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domingo, 22 de setembro de 2019

É possível ser anônimo na era da internet?

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Há leis de proteção de dados e empresas que já vendem serviços para "apagar" rastros online.
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 Por BBC  

 Postado em 22 de setembro de 2019 às 21h50m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Professor do Oxford Internet Institute diz que hoje temos mais aparelhos tecnológicos com sensores para captar dados sobre nós — Foto: BBC 
Professor do Oxford Internet Institute diz que hoje temos mais aparelhos tecnológicos com sensores para captar dados sobre nós — Foto: BBC

"No futuro, todo mundo terá seus 15 minutos de anonimato." É o que disse o artista Banksy. Mas com tudo online, de status de relacionamento a destinos de férias, é mesmo possível ser anônimo – mesmo que brevemente – na era da internet?

Esse dizer, uma brincadeira com a famosa frase de Andy Warhol dos "15 minutos de fama", foi interpretada de várias formas por fãs e críticos. Mas sublinha a real dificuldade de manter algo privado no século 21.
"Hoje, nós temos mais aparelhos digitais do que nunca, e eles possuem mais sensores para captar mais dados nossos", diz Viktor Mayer-Schoenberger, professor do Oxford Internet Institute.

E isso importa. De acordo com uma pesquisa da empresa de recrutamento Careerbuilder, nos Estados Unidos, no ano passado, 70% das empresas usaram as redes sociais para analisar candidatos a vagas, e 48% checaram a atividade dos funcionários nas redes sociais.

Instituições financeiras também checam perfis em redes sociais quando decidem se dão empréstimos ou não. 
É mesmo possível ser anônimo na era da internet? — Foto: BBC 
É mesmo possível ser anônimo na era da internet? — Foto: BBC

Outras empresas, por sua vez, estão criando modelos com hábitos de compras, visões políticas e usam, inclusive, inteligência artificial para prever hábitos futuros com base em perfis de redes sociais.

Uma maneira de tentar obter controle é deletando redes sociais, o que algumas pessoas fizeram depois do escândalo da empresa Cambridge Analytica, quando 87 milhões de pessoas tiveram seus dados usados secretamente para campanhas políticas.

Mas, ainda que deletar contas em redes sociais seja a maneira mais óbvia para remover informações pessoais, isso não terá impacto nos dados guardados por outras empresas.
Felizmente, alguns países oferecem proteção.

O Brasil tem o Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, e a Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada em 2018. A lei, que entrará em vigor em 2020, proíbe o uso indiscriminado de dados pessoais. Além disso, garante aos cidadão o direito de saberem como e para o que as suas informações serão usadas.

A União Europeia tem sua versão: o GDPR, que regula a proteção dos dados, e inclui o "direito de ser esquecido" – basicamente, que um indivíduo tem o direito de ter informações pessoais removidas de onde quiser.

No ano passado, houve 541 pedidos de que informações fossem removidas no Reino Unido, segundo apuração da BBC, ante 425 do ano anterior e 303 em 2016-17. Os números reais podem ser mais altos, já que o Information Commissioner's Office (Departamento de Informação) só se envolve depois que uma reclamação inicial à empresa que guarda os dados é rejeitada.

Mas Suzanne Gordon, do Departamento de Informação, diz que isso não é necessariamente objetivo: "O GDPR fortaleceu os direitos das pessoas de pedirem que organizações deletem seus dados se acreditam que não são necessários. Mas o direito não é absoluto e em alguns casos deve ser balanceado contra outros direitos e interesses competidores, como, por exemplo, a liberdade de expressão."

O "direito de ser esquecido" ficou notório em 2014 e levou a vários pedidos de que informações fossem removidas – um ex-político que procurava a reeleição e um pedófilo são alguns exemplos –, mas nem todos foram aceitos.

Empresas e indivíduos que tenham dinheiro para tal podem contratar especialistas para ajudá-los.

Uma indústria inteira está sendo construída ao redor da "defesa de reputação" com empresas desenvolvendo tecnologia para remover informação – por um preço – e enterrar notícias ruins de mecanismos de busca, por exemplo.

Uma empresa, Reputation Defender ("defensora da reputação"), fundada em 2006, diz que tem um milhão de clientes, como profissionais e executivos. Ela cobra cerca de 5.000 libras (cerca de R$ 25 mil) pelo pacote básico.

Ela utiliza seu próprio software para alterar os resultados do Google sobre seus clientes, ajudando a colocar as notícias ou textos menos favoráveis mais para o fim dos resultados e promovendo as histórias favoráveis no lugar.
Empresas de defesa de reputação querem remover informações pessoais de bancos de dados e sites — Foto: Getty Images/Via BBC 
Empresas de defesa de reputação querem remover informações pessoais de bancos de dados e sites — Foto: Getty Images/Via BBC

"A tecnologia foca no que o Google vê como importante quando indexa sites no topo ou na parte de baixo dos resultados de busca", diz Tony McChrystal, diretor da empresa.

Geralmente, as duas maiores áreas que o Google prioriza são credibilidade e autoridade que a página tem, e quantos usuários se engajam com os resultados de busca e o caminho que o Google vê que cada usuário único segue.

"Trabalhamos para mostrar ao Google que um maior volume de interesse e atividade estão ocorrendo nos sites que queremos promover, sejam sites novos que criamos ou sites estabelecidos que já aparecem nos resultados das buscas, enquanto sites que queremos suprimir mostram um percentual mais baixo de interesse."

A empresa diz que atinge seu objetivo em 12 meses.
"É impressionantemente efetivo", ele diz, "já que 92% das pessoas não navegam depois da primeira página de resultados do Google e mais de 99% não passam da segunda página".

Mayer-Schoenberger, de Oxford, aponta que, enquanto empresas de defesa de reputação possam ser efetivas, "é difícil entender por que só pessoas ricas podem ter acesso a isso, e por qual razão isso não pode beneficiar todo mundo".
Andy Warhol previu uma vez que todo mundo teria 15 minutos de fama — Foto: Divulgação/Christie's 
Andy Warhol previu uma vez que todo mundo teria 15 minutos de fama — Foto: Divulgação/Christie's
Então, será que podemos nos livrar de todos nossos rastros online?

"Se formos responder de uma maneira simples, não", diz Rob Shavell, cofundador e chefe executivo do DeleteMe, um serviço de assinatura que remove dados pessoais de bancos de dados públicos, corretoras de dados e sites de busca.

"Você não pode se apagar completamente da internet a não ser que algumas empresas e indivíduos que operem serviços de internet sejam forçados a mudarem fundamentalmente como eles operam", afirma.

"Estabelecer regulamentações fortes para permitir que consumidores tenham autonomia para decidir como sua informação pessoal pode ser recolhida, compartilhada e vendida já é um bom caminho para encarar o desequilíbrio de privacidade que temos agora."

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Vale a pena instalar agora a atualização para o iOS 13?

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Recém anunciado pela Apple, nova versão vem com melhorias significativas, mas alguns bugs surgiram no primeiro momento.
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 Por Ronaldo Prass  

 Postado em 20 de setembro de 2019 às 19h20m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Nova versão do sistema operacional da Apple traz mudanças na exibição do aplicativo de fotos. — Foto: Reprodução/Apple 
Nova versão do sistema operacional da Apple traz mudanças na exibição do aplicativo de fotos. — Foto: Reprodução/Apple

O iOS 13 foi disponibilizado pela Apple e já pode ser baixado para os modelos de iPhone que suportam a nova versão do sistema. A nova versão vem com melhorias significativas e novidades interessantes, mas será que vale a pena instalá-lo imediatamente?

Essa é uma dúvida recorrente entre muitos usuários, já que em lançamentos anteriores foram encontradas falhas que afetavam a estabilidade do dispositivo. Algumas falhas também apareceram nesta edição, mas apesar de eventuais "bugs" — algo previsível em qualquer programa ou sistema — o que deve ser levado em consideração é a agilidade na correção do problema.

Após a liberação do iOS 13, as reclamações começaram a surgir, com usuários afirmando que alguns aplicativos travam aleatoriamente durante a sua execução. Também houve relatos de instabilidade na conexão com a rede e lentidão no aplicativo da câmera.

Primeira falha grave encontrada no iOS 13
Um hacker da ilha das Canárias anunciou ter encontrado uma falha de segurança grave, que expõe a agenda de contatos. No entanto, para obter êxito na invasão é preciso ter o aparelho em mãos. Mesmo que ele esteja protegido por senha e leitura biométrica, os detalhes sobre os contatos podem ser facilmente acessados.

O caso havia sido reportado ao programa de recompensas para falhas de segurança da Apple no dia 3 de julho. De acordo com reportagem da rede de TV americana CNN, a própria Apple confirmou que o problema existe e informou que a correção para este bug deve acontecer no iOS 13.1, que será disponibilizado no dia 24 de setembro.

Vale a pena instalar agora?
Os recursos presentes no iOS 13 melhoram a experiência de uso do smartphone. Devido aos bugs relatados pelos usuários, e com a expectativa do iOS 13.1 já na semana que vem, vale a pena esperar pela versão estável, que tenha as correções.

Outras novidades da versão
Modo Escuro
Esse recurso está entre uma das novidades mais relevantes no iOS 13. O modo escuro vem sendo cada vez mais adotado pelos usuários.

No iOS, essa opção não é apenas para alterar a cor do tema para um tom completamente preto: o modo escuro pode ser definido permanentemente com esse aspecto ou alternar automaticamente para uma transição de tonalidade baseada no nascer do sol - função semelhante a presente no Mac OS Mojave.
Todos os apps no iOS 13 são suportados pelo modo escuro.

Teclado com Swipe
Escrever no teclado apenas arrastando o dedo, sem a necessidade de teclar, não é novidade. Mas para obter essa função era necessário instalar apps de terceiros, que permitiam mudanças no teclado. Agora esse recurso é nativo do iOS 13.

Mapas com visão da rua
Novamente um recurso conhecido há anos, presente no Google Maps. Essa função foi adicionada agora no Maps da Apple, com a possibilidade de visualizar imagens de ruas dentro do app.
O recurso será implementado primeiro nos Estados Unidos.

Assistente virtual interagindo com os Apps
Finalmente a Siri é capaz de executar apps instalados no iPhone através do comando de voz.

Escolha a rede Wi-Fi na Central de Controle
A Central de controle é um recurso que surgiu para simplificar o uso de recurso do aparelho, mas faltava a possibilidade de conectar a rede Wi-Fi ou um dispositivo Bluetooth através dessa funcionalidade. O sistema também redireciona automaticamente a conexão da rede Wi-Fi para os dados de celular, quando houver indisponibilidade de internet.

Usar a internet de duas operadoras simultaneamente
Quem tem acesso a duas linhas no iPhone (o aparelho permite utilizar um SIM físico e outro virtual), agora conta com um novo recurso, que permite que o telefone use internet de ambas as linhas simultaneamente, dependendo da cobertura e disponibilidade da rede.

Aplicativo de fotos
A exibição da galeria ficou mais suave, principalmente para quem possuí uma grande quantidade de fotos.

O app foi aprimorado com inteligência artificial e ficou melhor em organizar as fotos, destacar os melhores cliques, omitir fotos duplicadas.

Foram adicionados novos recursos para a edição de fotos e vídeos, com funcionalidades semelhantes às encontradas no Instagram, por exemplo. Você pode simplesmente tocar para editar uma imagem e obterá uma lista de rolagem de diferentes ajustes, incluindo exposição, realces, sombras, contraste, ponto preto e muito mais.
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1 
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Huawei lança linha de smartphones Mate 30, sem apps do Google

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Principal lançamento da empresa no ano, aparelhos chegam com boas configurações, mas sem acesso a aplicativos do Google.
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 Por G1  

 Postado em 19 de setembro de 2019 às 21h45m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Huawei lança linha de smartphones Mate 30, que chegam com boas configurações, mas sem apps do Google — Foto: Divulgação/Huawei 
Huawei lança linha de smartphones Mate 30, que chegam com boas configurações, mas sem apps do Google — Foto: Divulgação/Huawei

A Huawei anunciou nesta quinta-feira (19) a linha de smartphones Mate 30, principal lançamento da empresa no ano. A peculiaridade dessa vez é que os aparelhos chegam sem os aplicativos e serviços do Google, como geralmente acontece em aparelhos baseados no Android.

Isso se deve à guerra comercial travada por Estados Unidos e China, que envolveu a Huawei, incluída este ano, pelo governo americano, em uma lista de proibição comercial. Isso impediu que a empresa firmasse uma parceria mais direta com o Google.

Os novos aparelhos, Mate 30 e Mate 30 Pro, chegam com um sistema operacional chamado EMUI 10, baseado no Android 10, que é de código aberto, o que ajudou a empresa a contornar parte das sanções.

Como os smartphones foram lançados sem a Play Store, os aplicativos precisam ser baixados pela Huawei App Gallery, loja própria da empresa. Segundo a Huawei, cerca de 45 mil apps já estão integrados nessa plataforma.

Câmera e processadores potentes
Os aparelhos chegam com especificações bastante robustas de processador e e câmera. O processador dos dois modelos é o Kirin 990, lançado pela Huawei no começo do mês em uma feira de tecnologia em Berlim. Em uma das versões do Mate 30 Pro, ele vem com conectividade 5G — novidade nos processadores de fabricação própria da Huawei.

Ambos os modelos têm 8GB de memória, mas o armazenamento interno é diferente: O Mate 30 vem com 128GB e o Mate 30 Pro com 256GB.

Veja os preços anunciados:
  • Mate 30: 799 euros
  • Mate 30 Pro: 1.099 euros
  • Mate 30 Pro 5G: 1.199 euros
Nas câmeras, a Huawei trouxe novamente uma parceria com a fabricante de câmeras e lentes Leica. A câmera principal do smartphone tem 40 megapixel com abertura f/1.8. As outras são uma grande angular de 16 megapixel, com abertura de f/2.2; uma teleobjetiva de 8 megapixel, com abertura de f/2.4; além de uma câmera com sensor 3D, para imagens mais refinadas.
Linha de aparelhos Mate 30 conta com configuração potente de câmeras, feita em parceria com a Leica — Foto: Divulgação/Huawei 
Linha de aparelhos Mate 30 conta com configuração potente de câmeras, feita em parceria com a Leica — Foto: Divulgação/Huawei

Huawei Mate 30 Pro

  • Tela: Full HD+ (2400 x 1176 pixels), 6,53 polegadas
  • Câmeras: 40, 40, 8 megapixels e câmera 3D
  • Câmera frontal (selfie): 32 megapixels
  • Processador: Kirin 990
  • Memória RAM: 8 GB
  • Armazenamento: 256 GB

Huawei Mate 30

  • Tela: Full HD+ (2340 x 1080 pixels), com 6,62 polegadas
  • Câmeras: 40, 16 e 8 megapixels e câmera 3D
  • Câmera frontal (selfie): 24 megapixels
  • Processador: Kirin 990
  • Memória RAM: 8 GB
  • Armazenamento: 128 GB