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quarta-feira, 6 de março de 2013

Tendências e desafios para o varejo nos próximos sete anos



"Especialista em varejo, Marcos Gouvêa de Souza, analisa mudanças recentes no comportamento do consumidor e projeta tendências para o mercado nos próximos anos."




*\\||//* Por Luisa Medeiros | 05/03/2013




Nos últimos sete anos, o varejo brasileiro passou por um importante processo de evolução, incorporando práticas globais e adequando-as à realidade do PAÍS. Este processo foi incentivado pela economia estável e pelo amadurecimento do consumidor e suas relações com a indústria e com o varejo. O comportamento do shopper se modificou pelo poder conferido a ele na disputa entre as empresas somada ao volume de informação e variedade de produtos, marcas e canais disponíveis.

Conscientes da influência que exercem sobre o mercado, os compradores exigem mais conveniência, buscam multicanais e querem conhecer todo o processo. Este formato de relação fortifica o perfil de consumo mais por menos, que extrapola os limites dos segmentos populares chegando aos produtos e SERVIÇOS de luxo. Diante deste cenário, um dos maiores desafios para os próximos anos está relacionado à experiência nos pontos de venda com a finalidade de atender a esta demanda mais exigente e fortalecer o varejo frente aos novos players presentes apenas no e-commerce e responsáveis por uma parcela significativa do mercado.

O varejo deve ampliar a tendência de manter presença nas plataformas digitais abrindo novas interfaces de relacionamento. “As lojas, deixaram de ser um PDV e se transformam em ponto de experiência, relacionamento, SERVIÇO, atualização, soluções e conveniência. Na medida em que o varejo conhece mais e melhor o consumidor, avança e passa a se envolver na concepção do produto e no desenvolvimento”, comenta Marcos Gouvêa de Souza, Especialista em varejo e CEO da GS&MD Gouvêa de Souza, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mundo do Marketing - Como podemos avaliar a evolução do varejo nos últimos sete anos?
Marcos Gouvêa de Souza - O varejo brasileiro está muito mais maduro, incorporando práticas globais e se adequando as realidades locais. Está também mais competitivo devido ao maior número de players mais organizados e participativos. O amadurecimento aparece principalmente no consumidor. Nos últimos anos, o brasileiro solidificou seu consumo exposto à INFORMAÇÃO, produtos, marcas e canais. Esses fatores configuram o amadurecimento do varejo que foi favorecido por uma economia estável e a possibilidade de planejar a longo e a médio prazo.

Mundo do Marketing - A competição hoje é maior. Isso se deve às consolidações vividas pelo mercado?
Marcos Gouvêa de Souza -
Sim. Vemos um mercado com um menor número de empresas, não necessariamente marcas. Quanto mais maduro o mercado, mais consolidado porque no processo de desenvolvimento é normal as empresas se consolidarem para poderem investir mais em tecnologia, recursos humanos, infraestrutura, canais de venda, formato de loja e serviços.

Mundo do Marketing – Os pontos de venda físicos ganharam um novo papel com as lojas conceitos. Isso deve continuar acontecendo?
Marcos Gouvêa de Souza –
Existe uma profunda mudança no papel das lojas. Elas deixaram de ser um ponto de venda para se transformarem em ponto de experiência, relacionamento, serviço, atualização, soluções e conveniência. Na medida em que o varejo conhece mais e melhor o consumidor, avança e passa a se envolver na concepção do produto, no desenvolvimento, nos fornecedores, passa a deter marcas próprias e tudo isso é mostrado para o cliente no novo formato de loja. Alguns exemplos são a ação de customização de sandálias que a Havaianas fez e a loja conceito da C&A no Shopping Iguatemi, em São Paulo.

Mundo do Marketing - O comércio eletrônico mudou a questão do varejo nos últimos anos. O que esperar nos próximos anos?
Marcos Gouvêa de Souza -
O comércio eletrônico vai continuar influenciando mudanças no ponto de venda físico, inclusive foi ele um dos maiores impulsionadores dos novos modelos de loja. O físico e digital atualmente têm necessariamente que se integrarem. Não para vender produtos pelo e-commerce, que talvez seja a face menos relevante, mas pela grande quantidade de informação, referência de marcas, produtos, lojas e serviços disponíveis pela internet. Tudo que o consumidor buscar na web acaba tocando no PDV.

Mundo do Marketing - O varejo brasileiro tem investido em tecnologia. O que deve acontecer em termos de tecnologia para o varejo nos próximos anos?
Marcos Gouvêa de Souza -
A tecnologia promove uma mudança estrutural no varejo. A disponibilidade de ferramentas sempre esteve voltada para otimizar o tempo, controlar perdas, planejar a utilização dos espaços e auxiliar no monitoramento dos hábitos dos clientes. Tudo utilizado em prol do controle, da produtividade e da melhoria do desempenho. Hoje isso muda e todas as ferramentas aparecem sendo utilizadas para promover experiência marcante para o shopper.

Mundo do Marketing - O consumidor mais informado aumentou sua busca por multicanais. Esta é uma tendência daqui pra frente?
Marcos Gouvêa de Souza -
Uma das consequências mais diretas do aumento de ofertas de marcas, serviços e canais é a tendência do consumidor para a hiperconveniência. Sendo cada vez mais disputado, mais alternativas ele tem. Isso estimula o cliente a tornar-se senhor de todo o processo e, consciente deste status, acaba incorporando o comportamento mais por menos na busca por produtos, inclusive nos segmentos de luxo.

Mundo do Marketing - Quais são os desafios do varejo para os próximos anos e quais questões ficaram pendentes dos anos anteriores?
Marcos Gouvêa de Souza -
Temos desafios de natureza ambiental, tais como tributos, problemas trabalhistas, infraestrutura, ética competitiva e informalidade de uma parcela grande do comércio. Além do aumento do nível de competitividade, para atender ao cliente que quanto mais tem, mais quer e melhor sabe avaliar. Isso incentiva a concorrência e pressiona as empresas. Em outra dimensão, temos os desafios em escala macro: as mudanças sociais que o país viveu, por exemplo, resultaram na entrada de um grande contingente de consumidores no mercado, desafiando o varejo com um padrão de consumo sofisticado. Outro fator é o crescimento do canal digital, que simplifica a entrada de novos players que passam a liderar em poucos anos uma parcela significativa. É o caso da venda de calçados pela internet.

Mundo do Marketing - A abertura de canais pela própria indústria se estabeleceu nos últimos anos. Isso deve continuar?
Marcos Gouvêa de Souza –
Esse formato é um subproduto de toda transformação cultural que o varejo vem enfrentando. De um lado, temos a disponibilidade digital que favorece essa ação e de outro, temos o fato de haver uma migração de vantagem competitiva da indústria para o varejo que reconhece como notório o consumidor e usa essa informação para rever suas relações, por exemplo, criando marcas próprias. Os fabricantes têm que criar mecanismos de compensação, como a criação de canais exclusivos, o que é uma realidade global e recai em mais poder na mão do consumidor.

Mundo do Marketing - Quais são as tendências do varejo para os próximos sete anos?
Marcos Gouvêa de Souza -
Quanto mais maduro o mercado, maior a parcela de consumidores que migra para buscar serviços em vez de produtos. As pessoas ficam mais maduras e com maior poder aquisitivo, compram menos alimentos e investem em viagens, saúde e cursos. Essa realidade ajuda a redesenhar o varejo que, consciente desta postura, incorpora mais serviços a sua oferta, podendo estar integrado ou não a produtos. Outra tendência é o crescimento do franchising , que contribui para a expansão de lojas e reduz o custo operacional, trazendo para o negócio operadores que cuidam da marca como se fosse sua.

terça-feira, 5 de março de 2013

Mundo do Marketing faz 7 anos e traz novidades



"Portal apresenta uma série de entrevistas mostrando o que mudou e o que vai mudar nos próximos 7 anos e outra com marcas que eram ideias e se transformam em negócios de sucesso."



*\\||//* Por Redação || 04/03/2013


Março é o mês de aniversário do Mundo do Marketing. O portal está completando sete anos com três conjuntos de conteúdos especiais. O primeiro é uma série de entrevistas sobre o que mudou nos últimos anos e o que vai mudar em sete transversais: economia, varejo, comportamento do CONSUMIDOR, relacionamento, e-commerce, mídia social e o próprio Marketing.

São entrevistas exclusivas DIÁRIAS com nomes como Ricardo Amorim, economista, Marcos Gouvêa de Souza, especialista em varejo e CEO da GS&MD Gouvêa de Souza, Everardo Rocha, antropólogo e professor doutor da PUC-RIO, Don Peppers, maior especialista do mundo em Marketing de Relacionamento, da Peppers & Rogers, Pedro Guasti, um dos percussores do e-commerce no Brasil e VP do Grupo Buscapé, Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para América Latina, e Gilles Lipovetsky, um dos maiores pensadores da sociedade do consumo da atualidade.

Em outro especial, sete empreendedores brasileiros contarão em detalhes os desafios de como partiram de uma ideia, de um SONHO, para construir negócios que chamaram atenção nos últimos anos. As entrevistas mostram casos de sucesso que não existiam há sete anos, como boo-box, Diletto, do bem, Fashion.me, Galinha Pintadinha, Koni e Reserva.

Já o terceiro conteúdo especial é um conjunto de novidades para atender à demanda dos usuários do portal. Representará ainda a maior mudança pela qual o portal já passou e será lançado nos próximos dias. Mais detalhes, em breve. A você, nosso leitor, nosso muito obrigado por fazer parte desde Mundo do Marketing.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Nike e Amazon são as empresas mais inovadoras do mundo



"Ranking elaborado pela Fast Company leva em consideração produtos e serviços lançados, ações desenvolvidas e as marcas que geraram maior impacto na sociedade."



*\\||//* Por Bruno Garcia || 01/03/2013



A Nike é a empresa mais inovadora do mundo, seguida pela Amazon. O ranking com as 50 companhias que mais inovam foi elaborado pela Fast Company e leva em consideração PRODUTOS e serviços lançados, ações desenvolvidas e as marcas que geraram maior impacto na sociedade. Um dos motivos que levou a Nike ao primeiro lugar é o Nike Fuel + Band, pulseira que coleta as informações das suas atividades físicas DIÁRIAS e as apresenta em quatro diferentes métricas, possibilitando que o usuário acompanhe o seu DESENPENHO.

A lista é dominada por empresas de tecnologia de médio porte que desenvolvem soluções e APLICATIVOS. As grandes companhias do setor não figuram entre as 10 mais: o Google ficou em 11° e a Apple, em 13°. A Coca-Cola aparece na sequência, em 14°, e a Samsung, em 17°. Na 26° colocação está a Rovio, produtora da franquia Angry Birds, e em 27° está a Ford, única montadora a figurar no ranking. A Microsoft está na 46° colocação. Veja a lista completa aqui:
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