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quarta-feira, 13 de março de 2019

Ministério da Justiça abre dois processos contra o Facebook no Brasil



O primeiro é pelo escândalo da Cambridge Analytica. O segundo, pela invasão de contas por hackers. Empresa pode ser condenada a multas de R$ 9 milhões.


Por G1 

Postado em 13 de março de 2019 às 23h35m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social em maio de 2018 — Foto: Stephen Lam/Reuters  
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social em maio de 2018 — Foto: Stephen Lam/Reuters

O Ministério da Justiça abriu dois processos contra o Facebook no Brasil, informou o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPC). Ambos são motivados pela exposição de dados de usuários brasileiros no ano passado, envolvendo o escândalo Cambridge Analytica e a invasão de contas por hackers.

Se condenada, a empresa poderá ter de pagar multa de mais de R$ 9 milhões em cada caso.
Em nota, o Facebook diz que está à disposição para prestar esclarecimentos ao departamento. Foi dado o prazo de 10 dias para que isso aconteça. Os processos envolvem tanto a matriz, nos EUA, quanto o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda, a filial brasileira.

Os casos
O primeiro processo se refere ao compartilhamento indevido de dados de usuários extraídos da plataforma Facebook Login, por intermédio de um aplicativo, o que teria beneficiado a empresa Cambridge Analytica.
O caso envolvendo dados de 87 milhões de usuários em todo o mundo, cerca de 400 mil no Brasil, veio à tona 1 ano atrás e gerou a maior crise na história do Facebook.

A Cambridge Analytica, assessoria britânica que trabalhou para a campanha de Donald Trump, é suspeita de usar os dados coletados na rede social por meio de teste de personalidade para influenciar no resultado das eleições americanas.

O segundo processo é sobre a invasão de contas do Facebook por hackers que coletaram informações pessoais, tais como nome, e-mail, número de telefone, locais visitados e buscas realizadas pela internet.

Ao anunciar o caso, em em setembro, o Facebook obrigou que alguns usuários se logassem novamente para acessar a rede. Posteriormente, informou que cerca de 30 milhões de contas foram expostas em todo o mundo, inclusive no Brasil.

O DPDC também notificou a companhia a prestar esclarecimentos em um terceiro caso, a suspeita de que a empresa use aplicativos para coletar dados sensíveis dos seus usuários, tais como ciclo menstrual e frequência cardíaca.

Aprenda a gravar um vídeo da tela do PC usando o Google Chrome



Extensão para o navegador simplifica a gravação de vídeo da área de trabalho do PC.


Por Ronaldo Prass 

Postado em 13 de março de 2019 às 23h00m 
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Loom é uma extensão para o Google Chrome que permite gravar a tela — Foto: Reprodução  Loom é uma extensão para o Google Chrome que permite gravar a tela — Foto: Reprodução

O Windows oferece a funcionalidade de capturar a tela do PC e salvá-la como se fosse uma foto. Mas, quando é necessário gravar um vídeo da tela, essa tarefa pode parecer complicada, e, em alguns casos, os usuários utilizam o celular para fazer o registro.

Dependendo do propósito da captura, a perda de qualidade pode até não ser um problema. Mas que tal gravar vídeos da tela do PC usando o navegador de internet?

Saiba abaixo como usar o navegador de internet para gravar a tela do PC e também vídeos da webcam e áudio do microfone.

Extensão
O primeiro passo é baixar o Loom - Video Recorder, uma extensão para o Google Chrome que permite integrar a captura de telas com um serviço de armazenamento de arquivos na nuvem.
Após instalada, é adicionado um atalho na barra de ferramentas do navegador.

O serviço de armazenamento do Loom é protegido por senha e mantém salvas as gravações no perfil do usuário.

Como gravar
Para gravar um vídeo da tela do PC, siga os passos abaixo:
  • abra a tela que você irá gravar;
  • abra o Google Chrome e clique sobre o atalho para a Loom na barra de ferramentas;
  • selecione uma opção de captura: "Full Desktop" irá gravar a tela completa da área de trabalho; "Current Tab" grava apenas a guia que estiver aberta no Chrome;
  • marque a opção "A tela inteira" ou a "Janela do aplicativo";
  • clique no botão "Compartilhar".
O tempo de gravação é ilimitado. Ela pode ser interrompida e retomada conforme a necessidade do usuário. A captura do áudio do microfone pode ser desabilitada.

Depois de concluída a gravação, é só compartilhar o link ou salvar o arquivo no formato mp4.
Painel do Loom, extensão do Google Chrome que permite gravar a tela do computador — Foto: Divulgação  
Painel do Loom, extensão do Google Chrome que permite gravar a tela do computador — Foto: Divulgação

terça-feira, 12 de março de 2019

Rede de perfis falsos no site Github distribuiu vírus que instala robô para comprar tênis



Repositórios distribuíam programas adulterados para Windows, macOS e Linux para lucrar com a venda de calçados limitados.


Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 11 de março de 2019 às 22h45m 
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O blog DFIR.it, especializado em forense digital e incidentes de segurança, detalhou o funcionamento de uma rede de perfis falsos no Github, um site que abriga projetos de desenvolvimento de software e também distribui os programas criados por esses projetos.

Os perfis falsos distribuíram programas adulterados que, uma vez baixados pela vítima, instalavam um programa que procurava ofertas de tênis para realizar compras sem que o usuário pudesse ver qualquer atividade acontecendo.

Programas abrigados no Github ficam em "repositórios" que podem conter o código do programa — disponível para que outras pessoas explorem ou contribuam com o projeto — e arquivos binários (software pronto para ser executado).

Muitos softwares utilizam seu repositório no Github como canal oficial para distribuir o programa aos internautas. De acordo com a pesquisa do DFIR.it, os criminosos utilizavam perfis falsos no próprio Github para marcar com estrela os repositórios com programas adulterados, o que poderia dificultar a identificação dos repositórios oficiais e assim aumentar o número de vítimas.
 Perfis falsos foram criados pelo golpista para impulsionar repositórios que distribuíam programas adulterados — Foto: Reprodução/DFIR.itPerfis falsos foram criados pelo golpista para impulsionar repositórios que distribuíam programas adulterados — Foto: Reprodução/DFIR.it

Aparentemente, o objetivo principal dos responsáveis pela fraude era distribuir "sneaker bots". Esses programas têm o intuito de automatizar a compra de tênis on-line. Havia projetos adulterados para Windows, macOS e Linux.

Robô para compra de tênis
A compra de tênis limitados é um negócio lucrativo. As edições limitadas de alguns calçados podem ser revendidas por valores bem maiores do que o preço inicial deles nas lojas.

Há um mercado paralelo que depende do uso dos "sneakerbots" para garantir que clientes realmente interessados nos produtos não consigam compra-los e sejam obrigados a pagar o que for cobrado pelos intermediários.

Como o vírus instala esses "sneakerbots" nos computadores de quem baixou os programas adulterados no Github, o golpista garante uma grande base de máquinas para lançar suas rotinas de compra, permitindo que ele consiga uma fatia maior do estoque do produto limitado.

As compras não são realizadas usando dados de cartões roubados das vítimas — o golpe ocorre apenas para que o criminoso consiga aproveitar o poder de processamento e a conexão de internet das vítimas. No entanto, o vírus ainda dá ao hacker o controle total dos computadores contaminados, o que significa que eles podem ampliar a atuação da praga digital, se assim desejarem.

O Github suspendeu as contas e repositórios identificados pela DFIR.it, mas internautas precisam ficar atentos ao fazer o download de programas para garantir que estão acessando o canal oficial de um projeto ou aplicativo.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com






Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1