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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Microsoft corrige 'bug' que fazia Windows esquecer datas e realizar manutenção excessiva em SSDs

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Empresa também lançou pacote mensal de atualizações corrigindo 129 vulnerabilidades em seus produtos.  
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Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
09/09/2020 11h51 Atualizado há 2 horas
Postado em 09 de setembro de 2020 às 14h00m

  * Post.N. -\- 3.841 *  
Atualização do Windows corrige falhas de segurança. — Foto: Reprodução/MicrosoftAtualização do Windows corrige falhas de segurança. — Foto: Reprodução/Microsoft

A Microsoft começou a distribuir uma atualização para o Windows que corrige um "bug" no desfragmentador e otimizador de unidades de armazenamento.

O erro fazia o Windows "se esquecer" da data da última otimização, o que podia levar o sistema a realizá-la repetidamente, sem respeitar o período de manutenção definido pelo próprio Windows.

Embora a Microsoft não tenha lançado novas edições do seu sistema operacional, o Windows 10 vem ganhando "atualizações de recursos" numeradas, que trazem mudanças significativas.

O problema na otimização das unidades surgiu na versão 2004 do Windows 10, a mais recente dessas atualizações.

Otimizador de unidades realiza manutenção periódica nos dispositivos de armazenamento, mas precisa lembrar da data em que a última otimização foi realizada para não repetir o processo sem necessidade. — Foto: ReproduçãoOtimizador de unidades realiza manutenção periódica nos dispositivos de armazenamento, mas precisa lembrar da data em que a última otimização foi realizada para não repetir o processo sem necessidade. — Foto: Reprodução

O problema atingia dispositivos de armazenamento do tipo SSD (estado sólido).

Essas unidades precisam ser otimizadas periodicamente com um comando especial chamado de "Trim" para orientar o SSD a dispensar blocos marcados como livres – um processo importante para a manutenção desse tipo de unidade de armazenamento.

Alguns usuários e publicações levantaram a hipótese de que o uso excessivo do comando "Trim" poderia danificar as unidades, mas não existe uma prova concreta desses danos.

Se o SSD não tiver nenhuma falha em seu projeto, o comando "Trim", por si só, não deve danificá-lo – o que tornaria o "bug" do Windows inofensivo para o hardware.

No entanto, o bug ainda é curioso por ser ocasionado por um simples esquecimento de uma data. De acordo com o site "Bleeping Computer", o erro foi relatado à Microsoft por testadores antes do lançamento da versão 2004, mas a correção só foi disponibilizada agora.

Microsoft corrigiu 129 falhas de segurança
A Microsoft também liberou seu pacote mensal de correções de falhas de segurança nesta terça-feira (8).

No total, a companhia eliminou 129 vulnerabilidades dos seus vários softwares – incluindo programas voltados para ambientes empresariais. Alguns dos erros, no entanto, atingiram o Windows, incluindo os navegadores Internet Explorer e Edge.

O Exchange, que é usado por empresas para criar e-mails para funcionários, recebeu uma atualização crítica por conta de uma falha que permite invadir o sistema com o simples envio de um e-mail malicioso. Essa é uma das falhas consideradas mais graves do pacote, mas atinge apenas ambientes corporativos.

Outra brecha permite que o Windows seja invadido apenas com a abertura de um arquivo multimídia. Arquivos de som e imagem normalmente são inofensivos, o que exige a exploração de falhas para que elas possam atuar de forma maliciosa no sistema. Não há registro da exploração dessa falha até o momento, mas é importante que a atualização seja instalada para evitar ataques.

O Windows 10 instala atualizações automaticamente para todos os usuários. Não é preciso tomar nenhuma atitude especial para receber essas correções – todos os sistemas devem recebê-las ainda esta semana.

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Bolsas do EUA fecham em queda pressionadas pelo setor de tecnologia

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Nas mínimas da sessão desta terça-feira, Facebook , Amazon.com, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam, conjuntamente, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado. 
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Por Reuters
08/09/2020 19h19 Atualizado há 3 horas
Postado em 08 de setembro de 2020 às 22h25m

  * Post.N. -\- 3.840 *  
Os mercados de ações dos Estados Unidos encerraram em baixa pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, com os papéis de pesos pesados de tecnologia estendendo o "sell-off" (onda de vendas), enquanto a Tesla sofreu sua maior queda percentual diária após a ação ter ficado de fora na composição do índice S&P 500.

O Dow Jones caiu 2,25%, para 27.500,89 pontos, o S&P 500 perdeu 2,78%, para 3.331,84 pontos, e o Nasdaq registrou queda de 4,11%, para 10.847,69 pontos.
Wall Street — Foto: Lucas Jackson/ReutersWall Street — Foto: Lucas Jackson/Reuters

Todos os 11 principais setores do S&P tiveram queda, com tecnologia e energia liderando as perdas. Notícias na sexta-feira de que o SoftBank realizou compras significativas de opções durante a escalada dos índices de ações nos EUA aumentaram o nervosismo dos investidores.

O setor de tecnologia mais uma vez puxou os índices para baixo, com queda de 4,59%, a terceira consecutiva e no pior desempenho em três dias do índice setorial desde meados de março. Mesmo com a baixa recente, o segmento continua com o melhor desempenho no ano.

"O mercado ficou caro, teve um rali, ficou muito concentrado, e as pessoas ficaram realmente eufóricas", disse Willie Delwiche, estrategista de investimentos da Baird em Milwaukee. "Todos estão posicionados de um lado, não é preciso muita agitação para derrubar algumas maçãs do carrinho."

As ações do setor de energia despencaram 3,71%, já que os preços do petróleo caíram abaixo do nível de US$ 40 por barril.

A recuperação de Wall Street, alimentada em grande parte por grandes quantidades de estímulos monetários e fiscais, foi interrompida na semana passada, com o Nasdaq chegando a cair 9,9% em relação ao seu recorde intradiário, uma vez que investidores embolsaram lucros após um rali que elevou o índice em torno de 70% das suas mínimas da pandemia. As perdas de terça-feira colocaram o índice 10% abaixo da sua máxima de fechamento, confirmando correção iniciada em 2 de setembro.

Nas mínimas da sessão desta terça-feira, Facebook , Amazon.com, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam, conjuntamente, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 2 de setembro.

Tesla desabou 21,06%, sua maior queda percentual diária, já que a montadora de carros elétricos foi excluída de um grupo de empresas que estão sendo adicionadas ao S&P 500. Investidores esperavam amplamente sua inclusão após forte balanço trimestral divulgado em julho. Até o fechamento de sexta-feira, a ação havia subido cerca de 400% neste ano.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Governo dos EUA estuda criar 'central de denúncias' para relatar falhas de segurança em sistemas e aplicativos públicos

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Objetivo é facilitar contato do público com técnicos que possam resolver os problemas, mas ideia esbarra em desafios.  
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Governo dos Estados Unidos pretende lançar plataforma e orientações para unificar relatos de vulnerabilidades. — Foto: TheDigitalWay/PixabayGoverno dos Estados Unidos pretende lançar plataforma e orientações para unificar relatos de vulnerabilidades. — Foto: TheDigitalWay/Pixabay

O governo dos Estados Unidos afirmou que pretende criar uma plataforma comum para que cidadãos e pesquisadores de segurança possam entrar em contato com órgãos governamentais e relatar problemas de segurança encontrados em sistemas online ou aplicativos oferecidos pelos entes públicos.

A iniciativa está sendo coordenada pela Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês). A CISA faz parte do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O sistema deve começar a ser disponibilizado pela CISA em meados de 2021. Cada órgão público americano será responsável por integrá-lo em sua infraestrutura digital.

A agência chegou a solicitar comentários da sociedade civil sobre o assunto. Durante esse período, foram enviadas mais de 200 recomendações de 40 fontes diferentes, incluindo pesquisadores independentes, outras agências federais e empresas de tecnologia.

'Número de emergência' para vulnerabilidades

Em um comunicado em seu site, a CISA afirmou que a plataforma deve funcionar como um "número de emergência" para falhas de segurança em sistemas digitais.

A agência comparou uma denúncia de uma falha com a denúncia de um incêndio. Quando há um incêndio, qualquer cidadão sabe relatá-lo ao número "911", que direciona aos serviços de emergência nos Estados Unidos.

Contudo, hoje não existe um ponto de contato semelhante para problemas de segurança no mundo digital.

Canal de contato não é 'oportunidade de negócios'

A plataforma será acompanhada de uma documentação de boas práticas no tratamento das falhas, mas alguns pontos ainda podem ter divergências.

O prazo máximo para corrigir um problema relatado, por exemplo, é um dos vários assuntos complexos da medida.

A triagem das denúncias também pode ser um desafio. Cada agência terá de descartar relatos incompletos e avaliar a gravidade dos problemas para decidir o que corrigir primeiro.

O próprio anúncio da CISA "brinca" com essa situação, avisando que os meios de contato "não são uma oportunidade de negócios" nem um meio "alternativo" para entrar em contato com as agências para outras finalidades.

Como exatamente cada órgão do governo poderá lidar com esse tipo de contato – que pode ser inevitável – vai depender do que acontecerá na prática.

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