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Grupo hacker Handala afirma ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da empresa de tecnologia médica Stryker. Nas últimas semanas, também reivindicou ataques contra companhias de Israel e do Golfo Pérsico.
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Por France Presse
Postado em 11 de Março de 2.026 às 18h45m
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Ciberataque — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo
Um grupo de hackers ligado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético de larga escala contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o país.
O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo Handala em comunicado.
"Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas.
O grupo afirmou que o ataque atingiu escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados obtidos estão "nas mãos dos povos livres do mundo".
"Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão".
A Stryker informou que houve uma "interrupção global da rede" em seu ambiente de sistemas da Microsoft como resultado de um ataque cibernético. "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse.

Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza
Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h (horário de Brasília) desta quarta-feira (11).
Nas últimas semanas, o grupo Handala reivindicou uma série de ataques cibernéticos contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico.
Desde o início da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, o grupo afirma ter realizado ataques contra estruturas israelenses e diz ter "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém.
O grupo Handala é conhecido por sua ligação "com o regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os rastreamos há anos", afirmou.
Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no início deste ano, afirmou que a atuação do Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida".
Dispositivos com sistema Windows — inclusive aparelhos móveis e smartphones conectados às redes da Stryker — foram apagados remotamente, segundo o relatório.
Fundada em Kalamazoo, no estado de Michigan, a Stryker é uma empresa global de dispositivos médicos com cerca de 56 mil funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época).
A empresa fabrica desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica.
O grupo Handala anunciou depois que também teria realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
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