Total de visualizações de página

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Entenda o jeito Zuckerberg de fazer negócios


"Ekaterina Walter, autora do livro “O jeito Zuckerberg de fazer negócios”, fala dos elementos que tornaram o jovem CEO uma liderança fundamental para o Facebook."




*>#||#<* Por Bruno Garcia || 19/11/2013



O propósito é o principal ingrediente para uma marca prosperar. Quando a organização como um todo entende claramente para onde está caminhando e qual é o seu papel no mundo, o grupo se torna mais engajado e disposto a colaborar com os projetos em andamento. Para disseminar este propósito, o papel do CEO é fundamental, pois ele tem a visão holística do negócio e tem poder para estabelecer uma cultura top-down.

No Facebook, Mark Zuckerberg vem desempenhando bem esta tarefa. Além de criar um ambiente propício à inovação, o CEO da rede social revela um cuidado especial na hora de contratar pessoas. 

O principal desafio é conectar pessoas que estejam alinhadas ao propósito da companhia e oferecer a elas oportunidades de carreira que fujam ao convencional, mesmo para profissionais de maior faixa etária. Esse clima de inquietação e constante busca por melhorias é o que permite à empresa se reinventar sempre. 

No livro “O jeito Zuckerberg de fazer negócios”, Ekatarina Walter apresenta uma abordagem aprofundada sobre a maneira como o criador do Facebook conduz os negócios. “Cada colaborador no Facebook sabe que o propósito de Mark Zuckerberg é conectar as pessoas e tornar o mundo mais aberto. 

Este princípio tem orientado a empresa ao longo de nove anos e nunca mudou. Quando a marca tem um porquê, significa que existe um propósito claro”, diz Ekatarina Walter, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Leia a entrevista abaixo:

Mundo do Marketing: Em seu livro, você listar alguns elementos críticos para uma empresa de sucesso. O propósito é um deles. Por que ter um propósito é tão importante para uma marca?
Ekaterina Walter: Quando se comanda uma equipe ou uma empresa, o líder deve ter um propósito claro como sua estrela norte. Ele deve assegurar que cada membro do time entenda o que é esse propósito e acredite nele. Cada colaborador no Facebook sabe que o propósito de Mark Zuckerberg é conectar as pessoas e tornar o mundo mais aberto. 


Este princípio tem orientado a empresa ao longo de nove anos e nunca mudou. Quando a marca tem um porquê, significa que existe um propósito claro. Assim se torna mais fácil construir um movimento em torno de seu produto ou ideia, como a Apple fez. As pessoas se sentem parte de algo maior.

Mundo do Marketing: Como podemos descrever a maneira de fazer negócios do Mark Zuckerberg?
Ekaterina Walter: O que torna Zuckerberg um líder único é sua visão estratégica de longo prazo e coragem para enfrentar as pressões internas e externas que não estejam de acordo com a sua visão. Um exemplo é o NewsFeed, que todos diziam ser uma má ideia, e depois se tornou um recurso fundamental para o negócio. 


Antes, muitas pessoas classificavam o Facebook como uma plataforma que não era estratégica, mas agora 24,3% dos 10 mil sites com maior acesso no mundo têm alguma forma de integração oficial com a plataforma em suas homepages. 

Não é fácil, principalmente quando você está em seus vinte e poucos anos para resistir a essas pressões. E é ainda mais difícil se afastar das ofertas envolvendo bilhões de dólares. Mas Mark tem uma visão clara de longo prazo de onde quer ir e onde quer levar suaa empresa. Este é o seu diferencial na condução do negócio: ele realmente está colocando a sua visão em execução.

Outro ponto fundamental é que ele construiu a cultura desde o início voltada para sustentar o crescimento do negócio e apoiar a inovação constante. Isso está muito arraigada dentro da companhia. Algumas frases e slogans que são comuns lá dentro são: "feito é melhor do que perfeito" e "esta viagem é de apenas 1% terminado". 

Isso cria uma orientação para que as equipes e executivos não descansem sobre os louros. É preciso manter o foco e o andamento dos projetos. Há uma série de outros elementos da cultura que são abordados no livro e que ajudam a criar esta base sólida de sucesso. O fato é: nem toda empresa pode estabelecer um ambiente que suporte a sua missão de uma forma tão eficaz. Este sempre foi o ingrediente crítico de sucesso a longo prazo.

Mundo do Marketing: Quais lições sobre empreendedorismo podemos aprender com ele?
Ekaterina Walter: As mais importantes são sobre agilidade e sobre não se contentar com o bom. Outro ponto fundamental é estar atendo às paixões do seu público interno e garantir que eles estão utilizando essa força em seu potencial máximo. 


Este é o caminho para atrair os melhores talentos na indústria e é assim que se constrói um negócio bem sucedido. O segredo está nas pessoas que trabalham com o empreendedor e nas parcerias que se formam. O self-made man é um mito.

Outro ponto é criar uma cultura de urgência, permanecendo no estado de beta permanente, não descansando sobre um modelo de sucesso estabelecido. Este é um problema que muitos líderes enfrentam, especialmente quando atingem um certo nível de sucesso. A cultura criada por Mark é a chave para a sua contínua inovação e adaptabilidade.

Por fim, acredito que encontrar e contratar pessoas apaixonadas e oferecer carreiras não tradicionais a elas, independente da idade e experiência. Mark Zuckerberg entende o poder dessa combinação. Em muitas situações, o Facebook contrata pessoas só para ter aquele talento a bordo e mais tarde combina essas competências aos projetos em andamento. 

A companhia também promove campeonatos internos onde os engenheiros podem trabalhar em novas ideias fora de seus projetos atuais e vale tudo. Muitos líderes tradicionais têm medo de dar aos jovens uma boa chance e nesse momento eles perdem uma excelente oportunidade de gerar motivação nesta geração, que é muito empreendedora.

Mundo do Marketing: No filme "A Rede Social", Mark é descrito como uma pessoa muito técnica, e agora ele é uma das mais importantes CEOs do mundo. Como foi a sua transformação em um homem de negócios?
Ekaterina Walter: Mark ainda é um muito técnico. É por isso que ele contratou Sheryl Sandberg para ajudar a executar o lado do negócio sem problemas. Dessa forma, ele pode se concentrar no que gosta de fazer, que é delinear a visão da empresa e focar no aperfeiçoamento do produto. Ter um parceiro como Sandberg e uma forte equipe de liderança é tudo para um CEO. Sozinho, não poderia fazer tudo isso. Ter um forte apoio é crítico. 


Mas ao longo dos anos, Mark vem aprendendo a ser um líder melhor, se comunicando de forma mais eficiente, sendo mais estrategista e saindo mais de zona de conforto. Isso demandou um enorme esforço de sua parte, mas ele sabia que teria que ser um líder e porta voz da empresa, e não apenas a pessoa por trás do produto.

Mundo do Marketing: Muita gente olha para Mark Zuckerberg como um exemplo de sucesso. Podemos aplicar as lições em qualquer tipo de negócio?
Ekaterina Walter: Absolutamente. Estes princípios podem ser usados até mesmo em sua vida pessoal. Tudo o que fazemos na esfera pessoal ou profissional precisa ter fim. E se o propósito é baseado nas nossas paixões, estaremos mais motivados para alcançar os objetivos. 


Acredito que a principal lição é sobre perseverar, não aceitando o não como resposta. E arriscar. Também é fundamental que o empreendedor encontre os parceiros certos. 

As lições apresentadas no livro podem ser executadas por qualquer organização, independente do seu porte. Basta que a liderança esteja preparada para conduzir a mudança.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Gillette apresenta lâminas da Seleção Brasileira


"Novas versões dos aparelhos Fusion Proglide, Mach3 e Prestobarba 3 trazem as cores da seleção e chegarão ao mercado no início do próximo ano. Edição é limitada."



#*.||.*# Por Bruno Garcia || 18/11/2013



A Gillette apresenta uma linha limitada de aparelhos de barbear em homenagem à Seleção Brasileira de Futebol. A marca mostrou os produtos em um evento em Miami, com a presença de seus embaixadores Paulinho e Oscar. 

Os atletas foram os primeiros a testar as novas versões dos aparelhos Fusion Proglide, Mach3 e Prestobarba 3, todos trazendo as cores da Seleção Brasilera. Para enfatizar o conceito da ação, a empresa convidou os artistas grafiteiros Erica Mizutani e Lobo para desenharem todo o cenário do evento. 

A edição limitada de produtos em homenagem à Seleção Brasileira chega às prateleiras no começo de 2014 em todo o Brasil.
Gillette ,lançamento,P&G,seleção brasileira

Marcas que compartilham geram mais engajamento e vendas


"Estudo da Edelman faz conexão entre ações de Marketing inclusivo e a propensão ao consumo. Empresas devem se abrir para as pessoas e assim conquistar engajamento."




*#.||.#* Por Bruno Garcia || 18/11/2013



Natália Martinez, Líder de Engajamento para Marketing na Edelman SignificaOs consumidores constroem relacionamentos mais duradouros com marcas que compartilham com eles. E não se tratam apenas de valores, missão e propósito: para conquistar um maior engajamento das pessoas, estas empresas precisam colocar o cliente no centro da sua estratégia e dividir com ele até mesmo seus processos de desenvolvimento de produtos e inovações. 

Adotar a filosofia do compartilhamento pode ser a chave para ganhar a preferência de consumo: 87% dos brasileiros querem que marcas compartilhem seus ativos, mas apenas 16% acham que as companhias fazem isso adequadamente.

A cultura do compartilhamento se fortaleceu com o surgimento das plataformas digitais, mas até então, eram as pessoas que deveriam dividir os conteúdos produzidos pelas empresas. Este paradigma começa a mudar e agora a demanda é para que as marcas adotem essa postura.  


Aquelas que conseguem se adaptar a esta filosofia têm um ganho proporcional na propensão ao consumo. Elementos relacionados aos objetivos comuns e produtos, por exemplo, são capazes de gerar um grande envolvimento com o público-alvo. As empresas que mais compartilham são também aquelas que obtêm o maior engajamento.

No Brasil, o nível de expectativa em relação ao compartilhamento é ainda superior às médias globais. “Isso mostra claramente que as pessoas querem sim participar mais e a conversa entre empresas e consumidor assume uma relevância cada vez maior. 


É algo destacado no Brasil, pois há um gap muito grande entre aquilo que as marcas estão fazendo e as expectativas do público. Isso reforça a necessidade do diálogo”, afirma Natália Martinez, Líder de Engajamento para Marketing na Edelman Significa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Marcas que compartilham geram mais engajamento e vendas
Compartilhamento deve atingir seis dimensões
A pesquisa Brandshare foi conduzida pela Edelman e ouviu 11 mil pessoas em oito países, avaliando globalmente 212 marcas, 68 delas presentes no Brasil. 

O resultado foi a identificação de seis dimensões que precisam estar integradas à cultura do compartilhamento: diálogo, experiência, objetivos comuns, valores, produto e história. Em cada uma destas esferas, a empresa precisa estar preparada para abrir canais de interação, entregar conteúdo e ser participativa em relação à conversa com o público.

O diálogo precisa ser uma via de mão dupla, algo que nem sempre acontece. Tanto que entre as pessoas ouvidas no levantamento, 74% consideram mais importante que as empresas tenham canais que permitam fazer perguntas e expressar opiniões. 


A performance percebida das marcas fica muito aquém do desejado, pois apenas 15% das avaliadas foram classificadas como mantenedoras de boas práticas. Outra diferença é identificada na forma como as organizações escutam e respondem às demandas.

As companhias que compartilham também precisam ter objetivos bem definidos. As pessoas desejam que elas estejam mais preocupadas com questões locais, da comunidade e até mesmo pessoais, como equilibrar a vida financeira ou desenvolver uma determinada região. 


Dentre os entrevistados brasileiros, 87% valorizam marcas que os ajudam a atingir seus objetivos. O índice é semelhante à media global da pesquisa, onde 90% das pessoas possuem a mesma opinião. 

“A grande conclusão é que vale muito a pena compartilhar com seus públicos nestas seis dimensões. Além de uma oportunidade de engajamento única, as empresas que adotam esta postura em suas estratégias obtêm ganhos para o negócio”, avalia Natália Martinez.

Eliminando intermediários entre a marca e o consumidor
Carlos Messeder, Diretor Acadêmico da ESPM

A conexão entre a cultura do compartilhamento e os resultados do negócio é importante. Embora muito seja dito sobre confiança, relacionamento e reputação, na maioria dos casos o benefício final é intangível. 

Quando a organização coloca o consumidor no centro de seus processos, passa a dialogar diretamente com ele e elimina intermediários. Esta relação próxima permite entender com precisão suas demandas e assim gerar maior valor. 

“O principal benefício ao compartilhar com o público é que passamos a ter menos barreiras: reduzimos o número de terceiros que ficam entre eles e a marca. É muito ruim quando se tomam decisões dentro de um escritório, achando que o consumidor é de um jeito, mas sem ouvi-lo”, conta Henrique Mello, Gerente de Scott, marca de produtos para o lar da Kimberly-Clark, em entrevista ao portal.

A Scott vem promovendo diferentes iniciativas com base no compartilhamento de seus valores e histórico. As ações envolvem tanto o público interno quanto o externo, como consumidores e as comunidades próximas as suas instalações.


“Quando conseguimos abrir este canal direto com eles, os ganhos são muito maiores. Esse contato nos dá a noção clara do que a marca precisa ser, do que os consumidores esperam realmente, e sobre qual é o nosso posicionamento. Quando o público divide a opinião dele com a empresa, estamos falando de uma oportunidade única”, diz o executivo.

As ações promovidas por Scott são recentes, de maneira que a empresa ainda não calculou o retorno em números, mas as expectativas são otimistas, tanto que o próximo passo é ampliar o diálogo pelos canais digitais. “Temos uma percepção muito clara de que o engajamento conquistado foi bem alto. 


Tanto que vamos inaugurar um canal da marca no YouTube com o vídeo dessa ação e isso nos permitirá levá-la para um grupo ainda maior. Para nós, esse diálogo é normal, mas queremos dividir com o público a nossa causa e o nosso papel”, complementa Henrique Mello.

Compartilhamento não se resume ao digital
Adotar a postura do compartilhamento vai bem além de gerar conteúdo e postar nos canais sociais da empresa. O desafio é desenvolver uma política de envolva o consumidor em pontos importantes e até em algumas tomadas de decisão, gerando um relacionamento efetivo e engajamento verdadeiro. 


Esta filosofia também não se resume ao digital, podendo ser incorporada em todos os outros canais onde a marca estiver presente. “A plataforma digital obriga a caminhar nesta direção. Só que o compartilhamento acaba se espalhando para outras esferas. As redes sociais são apenas a ponta do iceberg, onde essa cultura é bem mais visível. 

Mas toda a sociedade e os relacionamentos vão operando cada vez mais sobre esta lógica e isso afeta diretamente a maneira como as empresas dialogam com seus públicos”, afirma Carlos Messeder, Diretor Acadêmico da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A mudança exige esforço, pois envolve todos. A cultura do compartilhamento precisa ir além do Marketing, sendo aceita internamente por todos os departamentos. “Quando falamos de marcas que compartilham valores, propósitos e objetivos, estamos tratando de conteúdos que precisam ser experimentados em todos os pontos de contato. 


Não é uma filosofia que está restrita à comunicação, nem ao ponto de venda, exclusivamente. É um trabalho difícil, pois exige um grande aprendizado e requer uma mudança de foco: mais relacionamento e menos promoção como mote principal destas ações”, complementa Messeder.

A contrapartida para as marcas que conseguem verdadeiramente compartilhar é a construção de um relacionamento mais próximo e denso com seus consumidores. “Além da competitividade, podemos falar em ganhos para o seu capital de reputação, seu poder de conversa com a sociedade em um momento de crise, só para citar alguns exemplos”, enumera o Diretor Acadêmico da ESPM.