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sexta-feira, 8 de junho de 2012
Kraft Foods leva ao Rio de Janeiro casa itinerante
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Quem são e como se comportam os consumidores da Geração A
"Formado por 62% dos idosos de 60 a 75 anos do Rio de Janeiro, perfil traçado por estudo mostra rejeição a termos como “melhor idade”, entre outros estereótipos criados."
*\\* Por Isa Sousa | 06/06/2012
“Se antes essas pessoas se aposentavam, hoje elas aproveitam. A Geração A viveu a infância nos anos dourados e deu sentido à juventude, e agora dá novo sentido à vida, rejeitando rótulos e estereótipos. Eles são tudo o que pensamos que não são”, avalia Tatiana Soter, Diretora de Planejamento e Atendimento da Agência Quê, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A mudança é perceptível até mesmo nas relações pessoais desse novo grupo. Hoje 26% dos novos idosos têm “ficantes”, termo sequer usado na época em que eram jovens, 47% possuem vida sexual ativa e 26% estão conectados em redes sociais como Facebook e Orkut.
Além de ativos e autênticos, outra característica dominante na Geração A é o potencial para o consumo. Apesar de os próprios idosos se sentirem rejeitados pelo mercado, de acordo com o estudo Riologia, 71% do total de entrevistados ainda são provedores da família, 76% fazem planos para viajar e 14% possuem smartphones, indicando um forte potencial de compra.
“Nosso objetivo inicial era mostrar ao mercado novos perfis de consumo. Agora, o resultado que estamos tendo é quase um trabalho de comportamento social porque quebramos os preconceitos das gerações e, com esses resultados, elas poderão ser vistas de outras formas. A Geração A está fazendo o que já sabia fazer: mudar os padrões”, contou Adriana Hack, Diretora Geral da Casa 7 Núcleo de Pesquisa, durante o evento realizado ontem, dia 5, no Rio de Janeiro, para apresentar os resultados da pesquisa.
Outro ponto revisto é que não há diferenciação na vontade de consumir das classes A, B e C. O que muda entre elas é a possibilidade e a força de compra. “Se a classe A pode ir a Paris, a classe C vai para Búzios e de todas as formas ambas viajarão. O que percebemos é que os idosos de hoje são diferentes dos de 30 anos atrás. Eles são um público com potencial de consumo gigante e certamente quem tiver um olhar atento terá oportunidade de se destacar e estabelecer uma comunicação direta com eles”, explica Tatiana Soter.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Dafiti, o fenômeno que ganhou espaço no comércio eletrônico brasileiro
"Com pouco mais de um ano no Brasil, site fechou 2011 com 72 milhões de visitas e pretende dobrar esse número em 2012. Empresa já expandiu suas atividades para América Latina e México."
*||* Por Leticia Muniz || 05/06/2012
Com mais de 3,6 milhões de visitantes únicos no ano passado, 400 marcas diferentes e um portfólio composto por 25 mil produtos à venda, a Dafiti chega ao posto de uma das maiores varejistas online de moda e acessórios do país. A proposta inicial dos sócios era vender sapatos, no entanto, as linhas de produtos foram ampliadas com as roupas e, desde o mês passado, também com cosméticos e artigos de cama, mesa e banho.
Desconfiança do consumidor
Outro ponto analisado foi a habitual desconfiança do consumidor brasileiro com relação às compras na internet. Para driblar esse entrave, foi estruturado um canal telefônico para os atendimentos de pré e pós venda. Além disso, a loja virtual adotou o frete grátis e a devolução e troca de produtos sem custo para o cliente.
“Fizemos vários estudos e percebemos que no Brasil as pessoas não devolvem tanto as compras, ao contrário dos americanos e europeus. Por isso vimos que podíamos trabalhar com a troca e devolução grátis. Notamos também que o volume de ligações no SAC é bem grande, o que mostra uma certa desconfiança no início. Mas, depois que compra pela primeira vez, o consumidor se torna fiel”, completa Huffmann.
A Dafiti foi criada para atender, primeiramente, os públicos das classes A e B, no entanto, as vendas já se estenderam para a Classe C, novo foco da loja virtual. O Marketing também deixou de ser apenas digital e chegou à TV.
O desempenho indica que a companhia pode ser considerada um case incomum de sucesso, com crescimento rápido e taxa de aceitação muito alta. “A Dafiti é a empresa online de crescimento mais rápido do Brasil. Um dos pontos é a natureza dos sócios, que não são apenas brasileiros, o que faz com que eles tenham experiência no exterior. Não se trata de um modelo inovador. Eles pegaram um modelo de sucesso no exterior e implantaram no Brasil”, comenta Fernando de La Riva, especialista em Negócios Digitais e Diretor-Executivo da Concrete Solutions, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Dafiti tem uma fórmula europeia de negócios e entrou no país em busca de um mercado que ainda não estava explorado e podia abrigar um grande player. O conceito adotado é o de fast movers, sem focar na inovação, mas baseado em negócios de sucesso já estabelecidos.
“Provavelmente nunca nesse setor alguém conseguiu montar um negócio em tão pouco tempo. Eles começaram com um direcionamento mais focado e isso talvez tenha permitido o primeiro crescimento e, agora, estão ampliando o portfólio. O espaço estava aberto para ser explorado de uma forma brilhante. Vale lembrar que o ano em que eles cresceram foi um período de grande distúrbio para os varejistas do e-commerce brasileiro”, afirma de La Riva.
O objetivo da Dafiti é continuar crescendo no país e fora dele. A empresa já expandiu suas atividades para Argentina, Chile, Colômbia e México, para onde pretende levar o mesmo sucesso do Brasil.
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