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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mulheres sentem mais prazer ao consumir
Fifa e Sony anunciam música oficial do mascote da Copa
“Tatu Bom de Bola” foi composta por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto e utiliza instrumentos de percussão e cavaquinho. Ideia é remeter ao clima das torcidas."
*\|\* Por Isa Sousa || 17/09/2012
A Fifa e a Sony Music Entertainment anunciaram hoje, dia 17, a música oficial do mascote da Copa do Mundo de 2014. “Tatu Bom de Bola” foi composta por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto. O download da canção pode ser feito inicialmente por clientes Oi e, a partir do dia 26 de setembro, para o público em geral.
A música é uma mistura de samba, xote e embolada, e utiliza instrumentos de percussão e cavaquinho. A ideia é remeter ao clima das torcidas. Com um coro de crianças simulando uma brincadeira de rua, a letra descortina a arte de JOGAR futebol e apresenta o tatu-bola.
“Tatu Bom de Bola” é cantada por Arlindo Cruz em português. Leia abaixo a canção na íntegra:
Sai da toca vem tatu toca na bola
Futebol é uma escola
Mundo inteiro quer jogar
Brasileiro de primeiro de janeiro
Um moleque tão LIGEIRO,
Tão difícil de marcar
Ele brinca na pelada, no bobinho
Show de bola lá no baba
Arrebenta no rachão
Balança pra lá, balança pra cá
Explode nosso coração
Balança pra lá, balança pra cá
Em cada comemoração
Só faz gol de placa
É a sensação
Tatu bom de bola
Ele é CAMPEÃO.

Sai da toca vem tatu toca na bola
Futebol é uma escola
Mundo inteiro quer jogar
Brasileiro de primeiro de janeiro
Tão difícil de marcar
Ele brinca na pelada, no bobinho
Show de bola lá no baba
Arrebenta no rachão
Balança pra lá, balança pra cá
Explode nosso coração
Balança pra lá, balança pra cá
Em cada comemoração
Só faz gol de placa
É a sensação
Tatu bom de bola
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Jovens 2.0 questionam mais as marcas e seus discursos
"Descaracterização de um modelo tradicional de família influenciou diretamente adolescentes de 13 a 17 anos em sua relação com o consumo, segundo estudo Riologia."
*\\\* Por Isa Sousa || 17/09/2012
De acordo com o estudo Riologia, coordenado pela Agência Quê e pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa, 46% dos adolescentes cariocas das classes A, B e C são “Jovens 2.0”. O número é uma referência direta à web 2.0, universo em que estão inseridos desde o nascimento e que, na pesquisa, indicam pessoas contemporâneas, articuladas, maduras, irreverentes, independentes, autônomas e versáteis.
A estrutura familiar tradicional perdeu o sentido para 60% dos jovens entrevistados, que já não moram ou nunca moraram com pai e mãe sob o mesmo teto. A pesquisa encontrou, por exemplo, 49 modelos diferentes de convívio familiar ao entrevistar 531 adolescentes quantitativamente e 90 qualitativamente. Os exemplos são vários: 28% moram com um dos pais, 24% moram com um dos pais e madrasta ou padrasto, 8% não moram com nenhum dos pais.
A mudança estrutural, no entanto, não é nociva e, no mundo do consumo, é até mesmo essencial. O modelo “família margarina” não existe para 44% dos Jovens 2.0, o que não significa uma descrença nas instituições, mas uma consciência e amadurecimento maiores. “Na cabeça deles, uma família estruturada não significa pai e mãe morando juntos. O que vale nessa relação é o afeto e o bom relacionamento entre todos, independente da localização geográfica”, explica Adriana Hack, Sócia-Presidente da Casa 7 Núcleo de Pesquisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A maturidade quase precoce desses adolescentes nascidos no mundo “www” faz deles referência dentro de casa. O estudo Riologia indica que 89% dos entrevistados consideram que têm liberdade e autonomia no seu ambiente familiar. A independência chega a ser financeira, já que 79,3% têm de administrar a mesada de R$ 138,00, em média.
Além disso, esses adolescentes são os maiores influenciadores nas decisões da compra de uma família e funcionam como porta-vozes das novidades e críticas. Excetuando-se a mesada, 95% deles consomem alguma forma de lazer: 96% frequentam shoppings; 91% frequentam a praia; 75% vão ao cinema, 52% gostam de praticar esportes; 46% vão a restaurantes; 21% a bares; e 13% ao teatro.
Por serem críticos e funcionarem como representantes de uma família, os filhos 2.0 não aceitam relações impostas. Apesar de respeitarem as opiniões dos adultos, como pais e professores, eles querem construir seus próprios modelos. “A estrutura da família tem reflexo direto nessas novas relações.
Se ela muda, eles também mudam. E não só vínculo estrutural, mas também emocional”, avalia Tatiana Soter, Diretora de Planejamento e Atendimento da Agência Quê.
A rigidez nos critérios desses novos adolescentes pode ser verificada quando o tema é educação: 56,3% avaliam como regular, ruim ou péssima a forma de ensino atual. Ainda assim, eles não desconsideram a importância das instituições: 66% aprendem coisas importantes para a vida na escola; 65,5% com a família; 27,8% com os amigos; 25,8% em cursos, 24% na internet e 21,3% na TV.
A desconstrução das hierarquias que os jovens 2.0 aprenderam na prática reflete também na relação entre o que é real e virtual. Para eles, não há diferença entre um e outro. O laço familiar que mantêm com pais distantes fisicamente é exemplo.
Independente da forma de relacionamento entre pais e filhos, o que importa é a mensagem que um transmite ao outro. “Para eles, a questão da família, se ela é convencional ou tradicional, tem mais a ver com afeto. O diálogo é importante, não o formato dele. Seja falando por e-mail, telefone, skype ou sms, real e virtual, não têm diferença. Se existe afeto, é real”, diz Adriana.
A conclusão, segundo o Riologia, é que a independência desses jovens hoje refletirá claramente na forma como eles lidarão com o consumo, a família e a educação no futuro, como adultos. “Sem dúvida a relação será bem diferente. Sim, eles imaginam casar e ter filhos, mas querem ter consistência nas escolhas. Eles questionam os nossos valores, a nossa geração, porque, por exemplo, a taxa de separação é tão alta.
A firmeza nas escolhas sem dúvida será maior que a nossa”, aponta Tatiana Soter.
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