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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Amazon avisa funcionários que vai empregar menos gente graças à inteligência artificial

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CEO Andy Jassy diz para equipe buscar capacitação na área, enquanto empresa acelera projetos e amplia investimentos em data centers e novas soluções baseadas em IA.
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Por Redação g1

Postado em 18 de Junho de 2.025 às 15h20m

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Amazon planeja expandir uso de inteligência artificial — Foto: REUTERS/Pascal Rossignol/Foto de arquivo
Amazon planeja expandir uso de inteligência artificial — Foto: REUTERS/Pascal Rossignol/Foto de arquivo

O CEO da Amazon, Andy Jassy, enviou uma mensagem aos funcionários afirmando que a empresa empregará menos pessoas, no futuro, à medida que amplia o uso de inteligência artificial (IA) em seus serviços.

Precisaremos de menos pessoas executando algumas das tarefas que são efetuadas hoje e de mais pessoas realizando outros tipos de trabalho”, disse Jassy na mensagem, de acordo com a agência Associated Press.

É difícil saber exatamente onde isso se refletirá ao longo do tempo, mas, nos próximos anos, esperamos que isso reduza nossa força de trabalho corporativa total, à medida que obtivermos ganhos de eficiência com o uso extensivo da IA em toda a empresa, acrescentou.

CEO da Amazon, Andrew Jassy, em foto de 2022 — Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
CEO da Amazon, Andrew Jassy, em foto de 2022 — Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Jassy disse que a Amazon está desenvolvendo ou operando mais de mil serviços e aplicativos de IA generativa – modelo que consegue criar coisas novas, como textos, imagens, músicas, áudios e vídeos. Segundo ele, esse número representa apenas uma "pequena parte" do que a empresa pretende criar no futuro.

Por esse motivo, o CEO pediu que os funcionários comecem a se familiarizar com a tecnologia.

"À medida que passamos por essa transformação juntos, sejam curiosos sobre IA, eduquem-se, participem de workshops e treinamentos, usem e experimentem IA sempre que puderem, escreveu Jassy.

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Investimentos em IA

No começo de junho, a Amazon anunciou que vai investir US$ 10 bilhões na construção de um campus na Carolina do Norte para expandir sua infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial.

Desde o início de 2024, a empresa prometeu investir cerca de US$ 10 bilhões para cada projeto de data centers no Mississippi, Indiana, Ohio e Carolina do Norte, além de dois complexos na Pensilvânia, buscando ampliar sua infraestrutura para competir com outras gigantes da tecnologia.

Além dos investimentos, a Amazon está testando dublagem com apoio de inteligência artificial para filmes e séries do streaming Prime. A empresa também lançou uma nova versão da assistente virtual Alexa com IA generativa.

A empresa também está investindo mais US$ 4 bilhões na startup de inteligência artificial Anthropic.

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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Smartphones viraram 'parasitas modernos': sobrevivem às custas de seres humanos enquanto lhes causam danos

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A biologia evolutiva revela: smartphones são parasitas modernos, causam dependência e afetam a saúde mental. Pesquisadores indicam possível solução inspirada na natureza.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 16 de Junho de 2.025 às 0830m

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Smartphones sobrevivem às nossas custas enquanto nos geram danos. — Foto: Liam Shaw/Unsplash
Smartphones sobrevivem às nossas custas enquanto nos geram danos. — Foto: Liam Shaw/Unsplash

Ao longo da história evolutiva, a humanidade conviveu com inúmeros parasitas. No entanto, de acordo com pesquisadores da Universidade Nacional Australiana, o maior parasita da era atual não tem patas nem antenas: ele tem uma tela sensível ao toque, aplicativos sofisticados, uma conexão Wi-Fi e se esconde confortavelmente em nossos bolsos, constantemente capturando nossa atenção.

Em uma análise recente publicada no Australasian Journal of Philosophy, a filósofa Rachael Brown e o biólogo Robert Brooks defendem que os smartphones atendem, em termos evolutivos, a todos os critérios para serem considerados parasitas. Não no sentido metafórico, mas real: eles sobrevivem às nossas custas enquanto nos geram danos.

Como explicou Brown em um comunicado, "apesar de suas vantagens, muitos de nós somos reféns de nossos telefones, incapazes de nos desconectar completamente".

E, segundo os pesquisadores, os usuários pagam o preço com falta de sono, relações sociais mais fracas e diversos transtornos de humor.

Relação parasitária vs. mutualismo tecnológico

Na biologia evolutiva, um parasita é definido como uma espécie que se beneficia de um relacionamento próximo com outra (seu hospedeiro), enquanto o hospedeiro sofre algum prejuízo.

Um exemplo disso, citado por Brown e Brooks em um artigo no The Conversation, é o piolho, que depende inteiramente dos humanos para sobreviver e se alimenta do nosso sangue sem oferecer nada de positivo em troca.

Mas nem todas as relações entre espécies são parasitárias. As bactérias intestinais, por exemplo, vivem no sistema digestivo humano, mas trazem benefícios como aumento da imunidade e melhor digestão. Essas relações mutuamente benéficas são chamadas de mutualismos.

De acordo com os especialistas, foi assim que começou a relação entre humanos e smartphones, que ofereciam comunicação, navegação e informações úteis. Mas, à medida que os celulares inteligentes se tornaram quase indispensáveis, alguns de seus aplicativos mais populares começaram a servir aos interesses das empresas que os criam e de seus anunciantes com mais fidelidade do que a seus usuários.

"Esses aplicativos são projetados para nos manter em movimento, nos fazer clicar em anúncios e até mesmo provocar indignação", observam Brown e Brooks em seu artigo. "O comportamento de nossos celulares frequentemente frustra nossos objetivos e desejos expressos, a fim de atingir os objetivos das empresas que os criam", acrescentam.

Podemos reequilibrar essa relação?

Os pesquisadores oferecem uma solução retirada da própria natureza para restabelecer o equilíbrio na relação com o smartphone. Na Grande Barreira de Coral da Austrália, por exemplo, peixes limpadores se alimentam de parasitas de outros peixes maiores. É um arranjo mutuamente benéfico.

Mas, se o limpador exagera e dá uma mordida grande demais, a relação se desequilibra e pode se tornar parasitária. Então, o peixe hospedeiro reage: pune o agressor, persegue-o ou deixa de frequentar a "estação de limpeza".

Esse tipo de vigilância – detectar abusos e responder – é fundamental para manter relacionamentos saudáveis. Para os pesquisadores, o mesmo deveria se aplicar à relação dos humanos com os celulares. Mas aqui a situação é mais complexa: as táticas de exploração são ocultas, os algoritmos são opacos e os recursos úteis nos tornam tão dependentes do dispositivo que "simplesmente parar de usá-lo" já não é uma opção realista.

É que, segundo explicam, muitos de nós já dependem desses dispositivos para tarefas cotidianas. Por exemplo, em vez de lembrar informações, transferimos essa responsabilidade para os nossos celulares, o que altera nossa cognição e memória. Essa dependência, na perspectiva dos especialistas, simultaneamente melhora e limita nossas capacidades.

Além disso, governos e empresas consolidaram a nossa dependência, transferindo a prestação de serviços para aplicativos móveis. "Quando pegamos nossos celulares para acessar nossas contas bancárias ou serviços públicos, perdemos a batalha", alertam os pesquisadores.

Existe uma solução contra o vício em smartphones?

Segundo os pesquisadores, não basta decisões individuais. Estamos sendo dominados pelo poder e pelas informações gerenciadas pelas grandes empresas de tecnologia. Precisamos de estratégias coletivas.

Medidas como a proibição de redes sociais para menores – como proposto pelo governo australiano – ou restrições legais ao design de aplicativos viciantes e à coleta de dados podem ser um primeiro passo para restaurar o equilíbrio.

"A evolução mostra que existem dois fatores-chave: a capacidade de detectar a exploração quando ela ocorre e a capacidade de responder", afirmam os pesquisadores. "No caso dos smartphones, a exploração costuma ser velada e oculta", acrescentam.

Sem essas intervenções coletivas para limitar o alcance desses "parasitas digitais", alertam os especialistas, continuaremos sendo hospedeiros vulneráveis ​​a dispositivos que parasitam o nosso tempo, atenção e informações pessoais em benefício de outros. E se quisermos que os nossos celulares voltem a ser ferramentas úteis – e não controladores de nosso comportamento –, talvez devêssemos, como sugerem os pesquisadores, aprender com os peixes.

Gerações Conect@das: Celular pode atrapalhar relações pessoais
Gerações Conect@das: Celular pode atrapalhar relações pessoais

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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Procon-SP multa QuintoAndar em R$ 563,9 mil por práticas abusivas

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Órgão afirma que o site de imóveis faz venda casada e descumpre o direito de arrependimento.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 13 de Junho de 2.025 às 20h10m

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Página inicial do QuintoAndar: site foi multado pelo Procon-SP por infrações ao Código de Defesa do Consumidor — Foto: Reprodução
Página inicial do QuintoAndar: site foi multado pelo Procon-SP por infrações ao Código de Defesa do Consumidor — Foto: Reprodução

O Procon-SP anunciou nesta sexta-feira (13) que multou a imobiliária digital QuintoAndar em cerca de R$ 563.910 por prática de venda casada, descumprimento do direito de arrependimento e inclusão de cláusula de arbitragem em contratos de adesão.

A multa foi definida após um processo administrativo aberto depois de reclamações de consumidores e de análise contratual da plataforma. A empresa diz que vai recorrer.

O Procon-SP disse que a empresa exigia o pagamento de uma taxa de serviço vinculada ao uso da plataforma como condição para concluir a locação de imóveis, o que caracteriza venda casada.

No caso do direito ao arrependimento, o órgão aponta que a plataforma cobra uma taxa de reserva sem restituir os valores, mesmo quando há desistência do contrato no prazo legal de sete dias.

"Além disso, a empresa foi autuada por impor cláusula de arbitragem em contratos de adesão, sem garantir ao consumidor o direito de escolha livre e de ser informado sobre o foro de resolução de conflitos", acrescentou.

Em nota, o QuintoAndar disse ter recebido com surpresa a informação divulgada e reforçou que, "até o momento, ainda não teve acesso à decisão mencionada".

"A empresa destaca que o Poder Judiciário tem reconhecido, de forma consistente, a legalidade da taxa de serviço e da cláusula de arbitragem presente em seus contratos", acrescentou. "No prazo regular de defesa, a empresa avaliará os detalhes do caso e vai recorrer."

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