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Empresa atingiu um valor de mercado de US$ 3,92 trilhões nesta quinta-feira. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação g1— São Paulo Postado em 03 de Julho de 2.025 às 15h05m . #.*Post. - Nº.\ 5.160*.# .
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
A Nvidia atingiu um valor de mercado de US$3,92 trilhões (R$ 21,4 trilhões)
nesta quinta-feira (3), a caminho de se tornar a empresa mais valiosa
da história. O avanço vem em meio ao maior otimismo dos investidores
sobre inteligência artificial — o que também tem ajudado a impulsionar
os índices de Wall Streeta máximas recordes.
Durante a manhã, as ações da principal projetista de chips de inteligência artificial de ponta chegaram a subir até 2,4%, para US$ 160,98 (R$ 877,53), dando à empresa uma capitalização de mercado maior do que o valor de fechamento recorde da Apple de US$ 3,915 trilhõesem 26 de dezembro de 2024.
Os mais novos chips da Nvidia obtiveram ganhos no treinamento dos maiores modelos de inteligência artificial, alimentando ademanda por produtos da empresa de Santa Clara, Califórnia.
Com o avanço da empresa, o fundador e presidente daNvidia, Jensen Huang, voltou à lista das 10 pessoas mais ricas do mundo, segundo a revista Forbes. Nesta quinta-feira, sua fortuna estava estimada em mais deUS$ 138 bilhões (R$ 752,3 bilhões).
A Microsoft é atualmente a segunda empresa mais valiosa de Wall Street,
com uma capitalização de mercado de US$ 3,7 trilhões (R$ 20,2
trilhões), já que suas ações subiram 1,7%, para US$ 499,56 (R$
2.723,20). A Apple subiu 0,8%, o que lhe deu um valor de mercado de US$
3,19 trilhões (R$ 17,4 trilhões), em terceiro lugar.
Uma corrida entre Microsoft, Amazon.com, Meta Platforms, Alphabet e Tesla
para construir centros de dados de IA e dominar a tecnologia emergente
alimentou uma demanda insaciável pelos processadores de ponta da Nvidia.
"Quando
a primeira empresa ultrapassou um trilhão de dólares, foi incrível. E
agora estamos falando de quatro trilhões, o que é simplesmente incrível.
Isso nos diz que há uma grande corrida com os gastos em IA e que todos
estão correndo atrás disso no momento", disse Joe Saluzzi, cogerente de
negociação da Themis Trading, à Reuters.
O valor de mercado das ações da Nvidia, cuja tecnologia principal foi desenvolvida para alimentar videogames, aumentou quase oito vezes nos últimos quatro anos, passando de US$ 500 bilhões (R$ 2,7 trilhões) em 2021 para quase US$ 4 trilhões (R$ 21,8 trilhões) atualmente.
A Nvidia
agora vale mais do que o valor combinado dos mercados de ações
canadense e mexicano, de acordo com dados da LSEG. A empresa de
tecnologia também ultrapassa o valor total de todas as empresas de
capital aberto do Reino Unido.
A Nvidia
foi recentemente negociada a cerca de 32 vezes o lucro esperado pelos
analistas para os próximos 12 meses, abaixo de sua média de cerca de 41
vezes nos últimos cinco anos, de acordo com dados da LSEG.
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
A Nvidiafabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial,
como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os
clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia,
como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify.
Antes de dominar os chips de inteligência artificial, a empresa era
completamente dedicada às placas de vídeo, que servem para melhorar a
qualidade dos gráficos em jogos e vídeos. Foi nesse segmento,
originalmente, que ela ganhou prestígio mundial.
O diferencial da Nvidia no mercado é que a empresa
trabalha e domina a produção de um tipo de processador chamado GPU
(Graphics Processing Unit, ou Unidade de Processamento Gráfico), que é o processador mais utilizado para o treinamento de inteligência artificial.
O boom da IA generativa iniciado com o lançamento do ChatGPT, por sua
vez, impulsionou empresas a desenvolverem suas próprias inteligências
artificiais, o que resultou no crescimento acelerado da Nvidia.
O lucro por ação ajustado foi de US$ 0,96 (R$ 5,5), acima dos US$ 0,89
previstos pelo consenso da FactSet, empresa americana de dados
financeiros.
A Nvidia
também apresentou receita de US$ 44,1 bilhões (R$ 251 bilhões) no
trimestre encerrado em abril, um aumento de 69% em um ano. Já a receita
de centros de dados, principal atividade da companhia, ficou levemente
abaixo das projeções dos analistas.
Os resultados vieram apesar do impacto das restrições americanas –
posteriormente suspensas pelo governo de Donald Trump – à exportação de
chips para a China. A medida causou à Nvidiaum encargo excepcional de US$ 4,5 bilhões (R$ 26 bilhões), abaixo dos US$ 5,5 bilhões esperados.
A empresa também superou as expectativas para vendas em seu primeiro
trimestre fiscal. Por outro lado, projetou receita inferior ao esperado
para o segundo trimestre, ao prever um impacto de US$ 8 bilhões nas
vendas devido às restrições dos EUA sobre exportações de chips para a
China.
Evolução dos modelos, inclusive em língua portuguesa, e a facilidade de refinar os resultados iniciais, tornam praticamente impossível saber o que foi gerado por humanos ou robôs. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 01/07/2025 03h00 Atualizado há 04 horas Postado em 01 de Julho de 2.025 às 07h00m . #.*Post. - Nº.\ 5.159*.# .
Alunos fazem pesquisa com apoio de IA em laboratório do Departamento de Ciência da Computação da UFMG — Foto: UFMG/Divulgação
O professor de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG) Adriano Machado, 47 anos, comemorou, no último 12 de junho, o 28º dia dos namorados com sua esposa, Maira Pereira.
Decidiu, para surpreendê-la, dar uma joia e uma carta de amor.
Na hora de começar a escrever vieram muitas lembranças da trajetória do
casal, mas lhe faltaram palavras para elaborar um texto mais romântico,
como ele queria.
Ele decidiu, então, entregar parte da tarefa para o ChatGPT.
"Coloquei
todo o meu pensamento, com começo, meio e fim. Deu uma página. Mas eu
não estava inspirado e queria alguma coisa mais poética, como se
estivesse narrando essa história de 28 anos de namoro. E queria terminar
com o texto de um autor que eu gosto muito."
Ele foi ajustando a resposta gerada, pedindo novas versões para alguns
trechos, até chegar a um resultado que o agradou. E então mandou
imprimir.
Maira adorou o presente e disse que a carta estava "linda". Mas achou estranho.
O marido confessou: "Eu escrevi o conteúdo, mas pedi ajuda para uma
IA". Ela respondeu na hora que já tinha percebido algo diferente.
"Me
conhecendo, ela sabia. Ou eu tinha estudado e me tornado mais romântico
e poético do dia pra noite, ou tinha usado alguma ferramenta."
Adriano usa essa história pessoal para discutir, na vida profissional, os desafios que ele e outros professores enfrentam para distinguir, de maneira clara, qual conteúdo foi gerado por humanos e qual foi gerado por inteligência artificial — e a necessidade de se fazer uso ético dessas ferramentas, com transparência.
O uso genérico desse tipo de IA pode deixar impressões claras de que o
conteúdo foi gerado por uma máquina, como falta de criatividade, frases
óbvias, ausência de erros gramaticais e estruturas parecidas, diz
Machado.
Mas a evolução dos modelos, inclusive em língua portuguesa, e a
facilidade de refinar os resultados iniciais, como no exemplo da carta,
tornam praticamente impossível saber o que foi gerado por humanos ou
robôs.
Existem diversos tipos de programas no mercado que dizem conseguir
identificar a escrita gerada por IA. Alguns prometem acurácia de 99%.
Na prática, não é tão simples. "É possível detectar indícios do uso, mas com uma certeza relativa, não absoluta", diz o professor.
Para Machado, o maior desafio não é saber se o conteúdo foi ou não gerado por IA, mas se seus alunos estão ou não aprendendo.
"Se
eu tenho conhecimento do que eu preciso e souber usar a IA a meu favor,
isso pode poupar muito tempo. Mas a maior preocupação hoje é com os
alunos, porque tenho de ensiná-los a avançar na linha de conhecimento."
Um dos presentes dados pelo professor Adriano Machado à esposa, a
bioquímica Maira Pereira, junto à carta editada pelo ChatGPT — Foto:
Acervo pessoal
O ato de "refinar" as respostas geradas pela IA,
como fez Adriano ao escrever sua carta, praticamente inviabiliza a
detecção do que foi escrito por um chatbot ou por um humano.
A BBC News Brasil testou uma popular ferramenta do mercado para analisar três textos diferentes, todos escritos por uma IA.
O primeiro foi gerado a partir de uma solicitação genérica: escrever
alguns parágrafos (cerca de 100 palavras) sobre o impacto da IA na
educação.
O rascunho foi detectado facilmente pelo software, que apontou problemas como "precisão mecânica" e "tom impessoal".
Pedimos então à IA para refazer o texto, dessa vez escrevendo "como um humano, de forma menos robótica". Dessa vez o detector apontou apenas 30% de conteúdo gerado por IA.
"Pelo bem ou pelo mal, é muito difícil hoje alguém dizer se é ou não
(gerado por IA) se não tiver um parâmetro anterior", avalia a professora
de sociolinguística da Universidade Federal do Sergipe (UFS) Raquel
Freitag.
"É uma região muito nebulosa para tomar uma decisão", diz.
O motivo, diz, está na própria evolução das ferramentas.
Freitag diz que os modelos dessas tecnologias são aprimorados
constantemente com a inclusão de amostras de mais variações
linguísticas, tornando-os cada vez mais precisos.
"Hoje há um volume de dados em português e as pistas que antes podiam
ajudar hoje não são mais suficientes. Quanto mais diversidade de dados
linguísticos para treinar o modelo, mais fidedigno ele fica para a
sensibilidade humana."
A especialista defende que a educação precisa se adaptar a essa nova realidade.
"A
questão não é mais usar ou não usar. Todo mundo está usando. E sempre
esteve usando. O corretor ortográfico do Word, por exemplo, é um tipo de
IA, o que não significa que a gente não deva aprender sobre
ortografia", lembra.
"Posso gerar textos pela IA? Sim, mas se eu não for uma leitora proficiente, isso não quer dizer nada."
Na ausência de diretrizes claras, educadores têm buscado soluções práticas. Freitag lembra que ainda não há regras definidas sobre o uso dessas tecnologias em sala de aula.
"Professores estão adaptando suas práticas. Em um primeiro momento
houve a reação de voltar a fazer prova escrita, à mão. Mas isso não faz
tanto sentido se depois eu tiver de lidar com a IA em outras esferas da
formação profissional."
O professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp Leonardo
Tomazeli Duarte, que é coordenador de um centro de referência de IA na
mesma instituição, diz que os modelos de linguagem natural têm avançado
muito em questões de estilo de escrita, o que também dificulta a
identificação.
"Eu já fiz uns testes tentando fazer com que eles usem o meu estilo. E usam muito bem. Eu mesmo tenho dificuldade de descobrir se fui eu que escrevi o texto ou não."
E o travessão?
Se você usa o LinkedIn com alguma frequência, é possível que já tenha
se deparado com alguma das centenas de publicações que discutiam se o
uso de travessões é indício de que um texto foi produzido por
inteligência artificial, tema que ficou em destaque na plataforma por
semanas.
A conversa não se resume ao contexto brasileiro — em abril, o jornal
americano The Washington Post tratava do mesmo assunto em uma
reportagem.
Uma porta-voz daOpenAI, criadora do ChatGPT admitiu ao jornal que "é possível que a escrita produzida pelo ChatGPT favoreça os travessões ("em dash",
em inglês)", mas que isso "não é uma regra rígida" e que o resultado é
"fortemente influenciado pela forma como os usuários respondem aos
resultados (gerados pela ferramenta)."
A professora da Faculdade de Letras da UFMG Adriana Pagano diz que também percebe um uso mais frequente de travessões em textos.
"O
texto do modelo de linguagem é quase 100% correto. Tem um uso do
travessão que é mais frequente, de fato. A gente imagina que isso seja
impacto de um treinamento, provavelmente com língua inglesa", diz.
Mas a simples presença de um ou outro elemento não é o que vai diferenciar o texto gerado pela IA, afirma ela.
"Detectar se um texto foi feito por modelo de linguagem, não é qualquer um que detecta.
Quando se trabalha muito com produção de texto, muito hábito de ler e
corrigir, fica mais fácil de perceber isso. Mesmo assim as últimas
versões têm avançado muito em formas coloquiais."
Para Rodrigo Nogueira, fundador e CEO da Maritaca AI, empresa que desenvolve inteligência artificial em português, o avanço do uso desse tipo de tecnologia nos textos é inevitável — e não necessariamente deve ser encarado como problema.
"Se eu escrevo um e-mail informal, cheio de erros, e peço para a IA
organizar melhor as ideias, ela vai inserir um pouco da inteligência
dela. Vai usar palavras ou estruturas que talvez eu não usasse. No fim,
não é mais 100% meu. As IAs já estão presentes nas nossas frases e,
consequentemente, nas nossas ações."
Ele acredita que a distinção entre o que é humano e o que é artificial tende a se dissolver.
"Mesmo com ferramentas precisas para detectar IA, a discussão real é: quem gerou esse pensamento, o humano ou a IA? Vai ficar tudo mesclado. Essa é a beleza da coisa. E se em 2025 já é assim, imagine no futuro."
Comissão de IA nas universidades
Departamento de Ciência da Computação da UFMG: universidade criou
comissão para avaliar uso de inteligência artificial por professores,
funcionários administrativos e alunos — Foto: UFMG/BBC
Instituições de ensino de todo mundo têm discutido diretrizes de como
ferramentas de inteligência artificial podem ser incorporadas, tanto por
professores quanto por funcionários da administração e alunos.
Na UFMG está instalada, desde o ano passado, a Comissão Permanente de IA, que debate seu uso ético na universidade, a elaboração de uma política para este tipo de tecnologia, dentre outras ações.
"Percebemos
que havia risco em ter uma atitude meramente proibitiva, sobretudo
porque as pessoas estão usando IA das formas mais variadas", disse o
presidente da comissão, o professor do Departamento de Ciência Política
Ricardo Fabrino Mendonça.
A primeira missão da comissão foi mapear políticas usadas por outras
instituições de ensino. Mas o grupo logo percebeu que pouco havia sido
publicado sobre o assunto.
O primeiro material produzido foi justamente uma lista de recomendações.
Dentre elas, transparência no uso de IA em trabalhos acadêmicos e a
inclusão de debates em sala de aula sobre impactos da IA, positivos e
negativos, para seu uso no ambiente acadêmico.
Outra recomendação é não usar sistemas de IA para identificar se o conteúdo foi ou não gerado por um humano.
Por duas razões, diz Mendonça: a falta de acurácia adequada na detecção
e a necessidade de dar privacidade às informações, que podem fazer
parte, por exemplo, de uma pesquisa ainda não publicada.
A 'geração LLM'
Professor avalia que o desafio dos próximos anos será educar uma
geração de 'nativos LLM', que já cresceram usando tecnologias como o
ChatGPT — Foto: BBC/Getty Images
Leonardo Tomazeli Duarte, professor da Unicamp, avalia que o desafio dos próximos anos será educar uma geração de "nativos LLM" — jovens que cresceram em meio a grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT.
"O uso vai ficando mais natural pela disponibilidade, pela convivência. Não dá pra fechar os olhos ou dizer para não usar."
"Paradoxalmente, nós, das gerações anteriores, tivemos um aprendizado mais crítico, estruturado na busca por informação."
Ele já incorpora o uso de IA em alguns exercícios em sala, com a condição de que os alunos expliquem como usaram a ferramenta.
"Quero saber o processo. Se não pedir isso, vão usar do mesmo jeito e não me contar."
Duarte acredita que, em breve, a IA será integrada ao currículo de diversas áreas, como já ocorre com a estatística.
"Logo vai ter aula de IA em Biologia, como já existe bioestatística. O ganho é aproximar essas técnicas de outras áreas, desmistificar e deixar claro o que a tecnologia pode ou não fazer."
Um artigo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade da
Pensilvânia (e outras instituições) reforça a preocupação com o
aprendizado apoiado por IA.
Em um experimento com cerca de mil alunos do ensino médio, pesquisadores constataram que estudantes que usaram o ChatGPT
para resolver exercícios de matemática tiveram desempenho
significativamente melhor, mas pioraram nas provas feitas sem ajuda da
IA.
A
explicação, segundo os autores, é que os alunos passaram a usar a IA
como "muleta", deixando de aprender conceitos fundamentais.
Quando a IA foi programada para apenas dar dicas, em vez de respostas completas, o efeito negativo desapareceu.
"Para manter a produtividade no longo prazo, é preciso cautela ao utilizar IA generativa, garantindo que os humanos continuem a aprender habilidades essenciais", escreveram os autores.
IAs treinadas em português brasileiro
Lançado em 2024, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
(2024–2028) tem entre suas metas o desenvolvimento de modelos de
linguagem em português, com dados nacionais "que abarcam nossa
diversidade cultural, social e linguística."
Rodrigo Nogueira, fundador da Maritaca AI, vê duas razões principais em discussão para apostar nesse caminho.
"A primeira é a soberania. Uma vez que essas IAs estão cada vez mais
participando do nosso dia a dia, o que você quer é dominar esse stack(conjunto) de tecnologia para não depender lá de fora. Imagina se você é
um órgão de justiça do Brasil, ou uma empresa que toma decisões com
ajuda de IA. Não é legal depender 100% de uma inteligência que vem de
fora. Você está mandando todo seu conhecimento para uma empresa
estrangeira."
O segundo ponto, destaca, é o conhecimento contextual.
"Se eu treino a IA com base nas leis brasileiras, ela já nasce sabendo
de cabeça todas as nossas normas. Como essas IAs estão se atualizando
cada vez mais rápido, uma IA feita no Brasil já vai nascer sabendo onde
está, quais são as regras, os problemas, as instituições locais. Isso dá
uma vantagem enorme em relação a um modelo genérico feito para o mundo
todo. Pode até saber de tudo, mas não tão bem quanto a nossa."
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