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domingo, 28 de dezembro de 2025

Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlego em meio a suspeitas de chips proibidos e espera por novo modelo

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IA foi vista como ameaça aos EUA e chegou a ser chamada de novo 'momento Sputnik'. Lançamento da nova geração da DeepSeek foi adiada porque seu desempenho não agradou o chefão da empresa Liang Wenfeng.
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Por Redação g1

Postado em 28 de Dezembro de 2.025 às 06h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?
DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

A chinesa DeepSeek agitou o mercado no início de 2025 ao lançar um assistente capaz de rivalizar com o ChatGPT, da americana OpenAI (veja mais abaixo). Mas a febre inicial parece ter passado, e a nova concorrente não alcançou a mesma repercussão novamente.

Em parte, isso acontece por conta da demora do lançamento do DeepSeek R2, nova geração do modelo de IA da companhia chinesa.

Ele deveria ter chegado ao público em maio, mas foi adiado porque o CEO da empresa, Liang Wenfeng, estava insatisfeito com o desempenho, informou em junho o site The Information.

O desenvolvimento do novo modelo também é um pouco mais lento porque a DeepSeek tem uma estrutura menor do que a de seus rivais, especialmente em relação aos chips usados para treinar sistemas desse tipo.

DeepSeek e ChatGPT — Foto: Reuters
DeepSeek e ChatGPT — Foto: Reuters

No início de dezembro, uma reportagem do The Information apontou que a empresa estava usando o chip banido Blackwell, da americana Nvidia, para treinamentos de IA.

O chip Blackwell é apontado como um dos mais avançados da Nvidia e, por conta da corrida no setor de IA, os Estados Unidos proibiram sua exportação para a China.

A Nvidia disse que não teve comprovação de que seus chips estavam sendo desviados. "Embora esse contrabando pareça improvável, investigamos qualquer informação que recebemos", disse a empresa para jornais americanos.

Dias antes da reportagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que autorizaria a Nvidia a vender para a China os chips H200, de nível inferior ao dos chips Blackwell.

Lançados no segundo trimestre de 2024, os H200 estão cerca de 18 meses atrás das tecnologias mais avançadas da Nvidia.

Trump disse que os EUA permitiriam a venda do H200 para "clientes aprovados na China e em outros países, sob condições que garantam uma segurança nacional sólida".

O aplicativo do DeepSeek foi lançado em 20 de janeiro e, uma semana depois, ocupou o topo do ranking da App Store, da Apple. Mas desde então, não conseguiu chegar ao mesmo nível de interesse que o ChatGPT.

Em termos de interesse em buscas, a empresa teve um crescimento após lançar seu aplicativo, mas não conseguiu manter o ritmo de buscas, apontam dados do Google Trends.

A ferramenta ganhou espaço por ser vista como um rival do ChatGPT capaz de ter um desempenho parecido com um custo muito menor.

Segundo seus desenvolvedores, o DeepSeek custou apenas US$ 5,6 milhões para ser construído. Por outro lado, a OpenAI investiu US$ 5 bilhões em 2024 com o ChatGPT.

O lançamento fez gigantes americanas perderem mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado no que ficou conhecido como "momento Sputnik", em referência ao lançamento do satélite soviético em 1957 que pegou americanos de surpresa e deu origem à corrida espacial.

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sábado, 27 de dezembro de 2025

China propõe regras para ferramentas de inteligência artificial que simulam humanos

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Governo divulgou neste sábado, para consulta pública, conjunto de sugestões de normas para reforçar supervisão de serviços de IA.
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TOPO
Por Ryan Woo, Liangping Gao

Postado em 27 de Dezembro de 2.025 às 15h45m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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China divulgou um conjunto de regras para reforçar a supervisão de IA projetadas para simular personalidades humanas  — Foto: Foto/ TJGO
China divulgou um conjunto de regras para reforçar a supervisão de IA projetadas para simular personalidades humanas — Foto: Foto/ TJGO

O órgão regulador cibernético da China divulgou neste sábado (26), para consulta pública, um conjunto de sugestões de regras para reforçar a supervisão a serviços de inteligência artificial (IA) projetados para simular personalidades humanas e envolver os usuários em interações emocionais.

A medida ressalta o esforço do governo local para lidar com a rápida implantação da IA voltada ao consumidor, fortalecendo os requisitos éticos e de segurança.

As regras propostas se aplicariam a produtos e serviços de IA oferecidos ao público na China que apresentam traços simulados de personalidade humana, padrões de pensamento e estilos de comunicação. Eles interagem com os usuários emocionalmente por meio de texto, imagens, áudio, vídeo ou outros meios.

A minuta estabelece uma abordagem regulatória exigindo que os provedores alertem os usuários contra o uso excessivo e intervenham quando os usuários mostrarem sinais de dependência.

De acordo com a proposta, os provedores de serviços seriam obrigados a assumir responsabilidades de segurança durante todo o ciclo de vida do produto e estabelecer sistemas para revisão de algoritmos, segurança de dados e proteção de informações pessoais.

A minuta também visa os possíveis riscos psicológicos. Espera-se que os provedores identifiquem os estados dos usuários e avaliem suas emoções e seu nível de dependência do serviço. Se os usuários apresentarem emoções extremas ou comportamento viciante, os provedores deverão tomar medidas necessárias para intervir, segundo o documento.

As medidas estabelecem limites para conteúdo e conduta, afirmando que os serviços não devem gerar conteúdo que ponha em risco a segurança nacional, espalhe rumores ou promova a violência ou a obscenidade.

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