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domingo, 21 de julho de 2019

Como proceder em caso de sequestro de dados por um Ransomware?

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Blog também tira dúvidas sobre golpe SMS para roubar contas bancárias e idade mínima exigida para criar uma conta no Instagram.
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 Por Ronaldo Prass  
 Programador e professor de linguagens de programação  

 Postado em 21 de julho de 2019 às 18h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)

Como proceder em caso de sequestro de dados por um Ransomware?
Oi, Ronaldo! O servidor da minha empresa teve os dados sequestrados por Ransomware. Eu consigo acessar o sistema operacional, porém todos os arquivos ficaram inacessíveis e no lugar deles um arquivo contendo instruções para o depósito em bitcoins. Como devo proceder para reaver os arquivos? – Mariane
Olá, Mariane! O objetivo principal dos criminosos é receber um pagamento para liberar a chave de criptografia que deixou os seus arquivos inacessíveis.
Efetuar o pagamento exigido não garante que irão cumprir com a parte deles, e só aumentaria o prejuízo.
A cada novo Ransomware, as empresas de segurança procuram desenvolver ferramentas para a remoção do programa malicioso e a recuperação de dados. O ideal é que você identifique qual é o nome do Ransomware e verifique se já existe uma ferramenta de remoção.

Geralmente o nome da praga digital é adicionado ao nome do arquivo que foi criptografado. Nessa página aqui você encontra diversas ferramentas para a remoção de programas maliciosos e a recuperação dos arquivos. O site No More Ransom oferece ajuda para identificar a praga digital e recomenda a ferramenta mais apropriada para decifrar os arquivos.

Por favor, informe mais detalhes sobre qual Ransomware foi usado para infectar o seu computador, pois dessa forma poderei indicar a solução mais apropriada para o seu problema.
Site ajuda a desbloquear computadores que foram atacados por ransomwarw — Foto: Reprodução 
Site ajuda a desbloquear computadores que foram atacados por ransomwarw — Foto: Reprodução

Faltou falar sobre golpe SMS para roubar contas bancárias
Eu não encontrei nada sobre a vulnerabilidade do SMS no especial sobre privacidade dos dados no WhatsApp – Eliane Castro
Olá, Eliane! A publicação de dicas para controlar a privacidade da conta no WhatsApp apresentou as funcionalidades disponíveis até o momento no aplicativo.
As fraudes cometidas por golpistas usando mensagens enviadas por SMS para roubar contas bancárias, é prática criminosa que não está relacionada diretamente com o WhatsApp, pois nela os golpistas recorrem a engenharia social para persuadir as vítimas.

Recentemente o blog colaborou dando dicas de segurança numa reportagem para o programa Fantástico sobre esse tipo de crime. As principais recomendações de segurança são as seguintes:
  • Jamais fornecer o token de segurança em mensagens de SMS, aplicativos ou chamadas telefônicas;
  • Os bancos não entram em contato por telefone, e-mail, SMS com os clientes para solicitar a senha antiga num processo de redefinição de senha.
  • Monitore com frequência as atividades na conta corrente;
  • Só acesse os aplicativos de banco usando uma rede de internet conhecida;
  • Não instale aplicativos obtidos fora das lojas oficiais.
Por que somente usuários maiores de 13 anos podem criar perfis no Instagram?
Oi, Ronaldo! A conta da minha filha foi banida no Instagram porque ela tem menos de 13 anos, por que isso aconteceu? — Nádia
Olá, Nádia! Todos os serviços online e redes sociais seguem uma lei americana conhecida como COPPA (Ato de Proteção Online à Criança, na sigla em inglês), que pretende dar mais proteção à vida privada das crianças na internet.

Como a maioria das empresas de internet são americanas, todas seguem essa determinação. E, por estar previsto no texto que a idade mínima para o acesso de crianças é de 13 anos, a rede social seguiu essa legislação.

Quando uma conta é criada no Instagram, é exibida a política de privacidade, que deve ser lida e aceita pelo usuário somente se ele concordar com os termos de uso. A verificação que restringe a idade mínima é facilmente burlada, bastando colocar um ano de nascimento apropriado.

No entanto, o Instagram possui um mecanismo de verificação que permite que eles identifiquem contas irregulares de usuários. Se não for comprovada a idade mínima, a conta é banida. Essa restrição foi criada para proteger as crianças dos abusos cometidos na internet. Alguns estudos mostram que essa faixa etária é a mais vulnerável.
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1 
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

Twitter da Scotland Yard é hackeado

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Polícia de Londres explica que a pirataria parece ter atingido apenas um serviço externo que gerencia suas ferramentas de comunicação. Conta tem 1,22 milhão de seguidores. 
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 Por France Presse  

 Postado em 21 de julho de 2019 às 11h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Conta no Twitter da  Scotland Yard foi hackeado  — Foto: Reprodução/ Polícia Metropolitana de Londres  
Conta no Twitter da Scotland Yard foi hackeado — Foto: Reprodução/ Polícia Metropolitana de Londres

A Polícia Metropolitana de Londres, também chamada de Scotland Yard, foi vítima na noite de sexta-feira (19) de um ataque de hackers que usaram sua conta no Twitter e suas mensagens eletrônicas para espalhar insultos e mensagens enigmáticas.

"F... A POLÍCIA", podia ser lido em uma mensagem postada à noite, entre outros e-mails mais ou menos compreensíveis.

As mensagens piratas na conta do Twitter, que tem 1,22 milhão de seguidores, foram removidas mais tarde.

A Scotland Yard explica que a pirataria parece ter atingido apenas um serviço externo que gerencia suas ferramentas de comunicação.

A polícia de Londres "usa um provedor online chamado MyNewsDesk para publicar press releases e outros conteúdos", disse a Scotland Yard em um comunicado.

"Achamos que o único problema de segurança diz respeito ao acesso a nossa conta MyNewsDesk", disse a polícia de Londres.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Extensões do Chrome e Firefox vazaram sites visitados por milhões de internautas

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Endereços revelaram informações particulares e eram disponibilizados por empresa de marketing.
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 19 de julho de 2019 às 22h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
 Símbolo criado para representar o incidente DataSpii. — Foto:  DataSpii.com
Símbolo criado para representar o incidente DataSpii. — Foto: DataSpii.com
O especialista em segurança Sam Jadali veio a público com uma pesquisa demonstrando como uma série de práticas em sistemas corporativos, serviços on-line, extensões de navegadores e compartilhamento de dados que resultaram no vazamento de informações privadas, incluindo fotos, reuniões e documentos financeiros armazenados em endereços web particulares.

Esses endereços foram coletados por extensões disponíveis para os navegadores Google e Firefox e instaladas por mais de quatro milhões de internautas.
Jadali deu ao caso o nome de "DataSpii", misturando as palavras "data" (dados), spy (espião) e PII, sigla em inglês para "informação pessoalmente identificável".
O especialista identificou extensões disponibilizadas para os navegadores Chrome e Firefox que coletam todos os endereços web acessados pelo usuário e descobriu que dados eram enviados a um servidor de controle para serem repassados à Nacho Analytics, um serviço de marketing. Essa empresa permitia que qualquer pessoa assinasse um serviço de "monitoramento de domínio" para ver, praticamente em tempo real, o que as pessoas estavam acessando no site monitorado.

Por exemplo, é possível assinar o serviço para monitorar o endereço "1drv.ms" e visualizar todos os links compartilhados do OneDrive da Microsoft que foram acessados pelos usuários que instalaram essas extensões. O link em si dá acesso ao documento compartilhado.

Redes sociais, como o Facebook, também permitem que fotos sejam acessadas sem a realização do login caso alguém tenha o link direto para o arquivo da imagem, abrindo outra brecha para expor informações a partir dos links vazados.

Mas não são apenas documentos e arquivos em serviços de armazenamento em nuvem que podem ficar expostos. Sistemas internos de empresas, mesmo que não sejam acessíveis pela internet, também podem expor informações. Se um funcionário realiza uma pesquisa em um sistema interno, essas informações podem ser registradas pela extensão. As informações podem fazer referência a projetos comerciais, nomes de clientes ou outras questões sigilosas da empresa, mesmo que o conteúdo em si não seja acessível pela internet.

Jadali descobriu que funcionários de empresas de segurança e montadoras de veículos tinham instalado alguma das extensões e por isso estavam vazando dados internos. Ele também identificou reuniões cadastradas no serviço de conferências on-line Zoom solicitando o monitoramento do endereço "zoom.us" e balanços financeiros por meio do monitoramento da Intuit, criadora de um software de contabilidade.

Dados de passageiros ou de viagens também estavam presentes em endereços de sites de companhias aéreas e de transporte, enquanto dados médicos ficavam em endereços de serviços de saúde.

Jadali teve que assinar o serviço para cada endereço junto à Nacho Analytics, então não é possível saber o nome de todas as companhias e empresas que tiveram informações vazadas. O especialista alerta que a companhia oferecia um serviço grátis para fins de "teste", o que também pode ser aproveitado por criminosos.

A Nacho Analytics alegou que seu serviço é totalmente lícito e que todos os dados pertencem a usuários que autorizaram a coleta. De fato, as políticas das extensões autorizavam a coleta dos endereços visitados na web.

A Nacho Analytics também informou que removia informações sensíveis antes de disponibilizar os links para consulta no serviço e que os links eram disponibilizados de forma anônima, ou seja, sem ligação específica com o usuário. Isso significa que não havia meio de ver todos os sites acessados por uma só pessoa, por exemplo, ainda que todos os links acessados por essa pessoa estivessem abertos na ferramenta.

Após a denúncia de Jadali, as extensões foram todas removidas da Chrome Web Store e do repositório oficial de extensões do Firefox. No Twitter, a Nacho Analytics informou que não está comercializando novas assinaturas do serviço porque seu parceiro de dados interrompeu suas operações.

Dados em links
Não é recomendado que dados sigilosos sejam incluídos no endereço de páginas web. A prática mais segura é exigir uma senha ou código durante o acesso. Isso impediria o vazamento de dados sensíveis pelo endereço das páginas.

Em muitos casos, no entanto, não é conveniente exigir senhas ou autenticação. Por isso, esses endereços devem ser usados apenas de modo particular. Quando o endereço é vazado por uma extensão ou outro componente, a única medida de segurança – o sigilo do endereço – é violada e os dados ficam expostos.

Extensões que vazaram sites visitados
  • Hover Zoom (Chrome): 800 mil usuários
  • SpeakIt (Chrome): 1,4 milhão de usuários
  • SuperZoom (Chrome/Firefox): 329 mil usuários
  • SaveFrom.net Helper (Firefox): 140 mil usuários
  • FairShare Unlock (Chrome/Firefox): 1 milhão de usuários
  • PanelMeasurement (Chrome): 500 mil usuários
  • Branded Surveys (Chrome): 8 usuários
  • Panel Community Surveys (Chrome): 1 usuário
Como as extensões foram banidas dos repositórios oficiais, o navegador já deve informar que o funcionamento da extensão foi suspenso. Elas não devem ser reativadas e recomenda-se que sejam desinstaladas definitivamente.

A lista de extensões pode ser acessada pelos endereços chrome://extensions (Chrome) ou about:addons (Firefox).

Quem tinha alguma das extensões instaladas também deve modificar endereços de links compartilhados e trocar as senhas também pode ajudar. Programadores devem cadastrar novas chaves de "API", pois elas podem ter sido vazadas.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1