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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Elon Musk se encontrou com enviado do Irã na ONU, relata New York Times

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Foco da reunião teria sido acalmar as tensões entre os dois países
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Tara Johnda CNN
15/11/2024 às 10:12 | Atualizado 15/11/2024 às 10:14
Postado em 15 de novembro de 2024 às 10h45m

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Musk volta a atacar Moraes: ditador do Brasil
Musk volta a atacar Moraes: ditador do Brasil • 16/06/2023REUTERS/Gonzalo Fuentes

Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo e aliado próximo do presidente eleito, Donald Trump, se encontrou com o embaixador do Irã nas Nações Unidas na segunda-feira (11), informou o New York Times, citando duas autoridades iranianas.

A reunião entre Musk e o enviado do Irã, Amir Saeid Iravani, foi realizada em um local secreto em Nova York e durou mais de uma hora, segundo o jornal, citando oficiais do Irã, que supostamente descreveram a discussão como focada em acalmar as tensões entre os dois países.

A CNN está entrando em contato com a equipe de transição de Musk e Trump para comentar, a missão do Irã na ONU se recusou a comentar.

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Autoridades do governo Biden na ONU não foram notificadas de que a reunião estava acontecendo e ainda não receberam uma confirmação independente de que ela ocorreu, disse uma fonte à CNN.

A reunião acontece enquanto especialistas especulam como os próximos quatro anos podem representar um teste significativo para o Irã.

Teerã sob o pleito de Trump pode levar ao retorno da campanha de pressão máxima que ele impôs durante sua última presidência, o que aumentou o isolamento do Irã e prejudicou sua economia, dizem especialistas.

Desde que Trump deixou o cargo em 2020, o Irã aumentou o enriquecimento de urânio, aumentou suas exportações de petróleo, intensificou o apoio a grupos militantes regionais e estabeleceu um precedente ao atacar Israel diretamente duas vezes.

Influência de Elon Musk 

A conversa relatada do bilionário com o oficial iraniano levanta questões sobre como sua influência pode aparecer na administração entrante, especialmente quando se trata da política externa dos EUA.

Na semana passada, um dia após a eleição presidencial, Musk se juntou à ligação de Trump com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, de acordo com duas fontes.

Trump colocou a ligação no viva-voz e Zelensky agradeceu a Musk por sua ajuda em fornecer comunicações através da Starlink para a Ucrânia na guerra em andamento com a Rússia, acrescentou uma fonte.

O presidente eleito anunciou na terça-feira (12) que Musk e Vivek Ramaswamy liderarão um novo Departamento de Eficiência Governamental em sua segunda administração.

Musk, que é o CEO da SpaceX e da Tesla, se beneficiou de bilhões de dólares em contratos federais, incluindo da NASA, das forças armadas e de outras agências do governo dos EUA.

O anúncio levantou preocupações imediatas sobre potenciais conflitos de interesse.

Não está imediatamente claro como o departamento — que Trump disse que forneceria conselhos e orientações de fora do governo — operaria, e se um Congresso, mesmo totalmente controlado por republicanos, teria apetite para aprovar uma revisão tão massiva dos gastos e operações do governo.

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quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Meta é multada em R$ 4,8 bilhões na União Europeia por vincular serviço de classificados ao Facebook

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Comissão Europeia disse que Meta abusou de sua posição dominante no mercado de redes sociais. Empresa nega que tenha violado a lei e disse que vai recorrer da decisão.
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Por Redação g1

Postado em 14 de novembro de 2024 às 16h05m

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Comissão Europeia concluiu que Meta "abusa de sua posição dominante" com o Facebook Marketplace — Foto: Dado Ruvic / REUTERS
Comissão Europeia concluiu que Meta "abusa de sua posição dominante" com o Facebook Marketplace — Foto: Dado Ruvic / REUTERS

A Meta, dona de Instagram, WhatsApp e Facebook, foi multada em 798 milhões de euros (cerca de R$ 4,8 bilhões) pela União Europeia por práticas anticompetitivas no mercado de publicidade na internet.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), a Comissão Europeia, braço de fiscalização do bloco europeu, disse que a multa foi aplicada porque a Meta vinculou o serviço de anúncios classificados Facebook Marketplace à rede social Facebook.

A Comissão Europeia destacou que a Meta "é dominante no mercado de redes sociais pessoais" e que, ao vincular o Marketplace à plataforma, "todos os usuários do Facebook automaticamente têm acesso e são expostos ao Facebook Marketplace, quer queiram ou não".

O órgão acusou a Meta de impor condições comerciais injustas para outros serviços de classificados online que anunciam em suas plataformas e disse que o Facebook Marketplace tem "uma vantagem substancial de distribuição que os concorrentes não podem igualar".

A Meta nega que tenha violado a lei e já disse que vai recorrer. Na opinião da empresa, a decisão da Comissão "ignora a realidade do poderoso mercado de anúncios on-line da Europa".

"Os usuários do Facebook podem escolher se desejam ou não interagir com o Marketplace, e muitos não o fazem. A realidade é que as pessoas usam o Facebook Marketplace porque querem, não porque têm que fazê-lo", disse a empresa, em comunicado.

"É decepcionante que a Comissão tenha optado por tomar medidas contra um serviço gratuito e inovador, criado para atender às demandas dos consumidores", indicou.

Abuso de posição dominante

A Comissão Europeia concluiu que a Meta "abusa de sua posição dominante" e disse que o valor da multa foi definido pela "duração e gravidade da violação".

O órgão de fiscalização teve diversos confrontos com a Meta desde que a União Europeia adotou a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês) e a Lei de Mercados Digitais (DMA). Ambas preveem multas para empresas que não se ajustem a normas na internet.

Como resultado dessa pressão, a Meta anunciou nesta semana que ofereceria aos usuários de Instagram e Facebook na União Europeia a opção de receber menos anúncios direcionados.

Ao mesmo tempo, prometeu reduzir as tarifas de assinatura para serviços totalmente livres de publicidade.

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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Por que o criador do ChatGPT quer escanear a íris dos brasileiros

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World inicia oficialmente operação no Brasil hoje, com tecnologia de escaneamento de íris para distinguir humanos de bots e combater perfis falsos no ambiente on-line. Empresa já estava funcionando em outros países.
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Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Postado em 13 de novembro de 2024 às 06h20m

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Dispositivo usado para criar 'passaporte digital' da Worldcoin — Foto: Reuters/Annegret Hilse
Dispositivo usado para criar 'passaporte digital' da Worldcoin — Foto: Reuters/Annegret Hilse

A World, projeto cocriado por Sam Altman, CEO da OpenAI, chega em território nacional nesta quarta-feira (13) com a proposta de escanear a íris da população brasileira.

O projeto tem como objetivo auxiliar na distinção entre humanos e robôs criados por inteligência artificial (IA). Entre os potenciais usos da inovação está a prevenção de perfis falsos em sites e redes sociais, por exemplo.

Ele também pode substituir o Captcha (veja na imagem abaixo), uma ferramenta de segurança usada por vários sites para certificar que quem está acessando é um humano e não um robô.

A World afirma que, hoje, uma inteligência artificial já é capaz de enganar essa checagem.

Por enquanto, não há custo para quem optar pelo registro, e a pessoa pode receber 25 tokens da Worldcoin, uma moeda digital semelhante ao Bitcoin. Na conversão para o real, esse valor equivale a aproximadamente R$ 330.

Teste do reCAPTCHA pode ser validado automaticamente em certas circunstâncias — Foto: Reprodução
Teste do reCAPTCHA pode ser validado automaticamente em certas circunstâncias — Foto: Reprodução

No segundo semestre do ano passado, a Word chegou a disponibilizar três locais de atendimento em São Paulo. Naquele período, a empresa disse que a operação era apenas um teste e que os "serviços não tinham a previsão de serem permanentes no momento".

A World já opera outras regiões: Estados Unidos, México, Espanha, Portugal, Alemanha e Japão são alguns dos países em que ela trabalha.

Durante o período de testes, antes da estreia oficial, a companhia afirmou já ter coletado a íris de mais de 2.700 brasileiros.

Coleta da íris no Brasil começa hoje

Agora, a empresa começa a coletar as íris de brasileiros interessados em dez pontos da cidade de São Paulo. A World afirma que os endereços podem ser verificados em seu site oficial.

A companhia não detalhou como são e quais são esses locais de coleta, mas disse que eles estarão espalhados em alguns shoppings da cidade. O registro é gratuito para todo os interessados, segundo a World.

Ainda não há prazo para ampliar para outras regiões do Brasil.

Além de Altman, o empresário Alex Blania também participa da iniciativa. Ambos são fundadores da Tools for Humanity, empresa responsável pela operação da World.

A estrutura da World tem três frentes:

  • World ID, como é chamado o passaporte digital que transforma o registro da íris em uma sequência numérica;
  • Token Worldcoin (WLD), a criptomoeda que será distribuída como recompensa para todos os inscritos;
  • World App, o aplicativo que permite fazer transações com a criptomoeda.
Projeto gera polêmica
Alex Blania e Sam Altman, fundadores da Tools for Humanity, empresa que opera projeto da Worldcoin — Foto: Business Wire via AP
Alex Blania e Sam Altman, fundadores da Tools for Humanity, empresa que opera projeto da Worldcoin — Foto: Business Wire via AP

Apesar de não precisar manter imagens da íris de usuários, a World vem sendo criticada pela falta de detalhes sobre como vai tratar outras informações que coleta. Isso porque a sequência numérica gerada a partir da foto funciona como um dado biométrico, que é considerado sensível.

"Mesmo que a imagem do teu olho tenha ido embora, o identificador único permanece. Existe uma intenção de reutilizar esse sistema e ganhar dinheiro em cima dele fazendo autenticações", afirmou Rafael Zanatta, diretor do Data Privacy Brasil, em entrevista ao g1 em agosto de 2023 sobre o negócio.

A World levanta questões sobre até que ponto uma organização independente pode coletar qualquer tipo de código genético de pessoas, analisou Nina da Hora, do Instituto da Hora, também no ano passado.

"É extremamente delicada a afirmação de que precisam invadir a privacidade das pessoas para protegê-las", disse.

De acordo com Rodrigo Tozzi, gerente de operações da Tools for Humanity, parceira da World, a empresa conversa e trabalha com órgãos regulares em cada país em que atua. No Brasil, ele afirma que vem tratando do assunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Como funciona

Dispositivo usado para criar 'passaporte digital' da Worldcoin — Foto: Darlan Helder/g1
Dispositivo usado para criar 'passaporte digital' da Worldcoin — Foto: Darlan Helder/g1

A "foto" da irís da pessoa é tirada com a câmera Orb (veja na imagem acima) e é usada para criar um código numérico para identificar cada usuário e, de acordo com a World, é apagada logo em seguida.

Segundo a organização, os usuários não precisam compartilhar nome, número de telefone, e-mail e endereço. O sistema é mais seguro que o reconhecimento facial, diz Rodrigo Tozzi, gerente de operações da Tools for Humanity, parceira da World.

Veja como é feita a coleta da íris:

  1. primeiro, os interessados devem baixar um aplicativo, chamado World App;
  2. em seguida, é preciso agendar um horário em um dos locais de verificação;
  3. depois, a pessoa deve ir presencialmente até este local para que a câmera Orb capture uma imagem de alta resolução da íris;
  4. após o registro, a "foto" é criptografada de ponta-a-ponta, enviada ao celular da pessoa e deletada da Orb, segundo a organização.

As ambições da empresa vão além e ela afirma que governos ao redor do mundo podem utilizar sua tecnologia em "processos democráticos globais". A iniciativa também defende que sua ferramenta pode abrir caminho para a criação de uma renda básica universal.

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