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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Receita Federal lança 'CPF Digital', aplicativo que permite ter o documento no celular

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Aplicativo já pode ser baixado nas lojas virtuais. Programa também traz ferramenta para auxiliar contribuintes no preenchimento do IRPF 2020. 
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília    
 14/05/2020 16h09  Atualizado há 4 horas  
 Postado em 14 de maio de 2020 às 20h15m  

 
A Secretaria da Receita Federal anunciou nesta quinta-feira (14) o lançado de um aplicativo com a versão digital do cartão de CPF, chamado de "CPF Digital". Desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o programa está disponível para ser baixado nas lojas virtuais Google Play e App Store.

Há mais de um ano, o CPF é a chave de acesso aos serviços públicos. Nessa crise do novo coronavírus, o número do documento é uma das exigências para liberação do auxílio emergencial de R$ 600 para a população vulnerável.

O aplicativo "CPF Digital" exibe o cartão do CPF e também envia notificação "push" contendo notícias aos usuários.
Aplicativo CPF Digital, da Receita — Foto: Reprodução
Aplicativo CPF Digital, da Receita — Foto: Reprodução

IRPF 2020
A Receita Federal informou que o aplicativo também traz "ChatBot" (programa que simula uma conversa humana em um chat) para auxiliar o cidadão no preenchimento da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2020 (IRPF).

O Fisco informou que serão esclarecidas dúvidas dos contribuintes sobre como preencher a declaração, como consultar a restituição, sobre o prazo para apresentação, a multa por atraso na entrega ou não apresentação, situações individuais, declaração em conjunto, carnê leão e isenção para portadores de moléstias graves.

O secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, afirmou que a prioridade é a utilização do "ChatBot" para restringir o atendimento presencial em função da pandemia do coronavírus.

"Mas a proposta é evoluir o aplicativo e disponibilizar outros canais de atendimento virtuais que facilitem a vida do cidadão. No futuro, o CPF Digital poderá se tornar a porta de acesso para os principais serviços aos brasileiros", acrescentou.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Praga digital ataca brasileiros com mensagens sobre o coronavírus e comandos escondidos em canais do YouTube

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Conhecido como 'Astaroth', programa rouba senhas capturadas em sistemas contaminados. 
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 Por Altieres Rohr  
 13/05/2020 07h00  Atualizado há 4 horas  
 Postado em 13 de maio de 2020 às 11h00m  


Criminosos registram canais no YouTube e inserem códigos nas descrições para dar comandos ao ladrão de senhas Astaroth.  — Foto: Reprodução
Criminosos registram canais no YouTube e inserem códigos nas descrições para dar comandos ao ladrão de senhas Astaroth. — Foto: Reprodução

Especialistas em segurança identificaram uma nova versão do Astaroth, um programa malicioso que rouba informações dos computadores. A praga digital chamou a atenção por usar uma rede de canais do YouTube para receber "comandos" dos criminosos e ser propagada por e-mails com o tema do coronavírus e da Covid-19.
O Astaroth rouba senhas digitadas nos sistemas contaminados. Ele não é uma praga digital nova, mas vem recebendo diversos aprimoramentos dos seus criadores.
A análise mais recente do código foi publicada pelo Talos, uma equipe de especialistas em segurança digital da Cisco, nesta segunda-feira (11).

Os analistas observaram que a praga digital possui uma série de mecanismos para evitar o estudo do seu funcionamento. O código interrompe sua própria execução caso detecte um ambiente virtual ou a presença de ferramentas de monitoramento que poderiam rastrear as operações realizadas pelo programa.

Coronavírus e canais falsos no YouTube
De acordo com a análise do Talos, o Astaroth vem atacando usuários no Brasil há pelo menos nove meses, embora seja possível que a atividade tenha começado até um ano atrás.
O software é propagado por e-mails enviados em massa, que recentemente passaram a utilizar o tema do coronavírus e da Covid-19. O tema de boletos em atraso também é muito comum.
Uma das mensagens, por exemplo, promete um "portfólio" de recomendações para se proteger do coronavírus. A mensagem pode ter erros de português, mas essa não é uma característica obrigatória.
E-mail falso que propaga a praga digital Astaroth usando o tema do novo coronavírus e a Covid-19. — Foto: Reprodução/Cisco Talos
E-mail falso que propaga a praga digital Astaroth usando o tema do novo coronavírus e a Covid-19. — Foto: Reprodução/Cisco Talos

Os e-mails sempre incluem um link para um arquivo – normalmente um arquivo ".ZIP". Dentro do arquivo compactado, os criminosos colocam um arquivo ".lnk", que é um atalho do Windows – ou seja, um arquivo muito pequeno. Esse "atalho" executa um comando que realiza o download do próximo estágio da contaminação.

Depois que o Astaroth se estabelece no sistema, ele "visita" uma série de canais no YouTube. O usuário não verá nenhum sinal de que esse acesso aconteceu, mas as descrições dos canais – que parecem ser apenas um código sem sentido – são interpretadas como comandos para que o ladrão de senhas saiba o que deve fazer em seguida.

A estratégia de usar perfis em redes sociais para abrigar comandos de pragas digitais não é nova. Ela dificulta a ação de especialistas que tentam derrubar a infraestrutura dessas pragas digitais, já que os perfis, por si só, são normalmente inofensivos.

O blog procurou o Google para perguntar qual seria a postura da empresa em relação aos canais identificados pelo Telos. Até a publicação deste texto, o Google ainda não havia se pronunciado e os canais estavam on-line.
E-mails com cobranças falsas também são usados na propagação do Astaroth. — Foto:  Reprodução/Cisco Talos
E-mails com cobranças falsas também são usados na propagação do Astaroth. — Foto: Reprodução/Cisco Talos

Sofisticação técnica
O Astaroth tem diversas características técnicas avançadas. Além de tentar "fugir" da atenção de analistas e de sistemas de detecção automática, o código também foi programado de tal maneira a evitar que usuários suspeitem da presença de um programa nocivo.

Praticamente todas operações do programa são realizadas a partir de programas legítimos do Windows – mas nenhum arquivo do Windows é modificado. Os criadores do ladrão de senhas utilizam técnicas para injetar o código diretamente na memória de outros programas, ou então se aproveitam de utilitários que foram projetados para executar comandos especificados por outros programas.

Para o Talos da Cisco, o Astaroth é um "exemplo do nível de sofisticação técnica que está sendo alcançada por crimeware". O termo "crimeware", usado pelos especialistas, se refere aos programas maliciosos usados por criminosos – como é o caso do Astaroth – e que normalmente não possuem a mesma sofisticação dos softwares de espionagem patrocinados por governos.
Cada versão do Astaroth é identificada por um número e um nome, que normalmente faz alusão a um demônio. De acordo com os analistas, esta versão é identificada pelo número "157" e pelo codinome "Gomory", associado a um demônio chamado "Gremory". Essas informações estão dentro do próprio código da praga digital.

O nome "Astaroth", que é usado para identificar todas as versões dessa praga, também se refere um demônio.

Veja vídeo sobre links falsos com supostas informações sobre a pandemia:
Covid-19: milhões de brasileiros clicaram em links falsos desde o início da pandemia
Covid-19: milhões de brasileiros clicaram em links falsos desde o início da pandemia

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

terça-feira, 12 de maio de 2020

Twitter afirma que funcionários poderão trabalhar de casa 'para sempre'

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Em comunicado, empresa diz que não pretende retornar aos escritórios antes de setembro e que aqueles que quiserem poderão ficar em casa indefinidamente. 
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 Por G1   
 12/05/2020 15h55  Atualizado há 1 horas  
 Postado em 12 de maio de 2020 às 17h10m  

Se do Twitter na Califórnia (EUA). — Foto: Divulgação/Twitter 
Se do Twitter na Califórnia (EUA). — Foto: Divulgação/Twitter

O Twitter afirmou em comunicado aos funcionários nesta terça-feira (12) que eles poderão trabalhar de casa "para sempre", caso queiram.
"Se nossos empregados estiverem em um papel ou situação que os permita trabalhar de casa, eles podem continuar fazendo isso para sempre, e nós vamos garantir que isso vai acontecer", disse Jennifer Christie, vice-presidente de pessoas na rede social.

A companhia também reiterou que, caso os funcionários queiram voltar ao escritório, vai garantir que isso seja feita com precauções e apenas quando for seguro.

No mesmo comunicado, Christie afirmou que não há planos de reabrir a maioria dos escritórios antes de setembro e que um eventual processo de retomada vai ser feito de maneira gradual e cautelosa. Além disso, todos os eventos da empresa estão cancelados até 2021.

"Twitter foi uma das primeiras companhias a ir trabalhar de casa diante da Covid-19, mas não planejamos ser uma das primeiras a retornar", disse Christie.