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sábado, 9 de novembro de 2019

'Ninguém entendeu nossa ideia no início, mas agora ela vale mais de US$ 1 bilhão'

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A empresa de Howie Liu, AirTable, quer fazer planilhas tão simples que qualquer pessoa possa usá-las.
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 Por BBC  

 Postado em 09 de novembro de 2019 às 22h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Howie Liu é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable 
Howie Liu é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable

Howard Liu, que trabalha no Vale do Silício, polo tradicional de tecnologia e negócios nos EUA, acredita que sua ideia poderia render dezenas de bilhões de dólares. Se tiver sorte, diz ele à BBC, sua empresa, AirTable, será a responsável por executá-la.

"É uma oportunidade muito grande, não muito diferente em escala da Amazon, do Facebook ou do Google", afirma ele, sem ironia.
A grande ideia? Planilhas, mas melhores. Planilhas, mas mais ricas.

As planilhas são comumente usadas por profissionais como contadores para classificar dados, produzir gráficos e somar. Mas muitos de nós as consideramos muito técnicas para serem usadas.

O AirTable, inventado por Liu, muda isso, diz ele, tornando mais fácil usá-las, para que até as pessoas que normalmente não possuem habilidades de codificação - como criadores de gado - conseguem configurar sistemas de nuvem complexos para o que fazem, como controlar vacas e equipamentos.

'Olhar perplexo'
O aplicativo se tornou um grande sucesso, atraindo clientes grandes, como a empresa de entretenimento Netflix, a montadora de carros elétricos Tesla e a publicação Time.

A empresa vale US$ 1,1 bilhão (R$ 4 bi), com base em sua última rodada de financiamento, apesar de ter apenas um produto no mercado há quatro anos.

Explicar o conceito aos investidores era difícil nos primeiros dias da empresa, admite Liu, que cofundou o negócio em 2012 e também é o diretor-executivo da AirTable. Não parecia exatamente uma ideia nova.

"O conceito de uma planilha é anterior à computação. As planilhas foram o primeiro aplicativo."

Quando ele e seus parceiros iam a reuniões de investidores, eles apresentavam muito pouco do que os investidores normalmente esperavam ouvir.

"Você vê por aí essas apresentações que mostram um gráfico de crescimento, tamanho de mercado e esse tipo de coisa. As nossas não eram assim."

Em vez disso, eles fizeram um argumento filosófico sobre o AirTable e como ele poderia transformar o mundo do trabalho.

"Sinceramente, acho que houve muita perplexidade. Lembro-me claramente de alguns casos, mesmo com os investidores que disseram 'sim', quando disseram, também comentaram 'não entendemos exatamente o que você está falando'."

Por fim, o que atraiu esses investidores foi a confiança na própria equipe da AirTable, o que Liu diz que talvez tenha mais importância em um estágio tão inicial.

"Há muitas maneiras de uma boa ideia fracassar com uma equipe ruim, enquanto mesmo uma ideia desconhecida com uma grande equipe pode ter sucesso."

'A gente não era chinês?'
Liu cresceu em College Station, Texas, "a duas horas de Houston e a três horas de Dallas".
Ele brinca que seu histórico familiar é tão complicado que sua mãe nem tentou explicá-lo a ele até que tivesse 10 anos de idade.

"Todos os meus quatro avós eram coreanos", diz ele. "Mas durante a Segunda Guerra Mundial eles se mudaram, como muitos coreanos fizeram, para a China. Meus pais nasceram na China, mas se mudaram para os Estados Unidos antes de eu nascer."

Seus pais pensaram que ele ficaria "muito confuso" com esse tipo de história, e não foi até ele ter que fazer um ensaio sobre a história da família para a escola que lhe foi explicado.

"Entrevistei meus avós e lembro de ter pensado 'espere um pouco, pensei que éramos chineses?' Eu estava superconfuso."

Menos confuso foi aprender a trabalhar com código. Aos 13 anos, Liu pegou um dos livros de seu pai sobre C++, a linguagem de programação, e aprendeu sozinho em questão de semanas.

Com apenas 16 anos, ele começou a estudar design computacional na Universidade Duke, no Estado da Carolina do Norte. Foi ali que conheceu seus posteriores cofundadores da AirTable, Andrew Ofstad e Emmett Nicholas, embora os três só viessem a trabalhar juntos mais tarde em suas vidas.
Andrew Ofstad é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable 
Andrew Ofstad é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable

O primeiro negócio de Liu foi a Etacts, uma empresa de gerenciamento de relacionamento com clientes. Foi comprada pela gigante de software Salesforce em 2011 por uma quantia não revelada.

A venda deu a Liu o luxo da segurança financeira ao iniciar o AirTable, mas a aquisição, ele reflete, o deixou se sentindo um pouco vazio.

"Acabei tendo muita sorte em ter esse resultado financeiro que mudou minha vida", diz ele. "Mas foi um fracasso no sentido de nunca termos realmente construído um negócio real, uma organização com sua própria cultura."

No entanto, isso o fez conhecer pessoas poderosas, o que foi útil quando ele precisou de apoio para a AirTable - pessoas como Marc Benioff, executivo-chefe da Salesforce e um dos homens mais influentes da indústria de tecnologia.

Ele não ficou convencido de início pela ideia de Liu e, em vez de falar para seguirem na proposta das planilhas, sugeriu que eles se esforçassem para criar uma maneira melhor de coletar registros médicos eletrônicos. Eles ignoraram o conselho dele.

"Não era como se pensássemos arrogantemente que sabíamos mais", lembra Liu. "Marc foi extremamente generoso com seu tempo e conselhos. Ele estava nos fazendo um grande favor."

A empresa, com sede em San Francisco, ainda possui apenas cerca de 80 mil clientes corporativos, mas esse número está crescendo. Muitos outros usuários famosos estão ajudando a espalhar a fama da empresa, embora ela também seja popular entre companhias muito menores, principalmente organizações sem fins lucrativos.
Emmett Nicholas é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable 
Emmett Nicholas é cofundador da Airtable — Foto: Divulgação/Airtable

Quando o furacão Harvey atingiu o Texas e a Louisiana em 2017, o AirTable foi usado para registrar animais de estimação resgatados e reuni-los com seus donos. O site possui um plano gratuito, com funcionalidade e capacidade limitadas, e planos mensais pagos para pequenas empresas.

O sucesso faz da AirTable um "unicórnio" - o apelido para empresas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. É um símbolo de status - mas Liu tem horror ao termo.
"Parece... brega. Acho que é um rótulo que tem um peso artificial."

Ele sente que muitas empresas iniciantes, principalmente em San Francisco, usam a etiqueta unicórnio "sem sentido" para parecerem maiores e mais impressionantes do que se justifica.

"No curto prazo, você pode fingir. Mas se você se concentra tanto no que os outros pensam de você, não se concentra nas coisas certas. A longo prazo, o que realmente importa são os fundamentos de seus negócios".

Alex Wilhelm, editor-chefe do site de rastreamento de investimentos Crunchbase, cita vários fatores no apelo da AirTable.
"O AirTable atinge algumas tendências com as que os investidores de risco estão entusiasmados atualmente", diz ele.

"Ele toca na ideia de que os consumidores estão se tornando mais dispostos a pagar uma pequena taxa por um software para organizar suas vidas pessoais ou profissionais. E é algo que os investidores de risco podem usar eles mesmos e entender. Nunca subestime o poder disso."

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Xiaomi lança nova linha Redmi 8 e diz que terá 250 produtos no Brasil

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Linha é composta por 4 modelos. Empresa também confirma que venderá seus celulares em lojas da operadora Vivo. 
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 Por Thiago Lavado, G1  

 Postado em 08 de novembro de 2019 às 19h45m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


A chinesa Xiaomi anunciou nesta quinta-feira (7) a nova linha de smartphones Redmi 8. São quatro modelos: Note 8, Note 8 Pro, Redmi 8 e Redmi 8a.

Além dos modelos, a empresa confirmou que terá uma linha de 250 produtos disponíveis para os clientes brasileiros.

Veja as especificações e preços abaixo:
Xiaomi Note 8 — Foto: Divulgação
Xiaomi Note 8 — Foto: Divulgação

Redmi Note 8 - a partir de R$ 1.799
  • tela de 6,3 polegadas
  • 4 GB de RAM
  • 64 GB de memória
  • processador Snapdragon 665
  • câmera quádrupla de 48 megapixels
  • câmera frontal é de 13 megapixels.
  • A bateria de 4.000 mAh
No Brasil, ele terá duas especificações:
  • 6 GB de RAM e 64 GB de memória
  • 6 GB de RAM e 128 GB de memória
Note 8: a câmera frontal é de 13 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1 
Note 8: a câmera frontal é de 13 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1

Nesta sexta-feira, a Xiaomi irá vender 150 unidades do aparelho por um preço promocional, de R$ 1.299. O preço é inferior ao do Note 7, na ocasição do lançamento. Ele será vendido em três cores: azul, preto e branco.
Redmi Note 8 Pro — Foto: Divulgação 
Redmi Note 8 Pro — Foto: Divulgação

Redmi Note 8 Pro - a partir de R$ 2.299
  • tela de 6,53 polegadas
  • processador Helio G90T
  • câmera quádrupla de 64 megapixels
  • câmera frontal é de 20 megapixels
  • A bateria é de 4.500 mAh
No Brasil, ele terá duas especificações:
  • 6 GB de RAM e 64 GB de memória
  • 6 GB de RAM e 128 GB de memória
Note 8 tem câmera quádrupla de 64 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1 
Note 8 tem câmera quádrupla de 64 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1

Assim como o Note 8, o Pro também terá uma promoção de lançamento, com preços de R$ 1.599.

O Note 8 Pro ainda tem chip NFC, que permite o pagamento e outras funcionalidades por aproximação. Ele será vendido em três cores: verde, cinza e branco.

A Xiaomi diz que os modelos podem ficar até dois dias sem serem carregados. Eles ainda acompanham um carregador rápido.
8 pro: a Xiaomi diz que os modelos podem ficar até dois dias sem ser carregado — Foto: Thiago Lavado/G1 
8 pro: a Xiaomi diz que os modelos podem ficar até dois dias sem ser carregado — Foto: Thiago Lavado/G1

Redmi 8
  • tela de 6,22 polegadas
  • processador Snapdragon 439
  • câmera dupla de 12 megapixels
  • câmera frontal de 8 megapixels
  • A bateria é de 5.00 mAh
Redmi note 8 tem câmera dupla de 12 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1 
Redmi note 8 tem câmera dupla de 12 megapixels — Foto: Thiago Lavado/G1

Redmi 8a
  • tela de 6,22 polegadas
  • processador Snapdragon 439
  • câmera traseira de 12 megapixels
  • câmera frontal de 8 megapixels
  • A bateria é de 5.00 mAh
A empresa também anunciou que irá comercializar seus celulares nas lojas da operadora de telefonia Vivo.

Segundo dados da IDC, a Xiaomi é a quarta colocada entre as marcas que mais vendem smartphones no mundo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Twitter anuncia fim de publicidade política na rede social

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Segundo Jack Dorsey, presidente da empresa, pagar para aumentar o alcance de um discurso político pode ter consequências que a democracia não está preparada para lidar.
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 Por Thiago Lavado, G1  

 Postado em 30 de outubro de 2019 às 22h35m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Logo na sede do Twitter — Foto: Marisa Allegra William/Twitter/Divulgação
Logo na sede do Twitter — Foto: Marisa Allegra William/Twitter/Divulgação

O presidente do Twitter, Jack Dorsey, afirmou nesta quarta-feira (30) que não vai mais permitir que publicidade política seja veiculada na plataforma.

Segundo Dorsey, a decisão foi motivada porque uma mensagem política ganha alcance quando as pessoas decidem seguir uma conta ou compartilhar conteúdo político. Pagar por esse alcance remove o aspecto de decisão do usuário, forçando as pessoas a ver mensagens políticas direcionadas. Segundo o executivo, essa não é uma decisão que deve ser comprometida pelo dinheiro.

"Publicidade política na internet é um desafio totalmente novo para o discurso cívico: otimização baseada em aprendizado de máquina, micro-direcionamento, informações sem checagem e vídeos falsos. Tudo isso em grande velocidade, sofisticação e escala arrebatadoras", disse Dorsey em sua conta no Twitter.
Jack Dorsey, presidente-executivo do Twitter. — Foto: Lucas Jackson/Reuters
Jack Dorsey, presidente-executivo do Twitter. — Foto: Lucas Jackson/Reuters


O executivo afirmou que, embora a publicidade na internet seja algo muito poderoso e efetivo para os anunciantes, esse poder traz riscos significativos para a política, já que poderia ser usado para influenciar votos e afetar as vidas de milhões de pessoas.

Dorsey afirmou ainda que esses desafios vão afetar toda a comunicação na internet, não apenas as publicidades políticas. "É melhor focar nos problemas básicos, sem ter que adicionar o fardo que o dinheiro traz."

A decisão final de como a plataforma irá lidar com isso será divulgada no dia 15 de novembro. Dorsey disse que haverá exceções, como publicidade que incentive as pessoas a se registrar para votar — nos EUA o voto não é obrigatório e um registro prévio é requerido para participar. O fim das publicidades políticas entrará em vigor no dia próximo dia 22.

Facebook tem opinião diferente
No último dia 17 de outubro, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, havia feito um discurso público, defendendo a rede social pela decisão de não retirar anúncios políticos, mesmo que contenham mentiras — o que gerou bastante polêmica nos EUA.
Mark Zuckerberg falou de liberdade de expressão em discurso na Universidade Georgetown, em Washington — Foto: Reprodução
Mark Zuckerberg falou de liberdade de expressão em discurso na Universidade Georgetown, em Washington — Foto: Reprodução

"Nós não checamos os fatos em anúncios políticos. Não fazemos isso para ajudar políticos, mas porque nós acreditamos que as pessoas deveriam ver por elas mesmas o que os políticos estão dizendo", afirmou Zuckerberg na ocasião.

Em sua publicação, Dorsey demonstrou uma visão diferente da de Zuckerberg, que citou liberdade de expressão de políticos locais e com baixa expressividade como um dos motivos da manutenção desse tipo de publicidade.

"Isso não é sobre liberdade de expressão. É sobre pagar por alcance. E pagar para aumentar o alcance de um discurso político tem ramificações significativas que a estrutura democrática atual pode não estar preparada para lidar. Vale a pena dar um passo atrás", disse.

Regulação da publicidade política
Dorsey disse ainda que é preciso olhar pra frente para discutir a regulação de publicidades de políticos, o que ele considera algo muito difícil de fazer.

"Transparência em anúncios é progresso, mas não é o bastante", afirmou. "A internet traz capacidades inteiramente novas, e reguladores precisam pensar no futuro e assegurar um funcionamento justo das regras".

O executivo disse ainda que sabe que o Twitter é apenas uma parte pequena do ecossistema de publicidade e que já testemunhou muitos movimentos sociais conseguirem grande alcance sem a necessidade de publicidade.