo alvo de críticas de organizações internacionais e de defensores da liberdade digital, especialmente em momentos de tensão política e social no país.

Até o momento, não há informações quando o serviço deve ser totalmente restabelecido nem se haverá limitações parciais de acesso.

Histórico do Irã com a internet

O bloqueio geral da internet no Irã começou em 8 de janeiro, em meio a protestos contra o regime iraniano que tomaram as ruas do país desde o fim de dezembro.

Na época, o NetBlocks informou que o nível de conectividade havia caído para cerca de 1% do padrão normal no país, que tem cerca de 90 milhões de habitantes.

Níveis de conectividade de internet no Irã entre 5 e 13 janeiro — Foto: Reprodução/NetBlocks
Níveis de conectividade de internet no Irã entre 5 e 13 janeiro — Foto: Reprodução/NetBlocks

Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático costuma restringir o acesso à rede durante protestos antigoverno ou períodos de tensão militar e política.

Em fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o governo iraniano voltou a restringir o acesso à rede. Na época, o NetBlocks contabilizou mais de uma semana ininterrupta de apagão digital, com a conectividade estagnada em torno de 1% dos níveis normais.

Com a interrupção, tarefas simples como usar o Google Maps ou acessar sites internacionais se tornaram impossíveis. Apenas a intranet local, controlada pelo governo e com funcionalidades limitadas, permaneceu disponível.

Relatos publicados pela agência Deutsche Welle mostraram que chamadas telefônicas para celulares e telefones fixos no Irã quase não conseguiam ser completadas durante o apagão.

Apesar das restrições, alguns iranianos recorreram a ferramentas para burlar a censura, como VPNs, a plataforma Psiphon e conexões ilegais da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk.

Esta foi a terceira vez que o Irã promoveu um bloqueio geral de internet.

As outras ocorreram em 2019, durante protestos contra o aumento do preço dos combustíveis, e em 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada.

Em 2025, o governo iraniano também acusou o WhatsApp de espionar usuários do país e colaborar com Israel. A Meta negou as acusações e afirmou que as mensagens do aplicativo são protegidas por criptografia.

Bloqueio Starkink

Até mesmo a Starlink foi parcialmente afetada. Segundo Amir Rashidi, diretor da organização Miaan Group, o governo iraniano utilizou jammers — equipamentos que geram interferência em sinais — próximos às antenas da empresa para bloquear o funcionamento do serviço.

Na ocasião, a Proton VPN afirmou que as conexões a partir do Irã estavam diminuindo porque a internet foi completamente desligada. O NetBlocks também relatou que a população estava praticamente isolada do mundo exterior.

Especialistas ouvidos anteriormente pelo g1 explicaram que governos conseguem interromper o acesso à internet ao obrigar operadoras a suspenderem sinais enviados por cabos e antenas.

No caso da internet via satélite, porém, o bloqueio é mais complexo porque as empresas responsáveis pelo serviço podem operar sem infraestrutura física dentro do país.

Segundo Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, a alternativa encontrada pelo Irã foi investir em técnicas de jamming para embaralhar os sinais emitidos entre satélites e antenas de usuários.

Pesquisadores e ativistas também alertaram que o apagão digital dificulta a organização de protestos, restringe a circulação de informações independentes e favorece a disseminação de narrativas pró-governo.

Além disso, durante ataques militares, o bloqueio da internet pode impedir que civis recebam alertas de evacuação e avisos de segurança em tempo real.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Empresa espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro. Estratégia foca em escalonamento, em vez de tornar transistores menores.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por Che Pan, Eduardo Baptista, Casey Hall

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 08h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.431    *..

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura
Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.

He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado Novo Caminho dos Semicondutores na Prática, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.

Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.

Lei de Escalonamento

A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.

A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.

A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.

Sanções dos EUA

A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.

Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.

A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções - a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.

Resultados financeiros

De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------