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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lojas sem vitrine atraem consumidores


"Havaianas, Chilli Beans, Santa Lolla e Puket apostam no formato para gerar mais interatividade no ponto de venda."


*//*  Por Cláudio Martins

Uma loja sem vitrine. A princípio, é difícil de imaginar, mas esta tem sido a estratégia de marcas como Havaianas, Chilli Beans, Santa Lolla e Puket, que já nasceram com pontos de venda neste formato.


Por em prática uma iniciativa como essa exige das empresas a observação de alguns cuidados, que vão desde a disposição dos produtos até o treinamento dos vendedores para proporcionar uma experiência de compra diferenciada ao consumidor.


A vitrine tradicional tem o objetivo de atrair os olhos dos clientes, seja com lançamentos, contando a história das marcas ou produtos. Algumas vezes, ela pode ser subentendida como uma barreira entre o consumidor e a loja. Por isso, há empresas que preferem trabalhar com o conceito de lojas sem vitrine para dar mais liberdade ao consumidor e facilitar o acesso aos produtos.


Com essa proposta, a Havaianas iniciou sua empreitada em 2009, quando começou a investir em franquias e lojas próprias. Atualmente, com 250 pontos de venda no Brasil e unidades em países como Estados Unidos, França e Espanha, a empresa investe em lojas com elementos do local onde o ponto de venda está inserido. Na Califórnia, por exemplo, a unidade possui design e produtos voltados para o surf.


Cores são chamarizes para consumidores
Um dos atrativos visuais que as lojas da marca oferecem são os painéis de cores montados nas paredes com as Havaianas Top. “Este modo de exposição dos produtos só pode ser montado devido ao crescimento do portfólio da marca. Há 17 anos, comercializávamos apenas um tipo de sandália e hoje contamos com mais de 80 modelos”, diz Rui Porto, Consultor de Comunicação e Mídia da Alpargatas, empresa que detém a marca Havaianas, em entrevista ao Mundo do Marketing.



A Santa Lolla também utiliza alguns artifícios visuais para capturar as consumidoras nas ruas ou nos shoppings. Todas as lojas seguem um projeto fixo, porém, a cada nova coleção, são feitas alterações nas bases expositoras, que acompanham as tonalidades dos lançamentos. As prateleiras são mais baixas para favorecer o acesso aos produtos, que são dispostos em blocos de cores em degradê, semelhante ao que faz a Havaianas.


Além de usar as cores como chamariz, a marca de calçados femininos muda com frequência a exposição dos produtos, de modo que os consumidores possam visualizar todos os itens da coleção. “Toda semana colocamos produtos diferentes nas prateleiras e a cada 15 dias também alteramos o display interno da loja. Desse modo, os clientes sempre encontram novidades, sem necessariamente haver um lançamento oficial”, afirma Marcela Bussamra, Coordenadora de Marketing da Santa Lolla, em entrevista ao portal.


Estratégias para aumentar o ticket médio
Outra marca que opera de maneira parecida é a Chilli Beans. O diferencial que a empresa pretende oferecer é priorizar a experiência de compra, sem a abordagem direta do vendedor. O projeto da loja é voltado para estimular o autosserviço. Ao entrar nas lojas, os clientes devem se sentir à vontade para escolher entre os modelos de óculos e acessórios comercializados pela marca.



“Entendemos que a loja inteira deve ser uma vitrine. Não queremos simplesmente empurrar os produtos para os clientes, e por isso, treinamos os vendedores para oferecer uma consultoria de moda no ponto de venda. O consumidor precisa entrar na loja, encontrar algo a seu gosto e sair satisfeito”, afirma Denis Sullivan ao Mundo do Marketing, responsável pelos pontos de venda da Chilli Beans em Goiânia, que seguem o mesmo padrão em todo o país.


Seguindo o conceito de Fast Fashion, a cada semana, as lojas da Chilli Beans recebem 10 modelos de óculos e armações. A variedade de produtos disponíveis em pouco tempo e a liberdade dos consumidores para experimentá-los, sem o intermédio direto dos vendedores, podem gerar uma indecisão, o que acaba por beneficiar as empresas.


“Permitindo que o consumidor toque os produtos e os experimente ele pode ter dúvidas sobre qual modelo ou peça levar. Para não ficar infeliz, o cliente acaba comprando os dois, o que colabora para aumentar o ticket médio das lojas”, diz Heloísa Omine, membro do Núcleo de Varejo da ESPM e especialista em ponto de venda, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Interatividade no ponto de venda
Um dos benefícios de investir neste modelo de loja é tangibilizar a imagem mental que os consumidores têm dos produtos e também torná-los parte do ambiente. Para isso, os pontos de venda devem transmitir uma sinergia entre o conceito da marca e os itens comercializados. É pensando assim que a Puket busca criar uma atmosfera convidativa para os clientes.



Para estimular os consumidores a entrarem nas lojas, as portas são geralmente grandes, facilitando a circulação. A estrutura é pensada para comportar as cerca de duas mil opções de produtos diferentes, entre meias e roupas íntimas. 


Como resultado, cerca de três milhões de pessoas passam pelas mais de 90 lojas da marca a cada ano. “Antes de iniciar a experiência de venda, damos um espaço de tempo para os consumidores sentirem o clima da loja, visualizarem e tocarem os produtos” afirma Andrea Mendes, Diretora de Franquias da Puket.


A estratégia não funciona apenas na dimensão física de disposição dos itens. O desafio para as marcas está em oferecer a melhor experiência ao consumidor. No momento em que entra na loja, o cliente precisa sentir que não existe uma barreira entre ele os produtos desejados. Por outro lado, para dar mais liberdade ao visitante nos pontos de venda, é preciso orientar os vendedores sobre a abordagem mais adequada.

domingo, 13 de novembro de 2011

Gastos com mídias digitais crescem 25% em 2011


"Estudo da Razorfish mostra que o maior motivo são os anúncios pagos no Facebook, que teve alta no tráfego de 69% em 2011, enquanto a web teve queda de 9%"


 *||* Por Fernanda Salem | 11/11/2011


Os investimentos em mídias digitais cresceram 25% em 2011 no mundo, diz levantamento da Razorfish, agência internacional de Marketing Interativo e tecnologia. O estudo ressalta que o motivo principal é a evolução do Facebook como plataforma de mídia paga.


A importância da rede é destacada: seu tráfego cresceu 69% no ano, enquanto na web houve queda de 9%. Como principais meios de atingir o consumidor com ações de Marketing, a pesquisa cita o “Gamification”, jogos sociais que as empresas vem aproveitando intensivamente, e o Social Cloud, para acelerar a interação de conteúdo, ao conectá-lo a diferentes comunidades.


Outro destaque é o fenômeno do “always-on phone”, consequência da explosão de tablets e smart phones, que fez a mobile mídia dobrar em 2011. Cerca de 80% dos entrevistados afirmam que usam o celular enquanto assistem TV e 38% procuram mais informações no aparelho sobre os produtos que vêem na tela. O resultado mostra a importância da cross media para os anunciantes alinharem sua comunicação às ofertas em mobile.

razorfish

O modelo Abílio Diniz de gestão.


"Empresário busca desenvolver trabalho com disciplina, gestão e prazer."



Postado por Bruno Mello - 11/11/2011





Disciplina, gestão eficiente e prazer formam o tripé de sucesso no modelo de liderança adotado por Abílio Diniz à frente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar. Aos 74 anos, já avô e ao mesmo tempo pai de dois filhos com cinco e dois anos, Diniz mostra a juventude de quem está empreendendo como se fosse hoje. Em conversa com milhares de executivos nesta semana na HSM ExpoManagement, Diniz defende um modelo de gestão baseado em valores, pessoas e processos.

Humildade é hoje um dos valores mais importantes a um dos homens mais ricos do mundo. Para Diniz, ser humilde não é fazer voto de pobreza, mas ter interesse em aprender com os outros, ouvir e tratar as pessoas com deferência. Determinação também é outra característica valorizada pelo mandatário do Grupo Pão de Açúcar, seguida por saber o que quer, onde está a meta e ir buscá-la com garra e força.

Neste contexto, entra em cena a disciplina. “Só consigo fazer o que faço porque tenho disciplina”, aponta Abílio Diniz. Mas há outros ingredientes em sua fórmula de sucesso. “Faça tudo com prazer, alegria e equilíbrio emocional. Temos que buscar uma harmonia na vida”, acredita. Atividade física também é importante. “Ninguém precisa ser atleta, mas tem que ter um mínimo de cuidado com o seu corpo porque é através dele que você se movimenta”.

Fé em Deus
Na receita de Diniz, há outro elemento importante: controle do estresse. “Um mundo sem estresse seria chato”, brinca. “Temos que nos estressar apenas com o que é importante”, recomenda. Neste caminho, controlar as emoções faz parte dos requisitos de um bom gestor. Até a fé entra no modelo de gestão de Abílio Diniz. “O que me torna forte é a fé que tenho em Deus. Sou um pedinte. Peço muitas coisas a Deus. Porém, só faço isso quando tenho certeza de que já fiz tudo que depende de mim para conquistar aquilo que quero”, conta.

O amor é outro fator intangível que está na cartilha de Diniz. “Tem que colocar a alma e o amor na empresa e nas pessoas que trabalham nela”, afirma. Ainda assim, nada disso tem eficácia se não houver processos claros. “Algumas empresas travam por excesso de reuniões”, aponta. “Eles fazem reunião porque não sabem o que fazer e para procurar culpados para os erros”, critica. “Tem que estar escrito claramente o que a empresa tem que fazer. Isso não quer dizer que vai engessar a companhia, mas sim vai colocá-la num trilho”, recomenda.

O que não pode entrar nesta receita de sucesso é o sonho. Sonhar não faz parte das crenças de Abílio Diniz. “O empresário não tem direito de sonhar. Ele tem que ser pragmático e objetivo, não pode ter devaneio. Tem que ter equilíbrio e sempre buscar a felicidade. Pode parecer piegas, mas não é. É assim que vivo e é isso que busco passar para todo mundo no Pão de Açúcar e na minha família”.