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sábado, 8 de agosto de 2026

Galaxy Z Fold8: dobrável da Samsung vira 'minitablet' ao abrir; veja primeiras impressões

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Novo modelo tem tela interna de 7,6 polegadas, formato semelhante ao de um tablet pequeno e já está à venda no Brasil entre R$ 12,6 mil e R$ 14,2 mil.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em Agosto de 2.026 às 09h45m

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Samsung Galaxy Z Fold8 fechado — Foto: Henrique Martin/g1
Samsung Galaxy Z Fold8 fechado — Foto: Henrique Martin/g1

O Galaxy Z Fold8, novo celular dobrável da Samsung, começou a ser vendido no Brasil nesta quinta-feira (6). Anunciado no final de julho, o aparelho ganhou um formato intermediário, semelhante ao tamanho de um passaporte.

Os preços variam de R$ 12.600, na versão com 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno, a R$ 14.200, no modelo com 12 GB de RAM e 512 GB de espaço.

 Galaxy Z Fold8: fechado, parece um passaporte, aberto, vira um tablet — Foto: Henrique Martin/g1

Com o aparelho fechado, o Z Fold8 difere da versão Ultra por ter um display mais largo que a média dos celulares modernos.

Linha de lançamentos Samsung em 2026: acima, os Galaxy Watch9. Abaixo, da esquerda para a direita, o Z Fold8, Z Flip8 e Z Fold8 Ultra — Foto: Divulgação
Linha de lançamentos Samsung em 2026: acima, os Galaxy Watch9. Abaixo, da esquerda para a direita, o Z Fold8, Z Flip8 e Z Fold8 Ultra — Foto: Divulgação

Enquanto o iPhone 17 adota a proporção de 9:19.5, o modelo da Samsung utiliza 10:16 na tela externa de 5,5 polegadas.

O visual lembra antigos aparelhos da Blackberry, mas sem o teclado físico. Essa parte externa oferece espaço para digitar mensagens e navegar na internet. É um aparelho pequeno, muito confortável de usar.

Samsung Galaxy Z Fold8 fechado — Foto: Henrique Martin/g1
Samsung Galaxy Z Fold8 fechado — Foto: Henrique Martin/g1

Ao ser aberto, o celular revela a tela interna de 7,6 polegadas, na proporção 4:3, semelhante a um tablet pequeno ou a um leitor de livros digitais Kindle, da Amazon.

O formato permite dividir aplicativos nas duas metades e facilita o consumo de vídeos. Fica com uma barra preta nas bordas, porém.

Samsung Galaxy Z Fold8 aberto reproduzindo vídeo — Foto: Henrique Martin/g1
Samsung Galaxy Z Fold8 aberto reproduzindo vídeo — Foto: Henrique Martin/g1

O smartphone pesa 201 gramas e tem 9,7 milímetros de espessura quando fechado. Aberto, a espessura cai para 4,5 milímetros, medida inferior à do iPhone Air, da Apple, que tem 5,6 milímetros.

Samsung Galaxy Z Fold8 aberto, com a tela interna voltada para baixo — Foto: Henrique Martin/g1
Samsung Galaxy Z Fold8 aberto, com a tela interna voltada para baixo — Foto: Henrique Martin/g1

A Samsung alterou a estrutura da tela dobrável, que agora é feita de titânio. O sistema utiliza uma película de liga de titânio, 30% mais fina que um fio de cabelo, somada a uma placa do mesmo material embaixo do painel OLED.

O objetivo da fabricante é reduzir o vinco no meio da tela. Apesar da mudança estrutural, a marcação continua visível e perceptível ao toque durante a navegação pelo display interno.

A tela do Galaxy Z Fold8 usa titânio para disfarçar o vinco do meio, mas ele segue lá — Foto: Henrique Martin/g1
A tela do Galaxy Z Fold8 usa titânio para disfarçar o vinco do meio, mas ele segue lá — Foto: Henrique Martin/g1

No design, o desnível do módulo de câmera na parte traseira faz com que o aparelho fique instável ao ser apoiado em uma mesa, mesmo com uma capa protetora.

O conjunto fotográfico do Z Fold8 segue uma solução semelhante à adotada no Galaxy S25 Edge, lançado no ano passado.

O celular possui uma câmera dupla traseira de 50 megapixels, composta por uma lente principal com zoom óptico de 2x e uma grande angular. As duas câmeras frontais têm 10 megapixels de resolução.

Câmera dupla do Galaxy Z Fold8 — Foto: Henrique Martin/g1
Câmera dupla do Galaxy Z Fold8 — Foto: Henrique Martin/g1

Quem são os concorrentes do Galaxy Z Fold8?

Rumores de sites especializados em tecnologia apontam que o formato quadrado também deve ser adotado pela Apple em seu celular dobrável, previsto para este ano. A fabricante não comenta sobre aparelhos que ainda não foram lançados.

Marcas chinesas, como a Huawei, já utilizam essa alternativa de design no exterior.

No mundo dos dobráveis de outros formatos (maiores e menores), a principal competidora da Samsung é a Motorola, com a linha Razr em três modelos: Razr Fold (grande) e Razr 70 / 70 Ultra (estilo flip).

Veja a seguir algumas opções de celulares dobráveis disponíveis nas lojas da internet em agosto. Os preços nas lojas consultadas iam de R$ 3.000 a R$ 12.600.

Novo Galaxy Z Fold8
Samsung Galaxy Z Fold8


Motorola Razr Fold
Motorola Razr Fold


Motorola Razr 70 Ultra
Motorola Razr 70 Ultra


Samsung Galaxy Z Flip7 FE
Samsung Galaxy Z Flip7 FE

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Limpeza do box: o terror da faxina
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Humanos podem 'desligar' uma IA se ela fugir do controle?

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O primeiro caso confirmado de um sistema de IA invadindo de forma autônoma uma empresa real alarmou especialistas em todo o mundo. Mas evitar novos episódios como esse é muito mais complexo.
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TOPO
Por Fernando Duarte

Postado em 08 de Agosto de 2.026 às 06h00m

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Os chamados kill switches ("botões de desligamento", em tradução livre) são mecanismos de emergência projetados para interromper uma IA antes que ela cause mais danos — Foto: BBC/Getty Images
Os chamados kill switches ("botões de desligamento", em tradução livre) são mecanismos de emergência projetados para interromper uma IA antes que ela cause mais danos — Foto: BBC/Getty Images

Muita gente já se perguntou o que aconteceria se a inteligência artificial (IA) escapasse ao controle humano.

Quem assistiu à franquia de filmes O Exterminador do Futuro, em que a humanidade entra em guerra contra a Skynet, uma IA que se torna poderosa demais, provavelmente também se pergunta isso.

E esse vilão fictício deve ter vindo à mente de muita gente no início deste mês, quando surgiram relatos de que um agente de IA (um programa capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana) saiu do controle durante um teste e invadiu os sistemas da Hugging Face, empresa que desenvolve ferramentas para computação.

Criado pela OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, esse agente de IA burlou um teste que avaliava a sua capacidade de explorar falhas de segurança e roubou as respostas dos servidores da Hugging Face. Durante dias, nem mesmo seus criadores parecem ter percebido o que havia acontecido.

IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI

IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI

A OpenAI não deu mais detalhes, mas afirmou que está investigando os ataques. "Levamos muito a sério nossa responsabilidade de identificar e nos preparar para os riscos apresentados por sistemas de IA cada vez mais capazes", afirmou a OpenAI.

A invasão inicial, descrita como o primeiro caso confirmado de um sistema de IA que teria invadido de forma autônoma uma empresa de verdade, já havia sido suficiente para alarmar especialistas em todo o mundo e reacender o debate sobre os chamados kill switches ("botões de desligamento" ou "interruptores de emergência", em tradução livre): mecanismos de emergência projetados para, nesses casos, interromper ou desligar uma IA antes que ela cause mais danos.

Mas especialistas ouvidos pela BBC News afirmam que a questão é mais complexa.

Cathy O'Neil, matemática e cientista de dados, disse ao Serviço Mundial da BBC que o problema começa na forma como as empresas de IA reagem quando seus sistemas apresentam comportamentos inesperados.

Na avaliação de O'Neil, a OpenAI se apressou em atribuir o ataque à Hugging Face ao agente autônomo, em vez de reconhecer falhas em seus próprios métodos de avaliação.

O'Neil, que escreveu o best-seller Algoritmos de Destruição em Massa: Como o Big Data Aumenta a Desigualdade e Ameaça a Democracia (Ed. Rua do Sabão, 2021), no qual defende maior transparência e responsabilização das grandes empresas de tecnologia, disse à BBC News: "Há alguns anos, uma falha de computador deixou centenas de voos da American Airlines em solo nos Estados Unidos. Foi um grande constrangimento para a empresa. Imagine se ela tivesse tentado se defender dizendo: 'Ah, isso aconteceu porque o computador era mais inteligente do que nós.' Foi, essencialmente, isso que a OpenAI tentou fazer."

A Hugging Face não foi o único alvo do agente da OpenAI — Foto: Getty Images via BBC
A Hugging Face não foi o único alvo do agente da OpenAI — Foto: Getty Images via BBC

Nos EUA, onde está sediada a maioria das maiores empresas de IA, não existe uma legislação federal sobre o tema. A regulação se baseia em uma combinação de normas específicas para diferentes setores e compromissos voluntários assumidos pelas próprias empresas.

"Estamos dando aos proprietários desses sistemas de IA um poder absurdo", afirma O'Neil.

"Me recuso a dizer que foi a IA que fez isso [o ataque à Hugging Face]. Quem fez isso foi a OpenAI. A empresa deveria assumir a responsabilidade pelo projeto falho do sistema e pedir desculpas."

A cientista de dados Rumman Chowdhury, ex-diretora de ética em aprendizado de máquina do Twitter (hoje X), também defende uma regulamentação mais rigorosa para as empresas de IA, especialmente na área de segurança.

Para Chowdhury, essas empresas deveriam ser obrigadas a demonstrar que seus sistemas contam com "mecanismos eficazes de desligamento", inclusive por meio de testes independentes.

Mas também alerta para o risco de responsabilizar os agentes de IA — em vez das empresas que os desenvolvem — por ataques como o que atingiu a Hugging Face.

"Tratar esse episódio como um problema que seria resolvido com um botão de desligamento mais eficiente desvia a atenção do verdadeiro problema de arquitetura dos sistemas: os agentes estão recebendo acesso a ferramentas e credenciais de que não precisam", disse Chowdhury à BBC News.

"O que realmente acontece é que modelos treinados para cumprir objetivos passam, em determinados contextos, a interpretar instruções para interromper uma tarefa como um obstáculo ao objetivo final e procuram formas de contorná-las. [...] Esse é um problema de projeto e de treinamento, não de consciência."

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo
O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

Se as empresas de IA se recusarem a resolver esse problema e, em vez disso, optarem por culpar seus agentes autônomos, apenas aumentarão a carga de trabalho dos profissionais de cibersegurança, que já enfrentam diariamente ataques de hackers, afirma Oli Buckley, da Universidade de Loughborough, no Reino Unido.

Para Buckley, o problema não é que "a IA queira escapar ou prejudicar as pessoas", mas o desenvolvimento de agentes que "estão se tornando cada vez mais capazes de encontrar caminhos inesperados para cumprir uma tarefa".

"Na cibersegurança, é exatamente isso que os invasores fazem", afirma Buckley.

"Mais do que um alerta sobre uma 'IA rebelde', este caso mostra que nossas premissas de segurança precisam evoluir junto com os sistemas que estamos desenvolvendo."

Fontes da OpenAI disseram à agência de notícias Reuters que a empresa levou vários dias para perceber que havia perdido o controle do agente — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC
Fontes da OpenAI disseram à agência de notícias Reuters que a empresa levou vários dias para perceber que havia perdido o controle do agente — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Konstantinos Gkoutzis, especialista em IA do Imperial College London, no Reino Unido, concorda que a forma como a OpenAI apresentou o caso não ajudou.

"A principal conclusão para o público deveria ser que nenhuma máquina decidiu se voltar contra nós. Foi uma empresa que perdeu o controle de um teste de suas próprias capacidades", disse Gkoutzis à BBC News.

E, segundo ele, um kill switch não teria resolvido o problema. "Desligar o sistema não desfaz o que já aconteceu", afirma. "Se um sistema já foi comprometido, continuará comprometido, por mais rápido que alguém o tire da tomada."

Além disso, quem — ou o que — desligasse o sistema só poderia fazê-lo depois que o problema fosse identificado.

Fontes da OpenAI disseram à agência de notícias Reuters que a empresa levou vários dias para perceber que havia perdido o controle do agente.

Depois, um porta-voz da empresa rebateu a reportagem da Reuters afirmando à agência de notícias que o texto continha "várias imprecisões".

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