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segunda-feira, 25 de março de 2019

Funcionário do Facebook criticou práticas da Cambridge Analytica meses antes do que se sabia



Empregados do Facebook manifestaram preocupação sobre práticas de coleta de dados pela consultoria Cambridge Analytica três meses antes do que se pensava, de acordo com documentos que tramitam na Justiça americana.



Por BBC 

Postado em 25 de março de 2019 às 16h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Um funcionário que trabalhava nos EUA avisou a colegas sobre a atividade em setembro de 2015.
Segundo a empresa, disse que o alerta de setembro diria respeito a um assunto diferente.
Imagem da entrada da sede do Facebook na Califórnia — Foto: Robert Galbraith/Reuters 
Imagem da entrada da sede do Facebook na Califórnia — Foto: Robert Galbraith/Reuters

'Nós agimos'
De acordo com os documentos da Justiça americana, um funcionário denunciou à empresa o comportamento da Cambridge Analytica e discutiu a situação com colegas, inclusive em e-mails.

No entanto, não foram revelados detalhes sobre as conversas, uma vez que partes dos documentos foram excluídas do processo judicial.

Em 2015, o jornal britânico The Guardian publicou que a Cambridge Analytica havia coletado dados de milhões de pessoas coletados através de um teste de personalidade criado pelo pesquisador Aleksandr Kogan e sua empresa, a GSR.

Depois, essas informações foram usadas para dirigir propaganda política segmentada nos EUA.

Quando o escândalo veio à tona, o Facebook enfrentou críticas generalizadas. No Reino Unido, a empresa precisou pagar uma multa equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões ao órgão britânico de proteção de dados.

Ainda segundo a rede social, o caso de setembro de 2015 e o revelado pelo Guardian são "duas coisas diferentes".

"Em setembro de 2015, funcionários ouviram especulações de que a Cambridge Analytica estaria coletando dados, algo que infelizmente é comum em qualquer serviço de internet", afirmou.

"O Facebook não estava ciente da transferência de dados da Kogan/GSR para a Cambridge Analytica até dezembro de 2015".
"Quando o Facebook ficou sabendo da violação das nossas políticas de uso de dados, nós agimos."

ESCÂNDALO DO FACEBOOK

Facebook

domingo, 24 de março de 2019

O que muda para os usuários com o fim do suporte técnico ao Windows 7?



Blog também tira dúvidas sobre como recuperar histórico de mensagens no WhatsApp e evitar publicação automática de anúncio sobre pornografia no Facebook.


Por Ronaldo Prass, G1v 

Postado em 24 de março de 21 às 17h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)

O que muda para os usuários o fim do suporte ao Windows 7?

Oi, Ronaldo! Eu ainda utilizo o Windows 7 no meu PC, e fiquei sabendo que o sistema perderá suporte da Microsoft. E agora? — Amanda

Olá, Amanda! Os usuários que ainda usam o Windows 7 começarão a receber notificações a partir da primeira quinzena de abril.

Não há necessidade imediata de instalar uma nova versão do sistema, pois o fim do suporte ocorrerá no dia 14 de janeiro de 2020. Mas vale salientar que usar PC com o sistema desatualizado, as informações pessoais salvas no PC ficam mais vulneráveis.

Também é provável que os programas desenvolvidos por terceiros deixem de receber as suas respectivas atualizações futuramente. O ideal é que antes do fim do suporte, você realize o upgrade para uma versão que recebe suporte técnico.

O Windows 10, por exemplo, apresenta um desempenho razoável para atividades simples quando executado em equipamentos antigos. Confira abaixo os requisitos mínimos exigidos para a instalação do Windows 10:
  • Processador: 1 GHz (gigahertz) ou superior;
  • Memória RAM: 1 GB (gigabyte) (32 bits) ou 2 GB (64 bits);
  • Espaço livre em disco: 16 GB;
  • Placa gráfica: dispositivo gráfico Microsoft DirectX 9 com driver WDDM;
  • Monitor com resolução mínima de 1024X468;
  • Uma conta da Microsoft e acesso à internet;
Microsoft deixará de dar suporte ao Windows 7. — Foto: Reprodução 
Microsoft deixará de dar suporte ao Windows 7. — Foto: Reprodução

Como recuperar histórico de mensagens no WhatsApp?

Como eu faço para recuperar mensagens apagadas há mais de três meses no WhatsApp? — Genilson

Olá, Genilson! Nem sempre é possível recuperar arquivos apagados da memória do celular, principalmente se eles foram removidos há bastante tempo. Você pode tentar reaver o histórico das conversas, usando um programa chamado Gihosoft Data Recovery.

Depois de instalado no PC, conecte o aparelho pelo cabo USB e execute a varredura. O programa exibirá todo o conteúdo recuperado, mas só permitirá a restauração dos arquivos se você adquirir a licença de uso.

Com funcionalidades semelhantes, você pode usar um programa chamado Dr. Fone. O procedimento de recuperação das mensagens é idêntico ao indicado para o outro programa.
Gihosoft Data Recovery é programa que auxilia na recuperação de dados apagados da memória do celular. — Foto: Reprodução/G1 
Gihosoft Data Recovery é programa que auxilia na recuperação de dados apagados da memória do celular. — Foto: Reprodução/G1

Como evitar publicação automática de anúncios sobre pornografia no Facebook?
Oi, Ronaldo! Estão aparecendo publicações sobre um método de aumento peniano feitas pela minha conta no Facebook. O meu perfil foi hackeado? — Murilo
Olá, Murilo! O seu perfil não foi hackeado, provavelmente foi instalado algum programa ou complemento malicioso que se apropria da sessão ativa da sua conta para realizar as publicações. Para remover essa praga virtual do seu navegador, instale um programa chamado Malwarebytes Anti-Malware e siga os passos descritos abaixo:
  1. Execute o programa e clique no botão "Verificar agora";
  1. Aguarde até o término da varredura. O tempo necessário pode variar devido a quantidade de arquivos que serão verificados e o desempenho do computador. Quando a varredura foi concluída, será exibida uma mensagem de notificação;
  1. Após a exibição da notificação, clique em "Ok" para fechar a janela;
  1. Clique na opção "Histórico" para visualizar a relação de programas maliciosos encontrados. Todos os programas identificados ficam inativos e colocados em "quarentena";
  1. Para remover definitivamente os programas maliciosos, clique na opção "Excluir tudo";
Complemento malicioso se apropria de conta para realizar as publicações no Facebook. — Foto: Reprodução 
Complemento malicioso se apropria de conta para realizar as publicações no Facebook. — Foto: Reprodução

sábado, 23 de março de 2019

Vírus de resgate utiliza brecha no WinRAR e destrói arquivos do computador



Erro de programação em praga digital impede que arquivos sejam recuperados, segundo especialista.


Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 22 de março de 2019 às 17h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Praga digital oferece a foto de uma mulher em um arquivo do WinRAR, mas na verdade explora falha de segurança e embaralha os arquivos do computador — Foto: 360 Threat Intelligence Center/Twitter/Reprodução  
Praga digital oferece a foto de uma mulher em um arquivo do WinRAR, mas na verdade explora falha de segurança e embaralha os arquivos do computador — Foto: 360 Threat Intelligence Center/Twitter/Reprodução
Um vírus de resgate batizado de "JNEC.a" está se aproveitando de uma vulnerabilidade do programa WinRAR que afeta todas as versões do programa nos últimos 19 anos. Os criminosos tentam convencer a vítima a descompactar um arquivo "ACE" e, caso isso seja feito, o computador será contaminado com o vírus de resgate na próxima vez em que o computador for ligado ou reiniciado.

Um "vírus de resgate" é um tipo de praga digital que embaralha os dados presentes no computador, tornando-os ilegíveis. Para concretizar a fraude, o programa informa à vítima que um pagamento deve ser realizado para retornar os arquivos ao seu estado original e recuperar os dados que estavam computador.

O "JNEC.a" foi encontrado pelo laboratório de pesquisa da fabricante de antivírus chinesa Qihoo. Os criminosos colocaram uma foto de uma mulher dentro de um arquivo compactado no formato ACE. Quando a suposta foto é aberta, o arquivo malicioso é descompactado ao mesmo tempo para a pasta "Inicializar" do Windows. Isso vai garantir que ele seja executado na próxima vez que o Windows for iniciado.

O arquivo malicioso possui a extensão ".rar" e não ".ace". Por isso, não há qualquer meio fácil para uma vítima saber que está abrindo um arquivo do formato problemático. Isso é possível porque o WinRAR lê arquivos conforme seu conteúdo e não sua extensão — ou seja, desde que seja aberto pelo WinRAR, qualquer arquivo, de qualquer extensão, será lido como ACE se tiver esse formato internamente.

Normalmente, abrir arquivos compactados e fotografias não é uma atividade que pode contaminar o computador com vírus. Porém, por causa da vulnerabilidade, essa atividade se torna arriscada.

A recomendação para os usuários do WinRAR é instalar a versão mais nova do programa. O software não é mais capaz de ler arquivos em formato ACE, não importa o nome que apresente em sua extensão.

Arquivos não podem ser recuperados
Segundo o site "Bleeping Computer", uma análise do vírus realizada pelo especialista Michael Gillespie apontou a existência que de uma falha de programação que impede totalmente a recuperação dos dados. Isso não chega a atrapalhar os criminosos — nenhuma vítima que faz o pagamento tem qualquer garantia de que a promessa de recuperar os dados será cumprida.

No entanto, isso significa que, na prática, quem for atacado por esse vírus terá seus dados destruídos de forma irrecuperável.

Embora muitos vírus de resgate funcionem como o prometido — permitindo a recuperação dos arquivos mediante um pagamento —, casos como este demonstram a importância de manter cópias de segurança (backup) dos arquivos e de adotar medidas preventivas contra ataques, como manter os programas atualizados.

Apesar da recuperação não ser possível, o JNEC.a traz um método curioso para que a vítima entre em contato com os criminosos. Enquanto embaralha os arquivos, o vírus gera um endereço de e-mail do Gmail que deve ser cadastrado pela vítima. Após a realização do pagamento, os criminosos supostamente entram em contato com o e-mail gerado para que a vítima possa receber as instruções.

Esse método de contato evita que o criminoso perca o canal (e-mails fixos usados por vírus de resgate são desativados pela maioria dos provedores) ou que a vítima precise acessar a deep web para contatar os criminosos.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1  
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1