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Rival do ChatGPT, tecnologia do Google foi disponibilizada a mais regiões na quinta-feira (14). Na Europa, Bard estava sendo represado pelos reguladores locais por questões de privacidade. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 Postado em 14 de julho de 2023 às 10h45m Post. N. - 4.676
Por volta de 14h15 (horário de Brasília), os papéis eram negociados a
US$ 124,20, uma alta de 4,43%. Durante a sessão, as ações atingiram seu
ponto mais alto desde meados de junho, chegando a US$ 124,83.
O lançamento do Bard na União Europeia estava sendo represado até agora pelos reguladores locais de privacidade, mas o Google disse que se reuniu com autoridades para tranquilizá-las sobre questões relacionadas à transparência, escolha e controle.
"Houve algumas preocupações sobre dados e privacidade. Claramente, eles
conseguiram tranquilizar os reguladores europeus sobre essas questões, o
que apenas abre caminho para mais vantagens", disse Danni Hewson, chefe
de análise financeira da empresa de investimentos AJ Bell.
As ações da Alphabet,
que tiveram um grande impulso com o entusiasmo dos investidores em
relação à inteligência artificial generativa desde fevereiro, subiram
cerca de 41% até agora este ano. As ações da Microsoft, apoiadora do
rival ChatGPT, valorizaram-se 42%.
Robô de conversação do Google usa inteligência artificial para responder perguntas, traduzir idiomas, criar roteiros e diálogos. Empresa admite que tecnologia pode 'apresentar informações imprecisas ou ofensivas' <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Darlan Helder, Artur Nicoceli e Poliana Casemiro, g1 13/07/2023 13h34 Atualizado há uma hora Postado em 13 de julho de 2023 às 14h35m Post. N. - 4.675
g1 faz perguntas ao bard
Disponibilizado nesta quinta-feira (13) no Brasil, o Bard, robô de conversação do Google,
mentiu sobre as urnas eletrônicas e colocou em dúvida o resultado das
eleições brasileiras de 2022. Depois, ele mudou a versão (veja abaixo).
Ataques sem provas à segurança das urnas e aos resultados do pleito
foram feitos por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e pelo próprio
ex-presidente em várias ocasiões.
O g1perguntou
ao Bard na manhã desta quinta se o código-fonte das urnas é secreto. A
ferramenta disse que sim e que "algumas pessoas acreditam que o sigilo
do código-fonte das urnas eletrônicas dificulta a auditoria e o
monitoramento das eleições"(veja imagens).
Na sequência, o g1explicou
para a ferramenta que o código-fonte é público. O Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) permite que uma série de instituições, inclusive as
Forças Armadas, façam a auditoria do sistema.
O Bard contradisse a corte: "O TSE afirma que o código-fonte das urnas eletrônicas é público, mas na verdade é secreto".
Questionado novamente, o Bard também afirmou que é impossível ter
certeza de que as urnas eletrônicas não foram adulteradas e que o
sistema pode ser "violado por um hacker experiente". "Em conclusão, não é
possível ter certeza de que eleições foram limpas", completa.
Usada desde 1996, a urna eletrônica nunca teve nenhuma fraude comprovada.
Quando perguntado se há chances de o sistema ter sido fraudado, o Bard
respondeu que "não há evidências de que isso tenha acontecido".
Ainda assim, o robô afirmou que "[Dessa forma], não é possível ter 100%
de certeza de que Lula foi eleito pelo povo". "Em conclusão, o
código-fonte das urnas é secreto e não está disponível ao público. Isso
dificulta a auditoria e o monitoramento das eleições. É impossível ter
certeza de que as eleições foram limpas".
Lula foi eleito no segundo turno das eleições, em 30 de outubro de
2022, com 50,90% dos votos (60,3 milhões). A apuração dos votos foi
atualizada em tempo real em todo o país. Também foi possível verificar
as votações em boletins de urnas nas seções eleitorais e na internet.
Cerca
de 1 hora depois, ao mesmo usuário, o Bard informou que o código-fonte é
de acesso público e que Lula foi eleito pelo povo.
Google admite que tecnologia pode errar
“Apesar do Bard ter sido desenhado para oferecer respostas de alta
qualidade e construído com salvaguardas baseadas em nossos princípios de
AI, ele ainda é um experimento que às vezes poderá oferecer respostas
imprecisas ou inapropriadas", afirmou o Google ao g1.
"Tomamos medidas para ajustar conteúdos que não refletem os padrões do
Bard e agimos em relação a conteúdos que sejam violentos ou ofensivos,
perigosos ou ilegais. Temos políticas para garantir que as pessoas usem o
Bard de maneira responsável, incluindo a proibição de seu uso para
gerar e distribuir conteúdo que promova ou encoraje discurso de ódio ou
desinformação", completou a empresa (leia a nota na íntegra ao fim da reportagem).
Na própria página do Bard, o Google alerta que a tecnologia pode errar. "O Bard pode apresentar informações imprecisas ou ofensivas que não representam as opiniões do Google".
Em
seu site, o TSE diz que "o código-fonte [das urnas eletrônicas] está
aberto e é de acesso público a toda a sociedade, uma vez que
instituições fiscalizadoras que a representam têm atuado continuamente
na ativa inspeção desses sistemas".
O código-fonte é um conjunto de linhas de programação de um software,
com as instruções para que o sistema funcione. A abertura dessas
informações a especialistas permite que o sistema seja inspecionado e
garantido pela sociedade civil.
O que diz o ChatGPT
O ChatGPT não tem informações atualizadas das eleições de 2022. Isso
porque seus conhecimentos são baseados em informações que foram
colocadas na internet até setembro de 2021.
Perguntamos ao ChatGPT se o código fonte das urnas eletrônicas era
secreto e ele disse que sim. Respondeu também que, apesar de secreto,
havia mecanismos de fiscalização e transparência.
Depois, o g1perguntou
o porquê ele havia dito que o código-fonte das urnas era secreto, se o
TSE diz que é público. O robô respondeu que havia dado uma resposta
incorreta e se corrigiu. "Peço desculpas pela informação incorreta
anterior. Na verdade, o código-fonte das urnas eletrônicas no Brasil é
considerado público, não secreto".
Código-fonte das urnas eletrônicas é secreto? Bard responde. — Foto: Reprodução
Bard responde porque disse que o código fonte das urnas eletrônicas é público — Foto: Reprodução
Bard diz que não dá para dizer que eleições com urnas eletrônicas são seguras. — Foto: Reprodução.
Leia a nota do Google:
"Apesar do Bard ter sido desenhado para oferecer respostas de alta
qualidade e construído com salvaguardas baseadas em nossos princípios de
AI, ele ainda é um experimento que às vezes poderá oferecer respostas
imprecisas ou inapropriadas. Tomamos medidas para ajustar conteúdos que
não refletem os padrões do Bard e agimos em relação a conteúdos que
sejam violentos ou ofensivos, perigosos ou ilegais. Temos políticas para
garantir que as pessoas usem o Bard de maneira responsável, incluindo a
proibição de seu uso para gerar e distribuir conteúdo que promova ou
encoraje discurso de ódio ou desinformação. Temos sido transparentes
sobre as limitações do Bard e oferecemos mecanismos para que os usuários
avaliem as respostas, o que nos ajudará a melhorar a qualidade,
segurança e precisão da ferramenta ao longo do tempo.”
Gigante da tecnologia disponibilizou o programa de inteligência artificial em mais de 40 idiomas e tenta fazer frente ao sucesso do produto da OpenAI. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 13/07/2023 08h11 Atualizado há 2 horas Postado em 13 de julho de 2023 às 10h15m Post. N. - 4.674
Bard ganha versão em português a partir desta quinta (13/7) — Foto: GETTY IMAGES
Lançado pelo Google para fazer frente à estrondosa chegada do ChatGPT à área dos chats de inteligência artificial, o programa Bard ganhou versões em português do Brasil e em outros 40 idiomas que estão disponíveis para o público a partir desta quinta-feira (13/7).
A gigante da tecnologia tinha uma postura um pouco mais cautelosa sobre
o desenvolvimento da IA, mas vem mudando sua abordagem diante do avanço
de rivais nesse campo.
A Microsoft investiu US$ 13 bilhões na OpenAI, a empresa do ChatGPT, que atraiu 100 milhões de usuários com apenas dois meses de existência.
Chatbots como o Bard e o ChatGPT respondem perguntas diversas e realizam tarefas que vão desde escrever um pedido de desculpas a montar códigos de programação.
Esses modelos vêm impressionando por interagir com usuários em uma
linguagem considerada "mais humana" do que em tecnologias anteriores.
Especialistas, no entanto, estão preocupados com as consequências do
uso amplo e irrestrito de programas de inteligência artificial.
Um manifesto com mais de mil assinaturas de figuras de destaque na área
chegou a pedir uma pausa no desenvolvimento de alguns sistemas.
O Google
procura enfatizar em seus anúncios que o Bard é um projeto em estágio
experimental e pode, eventualmente, compartilhar informações incorretas
ou falsas.
E na mesma semana em que a chegada do chatbot a novos países era divulgada, o Googlese viu envolto em controvérsias por suas práticas nesse campo (leia mais abaixo).
O lançamento do Bard no Brasil tem importância ao considerar a
relevância do país como mercado para a empresa (mais de 90% das buscas
por usuários brasileiros são via Google)
e pela possibilidade de que chatbots venham a ser, no futuro, o
principal instrumento para obter informação na internet, em substituição
aos buscadores.
Frase 'o Bard pode ajudar você a começar a escrever seu primeiro
romance' é exibida durante lançamento do programa na Bélgica — Foto:
GETTY IMAGES
O Bard pode ser acessado tanto pelo desktop quanto pelo celular através desse endereço. É preciso fazer login com a conta do Google para utilização.
A empresa sugere que o usuário peça dicas de lugares para visitar e
roteiros para passeios, conselhos para melhor a produtividade ou iniciar
práticas rotineiras ("como ler mais?"), explicações de tópicos
complexos e até planos de ação para resolver problemas de vida.
Bruno Pôssas, vice-presidente global de engenharia para busca do Google,
alerta que o sistema é ainda sujeito a "alucinações" — ou seja, quando o
programa dá uma resposta inesperada, desalinhada do que planejam os
programadores.
"Apesar de respostas do modelo parecerem realistas, em alguns casos elas não vão estar ancoradas em fatos", afirma.
Entre os casos de alucinações relatados nos últimos meses, um sistema
de IA da Microsoft aconselhou um colunista do jornal The New York Times a
"terminar o casamento".
Foram anunciados também os seguintes recursos e atualizações no Bard:
o programa dará respostas em áudio, e não apenas por escrito, o que pode ajudar no caso de saber ao certo pronúncias de palavras
imagens poderão ser usadas nos pedidos de tarefas para o Bard, com auxílio da ferramenta Google Lens
as
respostas dadas pelo sistema poderão ser ajustadas de acordo com tom e
estilo em cinco opções: "simples", "longo", "curto", "profissional" ou
"casual" (a empresa diz que esse recurso será disponibilizado em breve
em idiomas além do inglês)
as conversas com o Bard poderão ser fixadas em uma barra lateral para serem consultadas com mais facilidade
compartilhamento das conversas com o programa para a rede do usuário
exportação de códigos de programação para mais locais
Nos últimos dias, o Google
vem sendo alvo de polêmicas sobre a forma como treina seus sistemas de
inteligência artificial — entre os quais o Bard é um dos carros-chefe.
Na terça-feira (11/7), uma ação coletiva na Califórnia pediu
compensações à companhia por "roubar tudo que já foi criado e
compartilhado na internet por centenas de milhões de norte-americanos".
Modelos como o Bard são alimentados com uma quantidade gigantesca de
dados e depois são treinados a dar respostas a partir dessa base.
Mas há acusações de que obras protegidas por direitos autorais são
utilizadas — sem compensação financeira — para capacitar um sistema que
será explorado comercialmente mais tarde.
A ação judicial também afirma que informações sensíveis de pessoas também acabam nesse repositório de dados.
O Google,
em um comunicado enviado à rede de TV CNN, afirmou que a companhia
deixa claro há anos que as informações usadas são de fontes públicas e
que estão de acordo com seus "princípios de IA".
"A lei norte-americana apoia o uso de informação pública para criar novos usos benéficos."
No lançamento da versão brasileira do Bard, o Google
não esclareceu como será a forma de monetizar seu chatbot ou se vai
utilizar as atividades dos usuários para propósitos comerciais, como a
venda de anúncios personalizados e sugestões de compras. Mas afirmou que
a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) brasileira será
seguida.
Já na quarta (12/7), uma reportagem do site Bloomberg afirmou que,
segundo documentos internos da empresa, humanos que trabalham para
treinar sistemas como o Bard recebem salários baixos, têm uma carga de
trabalho excessiva e enfrentam o estresse de completar tarefas complexas
em até três minutos.
O trabalho desses humanos é essencial para evitar que os modelos de IA do Google não forneçam respostas ofensivas, falsas ou com conteúdo problemático.
A companhia disse que "realiza um extenso trabalho para construir
nossos produtos de IA de forma responsável, incluindo testes rigorosos,
treinamento e processos de feedback que nós aprimoramos por anos para
enfatizar veracidade e reduzir vieses [nas respostas]".