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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

EUA dão sinal verde à venda de superchip da Nvidia para a China, mas com limites

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Liberação do H200, 2º chip mais poderoso da fabricante norte-americana, ocorre sob regras rígidas e em meio à corrida global por inteligência artificial.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 14 de Janeiro de 2.026 às 07h45m
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Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Os Estados Unidos oficializaram nesta terça-feira (13) a autorização para a exportação do H200, o segundo chip mais poderoso da Nvidia, para a China — e detalharam as regras que terão de ser cumpridas para que as vendas ocorram.

Antes do envio, compradores chineses precisarão comprovar a adoção de procedimentos de segurança considerados suficientes pelo governo americano. O uso dos chips para fins militares está proibido.

Além disso, cada unidade do H200 deverá passar por análise de um laboratório independente, responsável por confirmar suas capacidades técnicas.

A própria Nvidia também terá de certificar que há oferta suficiente do chip no mercado americano antes de enviá-lo para a China. Pelas regras, o país asiático não poderá receber mais de 50% do total de chips vendidos a clientes dos EUA.

A Nvidia e a Embaixada da China em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Por que o H200 é importante? O H200 é um chip de alto desempenho voltado a computadores que desenvolvem e treinam sistemas de inteligência artificial. Ele ganhou ainda mais relevância na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pela liderança na corrida da IA.

Disputa geopolítica

Em dezembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que permitiria a venda dos chips H200 da Nvidia para a China em troca de uma taxa de 25% destinada ao governo americano.

A decisão desagradou críticos da China dentro dos EUA, que alertam que os chips podem fortalecer as forças armadas de Pequim e reduzir a vantagem americana em inteligência artificial.

Essas preocupações haviam levado o governo de Joe Biden a proibir a venda de chips avançados de IA para a China.

Já o governo Trump, sob a liderança do czar da IA da Casa Branca, David Sacks, argumenta que a exportação de chips avançados desestimula concorrentes chineses, como a Huawei — fortemente sancionada —, de acelerar esforços para alcançar os designs mais avançados da Nvidia e da AMD.

Ao anunciar a liberação das vendas, Trump afirmou que os chips seriam exportados para a China sob condições que permitam a manutenção de uma forte segurança nacional.

Ainda assim, surgiram dúvidas sobre o rigor da fiscalização dessas regras e sobre se Pequim permitirá a comercialização interna dos chips no país.

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