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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tecnologia de microchips promete deixar PCs e smartphones mais rápidos


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

23/08/2016 06h00 - Atualizado em 23/08/2016 06h00
Postado em 23 de agosto de 2016 às 17h15m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, estão apostando no uso de nanotubos de carbono como alternativa ao silício para a confecção de microchips. 

De acordo com os pesquisadores, a estrutura pode ter espessura 50 mil vezes menor que a de um fio de cabelo, ideal para o desenvolvimento de PCs extremamente rápidos e eficientes, que dariam a um smartphone do futuro o poder de processamento encontrado em um supercomputador. Além disso, a promessa é de que um dispositivo com a tecnologia funcione apenas com uma carga de bateria ao mês.

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A ideia principal, desenvolvida em um estudo desde 2011 e que pode chegar ao mercado a partir de 2031, é utilizar minúsculos tubos feitos de carbono para construir microchips, como processadores, controladores de rede, placas gráficas e módulos de memória RAM. O carbono usado na forma de nanotubos teria a função de substituir o silício como material semicondutor.
Pesquisador segura nas mãos uma placa contendo uma série de processadores feitos de nanotubos de carbono (Foto: Divulgação/Stanford)
Placa contém uma série de processadores feitos de 
nanotubos de carbono (Foto: Divulgação/Stanford)

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Semicondutor é um material que pode conduzir ou não eletricidade. Essa característica é fundamental para a construção de qualquer dispositivo eletrônico.

O silício é o material usado nos microchips desde a sua invenção, no século passado. Mas o avanço tecnológico da indústria tem encontrado algumas limitações no uso em novas gerações de produtos (de uma forma bem simplificada, o silício deixa de funcionar como semicondutor a escalas menores do que 7 ou 5 nanômetros).

Muito mais eficiência
Além de poder substituir o silício de forma a garantir que a indústria tenha margens para continuar criando processadores cada vez mais rápidos, o uso dos nanotubos de carbono oferecem outras vantagens, como alta eficiência energética.

Segundo Subhasish Mitra, um dos líderes da pesquisa em Stanford que conta com apoio da IBM, os nanotubos oferecem eficiência 1000 vezes maior. Em outras palavras, quando comparados dois chips, um de silício e o outro de nanotubos, a unidade feita de carbono terá consumo 1000 vezes menor para entregar o mesmo desempenho do rival.
Na prática
Mas o que significa ter um supercomputador que pode caber em um celular? Um exemplo citado pelos pesquisadores é o de um aparelho de telefone ligado a milhares de sensores embutidos (hoje, um smartphone típico tem giroscópio, acelerômetro e GPS). As leituras desses milhares de sensores poderiam ser processadas a um custo ínfimo de energia e dar ao usuário acesso a aplicações e tecnologias muito mais avançadas.

Em outras palavas, segundo Mitra, esses celulares do futuro poderiam ser 30 vezes mais rápidos e funcionar com uma carga de bateria ao mês.
Nanotubos de carbono levaria a processadores para computadores e celulares com muito mais eficiência energética e poder de processamento (Foto: Divulgação/Staford)
Nanotubos levariam processadores para PCs e celulares 
com muito mais eficiência energética (Foto: Divulgação/Staford)

Quando?
Existem alguns entraves para que os nanotubos de carbono sejam usados massivamente pela indústria no curto prazo. Para começar, a fabricação desse tipo de material é absurdamente difícil e tecnologias e processos de manufatura adequados ainda precisam ser inventados.

Além das dificuldades técnicas, há uma resistência natural na indústria, hoje confortavelmente sedimentada em silício. É necessário que uma tecnologia alternativa, seja ela nanotubos de carbono ou não, se prove extremamente viável do ponto de vista econômico para que nomes como Intel, AMD, ARM, Qualcomm e IBM invistam pesado em um processo de migração que pode ser traumático.

Levando-se em conta essas questões, os cientistas acreditam que é realista imaginar que computadores e smartphones equipados com processadores e outros chips feitos de nanotubos de carbono sejam uma realidade no mercado dentro de 15 anos.

Via Stanford, Tech Crunch

domingo, 21 de agosto de 2016

Sétima geração de processadores da Intel poderá rodar games em 4K


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

19/08/2016 06h00 - Atualizado em 19/08/2016 06h00
Postado em 21 de agosto de 2016 às 21h35m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A Intel anunciou que os processadores da sétima geração, a serem lançados nos próximos meses, poderão ter capacidade de rodar vídeos e jogos em 4K sem dificuldade. Os novos Core i3, i5 e i7, além dos mais modestos Pentium e Celeron, serão desenvolvidos a partir da arquitetura Kaby Lake, sucessora da Skylake (sexta geração) atual.
 
Processadores Atom da Intel têm fim anunciado; entenda o que muda
A promessa de 4K via CPU foi feita por Brian Krzanich, CEO da Intel, durante um fórum de desenvolvedores anual organizado pela empresa nos Estados Unidos. 

Em relação aos processadores da Intel, a performance gráfica sempre foi um ponto fraco: quem precisa de recursos gráficos mais avançados, seja para entretenimento ou para trabalho, precisa optar por uma placa de vídeo dedicada da NVIDIA ou da AMD.
Intel demonstrou Overwatch rodando em 4K sem a necessidade de placa de vídeo dedicada (Foto: Divulgação/Blizzard)
Intel demonstrou Overwatch rodando em 4K sem necessidade de placa dedicada (Foto: Divulgação/Blizzard)

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O jogo de tiro Overwatch, sucesso recente da Blizzard, foi usado em uma demonstração das capacidades das novas GPUs embarcadas da Intel. No palco, o game foi demonstrado rodando em 4K em um computador da Dell.

Entretanto, informações sobre as configurações do jogo, que poderiam lançar luzes sobre alguns sacrifícios em termos de fidelidade gráfica para atingir a alta resolução, acabaram omitidas.

As novas GPUs terão aceleramento via hardware para decodificar vídeo em resolução 4K, tornando-as opções viáveis para quem pretende ter no PC uma central de mídia eficiente e habilitada para curtir filmes e séries em alta resolução.
Apesar da promessa da Intel, é importante considerar a possibilidade de games em 4K com os novos processadores com um pouco de ceticismo: Overwatch não é um game muito exigente do ponto de vista gráfico e, em termos de realidade virtual, os jogadores continuarão precisando de placas de vídeo avançadas da AMD ou Nvidia. 

Esse detalhe aponta para a possibilidade de que os processadores Intel tenham performance para rodar jogos mais simples em 4K.

Os primeiros notebooks com processadores de sétima geração da Intel deverão ser conhecidos a partir de setembro de 2016, junto ao calendário de lançamentos da IFA, na Alemanha.

Via PC World

AMD divulga mais detalhes da CPU Zen que promete competir com Intel


João Kurtz
por
Para o TechTudo

19/08/2016 07h00 - Atualizado em 19/08/2016 07h00
Postado em 21 de agosto de 2016 às 20h25m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A AMD revelou novos detalhes sobre sua a nova arquitetura Zen. O processador, que deve ser lançado no início de 2017, promete ser capaz de competir com os melhores chips da Intel.

Uma demonstração feita em São Francisco, EUA, na quarta-feira (17), pela fabricante comparou os dois componentes e revelou que o Zen é tão rápido quanto um Core i7 da concorrente, contrariando testes de benchmark anteriores que previam que o novo modelo empataria com um chip Haswell.

Processador Zen e mais: saiba tudo que a AMD anunciou na Computex 2016
O Zen é composto de um núcleo de computação x86, com um novo tipo de branch prediction, caches de micro-operações mais eficientes e uma janela de instruções mais abrangente. A taxa de transferência é alimentada por informações de fora da memória através de pre-fetching e uma hierarquia de memória cache nova com 8 MB de l3 cache, sem aumentar o uso de energia.
Novo chip da AMD é tão rápido quanto placas Core i7 da rival Intel (Foto: Divulgação/AMD)
Novo chip da AMD é tão rápido quanto placas Core i7 da rival Intel (Foto: Divulgação/AMD)

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O Zen possui arquitetura SMT, que garante altas taxas de transferência, um sistema de cache com baixa latência, é capaz de alcançar 40% a mais de instruções por ciclo de clock em relação à geração anterior de núcleos, possui oito núcleos e 16 threads em plataforma AM4.

Por enquanto, dois CPUs usando o novo chip foram anunciados. O Summit Ridge, uma versão para desktops, e o Naples, criado para servidores. A expectativa é que sejam lançados no início de 2017, mas não há informações sobre uma data específica ou preço final. Alguns clientes prioritários devem receber o chip ainda em 2016 para testes.
O evento da AMD mostrou um Summit Ridge rodando games em 4K, além de óculos de realidade virtual equipados com o chip e um Radeon RX 480. Também foram demonstradas workstations usando o Summit Ridge e placas Radeon Pro Duo.

A comparação de desempenho entre o Zen e chips da Intel foi importante porque ajudou a confirmar a potência da nova arquitetura. A demonstração ocorreu entre um Summit Ridge e um Intel Broadwell-E Core i7-6900K, com ambos rodando a 3 GHz.

O teste mostrou que o Zen é tão rápido quanto o chip rival. O resultado foi positivo para a AMD, pois testes de benchmark antigos previam que seu chip seria tão bom quanto chips Haswell, uma arquitetura antiga da Intel anterior ao Broadwell.