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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Nokia diz que leilão de 5G no Brasil pode ser o maior do mundo

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"O grande presente de Natal no ano que vem deve ser um aparelho 5G", afirmou Wilson Cardoso, diretor de soluções para América Latina, em entrevista na segunda-feira. 
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 Por Reuters  

 Postado em 08 de agosto de 2019 às 11h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
5G foi um dos principais assuntos da Mobile World Congress, um dos principais eventos do setor de telecomunicações. — Foto: REUTERS/Rafael Marchante 
5G foi um dos principais assuntos da Mobile World Congress, um dos principais eventos do setor de telecomunicações. — Foto: REUTERS/Rafael Marchante

A Nokia espera que o Brasil sedie no próximo ano o maior leilão de espectro para tecnologia 5G no mundo, o que colocaria o país com um dos primeiros entre os latino-americanos a implementarem a rede de comunicação, que será mais rápida e com menor latência do que as anteriores.

"Vemos vontade política para realização de um grande leilão de espectro no primeiro trimestre de 2020. Eu acho plausível dizer que o grande presente de Natal no ano que vem deve ser um aparelho 5G", afirmou Wilson Cardoso, diretor de soluções para América Latina, em entrevista à Reuters.
O órgão regulador de telecomunicações no Brasil, Anatel, ainda está definindo as regras do leilão, que deve acontecer em março do ano que vem. Assim como a sueca Ericsson e a chinesa Huawei, a Nokia também vem colaborando com a Anatel antes do leilão, acrescentou o executivo.

Em maio ficou decidido que tanto a frequência 2,3 GHz quanto a 3,5 GHz serão alocadas para o 5G. Outras bandas como a 26 GHz e a 700 MHz, que suportam comunicações de baixa latência adequadas para uso industrial, também podem ser adicionadas ao mesmo leilão.

Se todas as quatro forem leiloadas conjuntamente, alertou Cardoso, será o maior leilão único de espectro para 5G no mundo. "As jóias da coroa são certamente os blocos em 26GHz e 700 MHz, mas quanto mais espectro disponível menor deve ser a especulação de preço entre os participantes do leilão", explicou o executivo.
Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Depois de se aliar à operadora estatal uruguaia Antel para lançar a primeira rede comercial 5G da América Latina, a Nokia agora está mirando o Brasil, seu maior mercado na região. Em fevereiro do ano passado em parceria com a TIM, subsidiária brasileira da Telecom Italia, a fabricante de equipamentos começou a testar as tecnologias para 5G no país.

Desde então, o grupo finlandês também conduziu testes com outras operadoras, mas Cardoso recusou-se a identificá-las, uma vez que os projetos ainda são confidenciais.

Questionado se as preocupações de espionagem levantadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra a rival Huawei beneficiaram os negócios da Nokia no Brasil e no exterior, ele afirmou que a companhia finlandesa está "aproveitando todas as oportunidades que surgem".

"Somos a alternativa ocidental aos produtos da Huawei e o competidor direto dela, já que nossos portfólios de fim-a-fim são bem compatíveis", comentou Cardoso.

A Nokia já assinou 45 contratos comerciais em 30 países em todo o mundo para fornecer equipamentos para redes 5G, dos quais 10 encontram-se em operação, de acordo com a empresa. Só na América, foram assinados 3 contratos, incluindo o firmado em abril com a uruguaia Antel.

Em 2018, a companhia investiu pouco mais de 20% da receita em pesquisa e desenvolvimento, incluindo tecnologias para 5G.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Apple começa a emitir cartão de crédito para usuários selecionados

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Iniciativa é parte da estratégia da empresa de focar em serviços. No segundo trimestre do ano, a empresa anunciou que tem 420 milhões de assinantes.
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 Por G1  

 Postado em 06 de agosto de 2019 às 22h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Cartão de crédito da Apple tem parceria com MasterCard e Goldman Sachs e promete melhorar a educação financeira do usuário. — Foto: Divulgação/Apple 
Cartão de crédito da Apple tem parceria com MasterCard e Goldman Sachs e promete melhorar a educação financeira do usuário. — Foto: Divulgação/Apple

A Apple lançou seu cartão de crédito virtual nesta terça-feira (6), uma parceria com o banco Goldman Sachs que trará um novo serviço para usuários do iPhone. De acordo com a empresa, um número limitado de pessoas que manifestaram interesse começa a receber convites.

O recurso havia sido anunciado em março, quando a empresa fez uma série de outros anúncios de serviços, como serviço de streaming de vídeos e aplicativo de notícias.

Os serviços estão crescendo dentro da empresa e no segundo trimestre do ano tiveram vendas de US$ 11,4 bilhões, com mais de 420 milhões de consumidores pagando por algum tipo de assinatura da empresa — alta de 55% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em contrapartida, os iPhones, que durante anos foram responsáveis pela maior parte do faturamento da Apple, agora começam a se menos da metade das vendas. Os aparelhos somaram vendas de US$ 25,99 bilhões — o faturamento total foi de US$ 53,8 bilhões. É a primeira vez que isso aconteceu desde 2012.

O cartão da Apple oferece algumas vantagens, como 2% do dinheiro de volta em compras feitas com o Apple Pay, ausência de taxas, aplicativo para gerenciar finanças e foca (como outros produtos da empresa) em privacidade de dados como parte do marketing.

A Apple oferece também a opção de um cartão físico feito de titânio, mas que não possui um número visível. Em vez disso, o número do cartão é armazenado em um chip seguro dentro do iPhone, o que gera números virtuais para compras online ou por telefone que exigem um número.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Agência de proteção de dados do Reino Unido quer que Facebook seja mais transparente sobre criptomoeda libra

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Agência britânica questiona como os dados dos usuários serão processados pela plataforma de serviços financeiros da rede social.
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 Por Reuters  

 Postado em 05 de 2019 às 20h45m  
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Libra, criptomoeda do Facebook, só deve ser lançada em 2020 — Foto: Dado Ruvic/Reuters 
Libra, criptomoeda do Facebook, só deve ser lançada em 2020 — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A agência de proteção de dados do Reino Unido afirmou nesta segunda-feira (5) que está se juntando a outras organizações pela cobrança de mais transparência na moeda digital libra, que o Facebook anunciou em junho.

A rede social tem planos de trazer a moeda para o mercado em 2020, o que deixou políticos, reguladores e bancos centrais ressabiados. Há pressão para que a moeda seja envolta por um aparato legal adequado, que possa evitar problemas ao sistema financeiro internacional.

Em uma carta enviada ao Facebook e outras 28 companhias por trás da libra, a agência britânica fez pedidos de mais detalhes sobre como os dados dos usuários serão processados e analisados sob as leis de proteção de dados vigentes.

A carta também cobra garantias de que a quantidade de dados coletados seja pequena e que o serviço seja transparente. A agência quer saber ainda o montante de dados que será compartilhado entre os membros da rede que apoia a libra.

Representantes do Facebook não comentaram o assunto de imediato.

No mês passado, ministros de Finanças e bancos centrais de países do G7 afirmaram que a libra precisa ser regulada o máximo possível para garantir que a moeda não perturbe o sistema financeiro global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também fez críticas aos planos do Facebook.