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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Serviço NordVPN, que promete 'privacidade' na internet, revela que foi vítima de ataque hacker

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Invasão ocorreu em março de 2018 e só foi descoberta 'há alguns meses', mas empresa garante que dados de usuários não foram acessados. 
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 23 de outubro de 2019 às 14h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
NordVPN não foi avisada por prestador de serviços de internet na Finlândia que deixou canal de acesso remoto aberto. — Foto: Divulgação 
NordVPN não foi avisada por prestador de serviços de internet na Finlândia que deixou canal de acesso remoto aberto. — Foto: Divulgação

O NordVPN, um serviço de rede virtual privada (VPN) que promete aumentar a privacidade de seus usuários na internet, revelou que intrusos acessaram um de seus servidores na Finlândia em março de 2018 e roubaram uma chave que era usada para criptografar os dados trafegados em parte de sua rede.
Em um comunicado oficial, a companhia disse que a invasão foi descoberta "há alguns meses" e que decidiu não revelar o incidente até que pudesse confirmar que sua rede está "100% segura".
Não há indícios de que os hackers tentaram monitorar o tráfego de internet dos usuários a partir do servidor invadido, de acordo com o comunicado.

Para ter presença mundial, empresas pequenas e médias precisam alugar espaços em centros de dados terceirizados no mundo todo. Foi uma falha em um desses prestadores, na Finlândia, que permitiu a invasão dos hackers.

Segundo a NordVPN, o centro de dados finlandês não informou que havia um canal de administração remota ativo. Quando os técnicos do centro de dados perceberam esse erro, o canal foi fechado, mas os clientes não foram avisados. Dessa forma, a NordVPN não estava ciente da falha que deixou o servidor exposto.

Posteriormente à divulgação do caso, foram encontrados indícios da invasão circulando em um fórum aberto na internet desde maio de 2018 — o que significa que a ação não foi mantida em sigilo pelos hackers. Os registros sugerem que outros dois serviços de VPN, a VikingVPN e a TorGuard, também sofreram ataques. Em comunicado, a TorGuard garantiu que esse ataque não causou nenhum impacto em sua rede.

Serviços de VPN patrocinam grandes canais do YouTube, o que tem aumentado o interesse nesse tipo de serviço. A NordVPN, por exemplo, tem uma página exclusiva para influenciadores que desejam se tornar "embaixadores" da marca.

Felix Kjellberg, conhecido como "pewdiepie" e dono do canal com o maior número de inscritos do YouTube, é um dos divulgadores da NordVPN,. Outros criadores de conteúdo da plataforma, como Marques Brownlee (MKBHD) e Mark Rober, também divulgaram o serviço.

Empresa alega que servidor não guardava dados
A NordVPN destacou que o servidor invadido não armazenava nenhum registro de acesso ou dado de usuário (como senhas). Para tirar proveito dessa invasão, a empresa alega que hacker teria que montar uma página falsa e realizar um ataque "complicado" do tipo "homem no meio".
Em ataques "homem no meio", o hacker estabelece um ponto intermediário de acesso entre a vítima (o usuário de um serviço) e o servidor de destino da conexão (nesse caso, a NordVPN). Como o hacker está "no meio" da conexão, ele terá acesso a todos os dados que trafegarem pela rede.
Segundo a NordVPN, não há indícios de qualquer tentativa de ataque ou monitoramento do tráfego dos usuários. A companhia também enfatizou que o ataque comprometeu apenas o servidor finlandês e não seu serviço como um todo.

O que é uma VPN?
Uma rede virtual privada (VPN, na sigla em inglês) funciona como um intermediário no acesso à internet. Quando um site é acessado por meio de uma VPN, ele enxerga a própria VPN — e não o usuário que iniciou a conexão — como origem daquela conexão. Isso pode esconder o responsável por uma publicação ou modificar o país de origem de um acesso, burlando bloqueios ou limitações de acesso.

Por outro lado, os serviços de VPN requerem a mesma confiança que o usuário normalmente depositaria em seu provedor de acesso à internet. Quando esse tipo de serviço está em uso, todo o tráfego de internet é criptografado, mas, depois de passar pela infraestrutura do serviço de VPN, a conexão precisa ser repassada à internet em sua forma original — ou seja, sem criptografia.
Na prática, o serviço de VPN precisa ter acesso a todos os dados trafegados, da mesma forma que o provedor.
No entanto, diferente do provedor de acesso local, muitos serviços de VPN ficam no exterior, o que dificulta a reparação por danos ou violações. A NordVPN é sediada no Panamá, o que a empresa divulga como um ponto positivo. O Panamá não possui nenhuma política de retenção de dados — o que dificulta o rastreamento para a investigação de crimes ou abusos.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Notebook ou tablet: qual a melhor opção?

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Blog também tira dúvidas sobre app para apagar os arquivos duplicados no celular e sobre visualizações em uma publicação no Facebook.
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 Por Ronaldo Prass  

 Postado em 21 de outubro de 2019 às 19h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)

Notebook ou tablet?
Oi, Ronaldo! Eu li as suas dicas sobre o que levar em consideração na hora de comprar um computador, e estou em dúvida entre um notebook ou um tablet. Qual é a melhor opção? - Juliana
Olá, Juliana! A escolha entre um notebook e um tablet, dependerá do seu perfil e quais tarefas você pretende realizar com o equipamento.

Um notebook, por mais básico que ele seja, é uma ferramenta importante para produtividade e entretenimento. No entanto, essa produtividade é relativa às tarefas que serão executadas.

Para cada perfil, existe a necessidade de instalação de programas específicos e uma configuração de hardware mais indicada. Por exemplo: se você vai apenas pesquisar na internet, escrever textos, criar apresentações e reproduzir vídeos, não é preciso investir em um notebook com processador de última geração ou com placa de vídeo 3D dedicada.

Investindo em um tablet, você ganha mais mobilidade e horas adicionais longe da tomada. Dependendo do modelo, também é possível obter algum nível de produtividade usando esse dispositivo.
É preciso levar em consideração quais aplicativos irão substituir os programas convencionais, ou se existe alguma versão adaptada para dispositivos móveis.
O melhor equipamento irá depender da sua escolha pessoal. Na minha opinião a escolha mais apropriada é adquirir um notebook. Mas antes de decidir, por favor, poste na área de comentários quais os programas que você pretende usar.
Para escolher entre tablet e notebook é preciso pensar em quais usos serão feitos do dispositivo. — Foto: Pixabay/Divulgação 
Para escolher entre tablet e notebook é preciso pensar em quais usos serão feitos do dispositivo. — Foto: Pixabay/Divulgação

Apagar arquivos duplicados
Eu tenho um cartão de memória com capacidade de 256 GB de memória no celular, mas ele está lotado. O problema é que a maioria das fotos são repetidas, existe alguma maneira de eu identifica-las e apagá-las facilmente? – Miguel
Olá, Miguel! Para identificar e apagar rapidamente fotos repetidas no celular, você pode usar um aplicativo chamado Duplicate Media Remover.

Visualizações de postagem no Facebook
Oi, Ronaldo! Existe alguma maneira de eu saber quantos amigos visualizaram as minhas postagens no Facebook? – Larissa
Olá, Larissa! Os perfis no Facebook não contam com essa funcionalidade estatística.

Se você realmente tem essa necessidade, o ideal é transformar o seu perfil em "Fan Page", pois páginas desse tipo oferecem um painel administrativo completo, repleto de detalhes sobre as publicações.
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1 
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

domingo, 20 de outubro de 2019

Falha no leitor de digitais do Galaxy S10 desbloqueia celular que tem película de tela

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Fabricante sul-coreana anunciou que vai lançar atualização de software para corrigir a vulnerabilidade.
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 Por Altieres Rohr, G1  

 Postado em 20 de 0utubro de 2019 às 16h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A Samsung anunciou que vai lançar uma atualização de software para corrigir uma brecha de segurança no leitor de impressões digitais ultrassônico do Galaxy S10, um dos seus modelos topo de linha.

"A Samsung está ciente do caso de mal funcionamento do reconhecimento de digital do S10 e logo lançará uma correção de software", disse a empresa à agência Reuters.

O leitor biométrico desses aparelhos fica localizado sob a tela do celular e identifica os sulcos da digital por meio de ondas ultrassônicas. Segundo um relato publicado no jornal "The Sun", uma britânica descobriu que uma película de silicone chinesa comprada por menos de R$ 15 fazia o leitor reconhecer qualquer digital como válida, inutilizando o bloqueio de tela.
Modelo S10 se diferencia de aparelhos anteriores da série Galaxy com leitor de digitais sob a tela. — Foto: Thiago Lavado/G1 
Modelo S10 se diferencia de aparelhos anteriores da série Galaxy com leitor de digitais sob a tela. — Foto: Thiago Lavado/G1

A britânica notou o problema quando conseguiu desbloquear o celular com qualquer dedo, não apenas os cadastrados no telefone. Depois, verificou que seu marido e sua irmã também podiam desbloquear o aparelho.
A Samsung orienta que consumidores adquiram apenas acessórios autorizados pela marca e que o uso de películas não oficiais ou resíduos na tela podem interferir com o funcionamento do sensor.
Como o sensor fica debaixo da tela, películas adicionam uma camada entre a tela e o dedo usuário, interferindo no processo de leitura. É possível que a fabricante da película tenha buscado algum método de tornar seu produto compatível com o sensor, mas acabou quebrando a segurança do telefone.
A Samsung informou que o problema acontece quando uma digital é registrada após a aplicação da película. A fabricante recomenda a remoção de películas de silicone e o recadastramento das digitais para evitar riscos. Segundo a empresa, a recomendação vale para os modelos S10 e Note10 (incluindo S10+ e Note10+) até que seja instalada a atualização, programada para a próxima semana.

Sensor derrotado por impressão 3D e cola quente
Esse é o terceiro problema encontrado no leitor ultrassônico da Samsung. A tecnologia foi lançada em março pela empresa em seus modelos topo de linha, substituindo os sensores tradicionais que normalmente ficavam na traseira ou nas bordas dos telefones.

No início de abril, um mês após o lançamento do Galaxy S10, o sensor foi inicialmente derrotado por uma impressão 3D produzida a partir de uma foto de celular de uma digital.

Pouco menos de dois meses depois, no fim de maio, o canal de YouTube Max Tech conseguiu enganar o sensor com uma digital duplicada com cola quente. De acordo com o vídeo do canal, o experimento foi motivado por uma atualização da Samsung que acelerou o desbloqueio do telefone pela impressão digital – mas isso aparentemente diminuiu a segurança do dispositivo.

Reconhecimento facial é mais inseguro
O Galaxy S10 tem um recurso de reconhecimento facial, mas não dispõe dos sensores necessários para a leitura do rosto em 3D, como acontece no iPhone da Apple e no recém-anunciado Pixel 4 do Google. Testes já demonstraram que o reconhecimento facial, quando feito sem esses sensores, pode ser derrotado até por uma foto ou vídeo do dono do celular.
Por essa razão, apesar das falhas no reconhecimento de impressão digital, ela ainda é a melhor opção biométrica para os donos do aparelho.

A alternativa é utilizar uma senha ou desenho de padrão, como em modelos sem nenhuma opção de biometria.

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Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1