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quarta-feira, 17 de março de 2021

Falta de chips afeta indústria global e crise é 'sem precedentes', diz associação chinesa do setor

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Escassez dos semicondutores atinge desde montadoras de veículos a fabricantes de smartphones. Samsung vê "sério desequilíbrio".
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 14h00m

  *.- Post.N. -\- 3.984 -.*  

Indústria sofre com escassez de chips — Foto: Divulgação/Qualcomm
Indústria sofre com escassez de chips — Foto: Divulgação/Qualcomm

A escassez global de chips está afetando a produção da indústria mundial. Da cadeia automotiva a produção de smartphones, a presença desses dispositivos é indispensável para o produto final.

A associação da indústria de semicondutores da China chinês classificou nesta quarta-feira (17) a falta de chips como "sem precedentes". A venda dos chips subiu 18% no ano passado no país.

"É preciso lembrar que em 1999 houve uma crise semelhante nesta indústria, mas era muito menor", disse Zhou Zixue, funcionário sênior da Associação da Indústria de Semicondutores da China (CSIA).

Por sua vez, a Samsung afirmou que a falta dos semicondutores, como também são chamados os chips, está criando um "sério desequilíbrio".

A empresa já havia alertado que estava lutando para atender aos pedidos de chips que fabrica para seus próprios produtos e também para outras empresas.

Em meados de fevereiro, a indústria de tecnologia dos Estados Unidos também mostrou preocupações e pediu financiamento ao governo para a produção dos semicondutores.

Pandemia impulsionou consumo de chips

A pandemia de coronavírus impulsionou a venda de dispositivos eletrônicos para as pessoas trabalharem em casa.

Ao mesmo tempo, a indústria automotiva reduziu a demanda por chips no início da pandemia, mas voltou com força no final de 2020.

No entanto, agora sentem dificuldade para conseguir os semicondutores que necessitam.

Honda para produção nos EUA e Canadá

Sentindo os efeitos da falta de chips, a Honda suspendeu parte de sua produção de veículos nos Estados Unidos e Canadá.

A empresa disse, em comunicado, que enfrenta uma "série de questões na cadeia de abastecimento relacionados com o impacto da Covid-19, o congestionamento em vários portos, a escassez de microchips e o severo clima do inverno das últimas semanas, especialmente no Texas".

Tecno Lógica: falta de chips afeta fabricação de vários produtos pelo mundo
Tecno Lógica: falta de chips afeta fabricação de vários produtos pelo mundo

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Wikipédia lança serviço pago para empresas usarem seu conteúdo

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Enciclopédia continua sendo gratuita, mas fundação que a gerencia irá oferecer opções de integração para 'big techs'.
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 12h20m

  *.- Post.N. -\- 3.983 -.*  

Logo da Wikipédia impresso em 3D. — Foto: Dkoukoul/Wikimedia
Logo da Wikipédia impresso em 3D. — Foto: Dkoukoul/Wikimedia

A Wikimedia, fundação que gerencia a enciclopédia on-line Wikipédia, anunciou na última terça-feira (16) um serviço pago voltado para as grandes empresas de tecnologia.

Chamada de Wikimedia Enterprise, a iniciativa não vai mudar a maneira como a Wikipédia funciona. A novidade é que grandes empresas de tecnologia como Google, Apple e Amazon poderão pagar para usar o conteúdo.

Os materiais da enciclopédia já são utilizados por essas grandes empresas – muitas das respostas da Alexa, assistente virtual da Amazon, e da Siri, assistente virtual da Apple, partem da Wikipédia.

Esse acesso é gratuito, mas para responder as perguntas dos usuários com precisão é preciso que equipes dessas empresas organizem o que é relevante – seja por meio de curadoria humana ou sistemas de inteligência artificial.

Com o Wikimedia Enterprise, a fundação pretende oferecer os dados dos seus artigos com a formatação adequada para cada empresa por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicações, na sigla em inglês), um conjunto de funções e procedimentos que serve para mediar funções entre a enciclopédia e outros softwares.

A adesão será totalmente opcional, segundo a Wikimedia, e as funções básicas de sua API continuarão gratuitas. A fundação, porém, diz que essa é uma alternativa para manter os seus negócios sustentáveis.

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segunda-feira, 15 de março de 2021

Google e Linux Foundation anunciam projeto para melhorar tecnologias contra adulteração de software

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Com a integridade dos códigos garantida, hackers terão mais dificuldade para manipular programas.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 15 de março de 2021 às 11h00m

  *.- Post.N. -\- 3.982 -.*  

Em parceria com empresas e universidade, entidade lidera projeto para aumentar segurança de software de código aberto.  — Foto: Alfred Muller/Pixabay
Em parceria com empresas e universidade, entidade lidera projeto para aumentar segurança de software de código aberto. — Foto: Alfred Muller/Pixabay

A Linux Foundation anunciou o projeto "Sigstore" para facilitar a verificação de integridade de códigos e programas baixados da internet. O intuito é dificultar a ação de hackers que manipulam os programas para invadir sistemas.

A Linux Foundation é uma organização sem fins lucrativos que promove soluções de software de código aberto e patrocina o desenvolvimento do Linux.

Além da entidade, a Sigstore conta com a colaboração do Google, da Red Hat e da Universidade de Purdue. A ideia original foi de Luke Hinds, um desenvolvedor da Red Hat.

O Google publicou um comunicado próprio comemorando o lançamento do projeto. A companhia comparou o Sigstore ao "Let's Encrypt", uma iniciativa que ajudou a facilitar o acesso a certificados digitais para criptografar e proteger a transmissão de dados na web.

"Instalar a maioria dos softwares de código aberto hoje é como pegar um pen drive qualquer na rua ligá-lo na sua máquina. Para resolver isso, temos que permitir a verificação da procedência de qualquer software, incluindo os pacotes de código aberto", diz a nota do Google.

A certificação digital permite que um desenvolvedor ateste a legitimidade do seu software. Caso um hacker adultere o arquivo, o usuário recebe um alerta informando sobre uma assinatura digital inválida.

Porém, muitos projetos de código aberto não adotam assinaturas digitais. Além do custo da certificação, a utilidade da medida em projetos de código aberto costuma ser menor, já que qualquer pessoa pode baixar o código fonte e assiná-lo com outro certificado, por exemplo.

Para o usuário, ficaria difícil de diferenciar a assinatura original de uma secundária.

O projeto Sigstore prevê a criação de um conjunto de ferramentas que facilitem esse processo e autentique a distribuição e até o código-fonte aberto desses softwares. Para evitar custos com certificação, a identidade do desenvolvedor será verificada a partir de outros serviços e tecnologias.

O risco de manipulação de software em ataques de hackers se tornou uma prioridade para muitos especialistas após o caso da SolarWinds. Várias empresas foram atacadas após uma atualização do Orion, desenvolvido pela SolarWinds, ser modificado por hackers.

O Sigstore não resolveria o problema enfrentado pela SolarWinds, que não é um software de código aberto.

Mas a atuação do Sigstore poderia evitar outros ataques de menor gravidade e sofisticação que já foram registrados contra programadores, em que versões modificadas de códigos foram distribuídas por erros de digitação ou por vírus.

Dave Wheeler, diretor de segurança para a cadeia de fornecedores da Linux Foundation, publicou um artigo promovendo a ideia de "builds reproduzíveis". Se realizado, esse cenário permitiria que versões específicas de aplicativos fossem recriadas como forma de validação.

Variações no ambiente tecnológico podem fazer com que dois softwares gerados a partir do mesmo código-fonte sejam diferentes, o que torna isso um desafio. Além disso, não há nada que previna mudanças discretas no código, abrindo uma brecha para hackers que manipularem o código.

A assinatura digital por meio do Sigstore seria um dos passos para a criação dessa tecnologia, que aumentaria a confiabilidade dos códigos e softwares.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Entenda a política de privacidade do WhatsApp:

Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp
Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp

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