Total de visualizações de página

domingo, 4 de setembro de 2016

Saiba tudo sobre os processadores de sétima geração da Intel


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

02/09/2016 06h00 - Atualizado em 02/09/2016 11h09
Postado em 04 de setembro de 2016 às 21h30m
Gipope-Marketing
A Intel revelou uma série de informações sobre a sétima geração de processadores da marca, fruto da arquitetura conhecida como Kaby Lake. Entre os grandes destaques, há ganhos de performance de no mínimo 40% em reprodução de vídeo em resolução 4K, algo que deve tornar os componentes ideais para a construção de computadores voltados para a capacidade de mídia.

Veja os principais processadores para montar um PC gamer no Brasil
Outras informações apontam para avanços gerais em performance, consumo de energia e novidades na própria linha de processadores, que deixará de oferecer os relativamente fracos processadores Core m. A seguir, conheça os detalhes da sétima geração da Intel.
CPUs Apollo Lake vão garantir vídeo em 4K em notebooks de entrada (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
CPUs Apollo Lake vão garantir vídeo em 4K em notebooks 
de entrada (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)

4K é prioridade
Em uma demonstração realizada há alguns dias, a Intel mostrou as capacidades 4K de seus novos chips, afirmando que jogos e reprodução de mídia se tornariam possíveis nessas resoluções em máquinas com os novos processadores.

Faltavam os números, agora revelados. O Core i7 7500U é um dual-core da nova geração e que possui otimizações para o 4K. Segundo a Intel, reproduzindo um vídeo dessa resolução, o processador precisa apenas de 5% do seu desempenho e consome apenas 0,5 watts de energia.
Capacidades de mídia dos processadores serão bem superiores ao que a sexta geração oferece: rapidez e baixo consumo (Foto: Divulgação/Intel)
Processadores serão superiores aos de 6ª geração: 
rapidez e baixo consumo (Foto: Divulgação/Intel)

Download grátis do app do TechTudo: receba dicas e notícias de tecnologia no Android ou iPhone.

Os registros são bem impressionantes, já que atualmente, mesmo computadores com boas configurações podem sofrer um pouco para rodar vídeos nessa resolução, dada a necessidade de processar o conteúdo via software.

Na comparação, o antecessor do Core i7 usado como exemplo, o i7 6500U, precisa de qualquer coisa entre 40% e 70% de performance, consumindo 10,9 watts de energia para o 4K. O avanço da Intel nesse sentido sinaliza um enorme ganho de eficiência energética especialmente em notebooks usados para mídia.

Media centers com Kaby Lake serão ótimas escolhas
Computadores compactos e media centers com sétima geração devem se mostrar muito superiores aos computadores com chips da sexta geração (Foto: Divulgação/Intel)
Computadores compactos e media centers devem se mostrar 
muito superiores (Foto: Divulgação/Intel)

O processamento de vídeo parece ter se tornado uma pequena obsessão no desenvolvimento dos Kaby Lake. Segundo a Intel, os chips dessa linha são capazes de reproduzir até oito filmes em 4K ao mesmo tempo: isso deve garantir à sétima geração boa presença em computadores compactos, ideais para o streaming e reprodução de mídia na sala.

Com suporte a novos protocolos antipirataria e tanta desenvoltura com 4K e altas resoluções, os Kaby Lake devem dar novo folego ao mercado dos PCs mini ITX e similares, especialmente se voltados para o consumo de mídia. Outra vantagem nesse sentido é que os chips rodam HDR nativamente, ficando a cargo dos fabricantes de computadores decidir qual padrão é aplicado no computador, se o Dolby Vision ou o HDR10.

Economia de energia sem encolher os transistores
Intel mantem o processo de 14 nanômetros por mais uma geração (Foto: Divulgação/Intel)
Intel mantém o processo de 14 nanômetros por mais uma 
geração (Foto: Divulgação/Intel)

O assunto é um pouco mais técnico, mas é fácil de entender. Os novos processadores da Intel são desenvolvidos em torno de uma técnica de manufatura de 14 nanômetros: uma medida da distância que existe entre os terminais dos bilhões de transistores dentro do processador.

Quanto menor a distância, menos resistência à passagem dos elétrons, algo que se traduz em um processador que consome menos eletricidade, funciona mais rápido e esquenta menos. É por isso que todos ficam empolgados quando a Intel, AMD, NVIDIA e Qualcomm anunciam uma nova linha de produtos com medidas inferiores à anterior.
Entretanto, os tais 14 nanômetros também medem a distância nos chips Skylake, da sexta geração. Segundo a Intel, embora não tenha implementado uma nova arquitetura em si, os Kaby Lake contam com algumas melhorias no processo, algo que faria da fabricação dos chips um 14 nm 2.0.

Na prática, isso significa que os chips de sétima geração empregam algumas alterações que permitem que rodem mais rápido: enquanto as CPUs da sexta geração atingiam 3.1 GHz como velocidade máxima, o menor consumo e aquecimento dos Kaby Lake permite que os chips rodem a até 3.5 GHz com o turbo engatado.

Performance entre 12% e 19% melhor em tarefas gerais
O grande salto de performance dos novos processadores está diretamente ligado com a reprodução de vídeo. Mas e em tarefas mais gerais, como usar o Microsoft Office e navegar pela Internet?

Segundo a Intel, os números nessas situações podem variar bastante em relação ao modelo de processador e ao tipo de tarefa, no uso típico de ferramentas como o Office, a melhoria em desempenho deve chegar a 12%, em média. Navegando pela Internet, o salto é de 19%.

Em termos de ciclos de produtos da Intel, esses números podem ser considerados altos: da quinta para a sexta geração, por exemplo, o salto de performance não passava dos 10% em qualquer cenário.

O fim dos Core m
Na foto, um processador para notebooks de sétima geração: o retângulo à esquerda é o chipset, o outro é o processador/GPU em si (Foto: Divulgação/Intel)
O retângulo à esquerda é o chipset, o outro é o 
processador/GPU em si (Foto: Divulgação/Intel)

A Intel vai encerrar os processadores Core m3, m5 e m7, versões criadas para atender as necessidades de notebooks extremamente compactos, desenvolvidos para elevada autonomia. No lugar desses processadores, haverá peças com nomenclatura convencional Core i.

Segundo a Intel, não há risco de comprometer a imagem dos chips i3, i5 e i7 porque, com a sétima geração, as versões mais econômicas de suas CPUs terão performance muito superior àquela oferecida pelos agora aposentados Core m.

Para quem está de olho em comprar notebooks (esses processadores são desenvolvidos para laptops) é bom ficar de olho. Se antigamente era fácil distinguir um notebook de performance mais modesta em virtude do chip Core m, agora a atenção terá que ser redobrada. 

Segundo a Intel, as linhas Core i mais fracas, criadas para suplantar os Core m, receberão a letra Y no nome da versão. Exemplo: Core i7 7Y75 (substituto do Core m7 6Y75, usado pela Apple no MacBook).

Kaby Lake chega primeiro aos notebooks
Foto mostra as entranhas de um processador dual-core da sétima geração da Intel (Foto: Divulgação/Intel) (Foto: Foto mostra as entranhas de um processador dual-core da sétima geração da Intel (Foto: Divulgação/Intel))
Imagem mostra o processador dual-core da sétima geração 
da Intel (Foto: Divulgação/Intel)

Os primeiros notebooks equipados com os chips da sétima geração da Intel começam a ser lançados já no mês de setembro no mercado internacional. No entanto, não dá para se animar muito: levando em conta os ciclos anteriores, de quinta e sexta geração, a chegada dos novos laptops com Kaby Lake no Brasil pode demorar um pouco.

Os primeiros modelos com Skylake levaram de quatro a seis meses para chegar no mercado nacional e mesmo hoje é muito fácil encontrar notebooks com preços levemente salgados equipados com CPUs de quinta geração no país.

Em relação aos desktops, o processo é sempre mais rápido, já que o consumidor pode comprar o processador separado do restante e os importadores independentes costumam ser ágeis. Entretanto, as estimativas otimistas apontam para um lançamento das primeiras unidades quad-core apenas em 2017.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Huawei Connect 2016 | Posicionar a empresa como “condutora” e “ativadora” de um mundo totalmente cloud


Solange Calvo, 
2016/08/31, 17:33
Postado em 02 de setembro de 2016 às 23h50m
Gipope-Marketing

A chinesa Huawei, gigante global de tecnologia da informação e comunicação (TIC), na abertura do seu evento Huawei Connect 2106, que teve início hoje (31) e se estende até o dia dois de setembro, em Xangai, na China, exibiu a bandeira da construção de uma estratégia de nuvem totalmente voltada para agregar valor ao negócio do cliente, tendo como principal trunfo recursos de TIC, em um mundo inteligente, mergulhado na nuvem.

O evento traz nesta edição o tema Shape the Cloud, uma abordagem que objetiva moldar a nuvem de acordo com as tendências dessa nova era. E, em especial, mostrar como os diferentes setores da economia podem partir para a transformação digital por meio do desenvolvimento de tecnologias de nuvem. O pulo do gato é revolucionar a transformação digital por verticais, moldando a cloud de acordo com suas características específicas.

Ken Hu, Rotating CEO da Huawei, disse que a empresa quer assumir a posição de ativador e condutor de um mundo inteligente, tendo as tecnologias da informação e comunicação (TIC) como protagonistas dessa transformação digital, sustentada por computação em nuvem.


Para essa edificação da TIC, Hu fez um alerta: As empresas precisam mudar a forma de pensar sobre o papel das tecnologias da informação e comunicação. Devem começar a tratá-las como um sistema de produção em vez de um sistema de apoio. Devem usá-las para redesenhar seus processos de produção.


Além disso, ele prosseguiu, as empresas devem repensar o talento, para isso, equipando seus colaboradores com conhecimentos básicos de TIC, especialmente em relação à tecnologia de nuvem.


Ecossistema colaborativo de nuvem
Outra preocupação do executivo durante sua apresentação foi destacar a importância das parcerias, que formam um sólido ecossistema de nuvem. Queremos nos tornar um parceiro preferido, capaz de proporcionar transformação digital e cloud, contribuindo significativamente para o ecossistema em nuvem por meio da abertura e colaboração.


Hu enfatizou o impacto que a nuvem está proporcionando na sociedade, quebrando paradigmas e mudando a forma como as pessoas assistem a vídeos, se comunicam e realizam suas atividades no dia a dia. Não são apenas os modelos de tecnologia que estão sofrendo mudanças importantes, mas também os modelos de negócios e, em especial, a mentalidade das pessoas.


Como exemplos de modelos de negócios disruptivos, Hu citou empresas como Google, Amazon e Salesforce, como protagonistas do que ele chamou de cloud 1.0, primeira era da nuvem. Suas plataformas baseadas em nuvem despertaram as indústrias tradicionais.


Nesse mundo transformado, conectado por meio da nuvem, Hu diz que a Huawei vai ficar centrada no cliente, entendendo suas as necessidades dos clientes e desenvolvendo tecnologias para agregar valor e moldar a nuvem em linha com tendências transformadoras de negócios – Shape the Cloud é a palavra de ordem, com toda a certeza.

Video PaaS vai transformar apps e negócios, diz IDC


Ana Rita Guerra, 
2016/08/24, 08:45
Postado em 02 de setembro de 2016 às 22h15m
Gipope-Marketing

A chegada de comunicações vídeo em plataforma como serviço (PaaS) irá transformar uma grande variedade de aplicativos e processos de negócio, diz uma nova pesquisa da IDC.

A consultora prevê que só nos Estados Unidos o mercado de video PaaS cresça de US$ 60 milhões em 2016 para US$ 1,7 bilhão em 2020, uma taxa de crescimento anual em torno de 130%.

O video PaaS facilita o trabalho dos programadores, que poderão embarcar vídeo em tempo real nos aplicativos móveis, websites ou processos de negócio. Esse segmento tem o potencial de gerar milhões” de aplicativos de comunicação em vários nichos.

O mercado de video PaaS consiste atualmente de uma miscelânea de casos individuais de uso e aplicativos especializados, explica Mark Winther, vice-presidente e parceiro de consultoria do grupo de Worldwide Telecommunications da IDC. 

Mas a oportunidade do video PaaS não está limitada a uma única solução para uma demanda específica de uma indústria. Tornando super fácil o embarcamento de vídeo em qualquer aplicativo, os programadores podem construir o que quiserem e melhorar as interações B2C e B2B existentes através de uma plataforma visual uniforme.

Os programadores web poderão usar a linguagem de programação que preferirem, desenhar um protótipo em horas e lançar o sistema em produção em poucos dias. O video PaaS capitaliza no racional econômico da nuvem, representando um custo muito menor quando comparado com soluções de vídeo implantadas fisicamente na empresa. 

Isso significa que não existem custos de software ou hardware imediatos, nem contratos, compromissos ou pagamento de subscrição. O pagamento se baseia na utilização.

A IDC considera que há três categorias de aplicações e dez verticais em que a tecnologia irá crescer. Uma delas é a de comunicações e colaborações, óbvio, vendas no varejo assistidas por vídeo, banca e telesaúde. Tem também o suporte ao cliente, seguradoras e serviço a produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Educação e mídia serão a maior categoria numa primeira fase.

A pesquisa da IDC, Video Communications Platform as a Service, será publicada integralmente em breve. Seu objetivo é definir os contornos do mercado e fazer previsões para os próximos cinco anos, além de fornecer uma lista dos provedores desse serviço.