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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Propósito de marca no Brasil: riscos e oportunidades



"Edição 2012 da pesquisa goodpurpose sinaliza tendências na relação entre cidadãos, marcas e causas, mostrando que consumidor busca cada dia mais empresas que atendam seus propósitos."



*//* Por Com:Atitude|| 18/06/2012


mercado,consumidor,propósito,pesquisaPode-se dizer que o propósito é um elemento central no cenário brasileiro de engajamento e construção de marcas. Se a EDIÇÃO 2010 da pesquisa goodpurpose já sinalizava um incremento no senso crítico de um consumidor em amadurecimento, o estudo apresentado neste ano afirma esta condição não apenas como tendência, mas um fato.


Hoje, mais brasileiros ingressaram consistentemente na arena de consumo e, não contentes em apenas terem a possibilidade de adquirir mais produtos e serviços, exigem das EMPRESAS um comportamento que transcende o atendimento a requisitos de qualidade e preço. Mais críticos, demandam uma atuação mais ampla, que considere questões de interesse público e universos simbólicos capazes de agregá-los racional e afetivamente.


Para tanto, as empresas devem agir a partir de um propósito, ou seja, algo que demonstre suas visões de mundo e, ao mesmo tempo, enderece questões relevantes para os públicos com quem se relacionam.


Ao endereçar um propósito relevante para seus stakeholders, uma marca amplia sua CONFIANÇA, o que gera melhores condições para que se atribua a ela um valor superior. Além disso, ela fortalece seus relacionamentos, compartilha benefícios junto à sociedade, sem deixar de favorecer um incremento em sua performance comercial.


No Brasil, o propósito está no centro de estratégias de marcas vencedoras, como Natura – que conecta como poucos empreendimentos no mundo suas crenças e um modelo de negócio sustentável – Petrobras e Nestlé. Em comum a todas estas corporações, está a preocupação em realizar entregas para além de seus portfolios, em um movimento no qual incluem em suas agendas associações a conteúdos sociais, ambientais, esportivos, culturais, entre outros que mantém nexo com o significado de suas marcas, o desafio de suas operações e, claro, os anseios da SOCIEDADE em que se inserem.


Conforme a conclusão da última edição da pesquisa Trust Barometer, realizada pela Edelman, cabe às empresas liderar a partir de um propósito engajador, dado o cenário de paralisia governamental e um panorama brasileiro inédito em que as organizações não-governamentais sofrem com a falta de prestígio. Trata-se, contudo, de uma responsabilidade e uma oportunidade.


 Responsabilidade pelo desafio que reside em encontrar um propósito alinhado às perspectivas e identidade da marca e oportunidade pelos resultados potenciais que uma companhia pode alcançar ao transformar sua visão em ações concretas e socialmente relevantes. Particularmente no Brasil, em que o cidadão valoriza ainda mais a atuação empresarial junto a causas, trata-se de um importante vetor de construção de confiança. Todavia, é preciso que as empresas delimitem muito bem seu papel neste sentido, de maneira que não substituam outros entes em questões que cabem, por exemplo, ao governo.


De acordo com os números 2012 de goodpurpose, o brasileiro considera diversas causas como importantes, principalmente pelas inúmeras necessidades estruturais ainda demandadas no país. Entre as causas centrais figuram a proteção ao meio ambiente, a melhoria dos serviços de saúde e o acesso à educação. Neste sentido, percebe-se uma forte confluência entre questões teoricamente correspondentes à ação governamental que acabam tornando-se frentes a serem consideradas também pelas corporações. 


Todavia, uma esfera não substitui a outra; por essa razão, as empresas devem engajar-se em parcerias complementares, que envolvam também os cidadãos em uma atmosfera participativa capaz de tornar tais déficits em soluções reais. A avaliação por parte deles é crítica quanto ao desempenho das empresas neste sentido: 48% dos entrevistados creem que as corporações não têm endereçado causas de maneira adequada. Enquanto isso, somente 26% consideram a atuação empresarial boa ou excelente neste sentido.


Esta avaliação “fraca” não representa, porém, uma atuação insatisfatória por parte das empresas. Além de todas as expectativas – inclusive as que não dizem respeito a elas – serem depositadas sobre seus ombros, há outros pontos a serem trabalhados que influenciam na percepção dos indivíduos em relação a este tipo de performance, como comunicação e, obviamente, a intensidade do engajamento liderado pelas marcas em torno das causas que defendem.


mercado,consumidor,propósito,pesquisaEngajar é mandatório em um cenário de progressivo aumento do poder de indivíduos conectados, que conversam em escala global a respeito de inúmeros interesses. Afinal, a autoridade não está mais centralizada em instituições como a mídia, o governo ou mesmo as empresas. No Brasil, esta afirmação do potencial dos cidadãos comuns tem se elevado rapidamente. Para os respondentes de goodpurpose no país, 20% creem em sua importância para endereçar propósitos. Todavia, o governo lidera esta responsabilidade com 52% enquanto a expectativa que recai sobre as empresas é de 6%.


Vincular-se a causas gera, também, condições comerciais favoráveis. O brasileiro mostra-se propenso a pagar mais, recomendar e ser fiel a marcas que colocam o propósito como ponto relevante em seus negócios. O ambiente para mudança é positivo, pois 76% creem ser possível para as companhias realizar lucros e, simultaneamente, cuidar de causas de modo consistente. Para se ter uma ideia, em 2007 este índice era de 58%, o que demonstra o amadurecimento do consumidor brasileiro quanto ao tema. À parte de preço e qualidade, o cidadão local confere imensa importância às atitudes concretas das marcas, muito à frente de outros qualificativos como design, inovação ou mesmo lealdade.


O país, ao mesmo tempo em que vive um florescimento do consumo, mostra que há muitos outros aspectos além das transações comerciais. Trata-se de um horizonte promissor, no qual as marcas deverão elevar a qualidade de suas atitudes em relação a causas caso desejem ter uma atuação mais civilizada, consciente e alinhada às demandas desta sociedade. Tendem a sobreviver no longo prazo as marcas que tiverem uma sólida associação a causas e conteúdos capazes de darem vida a um propósito considerado importante pelos indivíduos.


Em linhas gerais, os números brasileiros mostram-se em níveis superiores à média global, o que demonstra uma manutenção de importantes tendências verificadas na edição de 2010 da pesquisa. Podemos organizá-las da seguinte forma:

1) Consumidores emergentes e mais críticos ganham espaço e afirmam seus próprios potenciais para agir em torno de causas;

2) Indivíduos acreditam cada vez mais em seus poderes para atuar sobre um propósito – processo de descoberta pessoal deflagrado pelo aumento do poder aquisitivo contribui para a elevação da autoconfiança;



Empresas têm a chance de liderar por propósito, mas também engajar indivíduos e outros grupos como governo e ONGs;


3) Há muitas causas a endereçar no país, sobretudo pelo déficit da atuação pública em muitas áreas; porém, as empresas não devem substituir outras entidades – como o governo – em suas práticas ao redor destes propósitos;


4) Atuar sobre propósitos, portanto, é uma notável oportunidade e, ao mesmo tempo, um risco caso estas atitudes não tenham consistência e não sejam contínuas e comunicadas;


5) O propósito afirma-se como vetor de construção de lealdade, recomendação e escolha de marca, contribuindo crescentemente na performance comercial das empresas que operam no país.


*Por Rodolfo Araújo e Sharon Hess. Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Com:Atitude, da Edelman Significa, e agora no Mundo do Marketing de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

domingo, 17 de junho de 2012

Fast Shop entra no mercado de incentivo com nova plataforma



"Marca investe e lança a Fast Incentivos para se destacar no setor. Software desenvolvido para empresas de grande, médio e pequeno porte pretende ser diferencial."



*//* Por Isa Sousa | 15/06/2012


Fast Incentivos,Fast Shop,marketing de incentivos,mercado de incentivosA Fast Shop lançou nesta semana a Fast Incentivos, nova MARCA da companhia, que entra no mercado apostando em tecnologia como forma de competição com grandes empresas do ramo. O foco do empreendimento é no atendimento às agências de incentivo, fidelidade e relacionamento, bem como empresas patrocinadoras e incentivados. O negócio inicia sua operação na segunda-feira, dia 18, por meio do site, e pretende aproveitar o aquecimento do setor, que vem obtendo um desempenho positivo nos últimos anos. Em 2011, segundo a Associação de MARKETING Promocional (Ampro), o mercado de incentivos movimentou R$ 39,6 bilhões no Brasil. O valor representa um crescimento de 18,9% em relação a 2010 e a expectativa é que em 2012 o setor movimente R$ 40 bilhões.

Atuante no MERCADO desde 1986, a Fast Shop começou como concessionária de motocicletas e atua hoje no varejo de eletroeletrônicos com 70 lojas em sete estados e quatro regiões do país, além de televendas e loja online. O faturamento anual não é divulgado, porém em 2010, quando ainda possuía 63 lojas, estima-se que a empresa encerrou o ano faturando R$ 3 bilhões.

Plataforma própria como diferencial
Com a criação da nova unidade de negócios, a Fast Incentivos pretende se consolidar na área e competir de maneira focada, ampliando a possibilidade de futuros clientes por meio de um software flexível, DESENVOLVIDO exclusivamente para área.

“O mercado oferece hoje apena uma solução para empresas que já têm a ferramenta de software do seu lado. Estamos indo um pouco além e oferecendo outros níveis dessas soluções, para atender inclusive aquelas empresas que não têm nenhuma ferramenta e querem operacionalizar suas campanhas com um sistema voltado para isso”, explica Vincenzo Lasalvia, Diretor da Fast Incentivos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A plataforma é um dos principais canais de relacionamento entre a empresa e seus funcionários no Marketing de incentivo. Por meio de um hotsite, é o software que permite o cadastramento do usuário e a posterior visualização de pontos acumulados, prêmios e o resgate dos mesmos.

No programa desenvolvido, as empresas que já possuírem um site exclusivo para colaboradores serão conectadas diretamente com a plataforma da marca, que permitirá a visualização do catálogo de itens disponíveis para serem resgatados. Caso a empresa não possua nenhum tipo de ferramenta, a marca oferecerá todo o serviço.

Atenção ao pós-venda
Além da criação do software, focando no novo mercado, a Fast Shop expandiu o catálogo com mais de 500 itens e a projeção é que amplie ainda mais o número de produtos. Como Fast Incentivos, a marca também terá itens específicos para as campanhas de incentivo, inclusive com a possibilidade de personalização.

Outra preocupação é o pós-venda, devido à operação B2B que a empresa realiza. “É muito importante que toda uma infraestrutura de apoio seja dada às empresas durante o processo de vendas, porém tomamos um cuidado muito grande na estruturação da operação pós-venda e focamos na equipe, para que haja atendimento adequado às empresas. Isso é fundamental e um dos aspectos mais importantes”, disse Lasalvia.

sábado, 16 de junho de 2012

Máquina da Coca-Cola fornece acesso gratuito à internet



RPs\G10M-19/2012


REPORTAGENS: 

Gipope - Marketing - Logística & Solutions.

POR COLABORADORES.



*//* Postado por Fernando Kimura - 14/06/2012


Esta AÇÃO é o que podemos chamar de extreme out of the box! E ainda para completar a ação é da Coca-Cola, para os que seguem o blog já falei da Coca inúmeras vezes. Desta vez o case é brasileiro, e está indo para Cannes 2012.


A ideia é associar adolescentes à felicidade. Para os jovens, hoje, um dos pontos associados à felicidade é o acesso a internet. A partir deste conceito, Coca-Coca criou o Refil de Felicidade, uma máquina física que, ao aproximar o CELULAR, completa o aparelho com 20 litros de felicidade. Na prática são 20MB´s de acesso à internet.


Simplesmente sensacional! A experiência conecta o inimaginável, e o aplicativo permite que uma ANIMAÇÃO da Coca-Cola preenchendo o celular aconteça!
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Neste momento, a ideia está funcionando com a operadora Oi, mas a Coca-Cola pensa grande e pretende conectar outros operadoras na ação! Confira o vídeo case:
Mais uma vez, parabéns Coca-Cola, que realmente vai muito além na VIDA das pessoas.