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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Kraft Foods leva ao Rio de Janeiro casa itinerante



"Exposição inaugurada em 2011 chega à capital carioca pela primeira vez e mostra as mudanças no estilo de vida da família brasileira nas últimas décadas."



*//* Por Sylvia de Sá || 06/06/2012


A Kraft Foods aproveita a realização da conferência Rio+20, a partir do dia 13, para levar a exposição “Uma Casa, Mil Olhares” ao RIO DE JANEIRO pela primeira vez. Desenvolvida pela empresa em parceria com a Evoluir – Educação e Sustentabilidade e o Instituto Akatu, a casa itinerante mostra as mudanças no estilo de vida da família brasileira nas últimas décadas e estará no Museu da República, entre os dias 14 e 24.

No local, o público poderá participar de atividades interativas, em ambientes que abordam aspectos como consumo de energia, moda, alimentos, uso racional da água, convivência no espaço público e reciclagem. A ação faz parte do programa “Uma Vida Sustentável”, criado pela Kraft Foods Brasil em 2009. Inaugurada em 2011, a casa mede cerca de 100 metros quadrados e já passou por cidades dos ESTADOS de São Paulo e Pernambuco. Entre 6 e 29 de julho será a vez do público paulistano visitar a obra, que estará na arena de eventos do Shopping Eldorado, na capital paulista.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quem são e como se comportam os consumidores da Geração A



"Formado por 62% dos idosos de 60 a 75 anos do Rio de Janeiro, perfil traçado por estudo mostra rejeição a termos como “melhor idade”, entre outros estereótipos criados."



*\\* Por Isa Sousa | 06/06/2012


terceira idade,idosos,consumidores acima de 60 anos,pesquisaEsqueça a IMAGEM de um senhor com uma bengala na mão e de costas curvadas como representação da terceira idade. Ativa, autêntica e querendo tudo para agora, a Geração A rejeita rótulos, estereótipos e tão pouco se sente representada pela mídia. O estudo Riologia, realizado no Rio de Janeiro, cunhou o termo e traçou o perfil desse novo grupo, que representa 62% dos cariocas de 60 a 75 anos.

O estudo faz parte de um PROJETO que abordará diferentes perfis cariocas. A decisão de começar pelo idoso levou em conta a falta de conhecimento do mercado sobre este público. No total, 577 idosos foram ouvidos durante três meses, sendo 515 na pesquisa quantitativa e 62 na qualitativa, em que foram avaliados hábitos, PRÁTICAS de consumo e atitudes.

Deste total, o levantamento coordenado em conjunto pela Agência Quê e pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa concluiu que a Geração A é formada por 67% de MULHERES e 57% de homens. Entre as classes sociais, a C predomina com 64% do target e a AB fica com 62%. Em relação à idade, é maioria o grupo entre 60 e 68 anos (71%), seguido pelos consumidores de 69 a 75 anos (55%).

“Se antes essas pessoas se aposentavam, hoje elas aproveitam. A Geração A viveu a infância nos anos dourados e deu sentido à juventude, e agora dá novo sentido à vida, rejeitando rótulos e estereótipos. Eles são tudo o que pensamos que não são”, avalia Tatiana Soter, Diretora de Planejamento e Atendimento da Agência Quê, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A mudança é perceptível até mesmo nas relações pessoais desse novo grupo. Hoje 26% dos novos idosos têm “ficantes”, termo sequer usado na época em que eram jovens, 47% possuem vida sexual ativa e 26% estão conectados em redes sociais como Facebook e Orkut.

terceira idade,idosos,consumidores acima de 60 anos,pesquisa“Queremos consumir”
Além de ativos e autênticos, outra característica dominante na Geração A é o potencial para o consumo. Apesar de os próprios idosos se sentirem rejeitados pelo mercado, de acordo com o estudo Riologia, 71% do total de entrevistados ainda são provedores da família, 76% fazem planos para viajar e 14% possuem smartphones, indicando um forte potencial de compra.

“Nosso objetivo inicial era mostrar ao mercado novos perfis de consumo. Agora, o resultado que estamos tendo é quase um trabalho de comportamento social porque quebramos os preconceitos das gerações e, com esses resultados, elas poderão ser vistas de outras formas. A Geração A está fazendo o que já sabia fazer: mudar os padrões”, contou Adriana Hack, Diretora Geral da Casa 7 Núcleo de Pesquisa, durante o evento realizado ontem, dia 5, no Rio de Janeiro, para apresentar os resultados da pesquisa.

Outro ponto revisto é que não há diferenciação na vontade de consumir das classes A, B e C. O que muda entre elas é a possibilidade e a força de compra. “Se a classe A pode ir a Paris, a classe C vai para Búzios e de todas as formas ambas viajarão. O que percebemos é que os idosos de hoje são diferentes dos de 30 anos atrás. Eles são um público com potencial de consumo gigante e certamente quem tiver um olhar atento terá oportunidade de se destacar e estabelecer uma comunicação direta com eles”, explica Tatiana Soter.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dafiti, o fenômeno que ganhou espaço no comércio eletrônico brasileiro




"Com pouco mais de um ano no Brasil, site fechou 2011 com 72 milhões de visitas e pretende dobrar esse número em 2012. Empresa já expandiu suas atividades para América Latina e México."


*||* Por Leticia Muniz || 05/06/2012


dafiti,ecommerce,sapatos,loja virtualFundada há pouco mais de um ano no Brasil, a Dafiti se TRANSFORMOU em um case de sucesso no e-commerce. Em 2011, o site recebeu 72 milhões de visitas, alcançando um faturamento de R$ 400 milhões. Somente em 2012, o número de acessos já chegou a 43 milhões e deve dobrar até dezembro, comparado ao ano anterior.

Com mais de 3,6 milhões de visitantes únicos no ano passado, 400 marcas diferentes e um portfólio composto por 25 mil produtos à venda, a Dafiti chega ao posto de uma das maiores varejistas online de moda e acessórios do país. A proposta inicial dos sócios era vender sapatos, no entanto, as linhas de produtos foram ampliadas com as roupas e, desde o mês passado, também com cosméticos e artigos de cama, mesa e banho.

A Dafiti conta com o investimento do fundo alemão Rocket e é baseada em modelos de sucesso internacionais, como a Zappos, por exemplo. Antes de fundar o negócio no Brasil, os RESPONSÁVEIS pela loja online fizeram diferentes pesquisas. Uma delas apontou que o mercado de sapatos nacional movimentava pelo menos R$ 70 bilhões ao ano. “Percebemos que havia espaço para esse tipo de comércio no Brasil, já que o país não tem a cultura de megastores.”, explica Malte Huffmann, Sócio-Diretor de Marketing da Dafiti, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Desconfiança do consumidor
Outro ponto analisado foi a habitual desconfiança do consumidor brasileiro com relação às compras na internet. Para driblar esse entrave, foi estruturado um canal telefônico para os atendimentos de pré e pós venda. Além disso, a loja virtual adotou o frete grátis e a devolução e troca de produtos sem custo para o cliente.

“Fizemos vários estudos e percebemos que no Brasil as pessoas não devolvem tanto as compras, ao contrário dos americanos e europeus. Por isso vimos que podíamos trabalhar com a troca e devolução grátis. Notamos também que o volume de ligações no SAC é bem grande, o que mostra uma certa desconfiança no início. Mas, depois que compra pela primeira vez, o consumidor se torna fiel”, completa Huffmann.

O diálogo constante é outro DIFERENCIAL da Dafiti. O site oferece um espaço que auxilia na hora da escolha dos produtos, onde é possível encontrar guias de tamanhos e sugestões de look. “O que fazemos é auxiliar o cliente para que ele fique seguro na hora de comprar, possa escolher o tamanho e a cor correta. Há looks completos para que ele saiba como combinar modelos e cores. O que queremos é que o consumidor compre algo que realmente vai usar”, afirma o executivo.

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A Dafiti foi criada para atender, primeiramente, os públicos das classes A e B, no entanto, as vendas já se estenderam para a Classe C, novo foco da loja virtual. O Marketing também deixou de ser apenas digital e chegou à TV.

“Sempre anunciamos no digital. O Google e o Facebook são mercados muito importantes para nós. Mas, com o tempo, percebemos que a TV gera mais CONFIABILIDADE para a marca no Brasil. Usamos o grito no comercial depois de ouvirmos carteiros contarem que algumas clientes realmente gritam quando eles chegam com as caixas da Dafiti”, explica o Sócio-Diretor da Dafiti.

O desempenho indica que a companhia pode ser considerada um case incomum de sucesso, com crescimento rápido e taxa de aceitação muito alta. “A Dafiti é a empresa online de crescimento mais rápido do Brasil. Um dos pontos é a natureza dos sócios, que não são apenas brasileiros, o que faz com que eles tenham experiência no exterior. Não se trata de um modelo inovador. Eles pegaram um modelo de sucesso no exterior e implantaram no Brasil”, comenta Fernando de La Riva, especialista em Negócios Digitais e Diretor-Executivo da Concrete Solutions, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Implantação de negócios de sucesso
A Dafiti tem uma fórmula europeia de negócios e entrou no país em busca de um mercado que ainda não estava explorado e podia abrigar um grande player. O conceito adotado é o de fast movers, sem focar na inovação, mas baseado em negócios de sucesso já estabelecidos.

“Provavelmente nunca nesse setor alguém conseguiu montar um negócio em tão pouco tempo. Eles começaram com um direcionamento mais focado e isso talvez tenha permitido o primeiro crescimento e, agora, estão ampliando o portfólio. O espaço estava aberto para ser explorado de uma forma brilhante. Vale lembrar que o ano em que eles cresceram foi um período de grande distúrbio para os varejistas do e-commerce brasileiro”, afirma de La Riva.

O objetivo da Dafiti é continuar crescendo no país e fora dele. A empresa já expandiu suas atividades para Argentina, Chile, Colômbia e México, para onde pretende levar o mesmo sucesso do Brasil.