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domingo, 1 de setembro de 2019

Qual é a diferença entre Access Point e Repetidor?

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Blog tira dúvidas também sobre como localizar o conteúdo de um site que não está indisponível e sobre PC não liga após ter sido conectado direto na tomada.
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 Por Ronaldo Prass  

 Postado em 01 de setembro de 2019 às 18h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)

Qual é a diferença entre Access Point e Repetidor?
Oi, Ronaldo! Eu li as dicas sobre como escolher o roteador Wi-Fi ideal, mas estou em dúvida sobre a diferença entre Access Point e Repetidor? – Caroline
Olá, Caroline! Os dispositivos que você mencionou tem a funcionalidade de expandir o acesso à rede Wi-Fi, mas cada um possuí características próprias.

Access point ou ponto de acesso
É um dispositivo que permite interligar duas redes sem fio. Entre as configurações mais usuais, o ponto de acesso é conectado a uma rede cabeada e propaga o sinal através de uma rede Wi-Fi. Ele vem repleto de recursos avançados, ideal para ambientes que recebem muitos usuários conectados.

Repetidor de sinal
É um dispositivo que replica o sinal do Wi-Fi, muito utilizado em residências grandes, onde o sinal wireless é muito fraco em determinados pontos da casa.

Então o repetidor é posicionado num local onde o sinal é forte e se encarrega de propagá-lo para uma área maior. Ele não oferece recursos avançados se comparado com o Access Point, no entanto é mais barato — ideal para o ambiente doméstico.
Blog tira dúvidas sobre ponto de acesso e repetir de sinal — Foto: Divulgação 
Blog tira dúvidas sobre ponto de acesso e repetir de sinal — Foto: Divulgação

Como localizar o conteúdo de um site que não está indisponível?
Olá, Ronaldo! Eu preciso localizar um conteúdo publicado há muito tempo e o site não existe mais. Existe alguma maneira de encontrar essas informações? Já fiz diversas pesquisas no Google e não obtive sucesso. – Eduardo
Olá, Eduardo! Você pode acessar um site chamado Web Archive. Nele é possível informar o endereço do site que você está procurando, e acessar versões antigas de um site que tenha sido descontinuado.

A interface do Web Archive é fácil de usar, exibe históricos do site que foi salvo em ordem cronológica de publicações.

O PC não liga após ser conectado direto na tomada, e agora?
Oi, Ronaldo! Eu usava o meu PC ligado num estabilizador, mas durante uma mudança de local, optei em conectá-lo diretamente na tomada. O problema é que depois disso o PC não liga? E agora? Será que eu perdi todos os meus arquivos? – Gustavo
Olá, Gustavo! Possivelmente o seu PC teve a fonte danificada por ter sido ligado diretamente na tomada. Somente um técnico qualificado poderá emitir um diagnóstico preciso.

Em alguns casos o reparo tem baixo custo. Mas também é possível que outros componentes tenham sido danificados. Apesar disso, dificilmente o disco rígido é afetado — isso significa que você não perdeu os seus arquivos.

O ideal é que você leve o equipamento a uma assistência técnica especializada para uma avaliação completa.
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1 
Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

sábado, 31 de agosto de 2019

Onda de ataques que executa programa espião em iPhones é descoberta após dois anos

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Hackers utilizaram um total de 14 brechas para executar um programa capaz de rastrear a localização da vítima em tempo real e roubar dados de aplicativos.
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 Por Altieres Rohr  
 É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  

 Postado em 31 de agosto de 2019 às 19h45m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Programa espião pode acessar todo o armazenamento protegido dos aplicativos, incluindo as mensagens do WhatsApp — Foto: Marcelo Brandt/G1 
Programa espião pode acessar todo o armazenamento protegido dos aplicativos, incluindo as mensagens do WhatsApp — Foto: Marcelo Brandt/G1

O Google publicou um relatório detalhado sobre as técnicas utilizadas por um indivíduo ou um grupo que hackeava sites na internet para injetar um código capaz de burlar as defesas do iPhone. O código executa um programa espião nos celulares dos usuários da Apple que visitam essas páginas.
Não era preciso fazer nenhum download ou autorizar a instalação de um aplicativo para ser vítima.
Quando executado, o programa de espionagem rouba arquivos armazenados no telefone e permite o rastreamento da localização da vítima em tempo real. O programa se comunica com um sistema de controle a cada 60 segundos, podendo modificar seu comportamento de acordo com os comandos recebidos.

Como a proteção do iPhone é quebrada durante o ataque, o programa espião pode acessar todo o armazenamento protegido dos aplicativos, incluindo as mensagens do WhatsApp, do Telegram e do iMessage. Por outro lado, o programa não fica ativo no telefone — ele é removido quando o aparelho é reiniciado.

Embora programas espiões para iOS não sejam novidade, em especial aqueles supostamente para investigações policias como o Pegasus e o FinSpy, o ataque descoberto pelo Google se diferencia por não ter um alvo específico. Qualquer internauta que visitasse um dos sites hackeados poderia ter seu telefone espionado.
Por esta razão, este é possivelmente o ataque mais grave já identificado contra iPhones. Ele atingiu todos os modelos do smartphone desde o iPhone 5s e versões do iOS desde a 10.0.1, de setembro de 2016, até a 12.1.4, lançada em fevereiro de 2019.
A série de ataques foi identificada em janeiro pelo Grupo de Análise de Ameaças do Google (TAG, na sigla em inglês) e acredita-se que a ação ficou mais de dois anos fora do radar dos especialistas em segurança.

Os códigos de programação usados nos ataques foram analisados por Ian Beer, um especialista do Projeto Zero, também do Google.

No total, os hackers utilizaram 14 vulnerabilidades, combinadas em 5 ataques distintos — como o iOS possui diversas defesas, uma única falha não costuma ser suficiente para viabilizar uma invasão.

Ataques contínuos e em evolução
Os ataques utilizaram 14 brechas diferentes. No entanto, elas foram encadeadas para formar cinco ataques completos, que levavam o invasor de uma página web no navegador Safari até o kernel, o "coração" do sistema, que controla os recursos de segurança.

As técnicas empregadas em cada ataque são diferentes. No entanto, a principal razão para a criação de novas "combinações" de falhas eram as correções aplicadas pela Apple: o fechamento de qualquer uma das brechas usadas por meio de uma atualização exigia uma reformulação de todo o ataque para que ele funcionasse nas versões novas.

Essa evolução, segundo Beer, demonstra que os hackers estavam se esforçando continuamente para hackear os usuários de iPhone em certas comunidades.

Ataque 1: iPhone 5s até iPhone 7, iOS 10.0.1 ao 10.1.1
Ataque 2: iPhone 5s até iPhone 7, iOS 10.3 ao 10.3.3.
  • Uma vulnerabilidade usada neste ataque foi descoberta pelo próprio Ian Beer, de maneira independente, o que permitiu à Apple corrigir o problema mesmo sem ter conhecimento da campanha de ataques enquanto a falha foi utilizada.
Ataque 3: iPhone 5s até iPhone X, iOS 11 ao 11.4.1
Ataque 4: iPhone 5s até iPhone X, iOS 12 ao 12.1 (brecha corrigida no iOS 12.1.4).
  • Estas falhas não estavam corrigidas quando os ataques foram encontrados, o que significa que todos os usuários de iPhone estavam vulneráveis. O Google relatou as falhas à Apple com um prazo de 7 dias no dia 1° de fevereiro, e a Apple lançou o iOS no dia 7 de fevereiro. O prazo normal do Google, adotado para falhas que não estão sendo exploradas, é de 90 dias.
Ataque 5: iPhone 5s até iPhone X, iOS 11.4.1 ao 12.1.2.
  • O ataque foi baseado em falhas relatadas publicamente e já corrigidas pela Apple. De acordo com Beer, os invasores podem ter preferido este ataque por ele ter uma taxa de sucesso maior que o de número 4. Embora o método mais antigo ainda estivesse usando uma brecha até então não corrigida pela Apple, ele era mais complexo, o que diminuía a taxa de sucesso.
Ataque de 'watering hole'
A prática de invadir sites da web para injetar um código e atacar seus visitantes é conhecida como "watering hole", uma referência a fontes de água. A ideia por trás do conceito é que, assim como animais sempre voltam ao rio ou outra fonte de água para beber, páginas web também possuem visitantes recorrentes que serão atingidos pelo ataque.

Embora o Google tenha informado que o ataque não especifica alvos, hackers podem direcionar ataques de watering hole selecionando os sites atacados. Um ataque contra médicos poderia ser realizado por meio da invasão de sites muito visitados por profissionais da medicina, por exemplo, da mesma forma que um ataque contra programadores poderia ser viabilizado pela invasão de sites que distribuem ferramentas e manuais de programação.
Dessa maneira, ainda que os alvos não sejam limitados como em ações específicas via e-mail ou mensagens em redes sociais, a probabilidade de atingir indivíduos que sejam do interesse do invasor é maior.
O Google não forneceu detalhes sobre os sites adulterados para incluir o código de ataque. Por essa razão, não é possível especular a respeito dos alvos de maior interesse dessa onda de ataques. Ataques de "watering hole", podem sim ser usados para atingir alvos específicos, ainda que seu alcance seja semelhante ao de ataques voltados para o público geral.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Google vai pagar quem hackear qualquer aplicativo da Play Store com mais de 100 milhões de downloads

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Antes, oferta só valia para aplicativos específicos. Google também pagará até US$ 50 mil por denúncias de abuso de dados em aplicativos.
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 Por Altieres Rohr  
 É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  

 Postado em 30 de agosto de 2019 às 20h50m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Google expandiu programa que recompensa pesquisadores de segurança e vai remunerar falhas descobertas em qualquer aplicativo da Play Store com mais de 100 milhões de downloads. — Foto: Armin Hanisch/Freeimages.com 
Google expandiu programa que recompensa pesquisadores de segurança e vai remunerar falhas descobertas em qualquer aplicativo da Play Store com mais de 100 milhões de downloads. — Foto: Armin Hanisch/Freeimages.com

O Google anunciou uma expansão do programa que paga pesquisadores por informações sobre vulnerabilidades: agora a iniciativa passa a incluir todos os aplicativos cadastrados na Play Store que alcançaram a marca de 100 milhões de instalações.

As brechas serão repassadas aos desenvolvedores dos aplicativos e, caso o problema não seja solucionado, o app pode ser removido da loja.

O programa de recompensas do Google Play foi lançado em 2017 e contemplava apenas aplicativos específicos. Com a novidade, qualquer app fará parte do programa assim que ultrapassar a marca de 100 milhões de downloads.

Além de proteger diretamente os usuários de aplicativos populares que não dispõem de programas de recompensa próprios, o Google explicou que também incluirá os detalhes das vulnerabilidades relatadas em um banco de dados utilizado no programa de Aprimoramento de Segurança de Apps (App Security Improvement, ou ASI, na sigla em inglês). Isso permite que outros aplicativos da Play Store sejam examinados pela presença de problemas semelhantes.

Recompensa por denúncias de abuso de dados
O Google também anunciou o lançamento de outro programa de recompensas da empresa que pagará por denúncias de abuso de dados. Um abuso acontece quando um aplicativo, serviço ou até uma extensão do Chrome captura dados de maneira indevida, sem informar o usuário ou através de métodos proibidos pelas políticas do Google.

Em julho, o Google removeu extensões do Chrome que vazavam todo o histórico de navegação.
O escândalo da Cambridge Analytica, que gerou uma multa de US$ 5 bilhões para o Facebook, é outro exemplo de abuso de dados. O Facebook iniciou o pagamento por informações de abuso de dados em abril de 2018, um mês após a revelação do caso.

Plataforma já pagou US$ 62 milhões
Os programas de recompensa de falhas do Google Play e de Proteção de Dados são oferecidos por meio da plataforma hackerOne, que atende diversas organizações e atua como uma "central" para essas recompensas.

A hackerOne divulgou esta semana que seis pesquisadores já se tornaram milionários por meio de suas contribuições — ou seja, já ganharam mais de US$ 1 milhão. No total, foram pagos US$ 62 milhões (cerca de R$ 255 milhões) em recompensas por mais de 123 mil vulnerabilidades distribuídas em mais de 1.400 programas de recompensas.

O programa de recompensas principal do Google, chamado de VRP, é gerenciado internamente pela empresa, sem intermédio da hackerOne.

No caso dos programas do Google na hackerOne, os pagamentos referentes a aplicativos da Play Store são de mil dólares, em média, com o valor máximo chegando a US$ 5 mil (cerca de R$ 20 mil) e podendo ser ainda maior com a expansão anunciada.

A recompensa por denúncias de abuso de dados é nova e as primeiras contribuições foram avaliadas em US$ 500, mas o Google informou que um só relato de alta qualidade pode valer até US$ 50 mil (cerca de R$ 200 mil).

O que são os programas de recompensas?
Os programas de recompensa (ou "Bug Bounties", como são chamados em inglês) atraem o trabalho de especialistas em segurança, remunerando o tempo gasto para procurar uma falha e confirmar a viabilidade de um ataque. As informações são utilizadas para corrigir as brechas e evitar que sejam utilizadas para fins maliciosos.

Antes da adoção desses programas, a ética obrigava a entrega gratuita desse tipo de informação, sendo a exigência de qualquer cobrança vista como extorsão ou chantagem. Isso levou ao movimento "full disclosure" ("revelação total"), em que vulnerabilidades eram divulgadas publicamente antes mesmo da correção estar disponível. A prática colocava os usuários em risco, mas obrigava as empresas a atuar rapidamente para sanar as deficiências.

Como hoje há vários serviços e aplicativos que pagam por vulnerabilidades, quem não oferece nenhuma recompensa tende a ficar de fora do trabalho preventivo de especialistas e pesquisadores, recebendo apenas a atenção de criminosos.

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Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1