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domingo, 12 de setembro de 2021

Para companhias aéreas, ameaças cibernéticas são o principal temor de segurança atualmente

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Medidas estabelecidas em aeroportos e aviões após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York limitaram drasticamente o risco de uma ação terrorista presencial.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 12 de setembro de 2021 às 10h30m

  *.-  Post.N. -:- 4.132  -.* 

Ataque de 11 de Setembro completa 20 anos. Terroristas sequestraram aviões comerciais para jogá-los contra pontos dos EUA como as Torres Gêmeas, em Nova York — Foto: Sean Adair/Reuters/Arquivo
Ataque de 11 de Setembro completa 20 anos. Terroristas sequestraram aviões comerciais para jogá-los contra pontos dos EUA como as Torres Gêmeas, em Nova York — Foto: Sean Adair/Reuters/Arquivo

As medidas de segurança estabelecidas em aeroportos e aviões após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York limitaram drasticamente o risco de uma ação terrorista. Hoje, contudo, o que mais preocupa as companhias aéreas no quesito segurança são os potenciais ataques cibernéticos.

A blindagem das portas de acesso, o uso de equipamentos sofisticados para detecção de explosivos, o monitoramento de passageiros e o controle mais rígido dos objetos que podem ser levados dentro das aeronaves foram algumas das medidas introduzidas após os atentados.

Em uma nota publicada na última quarta-feira (8), o diretor-geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês), Willie Walsh, afirmou que "há mais segurança" nos aviões atualmente.

Além disso, mesmo que alguém conseguisse burlar as medidas de segurança e tentasse assumir o controle físico de uma aeronave,"os próprios passageiros, cientes do que ocorreu em 11 de setembro, lutariam", previu Dan Cutrer, um ex-piloto e especialista em segurança aérea da universidade Embry-Riddle, nos EUA.

Segundo o especialista, agora os novos perigos são invisíveis, como o coronavírus e os ataques cibernéticos.

Estes últimos, na opinião do diretor-geral da Iata, fazem parte dos "riscos emergentes" para a segurança e devem ser monitorados de perto.

Novas portas

Conforme o setor de aviação adota novas tecnologias, desenvolve serviços on-line e oferece conexões wi-fi aos passageiros, novas portas se abrem para a ação dos hackers.

Os especialistas ouvidos pela AFP, no entanto, consideram pouco provável que alguém consiga assumir remotamente o controle de uma aeronave, já que o sistema utilizado para a pilotagem não está conectado ao que é oferecido para gerenciar os utilitários dos passageiros.

Pablo Hernández, pesquisador do instituto Innaxis, especializado em aviação, acredita que a ameaça mais tangível talvez esteja no sistema de que comunicação entre pilotos e controladores aéreos, que não está encriptado. Segundo o especialista, não é muito difícil se intrometer em uma conversa com um bom equipamento de rádio.

Contudo, como a segurança dos voos é prioridade na aviação, os aparelhos sensíveis estão protegidos, garante Hernández.

Por outro lado, os ataques aos sistemas "em terra", como os que gerenciam reservas de passagens e bagagens, se tornaram mais comuns. Em 2020, um grupo de hackers teve acesso aos dados pessoais de cerca de 9 milhões de clientes da empresa britânica EasyJet.

Apenas no ano passado, o órgão de vigilância de tráfego aéreo Eurocontrol registrou 1.260 ataques desse tipo, principalmente contra companhias aéreas, mas também contra fabricantes, aeroportos, autoridades, etc.

Em média, um agente do setor no mundo é vítima a cada semana de algum tipo de software malicioso, instalado fraudulentamente pelos hackers, que pedem um resgate em dinheiro para desbloquear o sistema ou para não tornar públicas as informações roubadas, acrescentou o Eurocontrol em uma nota publicada no início de julho.

VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões
VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões

Dinheiro e espionagem

Para Deneen DeFiore, chefe de segurança cibernética da companhia United Airlines, o risco mais temido é um ciberataque que "atrapalhe as operações".

"Na aviação, não há tempo perdido", afirmou DeFiore à AFP. Os aviões estão em constante movimento em todo o mundo e qualquer avaria pode gerar um problema em cascata.

Além disso, o risco aumenta com o uso crescente de softwares para realização de transações financeiras, gerenciamento de dados e de planejamento para o consumo de combustíveis.

A grande maioria dos hackers parecem agir motivados pelo dinheiro, que podem ganhar "hackeando" dados bancários, vendendo dados pessoais ou exigindo um resgate.

Por outro lado, devido às muitas informações disponíveis sobre os passageiros, como nomes e históricos de viagens, alguns países pode se sentir tentados a realizar ações de de espionagem, opinou Katelyn Bailey, especialista da empresa de cibersegurança FireEye.

Contudo, a existência de um centro para compartilhar informações e análises dedicadas à cibersegurança na aviação (Aviation ISAC, em inglês) desde 2014 tem proporcionado uma ajuda inestimável para as companhias, opina Deneen DeFiore.

Para ela, os riscos cibernéticos representam uma nova realidade que deve ser levada em conta, desde os responsáveis pela segurança aérea às equipes de manutenção.

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sábado, 11 de setembro de 2021

WhatsApp deixará de funcionar em celulares Android antigos; veja como identificar sua versão

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A partir de 1º de novembro, aplicativo não oferecerá suporte para gerações do sistema do Google que foram lançadas antes de 2012.
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Por G1

Postado em 11 de setembro de 2021 às 10h00m

  *.-  Post.N. -:- 4.131  -.* 

WhatsApp — Foto: Reuters/Francis Mascarenhas
WhatsApp — Foto: Reuters/Francis Mascarenhas

O WhatsApp vai restringir as versões do Android que têm suporte ao seu aplicativo. A mudança afetará as edições mais antigas do sistema operacional do Google.

No site do mensageiro, há a informação de que, "a partir do dia 1º de novembro de 2021, o WhatsApp não será mais compatível com aparelhos Android com o sistema operacional 4.0.4 e versões anteriores".

Para continuar usando o aplicativo é preciso atualizar o sistema ou transferir a conta para um aparelho com uma versão mais recente. O serviço também permite fazer um backup do histórico de mensagens.

Com a decisão, o WhatsApp funcionará apenas nos seguintes sistemas:

  • Celulares com Android 4.1 e mais recentes
  • iPhones com iOS 10 e mais recentes
  • Alguns modelos com KaiOS 2.5.1

O Android 4.0.4, também conhecido como Ice Cream Sandwich, foi lançado em dezembro de 2011. Ele foi sucedido pelo Android 4.1 (Jelly Bean), liberado em julho de 2012.

O site do mensageiro não trata de mudanças no iOS, mas a recomendação é usar a versão mais recente do sistema da Apple.

O G1 perguntou ao WhatsApp quais smartphones com versões mais antigas do Android serão afetados com o fim do suporte, mas o aplicativo explicou que não tem uma lista com os modelos.

Por conta de mudanças feitas pelas fabricantes, os passos para descobrir a versão do Android podem ser diferentes em cada celular. Confira como encontrar a informação em celulares de duas marcas:

Samsung

  1. Abra as "Configurações";
  2. Clique em "Sobre o telefone";
  3. Clique em "Informações do software";
  4. Busque por "Versão Android".
Motorola

  1. Abra as "Configurações";
  2. Clique em "Sistema";
  3. Clique em "Sobre o dispositivo";
  4. Busque por "Versão do Android".
Como saber a versão do iOS

  1. Abra o menu "Ajustes";
  2. Clique em "Geral";
  3. Clique em "Sobre".
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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Apple deve permitir que desenvolvedores ofereçam meios alternativos de pagamentos, decide Justiça dos EUA

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Determinação é favorável para Epic Games, desenvolvedora do jogo 'Fortnite', e pode gerar impactos em indústria bilionária. Empresas ainda podem recorrer.
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Por G1

Postado em 10 de setembro de 2021 às 15h45m

  *.-  Post.N. -:- 4.130  -.* 

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar
Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 — Foto: REUTERS/Mike Segar

A Justiça dos EUA ordenou nesta sexta-feira (10) que a Apple altere as regras de sua loja de aplicativos, a App Store, e permita que desenvolvedores ofereçam links e opções alternativas de pagamentos para a realização de assinaturas e compra de itens digitais.

A determinação é favorável à Epic Games, criadora do game 'Fortnite', que processou a fabricante do iPhone, e pode gerar impactos em indústria bilionária.

A decisão deve ser cumprida em até 90 dias, mas ambas as empresas ainda podem recorrer – para reverter o quadro ou para garantir uma vitória maior.

As companhias começaram a disputa em agosto, quando a Epic Games tentou contornar uma taxa de 30% que a Apple cobra por todas as transações feitas nos apps. Em resposta, a fabricante do iPhone retirou o game da loja.

A juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers determinou que a Apple deve permitir que os desenvolvedores incluam botões ou links em seus aplicativos que direcionem os usuários a métodos alternativos de pagamento.

Dessa forma, os criadores de aplicativos não precisarão pagar as taxas de 15% ou 30% que a Apple cobra pelas transações feitas via iPhones e iPads.

A empresa da maçã gerou uma receita de aproximadamente US$ 64 bilhões em 2020 com essas transações, de acordo com uma estimativa da emissora americana CNBC.

Outros pedidos realizados pela Epic Games no caso não foram atendidos pela Justiça dos EUA, como forçar a Apple a permitir lojas de aplicativos alternativas em seu sistema operacional.

A juíza entendeu que a Epic não conseguiu demonstrar que a Apple tem um monopólio ilegal desse mercado, mas que mostrou que a fabricante do iPhone possuía "condutas anticompetitivas" sob as leis da Califórnia.

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