Total de visualizações de página

domingo, 25 de agosto de 2019

A bateria do seu celular pode estar deixando pessoas sem água no

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

Lítio é extraído no Chile para produzir baterias, mas a que custo para o meio ambiente e as comunidades locais?
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

 Por BBC  

 Postado em 25 de agosto de 2019 às 21h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama — Foto: BBC 
Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama — Foto: BBC
Por força do hábito, Sara Plaza sorri ao posar para a foto, mas quando fala sobre o que aconteceu com a terra ao redor de sua casa, as lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto.

"Havia lagoas lindas lá embaixo, com centenas de flamingos", diz ela. "Quando eles abriam as asas, você via as penas pretas e cor de rosa.
Agora está tudo seco, e as aves foram embora."

Peine, o vilarejo empoeirado onde ela mora no norte do Chile, está localizado em uma colina perto do Salar do Atacama, um salar de 3 mil quilômetros quadrados no deserto mais seco do planeta, próximo às gigantescas montanhas dos Andes.
"Era tão verde, agora é só um chão duro e rachado. Não podemos mais criar lhamas", lamenta.
Sara diz que a mineração de lítio no Atacama está reduzindo a água doce dos aquíferos da região - camadas de rochas porosas abaixo do solo que atuam como reservatórios de água.
O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados — Foto: BBC 
O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados — Foto: BBC

Demanda triplicou
O lítio, metal macio de coloração branco-prateada, é usado na fabricação de baterias para smartphones, laptops e carros elétricos.
A demanda disparou nos últimos anos - a produção global triplicou desde 2005, chegando a 85 mil toneladas em 2018, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

O Chile é o segundo maior produtor mundial de lítio depois da Austrália. O país registrou uma produção de 16 mil toneladas no ano passado, concentrada apenas no Atacama, avaliada em US$ 949 milhões. Um aumento de 38% em relação a 2017.

Atualmente, existem apenas duas empresas de mineração de lítio na região - a americana Albemarle e a chilena SQM.

Embaixo do salar há um enorme reservatório subterrâneo natural de água salgada que contém sais de lítio dissolvidos.

Para extrair o lítio, os mineiros bombeiam a salmoura até a superfície e deixam evaporar ao Sol, resultando no carbonato de lítio - os dois principais importadores globais são a China (24%) e o Japão (22%). Esse sal pode então ser transformado em lítio metálico.
As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio — Foto: Reuters 
As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio — Foto: Reuters

Extração de água doce
Embora haja preocupações contínuas sobre o impacto que a extração de água salgada está causando no ecossistema mais amplo - incluindo as denúncias de que as lagoas de água salgada dos flamingos estão secando -, a questão mais urgente para Sara e outros moradores da região é que as empresas de mineração também estão acessando reservas de água doce.

Eles precisam da água doce para limpar as máquinas e tubulações, e também para fabricar potássio - produto derivado da salmoura -, que é usado como fertilizante.

Em meio aos tufos de grama amarelados que costumavam ser usados para pastagem, Sarah - que monitora o fornecimento de água para sua comunidade indígena - aponta para uma pequena estação de bombeamento, que coleta água doce subterrânea e a transporta para minas de lítio.

Cerca de 40 quilômetros ao norte, Jorge Cruz cultiva milho e alfafa em um pequeno lote de terra na vila de Camar, outra comunidade indígena perto do salar.

Ele diz que, se as empresas de mineração continuarem a usar água doce no ritmo atual, sua aldeia não sobreviverá.
"As aves se foram, não podemos mais criar animais", diz ele. "Está ficando cada vez mais difícil plantar. Se piorar, teremos que emigrar".
Diego Hernandez, presidente da Sonami, sociedade de mineração chilena, afirma que a quantidade de água doce usada pelas empresas de lítio é insignificante. Mas ele concorda que todos os níveis de água devem ser melhor monitorados pelas autoridades.
Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce — Foto: BBC 
Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce — Foto: BBC

"O governo não tem um modelo hidrológico de todo o aquífero", diz ele. "Deve ser capaz de tomar decisões fundamentadas com base em dados técnicos. Mas no Chile temos mais regras e leis do que dinheiro para fazer com que isso aconteça."

Tanto a Albemarle quanto a SQM realizam seu próprio monitoramento da água subterrânea.
"Temos as ferramentas mais avançadas do setor para monitorar a saúde do Salar do Atacama", diz Eric Norris, presidente da Albemarle.

Segundo ele, todas as medições da empresa estão disponíveis para a análise de autoridades e comunidades locais. E os engenheiros da empresa estão trabalhando em novas tecnologias para produzir uma quantidade maior de lítio usando menos água, uma vez que estão cientes da necessidade de gerenciar a região de forma sustentável.
O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano — Foto: BBC 
O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano — Foto: BBC

"Estamos muito empenhados em proteger esse ecossistema", diz ele.

Ambas as empresas possuem cotas para a quantidade de água que podem extrair por ano. No entanto, as duas companhias já sugeriram algumas vezes que a outra está violando esses limites.

A Albemarle diz que está autorizada a bombear 442 litros por segundo de salmoura, e 23,5 litros por segundo de água doce.

Alejandro Bucher, vice-presidente de meio ambiente da SQM, afirma que a sua empresa também está comprometida em conduzir a atividade de maneira sustentável.

Mas, segundo ele, os ecossistemas do Atacama são extremamente dinâmicos e apresentam variações importantes de um ano para o outro.
Bucher acrescenta que os analistas não devem interpretar essas variações como mudanças permanentes no ambiente local.

"Nosso monitoramento ambiental de longo prazo, que é avaliado regularmente pelas autoridades ambientais, mostra que os ecossistemas estão intactos, incluindo áreas de vegetação, lagoas e populações de flamingos", diz ele.
Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce — Foto: BBC 
Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce — Foto: BBC

Mais água saindo do que entrando
Mas alguns órgãos do governo estão expressando preocupação incluindo a agência estatal de desenvolvimento, Corfo.

No ano passado, foi constatado que havia mais água doce e salmoura saindo do sistema por meio de bombeamento e evaporação do que entrando por meio da chuva e da neve.

Não foi possível determinar, no entanto, se a mineração de lítio ou cobre era especificamente responsável. As minas de cobre, a mais de 80 quilômetros de distância, estão acessando as mesmas fontes de água doce e canalizando para suas instalações.

Grupos locais gostariam que houvesse uma abordagem conjunta para gerenciar a água do Atacama, e querem que o governo garanta que as comunidades vizinhas tenham água doce suficiente para agricultura e consumo próprio.
"O [atual] nível de extração de água está causando danos reais ao ecossistema e às comunidades próximas", afirma Gonzalo Pimentel, da Fundação Deserto do Atacama, instituição sem fins lucrativos que apoia comunidades locais.
Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar — Foto: Getty Images 
Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar — Foto: Getty Images

O que não vai acontecer, no entanto, é qualquer interrupção na mineração de lítio.
Várias empresas internacionais estão negociando a obtenção de licenças com o governo para se juntar à Albemarle e à SQM na extração.

O congressista pró-governo, Guillermo Ramirez, diz que, como um país dependente da mineração, há tempos o Chile precisa conciliar as necessidades de água da população com as demandas da indústria.

Ele afirma que o governo vai atuar sempre para garantir que as comunidades tenham água - que o essencial é a boa regulamentação do setor de mineração. No entanto, ele acredita que o potencial do lítio é valioso demais para ser ignorado.
Sara está com medo. "Vamos ficar aqui sem água, sem animais, sem agricultura - sem nada."

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Vírus espião criado em 2017 aparece no Google Play embutido em app de música

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

Responsáveis conseguiram recadastrar o programa no Google Play após denúncia de empresa de segurança.
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =
 Por Altieres Rohr, G1  

 Postado em 23 de agosto de 2019 às 22h50m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A fabricante de antivírus Eset detectou que um vírus espião foi embutido em um aplicativo de música cadastrado no Google Play, a loja oficial do Android.

Embora aplicativos indesejados passem pelos filtros do Google, o caso recebeu destaque porque o código espião encontrado é de 2017 e teria sido "trivial" detectá-lo para impedir o cadastramento na loja, segundo um especialista da Eset.

O software "RB Music" apareceu no Google Play no dia 2 de julho e foi removido do Google Play após a denúncia da fabricante de antivírus, conseguindo apenas pouco mais de 100 downloads. Mesmo assim, o aplicativo, de alguma maneira, conseguiu aparecer novamente na loja no dia 13 de julho, mais uma vez passando da marca de 100 downloads antes de ser removido.
Aplicativo foi cadastrado duas vezes no Google Play. — Foto: Reprodução/ESET 
Aplicativo foi cadastrado duas vezes no Google Play. — Foto: Reprodução/ESET

De acordo com Lukas Stefanko, pesquisador da Eset, o RB Music era completamente funcional e permitia que usuários escutassem música balúchi por meio de streaming. Porém, ele também executava o código do AhMyth, um programa espião de código aberto — totalmente público — que é capaz de roubar contatos e arquivos do telefone, além de controlar o envio de torpedos SMS. O roubo de mensagens SMS, embora esteja presente, é impedido pela nova política do Google Play que restringe essa permissão.

"Como a funcionalidade maliciosa do AhMyth não é ocultada, protegida ou ofuscada, é trivial identificar o aplicativo 'Radio Balouch', ou outros derivativos, como maliciosos e classificá-los na família do AhMyth", explicou Stefanko, da Eset.
O caso gera dúvidas sobre as promessas do Google de melhorar a filtragem de aplicativos no Google Play. A empresa chegou a alertar que apps de desenvolvedores novos poderiam demorar mais para aparecer na loja após o reforço da filtragem, que deveria impedir o cadastramento de aplicativos maliciosos.

"A presença repetida do malware Radio Balouch no Google Play deveria servir como um alerta para a equipe de segurança do Google e para os usuários de Android", apontou Stefanko.

Segundo o Google, a 1,08 milhão de aplicativos foram bloqueados no Google Play em 2018. A rival Apple não divulga dados sobre a App Store, usada pelo iPhone, mas ainda não foram registrados casos de apps espiões em nenhuma loja da Apple em 2019; o caso mais recente ocorreu em setembro de 2018, na Mac App Store.

Apesar dos problemas no Google Play, lojas "alternativas" para o Android representam um risco ainda maior. De acordo com o alerta da Eset, o "RB Music" continua disponível em outras lojas.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

Internautas estão usando mais aplicativos e redes sociais para fazer compras

= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =

Facilidade de acesso, praticidade e grande volume de ofertas foram os principais motivos citados pelos consumidores para comprar por meio desses canais, segundo pesquisa do SPC. 
= =---____---------   ---------________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::__________---------   -----------____---= =
 Por G1  

 Postado em 23 de agosto de 2019 às 16h00m 

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
33% dos consumidores fizeram compras por meio de redes sociais nos últimos 12 meses, aponta estudo — Foto: Pixabay 
33% dos consumidores fizeram compras por meio de redes sociais nos últimos 12 meses, aponta estudo — Foto: Pixabay

Os internautas brasileiros estão usando mais aplicativos e redes sociais para comprar. Segundo levantamento do SPC Brasil, seis em cada dez (61%) internautas fizeram compras por meio de aplicativos de lojas nos últimos 12 meses. Já as redes sociais foram o caminho usado por 33% dos internautas para fazer suas compras.

O WhatsApp também vem ganhando espaço: 18% dos internautas usaram o aplicativo para fazer compras nos últimos 12 meses.

No caso dos aplicativos de lojas, as principais razões apontadas pelos consumidores para a compra apontadas foram a facilidade de acesso do celular de qualquer lugar (52%), a praticidade e agilidade (46%) e pelos melhores preços e ofertas do mercado (41%).

Os produtos mais comprados por meio desses canais foram os eletrônicos e itens de informática, citados por 39% dos pesquisados. Na sequência, vêm a contratação transporte particular por meio dos apps (37%), compra de roupas (32%), de artigos para casa (31%) e os pedidos de comida ou bebida por delivery (26%).

Já em relação às redes sociais, os consumidores disseram preferir comprar por esse meio principalmente por conta da rapidez e praticidade (37%), do grande volume de ofertas e promoções feitas pelos lojistas (36%), preços mais atrativos em relação ao mercado (32%) e melhor interação com o canal de atendimento dos anunciantes (28).

Os produtos mais comprados pelas redes são roupas (citadas por 37%), produtos de eletrônicos e de informática e delivery de comida e bebida (27%, cada), cosméticos e artigos para casa (ambos com 26%).

WhatsApp
Sobre o WhatsApp, 54% dos que fizeram compras pelo app afirmaram que tiveram retorno rápido ao se comunicarem com os lojistas. Por outro lado, 20% disseram não ter recebido nenhuma resposta, 6% ficaram sem retorno em diversos momentos e 20% disseram que o contato foi demorado.

O aplicativo de conversas foi escolhido porque a maioria dos ouvidos (40%) considerou o processo de compra mais rápido e fácil do que por telefone ou presencialmente, por conta da facilidade para acessar o histórico de informações armazenadas (35%) e pela possibilidade de receber imagens e vídeos dos produtos e serviços (26%).

Já entre os consumidores que não compraram pelo Whatsapp, 41% disseram que conseguiram resolver o que precisavam no site ou aplicativo da empresa, 32% afirmaram que não gostam de ser incomodados por empresas pela ferramenta, que usam para fins pessoais; e 24% disseram não confiar no app por medo de sofrer golpes.

"O consumidor quer ter acesso a canais de compra que permitam escolher o que for mais conveniente. Isso significa que o varejo precisa continuar desenvolvendo experiências que atraiam os consumidores e promovam o engajamento. Ou seja, é fundamental reduzir cada vez mais a distância entre o varejo físico e comércio online", diz em nota o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior.

O estudo, feito em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ouviu consumidores em todas as capitais brasileiras.

Num primeiro momento, 904 pessoas foram ouvidas para identificar o percentual daquelas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 800 consumidores que fizeram algum compra ao longo desse período .