Total de visualizações de página

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Óculos com fita adesiva e vítima dormindo derrotam FaceID para desbloquear iPhone

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

Especialistas da Tencent demonstraram ataque contra o sistema de segurança da Apple.
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =
 Por Altieres Rohr  

 Postado em 12 de 2019 às 22h45m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Especialistas da chinesa Tencent demonstraram que é possível burlar o FaceID, o sistema de reconhecimento facial usado no iPhone, usando óculos e fita adesiva se a vítima estiver dormindo ou inconsciente.

Eles descobriram que, quando o FaceID analisa uma pessoa que está usando óculos, a tecnologia apenas procura por um ponto branco onde estaria o olho, não sendo necessário criar uma réplica do olho da vítima: os óculos têm potencial para funcionar em qualquer pessoa quando colocados sobre a face da vítima, permitindo que o FaceID a reconheça de olhos fechados.
A pesquisa foi conduzida por três especialistas do Tencent Security Xuanwu Lab que se identificaram como Yu Chen, Bin Ma e HC Ma. Eles apresentaram a técnica em uma palestra na conferência de segurança Black Hat, em Las Vegas.
Protótipo de óculos criado por especialistas da Tencent. Ponto branco no centro, formado por fitas adesivas pretas e brancas, engana o FaceID. — Foto: Tencent 
Protótipo de óculos criado por especialistas da Tencent. Ponto branco no centro, formado por fitas adesivas pretas e brancas, engana o FaceID. — Foto: Tencent

Tecnologias de autenticação biométricos — que reconhecem a pessoa pela voz, rosto ou impressão digital — devem verificar se a pessoa está consciente para que a trava de segurança digital não coloque em risco a segurança física do indivíduo. Isso é normalmente um desafio para esses sistemas, principalmente quando é necessário equilibrar a segurança com a conveniência de uso.

No caso do FaceID, é a compatibilidade com óculos que permite o ataque. Segundo o trio da Tencent, quando FaceID detecta um par de óculos, o reconhecimento do olho é substituído pela busca por um ponto branco onde o sistema acredita que o olho estaria.

O reconhecimento facial do FaceID é feito em 3D. Para detectar o olho em um rosto com óculos, ele passa a aceitar um sinal em apenas duas dimensões. A situação se agrava ainda mais em um ambiente escuro.
Apesar de funcional e simples, o ataque necessita que o invasor tenha acesso ao iPhone da vítima e à própria vítima, que precisaria estar dormindo ou inconsciente enquanto os óculos são colocados na face.
Pesquisadores explicam por que um ponto branco funciona como 'olho' no reconhecimento facial. — Foto: Tencent 
Pesquisadores explicam por que um ponto branco funciona como 'olho' no reconhecimento facial. — Foto: Tencent

Procurada, a Apple não se manifestou até a publicação da reportagem.
O FaceID é considerado o melhor sistema de reconhecimento facial em celulares. Em aparelhos Android, a preferência é pelo reconhecimento de digital. Embora diversos aparelhos Android ofereçam a opção de reconhecimento facial, essa opção às vezes não é recomendada nem pelo fabricante.

Desde o iOS 11, o iPhone inclui um recurso de SOS de emergência que pode ser ativado segurando o botão lateral e um dos botões de volume. Essa função desativa o FaceID ou o TouchID, exigindo o uso da senha para o próximo desbloqueio, sendo ideal para situações em que o usuário corre risco de coação ou de ter seu rosto ou digital usado sem permissão para realizar o desbloqueio. O Android 9 introduziu uma tecnologia semelhante chamada "Bloqueio Total".

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

Verizon vai vender Tumblr para empresa dona do WordPress

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

Em 2013, o Tumblr foi adquirido pelo Yahoo por US$ 1bilhão, que depois foi comprado pela operadora de telefonia.
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =
 Por G1  

 Postado em 12 de agosto de 2019 às 20h30m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A operadora de telefonia Verizon anunciou nesta segunda-feira (12) que vai vender o site de blogs Tumblr para a Automattic, empresa que é dona da ferramenta de publicação WordPress.

O Tumblr é uma rede social que permite a usuários postar fotos, vídeos e outros tipos de mídia e fazer o compartilhamento de maneira facilitada. O site foi muito popular entre pessoas mais jovens, mas perdeu espaço conforme outras plataformas surgiram.

A rede social foi vendido em 2013 para o Yahoo por U$ 1 bilhão. A Verizon ficou com a empresa quando comprou ativos do Yahoo por US$ 4,4 bilhões.
Verizon, que é dona do Tumblr, irá vender a rede social para a Automattic, dona do Wordpress. — Foto: Thomas White/Reuters 
Verizon, que é dona do Tumblr, irá vender a rede social para a Automattic, dona do Wordpress. — Foto: Thomas White/Reuters

No ano passado, uma decisão tomada pela Verizon de banir todo o conteúdo adulto do site afastou alguns usuários. Quando o Tumblr foi comprado pelo Yahoo um dos questionamentos dos investidores era por que a empresa estava investindo em uma rede social notória pela grande quantidade de postagens com conteúdo desse tipo.

O grupo de mídia da Verizon, que anteriormente era chamado de Oath, controla mais de 50 marcas, incluindo sites de notícias como HuffPost e TechCrunch. No segundo trimestre do ano, o grupo teve faturamento de US$ 1,8 bilhão, 2,9% menor do que no mesmo período de 2018.

domingo, 11 de agosto de 2019

Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

As tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada expandirão o alcance do filme tradicional, dizem especialistas; espectadores poderão escolher entre assistir a momentos e depois vivenciá-los.
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

 Por BBC  

 Postado em 11 de agosto 16h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Visitantes usam óculos de realidade virtual em apresentação no Salão de Frankfurt — Foto: AP Photo/Martin Meissner 
Visitantes usam óculos de realidade virtual em apresentação no Salão de Frankfurt — Foto: AP Photo/Martin Meissner

Durante décadas, a realidade virtual (VR, da sigla em inglês) foi profetizada como o futuro do cinema, capaz de oferecer experiências infinitamente mais imersivas do que o cinema e a televisão tradicionais.

Em um ensaio escrito em 1955 intitulado "O Cinema do Futuro", o diretor de fotografia Morton Heilig previu que o cinema avançaria ao ponto de poder "revelar o novo mundo científico ao homem em plena vivacidade sensitiva e vitalidade dinâmica de sua consciência".

Heilig delineou muitas das propriedades da realidade virtual - mas não usou essas palavras, dado que elas ainda não haviam sido inventadas.

Agora, como diz o ditado, o futuro chegou - embora o cinema tenha um longo caminho a percorrer antes de incorporar a tecnologia alucinante popularizada em filmes e programas de TV como O Passageiro do Futuro e Star Trek.
Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam vistas de todos os ângulos), o momento atual é comparável aos primeiros anos intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.
Em resumo: estamos nos estágios iniciais de uma nova revolução cinematográfica.
Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para o futuro dos filmes - como a ascensão da realidade aumentada (AR, da sigla em inglês), inteligência artificial e a capacidade cada vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.

Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro diferem das experiências disponíveis hoje?

Experiência pessoal
De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida.
Eles serão capazes de "criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a você e o que você gosta ou não", diz ele à BBC Culture.
Milk prefere termos como "story living" (algo como vivendo a história, em inglês), ou seja, à nomenclatura padrão, como "storytelling" (contando a história, em inglês). Ele acredita que experiências cinematográficas evoluirão para sentirmos como se fossem algo "tão natural e real como um dia em sua vida, mas com as características surpreendentes do tipo de histórias excitantes" com as quais estamos acostumados que nos contem.

Milk deu uma palestra marcante em 2015, no evento TED, sobre o potencial artístico da realidade virtual. Ele acredita que os avanços na tecnologia de inteligência artificial permitirão que personagens criados por computador respondam ao público em tempo real.
Imagine uma versão muito mais avançada da Siri, a assistente virtual do Iphone da Apple - mas representada como um personagem dentro de uma experiência narrativa.

Milk reconhece que "a tecnologia ainda não existe totalmente" para um personagem de inteligência artificial que possa conversar e responder como se também fosse humano. Mas, afirma: "Não acho que estamos 20 anos distante disso".

Experiência volumétrica
A influente documentarista, jornalista e empresária Nonny de la Peña - que tem sido descrita como "a madrinha da realidade virtual" pelo jornal The Wall Street Journal - diz que a primeira palavra que vem à mente quando ela pensa sobre o futuro do meio é "volumétrica", promovendo uma comparação gritante com as telas bidimensionais de hoje.
No futuro, de acordo com de la Peña, a mídia plana ainda estará conosco, assim como o rádio. Mas não há como o cinema continuar plano.

"Em vez disso, teremos experiências volumétricas totalmente incorporadas, percorridas em escala de sala, porque as audiências mais jovens estão chegando e estão acostumadas a ter experiências incorporadas... Eles vão querer ter seus pontos de vista, educação e tudo mais de uma forma incorporada", fala.

Uma cópia virtual do mundo
Eugene Chung dirigiu o filme aclamado pela crítica Allumette, inspirado em A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen. O filme foi descrito como uma "obra-prima" e o cineasta foi comparado ao pioneiro cineasta norte-americano DW Griffith.

Situado em uma cidade futurista flutuando nas nuvens, a produção usa a tecnologia chamada "seis graus de liberdade" (ou "6Dof"), que permite que os espectadores caminhem fisicamente pelo mundo. Chung acredita que no futuro a realidade virtual se tornará cada vez mais misturada com o AR Cloud, que é essencialmente uma cópia digital do mundo.

"Pense em uma versão sobrecarregada do Google Earth", diz ele, "onde você não está apenas tomando ruas, está copiando o mundo inteiro. Teremos isso misturado com uma tecnologia realmente sofistica de realidade virtual, que já é muito impressionante hoje."

Chung diz que no futuro haverá "histórias ao seu redor". Por exemplo, "você pode estar acordando e ao lado de sua cama pode estar uma mesa na qual você pode ter um personagem que goste. Há filmes que apontam para isso, como 'Her' (de Spike Jonze)."

Uma arte da consciência
Lynette Wallworth, vencedora do Emmy e diretora das experiências de realidade virtual Collisions e Awavena, diz que as experiências narrativas do futuro, por meio da realidade virtual, serão capazes de oferecer novas maneiras de explorar a diversidade neural.
"Teremos a capacidade de experimentar aspectos de como alguém com autismo, por exemplo, experimenta o mundo", diz ela. "Níveis de diferença podem ser revelados por meio dos sentidos em realidade virtual que não são possíveis em outras formas de arte."
Wallworth também prevê que as tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada expandirão o alcance do filme tradicional, em parte por meio de óculos ou equipamentos que permitirão aos espectadores alternarem entre assistir a momentos e depois experimentá-los imersivamente.

"Se você pensar sobre isso em relação a assistir à Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller, por exemplo, você pode ver o filme tradicional com óculos de VR que permitem ver a tela do cinema e alternar os modos", diz. "Então você agora está sentado ao lado de Furiosa na cabine de seu caminhão, enquanto ela dirige precipitadamente pela paisagem do deserto à toda velocidade."
Com a tecnologia de realidade virtual avançando a um ritmo acelerado, as possibilidades, para usar uma expressão clichê, são infinitas.

Descrevendo a realidade virtual como "perigosa" porque os cineastas que operam neste espaço exercem menos controle do que em experiências não interativas, Steven Spielberg advertiu em 2016 que o reino virtual "dá ao espectador muita latitude para não tomar a direção dos contadores de histórias, mas fazer suas próprias escolhas."

Muitos considerariam esse tipo de futuro - onde os espectadores terão a capacidade de moldar as narrativas que eles experimentam - como positivo, e não negativo.

Os espectadores que podem fazer suas próprias escolhas concordam com a previsão de Heilig de que "o cinema do futuro não será mais uma arte visual, mas uma arte da consciência". A diferença, talvez, entre "contar histórias" e "viver histórias".