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sábado, 10 de agosto de 2019

Apple vai pagar até US$ 1 milhão para quem demonstrar falha de segurança em produtos

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Programa recompensa pesquisadores independentes que relatam erros de programação.
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 10 de agosto de 2019 às 16h25m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Apple abre programa de recompensas por falhas para mais pesquisadores, aumenta pagamentos e cria 'iPhone de pesquisa' — Foto: Marcelo Brandt/G1 
Apple abre programa de recompensas por falhas para mais pesquisadores, aumenta pagamentos e cria 'iPhone de pesquisa' — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Apple anunciou uma expansão do seu programa de "Bug Bounty", que paga recompensas a pesquisadores que descobrem falhas de segurança em seus produtos. Os prêmios, antes reservados para apenas alguns especialistas participantes, agora estão disponíveis para qualquer interessado e podem chegar a US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões).

O Google e a Microsoft, concorrentes da Apple, também possuem programas semelhantes. Nesse grupo de empresas, a fabricante do iPhone é a última a abrir seu programa de recompensas a qualquer pesquisador interessado. O novo valor oferecido pela Apple, no entanto, tem o potencial de estabelecer recordes para pagamentos desse tipo.

Os produtos contemplados pela oferta também aumentaram. Antes, a Apple pagava apenas por informações sobre vulnerabilidades no iOS, o sistema operacional usado no iPhone. De agora em diante, brechas no iCloud e em qualquer sistema operacional desenvolvido pela companhia — iPadOS, macOS, tvOS e watchOS — também podem render pagamentos.

O prêmio mais alto, de US$ 1 milhão, é reservado para quem demonstrar um ataque completo para invadir o sistema remotamente, encadeando todas as vulnerabilidades que forem necessárias. A companhia também vai oferecer um bônus de até 50% para falhas apontadas em versões de testes do sistema, evitando que esses problemas cheguem aos dispositivos em uso pelos consumidores.

Para descobrir uma falha de segurança, um pesquisador precisa analisar o funcionamento dos componentes do sistema e como eles interagem com os aplicativos. Um erro de programação em alguma dessas funções pode possibilitar que um aplicativo viole permissões de acesso para obter dados sem autorização ou adulterar o próprio sistema.

Dispositivos especiais
A Apple pretende distribuir iPhones especiais para a pesquisa de segurança. Esses dispositivos serão preparados especialmente para os especialistas da área e estarão disponíveis a partir do ano que vem.

Para participar, o especialista terá de demonstrar interesse e apresentar um histórico de pesquisas de "alta qualidade" em qualquer plataforma. Ou seja, o programa deve ser aberto também para pesquisadores independentes que já encontraram falhas no Windows ou no Android.

Uma versão semelhante desses aparelhados, apelidados de "dev-fused", já apareceram no mercado paralelo, possivelmente após terem sido extraviados de alguma fábrica. Eles não possuem algumas das restrições de segurança do iPhone comum, permitindo que os especialistas tenham mais flexibilidade para estudar o funcionamento do hardware e do software.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Samsung anuncia Galaxy Note 10, novo celular topo de linha da empresa

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Pela primeira vez aparelho vem em dois tamanhos diferentes, com "buraco" para câmera na tela, semelhante ao Galaxy S10.
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 Por G1  

 Postado em 09 de agosto de 2019 às 21h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A Samsung anunciou nesta quarta-feira (7), durante um evento em Nova York, o novo smartphone topo de linha Galaxy Note 10. É o principal lançamento da empresa no ano e o maior desde que o Galaxy S10 foi anunciado em fevereiro.

O Galaxy Note 10 pela primeira vez tem dois tamanhos diferentes, com telas de 6,3 polegadas (para o modelo Note 10) e 6,8 polegadas (no modelo Note 10+) — este é também o maior aparelho da linha já lançado pela Samsung. Também pela primeira vez, o smartphone chega sem a saída para fone de ouvido.
Galaxy Note 10 na cor aura glow. Aparelho começa a ser vendido a partir do dia 23 de agosto. — Foto: Divulgação/Samsung 
Galaxy Note 10 na cor aura glow. Aparelho começa a ser vendido a partir do dia 23 de agosto. — Foto: Divulgação/Samsung

O display segue o modelo apresentado no Galaxy S10, com um "buraco" para a câmera frontal, perto do topo. Essa câmera tem resolução de 10 megapixels. Os Note também contam com reconhecimento ultrassônico de digital na tela e têm processadores de 8 núcleos.

Os dois modelos do aparelho chegam com opção de conectividade 5G, uma rede que já está disponível na Coreia do Sul, terra da Samsung. A versão mais básica tem 8GB de memória RAM e armazenamento de 256GB, mas as versões mais parrudas têm 12GB de RAM e 512GB de armazenamento interno, que pode ser expandido.
Entre as principais novidades está uma atualização na interface DeX, que permite conectar o aparelho a um computador. 

Melhorada, essa funcionalidade promete abrir uma tela no computador com os aplicativos do celular para fácil acesso, podendo até arrastar e mover documentos e arquivos ou receber notificações. A empresa também trouxe novidades para conectar o Note 10 diretamente no Windows, com um comando simples nas configurações.

Preços e vendas
O Note 10 chega custando a partir de US$ 949 nos Estados Unidos, enquanto que o Note 10+ sai a partir de US$1.099. A data oficial de chegada do smartphone é dia 23 de agosto, em três cores. Ainda não foram divulgadas datas e valores para o Brasil.

O anúncio é uma tentativa da empresa de voltar ao ritmo de venda nos modelos mais caros, depois que as vendas de memórias e celulares caíram no primeiro semestre deste ano. No segundo trimestre, o lucro operacional da empresa caiu 56% em relação ao mesmo período de 2018.

Embora o faturamento da divisão de smartphones tenha sido positivo, com alta de 8% na comparação com o ano passado, o lucro também foi baixo nesse segmento: caiu 42%, principalmente por "ritmo de vendas fracas" do Galaxy S10 — os aparelhos que tiveram bons números foram os A50 e A70.

Ficha técnica
  • Tela: 6,3 e 6,8 polegadas
  • Resolução da tela: Full HD+ (Note 10) e Quad HD+ (Note 10+)
  • Câmera principal: tripla no Note 10, com 16, 12 e 12 megapixels; e quádrupla, no Note 10+, com 16 MP, 12 MP, 12 MP e 3D
  • Câmera frontal: 10 megapixels nos dois modelos
  • Memória RAM: 8 GB e 12GB
  • Armazenamento: 256 GB ou 512 GB
  • Capacidade da bateria: 3.500 mAh e 4.300 mAh

Huawei anuncia o próprio sistema operacional, chamado de HarmonyOS

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Interface deve substituir o Android em celulares da empresa chinesa e funcionar também em alto-falantes inteligentes, acessórios tecnológicos e até em veículos.
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 Por G1  

 Postado em 09 de agosto de 2019 às 18h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Richard Yu, diretor da divisão de negócios para o consumidor da Huawei, apresenta o HarmonyOS na conferência para desenvolvedores da fabricante chinesa — Foto: Reuters/China Stringer Network 
Richard Yu, diretor da divisão de negócios para o consumidor da Huawei, apresenta o HarmonyOS na conferência para desenvolvedores da fabricante chinesa — Foto: Reuters/China Stringer Network

A Huawei anunciou oficialmente nesta sexta-feira (9) o sistema operacional HarmonyOS, que a empresa estava desenvolvendo para substituir o Android em seus aparelhos. Na China, a interface será chamada de Hongmeng.

De acordo com a fabricante, o HarmonyOS, que será de código aberto, vai funcionar em diferentes tipos de dispositivos, de celulares a carros, acessórios inteligentes e assistentes de voz residenciais. O sistema operacional deve ser lançado para terminais de veículos e acessórios até o final deste ano e ser expandido para outros aparelhos nos próximos 3 anos.

A empresa também anunciou a nova versão do sistema baseado em Android EMUI10, que é feito para funcionar nos telefones e tablets da Huawei enquanto acontece a transição para o HarmonyOS. De acordo com Richard Yu, diretor da divisão de negócios para consumidor da Huawei, a empresa pode começar a usar o HarmonyOS em smartphones "a qualquer momento", mas por enquanto está dando prioridade para o Android.

O anúncio acontece em meio a entraves que a empresa chinesa enfrenta com o governo norte-americano. Em maio, a administração de Donald Trump incluiu a Huawei em uma lista de companhias que não poderiam fazer negócios com empresas americanas.

Por causa disso, o Google cortou laços com a Huawei e as atualizações do Android nos celulares da chinesa ficaram rodeadas de incerteza.
Além do sistema operacional, a Huawei já fabrica alguns componentes para seus celulares, como os processadores Kirin. A empresa é a segunda maior vendedora de smartphones do mundo e lidera o setor de equipamentos de telecomunicação.

Em pronunciamento, Yu disse que o sistema é "completamente diferente do Android e do iOS" porque tem a habilidade de escalar os aplicativos para diferentes aparelhos. "É possível desenvolver o aplicativo uma vez e então, de maneira flexível, expandi-lo para diferentes devices", disse.