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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Meta e Anthropic negociam acordo de US$ 10 bilhões por aluguel de data centers, diz jornal

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Parceria ajudaria a Meta a diversificar suas receitas para além da publicidade, enquanto permitira à Anthropic aumentar sua capacidade de processamento.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 17 de Julho de 2.026 às 18h35m
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Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: Reuters/Mike Blake
Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: Reuters/Mike Blake

A Meta está em negociações para alugar parte de sua capacidade de processamento computacional para a Anthropic, dona do assistente Claude, informou nesta sexta-feira (17) o jornal The New York Times.

Segundo a reportagem, que citou três pessoas com conhecimento das discussões, o possível acordo pode chegar a US$ 10 bilhões ao longo de dois anos.

O acordo ajudaria a Meta a diversificar suas receitas para além da publicidade, gerando faturamento com sua infraestrutura e competindo com empresas como a CoreWeave e a Nebius, que oferecem serviços de nuvem focados em aplicações de inteligência artificial.

A Anthropic pagaria à Meta em parcelas mensais ao longo dos dois anos, embora os termos ainda possam ser alterados, segundo o New York Times. O jornal acrescentou que ambas as empresas poderiam encerrar o acordo antecipadamente.

Segundo a reportagem, a Anthropic propôs o acordo em junho, e a Meta está avaliando a proposta. As negociações, porém, ficaram mais complexas porque a Meta ainda não tem um negócio estruturado para vender sua capacidade de processamento computacional.

Ainda de acordo com o jornal, as conversas ainda estão em estágio inicial e podem não resultar em um acordo.

A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters, enquanto a Anthropic se recusou a comentar. A Reuters não conseguiu verificar a informação de forma independente.

O potencial acordo segue estratégia adotada recentemente em outro acordo fechado pela Anthropic. A empresa, que se prepara para abrir capital, passou a utilizar toda a capacidade de um data center da SpaceX, de Elon Musk, em Memphis, nos Estados Unidos.

Em reunião com acionistas, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse que a entrada da companhia no mercado de computação em nuvem era "definitivamente uma possibilidade".

Segundo ele, empresas buscam a Meta "quase todas as semanas" para comprar acesso a seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento.

No início deste mês, a Bloomberg News informou que a Meta estava desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar sua capacidade excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores

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França bloqueia Polymarket e diz que plataforma opera de forma ilegal

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Autoridade reguladora determinou que provedores de internet impeçam o acesso ao site e afirma que a plataforma expõe usuários a riscos financeiros e pode permitir apostas suscetíveis à manipulação.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Julho de 2.026 às 17h45m
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Alerta em publicidade de bets começa a valer nesta sexta-feira (17)
Alerta em publicidade de bets começa a valer nesta sexta-feira (17)

A França bloqueou o acesso ao site de apostas Polymarket, informou nesta sexta-feira (17) a autoridade responsável por regular o setor de jogos de azar no país. Segundo o órgão, a plataforma pode expor usuários a perdas financeiras significativas e oferece apostas que podem ser manipuladas.

Em comunicado, o regulador afirmou que, na quinta-feira (16), determinou que os provedores de internet franceses impedissem o acesso ao Polymarket, explica a Reuters em reportagem. De acordo com a autoridade, o site, que tem uma grande audiência, opera uma oferta de apostas considerada ilegal pela legislação francesa.

Um porta-voz do órgão disse que o bloqueio permanecerá em vigor enquanto a plataforma não estiver em conformidade com as regras do país para o mercado de apostas.

A Polymarket não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

Mercado de predições na mira das autoridades

Nos últimos meses, autoridades de diferentes países têm aumentado a fiscalização sobre plataformas de mercados de previsão, como Polymarket e Kalshi. Esses serviços permitem que usuários apostem dinheiro em eventos futuros, como resultados de eleições, partidas esportivas ou acontecimentos políticos e econômicos. O valor das apostas varia de acordo com a probabilidade atribuída a cada resultado.

A Polymarket é uma das maiores plataformas de chamado mercado de previsões — Foto: AFP via Getty Images/BBC
A Polymarket é uma das maiores plataformas de chamado mercado de previsões — Foto: AFP via Getty Images/BBC

Em maio, o governo da Espanha suspendeu temporariamente as operações da Polymarket e da Kalshi no país. Já em junho, o principal órgão regulador do mercado de derivativos dos Estados Unidos divulgou uma proposta de novas regras para esse tipo de plataforma.

Além de esportes e eleições, as plataformas permitem apostas sobre temas como conflitos internacionais, incluindo as guerras na Ucrânia e no Irã.

Parlamentares e autoridades defendem regras mais rígidas para esse mercado. Segundo eles, algumas modalidades de apostas não têm utilidade econômica e podem representar riscos ao interesse público.

No comunicado, o regulador francês afirmou que usuários estavam fazendo apostas sobre a previsão do tempo e alertou que esse tipo de mercado pode ser vulnerável ao uso de informações privilegiadas - dados não públicos que podem dar vantagem indevida a quem aposta.

Uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters no mês passado que a receita anualizada da Polymarket já ultrapassou US$ 1 bilhão (R$ 5,13 bilhões). Receita anualizada é uma estimativa do faturamento da empresa em um período de 12 meses, calculada com base no desempenho atual.

Brasil teve 27 plataformas bloqueadas

O Brasil também entrou na dança. Em maio, o governo federal bloqueou 27 plataformas de predição. Do mesmo balaio que a Polymarket, permitiam apostas atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.

A avaliação é semelhante a dos outros países de que esse tipo de plataforma expõe brasileiros a riscos financeiros e opera em desconformidade com a legislação brasileira.

Representantes do governo disseram ainda que, desde 2023, vem adotando uma regulação mais firme do setor de apostas e que atua para fechar as portas de empresas que tentam operar de forma irregular no país.

Lista das plataformas bloqueadas

Plataforma
1 PredictIt
2 Palpita
3 Cravei
4 Previsao
5 Véspera
6 Palpitano
7 PRÉVIAS - Plataforma de Mercado Preditivo
8 Predict
9 ProphetX Prediction Market
10 Robinhood
11 OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
12 Fanatics Markets
13 Novig
14 Hedgehog Markets
15 IBKR ForecastTrader
16 Voxfi
17 Futuriza
18 Eu Já Sabia Mercados Preditivos
19 MercadoPred
20 Palpitada
21 Pliks
22 PolySwipe
23 PRED Exchange
24 Ruckus Market
25 Stride
26 Polymarket
27 Kalshi

* Com informações da Reuters

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