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terça-feira, 11 de junho de 2019

Cade decide apurar se Google adotou no Brasil práticas anticompetitivas com Android



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Órgão antitruste deu até 20 de junho para multinacional de tecnologia informar se reproduziu no país procedimentos que levaram a UE a aplicar à empresa multa de 4,3 bilhões de euros.
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 Por Laís Lis, G1 — Brasília  

 Postado em 11 de junho de 2019 às 21h55m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Sistema operacional da gigante norte-americana de tecnologia é líder no mercado de smartphones — Foto: G1
Sistema operacional da gigante norte-americana de tecnologia é líder no mercado de smartphones — Foto: G1

A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação para apurar a possível adoção de práticas anticompetitivas relacionadas ao Android, o sistema operacional para dispositivos móveis do Google. O Android é o líder de mercado e é usado em cerca de 80% dos smartphones em todo o mundo.

Órgão antitruste brasileiro, o Cade vai apurar se o Google adotou no Brasil as práticas anticompetitivas consideradas ilegais pela Comissão Europeia. O procedimento de investigação foi instaurado na última quarta-feira (5).

Com a abertura do processo, a superintendência-geral do Cade deu prazo até 20 de junho para que o Google responda se foram adotadas as práticas consideradas anticompetitivas e quais as justificativas. Se a multinacional norte-americana se recusar a prestar os esclarecimentos, pode levar uma multa diária de R$ 5 mil.

Multa recorde
Google recebe multa bilionária por violar regras de livre concorrência na Europa
Google recebe multa bilionária por violar regras de livre concorrência na Europa

Em julho de 2018, a Comissão Europeia impôs ao Google uma multa recorde de 4,342 bilhões de euros por abuso de posição dominante. Trata-se da maior multa já imposta pelas autoridades antitruste da União Europeia.

Apesar de elevada, a multa aplicada pelas autoridades europeias representa apenas duas semanas de faturamento do conglomerado Alphabet, controlador do Google.

Guardiã da concorrência no bloco europeu, a comissão acusou o Google de aproveitar o domínio de seu sistema operacional em smartphones para promover o próprio mecanismo de busca e o navegador Google Chrome, em detrimento de seus rivais.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Firefox reforça proteção contra rastreamento on-line: saiba configurar o navegador

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Novidade já vem ativada em novas instalações.
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 Por Altieres Rohr, G1  

 Postado em 10 de junho de 2019 às 20h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O navegador de internet Firefox agora vem configurado de fábrica para bloquear o rastreamento on-line, segundo um anúncio da desenvolvedora Mozilla. Em parceria com a Disconnect, o Firefox agora bloqueia os chamados "cookies" de endereços associados a empresas que rastreiam navegação, em geral para fins publicitários.

Embora a função venha ativada por padrão em novas instalações do Firefox, quem já possui o navegador instalado só receberá a novidade dentro de alguns meses — não foi especificado quando. No entanto, também é possível modificar a configuração do navegador para aproveitar o recurso desde já:
  1. Clique no menu de "três barras" no canto superior direito;
  2. Selecione o item "Bloqueio de conteúdo";
  3. Marque a opção "Personalizado";
  4. Ative o bloqueio de Rastreadores, Cookies (escolha "Rastreadores de terceiros"), Criptomineradores e Fingerprinters
Configurando o bloqueio de rastreadores no Firefox. — Foto: Reprodução 
Configurando o bloqueio de rastreadores no Firefox. — Foto: Reprodução

Quem não conhece o Firefox pode baixar o navegador no site da Mozilla.

O que são rastreadores
O rastreamento na internet identifica o seu navegador a cada site acessado, permitindo que empresas de publicidade e alguns prestadores de serviço montem "perfis" de navegação a partir das páginas que você visita. Essa informação é utilizada para estimar seu gênero, idade e interesses, em geral para fins publicitários.

A prática de rastreamento é normal e aumenta a eficiência da publicidade na internet — praticamente todos os sites sustentados por publicidade fazem uso dessa tecnologia.

No entanto, alguns mecanismos mais invasivos de rastreamento conseguem inclusive obter outras informações, como as redes sociais que você usa ou seu endereço de e-mail. Para piorar, não há maneira fácil e simples de bloquear esse rastreamento: embora algumas entidades do mercado publicitário tenham criado iniciativas para dar escolha aos usuários, nem todo mundo respeita essas decisões.

Propostas legislativas, como a GDPR da Europa, também não tiveram resultado, já que usuários simplesmente "concordam" com o uso de cookies em todos os sites. A legislação não obriga, por exemplo, que o usuário possa escolher bloquear apenas o rastreamento e manter as demais funções do site.

De fato, há situações que esses rastreadores estão vinculados a recursos dos próprios sites. Isso significa que bloquear os rastreadores pode prejudicar o funcionamento dessas páginas.

O que o Firefox bloqueia
Rastreadores: Essa opção bloqueia diversos tipos de conteúdo, incluindo scripts (pequenos códigos) capazes de extrair dados de navegação.

Cookies de terceiros: Os cookies são dados armazenados pelo navegador a pedido dos sites na internet. Um tipo de cookie comum e benigno é o cookie de login, que armazena um número de autorização para que o site "lembre" que você já fez login. Cookies de rastreamento armazenam números identificadores que anúncios publicitários podem ler para associar cliques e visitas a um mesmo internauta. O Firefox é capaz de bloquear especificamente os cookies associados ao rastreamento on-line.

Criptomineradores: São códigos que rodam no navegador para minerar criptomoedas. Eles consomem recursos do sistema, diminuindo o desempenho em desktops e a duração de bateria em notebooks.

Fingerprinters ("identificação digital"): Quando não é possível rastrear um navegador web por meio de cookies, redes de publicidade recorrem a técnicas avançadas que identificam um mesmo usuário a partir de alguma informação única. Por exemplo, um site pode usar um código que retorna valores diferentes dependendo do hardware da máquina para tentar identificar a navegação de um mesmo computador. Marcando essa opção, o Firefox tenta impedir esse tipo de código de funcionar.

Facebook Container: A Mozilla oferece uma extensão opcional com a finalidade específica de bloquear o rastreamento do Facebook.
Escudo fica visível na barra de endereço quando algum conteúdo é bloqueado, e usuário pode conferir os detalhes do bloqueio — Foto: Reprodução 
Escudo fica visível na barra de endereço quando algum conteúdo é bloqueado, e usuário pode conferir os detalhes do bloqueio — Foto: Reprodução

Outras empresas
O Google anunciou que o navegador Chrome também deve receber novas proteções contra rastreamento e identificação digital. No entanto, o recurso ainda não está pronto.

Na semana passada, a Apple modificou uma regra para desenvolvedores de aplicativos do iOS, o sistema usado em celulares iPhone e tablets iPad. Conforme a nova regra da Apple, aplicativos voltados para o público infantil serão proibidos de usar ferramentas analíticas (rastreamento) e anúncios publicitários de terceiros.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

domingo, 9 de junho de 2019

Mourão diz que Brasil vai manter Huawei entre fornecedores de redes 5G

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Em recente viagem à China, Mourão encontrou-se com o presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei.
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 Por Reuters  

 Postado em o9 de junho de 2019 às 22h35m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O governo brasileiro não tem a intenção de restringir as atividades da chinesa Huawei, apesar das advertências do governo norte-americano, afirmou nesta sexta-feira (7) o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.
Em recente viagem à China, Mourão encontrou-se com o presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei.

"A Huawei vem sendo acusada de repassar os dados que ela tem ao governo chinês. Conversei com ele que tem que criar um clima de confiança. Enquanto houver esse clima de confiança não tem problema nenhum, contou. O Brasil não tem nenhum plano disso (restringir as atividades da empresa).

O vice-presidente lembrou que apenas quatro empresas no mundo dominam hoje a tecnologia do 5G, duas finlandesas e duas chinesas, a Huawei entre elas.

O Brasil pretende realizar leilão de frequências para operação da tecnologia 5G em 2020.

Tensões entre EUA e China
Em março, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro à Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, tratou da questão da Huawei na reunião fechada entre os presidentes e advertiu o brasileiro sobre supostos riscos da atuação da empresa chinesa.

Os Estados Unidos acusam a Huawei de ser instrumento de atividades de espionagem de Pequim. A empresa e o governo chinês negam qualquer ação nesse sentido.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, onde tratou inicialmente do assunto, Mourão disse que em nenhum momento Bolsonaro levantou a possibilidade de um bloqueio e que não há qualquer receio do governo brasileiro em relação à Huawei.

Mourão lembrou ainda que o Brasil ainda precisa de tecnologia, é pouco integrado digitalmente e tem um marco regulatório ainda da década de 1990.

O projeto de um novo marco regulatório de telecomunicações é de 2016, mas ainda não foi aprovado pelo Congresso. Em novembro de 2018, foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, mas ainda não foi a plenário.

Perguntado sobre o projeto, Mourão disse que o governo vai trabalhar nisso. "Está no Congresso, vamos ter que fazer andar", disse.