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quinta-feira, 18 de junho de 2026

iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros após acordo entre Apple e Cade

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Mudança começa nesta quinta-feira (18) e permite que usuários baixem apps fora da App Store e utilizem sistemas de pagamento alternativos no iPhone.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 18 de Junho de 2.026 às 16h10m
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Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

Donos de iPhone no Brasil já podem baixar aplicativos de lojas rivais da App Store e usar sistemas de pagamento de terceiros. A mudança começou a valer nesta quinta-feira (18) e faz parte de um acordo entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após meses de disputa.

➡️ O que muda na prática? A partir de agora, donos de iPhones poderão comprar e baixar aplicativos em lojas rivais da App Store. Ao comprar ou assinar um aplicativo, por exemplo, também será possível usar métodos de pagamento diferentes do sistema da Apple. As duas opções (a da Apple e a de terceiros) deverão ser exibidas lado a lado para os usuários.

A mudança passa a valer com a atualização para o iOS 26.5. Para verificar se ela já está disponível no seu iPhone, acesse "Ajustes", "Geral" e "Atualização de Software".

A Apple sempre foi contra a mudança, alegando riscos à segurança e à privacidade de seus clientes.

Em comunicado divulgado nesta quinta, a empresa afirmou que "trabalhou para reduzir os novos riscos à privacidade e à segurança que essas alterações criam, oferecendo aos usuários no Brasil a melhor e mais segura experiência possível".

"A Apple trabalhou com o regulador brasileiro para introduzir proteções contra essas novas ameaças, incluindo importantes salvaguardas para usuários mais jovens. Essas medidas incluem a autenticação de apps do iOS, um processo de autorização para lojas de apps e requisitos que protegem as crianças de conteúdo inadequado e golpes", completou.

A empresa também informou que as lojas alternativas de aplicativos precisarão obter uma autorização da Apple e cumprir requisitos definidos pela própria companhia. Ainda assim, a empresa afirma que não pode garantir o mesmo nível de segurança oferecido pela App Store.

Essas lojas de apps alternativas precisarão da autorização da Apple e deverão atender a todos os requisitos que possam surgir para oferecer seus serviços a desenvolvedores e usuários.

A mudança é parecida com a que a Apple teve que fazer na União Europeia, onde desenvolvedores tinham que pagar taxas de até 30% por cada transação feita em seus aplicativos por meio do sistema de pagamentos da empresa.

Apple seguirá cobrando comissão

A Apple continuará cobrando comissão sobre a venda de bens e serviços digitais no Brasil, mesmo após a abertura do iPhone para lojas de aplicativos e sistemas de pagamento de terceiros.

Segundo a empresa, desenvolvedores que distribuem aplicativos pela App Store pagarão uma comissão de 21% sobre essas vendas. Para a maioria dos desenvolvedores, incluindo participantes do Programa de Pequenas Empresas e assinaturas após o primeiro ano, a taxa será reduzida para 10%.

Os desenvolvedores que utilizarem o sistema de compras da própria Apple pagarão uma taxa adicional de 5%.

Já as vendas de bens e serviços digitais realizadas em sites vinculados aos aplicativos terão uma comissão de 15%. Para desenvolvedores elegíveis às condições reduzidas, a taxa cairá para 10%.

No caso de aplicativos distribuídos fora da App Store, a Apple cobrará uma comissão de 5% sobre a venda de bens e serviços digitais, incluindo apps pagos.

A empresa afirma que, com as novas regras, os desenvolvedores que vendem bens e serviços digitais pagarão o mesmo valor ou menos do que pagam atualmente. "Os desenvolvedores que não vendem bens e serviços digitais continuarão sem pagar comissões ou taxas à Apple", diz a companhia.

A decisão faz parte de um processo administrativo em que o Cade apurava acusações de práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS, sistema operacional da Apple.

A investigação começou em dezembro de 2022, após uma denúncia do Mercado Livre que apontava possível abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos para iPhone.

Em novembro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade abriu um processo administrativo e impôs uma medida preventiva que obrigava a Apple a permitir que desenvolvedores e usuários escolhessem outros sistemas de pagamento para compras em aplicativos.

Em maio de 2025, o Tribunal do Cade analisou um recurso da Apple, mas manteve a medida preventiva.

Em junho de 2025, a Superintendência-Geral do Cade recomendou a condenação da empresa após sua apuração revelar um conjunto de ações restritivas ligadas à venda de conteúdos digitais dentro do ecossistema da Apple.

Em julho de 2025, a Apple iniciou um processo de acordo, o que levou à suspensão do prazo para cumprimento da medida preventiva. Quando o acordo foi aprovado, em dezembro de 2025, a empresa tinha que encerrar o processo judicial que buscava anular a medida preventiva do Cade.

Em caso de descumprimento total do acordo, a Apple poderia ser multada em até R$ 150 milhões. Além disso, o Cade poderia retomar a investigação e a medida preventiva.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

União Europeia deve se reunir com Anthropic nesta semana

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Encontro deve acontecer na quinta-feira, a pedido da empresa americana de inteligência artificial (IA).
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Junho de 2.026 às 14h00m
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Claude, assistente de IA da Anthropic — Foto: Aerps/Unsplash
Claude, assistente de IA da Anthropic — Foto: Aerps/Unsplash

A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) realizará uma reunião com a empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic, segundo informou um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (17). O encontro deve acontecer amanhã em São Francisco, nos Estados Unidos.

Segundo o porta-voz da Comissão Europeia, a reunião acontecerá a convite da Anthropic, dona do Claude, e foi agendada antes da restrição do acesso aos modelos de IA mais avançados da companhia.

Durante encontro do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o potencial das novas tecnologias "deve estar disponível para todos os países", mas reforçou que o caso mostra que a Europa "precisa se atualizar".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que é de interesse mútuo da União Europeia e dos EUA que a UE utilize os melhores modelos de IA.

"Utilizamos tecnologias confiáveis uns dos outros e nossos sistemas financeiros estão interligados. É do nosso interesse mútuo que nossos cidadãos e empresas possam usar com segurança os melhores modelos de IA", disse durante discurso no G7.

Na semana passada, a empresa anunciou ter restringido o acesso aos seus modelos após receber uma ordem do governo dos Estados Unidos, que cita preocupações de segurança nacional.

Em comunicado, a empresa informou ter recebido uma diretriz para bloquear os modelos Claude Fable 5, lançado na última terça-feira, e Claude Mythos 5 para todos os cidadãos estrangeiros, "dentro ou fora dos Estados Unidos, incluindo funcionários estrangeiros da própria empresa".

"O acesso está bloqueado temporariamente para todos os clientes, a fim de garantir conformidade com a ordem", informou.

O bloqueio repentino marca uma escalada significativa no embate entre a Anthropic e a Casa Branca, sob o presidente Donald Trump. Fracassaram negociações no início deste ano sobre o uso da tecnologia da companhia por militares e serviços de inteligência dos EUA.

A restrição poderá prejudicar os planos da Anthropic de realizar uma oferta pública inicial de ações, possivelmente no segundo semestre deste ano, com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão. Prolifera a preocupação entre investidores sobre riscos regulatórios e a capacidade da empresa de manter sua vantagem tecnológica.

Inteligência artificial atinge 'ponto de inflexão' no Reino Unido

A adoção da inteligência artificial atingiu um ponto de inflexão na Grã-Bretanha, à medida que as empresas passam da fase de experimentação para a implantação em larga escala e começam a ver resultados, disse um executivo do Google Cloud nesta quarta-feira.

Empresas e órgãos governamentais que há um ano testavam ferramentas de IA agora as utilizam para executar processos mais complexos e melhorar a produtividade, disse Maureen Costello, vice-presidente do Google Cloud para o Reino Unido, Irlanda e África Subsaariana, em entrevista à Reuters.

"A indústria está prestes a atingir um ponto de inflexão, com a adoção da IA ​​se acelerando rapidamente", disse Costello. "Há um ano, o foco era a experimentação, mas agora vemos organizações colocando a IA em produção e começando a obter retornos reais."

Essa mudança é evidente em diversos setores, do varejo ao governo, afirmou ela, citando exemplos como as ferramentas de compras com inteligência artificial da empresa britânica de comércio eletrônico THG (THG.L), que impulsionaram os gastos dos clientes, e sistemas do setor público que ajudam a acelerar decisões de planejamento.

Londres, que concentra o maior número de talentos tecnológicos da Europa, busca consolidar sua posição como um polo global de IA, com o primeiro-ministro Keir Starmer empenhado em transformar a Grã-Bretanha em uma superpotência na área.

Costello afirmou que a Grã-Bretanha está na vanguarda nesse campo, destacando a sólida base de pesquisa e instituições como o Google DeepMind, em Londres.

Uma adoção mais ampla pode trazer ganhos significativos para empresas menores, acrescentou ela, com pesquisas do Google sugerindo que a IA pode aumentar a produtividade em cerca de 20%, o equivalente a devolver aos empresários um dia por semana.

No entanto, o ritmo de adoção da IA dependerá do investimento em capacitação, do engajamento da liderança e da confiança, especialmente em relação à segurança e à soberania dos dados.

"A tecnologia é apenas metade da resposta — as pessoas são a outra metade", disse Costello. "Os líderes não podem ficar de braços cruzados, precisam colocar a mão na massa e entender como aplicar isso em suas organizações."

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em 'bolhas'

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Atualização aposta em multitarefa mais flexível, novos recursos para telas grandes e controles de privacidade específicos.
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Por Redação g1, g1 — São Paulo

Postado em 17 de Junho de 2.026 às 13h10m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Novo Android 17 — Foto: divulgação/Google
Novo Android 17 — Foto: divulgação/Google

O Google lançou, nesta quinta-feira (17), o Android 17. O novo sistema operacional apresenta uma interface renovada para executar vários aplicativos ao mesmo tempo e aprimora a segurança dos celulares compatíveis.

Visualmente, o Android 17 traz poucas mudanças em relação à versão anterior. O principal destaque é a possibilidade de transformar qualquer aplicativo em umabolhaflutuante.

Segundo o Google, basta tocar e segurar o ícone de um aplicativo para que ele seja aberto sobre os demais, sem ocupar toda a tela.

Sistema de apps em bolhas do Android 17 — Foto: divulgação/Google
Sistema de apps em bolhas do Android 17 — Foto: divulgação/Google

Em aparelhos com telas maiores, como tablets e celulares dobráveis, há uma área dedicada a esses aplicativos em formato de bolha no canto inferior direito — semelhante à barra de tarefas do Windows, onde ficam os programas abertos.

Outro recurso que aproveita as telas maiores é uma interface de jogos, exclusiva para celulares dobráveis. Ao abrir um jogo, o usuário pode mantê-lo em uma das metades da tela enquanto utiliza um controle virtual na outra.

Por fim, um novo recurso permite usar o gravador de tela nativo para reagir a conteúdos exibidos no celular. A ferramenta recorta automaticamente a imagem da pessoa, permitindo que o usuário comente o que aparece ao fundo.


Reação em captura de tela do Android 17 — Foto: divulgação/Google 

Android 17 traz mais opções de segurança

Três novidades do novo sistema operacional do Google são voltadas para a segurança:

  • Compartilhamento de localização: agora o usuário pode compartilhar a localização exata do celular ou tablet com aplicativos por tempo limitado;
  • Compartilhamento de contatos: uma nova opção permite que os aplicativos acessem apenas contatos selecionados, em vez de toda a lista do aparelho;
  • Celular roubado ou perdido: o Android 17 melhorou a interface em que o usuário indica que o aparelho foi perdido ou roubado, bloqueando o dispositivo para que ele só possa ser desbloqueado com a impressão digital ou o reconhecimento facial do proprietário;
  • Tentativas de desbloqueio: em celulares roubados, o sistema reduz o número de tentativas de desbloqueio por senha e passa a exibir quantas ainda restam.
Android 17 limita as tentativas de inserir a senha — Foto: divulgação/Google
Android 17 limita as tentativas de inserir a senha — Foto: divulgação/Google

Quando o Android 17 chega para meu celular?

Neste momento, apenas os celulares Pixel, vendidos diretamente pelo Google e ainda não lançados oficialmente no Brasil, têm acesso ao sistema. Para aparelhos comercializados no país, o cronograma de atualização varia conforme a fabricante e, em alguns casos, a operadora.

Marcas populares como Samsung, Xiaomi e Motorola costumam liberar pouco tempo depois da disponibilidade global do Google.

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