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terça-feira, 12 de março de 2024

Apple permitirá baixar aplicativos de iPhone fora da App Store na União Europeia

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Até o fim de 2023, desenvolvedores poderão usar seus próprios sites para distribuir seus aplicativos para usuários no bloco europeu. Medidas será feita para cumprir a Lei dos Mercados Digitais (DMA), regulamentação que atinge gigantes da tecnologia.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de março de 2024 às 15h50m

Post. N. - 4.844

 App Store — Foto: James Yarema/Unsplash
App Store — Foto: James Yarema/Unsplash

A Apple anunciou nesta terça-feira (12) que desenvolvedores poderão usar seus próprios sites, e não apenas a App Store, para distribuir os seus aplicativos de iPhone na União Europeia. A empresa disse que a medida entrará em vigor na primavera do hemisfério norte, entre setembro e dezembro.

A mudança será feita para cumprir a Lei dos Mercados Digitais (DMA), regulamentação da União Europeia que passou a valer na semana passada. A regra atinge gigantes de tecnologia e, entre outras coisas, obriga a Apple a abrir seu ecossistema.

A DMA exige que a Apple libere alternativas à App Store no iPhone e permita que desenvolvedores optem por não usar seu sistema de pagamento em aplicativos que cobra taxas de até 30% por transação.

"Estamos oferecendo mais flexibilidade para desenvolvedores que distribuem aplicativos na União Europeia, incluindo a introdução de uma nova maneira de distribuir aplicativos diretamente do site do desenvolvedor", disse a Apple.

"A Apple fornecerá aos desenvolvedores autorizados acesso a APIs (interfaces de programação de aplicativos) que facilitam a distribuição de seus aplicativos da web, integração com funcionalidades do sistema, backup e restauração de aplicativos de usuários e muito mais", disse a empresa.

Outras mudanças incluem permitir que os desenvolvedores que criam lojas alternativas de aplicativos ofereçam um catálogo composto exclusivamente por seus próprios aplicativos com efeito imediato.

Os desenvolvedores podem escolher como criar promoções, descontos e outras ofertas no aplicativo ao direcionar os usuários para concluir uma transação em seu site, em vez de usar o modelo da Apple.

As mudanças da Apple ocorrem em meio a críticas contínuas de rivais de que seus esforços de compliance estão sendo insuficientes. As violações do DMA podem custar às empresas multas que chegam a 10% do seu volume de negócios global.

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segunda-feira, 11 de março de 2024

Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar sua IA

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Gigante da tecnologia é alvo de ação coletiva acusada de ter usado dados de vários livros para treinar a NeMo, seu sistema de inteligência artificial. Em ascensão nesse ramo, empresa vem se tornando a queridinha dos investidores.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 11 de março de 2024 às 10h00m

Post. N. - 4.843

Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar inteligência artificial — Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters
Escritores processam Nvidia por violar direitos autorais de obras para treinar inteligência artificial — Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

A Nvidia, gigante da tecnologia que produz chips de inteligência artificial (IA), foi processada por três autores que afirmaram que seus livros, protegidos por direitos autorais, foram usados sem permissão para treinar a plataforma de IA da empresa, chamada de NeMo.

Os autores Brian Keene, Abdi Nazemian e Stewart O'Nan disseram que seus trabalhos faziam parte de um conjunto de dados de cerca de 196.640 livros que ajudaram a treinar a NeMo para simular a linguagem escrita comum, antes de serem retirados do ar em outubro "devido a denúncia de violação de direitos autorais".

Em uma ação coletiva apresentada na noite de sexta-feira (8) no tribunal federal de São Francisco (EUA), os autores disseram que a remoção reflete o fato de a Nvidia ter admitido que treinou a NeMo no conjunto de dados e, portanto, violou seus direitos autorais.

Eles estão buscando indenizações não-especificadas para pessoas nos Estados Unidos cujas obras que são protegidas por direitos autorais tenham ajudado a treinar os chamados grandes modelos de linguagem da NeMo nos últimos três anos.

A Nvidia não comentou sobre o caso e os advogados dos autores não responderam aos pedidos de comentários da agência Reuters.

O processo leva a Nvidia a mais um litígio movido por escritores, assim como pelo New York Times, sobre IA generativa, que cria novos conteúdos com base em entradas como texto, imagens e sons.

A ascensão da Nvidia no universo da IA fez ela ser a empresa favorita dos investidores. O preço das ações da fabricante de chips, com sede na Califórnia (EUA), subiu quase 600% desde o final de 2022, dando à Nvidia um valor de mercado de quase US$ 2,2 trilhões.

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domingo, 10 de março de 2024

Inteligência artificial poderá ser usada como consultora financeira em 'superaplicativo', avalia BC

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Para presidente da autarquia, "agregadores financeiros", apelidados de "superaplicativos", reunirão as informações das pessoas físicas atualmente espalhadas por vários bancos.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 10 de março de 2024 às 09h30m

Post. N. - 4.842

Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central
Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, avaliou nesta semana que a inteligência artificial (IA) poderá ser usada como um tipo de consultor financeiro do futuro. A declaração foi dada durante palestra na reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Essa consultoria da inteligência artificial ocorreria por meio dos chamados "agregadores financeiros", apelidados de "superaplicativos", a serem desenvolvidos pelos bancos e que reunirão as informações das pessoas físicas atualmente espalhadas por vários bancos em uma única plataforma.

A expectativa do BC é que esse tipo de aplicativo esteja disponível dentro de um ano e meio, ou seja, próximo ao fim de 2024.

"Deveria ter alguma coisa no aplicativo que te leve a ter mais educação financeira, a programar melhor seus pagamentos. As vezes, a pessoa tem um dinheiro investido e está pagando juros sete vezes maior no cartão de crédito. Então, a gente acha que a inteligência artificial pode ajudar muito as pessoas nessa programação financeira", avaliou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central
Reprodução de apresentação do BC — Foto: Banco Central

Aumentar a concorrência

Os agregadores financeiros são mais uma etapa do "open banking" (ou open finance) -- uma plataforma que permite aos clientes o compartilhamento dos dados bancários e históricos de transação com bancos e fintechs (pequenas empresas de tecnologia em serviços financeiros). O objetivo é aumentar a concorrência entre as instituições financeiras.

De acordo com o BC, entre as funcionalidades dos "superaplicativos" estarão:

  • Escolher de qual banco retirar recursos ao fazer um pagamento por meio do PIX;
  • Se quiser pegar crédito, o aplicativo mostrará a taxa de juros que cada banco oferece para a operação;
  • Conversão de moeda física para moeda digital, e vice-versa, entre o mesmo banco, ou diferentes instituições financeiras;
  • Realização de investimentos, possibilitando maior competição sobre as taxas de retorno;
  • Se tiver ações de empresas em um banco, outras instituições financeiras vão saber e poderão oferecer um custo de 'custódia' (manutenção) mais barato;
  • Bancos vão começar a competir pelos serviços ofertados, como crédito, por exemplo, pois saberão as taxas que outros cobram. E será possível fazer a "portabilidade do crédito";
  • Unificar o fluxo financeiro de débitos e créditos em uma única ferramenta.

Segundo o BC, não há necessidade de regulação adicional para os agregadores financeiros, pois os regulamentos do open finance já possibilitam esse tipo de produto.

Inteligência artificial

A expectativa de quem se prepara para o tema é de que a análise de dados pela inteligência artificial ganhe mais agilidade e possibilite a combinação de informações tradicionais com dados como redes sociais e de telecomunicações, entre outros.

CEO de uma plataforma de inteligência artificial especializada na venda de serviços financeiros, Leonardo Rochael deu alguns exemplos de como a inteligência artificial poderá ser utilizada no open finance.

  • Quando os usuários conversam com a IA e fornecem dados, dentro do ambiente "open finance", ela procura identificar quais são os produtos financeiros mais adequados para o momento destes usuários;
  • Se este usuário está com alguma restrição de crédito que a IA já sabe que será impeditiva para que este usuário seja aprovado por determinados bancos e fintechs, ela direciona para este usuário somente aqueles produtos financeiros que não tratem tais restrições como impeditivas. "Mesmo negativados, os clientes conseguem ter acesso a produtos de crédito, como é o caso do Saque Aniversário FGTS, por exemplo", explicou.
  • Em outras situações, a IA consegue identificar, através do open finance, valores de empréstimos já contratados pelos usuários e sugerir outros produtos financeiros com taxas e custos efetivos melhores, apresentando opções para contratar outros empréstimos e até mesmo fazer a portabilidade.
  • Com a portabilidade do consignado do INSS, por exemplo, a IA consegue identificar os valores de taxas e custos efetivos pagos atualmente pelo usuário para um determinado banco e, na sequência, apresentar sugestões do mesmo produto de outra instituição financeira com taxas e custos efetivos mais baratos para o usuário.ACSP
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