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sábado, 13 de setembro de 2025

'Não Me Perturbe' e prefixo 0303: o que mudou nas regras do telemarketing

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Anatel anunciou nas últimas semanas mudanças de sistemas usados por serviços de telemarketing. Agência aposta no Origem Verificada, sistema contra golpes telefônicos.
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Por Redação g1

Postado em 13 de Setembro de 2.025 às 07h00m
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Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" — Foto: Fantástico
Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" — Foto: Fantástico

O sistema "Não Me Perturbe" e o prefixo 0303, usados por serviços de telemarketing, tiveram as regras alteradas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nas últimas semanas.

As mudanças devem diminuir as ligações de operadoras de telefonias para alguns dos consumidores, mas podem aumentar as chamadas de empresas sem identificação.

Elas estão previstas porque a Anatel:

A nova regra do "Não Me Perturbe" começa a valer em novembro e vai aumentar a lista de operadoras que aderem ao serviço. Até então, ele só era usado por Claro, Vivo, TIM, Oi, Algar, Ligga e Sky.

O sistema foi criado para clientes que não querem ofertas de serviços de telefone, TV, internet e instituições financeiras. Além das operadoras, 67 empresas bancárias fazem parte da iniciativa.

Para bloquear essas ligações, é preciso se cadastrar em www.naomeperturbe.com.br. O pedido começa a valer em até 30 dias.

Apesar da proposta, muita gente ainda é incomodada por essas ligações. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as chamadas continuam porque golpistas e algumas empresas de vendas ignoram o cadastro do "Não Me Perturbe".

'Não Me Perturbe' não funciona? Por que pessoas recebem ligações de telemarketing
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Já o fim da obrigatoriedade do prefixo 0303 entrou em vigor em agosto, quando a Anatel atendeu a pedidos de associações beneficentes, do sindicato das operadoras Conexis Digital e da empresa de aluguel de imóveis QuintoAndar.

O prefixo 0303 era exigido para a maior parte do telemarketing ativo, quando a empresa liga para o cliente. Mas a Anatel indicou que a alta rejeição a esse tipo de ligação exigiu a derrubada da regra.

Segundo a conselheira da Anatel Cristiana Camarate, as regras foram alteradas porque o perfil das ligações também mudou nos últimos anos.

"Em 2021, quando determinamos a criação do 0303, o que mais importunava consumidores eram ligações com ofertas de produtos e serviços. Hoje, as que mais importunam são as ligações perigosas, fraudulentas, que lesam o consumidor", disse a conselheira em agosto, quando a exigência do prefixo foi derrubada.

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Aposta no 'Origem Verificada'

No lugar da obrigatoriedade para o prefixo 0303, empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês terão que aderir até novembro à autenticação do Origem Verificada, sistema contra golpes telefônicos.

A exigência para a autenticação afetará cerca de 350 empresas, afirmou em agosto à TV Globo Cristiana Camarate, da Anatel.

Isso inclui o chamado spoofing, golpe que usa números falsos para se passar por empresas confiáveis e enganar consumidores. É o que também ficou conhecido como "Golpe do 0800".

Outro problema que pretende ser enfrentado são as robocalls, ligações automáticas que desligam ao serem atendidas e servem para aumentar a produtividade em call centers ou verificar quais telefones continuam ativos.

Por que recebemos ligações mudas que desligam sozinhas – e como evitá-las
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O Origem Verificada usa o protocolo internacional Stir Shaken, que checa em tempo real se o número corresponde à empresa. A validação é feita pelo banco de dados da ABR Telecom, abastecido por operadoras.

Segundo a Anatel, o Origem Verificada funciona em duas frentes:

  • autenticação, um processo que verifica se quem está ligando é uma empresa legítima;
  • identificação, que mostra no celular do consumidor qual empresa está ligando.

A agência prevê que, em até três anos, a autenticação será adotada em todas as ligações de empresas e diz que ela vai abranger 50% das chamadas, e não apenas 10% como era o caso do prefixo 0303.

A identificação, que será opcional, permite a empresas mostrar no celular do usuário o seu nome e, em alguns casos, o motivo da chamada, mesmo que o número não esteja salvo no aparelho.

Mas nem todos os celulares suportam a identificação. Eles devem estar conectados a redes 4G ou 5G e atender aos requisitos de modelo e sistema operacional (veja a lista dos smartphones compatíveis).

A Anatel alerta que o Origem Verificada ajuda a identificar chamadas autênticas, mas não é capaz de garantir proteção contra roubo de dados. Por isso, ainda é importante se atentar para não cair nesse tipo de golpe.

A agência também diz que tem um plano de ação para combater SMS fraudulentos, como os que incluem links falsos. "Há uma série de medidas para garantir uma maior integridade dos SMS que recebemos", afirmou a conselheira Cristiana Camarate em agosto.

Como são as chamadas com o Origem Verificada — Foto: g1
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Fim das robocalls? Veja se seu celular é compatível com ferramenta contra golpes
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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Amazon coloca carro autônomo nas ruas: robotáxi Zoox começa a rodar sem motorista

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Inicialmente gratuito, preços ainda serão regulados. A liberação ocorre após dois anos de testes na cidade de Las Vegas.
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Por Redação g1

Postado em 12 de Setembro de 2.025 às 06h00m
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Robotáxi da Amazon. — Foto: Divulgação/Amazon
Robotáxi da Amazon. — Foto: Divulgação/Amazon

A Amazon começou a oferecer nesta quarta-feira (10) seu serviço de robotáxi Zoox, sem motorista, ao público de forma gratuita dentro e nos arredores da Las Vegas Strip, nos Estados Unidos.

A liberação ocorre após dois anos de testes na cidade e enquanto a empresa aguarda aprovação do estado de Nevada para definir a cobrança pelo uso, segundo as agências Reuters e Associated Press (AP).

"Esta é uma fase importante da nossa jornada, em que os passageiros podem conhecer o serviço e enviar comentários antes da expansão. As viagens pagas começarão em Las Vegas assim que recebermos a aprovação regulatória necessária", disse a empresa em comunicado.

A big tech de Jeff Bezos não está sozinha nesse setor. A Waymo, do Google, já opera um serviço de robotáxi pago em diversas cidades dos EUA, enquanto a Tesla mantém um número limitado de veículos atendendo clientes pagantes em Austin, no Texas.

O g1 testou o serviço da Waymo em uma visita à Califórnia em maio deste ano (veja no vídeo abaixo).

g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos
g1 testa o Waymo, o carro autônomo do Google, nos Estados Unidos

Segundo a AP, os robotáxis da Amazon estavam restritos a funcionários e, depois, a seus familiares e amigos.

Agora, qualquer pessoa pode baixar o aplicativo Zoox e solicitar um veículo. Os carros, de formato quadrado, transportam até quatro passageiros e circulam entre cinco pontos, incluindo os hotéis Resorts World, Luxor e New York-New York.

Os veículos vão operar de forma autônoma, com assistência humana remota acionada apenas quando o próprio carro solicitar ajuda, segundo a Reuters.Robotáxi da Amazon. — Foto: Divulgação/Amazon

Quando começar a cobrar pelas viagens em Las Vegas, a Zoox afirma que os preços serão semelhantes aos de táxis tradicionais e de aplicativos como Uber e Lyft.

Segundo a AP, a empresa planeja produzir 10 mil robotáxis por ano e expandir o serviço para outros mercados.

As agências dizem que a Zoox deve ampliar o serviço "muito em breve" para São Francisco, onde já realiza testes há meses e agora começou a incluir passageiros em uma lista de espera, segundo executivos da empresa.

A expectativa é levar os robotáxis também para Miami, Austin (Texas), Atlanta e Los Angeles até o fim deste ano e ao longo do próximo.


Carro autônomo da Amazon. — Foto: Divulgação/Amazon
Carro autônomo da Amazon. — Foto: Divulgação/Amazon

Zoox, um veículo autônomo de propriedade da Amazon, é visto na sede da empresa durante um test drive em Foster City, Califórnia, EUA — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
Zoox, um veículo autônomo de propriedade da Amazon, é visto na sede da empresa durante um test drive em Foster City, Califórnia, EUA — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo

Mulher registra passeio em carro autônomo da Amazon — Foto: Divulgação/Amazon
Mulher registra passeio em carro autônomo da Amazon — Foto: Divulgação/Amazon


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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Estudantes desenvolvem mapa tátil sonoro para ampliar acessibilidade em universidade no interior da Bahia

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Projeto une tecnologia, sustentabilidade e inclusão para auxiliar pessoas com deficiência visual.
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Por Ketheleen Serra, g1 Feira de Santana e região

Postado em 09 de Setembro de 2.025 às 08h00m
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Estudantes da UFRB desenvolvem mapa tátil sonoro para ampliar acessibilidade — Foto: UFRB
Estudantes da UFRB desenvolvem mapa tátil sonoro para ampliar acessibilidade — Foto: UFRB

Estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) desenvolveram um mapa tátil sonoro para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual. O projeto foi criado no Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (Cetens), no campus de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia.

Confeccionado em acrílico branco na escala 1:500, o mapa apresenta os caminhos do campus em relevo, com nomes de locais escritos em braile e em alfabeto comum. Cada ponto de interesse é identificado por botões físicos que, ao serem acionados, reproduzem áudios com descrições dos espaços correspondentes.

O equipamento deve ser instalado na entrada principal do Cetens, onde servirá como ponto de orientação para estudantes e visitantes. Após a aprovação pelo Comitê de Ética da UFRB, serão realizados testes com usuários finais para ajustes e melhorias.

O projeto também foi selecionado para apresentação no V Congresso Brasileiro de Tecnologia Assistiva, que será realizado entre 30 de setembro e 3 de outubro, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento reúne iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, com foco em mobilidade, comunicação, educação e qualidade de vida.

Todo o trabalho é assinado pelos estudantes Vitória Gomes, Gabriel Matos, Bruna Porto e David Eloy, do Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Energia e Sustentabilidade. Eles produziram o mapa na disciplina Projeto Interdisciplinar III, sob orientação das professoras Edna Lobo Machado, Raíssa Queiroga e Luciana Boeira.

Projeto une tecnologia, sustentabilidade e inclusão para auxiliar pessoas com deficiência visual — Foto: UFRB
Projeto une tecnologia, sustentabilidade e inclusão para auxiliar pessoas com deficiência visual — Foto: UFRB

Em entrevista ao g1, Vitória, que possui baixa visão, contou que ela e os colegas desenvolveram a ideia com o intuito de promover autonomia e inclusão no espaço acadêmico.

"Esse projeto começou a ser desenvolvido através de um mapeamento que a gente fez do campus e detectamos algumas falhas. A partir disso, pensamos em um recurso que pudesse trazer mais autonomia para que as pessoas com deficiência visual pudessem se locomover pelo campus", explicou Vitória.

Foi durante uma conversa em grupo que eles perceberam a necessidade do mapeamento e decidiram criar um recurso tátil e acessível para diferentes públicos.

"Nesse processo, aprendi que um projeto só ganha força quando existe união da equipe e que acessibilidade não deve ser pensada apenas para pessoas com deficiência visual, mas para todos. Quanto mais universal for o recurso, mais ele cumpre seu papel".

Em quatro meses de produção, a ideia virou realidade. O projeto foi finalizado em julho deste ano.

Processo de criação do mapa

O mapa apresenta os caminhos do campus em relevo — Foto: Arquivo Pessoal
O mapa apresenta os caminhos do campus em relevo — Foto: Arquivo Pessoal

Para garantir baixo custo e sustentabilidade, os estudantes utilizaram resíduos eletrônicos reaproveitados, como a unidade de processamento de uma TV Box descartada e a placa de circuito de um teclado de computador.

O software sonoro foi programado em linguagem C, utilizado para desenvolver os códigos de programação, associando os comandos dos botões à reprodução dos áudios gravados.

Durante a construção, os estudantes adquiriram e aperfeiçoaram também habilidades e competências em áreas como desenho técnico, programação, eletrônica, normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e soldagem de placas.

Segundo a professora Raíssa Queiroga, a iniciativa reflete a missão de integrar tecnologia e sustentabilidade. O projeto mostra como a formação em nosso Centro vai além da teoria, estimulando práticas inovadoras que atendem a necessidades concretas.

A estudante Bruna Porto também destacou o aprendizado adquirido:

Nesse processo, também aumentamos nossa percepção acerca dos desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual e da importância de criar e/ ou aprimorar ferramentas que favoreçam sua inclusão na sociedade. Uma universidade inclusiva torna-se mais acolhedora para todos os públicos.

Veja mais notícias de Feira de Santana e região.

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