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domingo, 30 de outubro de 2016

WiGig: entenda o padrão que promete ser bem mais rápido que o Wi-Fi


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

30/10/2016 06h00 - Atualizado em 30/10/2016 06h00
Postado em 30 de outubro de 2016 23h15m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
WiGig é o termo que se refere a um novo padrão de conexão sem fio, que promete oferecer taxas de transferência altas o suficiente para que aparelhos possam ter melhor velocidade do que o wireless atual. 

No entanto, mais do que um padrão rápido de distribuir sinal de internet, o WiGig promete ainda ser mais eficaz ao transferir dados do que tecnologias como Bluetooth e cabos USB. 

Três tecnologias que podem mudar radicalmente seu Wi-Fi em 2017
Recentemente, a WiGig Alliance, entidade que reúne empresas de tecnologia do mundo todo interessadas no amadurecimento desse padrão e na sua popularização no mercado, homologou os primeiros equipamentos compatíveis com essa nova interface.
Primeiros equipamentos compatíveis com o WiGig devem começar a aparecer no mercado no ano que vem (Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo)
Primeiros equipamentos compatíveis com o WiGig devem 
começar a aparecer no mercado no ano que vem 
(Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo)

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Internet sem fio mais rápida
O grande apelo do WiGig, desde seu anúncio em 2013, foi a perspectiva de novas redes de internet sem fio que tirassem partido da alta velocidade de transferência permitida pelo padrão. Usando redes em frequência de 60 GHz (para ter uma ideia, os roteadores top de linha do mercado são aqueles que podem operar em 5 GHz), o WiGig permite que as velocidades de rede no ambiente Wi-Fi sejam bem mais altas.
No momento, a WiGig Alliance está homologando os primeiros dispositivos compatíveis com o novo padrão, capazes de trocar informações a até 8 Gb/s (gigabits por segundo).

Pontos fortes
O WiGig é um nome que surgiu da fusão dos termos wireless (sem fio) e gigabit, que, por sua vez, faz referência às taxas de transferência de dados possíveis nas interfaces de rede cabeadas, compatíveis com o padrão gigabit.

Em resumo, o WiGig é um tipo de rede sem fio criada para atingir velocidades muito mais altas de transferência de dados, tornando essa interface uma opção válida para a criação de ambientes de rede Wi-Fi extremamente rápidos, assim como base para o uso em situações que exigem vasta largura de banda.
Padrão WiGig tem área de cobertura menor e pode ser ideal para ambientes de alta densidade (Foto: Divulgação/WiGig)
Padrão WiGig tem área de cobertura menor e pode ser ideal 
para ambientes de alta densidade (Foto: Divulgação/WiGig)

Exemplos são transmissão de conteúdo de áudio e vídeo em alta resolução via wireless sem o uso de cabos HDMI; ou wireless docking, em que um dispositivo móvel é vinculado via rede sem fio a uma dock station; aplicações em jogos; realidade virtual sem fios e na construção de redes de alta velocidade que envolvam o uso de celulares, roteadores e etc.

Mais do que rede de Internet
É natural associar o uso do WiGig a redes de Internet porque estamos acostumados a vincular o termo wireless com a web, mas, ainda assim, as aplicações desse tipo de tecnologia vão além.
Emaranhado de cabos ainda é um problema sério da realidade virtual e que pode ser resolvido com o WiGig (Foto: Divulgação/HTC)
Emaranhado de cabos ainda é um problema sério da 
realidade virtual e que pode ser resolvido com o WiGig 
(Foto: Divulgação/HTC)

Como a velocidade de transmissão de dados tem potencial de atingir os 8 Gbps nessa primeira geração de dispositivos compatíveis, é possível vislumbrar o uso do WiGig para a criação de óculos de realidade virtual que dispensam a grande quantidade de cabos envolvidos na instalação de dispositivos.

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Outro uso é a transmissão de conteúdo de áudio e vídeo de alta resolução entre aparelhos. Se você tem um vídeo em 4K no computador e deseja assisti-lo na TV, a melhor maneira para fazer isso é conectar os dois dispositivos via HDMI. Com o WiGig, em tese, seria possível fazer streaming desse tipo de conteúdo do PC para a TV sem a necessidade de cabo algum.

Pontos fracos
Quem sabe como redes sem fio funcionam entende que, quanto maior a frequência, maior é a velocidade, mas menor é o alcance. Essa realidade imposta pelas leis da física também é verdadeira para as redes WiGig. Por exemplo, um roteador de 2,4 GHz não atinge as mesmas velocidades de um dual-band, que pode operar a 5 GHz, mas a área de cobertura da rede criada em 2,4 GHz é maior do que a possível no aparelho com frequência mais alta.

Na frequência de 60 GHz, essa realidade é ainda mais dramática, pois a cobertura possível de um roteador WiGig seria de apenas 10 metros, com capacidade de penetração de paredes e obstáculos físicos quase desprezível. Para uma área de cobertura grande, o usuário precisaria de uma rede de roteadores e repetidores de sinal.

Para impedir problemas de performance, os dispositivos habilitados a funcionar com o WiGig deverão ser capazes de sozinhos alternar entre padrões de operação. Assim, quando você sai da área de cobertura do WiGig, o equipamento começa a funcionar em redes sem fio mais lentas, mas com melhor sinal no local.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

União Europeia alerta WhatsApp, Facebook e Yahoo sobre violação de privacidade


Leticia Cordeiro, 
2016/10/28, 20:00 
Postado em 28 de outubro de 2016 às 23h30m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Reguladores de privacidade da União Europeia determinaram que o WhatsApp suspenda o compartilhamento de dados com o Facebook e solicitou ainda o envio de informações ao Yahoo sobre falha de segurança que afetou mais de 500 milhões de usuários.

Os reguladores de privacidade da União Europeia mandaram um alerta sobre violação da lei de proteção de dados do bloco europeu em carta enviada ao WhatsApp, ao Facebook e ao Yahoo. 

Os reguladores demandam que o WhatsApp pause o compartilhamento de dados com o Facebook até que as investigações da União Europeia sobre os novos termos de uso do serviço anunciados em agosto, que permitem que o app de mensagens envie para o Facebook informações incluindo o número do telefone do usuário, sejam concluídas e medidas legais de proteção de dados possam ser asseguradas.


Em resposta ao The Wall Street Journal, o WhatsApp informou que está trabalhando com as autoridades de proteção de dados para endereçar as questões.

Já na carta enviada ao Yahoo, os reguladores europeus expressaram preocupação sobre a falha de segurança de 2014 que afetou mais de 500 milhões de usuários, mas que só veio a público no último mês de setembro. 

Segundo a Reuters, o Yahoo terá de cooperar com as investigações de todos os reguladores nacionais de proteção de dados e reportar todos os aspectos da brecha de segurança para as autoridades da União Europeia, segundo informações da Reuters.

O alerta da União Europeia acontece depois de a entidade de proteção de dados da Alemanha proibir o compartilhamento e mandar Facebook apagar dados recebidos do WhatsApp.

IoT: CPqD inaugura espaço voltado à inovação aberta


Leticia Cordeiro, 
2016/10/28, 14:00
Postado em 28 de outubro de 2016 às 23h00m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

O Hiperspaço tem 80 metros quadrados e está localizado no Pólis de Tecnologia de Campinas. Ele funcionará integrado ao ecossistema de inovação de Campinas, formado por universidades e instituições de ciência e tecnologia, além de empresas, aceleradoras e incubadoras.

O CPqD inaugurou na quinta-feira, 27, as instalações do seu Hiperespaço, uma iniciativa para a promoção da inovação aberta de soluções para cidades inteligentes baseadas no conceito de Internet das Coisas (IoT). O espaço abrigará startups e empresas criativas que poderão colaborar no desenvolvimento de ideias inovadoras.

O Hiperspaço tem 80 metros quadrados e está localizado no Pólis de Tecnologia de Campinas/SP. Ele funcionará, de acordo com Flávio de Andrade Silva, coordenador das ações de IoT do CPqD, integrado ao ecossistema de inovação de Campinas, formado por universidades e instituições de ciência e tecnologia, além de empresas, aceleradoras e incubadoras.

O CPqD coloca também à disposição dos empreendedores suas nove plataformas tecnológicas – Computação cognitiva, Computação avançada, Comunicações ópticas, Comunicações sem fio, Redes de dados, Sensoriamento, Segurança da informação e comunicação, Sistemas de energia e Sistemas eletrônicos embarcados, além de seus laboratórios, mentoria tecnológica, rede de parcerias e sua experiência e capacidade em desenvolver projetos com financiamento de diferentes fundos de fomento disponíveis no país.

No caso de aplicações para cidades inteligentes, o próprio Pólis de Tecnologia poderá funcionar como laboratório vivo desse conceito, conta Silva.
Para participar do Hiperespaço, os interessados deverão submeter suas ideias à iniciativa pelo site hiperespaco.network.